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sábado, 16 de novembro de 2013

Governo: Afinal, depois da Irlanda, já não há discurso papão!!!

Há coisas fantásticas!!! Até agora, o governo teve sempre chamado "discurso papão". Uma espécie de - ou é assim, como nós dizemos, ou vem aí o segundo resgate - sempre com os olhos virados para o povo, para o PS e para o Tribunal Constitucional. Depois, com uma chuva de críticas, vindas de todos os lados, menos de Belém, acenou com o programa cautelar, uma esperança, um seguro, dizia Portas. Com o prognóstico Machete as coisas azedaram, como se sabe. 
Mas eis que Irlanda veio dizer que terminava a intervenção da  "sua "Troika e que se iam aos mercados e nem precisavam de  programa cautelar. Foi o pânico no governo. E, repentinamente, Passos Coelho e a sua antiga professora, a ministra das Finanças, deixam de falar em segundo resgate, fazem peito, e dizem mais ou menos assim: nós também poderemos fazer como a Irlanda, vamos aos mercados, "de carrinho", e sem programa cautelar. Adeus discurso papão. Em dias, tudo se modificou. Finos!!!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Governo vai aos mercados, mas sem os portugueses

Com dinheiro a mais, em 2011. Foi assim que terminámos o ano. O défice foi inferior ao acordado com a "Troika". Os 50% dos nossos subsídios de Natal e demais receitas extraordinárias explicam o "sucesso". 
Em 2012, o défice será mais elevado do que em 2011. Não se compreende? Sim, compreende. Não havendo economia tudo se explica. A Troika "fechou os olhos", porque as violentas medidas de austeridade faziam do governo um "bom aluno" que andava num "bom caminho". Afinal, as gorduras do Estado somos nós. O governo acha que os portugueses estão a mais. Por isso nos mandou emigrar.
Acontece que em 2012 não se cumpre o défice. As vendas, concessões e privatizações irrepetíveis hão-de disfarçar a "coisa", mas novamente sem economia. A sobretaxa de 2,5% aplicada sobre os nossos vencimentos não bastou, apesar de "grosso modo" ter correspondido aos "outros" 50% do subsídio de Natal. Os cortes nos salários, nas reformas ou o "brilho" de um IVA máximo também não, mesmo na restauração ou nas indústrias estratégicas.
Neste janeiro de 2013 soubemos que o governo renegociou a maturidade dos empréstimos e recebeu mais dinheiro, aumentando a dívida em mais 4,2 mil milhões, mas para pagar em mais tempo. Sem economia não poderia ser de outra forma. Fingiu nunca aceitar as propostas do PS, mas percebeu que não poderia disfarçar mais tempo.  Não será, no entanto, este atitude que vai impedir que em 2013 tenhamos mais 90 mil desempregados e uma recessão ainda maior. 
Vai, neste contexto, aos mercados e isso é bom, mas vai aos mercados sem os portugueses e isso é mau.

domingo, 8 de abril de 2012

PM PORTUGUÊS REVELA EM 1º MÃO - A JORNAL ALEMÃO - QUE FALHA MERCADOS EM 2013!

O secretário-nacional do PS, João Ribeiro, considerou"inacreditável" e um sinal do "descontrolo" do Governo que o primeiro-ministro já não tenha a certeza se Portugal regressará aos mercados em 2013, questionando a razão de tantos sacrifícios.
"É inacreditável o que acabamos de saber", afirmou o secretário-nacional socialista, em declarações à Lusa a propósito da entrevista ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, publicada na edição de hoje do jornal alemão Die Welt.
Na entrevista, Passos Coelho admite que Portugal pode não regressar aos mercados em 2013, lembrando que se for necessário está garantida a ajuda financeira do FMI e da UE.
"Eu não sei se Portugal regressará aos mercados em setembro de 2013 ou mais tarde. Naturalmente que eu quero isso mas, se por qualquer razão que não tenha a ver com a aplicação do programa, isso não funcionar, então o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a União Europeia (UE) manterão a ajuda a Portugal. Já deram garantias disso", refere.
Contudo, acrescenta o primeiro-ministro, "não é claro que isso possa significar um segundo plano de ajudas".
"Eu não vejo motivos para que isso aconteça, mas é claro que desde a cimeira europeia de julho de 2011 há uma garantia de ajuda desde que os programas sejam implementados com sucesso", afirma.
Recordando o "desfile de autoelogios" do Governo sobre os bons resultados da receita que está a ser seguida e as declarações sistemáticas do primeiro-ministro de que se está no "bom caminho", João Ribeiro insistiu em classificar as palavras de Passos Coelho como "inacreditáveis".
"Por isso, perguntamos: para que anda a pedir tantos sacrifícios", questionou o secretário-nacional socialista, acrescentando que este "é também um sinal claro do descontrolo do Governo".
João Ribeiro lembrou ainda que há muitos meses que o PS avisa que há outro caminho, que passa pela promoção do crescimento económico e do emprego, reiterando que são "verdadeiramente inacreditáveis" as declarações do primeiro-ministro a um jornal alemão.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

FINANTIAL TIMES - "REGRESSO DE PORTUGAL AOS MERCADOS EM 2013 É INCONCEBÍVEL!"

