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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

TGV - Afinal, é bom ou mau? Donde veio e para onde foi o dinheiro?

Há dois anos o PSD dizia que a "megalomania faraónica e socialista" do TGV iria gerar custos insuportáveis, que secaria o crédito às PMEs e asfixiaria a economia, aumentando o endividamento para níveis insuportáveis. Era um mau projeto e, portanto, não se deveria fazer.
Pois, agora, o governo conclui que a verba de 700 milhões de euros, contratualizada com o sindicato bancário, mais BEI,  para os privados é algo que se realizou em boas condições, com juros favoráveis e sem encargos para o Estado. 
Agora a verba será desviada para a Parpublica (empresa pública) e não para as PMEs porque, também agora, já não se corre o risco de lhes secar o crédito. 
Agora o investimento é, afinal, uma coisa  boa, não vai gerar níveis insuportáveis de endividamento, nem tão pouco será uma megalomania faraónica cor-de-laranja, apesar dos encargos passarem a ser da responsabilidade do mesmo Estado. Os eleitores deste governo foram enganados.

Nota: 
"O PS anunciou hoje que vai requerer a presença dos ministros das Finanças e da Economia em sede de comissão parlamentar, considerando que os dois têm de se entender sobre as ligações ferroviárias de alta velocidade. "O PS faz um apelo para que os senhores ministros da Economia [Álvaro Santos Pereira] e das Finanças [Vítor Gaspar] se entendam" sobre o projeto de ligações ferroviárias de alta velocidade e, em segundo lugar, depois de se entenderem, "venham ao Parlamento explicar aos portugueses em que é que se entenderam", declarou o presidente do Grupo Parlamentar do PS." (Lusa)

sexta-feira, 2 de março de 2012

AFINAL, SEMPRE HÁ TGV?! - ANTÓNIO COSTA RECEBE COMITÉ DAS REGIÕES -

Bruxelas recomenda emissão de obrigações para financiar TGV a 100%  - Mónica Silvares
Ao contornar as restrições orçamentais seria possível financiar um novo aeroporto, portos e plataformas logísticas. O Comité das Regiões, um dos órgãos consultivos da Comissão Europeia, vai sugerir que o projecto de alta velocidade (conhecido por TGV) seja financiado, na totalidade, por Bruxelas através da emissão de obrigações (‘project bonds'), para assegurar o desenvolvimento de um sistema de transportes integrado, independentemente dos constrangimentos orçamentais que vivem alguns Estados-membros e respectivas regiões e municípios.
A proposta integra o parecer da Comissão de Política de Coesão Territorial (COTER) do Comité das Regiões que deverá ser aprovado segunda-feira na reunião que se realiza em Lisboa.
"Para Portugal, esta sugestão significa financiamento directo da União Europeia e a eliminação dos constrangimentos orçamentais à execução do projecto", explicou o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, anfitrião da reunião anual - todos os anos um dos encontros é feito fora de Bruxelas. Ou seja, o investimento já não seria feito em parte por fundos comunitários e o restante pelo Estado português. Quando questionado sobre a viabilidade deste parecer seguir intacto até à Comissão Europeia, António Costa, num ‘briefing' aos jornalistas, lembrou que, ao nível do Comité das Regiões, "muitas vezes as posições políticas diluem-se" e o "PPE não vota em bloco, o que lhe permite votar de forma diferente do que na Comissão".
Caso os pareceres sejam aprovados e façam todo o caminho até ao Conselho Europeu, os regulamentos poderão ser aprovados em Junho. Além da aposta "em dez corredores" já definida pela Comissão Europeia, o Comité das Regiões "propõe que se clarifique e dê uma definição mais ampla" da "noção de nó urbano que integre as zonas logísticas e portuárias correspondentes".
Ou seja, o desenvolvimento do Poceirão, dos portos de Sines, Lisboa, Setúbal, Leixões e até mesmo de um novo aeroporto, esclareceu António Costa.O relatório deixa ainda uma nota de alerta para as Parcerias Público Privadas e para os riscos que existem em optar por desenvolver projectos desta forma

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

TAL COMO O PS SEMPRE DISSE: ACABARAM AS ELEIÇÕES E TGV SEMPRE AVANÇA!

Bruxelas acerta com Governo novo projecto para o TGV - Luís Rego com Nuno Miguel Silva

"Bruxelas quer que a ligação Lisboa-Madrid não ultrapasse as três horas, o limite temporal em que as linhas férreas são competitivas face à aviação. Executivo tem de entregar novo projecto a Bruxelas até Novembro.
O Governo português vai apresentar em Bruxelas nas próximas duas ou três semanas uma revisão do projecto do TGV Lisboa-Madrid, de forma a não perder os mais de 1.300 milhões de fundos comunitários previstos para esta linha.
Segundo apurou o Diário Económico, de acordo com os contactos em curso entre a Comissão Europeia e o Executivo, o novo projecto deverá ser enviado no final deste mês ou princípio de Novembro. A linha será de alta prestação, de 250 kms/hora, menos que a alta velocidade, e integra duas linhas, uma de passageiros e outra de mercadorias.
De acordo com uma fonte comunitária, "a inclusão de uma linha de passageiros é indiscutível, pois a travessia não seria rentável só para o transporte de mercadorias". O objectivo é fazer a travessia numa duração indicativa de duas horas e meia, ou seguramente menos das três horas que, segundo estudos invocados em Bruxelas, é o limite temporal em que as linhas férreas são competitivas face ao transporte aéreo.
Em Portugal, o projecto de alta velocidade, principalmente com a designação de TGV, foi muito criticado pelo actual Executivo durante a campanha eleitoral e continuou a ser atacado já com o actual Governo em funções.
Mas o projecto parece agora voltar a mexer. Haverá uma ligação do Poceirão ao porto de Sines, elimina-se a duplicação de linha entre o Poceirão e a fronteira espanhola, poupa-se nas estações e nas expropriações e garante-se a construção de raiz em bitola europeia. . ."