quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Viseu em Lisboa - jantar da "diáspora" no Zambeze

Eduardo Pinto voltou a reunir ao jantar, desta vez no Zambeze, os viseenses que vivem em Lisboa. Os deputados José Junqueiro, Elza Pais e Acácio Pinto não faltaram. Tempo de recordações, boa disposição, conversas amenas e de um momento cultural relevante.

Maria Teresa Matos Pereira Sousa Fernandes, médica obstetra, depois de "apresentada" por Virgílio Machado, falou das suas publicações, sempre com fins sociais, e baseadas em casos dramáticos da vida real, que lhe foram acontecendo na sua atividade profissional. Um exemplo a seguir.

Não se fez votação para marcar a data do próximo ... mas não vai ficar por fazer ... o Eduardo não falha.






AUTARCAS ameaçam governo com tribunal

O governo continua a decidir nas costas dos autarcas. A ANMP ameaçou, ontem, ir até aos tribunais se não fossem feitas alterações na lei das finanças locais. 
A questão prende-se com a imprevisibilidade permanente que o executivo lança sobre todos os setores e pessoas. Ninguém sabe com o que pode contar no dia seguinte. 
E a nova lei, como não tem valor reforçado ou equivalente, pode ser modificada, sempre, a qualquer momento, pela lei de enquadramento orçamental. Assim, tudo será mais difícil.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A LUSA - reproduz - diálogo que não chegou a existir ... coisas...

Como se intriga - Só que a resposta de Seguro e 2ª intervenção de Costa nunca existiram. É para ler com atenção.

"O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, justificou hoje a sua candidatura à liderança do PS por ter concluído que o atual secretário-geral, António José Seguro, "recusou" o desafio de promover a unidade do partido
Esta posição, transmitida à agência Lusa por fonte próxima do autarca da capital, foi assumida por perante a Comissão Política Nacional do PS. 
Na sequência das palavras do secretário-geral do PS, António Costa considerou numa segunda intervenção na Comissão Política que "é impossível um entendimento", depois de ter recusado retirar a sua proposta de eleições diretas e de congresso para um período a breve prazo. 
Para o presidente da Câmara de Lisboa, a sua candidatura a secretário-geral do PS terá como objetivos "unir o partido, ganhar as autárquicas e afirmar alternativa forte"."

PS LIDERA intenções de voto


Numa semana desfavorável para o PS, nem por isso o PS deixa de reunir, de modo consolidado, a confiança maioritária dos eleitores PS: 33,8%; PSD: 28,6%; CDU: 12%; CDS: 10,2%; BE: 8%. 
Ontem, a Comissão Política Nacional clarificou. O PS sai reforçado na sua coesão interna. 
António Costa fará o importante combate pela capital e António Seguro, segue em frente, marca o Congresso já, antes das autárquicas, e recandidata-se à liderança  do PS. 
Depois, o confronto, a sua candidatura decisiva, será a primeiro-ministro

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

A falsa COMISSÃO para "Reforma do Estado"não vai existir

A Presidente da AR não dará posse à comissão proposta pelo PSD/CDS para cortar 4 mil milhões no Estado Social. Com a recusa de todos os partidos da oposição em integrar a mesma, a quem o governo quer pôr o pseudónimo de "Reforma do Estado", Assunção Esteves não dá posse. 
O PS disse, e bem, que a AR não se pode substituir ao governo. Quando a maioria enviar as propostas de lei estas irão diretas para as comissões permanentes já existentes.  Quem propõe não é a AR, mas o governo. A AR só fiscaliza. Não haverá mais despesa e muito mais clareza. 

O Tribunal Constitucional deu razão a Seguro


Próximo líder do PS será candidato a primeiro-ministro. Os novos estatutos do PS que, no ano passado suscitaram polémica dentro do partido, foram considerados válidos pelo Tribunal Constitucional. Uma vez que a alteração estatutária prevê que a liderança passe a ter um mandato de quatro anos, em paralelo com o do Governo, esta decisão implica que o líder que for consagrado nas directas que Seguro irá marcar no próximo dia 10 de Fevereiro, será, à partida, o candidato do PS às próximas eleições legislativas.
Aos juízes do Palácio Ratton tinha chegado uma queixa a defender a nulidade das novas normas, por parte de Aires Pedro, militante do PS-Madeira, que alegava que Seguro não tinha mandato do Congresso para alterar os estatutos do partido, uma vez que essa intenção não tinha constado da ordem de trabalhos da reunião magna de Setembro de 2011
Mas o TC diz que "é certo e seguro que os valores tutelados pelo disposto do artigo 117º dos estatutos do partido não se mostram lesados", como pode ler-se no acórdão publicado em Diário da República, e invoca o debate interno da campanha á liderança para dar como provado que "a discussão no sentido das alteração estatutárias realizada no congreso foi devidamente preparada e as diferentes opções a consideram foram submetidas à apreciação de todos os militane antes antes de serem votadas pelo congresso".
Esta é a segunda decisão do Tribunal favorável à liderança de Seguro. Em Novembro, os juízes não derram seguimento à providência cautelar interposta por alguns militantes do PS para impedir a realização de eleições directas na escolha dos candidatos às próximas autárquicas.
Em todo esta processo está em causa a revisão dos estatutos que o PS aprovou sem votos contra, mas com algumas abstenções, e que alargou o mandato do secretário-geral para quatro anos e que determinou a escolha dos candidatos autárquicos em eleições directas. A direcção foi forçada a recuar na ideia de eleições directas para as listas deputados sem método proporcional e ainda na de sujeitar o grupo parlamentar às orientações da Comissão Política Nacional do PS .

