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quarta-feira, 2 de julho de 2014

Estado da Nação - Foi há um ano a demissão irrevogável de Portas

A crise aberta por Paulo Portas no Governo custou ao pais milhares de milhões de euros. Foi há um ano. Os mercados não perdoaram. O povo esqueceu-se? Espero que não!
Fala-se em consequências das decisões do TC, uma gota de água se comparada com o prejuízo que esta crise originou para as finanças de todos. 
No entanto, o infrator "irrevogável" deu um mortal de costas assim que foi promovido a vice-primeiro ministro. E Passos Coelho teve de digerir mais este dislate, porque também não teve rasgo para a dignificação da coisa pública. Fica para a memória no dia do debate do Estado da Nação.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Pedro e Paulo - os jogos de poder têm mais encanto na hora da despedida!

Os mesmos de sempre, Pedro e Paulo, aterrorizados com a proximidade eleitoral, sentem que os dois e respetivos partidos sofrerão um tsunami político. 
A consciência vai pesada. Só isso os obriga a disfarçar um divórcio anunciado. Tudo em nome do medo de se apresentarem sós!!! O PR sabe do que falo.

“Um ano depois de o Governo quase ter quebrado, PSD e CDS voltam a estar em ambiente de tensão, com os social-democratas suspensos de uma decisão de Paulo Portas sobre uma pré-coligação para 2015. 

O tabu criado pelo líder do CDS e vice-primeiro-ministro sobre esta pré-coligação - sobretudo depois de o PSD ter dito que está pronto para fechar o acordo - está a deixar os dirigentes da São Caetano à Lapa "apreensivos". 

O histórico do PSD Ângelo Correia expressa a tensão que se vive do lado dos social-democratas, deixando um aviso a Portas: "Se o CDS pensa que pode ser uma muleta do PS em 2015 que se lembre da experiência do segundo Governo constitucional". 

O silêncio do líder do CDS está a ser visto como estratégico pelo PSD. O facto de em outubro já estar clarificado quem será o próximo candidato a primeiro-ministro do PS leva o PSD a concluir que Portas está a adiar uma decisão também por este motivo.”

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Impostos: sobre as famílias subiu 9,4% nos 5 primeiros meses

As famílias são as que mais pagam - Para que se perceba melhor: o crescimento de toda a receita foi de 477M€ e destes 407 M€ vem das famílias. Assim se compreende a entrga de casas aos bancos as centenas de milhares de incumpridores. Pessoas honestas, que planearam as suas vidas responsavelmente, veem as suas vidas destruídas pela voragem governamental.

"A cobrança de impostos, até maio, atingiu os 14,6 mil milhões de euros (ME), indicam os dados provisórios divulgados pela DGO. 
Do lado da receita - O "brilharete" assenta no crescimento dos impostos diretos, que aumentaram 4,4%, com destaque para o IRS. A receita do imposto sobre as famílias subiu 9,4%, cerca de mais 407 ME. Este valor é quase semelhante ao crescimento homólogo de toda a receita, que foi de 477 ME. 
Do lado da despesa - registou-se um aumento de 0,6% na Administração Central. O PS chama a atenção para o facto de a despesa do Estado ser superior em 200 ME, caso o Governo não tivesse avançado com os cortes nas remunerações dos funcionários públicos. 
Os socialistas realçam que as dívidas em atraso do Estado atingem os dois mil ME e o subfinanciamento dos hospitais EPE é particularmente preocupante, pois está a colocar em causa a prestação de cuidados de saúde em todo o país."

sábado, 21 de junho de 2014

PADRE é o que Charles Wyplosz propõe para reduzir a dívida a metade


Charles Wyplosz
É francês, é economista e é um dos coautores de um programa que tem dado bastante que falar por essa Europa fora. 

O plano PADRE - Politically Acceptable Debt Reestructuring in the Euro Zone, proposto pelo economista Charles Wyplosz, sugere uma reestruturação da dívida pública nos países mais endividados da Europa, que, para economias como a portuguesa, representaria uma redução para metade do nível de endividamento.


