sexta-feira, 31 de maio de 2013

Governo: Défice orçamental atingiu 8% nos primeiros 3 meses - Que rico caminho!

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O défice orçamental em contabilidade nacional, a que conta para Bruxelas, terá atingido 8% do PIB nos primeiros três meses do ano, consumindo assim mais de um terço do défice anual, estima a UTAO. De acordo com um relatório da Unidade Técnica de Apoio Orçamental enviado aos deputados, o défice das administrações públicas deverá estar “em linha com o observado em igual período do ano passado”. 
   A estimativa da equipa que trabalha junto da Assembleia da República é para que o défice em contabilidade nacional tenha ficado entre 7,3% e os 8,7%. Os técnicos explicam ainda que as administrações públicas já terão consumido 36% do défice previsto para o conjunto do ano, mais de um terço. 
   Ainda assim, este resultado “não coloca necessariamente em causa o cumprimento daquele objetivo [défice de 5,5% do PIB no conjunto do ano]” dizem os técnicos, já que se trata de um perfil de despesa e receita muito especifico no inicio do ano e já o ano passado o valor estaria 1,8 pontos percentuais acima do objetivo e acabou por descer. Ainda assim, o défice apurado em contabilidade nacional estava previsto ser de 5% e foi de 6,4%.

Manuela F Leite - Só um estatuto independente na Função Pública permite assegurar a defesa do interesse público

Reforma da Administração Pública O que mais está sobre a mesa é a alteração do regime jurídico (perda de regalias, despedimentos), o ponto que considera mais preocupante. 
A existência do estatuto de não despedimento (na FP) não é um privilégio, tendo a ver com o facto do seu objectivo, da sua tarefa, ser a defesa do interesse público; só assim é possível tomar decisões, salvaguardando a sua independência. É ligeiro considerar que isso é um privilégio, sendo uma característica ajustada à função que lhe é pedida. Se os FP perderem a independência, corre-se o risco de maior corrupção, uma consequência que pode ser ainda mais grave.
A diminuição de FP tem estado a ocorrer até em número superior ao estabelecido pela troika. Não sabe se há FP a mais ou a menos, é necessário fazer esses cálculos; é absolutamente essencial que antes de haver decisões, haja estudos e análises. Não vê benefícios orçamentais a curto prazo (com 30 ou 40 mil despedimentos) e vê a médio e longo prazo consequências gravosas para o funcionamento da Administração Pública.Temos que ter cuidado em não abalar as nossas instituições.

Pacheco Pereira: Estamos a destruir o que funcionava bem ... sem consideração pela melhoria do aparelho do Estado.

A realidade não tem nada a ver com os discursos que Portas faz; não tem pés nem cabeça aceitar apresentar um guião para a reforma do Estado depois das principais medidas estarem tomadas.

Desde o momento em que o governo chegou lá, está a desmantelar e a tornar disforme o que resta do Estado. E anda há 2 anos a tentar despedir dezenas de milhar de Função Pública. Na realidade, não há nenhuma reforma da Administração Pública, há uma diminuição numérica, transversal e pouco pensada dos funcionários do Estado. 

Estamos a destruir o que funcionava bem e a obter um objectivo orçamental permanente, sem qualquer consideração pela melhoria do aparelho do Estado.

Antínio Costa - Governo faz manipulação da "Reabilitação Urbana" para ajudar o candidato Filipe Menezes

É uma questão nacional. Esta história revela uma total desvalorização do consenso nacional sobre a prioridade que deve ser dada à reabilitação urbana. Há uma estratégia de asfixia, em que o Estado deixou de cumprir as suas obrigações contratuais e deixou de designar os seus representantes para os orgãos sociais, impedindo a sua governabilidade.
Isto foi uma operação montada para atacar Rui Rio e Rui Moreira, um caso de instrumentalização em favor do candidato do governo, Luís Filipe Menezes. É uma operação interna do PSD, que tinha claramente este objectivo. O candidato do governo no Porto é um rapaz capaz de tudo.
No próximo quadro comunitário de financiamento 2014-20, a CE vai abrir uma oportunidade extraordinária para as cidades, em que a reabilitação deve ser uma prioridade; se o governo pensa desvalorizar isto no próximo quadro comunitário de apoio, é um erro.


quinta-feira, 30 de maio de 2013

TVI - Constança CS - Previsões da OCDE são catastróficas e as do governo são irrealistas


Síntese - "Previsões da OCDE" - Catastróficas - Vítor Gaspar devia dizer ao seu amigo Schauble que a política que a Alemanha tem defendido está errada. Mostra que a dívida está incontrolável e não há forma de a pagar. 
O programa de ajustamento foi negociado por PS, PSD e CDS e na altura Eduardo Catroga disse que PSD tinha tido um papel mais participativo no seu desenho; Passos Coelho, Gaspar e Moedas disseram que o programa era o seu programa de governo e que queriam ir mais além da troika; não se percebe que agora o MF venha dizer que foi mal negociado, quando o foi por toda a gente e o memorando actual não tem nada a ver com o de há 2 anos.
O MF diz que a OCDE não levou em conta o pacote de crédito fiscal, mas não há nenhum especialista que não tenha dito que essa medida vai ter impacto reduzidíssimo; e esquece-se de dizer que o corte de 4,8 mil milhões tem efeitos recessivos. 
Dizer que tem tido umas semanas difíceis por causa dos resultados do Benfica, o que deve ter sido uma ideia de algum assessor, é uma graça que não tem graça e a tentativa de “humanização” não funciona; mal seria se a sua grande preocupação fosse o Benfica, com milhares de pessoas a passar fome e dificuldades; os clubes também não têm culpa dos adeptos que têm, sendo mais uma má notícia para os benfiquistas".

A Mudança tem exigências - As previsões da OCDE e a vida na Europa e no país, concelho a concelho.

