sexta-feira, 31 de julho de 2015

Mário Centeno critica “bombas atómicas” do PSD/CDS. “Onde estão os números?”

PS não poupa programa eleitoral do PSD/CDS e lamenta falta de cálculos de impacto orçamental das medidas. "Não é assim que se faz política". 

Centeno, candidato a deputado e coordenador do cenário macroeconómico do PS, critica a ausência da quantificação de medidas no programa eleitoral da coligação PSD/CDS, considerando mesmo que se pode estar perante autênticas “bombas atómicas”. É o caso do plafonamento das pensões.
Em declarações ao Observador, o economista lamenta que se não se possa discutir com seriedade as propostas do PSD/CDS. “Não é assim que se faz política, muito menos em tempo de eleições. Aos olhos de um economista o que salta à vista é o que não está lá. Não está nadaquantificado. Não estão identificados os custos de cada medida de modo individual. E há aqui potenciais bombas atómicas”, afirmou.
No caso do plafonamento da segurança social, Centeno diz que se pode estar perante uma medida com um impacto de 2,3 mil milhões de euros a menos nos cofres da Segurança Social. “Se estivermos a falar de descontos opcionais para outros sistemas em salários acima dos 2.000 euros, isso significaria 17% das receitas da segurança social, o que daria 2,3 mil milhões de euros”, explicou, salientando que em Portugal apenas “8% dos trabalhadores recebem mais de 2.000 euros”.
Quando o PS apresentou o seu cenário macroeconómico, o PSD enviou um conjunto de 29 perguntas a pedir mais detalhe nas contas apresentadas e os socialistas (ou melhor, Mário Centeno) responderam-lhes. Questionado pelo Observador se vai optar pelo mesmo método e questionar o PSD, o economista nega. “As perguntas são feitas por vocês e pelos cidadãos, é legítimo toda a gente fazer perguntas”.
Mas o programa do PS não diz em detalhe quanto vale cada medida apresentada. Centeno diz que essas contas existem. “Essas quantificações vão aparecer mas de qualquer forma 95% das medidas com incidência orçamental já estão quantificadas no cenário macroeconómico”, explica.
Centeno questiona o custo também de medidas como a reposição dos 4º e 5º escalões do abono de família, novos apoios para os avós e apoios domiciliários. De qualquer forma, confessa que não achou “estranho” a omissão do PSD/CDS a avaliar pelo “calibre” das perguntas que lhe foram feitas a propósito do cenário macroeconómico que revelavam “desconhecimento” das matérias.
O economista diz ainda não ter encontrado “verdadeiramente nenhuma reforma estrutural” e, sobre as isenções de TSU propostas para o interior, lembra que já existem atualmente cerca de “460 milhões de euros em isenção em Taxa Social Única”.
Também o secretário-geral do PS, António Costa, comentou esta quinta-feira a ausência de cálculos da coligação PSD/CDS, depois dos sociais-democratas terem criticado o PS por mostrar poucos números. “Nesta fase da vida nacional, não é possível apresentar um programa sem apresentar contas. No caso do PS foi duro, porque durante muito tempo fomos criticados por não fazermos promessas, mas apresentámos depois um cenário macroeconómico com o estudo do impacto e da exequibilidade de cada medida que propusemos”, declarou, considerando que o exercício do PS é “mais prudente”.

Chiado: um modo inédito de apelar à solidariedade!!!

Ontem, no Chiado, dois cidadãos, possivelmente estrangeiros, pediam solidariedade para vários fins, devidamente catalogados: ressaca, vinho, whisky ... dizendo: "Polo menos sincero" ... e mostravam um pequeno cartão a quem queria fotografar "Fotos 278€" ...

(Opinião) Há que ter cuidado com o que se promete!

Há que ter cuidado com o que se promete!