Cortar 4 mil milhões não é uma reforma -é "pôr o carro em frente dos bois"

O economista João Ferreira do Amaral considera  que avançar em primeiro lugar com um corte geral na despesa do Estado "é  pôr o carro à frente dos bois" e que esta não é uma reforma. 
"Não está a ser ensaiada nenhuma reforma num mês, o que me parece que  está em ensaio é um corte da despesa pública e não tanto uma reforma da  ação do estado nos principais domínios e nos serviços públicos. Uma reforma  tem de ser gradual tem de levar tempo e tem de envolver as pessoas que têm  a ver com isso, nomeadamente os funcionários", afirmou. 
O economista, que falava à margem da conferência para uma Reforma Abrangente  da Organização e Gestão do Setor Públicio, organizada pelo Banco de Portugal  e pelo Conselho de Finanças Públicas que decorre em Lisboa, considerou que  "é por o carro à frente dos bois fazer um corte geral e depois ver o que  é que dá". 
Ainda assim, o economista considera que "qualquer momento é bom" para  se fazer uma reforma deste calibre, admitindo que o período de crise torna  isto mais necessário e também mais compreensível. 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Comandos - Faleceu o general de Abril, Jaime Neves.

"Jaimite" - era um "nickname" do comando Jaime Neves -  que ilustra a consideração dos seus camaradas de armas. No 25 de novembro de 1975 voltou a ajudar o 25 de Abril, atuando contra o golpe totalitário que os partidos mais radicais estavam a dirigir contra Portugal, através de setores militares importantes. Ajudou a fazer democracia duas vezes. Ramalho Eanes e Costa Gomes tiveram  um papel decisico.

Já o PS, em 19 de julho , convocara o país para a Fonte Luminosa, em Lisboa. Tudo cheio com centenas de milhares de pessoas. Ainda jovem, lá estava eu com um grupo civil que partira de Viseu e ao qual se juntaram os de Coimbra.

Condecorado por Mário Soares, Jaime Neves, construíra o seu carisma em combate, em África, e depois em Portugal durante a revolução. Fez história. Ficará na história. 

PS Açores recebe António Seguro com entusiasmo

Azia para alguns. Depois de Carlos César e António Costa terem feito a abertura do Congresso - muito explorado nas TVs contra António Seguro e contra o PS - no encerramento, os Açores entusiasmaram-se com António Seguro dizendo-lhe que pode contar com os Açorianos.
As TVs mostraram, mas, desta vez,  não concluíram nada. Mas há uma conclusão: o PS está Seguro nos Açores e os Açores seguros com o PS. Há um momento para o discurso partidário e um outro para o país. António Seguro apostou no discurso para o país, a partir dos Açores, mas com o PS por inteiro. 

domingo, 27 de janeiro de 2013

Polícia inglesa equipa-se com computadores Magalhães

DE fabrico português, são 1500 os carros da polícia inglesa equipados com computadores Magalhães. Foi escolhido por ser tecnicamente evoluído e estruturalmente resistente. O governo PSD/CDS procurou "afundar em demagogia" a tecnologia portuguesa com que o governo socialista equipou centenas de milhares de alunos e professores. Foi um dos maiores saltos de sempre na massificação das novas tecnologias. O governo foi publicitado, como é público, a distribuir os equipamentos a crianças na América Latina, mas, para isso, como é público, deixou as crianças portuguesas de lado. O Magalhães foi escolhido pela polícia inglesa. Tudo dito.

sábado, 26 de janeiro de 2013

(Opinião-DV) Em democracia não há fatalismos. Em Viseu também não


No distrito, em dezembro, os últimos dados do IEFP referem que o número de desempregados registados nos Centros de Emprego de Viseu atingiu 24.524:um crescimento de 20,2% face a dezembro de 2011 e de 2,1% face ao mês anterior de novembro. São mais 4.121 desempregados face ao ano passado e mais 509 face ao mês anterior.
O concelho de Viseu dá mais expressão a estes números, porque tem 6.224 desempregados que representam 25% do total em todo o distrito. Houve um aumento de 17,1% face ao ano anterior e 3,3% face ao mês de novembro. Em ambos os casos, verifica-se um crescimento do desemprego mais intenso no distrito que no país.
Quando em vários momentos falei sobre a necessidade de voltar a olhar para o modelo da nossa economia no concelho, referi que para seguir em frente,“Para continuar o caminho é necessário encontrar novas respostas aos problemas dos nossos dias. É importante evoluir no paradigma económico e encontrar espaço para novos investidores, acarinhar os que estão cá e tiveram a coragem de apostar em Viseu. É importante encontrar o que entre nós pode fazer a diferença, aquilo que nos distingue e nos pode tornar únicos.”
Esta é uma proposta indeclinável que se articula bem com um modelo de planeamento supramunicipal que permita encontrar entre concelhos afins o quetêm de diferente para potenciar um interesse comum.
Parece paradoxal, mas, a título de exemplo, para quem possui ou não zonas termais pode existir uma política comum de promoção que desenvolva, igualmente, um benefício comum. Isso é muito claro.
Com base nesse novo planeamento estratégico, e exemplificando de novo, se refletirmos sobre os equipamentos sociais, de saúde ou educação, poderemos encontrar mais e melhores respostas para as pessoas e famílias, qualificando as suas vidas, com partilha e economia de meios.
Tudo isso contribui para o nosso sucesso global, libertando mais meios para investir, para maior crescimento e melhor emprego. Em momentos tão exigentes como este, a imaginação vence o conformismo, pelo que ninguém se pode resignar, sobretudo os desempregados e os jovens. Em democracia não há fatalismos. Em Viseu também não.
2013-01-23



PS- Ontem e Hoje - Diretas: Comissão Nacional a 10 de Fevereiro

Escrevi ontem: "As Federações também não querem antecipações inúteis. Se algo de extraordinário acontecer, a Comissão Nacional do PS, órgão máximo entre congressos, tem o poder de decidir tudo, Congresso incluído." 