A reestruturação da dívida pública na Eurozona começa a estar na ordem do dia. O programa PADRE– Politically Acceptable Debt Reestructuring in the Euro Zone será apresentado em Lisboa por um dos seus autores, o economista Charles Wyplosz. A iniciativa é do Prof. Eduardo Paz Ferreira, responsável do IDEFF - Instituto de Direito Económico Financeiro e Fiscal, da Faculdade de Direito de Lisboa. Na mesa, para debaterem, estarão Victor Bento, João Cravinho e José Maria Castro Caldas.
A sessão será no dia 20 de junho, pelas 9.30 da manhã. A entrada é livre mediante inscrição prévia e sujeita à capacidade da sala (217962198 | 961497070)



quinta-feira, 19 de junho de 2014

General Garcia dos Santos critica PR por não marcar rumo

Já não sou só eu. Agora quase todos criticam o PR, mas poucos foram aqueles que denunciaram a decadência do mandato ao instigar a sua maioria à instabilidade política. Foi em 2011 e a partir dessa data o país andou sempre para trás e a democracia conhece o maior período de debilidade depois do PREC. Nunca é tarde!

"O general Garcia dos Santos acusou ontem o Presidente da República (PR) de ser o "primeiro responsável" pela atual situação do país, por "não marcar um rumo" ou "provocar um entendimento entre os partidos". 
"Eu acho que o senhor PR é o primeiro responsável pela situação em que o país está. Porque não toma atitudes, não toma posições, não defende, não marca um rumo para o país, não provoca um entendimento entre os partidos políticos", afirmou."

segunda-feira, 16 de junho de 2014

O PR não ouve o PS - "Emprego, em segunda maior queda do euro".


António Seguro e o PS sempre afirmaram que o governo estava em estado de negação e este, para reconfirmar, acaba de anunciar que vai chumbar as propostas socialistas sobre o IVA, as quais foram elogiadas por todos, CIP incluída. 

Por que motivo o PR fecha os olhos e consente esta situação. Vejamos:

"O emprego em Portugal voltou a cair, depois de três trimestres consecutivos em alta. De acordo com o Eurostat, o emprego recuou 0,3% no primeiro trimestre de 2014, a segunda maior quebra na Zona Euro. 
É o resultado da nova contração da economia portuguesa neste arranque do ano, com o PIB a perder 0,7% fruto de uma forte desaceleração das exportações."

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

A teimosia do Governo dá nisto - PMEs respondem por 92% do crédito mal parado

As PME são as responsáveis por 92% do crédito malparado no sector empresarial. O capital em incumprimento aumenta ao mesmo ritmo que diminui a concessão de crédito por parte dos bancos. 
Ao todo, há quase 11,7 mil milhões de euros vencidos e não pagos, precisamente o dobro do capital em incumprimento que as tinham em abril de 2011, altura do pedido de resgate de Portugal. 
Os números publicados pelo Banco de Portugal mostram que as instituições financeiras voltaram a cortar a carteira de crédito às pequenas e médias empresas em 690 milhões de euros, em julho. 
O presidente da Associação das PME explicou que são as dificuldades no acesso ao crédito com taxas demasiado altas que representam este cenário.

domingo, 17 de março de 2013

A doença, séria, de Vitor Gaspar: obessão intelectual

A doença de Vítor Gaspar chama-se "obessão intelectual". A medicina descreve esta patologia como "Estado do doente cuja consciência está ocupada por uma ideia que não pode expulsar". No seu caso, é a ideia de austeridade.
As consequências, aditivadas por um primeiro-ministro impreparado, é a destruição de um país, das pessoas, das famílias e da economia.
Esta 7ª avaliação da Troica revelam resultados  politicamente demenciais: a recessão será 21 vezes superior ao previsto, com mais 350 mil desempregados para além do previsto. O que faz o Presidente da República? Prefácios?

segunda-feira, 11 de março de 2013

O pior resultado desde 1975 - o governo afundou-se com a economia

Precisamos de outro caminho, outro governo e novas políticas. O dogma da austeridade falhou. As desculpas com o passado esgotaram-se. Hoje estamos pior, muito pior, com este governo PSD/CDS.
O INE confirmou hoje que no ano passado a economia portuguesa sofreu a mais profunda recessão desde 1975, atingindo os -3,2% do PIB. 
"Na segunda estimativa para o PIB do quarto trimestre de 2012, o INE confirma os resultados apresentados a 14 de fevereiro, revelando que a economia apresentou um dos piores resultados da história, quando em termos anuais o PIB caiu 3,2%, encontrando um registo anual mais negativo apenas em 1975, com dados que não são inteiramente comparáveis. 
Este é o pior resultado da série longa do INE que remonta a 1996, e o segundo pior da história quando considerada a série longa do Banco de Portugal, surgindo um resultado mais negativo apenas no ano de 1975, quando a recessão atingiu os 5,1%"

