quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Televisões - José Junqueiro - Primeiro Ministro foge ao debate com António Seguro

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O grupo parlamentar do PS acusou hoje o primeiro-ministro de ter "medo" e de fugir ao debate de sexta-feira sobre alternativas de combate à crise económico-financeira, acrescentando compreender que Passos Coelho está, "lá fora, cercado pelas pessoas".
"O secretário-geral do PS propôs um debate de urgência sobre as alternativas para a saída da crise. O primeiro-ministro fez saber que não estará nesse debate. Foge e tem medo desse debate. Compreendemos que esteja cercado, lá fora, pelas pessoas e cercado, cá dentro pelo fracasso da sua ação governativa", disse o deputado socialista José Junqueiro, após reunião da bancada socialista.
O vice-líder do grupo parlamentar "rosa" acusou o líder do executivo da coligação PSD/CDS-PP de ter falhado "todas as previsões" e disse que o Orçamento do Estado 2013, "dois meses depois de ter entrado em vigor, vale zero", porque "falhou no défice, no crescimento, nas estimativas para a recessão e no desemprego".
"O primeiro-ministro decidiu sozinho seis atualizações do memorando da ‘troika', o documento estratégico orçamental e um corte de quatro mil milhões de euros no Estado Social. Tem de receber e admitir sozinho as consequências da sua governação", mas "tem medo e foge ao debate", reforçou.
A secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares, Teresa Morais, comunicou quarta-feira aos partidos na conferência de líderes que o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, não estará presente no debate de urgência do PS marcado para sexta-feira, que tem por tema a "alternativa para a saída da crise".

I Pitagórica - PS descola e tem 9% sobre um PSD em queda

O barómetro i/Pitagórica de Fevereiro regista mais uma descida do PSD nas intenções de voto. O partido do governo volta agora aos mínimos olímpicos já registados no barómetro de Novembro – em plena discussão e aprovação do Orçamento do Estado. 
Em Fevereiro, o PSD é contemplado com apenas 26,4% das intenções de voto, quando em Dezembro e Janeiro tinha conseguido aumentar para 29% e 28,6%. Agora volta a recuar, ao contrário do seu parceiro de coligação, o CDS, que sobe nas intenções de voto. 
O partido de Paulo Portas está agora com 10,7% das intenções de voto, subindo relativamente ao mês de Janeiro, em que obteve 10,2%. O CDS conseguiu recuperar devagarinho dos 8,3% registados em Outubro – o terrível mês da crise na coligação na sequência do desastre da taxa social única. De resto, ano e meio de coabitação governativa não parece estar a causar excessivos danos na intenção de voto do CDS, ao contrário do que acontece no PSD. Nas eleições legislativas de 2011, o CDS obteve 11,7%, agora apenas cai um ponto relativamente aos resultados eleitorais. Por muitos que tenham sido os esforços bem sucedidos de Paulo Portas para fazer o seu partido passar entre os pingos da chuva das responsabilidades governativas em relação à austeridade, a verdade é que nenhum comentador previu a possibilidade de a passagem pelo governo não beliscar as intenções de voto no CDS.
O Partido Socialista tem agora 35,1% das intenções de voto, quase 9 pontos à frente do PSD. Está a recuperar, depois de dois meses em que, apesar de nunca perder o lugar de partido mais votado, registou 33,8% e 34,6%. De qualquer forma, encontra-se já a uma distância considerável do resultado obtido por José Sócrates nas legislativas de 2011 – 28,1%.
Depois da turbulência que rodeou a sucessão de Francisco Louçã, o Bloco de Esquerda começa agora a recuperar nas sondagens. No barómetro de Fevereiro obtém o melhor resultado desde que se iniciou o barómetro i/Pitagórica – 8,6% das intenções de voto. Nas últimas legislativas, o Bloco de Esquerda conseguiu apenas 5,2% nas urnas.
Mesmo assim, a CDU continua a registar um melhor resultado que o Bloco de Esquerda no barómetro i/Pitagórica, embora tenha caído relativamente ao mês de Janeiro. Em Fevereiro, a CDU regista 10,7% das intenções de voto, enquanto no mês passado chegou aos 12% – um salto considerável tendo em conta que nas legislativas o resultado da coligação liderada pelo Partido Comunista se ficou pelos 7,9%.
Quanto à coligação “outros”, que agrupa os inquiridos que indicam ir votar em branco ou nulo, registou este mês uma subida relativamente a Janeiro. Está agora nos 8,4%, precisamente a percentagem obtida nas legislativas. Em Dezembro eram apenas 5,4% os inquiridos que se reconheciam neste grupo.
Ficha técnica
Objectivo:
Estudo de opinião realizada pela pitagórica – investigação e estudos de mercado SA, para o jornal i, entre 20 e 24 de Fevereiro de 2013. Foram realizadas entrevistas telefónicas - CATI por entrevistadores seleccionados e supervisionados, com o objectivo de conhecer a opinião sobre questões políticas e socais da actualidade nacional.
Universo:
O universo é constituído por indivíduos de ambos os sexos, com 18 ou mais anos de idade, recenseados em Portugal e com telefone fixo ou móvel.
Recolha de informação:
Foram validadas 503 entrevistas correspondendo a 76,33% das tentativas realizadas. Foi utilizada uma amostragem por quotas de sexo, idade e distrito: (homens- 234; mulheres – 269; 18-34 anos: 147; 35-54 anos: 186 e 55 ou mais anos:170; Norte: 174; Centro 114; Lisboa: 128; Alentejo: 41; Algarve: 20 e Ilhas: 26).
A geração dos números móveis a contactar foi aleatória e a dos números fixos seleccionada aleatoriamente por distrito nas listas telefónicas. Em ambos os casos o entrevistado foi seleccionado de acordo com as quotas estipuladas no caso da intenção de voto os indecisos foram distribuídos de forma proporcional.
Amostra e erro:
O erro máximo da amostra é de 4,5%, para um grau de probabilidade de 95,5%. Um exemplar deste estudo de opinião está depositado na entidade reguladora para a comunicação social.