As previsões são desanimadoras. O governo em 24 meses ainda não acertou uma única previsão, uma única. Os ministros das finanças, português e alemão, tardam em perceber que, definitivamente, a estratégia seguida foi um erro grosseiro. Só que o alemão, por enquanto, ainda lucra com a dívida dos outros, apesar de um crescimento medíocre de 0,1% e de um desemprego, ainda leve, de 5,4%. Nós teremos um défice bem superior ao previsto, mais desemprego e menos economia. 
Ao olhar para os concelhos de Portugal, um a um, percebe-se que o impacto é devastador. Por isso, quem julgar que em tempo de eleições autárquicas apenas se deve olhar para o concelho e não para o governo - e para estado do país -  temo que esteja enganado. 
A mudança da realidade de cada concelho depende muito da mudança no país, tal tal como esta depende da mudança na Europa. E, para isso, o voto deve penalizar a maioria de direita na Europa, tal como a maioria de direita em Portugal, no governo ou na autarquia.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

A OCDE, tal como o PS já afirmou, estima e prevê que o Governo falhe todas as suas metas ...

A OCDE espera que a economia portuguesa tenha uma recessão mais profunda este ano, de 2,7% do PIB, e que cresça menos em 2014 que o esperado pelo Governo e pela ‘troika’, considera “improvável” que Portugal consiga cumprir as metas do défice orçamental deste ano e para 2014, e defende que a ‘troika’ deve permitir esta derrapagem.
A OCDE espera que a dívida pública supere a barreira dos 130% do PIB em 2014, 8,4 pontos percentuais acima do limite máximo esperado pelo Governo. Portugal terá de executar uma consolidação orçamental equivalente, em média, a 3,7% do produto entre 2014 e 2030 para baixar o rácio da dívida pública para os 60% do PIB nesse ano, estima a OCDE. 
A economia mundial deverá crescer em 2014, mas lentamente e de forma divergente, com os países da OCDE a crescer 2,3%, acima dos 1,1% previstos para a zona euro e abaixo dos 2,8% estimados para os EUA. 
A taxa de desemprego vai atingir os 12,3% na zona euro em 2014, muito acima da média que se deverá registar nas economias da OCDE, de 7,8%, segundo dados hoje divulgados pela Organização. 
O Banco Central Europeu deve aliviar mais a política monetária na zona euro, uma vez que a inflação já está abaixo do objetivo de médio prazo e que há pressões deflacionistas, defende a OCDE.


Augusto Santos Silvas - Miguel Relvas voltou a chumbar

É o que concluo da decisão do TC sobre "Chumbo das comunidades intermunicipais" - em síntese - Um chumbo mais do que previsível, que coloca um problema sobre a competência técnica da Presidência do Conselho de Ministros. 
De um balanço póstumo da reforma do poder local protagonizada pelo ministro Miguel Relvas, fica uma reforma, feita de cima para baixo e a mata-cavalos, de redução das freguesias, com ganhos financeiros quase insignificantes e que provocou uma agitação excessiva para esses ganhos. 
Não se conhecem os efeitos da redução das empresas municipais, não se tocou nos municípios nem na lei autárquica e no sistema político local, por divergências na própria coligação governamental. Na prática, a reforma é a redução das freguesias e nada mais.

TVI - Constança CS - PM: 2 dias num só, o do emprego e do desemprego!!

Mobilidade especial -  É curioso que ontem foi o dia do emprego, como o PM a falar da contratação de jovens doutorados, hoje foi o dia do desemprego. O governo diz às pessoas que são colocadas no quadro de mobilidade, que ainda têm uma grande sorte por receberem subsídio de desemprego. 
Hoje ficou-se a saber que a “requalificação” irá durar só um ano em vez de ano e meio; não estamos a falar de requalificação nenhuma mas de um ano em que as pessoas recebem um pré-aviso de despedimento.
O PM acha que estamos a falar de medidas que não afectam a generalidade dos cidadãos, como se os FP não fizessem parte da generalidade dos cidadãos e que é uma forma do governo pôr cidadãos contra cidadãos.

terça-feira, 28 de maio de 2013

TVI24 - Contança CS - Governo "quer e não quer" Renegociação do Défice ???

Flexibilização das metas do défice) - Andamos nisto : PM admite mas diz que não faz sentido pedir agora, o presidente do Eurogrupo a dizer estar flexível, Portas a elogiar a prudência do PM, ora sim, ora não, sendo uma encenação e uma novela que não querem dizer nada.
Se não há negociação, pergunta que sentido faz o PM andar a falar nisso. Isto acontece para tentar mostrar que o governo tem capacidade negocial. Se o défice não é cumprido é porque as metas falham e não há ninguém que acredite na possibilidade de cumprir um défice de 4% para o ano; estamos apenas a constatar uma impossibilidade.
A flexibilização não é para abrir uma folga mas sim porque não há folga e há um buraco nas contas, que não batem certo. Ao contrário do que disse o ministro das Finanças alemão, há derrapagem orçamental, vai haver em 2014 e enquanto esta política se mantiver.

(SIC) Miguel S Tavares - Pergunta de António Seguro ao Presidente do Eurogrupo

Flexibilização das metas do défice - Sem dúvida que é uma renegociação “às pinguinhas” (como disse o SG do PS) e ainda não chegámos ao principal, as taxas de juro que pagamos. 
A pergunta feita ao presidente do Eurogrupo faz todo o sentido, perguntando como é que o programa pode estar a correr bem se os resultados não são os esperados. 
Estamos apenas a empurrar o problema para a frente com a barriga e vamos precisar de ajuda (chame-se ou não segundo resgate) porque sozinhos não vamos lá.
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AJS considera que pedido de mais tempo já devia ter sido feito e insiste nas condições desfavoráveis que empurram Portugal a pedir para renegociar o défice; SG do PS diz que o nível de desemprego e de empobrecimento dos portugueses há muito que já deveria ter obrigado o governo a mudar de rumo; confirma que informalmente o PS esteve reunido com o presidente do Eurogrupo (RTP, declarações).

AJS defende que Estado português não pode andar a renegociar o programa de ajustamento “às pinguinhas”, quer uma renegociação mais ampla; líder do PS foi enigmático sobre reunião com presidente do Eurogrupo (TVI, declarações).