quinta-feira, 7 de março de 2013

Portugal teve a maior queda do PIB na UE no 4º trimestre


A economia da zona euro voltou a encolher no quarto trimestre de 2012, com o PIB a cair 0,6% em relação aos três meses anteriores, mantendo-se em recessão, segundo dados do Eurostat. 
Entre os Estados-membros, Portugal registou a maior queda do PIB no quarto trimestre de 2012, em comparação com os três meses anteriores, com um recuo de 1,8%, um valor em linha com o divulgado pelo INE, na estimativa rápida de 14 de fevereiro.
Os juros da dívida soberana de Portugal estavam hoje a subir a dois anos e a descer a cinco e 10 anos face ao fecho de terça-feira, estando no prazo intermédio a atingir mínimos de dezembro de 2010.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

UE - Previsões - O 1º Ministro está em depressão

Mais défice, mais desemprego, menor crescimento e mais impostos são as previsões da UE. A incompetência dos dirigentes europeus e das "troikas" que por aí andam rimam bem com um governo em queda livre e a incompetência do 1º ministro, ministro das Finanças e da coligação PSD/CDS, no governo e na AR. Estes resultados demonstram que em Portugal, tal como na Europa, a direita tem de ser removida. Como se vê o desemprego começa sempre a diminuir no ano que virá, não se sabe é qual!
"A Comissão Europeia espera agora quase o dobro da recessão em 2013 que o estimado anteriormente, passando de uma contração de 1% para 1,9%, e diz que pode voltar a piorar as previsões já no próximo mês de março. Nas suas previsões económicas de inverno hoje divulgadas, Bruxelas explica que a queda de 1,8% do Produto Interno Bruto no quarto trimestre do ano passado (em termos homólogos) foi “inesperada” e que se deveu a uma contração pronunciada na procura interna e a uma desaceleração nas exportações nesta parte final do ano. Com este resultado a recessão foi de 3,2% do PIB, mais grave que os 3% estimados na altura da sexta revisão do programa. A destruição de emprego foi também maior que a prevista, o que levou a taxa de desemprego média anual do ano passado para 15,7%, superior aos 15,5% esperados na mesma altura pelo Governo e pela ‘troika’.
A Comissão Europeia espera que Portugal falhe a meta do défice orçamental com que comprometeu para 2013 e 2014, esperando agora um défice 4,9% este ano contra os 4,5% acordados com a ‘troika’.
A Comissão Europeia voltou a rever hoje em baixa as previsões para o crescimento da economia europeia, ao projetar uma contração de 0,3% na zona euro para este ano e um ténue crescimento de 0,1 na União Europeia.
 A taxa de desemprego deve chegar os 17,3% este ano e baixar apenas para 16,8% em 2014, estimou hoje a Comissão Europeia, que agrava significativamente as suas expectativas para o mercado de trabalho português"

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

JN - GASPAR e Zona Euro estão em recessão - cai 0,1% no 3º trimestre


EM RECESSÃO técnica - A economia da zona euro voltou a contrair no 3º trimestre deste ano, com o Produto Interno Bruto (PIB) a cair 0,1% em relação aos três meses anteriores, entrando em recessão técnica, segundo dados do Eurostat....Em Portugal, a economia voltou a contrair no terceiro trimestre deste ano, pelo oitavo trimestre consecutivo, com o PIB a cair 0,8% em relação aos três meses anteriores e a recuar 3,4% face ao período homólogo, tal como já havia divulgado o Instituto Nacional de Estatística (INE). GASPAR VOLTA A FALHAR!