TVI - Constança C Sá - "Governo ferido de morte"


A única coisa que os portugueses já perceberam é que os sacrifícios foram todos em vão e o governo já não tem discurso sobre isso; a credibilidade lá fora assenta na destruição do país, um falhanço em que tudo se esboroou. 
O governo tem legitimidade formal mas está ferido de morte, nada está a correr bem, não acertou em nada e tem ministros como Relvas e Gaspar, que já deviam ter sido demitidos. O que ninguém tem coragem para dizer é que, se calhar, estamos a caminho de um segundo resgate.

A troika é altamente responsável pela nossa situação, com um programa errado, mas isso não retira a responsabilidade do governo, que disse ir além do programa.
O governo perdeu completamente o norte e não tem qualquer discurso nesta altura do campeonato, não havendo ninguém no PSD e no CDS que não defenda que é preciso rever o programa de ajustamento, só Passos Coelho. O governo tem uma legitimidade formal, obtida nas eleições, mas isso não basta, há que construir essa legitimidade, o que o governo não tem feito. 

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Ministro das Finanças esconde vencimentos milionários do IGTCP


Carlos Zorrinho e José Junqueiro insistem com o ministro das Finanças em matéria de transparência nas remunerações dos gestores Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público. Pela 3ª vez perguntam ao ministro, entre outros esclarecimentos: Qual é o valor das remunerações de base e acessórias que cada um dos gestores em causa vai auferir? Quantos gestores beneficiam atualmente no nosso país deste regime remuneratório de exceção e qual a sua remuneração bruta e líquida? Quais as regalias complementares associadas ao estatuto dos gestores públicos por empresa e setor de atividade? Vítor Gaspar tem "fugido" à fiscalização da AR. Será verdade que há vencimentos e regalias individuais muito perto dos 20 mil euros? Tem o ministro vergonha de confessar o que só com a sua autorização pessoal poderá ser possível?
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Ex.ma Sr.ª Presidente da Assembleia da República
No dia 28 de agosto de 2012, o Partido Socialista endereçou ao Ministério das Finanças e da Administração Pública algumas questões que versavam sobre o estatuto remuneratório dos gestores do Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público, mas também sobre a atual aplicação do regime de exceção à regra de que nenhum gestor público pode auferir mais do que o Primeiro–Ministro (ao abrigo do n.º 8 do artigo 28.º do Estatuto do Gestor Público) a outras empresas e institutos públicos.
Na resposta ao Partido Socialista, o Ministério das Finanças não deu informação nem respondeu a algumas das questões ali colocadas, e que o Partido Socialista considera, em nome da transparência e do rigor, da maior importância serem respondidas.
Por esse motivo, no passado dia 9 de novembro de 2012, o Partido Socialista voltou a colocar ao Ministério das Finanças e da Administração Pública as questões que ficaram por responder e que, ainda hoje, continuam sem resposta, situação que evidencia um  profundo e inaceitável desprezo do Governo pela função fiscalizadora do Parlamento.
Assim, os Deputados do Grupo Parlamentar do Partido Socialista abaixo assinados, nos termos legais e constitucionais aplicáveis, voltam a requerer que o Governo lhes preste, com caráter de urgência, as seguintes informações:
- Algum dos gestores do Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público solicitou, entretanto, a aplicação do regime de exceção que permite auferirem remunerações superiores às do Primeiro-Ministro?
- Em caso afirmativo qual é o valor das remunerações de base e acessórias que cada um dos gestores em causa vai auferir?
- Quantos gestores beneficiam atualmente no nosso país deste regime remuneratório de exceção, e qual a sua remuneração bruta e líquida?
- Quais as regalias complementares associadas ao estatuto dos gestores públicos por empresa e setor de atividade?
- Qual a despesa total agregada que o Estado tem com estes regimes salariais de exceção?
- Qual a despesa total agregada do Estado com o pagamento de regalias complementares à renumeração dos gestores públicos?
Palácio de São Bento, 26 de fevereiro de 2013.

GOVERNO "substitui-se" ao Ministério Público e "Esconde" Inspeções

Miguel Relvas continua a avançar na transparência, decapitando-a. Extinguiu a Inspeção Geral das Autarquias, fundiu-a nas Finanças, mas esconde relatórios (resume-os a 30 linhas) que, até há poucos meses, eram públicos e substitui-se ao Ministério Público no juízo das ilegalidades. A transparência é a melhor aliada do poder local. Miguel Relvas está a destruí-lo. Talvez, mais cedo do que tarde, o Presidente da República seja obrigado a intervir.








terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

SIC - Miguel S Tavares - O ministro triste do imobiliário

7ª avaliação da troikaAcha triste termos um ministro da Economia a comportar-se como um agente imobiliário, a vender casas lá fora; o fundamental é que a banca comece a emprestar dinheiro à economia....Não tem expectativas quanto ao governo e a troika fazerem ‘mea culpa’ sobre os resultados de políticas erradas mas espera que haja uma inflexão e um reconhecimento de que o caminho não está a resultar; esta estratégia seguida há dois anos para reduzir o défice afundou a economia.

TVI - Constança - o governo bom aluno que destruiu o país

Troika - O que aconteceu na semana passada (a alteração de todas as previsões em tempo recorde) representa um enorme falhanço da receita da troika e também da política do governo.
Quando o governo vem dizer que teve que cumprir escrupulosamente uma receita (com enorme entusiasmo, diga-se de passagem) para ganhar credibilidade junto dos parceiros europeus e agora poder negociar, é surrealista, uma narrativa que não faz sentido; o que o governo nos vem dizer é que cumprimos o que nos foi pedido, que foi destruirmos o país, perguntando que credibilidade pode trazer termos o país em ruínas; nem mesmo os parceiros europeus têm credibilidade
O governo deixou de ter qualquer espécie de discurso quando bateu contra a parede, entrando em sucessivas contradições (entre o que diz Passos Coelho, o que diz Vítor Gaspar).
Tem que se discutir, não tanto aqui (na avaliação da troika) mas nas reuniões do Ecofin e do Eurogrupo, qual vai ser o futuro de Portugal, discussão sem a qual não há forma do país seguir em frente.
Esta avaliação é decisiva porque entramos na segunda metade do processo de ajustamento e porque não se consegue sequer cumprir o défice com esta estratégia.
Como isto está  a correr, não se admira que a alternância entre PSD e PS (que ainda se vê nas sondagens, ao contrário do que se está a verificar nos resultados nas eleições italianas, com um voto expressivo de protesto contra a representação partidária) se venha a quebrar; os partidos estão cada vez mais fechados e centrados em si mesmos.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

