terça-feira, 30 de abril de 2013

Eurostat - Portugal continua a ter a terceira taxa de desemprego mais elevada (17,5%)



A taxa de desemprego em Portugal situou-se nos 17,5% em março, igual a fevereiro, mas acima dos 15,1% observados em março de 2012, com os jovens desempregados a subir de 38,1 para 38,3%. 

De acordo com os dados do gabinete de estatística europeu (Eurostat), na zona euro, a taxa de desemprego (corrigida de variações sazonais) subiu para 12,1% em março, acima dos 12% observados em fevereiro, enquanto na União Europeia permaneceu inalterada nos 10,9%. 

Entre os Estados-membros, Portugal continua a ter a terceira taxa de desemprego mais elevada (17,5% - valor que se mantém inalterado desde janeiro deste ano -, apenas atrás da Grécia (27,2%, referente a janeiro) e de Espanha (26,7%), enquanto a Áustria (4,7%), a Alemanha (5,4%) e o Luxemburgo (5,7%) apresentam as mais baixas.

RTP 1 - Termómetro Político - António Seguro - avaliação do XIX Congresso

João Marcelino (nota 15): Teve dois bons discursos, virados para o país e perdendo pouco tempo com o partido. Vimos que o partido está unido em volta de Seguro. Para o país, ficaram as propostas e as ideias; não são algo que dependa só de nós mas de uma negociação externa mas essa é a pedra de toque de Seguro, que no quadro actual não é possível fazer melhor. Depende dos dirigentes políticos portugueses terem vontade para mudar esse quadro, uma estratégia que considera correcto. 
Pedro Santos Guerreiro (nota 10): É uma nota que exige mais do que o líder do PS está a dar. O Congresso foi bastante apoteótico e mostrou coesão interna; AJS sai mais consagrado embora não mais forte. Exigência de maioria absoluta é ainda fora de tempo. As medidas foram as mesmas de sempre e dependem da renegociação. A partir do momento em que o PS assume o seu ciclo eleitoral, temos que ser mais exigentes com Seguro. Faltou-lhe propostas que sejam diferentes dentro do que é permitido pela troika, e qual a estratégia para o país, económica e social.
Graça Franco (nota 14): Dispensava-se a maioria absoluta, estando ainda longe do quadro eleitoral, mas correu quase tudo bem. Neutralizou a oposição interna, descolou de Sócrates e apresentou-se como alternativa em tudo, na pose, como líder responsável. Achou o primeiro discurso fraco e o segundo forte e institucionalista. Há propostas que têm que ser negociadas no quadro europeu mas essa discussão já existe.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Viseu - José Junqueiro apresenta Proposta de Governo Participativa para a autarquia

Hoje, segunda, às 21, no hotel Montebelo, José Junqueiro apresenta a Proposta de Governo Participativa para a autarquia. 
Ficará em discussão pública nos próximos meses. Será um texto final participado pelos viseenses. Colocado na plataforma da Candidatura, todos poderão enviar sugestões e críticas. 
É uma inovação e uma estratégia para aproximar as pessoas das decisões que influenciam as suas vidas. É o modo de lhes demonstrar que a sua opinião conta.

António Seguro concretiza um Novo Rumo, com ambição, verdade e um PS unido.

O discurso de encerramento foi realista e mobilizador. Enuncia com precisão as propostas que só dependem de nós e que estão ao alcance do PS e do país. Revela ambição e afirma as que dependem da capacidade de negociação na Europa, em parceria estratégica com outros países e até com outras famílias políticas. Deixa claro que a sua sua prioridade é o emprego e defesa do Estado Social. Rejeita a austeridade dos cortes cegos e deixa claro que o rigor das contas públicas e os nossos compromissos externos são para cumprir. E fala verdade ao dizer que os próximos anos são difíceis e comportam sacrifícios, mas a atitude é outra: ajudar as para as pessoas e as empresas e combater a ganância dos mercados.

TVI - Marcelo - Congresso do PS - O PS está preparado para avançar para o governo


Tinha dois objectivos: mostrar que o partido estava unido e falar para o país, mostrar que estava preparado para governar. 
Pelo meio tinha que responder ao PR: AJS começou por responder com muita dureza e depois, inteligentemente, percebeu que vai ter que se dar com o Presidente, e adocicou, moderou o ataque ao PR.
Unificou o partido: ficaram de fora meia dúzia de socráticos (não os mais importantes), o resto foi tudo esmagador em seu torno, até porque o partido está convencido de que está à beira do poder.
Deixou de falar em eleições antecipadas, percebendo que não vão haver com a pressa com que tinha sonhado.
Fez um discurso de candidato a PM, de campanha eleitoral (o segundo, o primeiro foi de líder da oposição) e fez o que os candidatos a PM fazem, exagerando e prometendo tudo a toda a gente (prometendo coisas que dependem lá de fora e não de nós).
Atingiu o cúmulo das promessas, que foi ter dito que se tiver maioria absoluta não descarta a hipótese de uma coligação, o que é a quadratura do círculo: pergunta se é lógico que os partidos que sejam esmagados (para o PS ter uma maioria absoluta) entrem para um governo para ficarem mais esmagados.
O discurso não está mal feito, gostou do discurso, o ambiente de festa e a euforia, o problema é que faltam 2 anos e meio, perguntando como é que se mantém essa "chama sagrada" durante 2 anos e meio; embora não tenha dúvidas de que Seguro tem muitas hipóteses de chegar lá (dando o exemplo da Islândia, onde a direita que causou a crise acabou de voltar ao poder).
Duvida da queda do governo, o CDS não faz essa asneira e só se o PM não tiver pulso suficiente e se Vítor Gaspar for tão teimoso com a sua agenda pessoal, que a imponha à custa do país.
O PS está neste momento preparado para avançar para o governo. A questão é como se mantém essa chama, com 2 anos e meio de campanha eleitoral.

domingo, 28 de abril de 2013

No XIX Congresso, José Junqueiro critica governo e apela ao combate autárquico

Durante o XIX Congresso "José Junqueiro afirmou hoje que o Governo "tem desbaratado a disponibilidade do PS" para o diálogo e estabilidade, acusando-o de estar perdido em querelas internas "permanentes e intermináveis".
O candidato do PS à Câmara Municipal de Viseu terminou o seu discurso com um apelo à mobilização dos socialistas para as eleições autárquicas e "para fazer do PS o maior partido autárquico português". Lusa