AJS diz que governo está a renegociar o programa de ajustamento e as metas do défice “às pinguinhas”, defende uma renegociação global  e acusa governo de já ter perdido muito tempo (SIC, declarações).

segunda-feira, 27 de maio de 2013

(Opinião) "Quando o currículo da direita de confunde com cadastro"

"Quando o currículo da direita de confunde com cadastro" - Nunca a direita conseguiu tanto em tão pouco tempo. Em nome da verdade sempre mentiu. Com o governo do PS desenvolveu a ideia de que existia uma crise que era apenas interna, portuguesa e socialista. 
Nessa base chumbaram em 2 semanas a proposta do PEC IV qua acabara de ser  aprovada por todos os Chefes de Estado e de Governo, o Banco Central Europeu e a Comissão Europeia.
Hoje, a mesma direita, desde o primeiro dia de governo, não diz outra coisa, não se desculpa, a não ser que há uma crise internacional e que o governo faz tudo bem e só a situação internacional explica que esteja tudo mal.
O país, o Governo e o Plano tinham credibilidade. Não havia intervenção externa, nem Troika, e compatibilizava-se contenção e regularização das contas públicas com investimento e crescimento. Este era curto, mas era crescimento, produção de riqueza, fraco, mas sempre era valor acrescentado.
Lobo Xavier, ativo estratégico do CDS e consultor do Governo, acaba de surpreender tudo e todos, na Quadratura do Círculo, ao apontar, pela primeira vez, as razões da entrada da Troika: uma deriva da esquerda mais radical, alimentada por uma irresponsabilidade do PSD. (E, já agora, do CDS). 
O que temos é um país que está pior, uma economia que não existe, um governo que não se entende, um primeiro-ministro facultativo e um ministro das finanças que fez de Portugal um laboratório de experiências falhadas. 
O Presidente da República alimentou e estimulou o desnorte nacional. Fez tudo ao contrário do que lhe era exigido. E o que temos é incerteza política e uma democracia fragilização. É aqui que o currículo da direita se confunde com cadastro!

TVI - Marcelo - "Com este Governo, nós vivemos às pinguinhas"... Mas é bom-:))


Mais tempo e mais défice, sem TSU, é a nova estratégia do governo, o mesmo que sempre disse a António Seguro que não precisava de mais tempo, queria menos défice e mais TSU. O que disse Marcelo sobre isto?
"Na semana passada, a TSU dos pensionistas morreu. O que há de novo é que Passos Coelho veio dizer que o caminho a seguir é rever o défice. Certamente, a troika concorda que essa meta é 4,5% e não 4%. É bom."
O que impressiona Marcelo? "Faz-me impressão uma coisa no supercrédito de IRC: o CDS e Álvaro Santos Pereira queriam que fosse mudado e qual era o problema? Era Vítor Gaspar. Qual é a ironia do destino? Quem é que anuncia a medida? Vítor Gaspar tendo ao lado Álvaro Santos Pereira". 
António Seguro e o PS dizem que o Governo quando decide sobre as teses do PS, reconhece tarde, faz tarde e com efeitos mais negativos? Oque diz Marcelo? "Quer num caso ou noutro é sempre tarde. Pedro Passos Coelho é inteligente, mas é tudo com atraso. Só agora está a impor a sua compreensão política a Vítor Gaspar. Com este Governo, nós vivemos às pinguinhas."

sábado, 25 de maio de 2013

Miguel Sousa Tavares - Sobre Lobo Xavier - Por que entrou a Troika?


Declarações de Lobo Xavier, sobre a responsabilidade de querer a entrada da troika 

Disse o que “não se pode dizer”, porque seria o mesmo que dizer que a responsabilidade não foi de Sócrates.

Houve algum diletantismo do BE, o bota-abaixismo habitual do PCP e uma grande vontade de ir para o governo e uma grande inconsciência do PSD.

Sacrifícios para quê? Outra vez...Tudo descontrolado, como o Governo nos tem habituado


  
O Governo vai pedir autorização para rever em alta - 2014 - o aumento do défice. Tudo para ver se o dito governo não cai. Mas por vontade unilateral do PSD os cortes nas reformas e pensões tinham sido já.

  "Perante a obrigatoriedade de cumprir todo o leque de medidas entregues à troika, o objetivo agora é conseguir subir em meio ponto percentual a meta do défice para o próximo ano: 4,5% do PIB em vez de 4%. 
 São 800 milhões de euros de folga orçamental que podem salvar a coligação. É com estas exatas palavras que uma fonte do executivo se refere à porta aberta por Passos Coelho no debate quinzenal. Essa almofada permite esquecer de vez os 430 milhões de euros de poupança da contribuição de sustentabilidade, a chamada TSU sobre os pensionistas, com que Paulo Portas já se disse politicamente incompatível. 
Ao que garante a fonte contactada pela TSF, uma fonte diretamente ligada ao processo orçamental e às negociações com a troika, os contactos formais rumo a essa flexibilização ainda não foram iniciados. 
Ainda assim, a mesma fonte afirma que Berlim tem a esta altura plena consciência da fragilidade do quadro político em Portugal. É uma frase que deixa subentendido que este assunto terá estado na agenda do encontro, na quarta-feira, entre Vítor Gaspar e Wolfgang Schäuble. Aliás, o executivo de Angela Merkel já terá mostrado abertura a essa flexibilização. O Governo poderá estar a caminho de um novo confronto com o TC ao aplicar as novas regras a pensões já em pagamento a antigos trabalhadores do Estado.O Presidente do Eurogrupo disse que apoia fortemente a possibilidade de a CE dar mais tempo a Portugal para reduzir o défice."