TVI - Marcelo - Erros de Vítor Gaspar: uma "bomba"


Admissão por Vitor Gaspar de que previsões estavam errada - Uma bomba. Olhando para os números de 2012 estava na cara. Não é uma surpresa mas é uma bomba. O governo foi otimista nas previsões até ao final do ano. 
Agora tem dois caminhos: disfarçar, reconhecer ao de leve, que é o preferido por passos Coelho e Gaspar; ou  solução imposta pela honestidade intelectual – assumir o erro e dizer qual é o valor. 
Tem que dizer três coisas: precisamos de mais um ano para consolidar o défice, de mais 3 anos para o corte de 4 mil milhões (PM e MF não disseram) e o que fazer da economia. Não é possível controlar o défice sem começar a crescer e a diminuição do IRC não chega. Se o governo não fizer este discurso é suicida.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Ministro da Defesa desprestigia e instabiliza as Forças Armadas

Aguiar Branco, o ministro da Defesa, é mais do que incompetente, é um irresponsável. Gerou um descontentamento preocupante nas Forças Armadas, tratando oficiais e praças como "coisas"  de que se quer ver livre, apoucando as suas funções e retirando-lhe a capacidade operacional mínima
Em vez de fazer de manter a equidistância e o cuidado político que o cargo "especial" lhe impõe, desmultiplica-se em tiradas políticas e partidárias. 
Desta vez foi o PS e o secretário-geral do PS dizendo-lhe que: "trate depressa da estabilidade da coligação interna" para debater a reforma do Estado. 
O PS recomenda-lhe que trate da estabilidade interna das Forças Armadas, enquanto é tempo!!!

sábado, 23 de fevereiro de 2013

TVI - Constança - o reconhecimento das propostas de Seguro

Ontem, perguntada se o PS tem apresentado ideias alternativas, respondeu - AJ Seguro já apresentou algumas ideias; tem vindo a dizer há muito tempo que é preciso medidas para o crescimento e emprego e o MF veio agora dizer que será essa a prioridade, embora não se saiba como. É também verdade que o PS defendia mais tempo, o que o governo nunca defendeu. 
Na quinta o reconhecimento tinha sido António CostaHá uma coisa que tem a ver com a carta de AJ Seguro, que "é ser evidente que grande parte deste movimento tem que se fazer à escala europeia, matéria em que AJ Seguro tem sido muito coerente desde que é líder do PS"

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

UE - Previsões - O 1º Ministro está em depressão

Mais défice, mais desemprego, menor crescimento e mais impostos são as previsões da UE. A incompetência dos dirigentes europeus e das "troikas" que por aí andam rimam bem com um governo em queda livre e a incompetência do 1º ministro, ministro das Finanças e da coligação PSD/CDS, no governo e na AR. Estes resultados demonstram que em Portugal, tal como na Europa, a direita tem de ser removida. Como se vê o desemprego começa sempre a diminuir no ano que virá, não se sabe é qual!
"A Comissão Europeia espera agora quase o dobro da recessão em 2013 que o estimado anteriormente, passando de uma contração de 1% para 1,9%, e diz que pode voltar a piorar as previsões já no próximo mês de março. Nas suas previsões económicas de inverno hoje divulgadas, Bruxelas explica que a queda de 1,8% do Produto Interno Bruto no quarto trimestre do ano passado (em termos homólogos) foi “inesperada” e que se deveu a uma contração pronunciada na procura interna e a uma desaceleração nas exportações nesta parte final do ano. Com este resultado a recessão foi de 3,2% do PIB, mais grave que os 3% estimados na altura da sexta revisão do programa. A destruição de emprego foi também maior que a prevista, o que levou a taxa de desemprego média anual do ano passado para 15,7%, superior aos 15,5% esperados na mesma altura pelo Governo e pela ‘troika’.
A Comissão Europeia espera que Portugal falhe a meta do défice orçamental com que comprometeu para 2013 e 2014, esperando agora um défice 4,9% este ano contra os 4,5% acordados com a ‘troika’.
A Comissão Europeia voltou a rever hoje em baixa as previsões para o crescimento da economia europeia, ao projetar uma contração de 0,3% na zona euro para este ano e um ténue crescimento de 0,1 na União Europeia.
 A taxa de desemprego deve chegar os 17,3% este ano e baixar apenas para 16,8% em 2014, estimou hoje a Comissão Europeia, que agrava significativamente as suas expectativas para o mercado de trabalho português"

PACHECO Pereira - cobardia do ministro Miguel Relvas


O que é penoso é a manifestação de cobardia (de Miguel Relvas), as pessoas têm que ser homenzinhos; a tentativa de vitimização é sempre dos fracos e Relvas foi vítima de si próprio ao fugir.
Temos estado sujeitos, nas últimas 48 horas, a um exercício hipócrita do governo, de vitimização em relação ao que aconteceu.
 O país está estragado, o governo mente-nos todos os dias e este estado de anormalidade, com um país disfuncional, com as pessoas a viverem mal perante a indiferença dos governantes, não começou ontem. 
Estar na política implica sempre algum risco e que aconteceu no ISCTE não foi nenhuma violação da liberdade de expressão, foi uma manifestação de cobardia do ministro; nunca lhe passaria pela cabeça que o ministro abandonasse a mesa, a última coisa que uma pessoa faz nestas circunstâncias

Quadratura - António Costa - a coerência europeia de Seguro

António Costa - Há uma coisa que tem a ver com a carta de AJ Seguro, que é ser evidente que grande parte deste movimento tem que se fazer à escala europeia; o enfoque - matéria em que AJS tem sido muito coerente desde que é líder do PS - é a necessidade de uma nova política europeia, que não é independente do governo português, é definida pelos governos europeus (de que o governo português faz parte).

Marques Mendes - Passos e Gaspar estamparam-se contra António Seguro


Passos e Gaspar estamparam-se contra Seguro - síntese -  Tudo o que o MF anunciou ontem, já acertou com a troika e veio dar razão a António José Seguro em muitas das questões que colocou na carta (boa iniciativa) e vai ter razão no futuro, no alargamento dos prazos. É política ao zigue-zague...Houve falhanço nas previsões...Houve recuo nos objectivos...Houve mudança na política económica...governo com algum desrespeito pelas pessoas, apresentando o dobro do empobrecimento de uma forma burocrática, com frieza e insensibilidade brutal.

