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quarta-feira, 15 de junho de 2016

ADSE: O Estado quer destruir o que funciona bem? Faz mal!

O Tribunal de Contas certifica que a ADSE não depende dos dinheiros do Estado, gera um superavit muito significativo e que esse excedente é utilizado pelos governos para tapar os seus próprios buracos em vez de reforçar a capitalização do sistema. Contrariamente ao que se pensa por aí, depende apenas dos dinheiros dos seus quotizados.
Por isso o TC insiste em dizer que o “Estado deve garantir, no futuro, e enquanto o modelo de governação não for alterado, que os descontos dos quotizados são consignados à sua finalidade". Só há problemas, porque o Estado não está a ser sério.

Ao longo dos últimos anos já ouvi, e continuo a ouvir, de ministros (ou aspirantes ao cargo) os maiores disparates e depois constatei sucessivos recuos. Foi sempre mau augúrio. Se não se souber fazer melhor então o conselho é não mexer. Em alternativa, siga-se a sugestão do TC. 

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Governo alarga ADSE a filhos até aos 30 anos

Boa notícia. O desconto para a ADSE é pesado  e tem originado um excedente volumoso. Por outro lado, o tempo de permanência dos filhos em casa, em família, vai até mais tarde, muito mais tarde. 

Assim,  o "Governo vai alargar a ADSE aos filhos dos funcionários públicos, passando dos 26 para os 30 anos." 

A medida já tinha sido estudada no governo anterior, mas só António Costa a incluiu no Orçamento do Estado para 2016, que começa hoje a ser discutido no Parlamento.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

T Contas: Auditoria à ADSE. Aumento dos descontos foi excessivo e serviu para baixar défice