Entrámos na reta final para as eleições legislativas. A esmagadora maioria das pessoas tem uma decisão assumida. A sua opção decorre do modo como interpretaram estes quatro anos do governo e da oposição.
A verdade é que quem vai votar tenderá a escolher a solução mais fiável, mais segura e, sobretudo, vai atender à atitude e ao caráter de quem se propõe assumir as funções de primeiro-ministro. O voto será baseado na confiança ou na sua ausência.
As promessas eleitorais estão fora de moda. São um constrangimento e não uma oportunidade, nomeadamente porque a atenção está mais centrada no “olha para o que eu faço e não para o que eu digo” naquilo que tem “suporte material e não alicerce verbal”.
Parece-me, pois, um erro clássico o Governo falar em devolução de rendimentos para 2016 e seguintes, quando durante quatro anos apenas fez aquilo a que foi obrigado pelo Tribunal Constitucional. Aos juízes do Palácio Ratton – e apenas a eles - se ficaram a dever os subsídios de férias e Natal bem como o impedimento de mais cortes cegos nos salários e nas reformas. 
O BE e o PCP não trazem surpresa. A sua política tem por base o descontentamento. Provocá-lo é para esta esquerda uma espécie de desporto nacional. Basta recordar, há quatro anos, quando votou ao lado da direita contra o acordo que o Governo do PS celebrou com todos os Chefes de Estado e de Governo, com a Comissão Europeia e com o Banco Central. A “Troika” nasceu desse gesto irresponsável.
O PS apresentou, desde sempre, com anterior secretário-geral, um caminho alternativo, trabalhado no LIPP pelas mesmas mulheres e homens que hoje são coautores da Agenda para a Década, de António Costa. E hoje todos reconhecem que esse caminho existe e é uma alternativa válida.
Há, no entanto, que ter algum cuidado. O tom proclamatório não pode sobrepor-se à realidade possível, nem o sentimento distributivo pode existir para além da capacidade produtiva e criação de riqueza. A solidariedade, a justiça social e o emprego precisam de ferramentas estruturantes.
O aumento do consumo tem dias. Paradoxalmente, é criticado e desejado por todos. O aumento do poder de compra das pessoas estimula esse consumo, anima a economia, mas se não se aplicar à produção nacional as importações disparam e as exportações não serão suficientes. A equação é difícil, mas é que temos de enfrentar.
Por exemplo, “As vendas de carros em Portugal dispararam mais de 30% no primeiro semestre de 2015, muito acima da média da União Europeia (8,2%) ”. Estamos mais ricos do que a média da União Europeia, pergunto eu? Ou voltou o tempo do crédito mais fácil?
Em quatro anos a nossa dívida pública aumentou 60 mil milhões de euros e o défice da nossa balança agravou-se este ano, até maio, em 911 M€. Para que o próximo primeiro-ministro não tenha que repetir as desditas do atual, há que ter cuidado com o que se promete!

DV 2015.07.29

Ciência - Cientistas criam molécula que tem o mesmo efeito do exercício físico

Um comprimido para o exercício físico: parece o sonho de qualquer sedentário, mas pode tornar-se realidade. Cientistas da Universidade de Southampton, no Reino Unido, criaram uma molécula que simula o efeito do exercício físico no metabolismo.

Os investigadores chamaram-lhe "composto 14". A molécula inibe a função de uma enzima celular chamada ATIC, envolvida no processo de metabolismo, a reação química de sintetização dos nutrientes e produção de energia nas células.
A inibicação da ATIC provoca uma acumulação de uma molécula chamada ZMP, dentro das células. O aumento da ZMP leva as células a pensar que estão sem energia, ativando o sensor de captação de energia, conhecido como AMPK.
Dessa forma, as células vêm-se obrigadas a procurar "combustível", promovendo assim a absorção da glicose no sangue para recarregar a "bateria" das células. Os cientistas dizem mesmo que esta nova molécula pode também ser um passo na luta contra a diabetes tipo 2 e a obesidade.
Em ratos obesos, os resultados foram promissores: redução nos níveis de glicose em jejum e perda de peso.
Mais uma investigação em ratos? Sim. Mas de acordo com Ali Tavassoli, coordenador do grupo de estudos que desenvolveu o composto, trata-se de um estudo promissor.
"A molécula alterou o metabolismo celular e pode ser considerada uma potencial terapêutica. Estudos anteriores mostram que a ativação do sensor central de energia da célula pode ajudar no tratamento de várias doenças, incluindo diabetes tipo 2 e obesidade, porque mimetiza o efeito do exercício físico, aumentando a absorção e utilização de glicose", relata o investigador no estudo.
Para a investigação, publicada na revista "Chemistry and Biology", do grupo Cell, dois grupos de ratos foram alimentados com dietas diferentes. O primeiro seguiu um regime equilibrado; o segundo, ingeriu elevados teores de gordura. Os animais que ingeriram a dieta mais gorda ficaram obesos e reduziram a tolerância à glicose.
Quando os ratos gordos tomaram o composto 14, os níveis de glicose reduziram e, depois de sete dias, tinham perdido 5% do peso corporal. Para os animais que seguiram a dieta equilibrada, o composto não surtiu efeito.
O próximo passo é examinar os resultados do tratamento a longo prazo e testar o modo de ação da molécula, que ainda continua por descodificar. Se for comprovada a segurança do composto, a "pílula do exercício" pode estar mais perto do que nunca.