Seguro - A dívida aumenta 42 milhões por dia, TODOS os dias


O secretário-geral do PS acusou o Governo de fazer propaganda "de alto nível" quando a economia portuguesa está em derrapagem ... "a propaganda do Governo esteve ao seu mais alto nível, querendo convencer os portugueses que o país está a fazer a consolidação das contas públicas e que chegou a altura do investimento"
Porém, de acordo com o secretário-geral do PS, consolidação das contas públicas "é coisa" que o executivo de coligação PSD/CDS "não tem feito"..."Aquilo que os senhores têm feito não é cuidar da economia, porque os senhores mataram a economia portuguesa e nestes dois anos destruíram cerca de 458 mil postos de trabalho", disse, antes de apontar que a dívida pública aumentou para 127,3 por cento do Produto Interno Bruto - "um aumento de 42 milhões de euros em cada dia".
Ainda de acordo com António José Seguro, o défice está em clara derrapagem, um aumento entre março deste ano e abril na ordem dos mil milhões de euros..."O Governo acabou com o investimento público, retirou confiança aos investidores privados, enfraqueceu o mercado interno. Com uma só medida, por positiva que ela seja [o crédito fiscal extraordinário], os senhores não enganam os portugueses, porque na mesma altura que fazem isto conhecemos os dados da execução orçamental e, pior, tencionam prosseguir com um corte de quatro mil milhões de euros".

sexta-feira, 24 de maio de 2013

António Costa - O enfraquecimento do papel do PR não é saudável

O CEestado foi particularmente negativo porque adensou a apreciação negativa que os cidadãos fazem sobre o funcionamento das instituições e sobre a actuação do PR . O enfraquecimento da figura do chefe de Estado não é nada saudável e este episódio não contribuiu para reforçar o papel do PR. 
Correu logo mal quando o CE foi pré-convocado por Marques Mendes, uma espécie de porta-voz oficioso do governo e, pelos vistos, também do PR. Há um segundo problema, que é o CE ter uma função delimitada de ser um orgão consultivo do PR, devendo aconselhá-lo sobre competências do PR e não sobre matérias que as transcendem; ficou perplexo quando viu um ponto do comunicado dedicado à temática da união bancária.
A ordem de trabalhos gerou uma perplexidade, quando o que está na agenda não é o pós-troika mas o momento que estamos a viver. Só pode ter um significado, de que até ao fim do programa de ajustamento está criada uma suspensão da função presidencial, o que não é possível de aceitar pacificamente, quando há uma parte significativa da sociedade portuguesa que acha que é neste momento que o PR deve exercer o seu magistério.
Estamos num estado de decomposição da acção governativa: depois do PM ter dito que a mudança da competitividade fiscal era para durar 6 a 7 anos, o MF veio anunciar 24 horas depois, perante um desastroso resultado da execução orçamental e para disfarçar um aumento do défice em mil milhões, um grande pacote de crédito fiscal. Parte importantíssima da base política de apoio dos partidos que suportam o governo está em oposição à acção e linha política do governo.

Pacheco Peteira - O PR comporta-se como presidente de câmara da cidade

As más notícias e as crises dentro da coligação são cada vez menos espaçadas e o PR (fazendo uma analogia com o filme "O Cume de Dante") comporta-se como o presidente de câmara da cidade que prefere ignorar os sinais de que o vulcão está prestes a explodir para não criar alarmismo na cidade. 
A tentativa de fazer uma reunião do CE com uma agenda cheia de ambiguidades, com um comunicado que não diz absolutamente nada e não diz o que se passou na reunião, é um ecrã sobre a realidade. A reunião correu mal ao PR e tem pena porque o CE é um orgão importante.

O problema do CE não são as fugas de informação (embora graves), foi a forma como foi convocado, a ordem de trabalhos e o facto de toda a gente compreender que foi convocado para acompanhar o PR na garantia política de que a sua posição em relação ao governo era sólida; destinava-se a obter um resultado político que o PR pretendia e não obteve.
Mais grave é o sinal do impasse político em que o PR se colocou desde o 25 de Abril, em ter que estar a cobrir a política governamental, tentando criar uma rigidez na vida política portuguesa com o pretexto do pós-troika e quando não temos garantia nenhuma de que lá chegaremos sem eleições.

Lobo Xavier - Conselho de Estado - pessoas sem categoria para lá estar!

António Lobo Xavier: Há um erro gigantesco de casting no CE. Existe um conjunto de pessoas que não têm categoria para lá estar. Existe um conflito de interesse óbvio em pertencer a um orgão consultivo do PR, se essa pessoa está todos os dias a pronunciar-se aos gritos sobre todos os assuntos de Estado. 

Tem que haver um mínimo de reserva e protecção. Boa parte das pessoas que estavam no CE tem uma agenda mediática ou pessoal, ou política e ideológica; umas antecipam o CE, outras dizem o que lá se devia discutir, outras o que era importante que lá se discutisse, outras contam o que lá se passou. O espectáculo do CE, com estas pessoas, é bastante abaixo do espectáculo da AR.

Os conselheiros podem não concordar com a agenda mas não é para isso que lá estão, sendo surrealista que comecem a dizer cá fora que não gostam do tema sobre o qual o PR os quer ouvir.
O comunicado não é nada, não traduz nada; se cada um fala do que quer, sobre a agenda que o PR tinha o comunicado disse nada.

O PR quis dar um sinal de que a estabilidade política é tão decisiva para o país até à (saída) da troika, que não quereria reunir proximamente, a não ser que aconteçam factos extraordinários, com outros motivos relacionados com a demissão do governo e a dissolução da AR. Há um défice de debate sobre as regras europeias que se aplicarão depois

quinta-feira, 23 de maio de 2013

José Junqueiro e Acácio Pinto nos "JARDINS EFÉMEROS 2013 APRESENTADOS AO GRUPO VISEU EM LISBOA"



Sandra Oliveira fala dos Jardins Efémeros 2013
"Todos têm ligações a Viseu. À região de Viseu. E o que os move é recordar. Trazer à memória a sua cidade natal, a sua terra adotiva, os sabores, os sons de outrora, as torres da Misericórdia, o Vouga ou o Caramulo, o Dão ou a Estrela, o Montemuro ou o Douro mais acima, Grão Vasco ou a Senhora Beira... enfim, tudo quanto lhes faça adormecer este hoje e viajar até ao outro que também se quis compartilhar.
 "Tubarão" Eduardo Pinto
É como um retorno, um chamamento a espaços que quando estimulados se ilimitam na memória dos símbolos.
São estes e são assim os membros do grupo "Viseu em Lisboa".
O Zambeze  restaurante para os lados da mouraria, ali ao lado do castelo de s. Jorge, em Lisboa, foi o palco por onde desfilaram os paladares da beira, dessas terras que, embora do demo batizadas, Aquilino sabia e sentia generosas com as suas generosas e rijas gentes.