(Opinião) O Governo que se transformou num hino à instabilidade

A estabilidade é um ativo gerador de confiança, sentimento indispensável para relançar um novo ciclo de recuperação económica. Foi em nome dessa estabilidade que o PS aprovou o Tratado Orçamental, introduzindo uma "Adenda" para o crescimento e emprego, que se absteve no OE 2012 e lançou dezenas de propostas na frente parlamentar e mais de trezentas e cinquenta iniciativas de alteração a propostas e projetos de lei. 
Foi ainda assim que o PS lançou as linhas de força de uma nova alternativa política à austeridade visando o apoio à economia, a renegociação do memorando, a ideia de mais tempo e menos juros, no respeito pelos compromissos internacionais, através do crescimento e emprego.
O governo desbaratou estas oportunidades que o PS lhe ofereceu. Chumbou cerca de 80% das propostas socialistas, sobretudo nas áreas da Economia e Finanças.  Rejeitou todas as medidas que enquadravam uma renegociação ou que davam prioridade ao apoio às PMEs e à internacionalzação da economia com vista a uma agenda para esse crescimento e emprego. 
Mais grave ainda, o Governo desvalorizou e negou todo o esforço do PS, começando por negar qualquer diálogo e hostilizando intensamente o Secretário-Geral do PS, António José Seguro. Foi ainda mais longe e teve o atrevimento de alterar por sete vezes o memorando que tinha sido assinado com a Troika sem dizer nada ao PS, às oposições e à própria Assembleia da República. Fez o mesmo com o Documento de Estratégia Orçamental (um PEC da maioria) e, em Setembro último, decidiu cortar mais de 4 mil milhões nas políticas sociais. O Governo decidiu sempre sozinho.
O diálogo que, em desnorte político, agora pede ao PS resume-se a uma assinatura para uma espécie de formulário que mais não é do que um novo e musculado pacote de austeridade. E, ironia do destino, o diálogo que o Governo pede aos outros não acontece no seio do próprio Governo, nem entre os partidos que formam a coligação e suportam a maioria. 
Pior, esse desentendimento caiu na  praça pública, sempre a partir de fugas de informação orientadas por diversos ministros que mais não visam do que a reserva pessoal, tentativa de proteção política e partidária de um dos parceiros e, superlativamente, a contestação ao ministro das Finanças e contrução do seu caminho de saída do Governo.
É este quadro de desorientação política que permite explicar uma remodelação em duodécimos, que dá dimensão à insanável guerra interna na maioria, que explica a ausência de um novo caminho para além da Troika e da austeridade, e que nos deixa ver um governo que se transformou num hino à instabilidade!

sábado, 27 de abril de 2013

Expresso - CM duríssimo - o "governo por um fio"


"Propostas das Finanças partiram conselho de ministros, que só terminou à noite. Cortes nas pensões opuseram ministros a Gaspar e Portas ameaçou romper. Terça-feira há mais.
O conselho de ministros só terminou perto das nove da noite e, ao que o Expresso apurou, decorreu num clima de confronto "duríssimo". "Foi muito duro", confirmou um dos presentes, sem adiantar certezas sobre o desfecho de uma confrontação de ideias que voltou a prolongar-se por 11 horas e que terá levado Paulo Portas a ameaçar romper.
"Isto está por um fio", desabafava outro dos presentes ainda no rescaldo do conselho considerado como "dos mais difíceis".  Paulo Portas protagonizou, com Paula Teixeira da Cruz, Miguel Macedo, Aguiar Branco e Álvaro Santos Pereira a barragem a algumas das propostas mais radicais das Finanças, nomeadamente no que toca a cortes nas pensões e salários.
"É preciso preservar níveis de sensibilidade social e evitar que a economia fique ainda mais estrangulada", resumiu um ministro ao Expresso. Entre outras coisas, Portas opõe-se a cortes nas pensões da CGA inferiores a 600 euros, coisa que poderá não estar afastada.
Em causa, além do DEO (Documento de Estratégia Orçamental) que o Governo terá que fechar até ao fim do mês, estão as medidas para substituir os 1,3 mil milhões decorrentes do chumbo do Tribunal Constitucional ao Orçamento de Estado. Um trabalho "tecnicamente delicado e que exige ponderação".
O Governo tem vindo a trabalhar, em sucessivas reuniões ao longo das últimas semanas, simultaneamente em várias frentes. Incluindo na preparação dos cortes estruturais na despesa. Mas a aproximação da hora da verdade incendiou os ânimos. Aparentemente com novos riscos de fractura interna na coligação.
Num intervalo do conselho de ministros, Marques Guedes remeteu para meados de Maio, quando o Governo apresentará o Orçamento Rectificativo, pormenores mais detalhados sobre medidas . O que bate certo com o objectivo político de não antecipar pormenores antes de tentar algum diálogo com os parceiros sociais e o PS.
Mas o ministro da Presidência também anunciou um conselho de ministros extraordinário para a próxima terça-feira, para fechar o DEO. A semana promete."

Martin Schultz abre o 2º dia do XIX Congresso do PS

Martin Schultz, Presidente do Parlamento Europeu, e deputado alemão, critica a incapacidade da "Europa do Dinheiro" de regressar novamente à "Europa das Pessoas". Critica as politicas de austeridade, que falharam em todos os países, e denuncia a desigualdade nas taxas de juro. Para alguns são negativas, para outros custam 6% ou 7%. Questiona o futuro dos jovens a quem a direita europeia insiste em barrar o caminho oferendo desemprego em vez de trabalho. "Todos somos europeus, temos direito à paz e à justiça social".

Síntese - "A política unilateral de cortes orçamentais encaminha-nos para o abismo ... devemos assumir a luta contra o desemprego jovem como uma prioridade ... os Estados Unidos e o Japão emitem moeda e nós devemos reclamar um alargamento do prazo suplementar de um ou dois anos para podermos atingir o equilíbrio das contas ... O mercado comum deveria traduzir-se em riqueza comum. Mas, hoje em dia, a riqueza de uns alimenta-se da perda dos outros ... a ideia de uma Europa, de uma cooperação transfronteiriça para liderar os desafios ... Uma Europa do sec XXI é incontestável. Mas hoje os cidadãos assimilam esta ideia tecnocrata europeia e rejeitam-na. A minha proposta não é a de abandonar esta bela ideia mas sim de, juntos, transformarmos a tecnocracia para coloca-la ao serviço dos cidadãos."