quinta-feira, 30 de julho de 2015

(Henricartoon) Costa e Passos: debates ao ar livre


Mourinho pede para mulher de Benítez cuidar da dieta do marido

Uma resposta irónica proferida após as críticas de Montserrat Seara, mulher de Benítez - 
O técnico do Chelsea, José Mourinho, disse que a mulher do treinador do Real Madrid, Rafael Benítez, deveria «ocupar o seu tempo em cuidar da dieta do marido». Uma resposta irónica proferida após as críticas de Montserrat Seara.
Seara afirmou na última segunda-feira que Benítez estava sempre a «consertar os erros» deixados por Mourinho nas equipas, palavras que não ficaram sem resposta por parte do português.
Após o jogo com o Barcelona, Mourinho recordou que Benítez substituiu Roberto di Matteo no Chelsea e Carlo Ancelotti no Real Madrid.
«Após mim, ele só assumiu o cargo de treinador na Inter, quando destruiu a melhor equipa da Europa. Ela está um pouco confusa, com todo o respeito, e deveria ocupar o seu tempo de um melhor modo, por exemplo, cuidar da dieta do marido.»
Entretanto, refira-se que o Chelsea derrotou o Barcelona nas grandes penalidades por 4-2, após 2-2 nos tempo regulamentar, em mais um jogo de preparação nos Estados Unidos, concretamente em FedEx Field, em Maryland. Marcaram para os ingleses Eden Hazard e Gary Hill e Luis Suárez e Sandro Ramírez para os espanhóis.

Obama critica líderes africanos que se recusam a largar o poder

Num discurso histórico, na sede da União Africana, o Presidente norte-americano disse que aqueles que se mantêm no poder infinitamente põem em causa o “progresso democrático” de África.

O ponto alto da visita de Barack Obama ao Quénia e à Etiópia estava previsto para esta terça-feira, na sede da União Africana (AU), em Addis Abeba. E o Presidente norte-americano – o primeiro em funções a discursar perante a assembleia desta organização pan-africana – acabou por corresponder às expectativas e tocar em vários temas sensíveis, como as práticas anti-democráticas de alguns governantes africanos, a discriminação ou o combate ao terrorismo. Pelo meio deixou críticas àqueles que se recusam a afastar do poder, acusando-os “pôr em risco o progresso democrático” dos seus países e de todo o continente.
Face à ausência de Robert Mugabe, o líder da UA, coube a Nkosazana Dlamini-Zuma fazer o discurso de abertura, na recepção a Barack Obama. A antiga ministra de Nelson Mandela disse sentir-se “honrada” pela “visita histórica” do chefe de Estado norte-americano e desfez-se em elogios ao seu percurso político. Para Zuma, Obama “subiu o Monte Evereste da política americana” e deve servir de exemplo para todos os africanos que desejem mais e melhor para as suas vidas.
Ainda assim, antes de passar a palavra ao primeiro Presidente norte-americano em funções a discursar na UA, Zuma lembrou os EUA do “erro histórico” que é a não-representação do continente africano no grupo dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, comentário que mereceu fortes aplausos da assistência, composta por líderes africanos e jovens representantes da sociedade civil.
Muito se esperava do discurso de Obama, nomeadamente uma palavra crítica em relação às violações de direitos humanos e às práticas anti-democráticas, reconhecidas e criticadas por vários governos e ONG, que se verificam em alguns países africanos. O Presidente norte-americano tinha sido comedido no dia anterior, na conferência de imprensa com o primeiro-ministro etíope, e foi mesmo criticado por activistas locais, por se ter referido ao Governo da Etiópia como “democraticamente eleito” – o partido no poder obteve, em Maio, a totalidade dos lugares no parlamento nacional.
Barack Obama começou por apelar à necessidade de largar os “antigos estereótipos” que vêem África como um continente “pobre e em guerra”, lembrando que a economia africana está em “grande crescimento” e que é necessário investir nas gerações futuras. Para o Presidente dos EUA, o grande entrave ao progresso económico dos países africanos continua a ser aquilo a que chama o “cancro da corrupção”.
Após um período inicial, no qual foi conquistando aplausos e a confiança dos membros da assistência, Obama acabou por tocar, finalmente, nas questões mais sensíveis. Para o chefe de Estado norte-americano as mais básicas liberdades – “expressão”, “reunião”, “consciência” – ainda “são negadas em vários países africanos”, principalmente por aqueles que “não aceitam largar o poder” e que “prendem jornalistas” ou “restringem grupos de oposição legítimos”.
“O progresso democrático de África está (…) em risco quando líderes se recusam a afastar quando o seu mandato acaba”, alertou Obama, criticando directamente o Presidente do Burundi, Pierre Nkurunziza, e aqueles que “mudam as regras a meio do jogo, apenas para se manterem nos cargos”, criando “instabilidade e violência” e não deixando que “apareçam novas ideias”.
Deixem-me ser honesto convosco, [porque] não compreendo mesmo isto”, confessou Obama. “Eu estou no meu segundo mandato… Adoro o meu trabalho, mas segundo a nossa Constituição, não posso concorrer outra vez. Sinceramente acho que sou um Presidente bastante bom e (…) que, se concorresse, venceria de novo, mas não posso”, acrescentou, motivando sonoras gargalhadas do público.
Para Obama, ainda há muito “trabalho a fazer”, uma vez que “não basta haver eleições formais”, para ser atingida uma “plena democracia”. O Presidente dos Estados Unidos apelou ao “respeito pela dignidade e igualdade”, como mecanismo de “emancipação para a liberdade”.  E referiu ainda que um dos primeiros passos para a democratização efectiva do continente passa por “acabar”, de vez, com a “discriminação das mulheres”.
O líder norte-americano anunciou também que, após uma reunião com os líderes regionais da África Oriental, a data definida para o alcance de um acordo de paz, por parte das facções em disputa no Sudão do Sul, será 17 de Agosto. A segurança foi um dos temas mais falados durante o roteiro de Obama pelo Quénia e a Etiópia e este quis deixar bem claro, no discurso perante a AU, que os EUA vão “reforçar a cooperação” com as forças militares locais, principalmente no combate aos grupos extremistas “assassinos” do Boko Haram, Al-Qaeda e Al-Shabab.