É política ao zigue-zague. Deve haver quem dentro do governo ache que isto dá confiança às pessoas, quando é péssimo.Houve falhanço nas previsões (“apenas” se enganando o dobro na recessão), o que retira confiança à política económica e é falhar no OE, quando este ainda não tem 2 meses. Houve recuo nos objectivos (o corte de 4 mil milhões já é em 3 anos), colocando-se a questão de quem vai acreditar quando o ministro apresentar um objectivo. Houve mudança na política económica, sendo agora prioridade o investimento, o que é bom mas levanta a questão de porquê agora, sendo uma credibilidade ao zigue-zague...

Gaspar tem uma grande imagem de credibilidade no exterior mas no plano interno esta é preocupante; governo com algum desrespeito pelas pessoas, apresentando o dobro do empobrecimento de uma forma burocrática, com frieza e insensibilidade brutal, sem uma palavra de desculpa. Pergunta em que país andava o MF, bastando conversar com os empresários e os bancos para saber o que se passava; corre atrás dos acontecimentos em vez de antecipá-los.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

TVI - Constança C Sá -Governo: Evidente que ia dar para o torto

Governo em recessão - Mais do que uma mudança no discurso do governo, o que se assiste é a uma ausência de discurso. O governo foi confrontado com um choque frontal e está sem norte, depois de ter levado o país a um beco sem saída...A situação em que Portugal se encontra é fruto de uma enorme irresponsabilidade e intransigência do governo; temos um governo encurralado pela realidade e pelo discurso autista em que se encerrou; nem perante este cenário admite que falhou!
.... tendo apostado tudo nas exportações e no aumento de impostos, era evidente que isto ia dar para o torto.
Mostra que o OE2013 ruiu passados 4 meses de ter sido apresentado; um aumento de um ponto para dois pontos (de recessão) é um aumento terrível e vamos ver se fica por aqui.
Ao pedir o adiamento da meta do défice, o MF vem reconhecer que este não vai ser cumprido. Não fez ainda a revisão do número do desemprego e vai ter que fazê-lo de forma brutal. Não há nada que corra bem nesta receita que o governo apresentou ao país, que resulta num fracasso tremendo do governo.

Passos e Gaspar revistos em baixa


Passos  e Gaspar juntam-se a uma longa lista de irrecuperáveis, liderada por Miguel Relvas. Depois de um debate intenso do OE 2013, aprovado à força pelos zelotes da maioria, eis que 51 dias depois dessa aprovação, o Rei Mago Gaspar anuncia que  o mesmo, tal como os iogurtes, perdeu a validade 
A pressa de ir ao pote, de chumbar ao governo anterior o PEC, mesmo depois de ter sido aprovado por todos os Chefes de Estado e de Governo, do BCP e da Comissão Europeia, arrastou o país para a Troika  e para a ruína. Esgotaram-se e esgotaram a nossa paciência. Podem sair! 

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

TVI - Constança C e Sá - O PM já devia ter demitido Relvas

Protestos contra Miguel Relvas - síntese - O PM já devia ter demitido Relvas há muito tempo, sendo um foco permanente de contestação e de problemas dentro do governo. Há questões de Estado que se sobrepõem às amizades políticas...Agora, aconteceu uma coisa grave, ter sido impedido de falar, o que não aplaude nem concorda; abre um precedente grave para o governo, que insiste em ignorar o desespero da sociedade portuguesa, havendo aqui uma panela de pressão.
Relvas deixou há muito tempo de ter condições para ser ministro, o que é diferente de ter condições para enfrentar as pessoas; há casos complicados sobre Relvas, que ele nunca conseguiu explicar (nomeadamente o caso da licenciatura, sobre a qual nunca mais se ouviu falar, nem da auditoria do ME à Universidade Lusófona). 

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Miguel Sousa Tavares - jogada de mestre de António Seguro


Miguel Sousa Tavares - Carta de AJS à troika - Esta jogada de AJS é de mestre. Veio dizer que há alternativa em Portugal, que nem toda a gente em Portugal faz parte do grupo de cordeiros mansos que o PM dá ideia em Bruxelas. Bruxelas sabe bem que quem hoje está na oposição amanhã pode estar no governo e AJS apresentou-se como interlocutor do país. AJS está limitado porque o PS assinou o memorando e não podia ter tido esta atitude desde o primeiro dia em lidera a oposição

TVI - Constança C Sá - Carta de AJS à troika

Carta de AJS à troika- AJS tem razão em dizer que o que importa é uma negociação política (tal como já se lia na própria carta do CDS) e isto tem alguma relevância externa, porque já não é o governo o único interlocutor. 
A iniciativa tem uma dimensão interna, que é importante: numa altura em que o discurso do governo se enredou numa ficção, AJS fala numa tragédia social que está à vista de toda a gente, dizendo que vai ser o porta-voz dos portugueses lá fora, quando o governo não muda de discurso (como se viu no exercício de propaganda de Miguel Relvas ou em Passos Coelho, quando diz que já foi feita uma selecção natural das empresas).
Passos Coelho tem razão quando diz que não é no âmbito das avaliações trimestrais que se faz uma avaliação política, mas não há um único vestígio dessa avaliação por parte do governo nas instâncias europeias..

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Miguel Relvas, em momento de desabafo: dorme mal!

Miguel Relvas " assume que nem a filha sabe o que é o programa "Impulso Jovem" (nota peça TVI); admite que desemprego lhe tira o sono;" apresentou linhas gerais para a política de juventude do governo; à chegada foi recebido com protestos e vaias de jovens [gritos de "gatuno" e "governo para a rua"] (em todas asTVs)Relvas voltou a dizer que o governo não tem um plano B e que será com as medidas adoptadas pelo executivo que o país tem de vencer (peça Sic). Por isso, Marcelo, à noite, lá voltou a dizer que Relvas não existe!

TVI - Marcelo - o governo é mau, mas é bom!