Pois bem, uma surpresa para fim de degustação, mantida em segredo pelo "tubarão" Eduardo Pinto, um dos grandes obreiros destes encontros: a Sandra Oliveira a apresentar-se e a apresentar os JARDINS EFÉMEROS 2013.

Sandra Oliveira
Ela própria, na primeira pessoa, a deambular por ideias sonhadas, maturadas e, de novo, projetadas para a nossa perene cidade, para finais de julho.
É mais um filho que vai nascer, com fermento forte, da convergência de diálogos surdos, ásperos, tantas vezes crípticos para os atores efémeros do quotidiano; mas por isso mesmo, mais uma vez, um filho ávido por se dar à comunidade, por se esgotar em cada recanto e em cada canto sombrio de cada praça e de cada rua; mas por isso mesmo, mais uma vez, um filho que pela intensidade do efémero se eternizará na mente dos homens|mulheres como ideal de busca coletiva.

Mais uma vez os deputados do PS, José Junqueiro e Acácio Pinto, estiveram presentes e desta vez também se juntaram ao grupo alguns viseenses mais novos, no caso o Fernando Gonçalves e o Raul Junqueiro." (Texto de Acácio Pinto) 




Convergência intergeracional de Viriatos







Lisboa e o Tejo vistos do Zambeze

Jorge Sampaio: eleições antecipadas não são um drama

Antena 1 - Jorge Sampaio considera que a realização de eleições antecipadas não deve ser vista como um drama, porque a consulta popular é uma das soluções em democracia. 

A grande questão está no momento em que o país deve ir a votos. A situação política e económica em Portugal está completamente bloqueada e as saídas são poucas. 

Ou há uma modificação no Governo, que é inviável neste momento, ou o Presidente da República toma uma atitude, que não é fácil para ele tomar.

TVI - Constança CS -Governo: Exterminar os pensionistas?

Aumento da contribuição para ADSE - O PM já o tinha anunciado, o que não tinha dito era que abrangia também os pensionistas. O governo não quer aumentar o ordenado mínimo e agora já sabemos porquê: considera rico quem o recebe.

Esta medida vem juntar-se a uma série de medidas que vão cair em cima dos reformados em 2014: a taxa de sustentabilidade (se vier a ser aplicada, mas para a qual ainda não encontrou alternativas), a convergência de pensões e mesmo o aumento das rendas. Pergunta o que quer o governo fazer com este grupo (pensionistas). Só se for exterminá-lo

quarta-feira, 22 de maio de 2013

António Seguro na Alemanha - Renegociação das condições do ajustamento português

António José Seguro vai passar pela Alemanha onde vai participar na cerimónia dos 150 anos do SPD e apoiar a candidatura de Peer Steinbrück a chanceler nas eleições gerais alemãs marcadas para 22 de setembro, nas quais vai ser o adversário de Angela Merkel. 

A agenda de António José Seguro para esta quarta-feira prevê uma presença na reunião de líderes do Partido Socialista Europeu e na conferência da Aliança Progressista. 

Na Alemanha, o secretário-geral do PS vai realizar diversos encontros bilaterais, onde vai defender a renegociação das condições do ajustamento português e o reembolso dos lucros obtidos pelo BCE nas operações de compra da dívida soberana. 

Em Leipzig são esperados mais de 1500 dirigentes políticos, entre os quais François Hollande, Angela Merkel e Joachim Gauck. (TSF)

TVI - Constança CS - Conselho de Estado - Para que serviu?


Conselho de Estado - Pergunta para que serviu. O comunicado é nada, inócuo e com meia dúzia de banalidades que não dizem nada a ninguém. Já tinha dito que isto não iria correr muito bem ao PR, com o comunicado a ser criticado pelos próprios conselheiros. As pessoas estão interessadas em discutir o futuro, o problema é que o futuro se constrói agora, não se discutindo desligado do presente.
Quase todos os conselheiros acabaram por discutir a situação dramática que se vive e o comunicado não reflecte nada, com o PR a recusar-se claramente a fugir ao guião pré-determinado. É isto que desacredita um órgão.
Como foi dito no CE, com a colagem cada vez mais óbvia ao governo, o PR arrisca-se a reduzir drasticamente a sua margem de manobra e não ter qualquer espécie de influência nos partidos políticos alheios à coligação.
Não faz sentido pedir consensos ao PS quando o PR nem consegue articular as divergências existentes na coligação.

Manuela Ferreira Leite -"Portugal não tem futuro com a atual política económica"

Síntese - Manuela Ferreira Leite dá razão ao PS. Não fala no partido ou nas propostas, mas conclui como o PS: "Eu diria que o presente não tem mesmo futuro nenhum. Ou se altera a atual política económica que tem estado a ser seguida, ou o presente não tem futuro"... "Entre a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu, alguma solução com certeza vai ser dada ao nosso país relativamente a este ponto"... "Não é sustentável manter os encargos com a dívida pública à taxa a que a 'troika' nos está a emprestar, que é da ordem dos 3%, menos é possível com as taxas que estão a ser aplicadas quando estamos a ir aos mercados, que andam acima dos 5%. Não é possível, do ponto de vista de contas públicas, haver uma sustentabilidade dessa natureza". Fica tudo dito!
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Lusa Manuela Ferreira Leite considerou hoje que Portugal não tem futuro com a atual política económica e afirmou que, se lhe coubesse negociar com a 'troika', "no mínimo, gritava". 

"Às vezes perguntam-me o que é que eu faria se lá estivesse. No mínimo, gritava, para alguém ouvir. Não ficava calada de certeza absoluta", afirmou Manuela Ferreira Leite, defendendo que, embora não seja fácil, "há com certeza margem de negociação" com a 'troika'...