Texto editado por Maria João Guimarães

Ciência - Cientistas dão passo gigante contra envelhecimento

Aumentar em 65% a esperança média de vida, através de inibidores permite-nos reprogramar ou rejuvenescer, até um estado quase embrionário ... aplicado a humanos poderia significar uma esperança média de vida até aos 135 anos.

"Uma investigação de um grupo de cientistas espanhóis permitiu aumentar em 65% a esperança média de vida dos ratos. No futuro, poderá ser possível tratar doenças ligadas ao envelhecimento precoce.
A investigação, iniciada em 2011 por uma equipa da Universidade de Oviedo, foi publicada, na segunda-feira, na revista "Nature Cell Biology" e demonstra o aumento da esperança média de vida em 65% nos ratos de laboratório. Tudo graças a duas moléculas experimentais (epz-5676 y epz-4777) que, atualmente, já estão a ser testadas em seres humanos no tratamento da leucemia mielóide crónica.
Ao diário espanhol "El Mundo", o investigador Fernando Garcia Osório explica que o objetivo desta investigação é prolongar a esperança média de vida a quem sofre de doenças associadas ao envelhecimento prematuro, atualmente sem cura.
Para esta investigação, a equipa dirigida pelo catedrático Carlos López-Otín - que se debruça há vários anos sobre este tema - utilizou ratos desenhados especificamente para o efeito, cuja longevidade é de apenas quatro meses, ao contrário dos três anos de vida dos seus pares, o que permitiu chegar a conclusões mais rapidamente.
Os investigadores centraram-se no processo de reprogramação celular verificado nos ratos com envelhecimento precoce e identificaram uma alteração molecular devido à proteína DOT1L. Esta demonstrou ter a capacidade de regular vários genes e bloquear a formação de células iPS (células-tronco pluripotentes). Após esta verificação, a equipa encontrou forma de inibir essa ação e aplicou as molécula experimentais.
"A superação desta barreira, através dos inibidores de DOT1L, permite-nos reprogramar ou rejuvenescer, até um estado quase embrionário e de forma muito eficiente, células de pacientes com envelhecimento acelerado e de pessoas saudáveis com mais de 90 anos", explica López-Otín.
"Acreditamos que os ratos são um bom modelo para estas doenças em humanos, devido às suas semelhanças, pelo que, em teoria, poderiam fazer-se ensaios clínicos", explica.
Além dos resultados nos animais doentes, nos saudáveis também se verificou um efeito rejuvenescedor, pelo que, a ser aplicado a humanos, poderia significar uma esperança média de vida até aos 135 anos.
López-Otín destaca que este estudo é "um novo passo para consolidar a ideia da enorme plasticidade da longevidade", apesar de não ser essa a prioridade do estudo.

"O nosso compromisso de utilizar este conhecimento para ajudar os doentes com envelhecimento prematuro continua a ser máximo", salienta o investigador."