Marcelo quer dizer que o governo é mau, mas é bom, que Passos Coelho fez mal, mas está a fazer bem, que o PS tem razão, mas que "a habilidade do governo está em mudar de posição sem o aceitar publicamente e sem dizer ao PS que tinha razão." E isto, segundo Marcelo, para além dever sério, parece ser bom e inteligente por parte de quem não é politicamente sério, faz mal e não é inteligente. Faria um lugar "de  truz" numa feira semanal, a vender cobertores no verão, frigoríficos no Alasca e cortadores de relva no deserto!
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"Esta semana foi muito interessante. Na frente externa está tudo relativamente bem mas está a passar-se uma coisa na política interna: Já ninguém tem a reacção "Gaspar" de que está tudo óptimo; já todo o governo percebeu que é preciso explicar; ao contrário da parte financeira, na parte económica isto não está a funcionar. Depois temos a posição do PS, de que a própria parte financeira precisa de mais tempo.

O que se passou de interessante esta semana foi, por um lado, o Documento do PS, fraquinho sobre o Estado Social, mas que diz o seguinte: memorando sim, mas é preciso renegociá-loE o governo está a mudar, por força do estado da economia; tudo é novo em Passos Coelho, admitir que está muito atento aos efeitos económicos e sociais, a ideia de que é preciso encontrar um discurso e uma explicação para os portugueses, a ideia de isto dos 4 mil milhões não é para fazer de uma assentada; a habilidade do governo está em mudar de posição sem o aceitar publicamente e sem dizer ao PS que tinha razão.

No orçamento era Gaspar sozinho, agora tem Portas à ilharga. A delegação de Passos em Portas foi de realismo, percebeu que é preciso explicar, que é melhor ser feito por alguém com experiência política e pedir a Portas, amarra-o. Isto abre hipóteses de diálogo, nos retoques ao memorando, entre a maioria e o PS"

domingo, 17 de fevereiro de 2013

António Seguro quer que a próxima avaliação seja política

AJS quer que a próxima avaliação da troika não seja técnica; em Braga, defendeu que quando (BCE, FMI e CE) regressarem a Portugal ainda este mês têm que enviar responsáveis políticos para fazerem uma avaliação das contas do país (TSF, declarações).


AJS olha para o programa de ajustamento dizendo que está desfasado da realidade portuguesa, lembra que o país está mergulhado numa tragédia social e pede a presença dos representantes políticos da troika na próxima avaliação (A1, declarações)

sábado, 16 de fevereiro de 2013

GASPAR ignora perguntas do PS e esconde vencimento milionário

Carlos Zorrinho e José Junqueiro perguntaram, mas o ministro das Finanças não responde ao PS sobre vencimentos injustificados. É o caso de Vitor Moreira Rato, presidente do IGESPAR,  Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública. Ganha 10800€, fora os complementos de vencimento, mais do que o Presidente da República e o dobro do 1ª Ministro. Estima-se que o vencimento total possa atingir cerca de 20 mil euros, com os complementos
O governo transformou aquela entidade em empresa pública para poder pagar mais aos seus gestores. O ex diretor da Morgan Stanley tem a proteção de Vitor Gaspar e este não responde ao PS, porque não tem nenhuma boa razão que justifique ezte escândalo

A maior taxa de desemprego e destruição de emprego - de sempre


Este valor é superior em 2,9 pontos percentuais face ao do trimestre homólogo de 2011 e em 1,1 pontos percentuais face ao do trimestre anterior. A população desempregada foi estimada em 923.200, o que representa mais 152.200 desempregados (+19,7%) que no trimestre homólogo e mais 52.300 (+6,0%) que no trimestre anterior.

Desde que a coligação PSD/CDS-PP está em funções (2º trimestre 2011) o nº de desempregados aumentou 248 mil (+37%). Ou seja, desde que a coligação PSD/CDS-PP está em funções, a cada dia que passa há mais 460 desempregados. Recorde-se que quando o executivo atual iniciou funções (2º trimestre de 2011) a taxa de desemprego situava-se em 12,1% representando 675 mil desempregados. Era a 8º taxa mais alta da UE, agora é a 3ª.

Em termos anuais, em 2012, a taxa de desemprego foi de 15,7%, superando as últimas projeções do governo que apontavam para 15,5% e muito mais alta que a taxa constante no Orçamento do Estado para 2012 ou a prevista no memorando de entendimento (maio de 2011) que era, em ambos os casos, de 13,4%.

O número de empregados diminuiu 4,3% face ao trimestre homólogo do ano anterior e 2,7% face ao trimestre anterior, o que significa que há menos 203.600 empregos que no trimestre homólogo do ano passado e menos 124.500 que no último trimestre.

Com o Governo atual  perderam-se mais de 350 mil empregos (361.200) num ano e meio....

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Pacheco Pereira: "As pessoas que nos governam não conhecem Portugal"

"As razões porque este exercício do governo está a falhar é porque lhe falta uma dimensão política; tem que haver consistência política entre queixarmo-nos de um orçamento europeu de contenção e defendermos o contrário cá dentro sem que ninguém se deva queixar, entre sermos keynesianos lá fora e hayekianos cá dentro.
As pessoas que nos governam há ano e meio não conhecem Portugal, são uma coligação entre tecnocratas e ignorantes e seria possível, sem pôr em causa os objectivos orçamentais, não destruir o tecido económico existente sem construir nada ao lado.
A maneira com o fisco trata os portugueses raia um estado totalitário, podendo saber-se tudo sobre a vida de uma pessoa a partir de um número de contribuinte, o que coloca um número de questões e não há nenhum pensamento político sobre esta questão (e a oposição também não o tem).
A classe média está destruída e a empobrecer, havendo uma enorme desautorização do Estado e das instituições e um desrespeito pela política e pelos políticos."

TVI - Marques Mendes - A reforma do Estado em derrapagem

Fiasco na Reforma do Estado - Marques Mendes disse que há 2 notícias, uma menos boa e outra boa. A primeira, a menos boa, é a de que  os cortes sociais estão atrasados e a segunda, a boa, é de que vão ser feitos por Gaspar e Portas, ao mesmo tempo, incluindo os despedimentos na Função Pública. Que desgosto e que felicidade de Marques Mendes, ao mesmo tempo!!!! 