Aumento dos descontos para a ADSE foi "excessivo" e está a ser usado para "resolver problemas de equilíbrio" do Estado. Beneficiários pagam "duas vezes" alguns serviços, diz o Tribunal de Contas.
Em 2014, os descontos para a ADSE (subsistema de saúde dos funcionários e pensionistas do Estado) aumentaram para 3,5% do salário ou pensão. A medida foi polémica, Cavaco Silva chegou a devolvê-la ao governo, e agora uma auditoria do Tribunal de Contas vem dar razão a muitas das críticas feitas a esta decisão.
A auditoria conclui que o aumento das taxas foi claramente excessivo face ao objetivo da auto-sustentabilidade, pelo que se gerou um excedente de 138,9 milhões de euros face às necessidades de financiamento. E estes “excedentes estão a ser utilizados em proveito do Estado, como forma de resolver problemas de equilíbrio do Orçamento de Estado, através do aumento artificial da receita pública“, denuncia a auditoria.
O aumento da taxa de desconto partiu de uma proposta do governo que “não resultou de necessidade de financiamento de curto ou médio prazo da ADSE”, mas da necessidade imposta pelo memorando, “de compensar a redução do financiamento público do sistema”.
Mas antes de decidir esta subida para 3,5%, não foi realizado qualquer estudo sobre a sustentabilidade do sistema de saúde, no médio e longo prazo, nem houve qualquer ajustamento ao esquema de benefícios assegurado. Em sede de contraditório, o anterior diretor-geral da ADSE justifica a inadequação da taxa de desconto definida pelo governo como uma tentativa de compensar a extinção da contribuição da entidade empregadora, que resultou na soma das duas taxas (pagas por beneficiários e entidades públicas).
Não se terão apercebido que cada taxa tinha uma base de cálculo distinta… pelo que a receita gerada pela contribuição da entidade empregadora era possível de conseguir com um aumento muito inferior da taxa de contribuição do beneficiário (…) Depois da experiência de 2014, poderá questionar-se o reajustamento da taxa de contribuição do beneficiário ainda em vigor de 3,5%.”
O Tribunal de Contas (TdC) conclui que não há qualquer fundamentação para esta situação de excedente, que aliás se mantém em 2015, não obstante até se prever uma receita com descontos ainda maior, de 546 milhões de euros.
Bastava ter aumentado os descontos para 2,7%
Segundo o TC, um estudo sobre as necessidades de tesouraria da ADSE teria concluído que, para 2014, “apenas seria necessária uma taxa de desconto aproximada de 2,7% para cobrir integralmente aqueles custos. Uma taxa de 2,95% já garantiria um excedente de 10%, que constituiria uma reserva de segurança”.
O aumento excessivo das contribuições foi um dos argumentos de Cavaco Silva para mandar de volta a lei ao governo. Também a UTAO (Unidade Técnica de Apoio Orçamental) tinha alertado para a criação de um excedente que iria financiar o Estado. O governo manteve o desconto nos 3,5%, tendo apenas salvaguardado que eventuais excedentes não seriam usados para outras despesas fora da ADSE, que é tutelada pelo Ministério das Finanças.
Só que o Tribunal assinala que apesar dessa consignação, a receita proveniente dos descontos dos quotizados é contabilisticamente receita de um serviço integrado do Estado, pelo tem um reflexo direto nas receitas do Orçamento do Estado, beneficiando o défice público. Por outro lado, o regime da ADSE limita a autonomia administrativa da entidade que pouco pode fazer com os excedentes que resultam das contribuições. “Não os pode utilizar livremente”, seja para pagar despesas de saúde, seja para aplicar esses excedentes e obter retorno.
“Pelo contrário, é o Estado quem tem beneficiado da utilização desses excedentes provenientes dos quotizados da ADSE, a uma taxa de 0%, isto é, sem qualquer remuneração paga à ADSE”, com prejuízo para os quotizados.
Não trazendo qualquer vantagem, estes excedentes, conclui o Tribunal, servem “apenas propósitos de consolidação orçamental das finanças públicas que não são compatíveis com um sistema financiado por fundos privados, afectos a fins privados, e por isso alheios ao Estado”.
Não será por acaso. O aumento das contribuições de 2,5% para 3,5% foi aprovado em janeiro de 2014 como parte de um pacote que tinha como finalidade ajudar a tapar o buraco criado pelo chumbo do Tribunal Constitucional a medidas de consolidação orçamental (neste caso a convergência entre as pensões do Estado e da Segurança Social”.
As conclusões desta auditoria assentam na realidade entre 2011 e 2014, período em que o governo concretizou o objetivo de garantir a sustentabilidade da ADSE apenas com descontos dos beneficiários, o que implicou não só a eliminação do financiamento público, mas também das contribuições das entidades empregadoras do Estado. Mas se esta parte foi cumprida, até demais, a ADSE continuou, por outro lado, a financiar despesas que são da responsabilidade do Serviço Nacional de Saúde, das regiões autónomas e ou da entidade empregadora pública. Estas despesas extra já são financiadas pelos impostos. 

Pelo que contribuintes deste sistema estão a pagar duas vezes. A auditoria denuncia “numa dupla tributação do rendimento pessoal desses quotizados”.

Alguns exemplos de encargos que têm um custo estimado de 40 milhões de euros:
·         Comparticipação do Estado no preço dos medicamentos
·         Cuidados respiratórios em casa prescritos pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS)
·         Transporte de doente de e para entidades do SNS
·        Meios complementares de diagnóstico (exames) e terapêutica prescritos em entidades do SNS
·        Verificação domiciliária de doença e realização de juntas médicas a pedido de entidades empregador
Alerta ainda o Tribunal para o facto da responsabilização financeira da ADSE por prestações a que os seus beneficiários têm direito como utentes do Serviço Nacional de Saúde estar na origem de “práticas discriminatórias dos primeiros face aos cidadãos em geral (…) que podem influenciar decisões de renúncia ao esquema de benefícios da ADSE”.

Entre 2011 e 2014, verificaram-se 4009 renúncias à ADSE, sendo que 74% destas saídas aconteceu no ano passado.
Aliás, para o TdC, em vez de assegurar a sustentabilidade, a decisão de aumentar a taxa de desconto prejudicou a sustentabilidade da ADSE, uma vez que resultou no afastamento de quotizados, com a agravante do maior número de saídas ter ocorrido nos escalões de contribuição superiores, para os quais os seguros privados de saúde podem ser mais atrativos.