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Palácio de Belém é mais caro do que Buckingham

O leitor do DN João Gaivão fez as contas. “Referia o DN de sábado que a Presidência da República emprega agora 500 pessoas. Numa recente publicação, é referido que o Palácio de Buckingham emprega 300. Será que Cavaco e a sua Maria necessitam de mais cuidados que a Rainha e o seu consorte?
Ou será antes a eterna questão de os serviços públicos em Portugal empregarem muito mais gente do aquela que realmente necessitam, pagos por todos nós?
No mesmo trabalho de investigação, referia-se que o orçamento da Casa Real britânica era de 46,6 milhões de euros e o da casa republicana de Portugal era de 16 milhões. Aparentemente, a monarquia é mais dispendiosa.

Errado. Se dividirmos 46,6 milhões por cerca de 50 milhões de ingleses, dá bastante menos (0,93 euro) que 16 milhões por dez milhões de portugueses (1,6 euro).” (Fonte: Diário de Notícias)

(Expresso) O que é que Ricardo Salgado tem?

O que é que Ricardo Salgado tem?

Até há um ano, sabia-se o que Ricardo Salgado tinha: influência, muita influência, e poder, muito poder. Por isso é que era conhecido pelo Dono Disto Tudo. Agora, apesar da sua prisão domiciliária, as condições em que ela decorreu e as medidas de coação que lhe foram impostas, provam que a sua aura de DDT ainda não desapareceu. Ou então que, para o juiz Carlos Alexandre, há filhos e enteados (da Justiça, entenda-se).
Um ano depois da resolução do Banco Espírito Santo (ou melhor, da sua extinção, ordenada pelo Banco de Portugal) e da implosão do Grupo Espírito Santo, o juiz Carlos Alexandre invoca como motivos para a detenção domiciliária de Ricardo Salgado os riscos de fuga e perturbação do inquérito, através da ocultação ou manipulação de provas. Ora muito bem: durante um ano, o dr. Ricardo Salgado não esteve sujeito a nenhuma medida de coação no âmbito deste processo. E agora, ao fim de um ano, é que há riscos de que fuja ou que destrua documentos ou esconda património? Se o quisesse fazer teria esperado 365 dias para começar a atuar nesse sentido? Isto faz algum sentido?
Como perguntou Luís Marques Mendes: “Porque é que se demorou quase um ano a constituir arguidos? (…) Percebo que é um processo muito complexo, mas o Ministério Público deveria, no mínimo, dar uma explicação.”

PARECE QUE PASSOU A HAVER UMA JUSTIÇA QUE SERVE PARA HUMILHAR OS POLÍTICOS E OUTRA, MAIS SUAVE, PARA BANQUEIROS

Mais: o dr. Carlos Alexandre impôs a Duarte Lima a detenção em casa com pulseira eletrónica. Fez o mesmo com Armando Vara. E queria fazer coisa idêntica com José Sócrates, recusando o que o ex-primeiro-ministro pretendia: ir para casa com vigilância policial à porta. Com Ricardo Salgado não propôs essa medida porquê, sabendo-se que a vigilância policial é bastante mais onerosa para os cofres públicos? Ou propôs, Salgado recusou e ninguém sabe? Volto a invocar Luís Marques Mendes: “Porquê vigilância policial? Admitindo que seja por questões de natureza técnica ou logística, estou do lado das pessoas que querem ajudar a credibilizar a justiça e, por isso, acho que era devida uma explicação.”
E como é possível que no caso de Armando Vara e José Sócrates, apesar de se terem disponibilizado para prestarem informações, tenham sido detidos e conduzidos em carros policiais para os calabouços do Ministério Público a fim de prestar declarações ao juiz Carlos Alexandre – e no caso de Ricardo Salgado não só foi de motorista, como regressou a casa igualmente no seu carro com o respetivo motorista, apesar do invocado risco de fuga?! Não é um bocadinho ridículo?

Lamento, mas parece que passou a haver uma Justiça que serve para humilhar os políticos e outra, mais suave, para banqueiros. E esta impressão só é corrigida se o Ministério Público der informações esclarecedoras aos cidadãos sobre o que justifica a forma como foi tratado Ricardo Salgado, por oposição aos casos de Duarte Lima, Armando Vara e José Sócrates. De outra forma, a suspeita está criada.

Nomes das figuras que estão no Padrão dos Descobrimentos

“Em Belém, reergueu-se o Padrão dos Descobrimentos em betão revestido de pedra rosal de Leiria, no decorrer das Comemorações do 5º Centenário da Morte do Infante D. Henrique. O monumento foi inaugurado a 9 de Agosto de 1960.

Lado ESTE


O edifício primitivo do Padrão dos Descobrimentos que Cottinelli Telmo esboçou e Leitão de Barros e Leopoldo de Almeida deram forma mental e plástica, foi erguido em 1940 por ocasião da Exposição do Mundo Português. 