Escrevo hoje: Algo de extraordinário aconteceu. A Comissão Nacional vai reunir a 10 de fevereiro, em Coimbra, e vai marcar o XIX Congresso Nacional. 
Portanto, teremos diretas para Secretário-Geral e Congresso antes das autárquicas? Já há dois candidatos. E um deles vai também defender o "título" na sua câmara, contra o "careca" do Benfica. Este, segundo o Expresso, diz ter uma vantagem: só faz uma candidatura e "não é a líder do PSD". 

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

O Congresso do PS - As Federações não querem

Os deputados que, como eu, e tal como milhares de militantes, estão a dar a cara nas candidaturas autárquicas querem fazer o seu trabalho, também nessa frente política.
Se o governo provocar uma crise e eleições antecipadas, antes das autárquicas, eu continuarei candidato à câmara e não ao parlamento.
Outros fogem destes desafios como o diabo da cruz. São todos muito "inovadores", mas para outras "andanças" que não estas.
E se, desde o início, decidimos fazer eleições internas, locais e nacionais, imediatamente a seguir às autárquicas, como consta dos regulamentos, se o eleitorado, em sondagens sucessivas, prefere o PS para o governo e tem o seu secretário-geral como o líder político mais cotado, acima de qualquer partido, do governo ou do primeiro-ministro, por que motivo, com que legitimidade, apenas alguns, substituindo-se à opinião do PS ou dos eleitores, assumem a presunção de que eles são o partido, o povo e a razão? Como eu percebo o nervosismo!
Os presidentes de Federação são, tal como o secretário-geral, eleitos diretamente pelos militantes. São eles, em cada distrito, que propõem as listas de deputados. Estas são sancionadas ou não pela respetiva comissão política. Os deputados são o partido na frente parlamentar, mas não se substituem ao partido e aos seus órgãos. Alguns deputados não são todos deputados. São apenas alguns.
As Federações também não querem antecipações inúteis. Se algo de extraordinário acontecer, a Comissão Nacional do PS, órgão máximo entre congressos, tem o poder de decidir tudo, Congresso incluído. 

TVI - Constança - RTP - Relvas deveria ter saído

(Decisão sobre RTP)-Foi aprovado em CM que a privatização ficava adiada e que se iria avançar para uma reestruturação mas o comunicado não tem uma linha e só ficámos a saber disto pela entrevista de Relvas à RTP, o que é uma vergonha, tratando-se de uma questão nacional. É demonstrativo da confusão reinante que Relvas diga que o que vai haver é uma reestruturação, enquanto António Borges vem dizer o contrário, que vamos ter o processo de privatização a avançar em breve.
É uma derrota rotunda de Relvas (e de Passos Coelho) e uma vitória de Portas, sendo estranho que só agora Relvas se lembre do programa de governo.
Os vários modelos mirabolantes e surrealistas (que foram sendo propostos) mostram que o governo não tem qualquer ideia sobre o serviço público, a única coisa que se discutiu nestes dois anos foi um negócio com um grupo privado; tendo Relvas, na entrevista, falado de critério meramente contabilísticos de cortes. Esta baralhada que o governo criou contribuiu e muito para a degradação da RTP.
Relvas devia ter saído antes do governo, por vários motivos, e também pela forma como geriu este dossier da RTP; o que queria fazer na RTP era muito mau.

SIC (Quadratura) António Costa: o PS teve o mérito de ter defendi do BCE


A colocação de dívida é boa notícia para Portugal; vem confirmar como a questão essencial desta crise das dívidas era a certeza que os mercados tinham que ter de que não haveria incumprimento na Zona Euro e que o BCE e a união monetária funcionavam como sempre funcionaram até 2008 (quando a orientação da senhora Merkel foi diferente); nós beneficiámos disso, como os italianos e a Espanha, e beneficiámos também da existência de liquidez. 
O essencial da questão não tem a ver com o governo, não tem agora como não teve no passado; o mérito do governo, juntamente com os outros governos, foi não ter impedido o BCE de decidir o que decidiu. 
Convém não ter excesso de ilusões, nós não pagámos ou diminuímos a dívida, refinanciámo-la. O PS teve o mérito de, desde o princípio, ter defendido que o BCE devia assumir outro papel. O calendário do défice permanece (e era uma revisão que seria essencial), tal como o efeito recessivo da execução orçamental não se altera.
Os 5% de défice são obtidos com avultado peso de receitas extraordinárias e irrepetíveis (não só a ANA, como a licença 4G, fundos de pensões, a sobretaxa); o problema estrutural manteve-se, as receitas extraordinárias não nos podem dar a ilusão de que a estratégia de consolidação está a dar resultado. Se o crescimento da economia se mantiver ao nível a que está, estes juros continuam a ser insuportáveis, o problema fundamental continua a ser a nossa capacidade de produzir riqueza.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