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Já no conjunto dos 27 Estados-membros, o PIB aumentou 0,1% no mesmo período, segundo a segunda estimativa divulgada hoje pelo gabinete de estatísticas da União Europeia (UE), que confirma os valores divulgados a 15 de novembro, na previsão inicial.
No segundo trimestre deste ano, as economias da zona euro e da UE haviam registado ambas quedas de 0,2%.
A zona euro entra, assim, em recessão técnica (tradicionalmente definida como dois trimestres consecutivos de queda em cadeia do PIB).
Em Portugal, a economia voltou a contrair no terceiro trimestre deste ano, pelo oitavo trimestre consecutivo, com o PIB a cair 0,8% em relação aos três meses anteriores e a recuar 3,4% face ao período homólogo, tal como já havia divulgado o Instituto Nacional de Estatística (INE).
O valor definitivo sobre a evolução do PIB português no terceiro trimestre será divulgado pelo INE, na sexta-feira.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

MIGUEL RELVAS DIZ QUE A EUROPA ATRAVESSA UMA TRAGÉDIA SOCIAL


COMO QUEM DIZ, A NOSSA TRAGÉDIA SOCIAL É EUROPEIA - Miguel Relvas "referia-se aos números do desemprego e  apontou esta questão como a "principal preocupação" do Governo salientando  que são necessárias "políticas" para "ultrapassar" o problema". 
Já todos tínhamos dado conta de que são precisas OUTRAS políticas, tal como há um ano e meio já se sabia que a crise era europeia. Só O PSD e CDS diziam tratar-se-se de algo  exclusivamente português e socialista. E, agora, esta "tragédia" é apenas europeia e nada tem a ver com a INCOMPETÊNCIA DA DIREITA BEM PORTUGUESA, PSD/CDS?

terça-feira, 17 de julho de 2012

HÁ 1 ANO A DIREITA DIZIA QUE A CRISE ERA PORTUGUESA - Moody's corta “rating” a 13 bancos italianos

Síntese - PASSOS COELHO não pára de falar das condições externas. Diz que Portugal depende delas. Portanto, sozinho nada pode fazer. POIS, MAS NÃO ESTÁ SOZINHO. O CDS EXISTE. E há um ano VENDIAM a crise internacional como sendo portuguesa e socialista. Hoje todos podem perceber que nos mentiram. A todos os países em crise já conhecidos somou-se a Espanha ... e agora a Itália é o que se vê!!!!
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Aumento do risco de o Governo não estar em condições de dar o seu apoio financeiro aos bancos dita descida.A agência de notação financeira Moody's anunciou o corte do “rating” de 13 bancos italianos, incluindo o UniCredit e o Intesa Sanpaolo, poucos dias depois de ter revisto em baixa a notação da dívida do Estado italiano.
"A queda da nota da dívida de longo prazo de Itália [em dois níveis] implica o aumento do risco de o Governo não estar em condições de dar o seu apoio financeiro aos seus bancos em grandes dificuldades financeiras", justificou em comunicado.
A agência cortou em um e dois níveis a avaliação da dívida de longo prazo e dos depósitos de dez instituições financeiras e o “rating” da emissão de outras três.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

O VICE DA COMISSÃO EUROPEIA CONDENA A AUSTERIDADE COMO CAMINHO ÚNICO

(Lusa) - O GOVERNO TEM DE REFLETIR -  "O vice-presidente da Comissão Europeia e comissario Europeu para a Industria, António Tajani, considerou hoje que Portugal e os outros países europeus precisam de aliar a austeridade ao crescimento para saírem da crise. "Só a austeridade não é a solução para Portugal. É necessário austeridade e crescimento, porque sem uma politica forte em favor das pequenas e médias empresas, a favor da economia real, será muito difícil bater a crise. Só a austeridade não é uma boa solução, não só para Portugal, mas em todo o lado, incluindo na Grécia".

domingo, 29 de abril de 2012

GOVERNO QUER NOVA CRISE: DESTRÓI CONSENSOS TODOS OS DIAS

O DESNORTE DO GOVERNO já foi discutido no seu interior. Não há, como é público, um mínimo de coordenação interna. O CDS sabe disso e atua em conformidade. A MAIORIA transformou-se numa brigada de ataque ao PS. O "ESTADO MAIOR" quer nova crise. Quer uma iniciativa do PR que envolva o PS. O 2º RESGATE, ou como lhe queiram chamar, está aí. O PS NÃO DÁ PARA ESSE PEDITÓRIO!