"Há uma notícia menos boa"há um atraso grande na elaboração do programa dos cortes de 4 mil milhões, no sentido da definição, ministério a ministério, onde os cortes vão ser; não surpreenderia que o governo tenha que pedir uma derrogação no prazo e em relação à aplicação dos cortes.
E disse que "Há uma notícia boa": não vamos ter divergências nem atritos dentro do governo; quem está a coordenar politicamente são dois ministros, Gaspar e Portas, uma decisão sábia do PM.
As rescisões na FP, com as correspondentes indemnizações, estão incluídas, e o governo vai arranjar verbas especiais para isso. O SE do Emprego é ainda novo no governo (em relação a ter afirmado que a reforma do Estado não tinha que implicar despedimento de FP).

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

TVI - Constança C Sá - Desemprego Recorde


Desemprego, um desastre anunciado - O governo nunca quis ouvir o PS, mas vai ouvir os portugueses, mais cedo do que tarde. 
"É um número brutal e demolidor que confirma o desastre que tem sido a política deste governo, que nem consegue o equilíbrio orçamental nem consegue fazer crescer a economia; é uma calamidade que tende a agravar-se.
Ouviu o PM a dizer, muito contente, que estava de acordo com a previsão do governo, o que não é verdade: a diferença para as previsões iniciais do governo para este ano (13,4%) é de mais de 2%.
A situação ainda vai piorar mais, com um quadro de fantasia de previsões do governo para 2013; o PM e o MF acreditam que em finais de 2013 haverá uns sinais de recuperação, mas não explicando como; não é por acaso que alguns ministros quiseram diluir no tempo os cortes previstos para os próximos 2 anos, com o MF a mostrar-se inflexível. O que se espera para o ano é um ano muito mau em termos de recessão, desemprego e consumo.
A recusa da maioria dos trabalhadores em receber duodécimos foi uma derrota para o governo e significa que as pessoas vão viver com o que têm, sem disfarces, e vão consumir menos.
Para que o desemprego diminuísse era preciso um crescimento de 2 ou 3%, um milagre que só existe na cabeça de António Borges"

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Augusto Santos Silva - Onde não há sinceridade, não há verdade!

"Quando se turva a verdade no comentário dirigido. Augusto Santos Silva acha que até ao Documento de Coimbra: 1- "até à Comissão Nacional de Coimbra o PS não tinha uma posição "muito mais clara" sobre o corte de 4 mil milhões de euros no" Estado Social"... 2- que verificamos que todos os objectivos previstos no memorando (PIB, desemprego, dívida pública e défice) não estão a ser cumpridos ... 3- este caminho não permite a consolidação, afunda a economia e empobrece as pessoas; devemos estar na posição de pedir mais tempo, menos juros e mais maturidade para pagar a dívida." Mas haverá alguém que tenha dúvidas sobre as posições assumidas pelo PS e por António Seguro, até neste matéria? Sim, há: Augusto Santos Silva... o "Documento de Coimbra" devolveu-lhe a luz. 
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"O Documento significa um avanço quanto ao corte de 4 mil milhões, tornando muito mais clara a posição do PS; entre a linha suicidária e de empobrecimento, que domina actualmente no governo, e as posições de rompimento do BE e do PCP, há uma linha que tem que ser autónoma e tem que ser liderada pelo PS. 
O PS deve ser a força motora e liderante desse vastíssimo sector do regime político, da sociedade e da economia portuguesa, que acha que Portugal deve dizer que cumpriu (até com zelo excessivo) os seus compromissos e que verificamos que todos os objectivos previstos no memorando (PIB, desemprego, dívida pública e défice) não estão a ser cumpridos; este caminho não permite a consolidação, afunda a economia e empobrece as pessoas; devemos estar na posição de pedir mais tempo, menos juros e mais maturidade para pagar a dívida. 
O clima na Europa tolera cada vez mais este caminho e Portugal (e Vitor Gaspar) tem um crédito que devemos usar em Bruxelas: temos cumprido a nossa parte e não ser da nossa responsabilidade que os objectivos não tenham sido cumpridos. Precisamos de mais folga, para metermos políticas de incentivo à economia, nomeadamente, aproveitando os novos fundos comunitários. 
As coisas ficaram mais claras depois do CM de sábado, em que a linha Gaspar e Moedas parece ter-se imposto, e com as posições socialistas em Coimbra. Precisamos de mais tempo, para fazer as coisas bem feitas, como é exemplo positivo a política do medicamento, dentro das políticas de Correia de Campos que Paulo Macedo está a seguir e bem"

Constança C Sá - A Lei das Rendas e uma ministra


(Lei das Rendas)O problema é aparecer uma ministra, 3 meses depois da lei entrar em vigor, a explicar que é necessária uma campanha de informação, quando devia ter antecedido a sua entrada em vigor.
Não havendo uma campanha, os inquilinos desconhecem a existência de prazos, o que é absolutamente extraordinário; demonstra como as reformas do governo são feitas às três pancadas e em cima do joelho. 
A ministra diz algo que não faz qualquer sentido, que há um período de excepção (5 anos), a partir do qual tudo será aplicado; a oposição diz, e com razão, que não se é despejado agora mas é daqui a 5 anos. 
Pergunta se é o Estado que vai subsidiar o aumento das rendas, o que lhe parece improvável e sem qualquer garantia, sendo um problema que o governo empurra com a barriga.
A insensibilidade social com que se fazem e aplicam as coisas é uma marca deste governo, que se esquece que as reformas que faz têm implicação na vida das pessoas

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

José Junqueiro - O Papa e as reuniões da APM no Vaticano

Como vice-presidente da Assembleia Parlamentar do Mediterrâneo (APM), em 29 de Maio de 2009, realizei com os colegas de direção, do Egipto, Palestina, Jordânia, Marrocos, Itália e França, várias reuniões de trabalho no Vaticano, preparatórias da deslocação do Papa ao médio oriente. Fomos recebidos pelo Cardeal Tarcisio Bertone e o seu interlocutor para as relações externas. O momento público mais significativo foi o do encontro com o Papa. A deslocação de Sua Santidade ao médio oriente foi um êxito.