RTPi - Ricardo Pinto e João Marcelino elogiam discurso de António Seguro


Ricardo Jorge Pinto (RTPi): António José Seguro fez uma preparação de terreno para as eleições de 2015. Namorou os funcionários públicos, os credores, os autarcas, e guardou para o fim o componente do PR. Aproveitando esta situação como pretexto para mobilizar os militantes. Dava a António José Seguro 16 valores no termómetro. Pensa que se irá ouvir mais críticas ao governo ao longo do fim-de-semana e que o Secretário-geral não irá torturar mais o PR, pois isso seria exagerado.

João Marcelino (RTPi): António José Seguro, quanto ao discurso do PR, não fez “baixa política”. Falou do país com grandeza e é isso que um candidato a PM deve fazer. Admite que o Secretário-geral deve voltar a falar do discurso, a pedido dos militantes, mas também deve fazer um best of das suas propostas e mostrar que é uma alternativa. O PS nunca teve pressa (sobre eleições), o único ponto em que não houve consenso foi na moção de censura, mas que porque o PS sabia que não passava. O PS sempre esperou e que António José Seguro sempre afirmou que a legislatura deveria decorrer até ao fim.

O discurso do PR só o condicionou a si próprio

Questionada pela comunicação social sobre o discurso do PR, José Junqueiro garantiu que o discurso de Cavaco Silva não condicionou o debate dentro do PS mas sim "o próprio Presidente da República". 
"Como diz o Dr. Pacheco Pereira, o Presidente da República deve ser um pontífice para fazer pontes. Ele não fez pontes e colocou-se do lado do problema, que é o Governo e que é a ‘troika’. 
Aliás, como se sabe, há dois anos ele já se tinha colocado do lado das agências de ‘rating’. Só quando mudou o Governo é que começou a criticar as agências de ‘rating’", criticou.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

AR - O Presidente, de parte da República, não está bem!

Em 2011, durante o último governo do PS, o PR esteve do lado das "agências de rating". Fez isso contra o país. 
Em 9 de março desse ano, em vez de um discurso de posse leu uma moção de censura contra o PS. No 25 de Abril de 2012, fez um elogio à última década (sem tossir) que, afinal, não era uma década perdida.  
Agora cola-se ao governo e, como é público, coloca-se com ele ao lado da Troika contra o país. Voltou a ler uma moção de censura, mas esta vez, para além do PS, foi contra a democracia. Sempre disse que o PR não é politicamente sério. No PS houve quem discordasse. Hoje, mas só hoje, me dão razão

Uma curiosidade, e tenho muitas: "... (1-01-2013) O PR está emocionado com a resignação dos portugueses, um plágio de Vitor Gaspar. O PR acredita no crescimento económico em 2013, um plágio de Passos Coelho no Pontal (Aqua Show). O PR quer "outro caminho",  acha que só austeridade não resulta e quer crescimento económico e juros mais baixos, um plágio de António Seguro. O PR vai recorrer ao TC por causa da iniquidade fiscal, um plágio de Isabel Moreira. O PR descobre que apareceu, "de repente", uma crise internacional, nomeadamente em Espanha, coisa não prevista no memorando, e que o governo, coitadinho, vê-se "à rasca" com este imprevisto. O PR acha que não é suficiente termos boa imagem lá fora, porque também é necessária cá dentro. O PR acha que isto está mal, mas que o governo está bem. Portanto, o PR acha que está a falar para tolos!" (in http://gotadeagua53.blogspot.pt/2013/01/o-pr-e-as-conversas-em-familia-que-o.html)

TVI - Constança CS - Discurso do PR: enquanto moderador, morreu

Marcou uma ruptura com o PS, como ouvimos pela parte de Zorrinho e Seguro; a posição do PS face ao discurso de Cavaco vai certamente ser debatida no Congresso.
Na forma como Cavaco falou e pelas omissões, sancionou a encenação que o governo tem ensaiado nos últimos tempos. É estranho que o PR não tenha reparado que a questão do consenso divide o PS e a maioria, sendo até imposta pela própria troika; ao falar agora em consenso e nos termos em que falou, Cavaco colocou-se do lado da troika e do governo, insinuando que se não houver consenso haverá segundo resgate, o que é gravíssimo. Uma coisa é considerar que as eleições não são a melhor solução agora, outra é achar que não há nada que justifique eleições.
Falou também de crescimento económico e, mesmo não sendo uma coisa nova no seu discurso, justificou aqui também a encenação do governo ao dizer que há 3 fases e agora sim chegou a do crescimento, quando tudo morreu e a economia está de rastos; não se percebe então porque falou de crescimento e em espiral recessiva há um ano. 
Falando de um programa mal desenhado, como se não tivesse havido um governo que participou activamente na política da troika, que foi mais além e que abraçou entusiasticamente o programa da troika, é neste aspecto que o seu discurso surge como um discurso partidário.
Veio dizer uma coisa grave, ao falar da fadiga de austeridade, que os partidos não podem explorar a angústia dos portugueses; pergunta-se porque falar desses problemas é uma exploração, quando essas pessoas têm que ser representadas na AR.
Um dos grandes problemas que existe é que o PS não tem oferecido essas garantias (como o demonstram as sondagens), de que pode fazer uma política diferente do governo.
Esta é uma situação inédita, em que nunca antes se viu um PR a suscitar um coro de críticas tão grande nos partidos da oposição; o PR, enquanto moderador, morreu aqui, não tem espaço de manobra para promover consensos (quanto muito pode fazer um consenso entre Portas e Passos Coelho). Esse consenso vai fazer-nos muita falta e isso é grave.
Estava a ouvir as palavras de AJS e imagina o que vai ser o Congresso do PS. Ficou criada uma situação de crise política em que não há quem possa fazer um papel aglutinador para fazer pontes

MANUELA Ferreira Leite - Mais medidas de austeridade - dificuldade de consenso para além do PS

Medidas de cortes na despesa do Estado ... Se assim for (anúncio de mais medidas de austeridade) a dificuldade de consenso não será só com o PS mas também com todas as outras entidades que discordam de mais medidas recessivas em cima do que já está.
Tem muita dificuldade em perceber que algo de muito complexo possa suceder amanhã no CM: quando há dois dias foi apresentado um conjunto de propostas para fomentar o crescimento, pergunta-se se agora teríamos um CM para fomentar o contrário do crescimento. E pior ainda, as medidas recessivas têm efeito imediato e as de crescimento não.
Se as medidas (de cortes) tornarem a ser nos vencimentos dos FP e nas pensões, então nem vale a pena discutir, não resolvendo o défice e aprofundando a recessão. Iria parecer-lhe bizarro, estando à espera para ver, tal como está à espera que se veja um pouco mais da proposta para o crescimento