José Junqueiro (PS) interpela João de Almeida (CDS) sobre CREDIBILIDADE



Credibilidade - O CDS caiu na tentação de acusar o PS de falta de credibilidade. E ouviu do PS: "Num ano e meio o governo aumentou o desemprego em 37%, cinco vezes mais do que durante os 6 anos de governação socialista. Só no final de 2012 os inscritos nos centros de emprego dispararam +17,4%. Tudo decorre de uma austeridade cega,  do aumento de impostos. Ora o CDS, dito partido dos contribuintes jurou que era contra o aumento de impostos, escreveu uma carta aos militantes dizendo que era contra mais impostos"... mas, no fim, como compatibiliza o CDS a PREGAÇÃO contra os impostos se, ao mesmo tempo, executa a CRUCIFICAÇÃO dos portugueses com impostos. João de Almeida respondeu que integra um governo e que, portanto, não executa programa próprio. Entendi!!!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Governo vai aos mercados, mas sem os portugueses

Com dinheiro a mais, em 2011. Foi assim que terminámos o ano. O défice foi inferior ao acordado com a "Troika". Os 50% dos nossos subsídios de Natal e demais receitas extraordinárias explicam o "sucesso". 
Em 2012, o défice será mais elevado do que em 2011. Não se compreende? Sim, compreende. Não havendo economia tudo se explica. A Troika "fechou os olhos", porque as violentas medidas de austeridade faziam do governo um "bom aluno" que andava num "bom caminho". Afinal, as gorduras do Estado somos nós. O governo acha que os portugueses estão a mais. Por isso nos mandou emigrar.
Acontece que em 2012 não se cumpre o défice. As vendas, concessões e privatizações irrepetíveis hão-de disfarçar a "coisa", mas novamente sem economia. A sobretaxa de 2,5% aplicada sobre os nossos vencimentos não bastou, apesar de "grosso modo" ter correspondido aos "outros" 50% do subsídio de Natal. Os cortes nos salários, nas reformas ou o "brilho" de um IVA máximo também não, mesmo na restauração ou nas indústrias estratégicas.
Neste janeiro de 2013 soubemos que o governo renegociou a maturidade dos empréstimos e recebeu mais dinheiro, aumentando a dívida em mais 4,2 mil milhões, mas para pagar em mais tempo. Sem economia não poderia ser de outra forma. Fingiu nunca aceitar as propostas do PS, mas percebeu que não poderia disfarçar mais tempo.  Não será, no entanto, este atitude que vai impedir que em 2013 tenhamos mais 90 mil desempregados e uma recessão ainda maior. 
Vai, neste contexto, aos mercados e isso é bom, mas vai aos mercados sem os portugueses e isso é mau.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

O governo dá razão ao PS e pede mais tempo à "Troika"


Passos Coelho e Vitor Gaspar não resistiram mais. O PS sempre exigiu "mais tempo e juros mais baixos"; e sempre exigiu "uma agenda para o crescimento e emprego", medida que o Presidente da República veio lembrar ao Executivo como "incontornável" para vencer a crise. 
Depois de o governo se ter mantido em "estado de negação" durante um ano e meio, acaba de confessar que vai "pedir mais tempo à "Troika" para pagamento do nosso compromisso externo. 
Esta era uma exigência do PS para que fosse dada uma oportunidade à economia e às famílias, ao crescimento e ao emprego. O governo chega tarde, à força, depois de ter paralisado a economia, destruído o emprego e, sobretudo, de ter colocado sob austeridade demolidora as pessoas e as famílias.
Portanto, Passos Coelho e Vítor Gaspar, para além de terem errado, devem um pedido desculpas aos portugueses, ao PS e ao secretário-geral do PS, António José Seguro. O tempo do governo continua a esgotar-se!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

TVI - Marcelo - o Governo na casa de conferencias de Salazar

A Reforma do Estado foi lançada pelo Governo para mascarar o corte de 4 mil milhões €, a ideia era boa e os participantes de qualidade, mas falhou. Falhou o sitio, o Palacio Foz era onde Salazar fazia as conferencias sobre o futuro do regime

Falhou na forma porque Portugal, não é América e Inglaterra onde se fazem debates sem atribuição de responsabilidades as declarações proferidas.

Há uma vantagem, é que o Governo não tem uma ideia sobre a reforma do Estado, que se conheça. O PSD nenhuma e o CDS nenhuma conhecida. 

Se sair um papel com uma sugestão de como deve ser a Reforma do Estado então já valeu a pena

domingo, 20 de janeiro de 2013

A propósito das Jornadas PS - José Junqueiro (PS) responde a Miguel Santos (PSD)



PSD felicita José Junqueiro pela sua candidatura à câmara de Viseu, mas depois distraiu-se com as críticas ao PS esquecendo propostas socialistas que o PSD rejeitou sobre a PPPs ou as afirmações, em 201, de Pedro passos Coelho em que dizia "ter feito bem as contas" e que "nunca precisaria de cortar nos salários dos portugueses para resolver o problema da economia". Falta de memória ....

Entrevista - José Junqueiro (candidato) ao Jornal do Centro


Sinais de crise na coligação obrigam PS a acelerar programa de governo



PSD e CDS vivem em crise permanente. Raro é o dia em que na opinião pública não surge um diferendo na coligação. Sobretudo a partir de 15 de Setembro de 2011, aquando da grande manifestação nacional, nada ficou como dantes. Vive-se um ambiente de rutura a qualquer momento. O PS tem, por isso, a responsabilidade de acelerar o seu programa de governo.
O Presidente da República, Bagão Félix, Mota Amaral, Manuela Ferreira Leite e inúmeras figuras públicas que ajudaram a constituir esta maioria têm sido extremamente críticas para com o governo de Passos Coelho e Paulo Portas. Estes são sinais que obrigam o PS a preparar-se com mais intensidade.
Seriamente, não pode o primeiro-ministro, conhecidos que são por todos os portugueses os resultados da governação, estranhar ou, mais grave ainda, acusar António Seguro, por fazer aquilo que lhe compete: preparar uma alternativa. 
Foi isso que continuou a fazer em Coimbra, este sábado. E foi aberto à comunicação social e a todos os cidadãos que livremente se quiseram inscrever e participar. Foi exatamente o contrário do que fez o governo quando, também nesta semana, reuniu algumas dezenas de pessoas, por si escolhidas como "sociedade civil" e, às escondidas da opinião pública, com a exclusão dos jornalistas, falou sobre os cortes no Estado Social que não na Reforma do Estado.
A reunião geral do LIPP (Laboratório de Ideias) em Coimbra é por isso parte da solução e não parte do problema.