Quem paga e beneficia da ADSE
A ADSE (Assistência na Doença aos Servidores Civis do Estado) tem 1,3 milhões de quotizados a quem proporciona o recurso a prestadores de serviços de saúde em dois regimes: convencionado, em que o custo é partilhado com o beneficiário nos prestadores que têm contrato com o sistema, e o livre, em que o beneficiário escolhe o prestador e paga, e depois é parcialmente reembolsado pela ADSE.
No universo abrangido pela ADSE, que inclui trabalhadores e pensionistas, há quase meio milhão de beneficiários que não contribuem para o financiamento e que representam 40% do total. Entre estes estão os beneficiários isentos, os pensionistas com reformas mais baixas, neste caso são 41.713, mais os seus 389.178 beneficiários familiares, em que se incluem os descendentes diretos até aos 19 anos, são a fatia mais significativa. Há ainda quotizados e beneficiários na Madeira e Açores, cujos descontos não lhe são entregues pelas entidades empregadoras.
No total, a ADSE tem 851 mil beneficiários contribuintes, ou seja, que pagam, e 425 mil que não pagam, e que são sobretudo familiares dos primeiros.
O subsistema público entidade é uma das mais importantes financiadoras dos serviços privados de saúde – em conjunto com outros subsistemas do Estado (das forças de segurança) financiou mais de 20% da despesa em hospitais privados em 2012. Considera por isso o Tribunal que por ser um dos maiores, se não o maior, tem um forte poder negocial.
Desde 1999, a ADSE sofreu várias alterações que reduziram o financiamento do Orçamento público, entretanto já eliminado, e pelo aumento dos descontos cobrados aos beneficiários que subiu 158% entre 2009 e 2014.
Com a evolução no modelo de financiamento para fundos é preciso reconfigurar a ADSE para assegurar a sua sustentabilidade como sistema de proteção social e eliminar práticas que o Tribunal qualifica de discriminatórias que podem levar à saída dos contribuintes. O TdC alerta ainda para a importância de promover a entrada de novos beneficiários e permitir o regresso dos que saíram.
Em contraditório, o Ministério das Finanças lembra que os subsistemas devem ser complementares ao Serviço Nacional de Saúde e que está a ser feito um levantamento para identificar e propor os encargos que devem passar para o SNS. 
O TdC defende que é urgente a transferência desses encargos, dado que existe já este ano o risco do desconto dos quotizados virem a financiar o SNS e os serviços regionais de saúde e das regiões autónomas. Esta situação contraria a lei de 2014 que consignou esses descontos ao pagamento de benefícios concedidos apenas pela ADSE, o que exclui os serviços a que estes quotizados tem direito como contribuintes e utentes do Serviço Nacional de Saúde.
O responsável direto pela ADSE é o secretário de Estado da Administração Pública, José Leite Martins, que estará esta sexta-feira, por coincidência, no Parlamento em audição.
Proponha uma correção, sugira uma pista:
asuspiro@observador.pt


sexta-feira, 16 de maio de 2014

PS (JJunqueiro) critica "fraquíssimas convicções" do PR por promulgar diploma da ADSE

O PR promulgou hoje mais um aumento de taxa/imposto, para a ADSE. 

Vetou uma 1ª vez por considerar que a subida superava largamente o necessário para o equilíbrio de contas.  Agora deu o dito por não dito. O costume: um maioria, um Governo e um Presidente.

Esta promulgação do aumento da ADSE representa uma fraca convicção do senhor Presidente da República porque vetou, numa primeira vez, mas não resistiu à insistência do Governo”, de Passos Coelho. 