Pacheco Pereira: PR, um dos discursos que mais dividiu a AR...desvalorizou a política e a democracia

Discurso marca um antes e um depois da função presidencial de Cavaco e é um erro político. Não tem qualquer utilidade e é um dos discursos que mais dividiu a assembleia até hoje; a única razão porque o percebe, ou racionaliza, é partindo do princípio de que a crise política é muito maior do que pensamos e a desagregação interna do governo é muito maior do que imaginamos. A utilidade da sua função é ser pontífice, fazer pontes, o que fez foi cortar qualquer possibilidade de ser intermediário entre o governo e o PS.
O discurso é não só uma colagem substantiva ao governo, um apoio directo e claro ao balanço da acção governativa, como tem uma agravante: não se limita a enunciar a necessidade do consenso, como apresenta a questão usando um tom agressivo com o PS, quase como uma obrigação de assinatura por baixo na política do governo. Colocou-se como uma parte do processo conflitual e perdeu a capacidade de ser um instrumento de consenso.Só pode levar o PS a responder subindo o tom
Fez uma coisa ainda mais grave: desvalorizou a política e a democracia, apresentando a situação económica e financeira como tendo um único curso possível; o que fez foi dizer que 'sejam quais forem as circunstâncias, vocês estão condenados a uma única política', num discurso de inevitabilidade.
O PR faz isto porque há um processo claro de desagregação no interior do governo, mencionando Álvaro Santos Pereira ter dito que um seu colaborador (o SE Henrique Gomes) ter sido afastado e isso ter provocado abertura de garrafas de champanhe (em António Mexia); o próprio Henrique Gomes disse coisas gravíssimas, que o seu relatório sobre as rendas excessivas da EDP chegou ao gabinete do PM e uma hora depois chegou a Mexia, e dando como razões para o seu afastamento as pressões desses lóbis e as pressões das Finanças no sentido de garantir mais 250 milhões no processo de privatização. 
É um governo em que está um ministro que não se exime de manifestar que os lóbis estão presentes e que metade dos ministros está contra a outra (quando disse esperar que o plano de crescimento seja aplicado se os outros ministros forem capazes de o aplicar). Depois há um segundo aspecto, o CDS, que ainda não está resolvido.
A "vantagem" do PR hostilizar o PS é bater nos fracos, em vez de se pronunciar com clareza sobre o que se passa no governoO problema do consenso tem que ver com outra coisa, com as políticas; a grande contradição política que o governo não resolve é que o fundamental da sua acção é orientada para a continuidade da austeridade. Há também um problema de protagonistas: estas pessoas (governo) não são credíveis para virem falar de economia

quarta-feira, 24 de abril de 2013

TVI - Constança CS - Medidas para o crescimento? Ao fim de 2 anos?

Medidas para o crescimento - É muito estranho que o governo tenha acordado para o crescimento e economia ao fim de 2 anos. Acha que é uma encenação, que antecipa o próximo CM que prepara os cortes na despesa. Há coisas que são positivas mas vêm atrasadas, outras que não se percebem muito bem:
  1.   O ME diz que só agora foram apresentadas porque primeiro se fizeram reformas estruturais, o que é falso; e as poucas que se fizeram, vê-se o resultado (Lei das Rendas)
  2. ·         Quanto ao financiamento pela CGD, o governo só se pode queixar de si próprio (e quando o governo dizia que havia financiamento à economia).
  3. ·         O Banco de Fomento e a sua articulação com os bancos comerciais, não se percebe muito bem.
  4. ·         As famigeradas linhas de crédito, muito fáceis de serem apresentadas, aparecem novamente.
  5. ·         Não se percebe porque havia projectos parados há 12 meses.
A oposição faz uma crítica que tem razão de ser (para além do problema de financiamento), que haver um problema de procura interna e nesse aspecto não foi tomada nenhuma medida, nomeadamente, uma que era de elementar bom senso, a descida do IVA para a restauração.

É um conjunto de boas intenções e de medidas piedosas, como aliás o PS está farto de fazer (e algumas delas são repescadas e são agora incluídas); o governo chegou ao fim da linha e está a tentar sobreviver, sabendo que ainda vai ter que fazer os cortes de 4 mil milhões, ensaiando uma suposta mudança de discurso.

TVI - Perez Metelo - comenta "Memorando para Crescimento e Emprego"

 Depois de rejeitar durante quase dois anos as medidas propostas pelo do PS, eis que o Governo apresentou Memorando para Crescimento e Emprego - 
"A questão que se põe é porquê só agora, passados quase 23 meses de governação; é inconcebível que pouco ou nada tivesse sido feito sem que o governo explicasse porquê; parece muito relevante a descida gradual do IRC, mas sem estar quantificada; é surpreendente  que (sobre a simplificação administrativa) o ME diga que há projectos na gaveta há mais de 12 meses." 
Finalmente, depois de triturar a economia e deter provocado uma tragédia social, o Governo dá razão ao PS, mas tarde, muito tarde!

terça-feira, 23 de abril de 2013

Em duodécimos - Remodelação governamental, entre a incompetência e a ilegalidade

A incompetência já levou à remodelação de todo o ministério da  Economia. Só falta o ministro. Os poderes foram sendo subtraídos. O novo ministro Maduro ficou com pastas decisivas. 
O QREN mudou de mãos. Programas inventados e de satisfação de apenas alguns, muito poucos, explicam muita coisa. Não foi mais do que distribuir dinheiro avulso.
Todas as semanas temos remodelações. As últimas envolvem governantes que, afinal, parecem ter sido maus gestores fazendo operações de risco para o Estado, mas de muitas segurança para a banca. Pois, não de podia disfarçar mais tempo!