Económico
O editor do Financial Times escreve que mercados estão a contar com incumprimento em Portugal nos próximos cinco anos.
"É inconcebível que Portugal reconquiste acesso aos mercados de dívida em 2013, tal como previsto no resgate de 78 mil milhões de euros do FMI e da UE acordado em Maio do ano passado", escreve Tony Barber, editor do Financial Times para assuntos europeus, na edição de hoje do diário britânico.
"Portugal não tem muito tempo e se for incapaz de regressar aos mercados de dívida no próximo ano vai precisar de uma segunda injecção de emergência da parte da UE e do FMI", acrescenta.
Lembrando os recentes máximos das ‘yields' portuguesas no mercado secundário, Barber argumenta que "a verdade brutal é que os mercados financeiros estão a descontar o incumprimento em Portugal algures nos próximos cinco anos" e avisa que uma eventual reestruturação da dívida nacional destruiria o esforço europeu de encarar e apresentar a Grécia como caso único na região.
O editor do FT considera mesmo que a situação económica portuguesa poderá em breve refutar o argumento europeu de que a Grécia é caso isolado no euro. Barber diz no entanto que em alguns aspectos Portugal e Grécia são muito diferentes: "a classe política [portuguesa] é vista nos corredores da UE e do FMI como mais confiável" e "o orçamento para 2012, rico em austeridade e reformas estruturais, tem o selo da aprovação internacional"

sexta-feira, 29 de abril de 2011

PRESIDENTE DO PARTIDO SOCIALISTA EUROPEU: CONSERVADORES EUROPEUS "TRAMARAM" PORTUGAL

Presidente do Partido Socialista Europeu: Conservadores europeus "tramaram" Portugal
Poul Nyrup Rasmussen do Partido Social Democrata dinamarquês

O presidente do Partido Socialista Europeu disse em entrevista à agência Lusa que os especuladores e a maioria conservadora na Europa e nas instituições europeias são responsáveis pela actual situação económica em Portugal.
"Portugal foi atacado por ataques especulativos dos mercados financeiros. Na realidade, temos aqui um dilema.
Por um lado temos uma verdadeira democracia em Portugal, tal como na Irlanda, tal como na Grécia, tal como em Espanha. Uma verdadeira democracia, com Governos eleitos.
Por outro lado, há um pequeno número de especuladores a atacar a economia portuguesa e um pequeno número de agências de 'rating' que avaliam as nossas democracias sem nós temos influência. Não é justo", considerou Poul Rasmussen.
"A Europa está nas mãos erradas -- temos uma maioria conservadora no Parlamento Europeu, no Conselho da Europa, na Comissão Europeia, e esta combinação está a pressionar Portugal de forma muito, muito pesada (...) e eles só pensam numa coisa -- austeridade, austeridade, austeridade.
Nos 27 estados-membros da União Europeia, Portugal, Espanha, Grécia e Irlanda estão na lista dos poucos países que têm Governos socialistas ou trabalhistas.
"É um facto que Portugal foi prejudicado pela maioria conservadora na Europa. Penso que, para ser justo com José Sócrates e com o seu governo, Sócrates fez o que tinha a fazer em condições difíceis, mas que o fez da forma mais justa", considerou ainda o líder do PSE, que liderou o governo dinamarquês entre 1993 e 2001.
Se Portugal tivesse encontrado na União Europeia líderes que dissessem "vamos coordenar os nossos esforços para sair da crise através do investimento", o país "não estaria na situação em que está agora", acrescentou.
Rasmussen defendeu ainda a via do PSE para resolver os problemas de crescimento na Europa, e que permitiria criar, afirmou, oito milhões de empregos no espaço comunitário.
"Portugal, a Dinamarca, a Europa, não deveria competir com base nos baixos salários, deveria competir com base na melhoria das nossas qualificações.
Essa é a grande ideia (..)Deveríamos sair da crise através do investimento, em vez de através de cortes", afirmou.
Jornal de Negócios online