"Seguro acusa Governo de "destruir consenso político"
O líder do PS, António José Seguro, acusou hoje o Governo de "falta de sentido de responsabilidade e de Estado", por estar a "destruir o consenso político" ao não dialogar e não aceitar as propostas dos socialistas."O consenso leva muito tempo a criar-se e leva pouco tempo a destruir-se e este Governo tem estado a destruir este consenso que é uma vantagem valiosa para o nosso país", afirmou António José Seguro, na Gala do PS de Évora.
Para o secretário-geral socialista, "o atual Governo, em particular nos últimos meses, tem exibido um nível de responsabilidade muito inferior ao sentido de Estado e de responsabilidade que o PS tem feito em Portugal".António José Seguro exemplificou com o facto de o PS não ter votado contra quer o Orçamento do Estado para 2012, quer os orçamentos retificativos apresentados pelo Governo, "honrando os compromissos com o memorando da 'troika'".
"O atual Governo tem agido da mesma forma para com as propostas do PS? Tem o atual Governo colocado, da mesma forma com que o PS o tem feito, o interesse nacional acima dos interesses do Governo ou dos interesses partidários", questionou.
Seguro adiantou que "o Governo está obrigado a apresentar em Bruxelas vários documentos orçamentais e financeiros até segunda-feira" e que "marcou, à última hora, para o último dia um Conselho de Ministros extraordinário para aprovar esses documentos".
O líder socialista perguntou se "não seria normal que o Governo, se quisesse manter esse consenso, ouvisse a opinião do PS e quisesse primeiro ir ao Parlamento ouvir a opinião dos outros partidos, mas em particular o PS para manter esse consenso".
"Pois bem, o Governo não o fez e lembram-se do que este Governo quando era oposição disse de nós quando estávamos no Governo a propósito do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) IV por eles não terem sido informados", recordou."Há aqui uma incoerência, (...) uma falta de sentido de responsabilidade e de Estado do atual Governo à frente dos destinos do nosso país numa questão tão essenciais como é este compromisso em torno da consolidação das contas públicas e da manutenção do consenso europeu", acrescentou.
Na Gala do PS de Évora, que se seguiu à Convenção Autárquica Distrital, foram homenageados os autarcas socialistas Norberto Patinho (Portel), José Ernesto Oliveira (Évora), Ângelo de Sá (Borba) e José Santinha Lopes (Mourão)." (LUSA)

sábado, 21 de abril de 2012

INSOLVÊNCIAS CRESCERAM 51,1% NO 1. TRIMESTRE DE 2012

O estudo da COFACE relativo às insolvências de empresas no 1º trimestre de 2012, salientando o “brutal” crescimento de ações de insolvência de 51,5% em relação ao mesmo período do ano passado. No 1º trimestre deste ano, registaram-se 2.357 ações de insolvência de empresas: mais 801 face ao período homólogo do ano passado.
Por setor de atividade, destaca-se:
ü  O setor do comércio (retalho+veículos+Grosso) apresenta o maior nº de ações de insolvência (751) e o maior crescimento absoluto (+251, face ao período homólogo de 2011, o correspondente a +50%)
ü  O setor de hotelaria e restauração duplica (+99%) o nº de insolvências, com 169 ações. Dentro deste setor, a restauração apresenta 153 ações de insolvência, o dobro (+104%) do ano passado.
A nível distrital, destaca-se:
ü  O distrito do Porto apresenta o maior nº de ações de insolvência (567) e o maior crescimento absoluto (+199 ações face ao 1º trimestre de 2011, ou seja, +54%)

segunda-feira, 9 de abril de 2012

SEGURO AVISA - A MAIORIA ESTÁ A POUCOS PASSOS DE PROVOCAR UMA GRANDE RUTURA

SE EU FOSSE A PASSOS COELHO LEVAVA ESTE AVISO MUITO A SÉRIO -
O secretário-geral socialista avisou hoje que o primeiro-ministro tem de ter em contas as posições do PS, considerando que será um "duro golpe no consenso europeu" um voto contra da maioria à proposta de "ato adicional" ao Tratado Orçamental.