Eurostat descobriu- Falhanço colossal - O défice português ficou nos 6,4% do PIB em 2012


Imparável o desnorte do Governo. Do ministério da Economia o último a ser exonerado vai ser o ministro. A restante equipa já foi toda substituída, mas a incompetência ainda não acabou. 
O défice português ficou nos 6,4% do PIB em 2012 e a dívida pública atingiu os 123,6%, a terceira mais elevada na União Europeia, confirmou hoje o Eurostat. 
Os dados do gabinete de estatísticas da UE sobre o défice estão em linha com os divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) que, a 28 de março, explicou que o valor inclui a anulação da receita da venda de concessão da empresa ANA e outros ajustamentos, tal como a compra de ações ordinárias da Caixa Geral de Depósitos na operação para aumentar o seu capital (750 milhões de euros) e a transformação em suprimentos da Parpública (750 milhões de euros) (LUSA)

RTP - Termómetro Político - António José Seguro


João Marcelino (nota 13): O PS não tem muito espaço neste momento, acabando de sair de directas e quando vai entrar em Congresso. Está convencido que o que disse AJS corresponde à sua convicção, que está disponível para ajudar o governo na frente externa e na reestruturação do Estado; mas este corte de 4 mil milhões não tem nada a ver com isso e não vai haver nenhum consenso político entre o PS e o governo; se o fizesse, seria um erro do PS.
Pedro Santos Guerreiro (nota 11): O estado de emergência do país ditará a necessidade de convergência. AJS está a fazer-se difícil e percebe-se que o faça, tendo sido ignorado e até desprezado desde Abril do ano passado; só agora é que a mando da troika o PM desceu do pedestal e começa esta caminhada. O plano do PS para a economia é muito vago e é um plano “fácil”.
Graça Franco (nota 12): AJS extremou posições e está a dizer que com Passos Coelho não haverá consenso, mas diz 2 coisas importantes: que vai cumprir os acordos internacionais (renegociando-os) e que está disponível para formar governo, abrindo consenso com leque alargado

SIC - Miguel ST - Apelos ao consenso - Chegaram tarde

O PSD está virado agora para o crescimento, fazendo sempre grandes estudos para terem um mínimo de decisões simples. 

Não vê como o PM vai conseguir o consenso que quer e tão pedido por Poiares Maduro, porque aparentemente não há inflexão da política económica; 

A primeira coisa que o PS exigiria seria um novo MF

O governo está à nora, sem estratégia clara e os movimentos de aproximação ao PS mostram que o governo percebeu que chegou ao fim, está esgotado; terá que protagonizar uma cambalhota de 180 graus e não tem parceiro, porque alienou todos os parceiros. 

O PS esperou muito tempo que o governo parasse de o antagonizar e neste momento AJS acaba de ser reeleito para um mandato claro, para ser oposição e nada mais.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

RTP - Sócrates - Onze horas é tempo demais para não decidir.


Onze horas é tempo demais para não decidir. Fingir que decide não decidindo e a conferência de imprensa posterior foi patética. Não é prova de trabalho, é prova de incapacidade na decisão. Os ministros não se entendem. Fingem que decidiram, não decidindo. Difarçam a indecisão para dizer que precisam do apoio do PS. Consenso, consenso, mas...talvez falte um pouco de treino no vocabulário político do ministro (Poiares Maduro). Verdadeiramente é disfarçar a incapacidade para decidir. 
A carta que o PM escreveu ao PS diz que a estratégia do Governo é para manter. Ora, o consenso é uma falsa questão, com que o Governo disfarça a sua incapacidade. Por sete vezes o memorando foi revisto e nunca o Governo falou com PS. Tudo isto (consenso) vem tarde. Não é possível propor diálogo três semanas depois de uma moção de censura. Não há margem para compromisso político. O Governo já não tem força para prosseguir uma governação sozinho. 
A troika saiu de Portugal como entrou, tudo está em aberto. É negativo para o país e para o nosso futuro. Somar austeridade à nossa realidade económica não é caminho. O 
Governo tem um problema interno, um problema grave. O CDS pretende que Paulo Portas seja o "primeiro-ministro para a economia". O CDS pretende uma alteração da política económica. Uma divergência que o PM tarda em resolver.

A dieita martiriza-se - Filipe Menezes desfaz Portas e Gaspar

Depois digam que é a oposição que critica - Luís Filipe Menezes em entrevista ao programa "Gente que conta" diz que "Paulo Portas continua com atitudes adolescentes"e que "Vítor Gaspar pertence a um grupo de pessoas que pouco conhece a realidade dos cidadãos".  Mais palavras para quê?

TVI - Marcelo - Passos Coelho queixa-se de quê?


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Criticas aos bancos - "Passos é o ultimo a poder criticar a falta de disponibilização de credito pelos bancos. Passos queixa-se da CGD. 
“Mas ele queixa-se de quê? Ele é que criou aquilo, ele é que manda naquilo”. Foi o Governo que recapitalizou os bancos, foi o Governo que lá meteu os administradores. De quem é a culpa, se foi o Governo a mete-los lá?" 
E meteu demasiados administradores, desnecessários, apenas para pagar favores políticos de campanha, à custa dos nossos subsídios e reformas
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Marcelo: Secretários de Estado que saíram do governo poderão estar a ser investigados pelas Finanças


Continua a remodelação em duodécimos - Marcelo Rebelo de Sousa falou esta noite na possibilidade da saída de dois dos secretários de Estado estar relacionada com a auditoria das Finanças aos contratos que os metros de Lisboa e Porto terão feito de produtos de risco (swaps) e que resultaram num prejuízo de 2 mil milhões de euros.
“Há quem pense que os secretários de Estado da Administração Interna [Juvenal Silva Peneda ] e da Defesa [Braga Lino] estariam sob auditoria das Finanças devido aos contratos swap”, afirmou no seu comentário habitual na TVI, justificando que essa terá sido a razão do seu afastamento dos cargos.
Marcelo Rebelo de Sousa comentou ainda a nomeação de Berta Cabral para secretária de Estado da Defesa. Apesar de confiar nas competências da ex-candidata à presidência do governo regional dos Açores, o comentador da TVI considera que esta é uma pasta difícil com problemas delicados como a Base das Lages e os Estaleiros de Viana.Por Ana Tomás

domingo, 21 de abril de 2013

Viseu - Académico sobe à II Divisão - uma nova esperança

A subida do Académico à II Divisão é um momento importante para o clube, região, concelho e, em particular, para a cidade de Viseu. 
É o momento de felicitar os jogadores, toda a equipa de apoio e os seus dirigentes, bem como todos aqueles que sempre estiveram com o clube, pessoas, empresas, instituições e a autarquia. 
Um novo futuro começa agora. Parabéns e que esse futuro seja um êxito ainda maior.