sábado, 19 de janeiro de 2013

(Opinião) Falta de humildade e grandeza exigida ao governo



Esta semana, na declaração política que fiz na AR, a propósito das jornadas parlamentares do PS em Viseu, relevei o enquadramento que a comunicação social teve em duas situações distintas que a citação ilustra: 
"A comunicação social pôde acompanhar as jornadas, todas as intervenções e sobre elas deram opinião, como muito bem entenderam e sem ter de pedir licença a ninguém; exatamente ao contrário do governo que, reunindo com alguns convidados amigos, fingindo uma sociedade civil virtual, fingindo discutir o que já tinham decidido em segredo com os funcionários da "Troica": cortar 4 mil milhões no Estado Social. Convidaram os jornalistas, mas na condição de não fazerem jornalismo. Assistir SIM, mas notícias NÃO. Só depois do "lápis azul". Será que Paulo Rangel já saberá disto, desta claustrofobia democrática?"
A ironia, assente na realidade dos factos, é um alerta para o caminho que, paulatinamente, o governo tenta traçar para a comunicação social não a deixando fazer opinião, mas obrigando-a a limitar essa opinião ou a escolher a do governo. É uma estratégia condenada ao insucesso.
Perante a vertigem recessiva e os alertas de Bagão Felix ou do Presidente da República no sentido de sublinharem a necessidade de uma "agenda para o crescimento e o emprego, tal como o PS tem dito, "ab initio", o governo insiste em não ver, não tem a grandeza para admitir a possibilidade de incluir os contributos de terceiros que dão vantagem ao país.
Como se disfarça isto? Com a ida aos mercados? Com a encenação do "auto da farsa", a tal comissão Marques Mendes? Com reuniões de uma "sociedade civil" escolhida a dedo? Nada disto se pode nem deve disfarçar. Nada disto responde à revisão em alta, pelo Banco de Portugal, da contração na economia e do aumento do desemprego. Estamos em condições de aceitar mais 90 mil desempregados em 2013? Resolvemos despedindo 120 mil funcionários públicos e, destes, 50 mil professores? Não, não resolvemos.
A resposta está na mudança de atitude que ponha fim à falta de humildade e grandeza exigida ao governo.
DB 2013.01.17

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Quadratura - Pacheco Pereira, Lobo Xavier e António Costa

Pacheco Pereira:
"Aquilo" (conferência) é o equivalente a uma sessão de propaganda, supostamente de debate, em que tudo o resto (para além das intervenções do governo) é controlado. O governo não quer uma discussão de fundo sobre o Estado; desde o momento inicial da "refundação do memorando", o governo já negociou tudo com a troika, o que não significa que não tenha medo do que faz e queira companhia; o apelo da "refundação do memorando" era um apelo desesperado ao PS para uma revisão constitucional.

Lobo Xavier
O PS não quer ser trazido para esse debate, mas ninguém fez nada para que o PS quisesse; durante um tempo esteve aberto a consensos e agora está numa linha diferente, não querendo ter nada a ver com isto.

António Costa

O governo não faz isto só por incompetência; é hoje claro que a troika é apenas um pretexto para a aplicação de um programa. A troika mostrou-se disponível para dar mais tempo, mais dinheiro e menos juros e o governo não o quis. Os 4 mil milhões são um falhanço e um falhanço provocado.
A UE não quer repetir com Portugal o mesmo erro que cometeu com a Grécia e a sua principal preocupação não é Portugal, desde que mantenha as aparências. O regresso aos mercados é um objectivo antecipadamente garantido, com a contrapartida de manter as aparências, de executar o programa e não aparecer nas notícias.