Aliás, sobre este, Cesário Verde, se cá estivesse, voltaria a dizer, que estamos a lidar com um troca-tintas, o qual tem de revelar, já no próximo Conselho de Ministros, a "carta secreta" combinada com a Troika e o respetivo aumento de impostos. 
No mesmo sentido, o cabeça-de-lista do PSD/CDS às europeias tem de dar a sua opinião sobre este aumento dos descontos para a ADSE. Gostava, neste contexto, de perceber qual é a opinião do cabeça-de-lista do PSD às Europeias, que se comporta como uma espécie de regedor do Governo” e saber “onde é que está a descida de impostos”.
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(Lusa) - (...) José Junqueiro criticou hoje as “fraquíssimas convicções” demonstradas pelo Presidente da República ao promulgar o diploma que determina um aumento dos descontos para a ADSE depois de o ter vetado em março. (áudio disponível em www.lusa.pt)

“Esta promulgação do aumento da ADSE representa uma fraca convicção do senhor Presidente da República porque vetou, numa primeira vez, mas não resistiu à insistência do Governo”. O deputado reagia à decisão, anunciada na quinta-feira, de promulgação da proposta de lei do Governo que prevê o aumento dos descontos para a ADSE de 2,5% para 3,5%.
Aprovado em plenário a 17 de abril, o diploma foi promulgado pelo chefe do Estado na última sexta-feira, 09 de maio, e seguiu na quarta-feira para publicação em Diário da República, de acordo com a informação prestada pela Assembleia da República.
Apesar de considerar “uma situação insuportável” a promulgação e consequente adoção de um aumento dos descontos para o subsistema de saúde dos funcionários do Estado, o deputado socialista remeteu para mais tarde a decisão sobre a possibilidade de recorrer ao Tribunal Constitucional. “O PS tomará a sua posição sobre essa matéria no momento oportuno”, afirmou.
(...) Para José Junqueiro, o importante agora é que o primeiro-ministro diga, “com clareza, no próximo Conselho de Ministros, que medidas complementares tem [relativamente a] cortes dos salários de todos os trabalhadores portugueses”.
Adiantando que o aumento dos descontos para a ADSE representa um corte nos rendimentos dos trabalhadores de 133 milhões de euros, o dirigente socialista defendeu que o Governo perdeu “qualquer espaço de manobra para dizer que vai devolver o que quer que seja aos portugueses”.
O dirigente socialista desafiou ainda o cabeça-de-lista do PSD às eleições europeias, Paulo Rangel, a dar a sua opinião sobre este aumento dos descontos para a ADSE.
“Gostava, neste contexto, de perceber qual é a opinião do cabeça-de-lista do PSD às Europeias, que se comporta como uma espécie de regedor do Governo” e saber “onde é que está a descida de impostos”.


sábado, 15 de março de 2014

ADSE - O "truque" com o Veto presidencial

O PR vetou o diploma considerando que o aumento que o Governo queria impor às pessoas excedia largamente as   necessidades para o pleno equilíbrio da ADSE. No debate quinzenal que enquadrou o tema, António Seguro disse o mesmo a Passos Coelho e questionou-o sobre o destino das verbas excedentárias. O primeiro-ministro não contrariou o óbvio: ficariam nas finanças.
A questão de calendário que agora surge é outra. O Governo reenviou à AR o mesmo diploma. Uns dizem que será um confronto com o PR. Eu digo que não é bem assim. Afinal, para o Governo, a tramitação do texto obriga a nova discussão e novo agendamento. A maioria vai aprovar, mas há um calendário e um novo prazo para promulgação. Isto quer dizer que até à entrada em vigor da medida decorrerá o tempo necessário para que só aconteça depois das eleições europeias: Que esperteza!!!

quinta-feira, 13 de março de 2014

PR dá razão a António Seguro e VETA aumento das contribuições para a ADSE

Mais uma derrota de Passos Coelho e e do Governo. De facto, o 1º Ministro já não sabe o que faz. As suas atuações à margem da lei revelam total incompetência. 

Quis aumentos na ADSE. António Seguro disse-lhe que não era possível. Passos Coelho insistiu. Até o PR chumbou. Uma vergonha, mais uma.

No debate parlamentar de 31 de Janeiro, António José Seguro questionou o primeiro ministro sobre o aumento das contribuições para a ADSE.

“Como é sabido, o Governo decidiu solicitar aos funcionários públicos um aumento da sua contribuição para a ADSE. Pergunto ao Primeiro-Ministro se parte dessa contribuição é destinada a outros fins, isto é, se parte da contribuição dos funcionários públicos para a ADSE é destinada ao financiamento da atividade do Estado ou se, pelo contrário, é exclusivamente dedicada ao financiamento da ADSE”.