"Não me passa pela cabeça que o primeiro-ministro dê orientações aos deputados da maioria PSD/CDS para votarem contra a resolução proposta pelo PS", referiu o secretário-geral socialista, António José Seguro, numa declaração escrita enviada à Lusa.
Contudo, acrescentou António José Seguro, se tal acontecer, Pedro Passos Coelho "deve assumir as responsabilidades de provocar um duro golpe no consenso europeu que tem vigorado em Portugal e que essa atitude teria consequências graves".
"O primeiro-ministro não pode impor os seus pontos de vista e deve ter em conta as posições do PS e de vários parceiros económicos e sociais", sublinhou o secretário-geral do PS, lembrando que o consenso europeu que existe em Portugal fez-se de "aproximações de posições".
Assim, continuou, se o chefe do executivo de maioria PSD/CDS-PP "se mantiver isolado e proceder em sentido contrário" irá fazê-lo "ao arrepio da história da nossa democracia e será responsável por uma forte rutura nesse mesmo consenso".
Relativamente à proposta de "protocolo adicional" ou "tratado complementar" que os socialistas irão apresentar no Parlamento, António José Seguro justifica a iniciativa alegando que o Tratado Orçamental da União Europeia que será discutido em plenário na quinta-feira é "necessário para a manutenção de Portugal na zona Euro", mas é um documento "desequilibrado e insuficiente para responder aos problemas das pessoas".
Por isso, "o PS propõe um ato adicional que o equilibre e o complemente com a dimensão social e económica", explicou António José Seguro.
O secretário-geral socialista enfatizou ainda o largo consenso que existe em Portugal, entre as forças económicas, sociais, empresariais e de trabalhadores, de que a Europa necessita de adotar medidas que promovam o crescimento económico e o emprego, lamentando que só o Governo mantenha "o seu isolamento, através de uma obstinação pela austeridade e pelo seguidismo à senhora Merkel".
"Infelizmente para os portugueses, os resultados estão à vista. Mais desemprego e queda da economia", sublinhou.
O PS vai apresentar no Parlamento um projeto de resolução que recomenda ao Governo a negociação de um “protocolo adicional” ao Tratado Orçamental da União Europeia, com medidas para a convergência fiscal e financiamento das dívidas soberanas.
Em entrevista à TSF e ao DN, hoje divulgada, o líder parlamentar do PS anunciou que o PS vai votar favoravelmente o novo Tratado Orçamental da União Europeia, que será discutido no Parlamento na quinta-feira, apesar de considerarem o texto insuficiente, razão pela qual os socialistas apresentam este projeto.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

"CORAÇÃO DO EURO TREME - ESPANHA E ITÁLIA À BEIRA DO COLAPSO"