Opinião DV) Não iludir e prometer, mas trabalhar para surpreender


(Opinião-DV) As jornadas parlamentares que o PS realizou em Viseu, no Instituto Politécnico, na Escola Superior de Tecnologia, “Em Defesa de um Estado Social Moderno e Solidário” colocou a cidade no centro de todas as atenções. Discutimos profundamente as áreas da Educação, da Segurança Social e da Saúde.
Pudemos contar com destacadas figuras dos meios académicos e políticos, respectivamente, o reitor António Sampaio da Nóvoa e Francisco Assis, a Professora Manuela Silva e Ferro Rodrigues, o jovem e bem-sucedido Professor e investigador Tiago Correia e Maria de Belém Roseira, bem como os coordenadores e porta-vozes socialistas, para as áreas em discussão, os deputados Rui Santos, Nuno Sá e Manuel Pizarro.
A presença de António José Seguro, no encerramento, despertara grande expetativa, mas nem eu próprio adivinhava que seria logo no início que publicitaria o convite que havia dirigido para me candidatar à câmara municipal de Viseu. Foi uma altura e um gesto importantes.
Aceitei o convite do Secretário-Geral do PS – há quase um ano que me manifestara esse desejo - num momento em que as pessoas, mais do que nunca, procuram respostas aos seus problemas, dispensam querelas políticas inúteis e valorizam consensos alargados.
Todos devemos assumir as nossas responsabilidades. Foi isso que fiz, tendo a certeza de que esta não é mais uma candidatura, mas um desafio muito especial, por ser dirigido ao futuro da terra em que nasci e sempre vivi.
Tenho também a certeza de ter preenchido um vazio político e de, ao mesmo tempo, ter respondido ao desejo de muitas pessoas, fora e dentro do PS. Agradeço as muitas centenas de felicitações que me têm dirigido e espero estar à altura das responsabilidades.
Conto com todo o PS para abrir um espaço que vá muito para além de nós e se converta num ponto de encontro de todos aqueles que gostam do seu concelho, da sua cidade, e lhes querem acrescentar prestígio e valor à sua boa imagem, mas que também desejam um paradigma diferente para a sua economia, mais oportunidades para o emprego e maior esperança para as famílias.
Ao PSD concelhio, que emitiu um comunicado a este respeito, agradeço o primeiro parágrafo, parte em que me felicita e tudo o resto, por cortesia, não comentarei, porque, como referi, as pessoas precisam de respostas aos seus problemas e é na sua resolução que concentrarei todo o esforço, o meu e de todos aqueles que queiram participar.
Um princípio será assumido: não iludir e prometer, mas trabalhar para surpreender.
DV 2013-01-16

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

É OFICIAL - A CRISE CHEGOU À ALEMANHA

Público - "Continuam os apelos para as políticas expansionistas na Alemanha, mas de Berlim o que veio foi uma revisão em baixa das previsões para este ano. Mais uma ajuda para a quebra das exportações portuguesas." Não sei o que mais será preciso fazer para que se reconheça que a Europa se pode desconstruir a si própria. As exportações portuguesas têm ficado aquém dos objetivos do governo e as importações descem para além das previsões. É isto que prova que o saldo positivo da balança, que tanto entusiasma o governo, é a prova real de que isso acontece à custa do empobrecimento dos portugueses.

MILHARES de jovens deixam de pagar propinas

SEM DINHEIRO para propinas - as famílias deixam de pagar - 4000 no Minho, 4177 em Aveiro, 1600 no Porto, 1000 em Coimbra - mas o 1º Ministro, feliz, diz que vai regressar aos mercados - SEM ESTES JOVENS, claro!

José Junqueiro (PS) responde a Hélder Amaral - o partido dos contribuintes



Sobre como reduzir o défice e evitar os cortes sociais Junqueiro aconselhou Hélder Amaral a ouvir não só o PS, mas Bagão Félix ou o Presidente da República porque todos defendem como solução, agora, uma "Agenda para o crescimento e emprego" ... e proclamando-se o CDS como partido dos contribuintes, tendo escrito uma carta a todos os  militantes a dizer que não consentiriam mais impostos ... o que responde agora sobre o corte aos reformados, as prestações sociais, sobre o aumento de impostos, sobre o despedimento de 50 mil professores e 120 mil funcionários públicos?"... e a Pires de Lima que diz haver um furão dentro do governo...?

José Junqueiro - Declaração Política sobre as Jornadas Parlamentares




Síntese - o PS já admitiu apresentar uma moção de censura nesta sessão legislativa se o Governo promovesse alterações à Taxa Social Única (TSU)... e advertiu que o PS recorrerá a todos os "mecanismos constitucionais" se o Governo "atacar" o Estado social e acusou o executivo de revelar "claustrofobia democrática" na organização das suas iniciativas sobre reforma do Estado...Uma frase que foi interpretada por deputados de todas as bancadas da oposição como uma referência indireta a moção de censura ao Governo, mas que José Junqueiro não confirmou à agência Lusa, preferindo deixar em aberto o seu alcance.

COMISSÃO MARQUES MENDES
"Também nos cortes do Estado social, o Governo tem de assumir as suas responsabilidades e não poderá contar com o PS para qualquer encenação de um "Auto da Farsa" sobre uma eventual comissão Marques Mendes", disse, numa alusão ao facto de ter sido sempre este ex-líder do PSD, na TVI24, quem deu novidades sobre a criação desta comissão.

CLAUSTROFOBIA DEMOCRÁTICA NO GOVERNO
José Junqueiro colocou também em contraponto a forma como decorreram as Jornadas Parlamentares do PS em Viseu e a conferência para a reforma do Estado promovida por meios governamentais.
Na iniciativa do Governo, segundo Junqueiro, "convidou-se os jornalistas, mas na condição de não fazerem jornalismo"."Assistir sim, mas notícias não. Só depois do lápis azul. Será que [o eurodeputado social-democrata] Paulo Rangel já saberá disto, desta claustrofobia democrática?", questionou José Junqueiro, usando a ironia.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

VISEU - JOSÉ JUNQUEIRO RESPONDE SIM A ANTÓNIO JOSÉ SEGURO



Aceitei o convite do Secretário-Geral do PS para assumir a candidatura à câmara municipal de Viseu. Num momento em que as pessoas procuram respostas aos seus problemas e dispensam querelas políticas inúteis, todos devemos assumir as nossas responsabilidades. Foi isso que fiz tendo a certeza de que esta não é mais uma candidatura, mas o desafio especial por ser dirigido ao futuro da terra em que nasci e sempre vivi. Viseu cresceu e encerra grandes potencialidades. Será esse lado positivo que  procurarei  potenciar. Portanto, vamos ao trabalho.