"Eu diria que o presente não tem mesmo futuro nenhum. Ou se altera a atual política económica que tem estado a ser seguida, ou o presente não tem futuro".
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Manuela Ferreira Leite sustentou hoje que, mesmo depois da saída da 'troika', Portugal vai continuar a precisar que alguém lhe empreste dinheiro, e considerou que haverá solução ao nível das instituições europeias... Depois de afirmar a sua convicção de que Portugal não conseguirá cumprir os "objetivos mais essenciais" do seu programa de resgate, incluindo o equilíbrio das contas públucas: 

"Nós não vamos pelos nossos pés, sozinhos, funcionar a partir da data em que a 'troika' abandonar o país.

 Direi que é praticamente impossível". "Não é sustentável manter os encargos com a dívida pública à taxa a que a 'troika' nos está a emprestar, que é da ordem dos 3%, menos é possível com as taxas que estão a ser aplicadas quando estamos a ir aos mercados, que andam acima dos 5%. Não é possível, do ponto de vista de contas públicas, haver uma sustentabilidade dessa natureza", argumentou. 

"E, portanto, nós vamos com certeza continuar a precisar que alguém nos empreste dinheiro. Não sei qual vai ser o nome que vai ser dado a essa situação em que nos vamos encontrar. Qualquer que seja o nome, nós vamos precisar de ser apoiados", sustentou. Quanto a quem poderá apoiar Portugal nessa nova fase, declarou: "Entre a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu, alguma solução com certeza vai ser dada ao nosso país relativamente a este ponto".

terça-feira, 21 de maio de 2013

SIC - Miguel Sousa Tavares - Afinal de quem foi a responsabilidade da entrada da "Troika"?


Lobo Xavier, sobre a responsabilidade de querer a entrada da troika - Disse o que “não se pode dizer”, porque seria o mesmo que dizer que a responsabilidade não foi de Sócrates. Houve algum diletantismo do BE, o bota-abaixismo habitual do PCP e uma grande vontade de ir para o governo e uma grande inconsciência do PSD.

Acha o PR muito optimista e há quem ache que a agenda da reunião é para desviar as atenções da crise no governo. Há quem ache que não há vida pós-troika e neste momento só um bruxo muito optimista pode imaginar que isto vai acabar bem. A nossa dívida não deixou de continuar a subir nos últimos 2 anos, é preciso saber quem a comprou e a taxa de juro não é sustentável. A discussão da saída do euro merece ser feita.

Nomeações - Operação Triunfo - No Governo a crise do emprego desapareceu - 4452 nomeações ... !!!

"A vida não custa  a todos", pode ser o novo lema do governo PSD/CDS. Desde o início de funções, Pedro Passos Coelho e Paulo Portas nomearam 4452 pessoas. Foram 1015 para os gabinetes ministeriais, 1819 para grupos de trabalho e outros e 1618 cargos dirigentes. 

Mesmo assim, a 17/05/2013,  não constam na base do governo SE Desporto, SE Igualdade, SE Negócios Estrangeiros e Cooperação, SE Adj. e da Def. Nacional, SE Adj. Ministro Administração Interna  e mais + 77 outros nomeados.

Também não se encontra disponível na base do Gov., desde Out. 2012,  a lista dirigentes do Min. solidariedade e seg. social ainda não está disponivel na base os cargos dirigentes do Min. Des. Regional + a área dos assuntos parlamentares do Min. Presidência e Assuntos Parlamentares. E pronto, um número impressionante... aqui não há gorduras no Estado!!!

domingo, 19 de maio de 2013

SIC - Marques Mendes - "A recessão europeia... e governo em fim de ciclo"

O teatro do PSD/CDS chegou ao fim. Afinal, segundo o próprio PSD, a crise é europeia, Alemanha incluindo. Devagar, devagarinho, lá vamos concluindo que a crise entre nós não era portuguesa e socialista. E vamos concluindo que o chumbo do PEC IV foi uma oportunidade perdida, uma tragédia económica e social ... e a única estratégia para a direita conseguir a entrada do FMI que dizia, lembro, "ser um bem para o país".
"Recessão na Europa – Economia da Zona Europa voltou a recuar 0,2% no 1º Trimestre de 2013.Só a Alemanha se mantem positiva, mas com apenas 0,1%. A França é a grande novidade com -0,2% de contração do PIB, além da Holanda e até a Finlândia também com contrações do PIB de o,1%. Agora é toda a Europa em recessão (-0,2%), não são apenas os países do Sul, são todos e é a mais longa recessão da Zona Euro, quando os Estados Unidos já estão a crescer (0,6%).
A receita dos EUA não pode ser copiada, porque eles são uma federação de estados com uma única política económica, uma política macroeconómica. Na Europa há uma política por cada um dos estados, não há uma união bancaria e não há uma união política, nem uma coordenação de políticas. Agora que a Recessão já chegou a França e pode chegar a Alemanha, talvez possa haver mudanças na condução da crise.

O Estado do Governo – 12 conselhos de ministros em 3 meses, tirando meia dúzia de exceções não há novidades os conselhos de ministros servem apenas para tomar decisões de assuntos correntes. Parece que o Governo está em fim de ciclo. O Pacote Económico foi apresentado, mas não se conhece nada e é essencial. Mas pior ainda é que todo o Governo está muito parado, está paralisado"

sábado, 18 de maio de 2013

António Seguro introduz o debate na Comissão Nacional

Madalena Alves Pereira, (Presidente da Federação do PS Setúbal), António Seguro, Maria de Belém e João Ribeiro presidem à mesa da Comissão Nacional do PS.
Ordem de trabalhos: Relatório e Contas, eleição dos órgãos nacionais, Mesa da Comissão Nacional, Apresentação e debate das moções setoriais.
António Seguro introduz o debate sobre a situação política. Francisco Assis, João Proença, Idália Serrão e Jorge Lacão são novos nomes para o Secretariado Nacional.