Opinião - "Passos Coelho tem de sair o mais cedo possível"


O governo fez saber, pela comunicação social, que no próximo conselho de ministros vai discutir as propostas do PS. A primeira conclusão é a de que o PS, afinal, sempre teve  propostas e, acrescento eu, feitas há muito. A segunda, é a de que, pela primeira vez  Passos Coelho admite um facto que sempre negou e mandou negar. O desastre económico e a tragédia social da sua governação a isso obrigam.
Outra novidade, após a frouxa remodelação, foi a introdução de apelos ao consenso, repetidos até à exaustão. Têm contudo, uma nuance: o governo tomou as decisões e chama o PS para concordar com elas. Como referiu ironicamente António Seguro, trata-se de uma espécie de formulário governativo, já preenchido, em que o PS era convidado a assinar de cruz. Um lamentável equívoco!
O PS quer uma renegociação global das condições do memorando para que Portugal possa cumprir as suas obrigações sem sujeitar todo um povo a uma austeridade suicida. O governo riu-se e negou, mas a verdade é que a dita negociação está a acontecer, não porque fosse desejada, mas porque os falhanços governamentais de todas as metas a isso obrigam.
O governo obteve um abrandamento nos juros, porque o BCE interveio, atitude que, desde o princípio o PS reclamara e Passos Coelho sempre rejeitou, dizendo mesmo que seria perigosa. Tem agora mais tempo para as metas do défice, porque não as cumpriu. Terá mais tempo nas maturidades, porque falhou os objetos de crescimento e entrou em espiral recessiva. Terá mais tempo para pagar a dívida, segundo as últimas notícias, porque não o consegue fazer de outra maneira, como sempre o PS alertou.
Esta "evolução" resulta da pior das razões: incumprimento e falhanço do governo em todos, mas todos, os objetivos e metas. A mudança poderia ter resultado de uma estratégia que o PS avançou, desde sempre, e agora não é mais do que consequência de um caminho errado que nos mergulhou em mais recessão, maior destruição de emprego e mais desemprego, trituração da economia e um devastador desastre social.
Impõe-se, portanto, uma renegociação proativa e imediata evitando mais remendos que, por sua vez, estão na origem de novos e inelutáveis buracos. Mais tempo para cumprir o défice, para pagar a dívida, para as diferir as maturidades, com juros mais baixos, menos austeridade, maior investimento para conseguirmos crescimento e emprego, é tudo isto que tem de ser assumido sem pestanejar.
E, já agora, a devolução a Portugal de 3 mil milhões de euros que o BCE arrecadou com o serviço da dívida, tal como já fez com a Grécia. O PS não exige, portanto, um procedimento que já não tenha acontecido com outros. 
Tudo isto teria evitado os cortes nos salários, reformas e prestações sociais, IVA a taxas máximas e recessão económica. O governo e Passos Coelho acordaram tarde e o consenso possível é o da sua saída, o mais cedo possível.


sábado, 20 de abril de 2013

PS 40º Aniversário - A história da democracia é a história do PS

O PS celebrou, ontem, em Coimbra o seu 40º aniversário com muitos protagonistas e memórias vivas. Em Lisboa, à tarde, depois do debate quinzenal, António José Seguro abriu as portas do Largo do Rato à população e conduziu-as numa visita guiada. 

A história da democracia em Portugal confunde-se com a história do próprio PS. Mário Soares será sempre a imagem dessa democracia e do PS. Muitos se lhe seguiram, mas ele continua único. António José Seguro tem agora a responsabilidade de continuar o caminho.

Barragem de Girabolhos - Governo impede investimento privado


                                                                                    Ao: Ministro da Economia                                 
Assunto: Barragens de Girabolhos e Bogueira

O Plano Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroeléctrico, elaborado pelo então Instituto da Água, foi aprovado a 7 de Dezembro de 2007, contemplando a concepção, construção e exploração de aproveitamentos hidroeléctricos, entre os quais se inclui o Aproveitamento Hidroeléctrico de Girabolhos, localizado no rio Mondego.

Na decorrência do concurso público internacional, foi assinado a 22 de Dezembro de 2008, entre o Estado português e a ENDESA GENERACIÓN PORTUGAL, S.A a adjudicação provisória para a construção da Barragem de Girabolhos e Barragem da Bogueira, sujeita á elaboração de projecto e estudos ambientais.

Em 26 de Julho de 2010, foi emitida Declaração de Impacte Ambiental (DIA) e em 30 de Setembro de 2011 a aprovação do Relatório de Conformidade Ambiental do Projecto de Execução (RECAPE), estando assim criadas as condições para a adjudicação definitiva, à então constituída sociedade concessionária, HIDROMONDEGO – Hidroeléctrica do Mondego, Lda.

Em 23 de Setembro de 2010 foi aprovada a Portaria 962/2010, classificando as barragens e toda a zona envolvente da albufeira, tendo em vista não só a produção de energia, bem como a sua utilização para abastecimento publico. Estes empreendimentos têm também uma mais-valia, na utilização turística do plano de água e zonas envolventes, que se estendem no caso de Girabolhos por 425,53 km, ocupando áreas dos concelhos de Mangualde, de Gouveia e de Seia.

A albufeira associada à barragem da Bogueira estender-se-á ao longo de 46,21 km, ocupando áreas dos concelhos de Seia, Nelas e de Mangualde.

Considerando que:
1.    Foram criadas todas as condições técnicas e procedimentos administrativos para a adjudicação definitiva, cujo início da obra estava previsto para o fim de 2011, início de 2012.
2.    O investimento previsto, superior a 360 milhões de euros é totalmente assegurado por capital privado, sem recurso a fundos comunitários e a qualquer investimento público.
3.    A importância para o incremento do potencial energético de origem renovável, com a consequente diminuição da dependência energética externa.
4.    A construção dinamizará a economia regional e nacional, bem como a criação de emprego.
5.    As utilizações secundárias, poderão ser um incremento ao desenvolvimento regional e um benefício para as populações ribeirinhas.

Neste sentido, os deputados do partido socialista, eleitos pelo circulo eleitoral de Viseu, solicitam a V. Exª que informe:

1. Quando pretende o Governo promover a assinatura do contrato para adjudicação e inicio da construção das barragens de Girabolhos e Bogueira.

Os Deputados,
José Junqueiro, Acácio Pinto, Elza Pais

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Síntese, em capas de jornal, de 22 meses de Governo

Desde a TSU, em Setembro, que o Governo perdeu o controlo. 
Manifestações nas ruas, passando pela vida atribulada de um ministro que enterrou o governo, estamos à vista de um 2º resgate e a certeza de um NÃO do PS ao aval que Passos Coelho, pressionado pela Troika, queria do PS. Está tudo dito. 
O governo já não existe. Agora, a marcação de  eleições espera apenas pela decisão do Presidente da República.