TVI - CONSTANÇA - CLAUSTROFOBIA DEMOCRÁTICA NO PSD

O governo PSD amordaçou os jornalistas. O partido e alguns amigos, cada vez menos, juntaram-se para discutir o que já decidiram em segredo com os funcionários da Troica: cortar 4 mil milhões no Estado Social. Convidaram os jornalistas, mas na condição de não fazerem jornalismo. Assistir sim, mas notícias NÃO. Só depois do "lápis azul". Paulo Rangel já saberá disto?

(Conferência sobre reforma do Estado) 
Isto mostra o estado a que chegámos e mostra que o governo está cada vez mais isolado. O PM (ou alguém do governo) selecciona uma parte da sociedade civil, um grupinho, que quer ouvir, decretando o que é a sociedade civil e que esta tem origem no governo; e fica decidido que os jornalistas eram convidados para lá ir mas desde que não relatassem o que lá é dito; ou seja, a sociedade civil traduz-se em 2 intervenções, a de Moedas e a do PM. Considera que os jornalistas deviam tomar uma posição sobre isto, o governo não devia contar com a conivência dos jornalistas.

Isto traduz uma forma de funcionamento (da parte do governo) inadmissível, pouco democrática, uma tentativa permanente de enganar os portugueses

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Carlos Zorrinho: o PS é contra a extinção da ADSE


O líder parlamentar do socialista, Carlos Zorrinho, negou hoje que o PS seja favorável à extinção da ADSE, contrariando assim a posição defendida pelo coordenador do soeu partido na área da Saúde, Álvaro Beleza.
Em entrevista ao Jornal de Notícias, Álvaro Beleza, membro do Secretariado Nacional do PS, afirmou que, caso os socialistas regressem ao Governo, a ADSE deverá ser extinta, considerando que este subsistema de saúde é gerador de injustiças na sociedade portuguesa.
Em declarações aos jornalistas, após a sessão de abertura das Jornadas Parlamentares do PS, em Viseu, Carlos Zorrinho negou que a extinção da ADSE se encontre nos planos dos socialistas.
"Quero afirmar que o PS não é a favor da extinção da ADSE. Quero que isso fique bastante claro", disse o líder parlamentar socialista.
Confrontado com o teor da posição assumida por Álvaro Beleza, Carlos Zorrinho alegou que essas declarações sobre a ADSE devem ser interpretadas "no contexto da entrevista" concedida pelo coordenador do PS para a área da saúde.
"Mas é a opinião pessoal do coordenador [Álvaro Beleza], mas não é a opinião do PS. Em todas as áreas de trabalho, o PS está a desenvolver debate interno. Nesse caso em concreto, não somos a favor da extinção da ADSE", declarou.
Interrogado se Álvaro Beleza se deve manter nas funções de coordenador para a área da Saúde dentro do Secretariado Nacional do PS, o líder da bancada socialista recusou-se a responde

sábado, 12 de janeiro de 2013

TEIXEIRA DOS SANTOS LEMBRA UMA VERDADE

E IRRITA O GOVERNO - O antigo ministro das Finanças Teixeira dos Santos defendeu que o Programa de Estabilidade e Crescimento 4, cujo chumbo levou à queda do Governo de José Sócrates, teria permitido a Portugal enfrentar as dificuldades e evitar o resgate financeiro. “Foi a rejeição do PEC 4 que precipitou a crise de financiamento”.  

De facto,  todos os Chefes de Estado e de Governo, a Comissão Europeia e o Banco Central tinham aprovado a reforma, sem FMI portanto. A Europa ficou estupefacta pelo facto de ter sido a AR, toda a oposição, ter votado contra o seu próprio país. ERA ISTO QUE TINHAM PARA NOS OFERECER? 

O antigo ministro das Finanças, do Governo de José Sócrates, Teixeira dos Santos criticou hoje os erros nas previsões do atual Executivo em relação à evolução da receita fiscal em 2012. “Custa-me perceber como se teve uma previsão tão errada da evolução da receita fiscal em 2012, depois da experiência de 2009"

CORTAR NAS REFORMAS NÃO É REFORMA DO ESTADO: É DESLEALDADE

O secretário-geral do PS avisou hoje o Governo que "não tem legitimidade" para aplicar as medidas que constam do relatório do FMI, mas não esclareceu se o partido poderá avançar com uma moção de censura. "O primeiro-ministro deve ter bem presente as palavras que estou a dizer: Não tem mandato, nem o Governo tem legitimidade porque aquilo que está no relatório do FMI é ao contrário daquilo que o primeiro-ministro prometeu aos portugueses", avisou António José Seguro, à margem de uma visita a uma fábrica de calçado do grupo Kyaia, em Paredes de Coura. Contudo, escusou-se, perante a insistência dos jornalistas, a esclarecer se poderá avançar com uma moção de censura ao Governo, caso a maioria PSD/CDS-PP venha a implementar as medidas agora conhecidas. "Se não seguir esse caminho [agenda de crescimento defendida pelo PS], terei muito gosto em responder a essa pergunta, na altura", afirmou Seguro, sustentando: "Os portugueses não votaram no FMI para governar Portugal"
O secretário-geral do PS acusou hoje o Governo de se ter metido "numa trapalhada" com as medidas previstas no último relatório do FMI, da qual "quer sair" com "um apelo" ao Partido Socialista. "De cada vez que o Governo se mete numa trapalhada e quer sair dela o que é que faz? Um apelo ao Partido Socialista", criticou António José Seguro, a propósito da proposta de PSD e CDS-PP para constituição de uma comissão eventual sobre a reforma do Estado. 
"Conheceu-se um estudo [FMI] na trapalhada que todos sabemos. Dar a um jornal sem ter a coragem de assumir os resultados do estudo que pediram. Isto não são maneiras de governar o país", afirmou António José Seguro, assegurando: "Não estaremos [na comissão]". O líder socialista sublinhou ainda a indisponibilidade do partido para participar no "corte de 4 mil milhões de euros nas funções sociais" do Estado, declarando: "É uma opção do Governo que não contará com o apoio do PS, pelo contrário, contará com a oposição"
Durante uma visita oficial a Paredes de Coura, instado a apontar a posição que o PS adotará caso as medidas agora conhecidas venham a ser implementadas pelo Governo, António José Seguro afirmou apenas apoiar "a modernização" do Estado. "Não contém com PS para desmantelar o Estado social. Vamos continuar a apresentar propostas, a dialogar com os portugueses, demonstrando que existe um caminho alternativo", disse, rematando: "Água mole em pedra dura tanto dá até que fura

