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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Boas notícias - Portugal tem três das melhores escolas de gestão da Europa

"Católica-Lisbon, Nova SBE e Porto Business School mantêm presença no ranking do Financial Times
A concorrência é cada vez mais feroz, mas as três escolas de gestão portuguesas que têm aparecido nos rankings do Financial Times (FT) mantiveram em 2015 a sua presença na prestigiada lista que é divulgada no final de cada ano por este jornal britânico.
A Católica- Lisbon Business and Economics caiu uma posição, mas o seu 26º lugar, num total de 85 escolas de negócios europeias distinguidas, assegura-lhe a continuação da liderança entre as instituições nacionais com representação no ranking divulgado esta segunda-feira. A Nova School of Business and Economics (Nova SBE) manteve o 28º lugar e a Porto Business School figura na 62ª posição.
O Financial Times European Business Schools Ranking resulta da posição alcançada por cada escola de negócios nas várias listas que o jornal vai publicando ao longo do ano, combinando as pontuações atribuídas a MBAs, mestrados em Gestão e formação para executivos. E acabam por ser uma referência incontornável para cada vez mais alunos e professores que alargam as suas escolhas ao mercado internacional.
Não é pois de estranhar que a Católica-Lisbon, por exemplo, conte já com 38% de professores e cerca de 50% de alunos estrangeiros. "É para nós um motivo de grande orgulho a presença neste prestigiado ranking, que espelha a excelência e a qualidade do nosso ensino. A qualificação da nossa oferta formativa e o alinhamento com o mercado internacional continuarão, por isso, a constituir apostas estratégicas no futuro da escola", afirma o diretor da escola, Francisco Veloso.

À FRENTE DAS MAIS PRESTIGIADAS
Da parte da Nova SBE, sublinha-se o facto de a escola estar à frente de outros instituições "muito prestigiadas como a Aalto University (Finlândia), a Copenhagen Business School (Dinamarca) e a University College Dublin (Irlanda)". E assume-se a ambição: "Com a mudança para o campus de Carcavelos, acredito que vamos conseguir ganhar pegada global e cumprir o nosso objetivo estratégico de entrar para o top 10, projetando a Nova SBE e Portugal no mundo", diz o diretor, Daniel Traça.
"Acreditamos que, num futuro próximo, e tendo em conta a nova estratégia da Porto Business School, poderemos ir mais longe nestas classificações e criar um impacto ainda maior na vida das pessoas e das organizações que passam pela escola", realça, por seu turno Ramon O'Callaghan, dean da instituição.
O ranking das melhores escolas de gestão do FT coloca a London Business School, a Hec Paris e o Insead (França) nos primeiros três lugares". (por Isabel Leiria - Expresso)


domingo, 4 de novembro de 2012

FACILITISMO EM UNIVERSIDADES - CURSOS POR ENCOMENDA?

A LUSÓFONA É OBRIGADA A FECHAR 25 CURSOS, um quarto dos que vão acabar em todo o país. Temos universidades e cursos a mais. É verdade. Mas também temos, e muito, ensino superior de topo, formação e investigação internacionalmente reconhecidas. 
O problema está em ter consentido que na educação, pública ou privada, tivessem proliferado oportunismos ou se tivessem criado instituições como quem cria um supermercado, um negócio, onde se encontra de tudo. 
Há casos mediáticos pelas piores razões, mas é preciso pensar nos alunos e nas famílias que nada têm a ver com isso e apenas se esforçaram para terem uma formação qualificada e honesta. São os grandes prejudicados pela má fama da instituição que frequentaram e pelo oportunismo de uns quantos. E, AGORA, QUEM SE IMPORTA COM ESTES ALUNOS? 

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Aveiro, Porto, Coimbra e Nova de Lisboa - as 4 universidades portuguesas no ‘ranking’ do Times Higher Education.

Ensino - Universidades portuguesas na lista das melhores do mundo
Andrea Duarte  

Universidades de topo. Não se definem por aparecer em ‘rankings', mas a verdade é que os dominam. Em Portugal, a evolução das universidades nestas listas de reputação tem vindo a melhorar. Este ano, quatro universidades portuguesas figuram no ‘ranking' das 400 melhores do mundo, elaborado pela Times Higher Education. As universidades de Aveiro e do Porto aparecem entre o 301º e o 350º lugares, enquanto as universidades de Coimbra e a Nova de Lisboa estão entre a 351ª e a 400ª posições.

"Esta é uma consequência do nosso percurso, que traduz o mérito na investigação e da nossa missão integrada", explica o reitor da Universidade de Aveiro (UA), Manuel Assunção. "Alguns elementos essenciais são privilegiarmos a complementariedade, a investigação, termos uma universidade abrangente com um foco especial na ciência e nas tecnologias e na região e uma relação intensa com a indústria", afirma o reitor da UA.