TVI - Constança CS - Medidas do CM - Não temos Orçamento de Estado


Foi confirmado que temos uma avaliação (da troika) suspensa, o que faz com que o “bom aluno”, o “prestigiado” ministro Gaspar nos faça aproximar cada vez mais da Grécia.
Como se isto não bastasse, na prática já não temos OE e com um rectificativo marcado para meados de Maio, vamos ter um país paralisado este tempo todo, causando um clima de incerteza muito negativo para empresas e famílias.
O governo apresentou um corte transversal de 800 milhões (e também não explica porque são agora 800 quando eram 600 há uma semana) mas não especifica os ministérios em que vão ocorrer, e sendo um corte brutal no seu funcionamento, equivale à sua paralisação.
Em relação ao corte estrutural na despesa, nem um número ou palavra; algumas medidas já devem estar negociadas com a troika mas nada é dito, o que mostra que o governo não tem margem de manobra nenhuma e não sabe de todo como vai aplicá-las.
A troca do subsídio de férias pelo de Natal (nos duodécimos) é uma habilidade táctica para pagar mais tarde e que tem um problema sério na economia, afectando o sector do Turismo (pelo não pagamento do subsídio de férias).
As poupanças com fundos comunitários é uma medida demasiado vaga e em relação à taxa sobre as PPP, é extraordinário que o governo a tenha chumbado quando foi proposta pelo PS.
Em medidas ainda a estudar, são um manancial delas e com um prazo muito apertado para serem discutidas (com os parceiros e na AR), pensando que, mais uma vez, os portugueses vão ser postos perante um facto consumado, sem que o governo tenha a coragem de dizer quais são essas medidas

Manuela Ferreira Leite - Medidas do Governo - desiludida - estamos a empobrecer

Medidas apresentadas no CM - O aspecto que mais lhe desagradou na conferência de imprensa foi a ideia de que temos que fazer isto, senão está em causa a avaliação, as tranches e as alterações de maturidades; se fosse credora, não estaria mais preocupada com um determinado valor do défice (cuja probabilidade de ser atingido é mínima), o que lhe incomodaria era estarmos a empobrecer.
O facto de ter sido dito de forma extremamente vaga (os cortes nos ministérios) transmite-lhe a certeza de que será um exercício muito complexo e um corte muito casuístico, mas também que é para ir muito ao osso.
Sobre os anunciados cortes salariais na FP, nota que se cortarmos ainda mais na procura interna, acentua-se a recessão e mais difícil será cumprir os objectivos.
A troca dos duodécimos (entre subsídios de férias e Natal) faz com que se perca um balão de oxigénio no Turismo, perdendo-se a oportunidade de fazer entrar dinheiro na economia; admite que tenha que ver com problemas de tesouraria para disponibilizar já esse dinheiro.
Sobre a renegociação das PPP, teria sido eticamente desejável que se tivesse ido em primeiro lugar aos grandes interesses; ficou perplexa que na conferência do CM se dissesse que na renegociação se tenha abdicado da manutenção das estradas, o que deixa tudo na mesma; a possibilidade de tributação sobre as PPP já existia no ano passado e não foi executada

Pacheco Pereira: Falar verdade é um grande ativo ... o Governo começou a falar mentira

Este governo tem dois ciclos: estragar com convicção e tentar consertar em desespero de causa e sem convicção. O momento de ruptura da sua legitimidade política, em que perdeu o Norte, foi quando mudou os 4,5 para 5% de défice, ficando em posição difícil face à troika e propondo o corte dos 4 mil milhões que depois percebeu que não sabia como o havia de realizar.
O que aconteceu nos últimos dias nos vários ministérios, foi terem recebido instruções para fazerem cortes, em vésperas do CM e em cima do joelho; e nem para o corte de 1,3 mil milhões o governo tem plano.
A conferência é um exercício monumental de vazio político, não sendo compreensível que depois deste aparato, o governo faça uma conferência para dizer que vai cortar 1,3 mil milhões e quando perguntado onde, não sabe.
Este tipo de governação (como o despacho do MF) custa milhões aos portugueses, a incompetência com que os assuntos do Estado são tratados; a conferência mostra que o governo não tem nada preparado e não pode revelar o que já negociou. 
Falar verdade é o grande activo de uma governação e quando isto começou a correr mal, o governo não quis admitir o resultado da suas opções e começou a falar mentira; não há razão para que os FP e os reformados não saibam quais as medidas que já estão negociadas com a troika,.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

AR - José Junqueiro - PS recusa ser «aval das políticas do Governo»

"O deputado e vice-presidente da bancada socialista José Junqueiro afirmou hoje que o PS "não será aval" das políticas do Governo, afirmando que os apelos para o diálogo chegaram tarde e depois de o mal estar feito.
"Chegaram tarde, o mal está feito e agora o que o PSD tem de perceber e o que o Governo tem de perceber é que o PS tem esta posição, não cauciona ninguém e também muito menos caucionará um Governo neoliberal que tem conduzido o país àquilo que nós sabemos, ao desastre social", declarou José Junqueiro.
O deputado do PS defendeu que o Governo "não tem palavra, não tem rumo" e "sobretudo faz política por carta", afirmando que o Governo "escreveu uma carta ao PS quando o mal está feito".
"Escreveu uma carta ao PS não se percebe para quê, porque o Governo sabe que o PS não mudou de opinião e o Partido Socialista sabe que precisamos de outras políticas", sublinhou.
O deputado socialista acrescentou que o Governo "sabe que o PS censurou" o executivo PSD/CDS-PP e que sabe também "que o PS não será aval destas políticas deste Governo".
José Junqueiro falava no plenário da Assembleia da República, num pedido de esclarecimento ao deputado do BE Pedro Filipe Soares. O vice-presidente da bancada do PS criticou os que, no PSD, "vêm papaguear que o PSD sempre convidou a oposição para o diálogo".
"Porque se há coisa que o PSD nunca fez foi dialogar com quem quer que fosse. E mesmo com os parceiros sociais, este Governo nunca foi capaz de respeitar aquilo que tinha sido acordado na concertação social", criticou."