Coração do euro treme com Espanha e Itália à beira do colapso  - Luís Reis Pires
The Economist: The Economist” dá apenas semanas de vida ao euro. Euro pode colapsar "dentro de semanas". ‘La Stampa’ afirma que FMI já prepara um plano de resgate a Roma. “
A zona euro continua a caminhar a passos largos para o fim. Depois das feridas abertas na periferia, os estragos da crise chegaram finalmente ao coração da moeda única: Itália e Espanha estão à beira do colapso e Roma já terá inclusive pedido ao FMI para preparar um plano de ajuda, no valor de 600 mil milhões de euros.
Se qualquer uma das duas economias seguir o caminho de Grécia, Irlanda e Portugal, a Europa a 17 colapsa - isso mesmo já foi admitido por Merkel e Sarkozy. Por isso, há quem já não acredite de todo num final feliz: a revista ‘The Economist" dá apenas algumas semanas de vida ao euro.
A notícia foi avançada ontem pelo diário italiano "La Stampa": o FMI já está a preparar um plano de ajuda externa para Itália, até 600 mil milhões de euros. Recorde-se que, na sexta-feira, a Reuters avançou que Espanha também já estaria a ponderar pedir ajuda externa, algo que o novo governo de direita espanhol desmentiu de imediato. No que toca a Itália, ninguém desmentiu a notícia.
A concretizar-se, o empréstimo internacional daria uma "janela" de 12 a 18 meses a Roma para implementar os cortes orçamentais urgentes e as reformas de estímulo à economia necessários - o novo primeiro-ministro, Mario Monti, apresenta as primeira medidas de austeridade a 5 de Dezembro -, "aliviando as necessidade de refinanciamento da dívida", escreve o "La Stampa".
Dos países europeus, Itália é quem tem o seu plano de financiamento mais atrasado este ano, tendo executado até ao momento 89% do mesmo. E o facto de se encontrar estagnada, aliado aos 1,9 biliões de euros de dívida pública (120% do seu PIB), está a fazer com que os investidores apostem forte num pedido de resgate.
O problema é que ajudar Itália - que representa 17% da economia do euro - custa, por si só, mais do que resgatar Grécia, Irlanda e Portugal juntos - as três economias valem 6% da moeda única. Ou seja, a magnitude de um eventual resgate torna muito difícil a sua concretização. Nesse sentido, nem o FMI tem meios para ajudar Itália por si só: o plano de resgate andará sempre em torno dos 600 mil milhões de euros e as reservas do Fundo não chegam aos 400 mil milhões. Por isso, estão a ser estudadas várias hipóteses, incluindo uma acção conjunta com o BCE, acrescenta o jornal italiano.
Perante a urgência da situação, Angela Merkel e Nicolas Sarkozy estão a trabalhar num novo Pacto de Estabilidade e Crescimento, que promova maior integração política, retire poder aos Estados-membros e aumente a força do BCE. É o reconhecimento da chanceler alemã e do presidente francês de que não conseguem contrariar os mercados, que há muito pedem o fim do euro. Mas não pedem que o euro acabe e cada país volte à sua moeda, pedem sim o fim do euro como ele é: uma união monetária sem união política. E agora, com o coração do euro a sofrer o impacto da crise - "se existe um problema em Itália, é o coração da zona euro que é afectado", disse o porta-voz da presidência francesa -, Merkel e Sarkozy admitem finalmente a urgência de reforma da moeda única.
Mas pode já ser tarde. De acordo com a "The Economist", o euro tem apenas algumas semanas de vida. "A crise na zona euro está a provocar o pânico. O risco de a moeda única se desintegrar dentro de semanas é altamente alarmante", escreve a revista britânica, que acrescenta que a crise já alastrou "da periferia vulnerável da zona euro para os países ‘core'" e que "existem sinais de que a economia da zona euro está a caminhar para uma recessão". Por isso, conclui: "Agora é provável uma calamidade ainda maior. A intensificação das pressões financeiras aumenta as probabilidades de um ‘default' desordeiro de um país, uma corrida aos depósitos dos bancos ou uma revolta contra a austeridade, que marcaria o início do fim da zona euro

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

ÚLTIMA HORA - CRISE DA DÍVIDA TAMBÉM CHEGA À ALEMANHA - INFELIZMENTE!

Crise de dívida chega à Alemanha - Luís Leitão   - 23/11/11 10:58

Tesouro alemão conseguiu colocar apenas 60% das obrigações do Tesouro a 10 anos que pretendia num leilão realizado esta manhã.

Já não são só os países periféricos a revelar dificuldades em emitir dívida no mercado obrigacionista. A crise da dívida soberana da zona euro parece ter hoje batido à porta da Alemanha

De acordo com dados da Reuters, a Alemanha conseguiu apenas colocar hoje de manhã apenas 3,64 mil milhões de euros em obrigações do Tesouro a 10 anos (‘bunds'), quando pretendia arrecadar 6 mil milhões com esta operação.


O leilão de dívida alemã ficou longe de ser um sucesso, desde logo por a procura ter apenas superado a oferta em 1,1 vezes. Contudo, como o total de ofertas por parte dos investidores coberto por Berlim contabilizou apenas 3,89 mil milhões de euros, a procura "real" do leilão face ao montante inicialmente previsto (6 mil milhões) foi de apenas 0,648 vezes.

Por esta emissão, o Tesouro alemão pagará, em média, 1,98% por ano até 2022. Ligeiramente abaixo dos 2,09% pagos a 19 de Outubro numa emissão semelhante, e que resultou na emissão de 4,55 mil milhões de euros. Recorde-se também que, nesse leilão, o Tesouro alemão pretendia colocar no mercado 16 mil milhões de euros.

A ‘yield' das várias obrigações do Tesouro alemão a negociar no mercado não regulamentado ‘over the counter' (OTC) estão hoje a registar uma subida generalizada. O mesmo sucede com as ‘yields' das obrigações soberanas da maioria dos países da zona euro.

Também a reagir ao resultado deste leilão está hoje a negociar o euro, que já contabiliza uma desvalorização face ao dólar de 0,94%, com a moeda única a negociar no mercado abaixo da barreira dos 1,34 dólares.