O Primeiro Ministro primeiro mostrou total desconhecimento sobre a questão mas depois confirmou que o aumento previsto das contribuições excedia as necessidades, pelo que António José Seguro apresentou a denúncia e deixou claro que a medida era injusta e não deveria ser aplicada.

“Em relação à ADSE, o Primeiro-Ministro veio agora dizer que o dinheiro que sobrar ficará no Ministério das Finanças.
Como sabe, há contribuições dos trabalhadores e há contribuições do Estado. Se aumenta as contribuições dos trabalhadores de tal maneira, o senhor pode conseguir poupanças no Estado, mas, assim, está a fazê-lo à custa dos trabalhadores, retirando-lhes mais rendimento. Esse é que é o ponto!

Se há excedente, como nós consideramos que há e como diz a UTAO, a questão é muito simples: porque é que o senhor aumentou, e aumentou no seu plano b? Este aumento faz parte daquela medida que o senhor quis compensar com o chumbo do Tribunal Constitucional em relação ao corte retroativo nas pensões.

Sr. Primeiro-Ministro, é muito simples: reduzir a despesa à custa do rendimento e do salário dos trabalhadores não está certo. Não está certo e não tem a nossa concordância!”
Hoje soube-se que o Presidente da República vetou a proposta do Governo e na sua justificação argumenta que:

“A Nota Informativa fornecida pelo Governo no âmbito do pedido de esclarecimento desta matéria revela que o valor de 3,5% proporcionará uma receita que excede significativamente a despesa prevista no orçamento da ADSE”


António Jose Seguro tinha razão e o PS congratula-se por esta iniciativa do Governo não ter passado e não haver novo agravamento do rendimento dos funcionários públicos.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

CES (Contribuição Extraordinária de Solidariedade) vai apanhar 401 858 pensionistas


O Governo, Paulo Portas e Passos Coelho, continuam a fazer "tiro-ao-alvo" aos idosos, reformados, pensionistas, doentes, desempregados ... sem fim à vista ...

"A medida, ontem aprovada em Conselho de Ministros, fará com que 401.858 pensionistas fiquem sujeitos a esta taxa contributiva - são mais cerca de 80 mil face ao universo atual, segundo os números avançados pelo Governo. 
Além deste alargamento, haverá ainda um agravamento da CES para as pensões mais altas. Com esta alteração à CES, que deverá começar a ser plicada a partir de março (sem retroativos), o Governo espera conseguir uma receita adicional de 230 milhões de euros (ME), o que corresponde a cerca de 60% do encaixe necessário para colmatar o efeito orçamental do chumbo da convergência das pensões. 
A outra parte (cerca de 160 ME) será obtida através de um aumento dos descontos para a ADSE."

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

O Governo e a hipocrisia - Mais impostos para "evitar" impostos

O aumento do CES (Contribuição Extraordinária de Solidariedade), o aumento do desconto para a ADSE e a diminuição da comparticipação desta nas despesas de saúde, aumentando a sobrecarga sobre as pessoas e famílias, são os novos impostos que o governo lança sobre, novamente, os mais fracos. 

E mandou dizer, Passos Coelho, que recusou aumentar os impostos. Hipocrisia sem limites! Então o que são estes aumentos? Não são impostos? São o quê? Donativos? 

Esta atitude demonstra que o governo quer apenas resolver um problema orçamental, porque, como se vê com toda a clareza, não há nenhuma reestruturação de coisa nenhuma. E o aperto recai sempre sobre os mesmos. A aversão aos reformados e à administração pública ultrapassaram todos os limites da decência.

O PS tinha avisado que o défice de 4% era inatingível. O que está em causa são duas décimas, percentagem que, como se sabe, é absolutamente marginal. O Governo deveria ter falado com a Troika. A Irlanda sai do programa de ajustamento com 4,8% de défice. O que o Governo quer, portanto, ensaia é uma desculpa para aumentar impostos absolutamente injustificáveis e que o PS não aceita.