Lado OESTE


Originalmente, era constituído, na sua parte arquitectónica, por uma leve estrutura de ferro e cimento, sendo em estafe a composição escultórica formada por 33 figuras, tendo como figura máxima o Infante D. Henrique.

ROSA DOS VENTOS DO PADRÃO DOS DESCOBRIMENTOS



"Foi a República da África do Sul que ofereceu, para decoração do terreiro de acesso ao Padrão dos Descobrimentos, uma Rosa-dos-Ventos com 50 metros de diâmetro, executada em cantaria de calcário liós negro e vermelho, contendo um planisfério de 14 metros. Naus e caravelas embuídas, marcam as principais rotas da expansão Portuguesa. A autoria do desenho pertence ao arquitecto Cristino da Silva (1896-1976)."

terça-feira, 28 de julho de 2015

Viseu, Jardim das Mães ...

"A nascente do Rossio ergue-se o Jardim das Mães, como um plataforma florida dominada ao centro por uma estátua de Oliveira Ferreira que representa o menino dormindo no colo de sua mãe"
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Suécia fecha 4 presídios por falta de presos

Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Superlotação? Rebeliões? Violência carcerária? Estas podem ser as manchetes que colocam o sistema prisional brasileiro nas capas dos jornais. 
Na Suécia, a coisa é bem diferente! Por lá, a notícia é outra: quatro presídios e um centro de detenção preventiva do país foram desativados por falta de prisioneiros.
Desde novembro de 2013, as cidades de Åby, Håja, Båtshagen e Kristianstad não possuem mais cadeias, simplesmente, porque não é necessário. Desde 2004, a população carcerária da Suécia cai 1% ao ano. Entre 2011 e 2012, a queda foi ainda maior, de 6%. No país europeu, apenas 1 em cada 1.956 cidadãos está preso. A proporção por aqui? 1 em cada 361!
Quer uma ajuda, Brasil? Aí vai a dica: segundo o governo, entre outras medidas adotadas pela Suécia para diminuir a população carcerária, estão forte investimento na reabilitação dos presos, penas mais brandas para delitos que envolvam drogas e aplicação de penas alternativas para alguns tipos de crime, como pequenos furtos. Anotou?

Tecnologia - Quer a sua bicicleta com um sistema eléctrico em 5 minutos?

O kit eBike 75 vem com um motor, uma bateria, cabos e uma roda “motriz”... um ecrã carregado de dados que serão do agrado do utilizador ...reversível. É totalemente reversível ... pode custar entre os 750 e os 900 euros ... permite em modo estrada, atingir os 25 kms/h.

O culto das duas rodas está cada vez mais incutido na sociedade moderna. Não estamos a falar no culto dos poderosos motores e muitos cavalos a roncar sobre duas rodas, estamo-nos a referir ao prazer de pedalar pelas ruas e caminhos nas mais estilizadas bicicletas que hoje vemos pelas cidades, vilas e aldeias deste país.
Mas há quem não goste de dar ao pedal. Para esses, e porque a bicicleta tem um preço, que tal colocar um motor eléctrico que o ajuda a pedalar e pode até passar a ser o seu meio de transporte?
Sem dúvida que a tecnologia também olha para estes veículos com bons olhos, inclusive já se falou que houve ciclistas nas grandes competições que usaram pequenos motores eléctricos, escondidos dentro do quadro da bicicleta, que lhes permitiu tirar vantagem sobre os seus adversários que só contavam com a força das suas pernas.
Mas hoje o que mostramos é algo muito mais interessante e há vista de todos.

Sistema eléctrico eBike 75

Da cabeça de dois engenheiros madrilenos saiu uma ideia fantástica. Javier Reguero e Bruno Fernández criaram um sistema reversível que permite colocar em 95% dos modelos de bicicletas actualmente no mercado, um sistema eléctrico que apenas demora 5 minutos a montar.
A ideia de colocar um motor eléctrico numa bicicleta não é nova, há inclusive modelos que já trazem ambas as possibilidades, o utilizador pode pedalar e usar a carga eléctrica para um motor depois ajudar a circular em esforço.
Mas aqui a visão da utilização é ser mais ampla em termos de usabilidade do sistema.
O kit eBike 75 vem com um motor, uma bateria, cabos e uma roda “motriz” que poderá substituir a roda original traseira ou dianteira da bicicleta.
Além disto, o sistema traz também um ecrã carregado de dados que serão do agrado do utilizador, isto porque pode ser descarregada uma aplicação que faz a gestão de todo o sistema eléctrico.
A instalação mecânica é muito simples e reversível. Sim, uma das grandes O protótipo agora mostrado já vem de muitas horas de investigação e de investimento. Segundo os engenheiros, este kit eBike 75 tem já mais de 400 mil euros de investimento, desde o início do projecto, mas este ano pretendem facturar meio milhão de euros e recuperar uma parte substancial do investimento inicial.vantagens é mesmo o ser reversível. Hoje tem numa bicicleta, mas amanhã pode ter noutra qualquer sem grandes obras de mecânica. Tudo se instala em pouco mais de 5 minutos.
Isto para quê? Nem sempre nos apetece pedalar a puxar pelo físico, podemos querer pedalar pelo simples prazer de circular nalguns sítios, ter tempo de contemplar e tudo isto a usar um veículo de transporte barato, não poluente e que vai a qualquer lado.
Não faltam produtos que transformam as bicicletas tradicionais em bicicletas eléctricas, isso é uma realidade, o que não é assim tão banal é a facilidade com que isso se faz, neste caso e pelo que é apresentado, tudo é muito simples o que pode ser um trunfo no mercado actual.