As quatro universidades portuguesas competem não só entre si como com "gigantes" internacionais como Harvard ou Oxford. "O tamanho das instituições é decisivo, com indicadores como a publicação em revistas científicas", lembra João Gabriel Silva, reitor da Universidade de Coimbra (UC).

Apesar dos resultados positivos das instituições portuguesas, António Marques, vice-reitor da Universidade do Porto (UP) para as Relações Internacionais, afirma que elas estão "ainda em lugares intermédios". No entanto, lembra, "as universidades portuguesas galgaram posições nos ‘rankings', nos últimos cinco anos". Por exemplo, a UP "há cinco anos estava fora de todos os ‘rankings', hoje está entre as melhores 100 do mundo".

Porém, esta evolução pode estar ameaçada. Todos os responsáveis entrevistados pelo Diário Económico admitem que os cortes previstos para o ensino superior e ciência, num total de 9,6% de acordo com a proposta do Orçamento do Estado 2012, vão afectar a investigação. A capacidade de produzir pesquisa é, justamente, um dos principais pontos avaliados pelos ‘rankings'.

"Uma quebra súbita no financiamento pode influenciar a investigação e portanto ditar uma queda nos rankings", alerta António Marques, que vê esta questão com "alguma preocupação". João Gabriel Silva concorda: "se houver cortes na capacidade da Fundação para a Ciência e Tecnologia de atribuir bolsas de doutoramento, vai haver recuos". Manuel Assunção recorda que "a descontinuidade no investimento na universidade seria mau para o país, já que, quer a universidade quer as pessoas que qualifica, são um valor para o país". Já Maria Arménia Carrondo, vice-reitora da Universidade Nova de Lisboa (Nova), assume que "os investigadores, para se manterem competitivos, terão que aumentar as suas receitas de fontes que não tenham origem no Orçamento de Estado".

O ranking baseia-se em critérios como ambiente de ensino; número, resultado e reputação de pesquisas feitas na instituição; número de citações em jornais e artigos científicos; inovação e articulação com a indústria; e presença internacional de estudantes, professores e investigadores.

Apenas instituições que publiquem mais de 200 artigos em publicações científicas, por ano, são consideradas. Este é o primeiro ano em que a lista contém 400 universidades. Em 2010 eram apenas 200 as instituições avaliadas.

Os primeiros lugares do ‘ranking' do Times Higher Education são dominados pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido. Das dez melhores universidades do mundo, segundo o Times Higher Education, sete são americanas: Stanford University, em 3º lugar; Princeton University, em 5º lugar; MIT, em 7º; University of Chicago, em 9º; e University of California, em Berkeley, em 10º lugar. A lista das dez instituições de topo fica completa com três universidades britânicas: University of Oxford, em 4º lugar; University of Cambridge, em 6º; e o Imperial College London, em 8º lugar.

A Universidade de Coimbra está também em 394º lugar no ‘ranking' de 2011-2012 da QS, outra publicação sobre o ensino superior. A Universidade Nova de Lisboa e a do Porto conseguem um lugar entre o 401º e o 450º, enquanto a Universidade Católica fica entre a 501ª e a 550ª posição.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

ENSINO SUPERIOR - CORTE ORÇAMENTAL NA ACÇÃO SOCIAL

Ana Petronilho
Universidades cortam nas obras e manutenção das cantinas e residências.
Sem a definição obrigatória de tectos máximos para determinadas rubricas, e com o corte de 8,5% no orçamento das instituições, existe o risco de ficarem prejudicados os apoios para os Serviços de Acção Social (SAS).
Perante as dificuldades dos reitores, a canalização das verbas vai ter como prioridade as despesas correntes, como os salários e de manutenção das universidades. Luísa Cerdeira, pró-reitora da Universidade de Lisboa e especialista em financiamento de Ensino Superior, não tem dúvidas em afirmar que os Serviços de Acção Social, como cantinas e as residências, serão os principais sacrificados na hora de distribuir as verbas. "O valor que cada universidade pode afectar aos SAS pode ser diferente de instituição para instituição, dependendo muito da capacidade e da necessidade de distribuição pelas faculdades de cada universidade", diz Luísa Cerdeira.
Para além disso, a pró-reitora sublinha que esta situação vai levar a que "de certeza" venham a existir "fortes restrições no funcionamento dos Serviços de Acção Social" e prevê que no próximo ano "com muito menos recursos, provavelmente o preço das refeições e das residências poderão vir a ter de subir". A especialista diz que esta é uma situação que pode vir "ainda provocar mais dificuldades aos estudantes, que tinham nestes apoios por vezes o único recurso para se alimentar, ou para os deslocados terem alojamento mais acessível".