TVI - Constança CS - Passos Coelho há muito que deixou de ser 1º Ministro

Taxa sobre reformados - Não há ninguém que não diga que esta medida é uma vergonha; juntamente com a convergência de pensões (que também implica um corte significativo), não há ninguém que explique porque isto se justifica.
É uma opção política de Gaspar, decidida por Passos Coelho, que há muito tempo deixou de ser PM. Há uma linha no governo que quer à viva força cortar nos reformados, o que é muito mais fácil e seguro para Gaspar e a troika, não dando grande trabalho. O que era bom que tivesse havido era uma verdadeira reforma do Estado, que não foi feita. A ideia que isto dá é que é feito em cima do joelho e que na dúvida, corta-se.
2 anos de troika - Tem que ser possível mudar de caminho porque este não leva a lado nenhum. Pergunta se o essencial (que o PSD disse já estar feito) é despedir pessoas e fechar empresas, sem nenhuma medida de crescimento. Sem crescimento a dívida está a aumentar e não a pagamos.

Sond. CM - Hoje, PS ganharia as eleiçoes - vale tanto como PSD/CDS juntos


Sondagem CM-Aximage - Os socialistas continuam a subir na intenção de voto dos portugueses distanciando-se cada vez mais do PSD. 
De acordo com uma sondagem CM/Aximage, se as eleições fossem hoje, o PS ganharia com 35,5 por cento dos votos, contra 26,2 por cento do PSD. Ou seja, uma diferença de 9,3 pontos percentuais. Essa diferença, era, em abril de 7,3 pontos percentuais favorável ao PS.
Segundo o inquérito de opinião, realizado entre os dias 7 e 10 deste mês, de abril para maio, o PS subiu 2,9 ponto percentuais (de 32,6 por cento, para 35,5 por cento), e o PSD subiu apenas 0,9 pontos percentuais (de 25,3 por cento para 26,2 por cento). O CDS também subiu, mas apenas 0,1 pontos percentuais. 
O PCP e o BE caíram respectivamente 2,6 pontos percentuais e 0,9 pontos percentuais. O que significa que não têm beneficiado nada com a política de austeridade do Governo.
Assim, o PS está à beira de ultrapassar os PSD e o CDS juntos, com 35,5 por cento, contra 35,7 por cento dos partidos da coligação. A esquerda em conjunto é largamente maioritária, segundo a sondagem.
Por: José Rodrigues

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Quadratura - Pcheco Pereira - "O governo estragou o Estado"

O maior dos erros na análise do presente é tomar pelo seu valor facial tudo o que está a acontecer, quando nem o governo está a governar, nem as medidas são eficazes, nem a situação económica, social e política é aquela que descrevem, nem Portas actua em função do que diz publicamente, nem o PR consegue fazer nada do que diz que quer fazer. O Conselho de Estado vai sair-lhe mal, as pessoas não querem discutir o pós-troika.
Este formato (do memorando) foi desejado (pelo PSD) como instrumento de pressão externa para a política interna. Eles (governo) estragaram de tal maneira o Estado, que estão a utilizar o estragar do Estado, como resultado da política que fizeram, como argumento para fazer cortes significativos no rendimento das pessoas.

TVI - M Ferreira Leite - Portugal, o país "bom aluno" que fez tudo mal ...!

Cortes nas pensões e medidas de austeridade - Até à data, essa medida não foi tomada e mantém, por enquanto, a tese de que não tem hipótese de ser executada.
Toda a gente sabe que não é possível consolidar as contas públicas em recessão e que não é possível alcançar os valores do défice, não fazendo sentido arranjar mais medidas para o fazer.
Considera que há aqui uma encenação, um dramatismo, que não tem nenhum sentido, não jogando um momento de distensão (no regresso aos mercados, nos indícios sobre crescimento, no próprio discurso do PM) com termos que fazer tais coisas que o anulam, medidas que seriam de tal forma recessivas como ainda não foram até agora; não jogando uma coisa com a outra, só consegue percebê-lo como um dramatismo. No mínimo, deve corresponder a uma crença do MF (e que só ele tem), querendo tomar estas medidas enquanto a troika está cá e não acreditando que a troika tenha querido impô-las estando isto como está.
Rebentar com 10% do rendimento dos pensionistas não é fazer uma convergência; temos que atingir a consolidação das contas públicas por via do crescimento e não por este tipo de medidas. Isto não é reformar o país, é pôr o país numa situação em que fica insusceptível de ser reformado. O problema da austeridade pura e dura vai acabar quando for a França a precisar de aplicá-la, ninguém imaginando que o vá fazer.
Acha extraordinário que ao fim de 2 anos em que temos tomado medidas fortes, lesivas em alguns aspectos (como o desemprego) e também em relação à FP, precisemos de outro relatório (OCDE), perguntando se as medidas têm sido medidas soltas e se agora é que precisamos de um plano. Não sabe porque são 50 ou 60 ou 40 mil os FP que o governo quer que saiam, é preciso haver um plano.
Tem receio de que nós ainda vamos ser o grande exemplo do país que fez tudo e não conseguiu resultado nenhum, o exemplo do que não deve ser feito. E que ainda venham a dizer que as ideias foram nossas.
A preocupação do PR (é assim que interpreta a sua expressão sobre a Nossa Senhora de Fátima) é discutir o que interessa ao país, o pós-troika, e não a 7ª avaliação ou as aposentações, para mostrar ao país o que vamos fazer para sairmos daqui.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

TVI - Constança CS - Se não há consenso dentro do próprio governo ... !!!

Recessão 3,9% é uma brutalidade, dá para perceber como o objectivo de 2013 está completamente posto em riscoHá um clima de incerteza e de pavor que leva a que as pessoas não consumam e as empresas não invistam. Desde Janeiro que não andamos a falar de mais nada senão de cortes e as pessoas não sabem o que as espera. E isto ainda não leva em linha de conta as medidas que o governo vai tomar para este ano, com o orçamento rectificativo.
Não acredita no défice nem na recessão previstos para este ano. Vivemos numa espiral recessiva, em que à austeridade se segue mais austeridade, desemprego e recessão, sendo extraordinário como o governo não tira qualquer ilação e sendo evidente que o plano de crescimento não passou de uma encenação. E o mais grave é que temos toda a Europa em recessão e Portugal apanha por tabela. O que o PR não diz é que se calhar vamos ter um segundo resgate, independentemente da crise política.
No meio de isto tudo, encenam-se umas reuniões com os partidos em torno de um crescimento que não há. Não é a mesma coisa fazer um diálogo com o PS ou com o PCP e o BE, o que mostra que o governo não tem estratégia nenhuma. Se não há consenso dentro do próprio governo, como é que a coligação quer diálogo e consenso com os outros partidos, pergunta. O PS foi lá aproveitar o minuto de propaganda no final do encontro, tal como todos os partidos que foram lá.
Gostava de saber o que o ministro Poiares Maduro está lá a fazer, já que a coordenação política tem vindo a piorar. O PSD é que tem um comunicado ao país a dizer que a 7ª avaliação foi concluída, sem que ninguém saiba quais as medidas que a desbloquearam.