Quanto custa o eBike 75?

eBike 75 poderá custar entre os 750 e os 900 euros. Este preço é, sem dúvida, alto para o utilizador de bicicleta casual, contudo, para quem se faz movimentar dentro das cidades de bicicleta e que quer poupar nas pernas e não depender dos transportes públicos, o preço pode ser até bastante amigável, se tivermos em conta, num ano, o que poderá ser poupado em termos de combustível e tudo o resto.

O sistema permite em modo estrada, atingir os 25 kms/h, o que poderá ser uma boa solução para fugir ao trânsito das cidades.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

(Exp. Curto) Nicolau Santos e o juíz "semi-deus" Carlos Alexandre

"Entretanto, Ricardo Salgado passa hoje a primeira segunda-feira da sua vida em prisão domiciliária, uma decisão do juiz Carlos Alexandre, justificada com os tradicionais perigo de fuga, perigo de perturbação de inquérito e da aquisição e conservação de prova. O Ministério Público tinha pedido apenas a proibição de se ausentar do país. Os motivos invocados por Carlos Alexandre para justificar a sua decisão causam enorme perplexidade a qualquer cidadão com um mínimo de inteligência, embora desprovido de quaisquer conhecimentos jurídicos: então durante um ano Ricardo Salgado não representou qualquer perigo de fuga, perigo de perturbação de inquérito e da aquisição e conservação de prova, andou sempre em liberdade e agora, de repente, pode fugir e perturbar o inquérito? Se quisesse fugir não o teria feito já antes? Se quisesse perturbar o inquérito não poderia tê-lo feito até agora? E que dizer da decisão de o manter em prisão domiciliária com dois polícias à porta em vez de se decidir pela utilização da pulseira eletrónica, que sai bem mais barata ao Estado (16 euros por dia contra 264 euros, ou seja, 480 euros por mês contra 8000 euros?). E não foi exatamente isto que recusou a José Sócrates, ou seja, regressar a casa sem pulseira eletrónica mas com polícia à porta?
A justiça tem certamente razões que a razão desconhece, mas há decisões que ultrapassam qualquer raciocínio minimamente coerente. E que deixam no ar a interrogação se não estaremos perante dois pesos e duas medidas. Mas o juiz Carlos Alexandre parece ser um semi-deus, que ninguém se atreve a questionar, nem mesmo quem tem essa obrigação."

(Sond. El Pais) . Bipartidarismo em Espanha ganha força? Mais dúvidas do que certezas