Miguel Sousa Tavares - A Comissão Nacional do PS

Comissão Nacional do PS O problema não era encontrar um documento comum, o problema de credibilidade do PS é mesmo de protagonistas, como se vê pelas sondagens que preferem Costa; esse problema o PS não o resolveu.
Tudo isto foi estranho demais para quem vê de fora: saber porque avançaram os críticos de Seguro e porque Seguro disse que não tinha pressa e apressou o processo.
O documento de Coimbra devia chamar-se certidão de óbito de Costa, que não voltará a ter outra oportunidade.
Aumento do salário mínimo e ênfase ao refinanciamento das condições de ajuda externa são pontos que fazem bem em estar ali (no documento)

Ciência - Cancro - tratamento que prolonga a vida


Os 16 doentes que receberam uma dose elevada da terapia sobreviveram em média 14,1 meses
Um vírus geneticamente modificado testado em 30 doentes em fase terminal de cancro do fígado prolongou significativamente as suas vidas, matando os tumores existentes e impedindo o crescimento de novos, informaram cientistas.
“Pela primeira vez na história da medicina demonstrámos que um vírus geneticamente manipulado pode melhorar a sobrevivência de doentes com cancro”, disse no domingo David Kirn, co-autor do estudo internacional, à agência France Presse. Os 16 doentes que receberam uma dose elevada da terapia sobreviveram em média 14,1 meses, contra 6,7 meses dos 14 restantes pacientes que receberam uma dose mais baixa.
O ensaio durante quatro semanas com a vacina Pexa-Vec ou JX-594, divulgado na revista Nature Medicine, pode representar um progresso no tratamento de tumores sólidos avançados.
“Apesar dos avanços no tratamento do cancro nos últimos 30 anos, com quimioterapia e biológicos, a maioria dos tumores sólidos continuam incuráveis depois de metastizarem (se espalharem para outros órgãos)”, escreveram os autores do estudo.
O Pexa-Vec “foi concebido para se multiplicar e subsequentemente destruir as células cancerosas, ao mesmo tempo que torna o sistema imunitário dos doentes também capaz de as atacar”, disse Kirn, da empresa de bioterapia Jennerex com sede na Califórnia.
“Os resultados demonstraram que o tratamento Pexa-Vec, com ambas as doses, resultou na redução do tamanho do tumor e na diminuição do fluxo sanguíneo para os tumores”, informou a Jennerex num comunicado, adiantando que os dados mostram igualmente que “o tratamento induziu uma resposta imune contra o tumor”.
Os autores do estudo referiram que um ensaio em maior escala tem de confirmar os resultados e que a fase seguinte, envolvendo cerca de 120 pacientes, já está a ser preparada. O Pexa-Vec também está a ser testado em outros tipos de cancro.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

TVI - Marcelo - Caso Franquelim Alves: um desastre do governo

Do que ele disse, não tem problema jurídico nenhum. Em dois pontos esteve bem: disse que do currículo alguém do governo cortou e que podia sair. A gestão que o governo fez foi um desastre. Santos Pereira foi para o Parlamento dizer que foi um herói. Relvas quis avalizar Franquelim mas, como acontece em relação aos bancos, só pode avalizar quem tem crédito. Com Miguel Relvas a defender alguém é enterrar. Franquelim tem condições para se manter no governo mas com desgaste politico para o governo. O governo não se devia sujeitar a ter alguém sobre o qual alguém pode levantar problemas

Tvi - BPN - Marcelo admite pela 1ª vez o envolvimento dos ex- governantes PSD

Tudo começou mal. A ideia é a de um banco que nasceu da politica. Colagem a ex-governantes do PSD acentuada com a entrada de Dias Loureiro. A própria passagem de Oliveira e Costa pelo Banco de Portugal deixa a dúvida do que aprendeu sobre a forma como funciona a supervisão. O que se passou foi um banco ter um funcionamento á margem da lei. É a fase mais grave, onde tudo começou.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

TVI Constança C Sá - OE Europeu - um mau acordo


(Orçamento europeu)É um mau acordo para Portugal, perdendo cerca de 10% em relação ao quadro anterior. É um retrocesso e um ataque à coesão europeia, não impulsiona crescimento nem emprego e é altamente prejudicial para a Europa, carregando-a com mais austeridade. 
O PM disse que estava relativamente satisfeito, por Portugal ter sido prejudicado numa percentagem inferior à média europeia, o que compreende; o que não se compreende é que Durão Barroso diga que é um bom acordo, quando ele próprio tinha proposto um acordo superior. 
Schultz disse que agora é que se começar a verdadeira negociação e as suas ambições pessoais e o voto secreto também vêm complicar o cenário.Durão Barroso e os países da coesão sofrem enormes derrotas. É um orçamento egoísta, de austeridade e alguma hipocrisia.

António Seguro apoiado por toda a Comissão Nacional


António Seguro obteve o apoio de toda a Comissão Nacional, o órgão máximo entre congressos. Foi claro e disse que não cedeu a pressões e integrou no chamado "Documento de Coimbra" as propostas que lhe foram chegando e aquelas que ele solicitou. Militantes em geral, dirigentes e independentes estiveram empenhados em contributos concretos.
António Costa elogiou o trabalho de António José Seguro e o esforço desenvolvido para integrar a opinião de todos. A participação do PS, com António Seguro, pela 1ª vez na reunião da tendencialmente sindical socialista na CGTP, o facto de ter recebido pela 1ª vez no Rato o movimento "Renovação Comunista", dissidente do PCP, ou a normalização das relações entre Mário Soares e Manuel Alegre são realidades que demonstram bem o esforço de unidade interna e o alargamento da base de diálogo ao longo de quase dois anos.


