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quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Entrevista - Mário Centeno acredita no PS para recuperar a economia

"Mário Centeno foi o responsável pela coordenação do estudo macroeconómico que está na base do programa eleitoral do PS" e "Acredita que o programa do PS para recuperar a economia é viável e será aceite pela troika, já que o que os socialistas propõem são reais reformas estruturais, as quais o PSD e o CDS não fizeram em quatro anos.



Mário Centeno foi o responsável pela coordenação do estudo macroeconómico que está na base do programa eleitoral do PS. Está disponível para ser ministro das Finanças e da Economia ou para ficar como deputado à Assembleia da República à qual é o oitavo candidato na lista do PS em Lisboa. Mas frisa, em entrevista, que essa opção pertence a António Costa." 

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Mário Centeno critica “bombas atómicas” do PSD/CDS. “Onde estão os números?”

PS não poupa programa eleitoral do PSD/CDS e lamenta falta de cálculos de impacto orçamental das medidas. "Não é assim que se faz política". 

Centeno, candidato a deputado e coordenador do cenário macroeconómico do PS, critica a ausência da quantificação de medidas no programa eleitoral da coligação PSD/CDS, considerando mesmo que se pode estar perante autênticas “bombas atómicas”. É o caso do plafonamento das pensões.
Em declarações ao Observador, o economista lamenta que se não se possa discutir com seriedade as propostas do PSD/CDS. “Não é assim que se faz política, muito menos em tempo de eleições. Aos olhos de um economista o que salta à vista é o que não está lá. Não está nadaquantificado. Não estão identificados os custos de cada medida de modo individual. E há aqui potenciais bombas atómicas”, afirmou.
No caso do plafonamento da segurança social, Centeno diz que se pode estar perante uma medida com um impacto de 2,3 mil milhões de euros a menos nos cofres da Segurança Social. “Se estivermos a falar de descontos opcionais para outros sistemas em salários acima dos 2.000 euros, isso significaria 17% das receitas da segurança social, o que daria 2,3 mil milhões de euros”, explicou, salientando que em Portugal apenas “8% dos trabalhadores recebem mais de 2.000 euros”.
Quando o PS apresentou o seu cenário macroeconómico, o PSD enviou um conjunto de 29 perguntas a pedir mais detalhe nas contas apresentadas e os socialistas (ou melhor, Mário Centeno) responderam-lhes. Questionado pelo Observador se vai optar pelo mesmo método e questionar o PSD, o economista nega. “As perguntas são feitas por vocês e pelos cidadãos, é legítimo toda a gente fazer perguntas”.
Mas o programa do PS não diz em detalhe quanto vale cada medida apresentada. Centeno diz que essas contas existem. “Essas quantificações vão aparecer mas de qualquer forma 95% das medidas com incidência orçamental já estão quantificadas no cenário macroeconómico”, explica.
Centeno questiona o custo também de medidas como a reposição dos 4º e 5º escalões do abono de família, novos apoios para os avós e apoios domiciliários. De qualquer forma, confessa que não achou “estranho” a omissão do PSD/CDS a avaliar pelo “calibre” das perguntas que lhe foram feitas a propósito do cenário macroeconómico que revelavam “desconhecimento” das matérias.
O economista diz ainda não ter encontrado “verdadeiramente nenhuma reforma estrutural” e, sobre as isenções de TSU propostas para o interior, lembra que já existem atualmente cerca de “460 milhões de euros em isenção em Taxa Social Única”.
Também o secretário-geral do PS, António Costa, comentou esta quinta-feira a ausência de cálculos da coligação PSD/CDS, depois dos sociais-democratas terem criticado o PS por mostrar poucos números. “Nesta fase da vida nacional, não é possível apresentar um programa sem apresentar contas. No caso do PS foi duro, porque durante muito tempo fomos criticados por não fazermos promessas, mas apresentámos depois um cenário macroeconómico com o estudo do impacto e da exequibilidade de cada medida que propusemos”, declarou, considerando que o exercício do PS é “mais prudente”.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Presidência da República: Mário Centeno tecnicamente muito bom

Cavaco Silva convidou Mário Centeno, coordenador do cenário macroeconómico recentemente apresentado pelo PS, para falar nos "Roteiro do futuro" e a presidência desvalorizou esse facto dizendo que os escolhidos são "tecnicamente muito bons" ou têm uma experiência relevante. 

Estou de acordo. O Governo tem agora inelutável dificuldade em criticar a competência das pessoas e das suas propostas.

"O economista Mário Centeno e o ex-secretário de Estado da Cultura Francisco José Viegas são dois dos convidados da última conferência dos "Roteiros do futuro", que a Presidência da República organiza e que terá por tema "Portugal e os Jovens - Novos Rumos. Outra Esperança". 
A conferência decorre sexta-feira e sábado na Fundação Champalimaud, em Lisboa. Mário Centeno, que vai falar no painel dedicado ao emprego, é diretor-adjunto no departamento de Estudos Económicos do BdP e coordenou o cenário macroeconómico recentemente apresentado pelo PS. 
Mas a Presidência desvalorizou essa ligação, dizendo que os participantes foram escolhidos porque são "tecnicamente muito bons" ou têm uma experiência relevante."

terça-feira, 5 de maio de 2015

Cavaco convida Mário Centeno, coordenador da "Agenda para a Década" do PS

Mário Centeno, o economista responsável pela coordenação do trabalho de 12 economistas que prepararam o cenário macroeconómico do PS, será um dos oradores na última edição da conferência internacional "Roteiros do Futuro" dedicada a "Portugal e os jovens". É o convidado do Presidente da República.
A intervenção versará sobre a situação no mercado de trabalho.