O Governo, a carta, o teatro e os cortes já decididos nas costyas de todos

António Seguro fez bem ao dizer NÃO! O Conselho de Ministros de ontem só terminou esta madrugada. 
A conferência de imprensa, marcada para o fim da tarde de ontem, só aconteceu hoje de manhã. 
A reunião foi tudo menos pacífica e, hoje, só foram ditas generalidades, mas que significam mais do mesmo: cortes na função pública, nos vencimentos, nas reformas e no possível prolongamento da idade de reforma. 
Tudo combinado entre o PM, Vítor Gaspar e a Troika, há bastante tempo. A carta do PS, mais do que encenação, foi número de circo!

Constança C S (TVI): Não vê hipóteses de conciliação de posições PS e Governo

Não vê hipóteses de conciliação de posições; reunião foi uma encenação tosca do governo para a troika ver ou uma imposição da própria troika... 
Este esforço do governo é, no mínimo, pouco sério e mostra que o governo está cada vez mais isolado e fragilizado ... está a mostrar que não tem condições políticas para apresentar agora as medidas de cortes na despesa... 
Já vivemos uma verdadeira crise política, até dentro do governo, e chegámos a um beco sem saída, político, económico e social.

António Perez Metelo (TVI) - Carta ao PS - "...crescimento ... e isto a troika e o governo não querem"

"Conciliação parece muito difícil;  o PS mantém-se no campo de que ainda é possível honrar as obrigações do país, mas sendo preciso que a economia volte a crescer, no que é acompanhado numa confluência do CDS, pessoas (do sector mais cavaquista) do PSD, banqueiros, confederações patronais; a fotografia de como a economia ia reagir a este orçamento já não existe e sem se tomarem medidas para pôr a economia a crescer, a troika tinha que aceitar uma nova subida do défice já este ano e isto a troika e o governo não querem"

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Ricardo Junqueiro - Cartel? Não, obrigado!

Sugerir que na economia nacional abundam os entendimentos entre concorrentes quanto a preços ou clientes é uma generalização injusta. Basta olhar para certos sectores onde as empresas prestam serviços de qualidade, desenvolvem tecnologia de ponta, ou onde travam guerras de preços, para se perceber que sem um estímulo para se superarem mutuamente, tal não seria possível.
Falar de cartéis nestes casos não faz sentido. Porém, em certos mercados nacionais não existe uma verdadeira cultura de concorrência. Nuns casos, é a estrutura do mercado que a isso convida. As empresas ajustam-se prudentemente aos comportamentos dos rivais, esperando igual prudência do outro lado. Noutros, preferem simplesmente o conluio.
É nestes que a AdC deve focar-se, desenvolvendo campanhas que aumentem o risco de deteção. Mas como se faz isto? Uma das armas de maior sucesso no combate aos cartéis a nível mundial são os programas de clemência. Imagine que participa num cartel secreto de fixação de preços com o seu principal rival. Dormiria descansado sabendo que podem não estar ambos no mesmo barco? Que este o pode denunciar e sair impune? A instabilidade que tal opção introduz no equilíbrio dos "cartelistas" tem sido decisiva para as investigações em todo o mundo. Contudo, em Portugal não é bem assim. Mesmo quando confessar pode ser a saída óbvia, os portugueses resistem à delação.
Talvez o facto de a relação pessoal desempenhar um papel central nos negócios, aliado à herança da ditadura, que nos criou uma aversão natural à figura do "bufo", contribuam para explicar as dificuldades de funcionamento deste mecanismo e também do combate aos cartéis em Portugal.
Não significa isto que, por cá, as empresas vivam conluiadas. Há que separar "o trigo do joio" e evitar generalizações: muitas das nossas empresas competem a sério e merecem tal reconhecimento. Quanto às que preferem não o fazer, temos que confiar que as instituições farão o seu trabalho e ajudarão o País a ter mais mercados competitivos.
Ricardo Junqueiro, Advogado

PS - Comunicado do Gabinete de António José Seguro



O diálogo político e institucional é uma das marcas identitárias do PS à qual permaneceremos fiéis e da qual não nos afastamos. Se o Primeiro-Ministro convida, formalmente, o PS para uma reunião, o PS não a recusa.

É esta conduta que temos adotado no relacionamento com o senhor Presidente da República, com o Governo, com os partidos políticos e com os parceiros sociais.
As posições do Partido Socialista sobre todos os pontos referidos na carta do Primeiro Ministro são há muito do conhecimento dos portugueses.
A posição do Partido Socialista é claraO PS defende a renegociação das condições de ajustamento, uma trajectória credível de consolidação das contas públicas, o fim da política de austeridade para travar a espiral recessiva e preservar o emprego, a adoção de uma agenda para ocrescimento e emprego e a defesa firme dos interesses de Portugal na União Europeia.

TVI Contança CS - Passos Coelho - Uma cart que não vale nada!

Carta de Passos Coelho a AJSeguro - Chega já fora de horas, sendo uma encenação bastante tosca de um governo desesperado e que tenta incluir o PS numa política que já definiu.
É uma carta que não vale nada: chega tarde e a más horas, vinda de um governo que deixou sempre o PS de fora; o governo está numa situação desesperada para apresentar cortes, que não são só em função da decisão do TC mas dos 4 mil milhões com que se comprometeu; o próprio PM escreveu à troika dando conta das medidas que tencionava avançar e não deu cavaco a AJS (se houvesse boa fé do governo nesta história, a carta teria sido enviada também com o conhecimento do PS; e é de supor que os cortes já estejam todos negociados com a troika.
A coisa mais extraordinária da carta é que a medida melhor explicada é a que vai agravar o subsídio de desemprego e de doença, começando pelos sectores mais desfavorecidos; parece uma vingança pela decisão do TC e é um erro político clamoroso.
O PS já disse sobre esta matéria o que tinha a dizer e não parece que mude de opinião, não alinhando no corte dos 4 mil milhões, medida que já muita gente considerou um erro.
O governo enfiou-nos e enfiou-se num beco sem saída, estando completamente isolado de tudo e de todos; o convite ao PS mostra esse isolamento a que o governo chegou.
O CDS tem tido um discurso em relação ao PS muito diferente de Passos Coelho e Gaspar, enquanto Passos Coelho meteu na cabeça que vai governar contra tudo e contra todos.
É muito difícil a AJS explicar que pode servir de muleta a esta governo, quando foi posto borda fora, não sendo por acaso que apresentou a moção de censura (embora também tenha apostado que o governo cairia em função da decisão do TC, sendo natural que tenha que limar as arestas desse discurso).
Não compete à troika forçar o consenso político que deixou de existir em Portugal.