Foto Viral - Gémeos dão as mãos após nascimento


É uma imagem que está a correr as redes sociais e a enternecer o mundo. Poucos instantes após o nascimento,  sem ainda terem, sequer, aberto os olhos, os pequenos Danel e María, irmãos gémeos naturais de San Sebastián, no País Basco espanhol, deram as mãos, como se já sentissem falta um do outro. O momento foi captado numa fotografia por um enfermeiro e tornou-se um fenómeno online.  
Javíer Rodríguez, da clínica médica Zuatzu, onde os bebés nasceram, diz que ainda se emociona ao recordar a história por trás do retrato. "Tratava-se de uma cesariana programada de uma gravidez de gémeos, porque os bebés não estavam na posição certa", conta o médico à agência Efe.
"Tudo decorreu com normalidade e, depois do nascimento, os recém-nascidos foram levados para uma incubadora. Cada um virou-se para um lado mas, de uma forma natural, deram as mãos", relembra Rodríguez, que tem agora uma versão ampliada da fotografia no seu consultório, chamando a atenção de todos os que lá passam.

Proximidade mantém-se quatro meses depois
O momento foi eternizado por um enfermeiro que, comovido com o gesto dos bebés, pediu ao pai, Mario Morales, que lhe emprestasse o telemóvel para lhes tirar uma fotografia. De acordo com Javíer Rodríguez, que soma já vários anos de experiência, esta é "a primeira vez" que vê um caso semelhante em toda a carreira. "Impressionou-me muito e gostei imenso [de ver]", confessa.
"É quase como se quisessem prolongar, fora do útero, essa sensação de se sentirem irmãos um do outro que partilharam durante tanto tempo", descreve, sublinhando que, quatro meses após o nascimento, continua fascinado com a relação que os dois irmãos parecem manter e que é testemunhada pela mãe, Naiara Díez.
"Se os deitarmos juntos na cama, sorriem um para o outro e dão as mãozinhas. É muito bonito. Não sei se é algo único deles ou se acontece com todos os gémeos, mas é algo que chama a atenção", afirma a progenitora, que considera a foto "incrível" mas está surpreendida com o sucesso que alcançou na Internet.
"[A fotografia] teve imenso impacto e já nos disseram, através das redes sociais, que já chegou a países muito distantes como o Chile e a Argentina", acrescenta Naiara, admitindo que não pensou que o gesto dos filhos fosse gerar "tanto alvoroço". 

Notícia sugerida por Elsa Martins e Maria Manuela Mendes

Passos Coelho deveria dizer tudo: A verdadeira crise está a chegar, sim, a verdadeira!

A crise é certamente bem maior e mais grave do que se fala. A Alemanha, via Troika, precisa, como de pão para a boca, de encontrar um caso de sucesso que salve do ridículo internacional a opção pela austeridade cega. Portugal é a única esperança, mas tudo corre mal. De facto, como há muito escrevi, estamos a caminho de um 2º resgate. Ninguém pode pagar o que deve sem ganhar dinheiro para isso. Ora, Portugal não cresce, não ganha e, sendo assim, como é que pode pagar? Era bem melhor que a verdade substituísse a mentira e o país mudasse de caminho e evitasse a verdadeira crise que aí vem.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Tal como a equipa governamental, a economia portuguesa cai ainda mais

Almeida Henriques e Álvaro Santos Pereira
A equipa da Economia diz que tomou muitas medidas. E é verdade. No entanto, o resultado dessas medidas é incompetente.  Vejamos o que diz o INE. 

"A economia portuguesa registou uma queda de 3,9% no primeiro trimestre de 2013 em relação a igual período do ano passado, segundo a primeira estimativa das contas nacionais trimestrais divulgadas hoje pelo INE

Esta queda do PIB revela uma aceleração da degradação da economia já que no último trimestre de 2012 a economia tinha registado uma queda de 3,8% face aos últimos três meses de 2011."

TVI -Constança CS- Descrédito do PR e do PM

"Palavras do PR: “Há limites que não podem ser ultrapassados” - Fica-lhe bem dizer isso mas não diz se já foram ultrapassados esses limtes e não diz absolutamente nada sobre as medidas aprovadas no CM. Esquece uma das medidas fundamentais, a convergência entre a CGA e a SS, no valor de 740 milhões, que vai implicar um corte de 10% nas pensões da FP, perguntando-se se isto não ultrapassa os limites da dignidade.
Este PR está cada vez mais a tornar-se no 3º elemento da coligação, gerindo as birras e divergências dos dois parceiros; a convocação de um CE para trazer o PS para dentro do consenso parece fora da razoabilidade.
O PR esquece-se que a medida foi aprovada em CM e que foi necessária, sob pena da 7ª avaliação não ser fechada; e não viu Vítor Gaspar assumir compromisso nenhum. E vem dizer uma coisa espantosa; que a taxa só está lá para enganar a troika, sendo inconcebível prestar-se a este papel. Para a troika, o que lá está é para ser aplicado e nada garante que vão ser encontradas medidas de substituição. Já ninguém leva a sério o PM  e estamos em risco de também já não se levar a sério o PR.
O PR não se preocupa, aparentemente, com o facto desta 7ª avaliação ter corrido francamente mal, nem com o pacote para o crescimento e fomento que andou a ser apresentado pelo ministro da Economia.
Não sabe o que o PR espera mais do governo para achar que há uma crise política, talvez uma cena de pancada entre Portas e Gaspar. Ainda se esquece também de falar do orçamento rectificativo e das medidas de substituição que irá conter."