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

(Opinião) “Defesa de um Estado Social Moderno e Solidário”


(Opinião DV) - Nos próximos dias 14 e 15, em Viseu, o grupo parlamentar do PS dedicará as suas jornadas a um debate “Em Defesa de um Estado Social Moderno e Solidário”. Nomes como António Sampaio da Nóvoa, Manuela Silva, Maria de Belém Roseira ou Francisco Assis, entre outros, vão introduzir painéis sobre saúde, educação e segurança social, enquadradas numa perspetiva de modernidade e solidariedade num Estado Social constitucionalmente garantido. Os deputados ouvirão e discutirão perspetivas distintas e nas seis missões parlamentares que realizarão no distrito, em contacto direto com a realidade, encontrarão as informações indispensáveis às propostas concretas a apresentar na Assembleia de República.
O PS prepara, assim, a segunda parte da atual sessão legislativa e consolida contributos para um programa de governo que tem como fonte estruturante o LIPP, mais conhecido por laboratório de ideias. Personalidades independentes, cidadãos em geral e socialistas darão respostas concretas às exigências do futuro que queremos ajudar a construir, hoje na oposição e amanhã no governo.
Enquanto o PSD e o CDS olham o Estado Social, bem como as nossas reformas ou salários, como fonte de receita para disfarçar os sucessivos desaires governativos e as ininterruptas falhas em todas as previsões, o PS quer garantir que seja a agenda para o crescimento e emprego a fonte de sucesso para o crescimento do país. A direita procura uma estratégia de empobrecimento e partido socialista realiza a sua ambição para o crescimento do país.
O PS assume-se como partido que se prepara para governar enquanto a atual maioria deixou de o fazer e entregou essa missão de soberania ao FMI como o próprio, esta semana, deu a conhecer ao país. Vejamos alguns exemplos: 
É isto que o PS não permitirá e é por isso que estes dois dias no distrito de Viseu vão constituir uma agenda alternativa para a “Defesa de um Estado Social Moderno e Solidário

2013-01-09

Henrique Monteiro - Cobardia Política


Os sucessivos episódios que o relatório do FMI está a provocar mostram à exaustão a falta de coragem política e o destempero que atingiu os responsáveis deste país. Vamos por partes, para que se perceba melhor o que está em causa.
Portugal tem gasto mais do que produz e, ainda que volte ao crescimento, não conseguirá sustentar o nível de despesa. A ideia de voltar aos mercados, postulada por Gaspar e Passos, corresponde à possibilidade de Portugal voltar a endividar-se.
Porém, se o volume das despesas do Estado não diminuírem, não é possível equilibrar as contas públicas e muito menos baixar o enorme nível de impostos existente que são, em si, um travão ao próprio desenvolvimento.
Perante isto, pode haver muitas escolhas e não necessariamente saídas de um catálogo do FMI. Mas vejamos como, perante este cenário, reagem os atores políticos nacionais.
 1)      O Governo esconde-se atrás de um relatório que, aparentemente, encomendou ao FMI, como se não tivesse, ou não devesse ter, uma posição sobre o assunto; o Governo teme perder ainda mais popularidade se tiver de assumir o risco de discutir uma redução do peso do Estado;
2)      Parte do Governo (CDS) finge que não sabe de nada; deixa o ónus para o parceiro de coligação, dizendo coisas vagas, mas não explicando o que, em seu entender, se cortaria na despesa;
3)      Parte do PSD (Carlos Carreiras) avisa que o problema está no sorriso de um secretário de Estado e exige a sua demissão, a fim de garantir votos numas eleições autárquicas onde tem medo de ser cilindrado, caso pareça estar relacionado com estes problemas mesquinhos de falta de dinheiro;
4)      O PS refugia-se em argumentos de falta de legitimidade do Governo; ou seja, não se obriga a dar alternativas, como se não soubesse que a despesa é totalmente insustentável, ou não tivesse, também, responsabilidades nessa matéria;
5)      O Bloco de Esquerda insulta, através da deputada Catarina Martins. Chama o Governo criminoso; Ana Avoila, líder dos sindicatos da Função Pública, ligada ao PCP, para não ficar atrás, chama-lhe mafioso;
6)      O Estado, prestando cada vez menos serviços e com menos qualidade, gasta cada vez mais dinheiro. Parte é em juros da dívida, contraídos com crescimento artificial gastos em cimento.
No meio de tudo isto, não há ninguém que queira, efetivamente, mudar o país, discutir o que deve ser feito. Mais: parece haver uma conspiração para que jamais seja mudado este estado de coisas, de modo a que o Estado continue a ser propriedade de alguns e sustentado através do confisco.
Mas é deprimente ver Portugal chegar a uma situação em que vamos ter de executar o que os outros mandam, sem qualquer discussão. Se é essa a estratégia de Vítor Gaspar, pode agradecer o facto de tanta gente cair na sua armadilha.
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