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

(Opinião, DV) O comboio é um projeto que nos une



A autarquia de Viseu, como todos os partidos em geral, nomeadamente o PS, nunca deixaram cair o projeto de uma ligação ferroviária. Nesse sentido, há vários anos, o secretário de estado do governo de António Guterres, Crisóstomo Teixeira, veio a Viseu, a meu pedido, discutir o lançamento de um estudo que pudesse justificar esse investimento. Os jornalistas testemunharam o facto. E o estudo foi feito, bem como a respetiva quantificação.
Mais tarde, no tempo do governo Durão Barroso, PSD/CDS, foram anunciadas de uma só vez, na Figueira da Foz, cinco linhas TGV, sendo que a ligação Aveiro, Viseu, Vilar Formoso seria de prestações elevadas, um pouco mais de 200 kms/hora, bem abaixo dos 300 kms. É um conceito diferente, mas adequado aos nossos interesses, envolvendo passageiros e mercadorias.
A boa noticia tinha, no entanto, logo à partida, um senão: seria a última das prioridades. Com o governo de José Sócrates, a secretária de estado Ana Paula Vitorino deu um novo impulso com a ligação de Aveiro à linha do norte e anunciando o estudo e prioridade do lanço Aveiro/Viseu. Ficou, portanto, de pé a esperança de vir a ter o comboio. Foram feitos os estudos de impacto ambiental no corredor Aveiro/Celorico da Beira.
O PSD, entretanto, para chegar ao poder, foi diabolizando tudo quanto era projeto de investimento e diabolizou o TGV. Classificou-o como obra faraónica, "megalomania socialista". Eis que agora, para mim sem surpresa, o governo reanuncia o inevitável: dar andamento à ligação Lisboa/Madrid.
O ministro das Finanças apressou-se a anunciar a obra e quantificar o reforço da comparticipação comunitária. O ministro da Economia, nosso conterrâneo, também se apressou, mas para dizer que a obra seria para 2015, tarefa de um próximo governo.
Ora, o que nós não ouvimos falar, foi na ligação Aveiro, Viseu, Vilar Formoso. O governo esqueceu-se? Veremos, em breve. Nunca aceitarei esse esquecimento e, por isso, esta semana dirigi uma pergunta ao governo, subscrita pelos deputados do PS, questionando a vontade política em materializar este corredor ferroviário, bem como o respetivo calendário.
É que não esqueço ser este um investimento estruturante para o país, para a região e, particularmente, para Viseu. Não tenho dúvida sobre uma vontade única em Viseu, porque o comboio é um projeto que nos une.

DV 2013.02.06

Henrique Monteiro - "A traição autárquica do PSD"


Não posso aceitar que um homem que esgotou os mandatos em Sintra possa fazer mais em Lisboa. O mesmo para Gaia e Porto. A ideia é politicamente repugnante, porque retira toda a carga simbólica do poder autárquico, o qual deveria ser exercido de baixo para cima e não de cima para baixo.
O PSD, e outros partidos (até já o CDS entrou na jogatana), traíram o princípio da limitação de mandatos com a mais estúpida das justificações - a de que esse limite se refere a uma câmara específica. Como se as teias de interesse seja nas obras públicas, futebóis ou outro tipo de lóbis, se recusasse a deslocar cinco ou 10 quilómetros. A limitação de mandatos, seja nas autarquias, seja na chefia do Estado destina-se a impedir que redes de interesses se mantenham indefinidamente. Aliás, a limitação deveria ser um princípio geral da vida política em todos os escalões.
O jornal I, hoje, ouve magistrados que dizem que tanto Seara como Meneses devem ser impedidos de levar as candidaturas adiante. Ainda bem, se assim for. Mas o simples facto de eles receberem o apoio partidário é muito revelador. E até me dá azo a uma grande provocação: por que não deixar candidatar Isaltino? Afinal, se a limitação dos mandatos é assunto tão local, o mesmo se poderá um dia aplicar a outros aspectos menos nobres da vida autárquica

Ricardo Junqueiro - "Aprender com os erros" (Económico)

Ricardo Junqueiro
(Advogado)

(Opinião - Económico) Bill Gates, fundador da Microsoft, é um dos maiores empresários da história. Ao génio informático aliou sempre a consciência de que para ter sucesso é fundamental aprender com os erros.
Numa empresa como a Microsoft que, ao contrário de outros gigantes do sector, sempre se manteve na liderança da evolução informática e do mercado, não foram muitos os erros próprios donde extrair lições. Por isso, Bill Gates contratou antigos gestores de grandes empresas que falharam. Assim, a Microsoft contaria nas suas fileiras com a experiência dos que erraram e que estão melhor posicionados para reconhecer e alertar para os erros fatais que os levaram ao abismo.
Vem isto a propósito da crise que vivemos e da necessidade que a sociedade ocidental em geral, e o nosso país em particular, têm de aprender com os erros que nos conduziram até aqui. Muito já se escreveu sobre a origem da crise. Os comportamentos especulativos das instituições financeiras são frequentemente apontados como tendo tido um papel decisivo no descarrilar da carruagem. A fragilidade do nosso tecido empresarial, onde não existe uma cultura de concorrência nem de inovação e onde proliferam os entendimentos de cavalheiros, é também vista como uma das razões para a falta de competitividade da nossa economia e a consequente incapacidade de gerar emprego.
Mas, pode questionar-se, o que fizemos de errado até aqui a este respeito? Uma das coisas que seguramente não fizemos bem foi a forma como regulámos os nossos mercados e vigiámos as nossas empresas. Reguladores fortes e presentes a nível nacional e internacional são essenciais para fazer respeitar as regras do jogo, garantindo o normal funcionamento dos mercados e a existência de uma economia competitiva, uma pedra essencial para o tão desejado crescimento económico.
O País precisa de reguladores com capacidade para limitar abusos, identificar problemas e resolvê-los com competência, eficácia e independência. Com capacidade para perceber quando é necessário intervir e quando é preferível deixar a coisa andar. Com algumas honrosas exceções em sectores específicos, até aqui não os temos tido. E numa altura em que a diminuição de recursos públicos é um dado com que temos que viver, é mais importante que nunca definir uma estratégia que garanta que as regras do jogo são respeitadas e que temos reguladores que dispõem dos recursos necessários para reforçar a sua capacidade técnica e independência, fazendo a sua parte para ajudar a economia do país a tornar-se mais competitiva.
É por isso que fundir a ERSE, a ANACOM e a Autoridade da Concorrência, ou impor-lhes significativas limitações de funcionamento, nomeadamente as que lhes reduzem a autonomia de contratação de recursos, gestão de salários, definição de promoções, ou até de gestão financeira, poderá não ser uma boa ideia. Embora a poupança de custos possa, nesta fase, parecer aliciante, cada regulador acabará por dispor de menos meios para desempenhar a sua missão. E uma poupança imediata nas contas do Estado poderá ter o reverso da medalha e aligeirar a regulação de que necessitamos.
Em suma, é difícil resistir a lembrar que, ao contrário da Microsoft, em Portugal não precisamos ir fora de portas buscar quem tenha experiência em falhanços. Temo-los entre nós. Mas importa aprender com os erros passados e não procurar poupanças imediatas que acabarão a contribuir para aumentar a conta final.
Ricardo Junqueiro, Advogado