PP e PSOE distanciam-se de Podemos e Ciudadanos e sonham com a bipolarização, mas nada será com dantes. Em 2011 o PP teve 44,6% e agora aparece na Metroscopia com 23,1%. O PSOE que timnha obtido 28,7% aparece agora com 23,5%. O Podemos, por exemplo, fica 10 pontos abaixo expetativas de janeiro. Com será entre nós?
"El bipartidismo, representado por el PP y el PSOE, empieza a despegarse de los dos serios adversarios que irrumpieron en el panorama político a comienzos de año, con arrestos para disputar la hegemonía. Este es el objetivo de socialistas y populares que en este mes de julio, según el estudio de Metroscopia, consiguen dejar cinco puntos atrás a Podemos y siete al partido de Albert Rivera. El rechazo de Podemos a compartir coalición con Izquierda Unida no ha beneficiado al partido de Pablo Iglesias, sino que ha dado un respiro a la fuerza que representa Alberto Garzón, con una subida de punto y medio.
El 18,1 % de intención de voto de Podemos es 3 puntos inferior al de hace menos de un mes y 10 puntos por debajo del máximo de enero
El cuatripartito que se vislumbraba en la primavera pierde fuerza para empezar a dibujarse un PP y PSOE a la cabeza, pisándose los talones, con Podemos y Ciudadanos por detrás a una distancia que cada vez les resulta más difícil achicar. Aunque socialistas y populares pueden tener razones para experimentar cierta satisfacción, la situación dista mucho de parecerse a lo que ambos fueron en el pasado inmediato. Sobre todo el PP, que ganó las elecciones en 2011 con un 44,6% de los votos y ahora el estudio de Metroscopia, realizado entre los días 20 y 22 de julio, le concede un 23,1% en voto estimado. Los márgenes del PSOE son más exiguos puesto que obtuvo en esas elecciones un 28,7% de apoyo y ahora está en el 23,5%; un punto más que el atribuido hace menos de un mes y pocas décimas por delante del actual partido en el Gobierno. Ni uno ni otro consiguen acercarse al 30% con lo que, si el sentir político ciudadano no cambia radicalmente, la lista más votada necesitará un número considerable de apoyos para formar una mayoría estable.
Motivos para la inquietud tienen todos. Los otros actores políticos que pueden condicionar la formación del próximo gobierno pugnan, a su vez, por hacerse con el tercer puesto que, en principio, ostenta Podemos con cierta ventaja. No es el objetivo del partido de Pablo Iglesias disputar ese lugar ya que sus pretensiones están en superar al PSOE como partido de la izquierda y, en paralelo, alzarse como alternativa real al PP. El líder de Podemos se dirige habitualmente, de tú a tú a Mariano Rajoy, presidente del Gobierno de España, obviando a Pedro Sánchez, secretario general del PSOE, para dar por sentado que las opciones son PP o Podemos.
Así pudo ser hasta el mes de abril, pero con la primavera el PSOE empezó el repunte en tanto que Podemos mantenía el lento pero inexorable descenso. En menos de un mes ha perdido más de tres puntos.
En la fecha del estudio ya se había desatado la fuerte polémica por la negativa tajante de Pablo Iglesias a compartir candidatura electoral con un grupo de fuerzas entre las que sobresale Izquierda Unida. Esa actitud de desdén, con expresiones poco amables para IU, provocó la reacción de intelectuales y personajes del mundo del arte y de la cultura que pedían la unidad de proyectos y plataformas de la izquierda, como sí se ha forjado en Cataluña con la aquiescencia de Podemos. Izquierda Unida, de este forcejeo involuntario, ha obtenido una mejora en su voto estimado de punto y medio. En la discusión por la unidad de la izquierda queda excluido el PSOE que este estudio lo sitúa como ganador de las elecciones, sin cubrir ni un cuarto de la tarta electoral.

Estamos en camino de una versión corregida al alza del “bipartidismo imperfecto”

Economia novamente em desequilíbrio externo: menos 911,1 M€, o maior desde 2012

Como se constata, entre o discurso de Passos e a realidade, o desvio é colossal. Estamos a voltar ao princípio? Os estrangeiros estão a repatriar ganhos com juros e dividendos das bolsas. Repatriar não é reinvestir. As carteiras da dívida geraram à economia um prejuízo de 207,9 M€.

"A economia portuguesa entrou novamente numa situação de desequilíbrio externo. São 911,1 milhões negativos no final de maio. O problema tinha-se dissipado na segunda metade do programa de ajustamento, mas neste ano a balança corrente e de capital tornou a derrapar, tendo registado o maior défice desde 2012 no acumulado de janeiro a maio."

domingo, 26 de julho de 2015

1973 - A profecia de Fidel Castro - e a aproximação dos EUA 2015

Em plena Guerra Fria, no ano de 1973, o líder cubano Fidel Castro fez uma "previsão" que acaba de se concretizar em 2015, mais de 40 anos depois

Ano de 1973. A Guerra Fria está mais fria do que nunca: Richard Nixon está no seu segundo mandato como presidente dos Estados Unidos (renunciaria no ano seguinte) e a Guerra do Vietnã chega ao fim. Ao regressar do país situado no sudeste asiático, o líder cubano Fidel Castro participa de uma de suas habituais reuniões com a imprensa internacional.
Em um ambiente descontraído, Brian Davis, jornalista de uma agência de notícias britânica, questionou: “Quando você [Fidel] acredita que serão restabelecidas relações entre Cuba e Estados Unidos, dois países tão distantes, embora próximos geograficamente?”
O líder da revolução cubana, olhando firmemente nos olhos de Brian, respondeu em alto e bom som para que todos os presentes pudessem escutá-lo: “Os Estados Unidos só voltarão a dialogar conosco quando tiverem um presidente negro e quando houver no mundo um Papa latino-americano”.
Alguns jornalistas riram da declaração, outros, incrédulos, esboçaram expressões faciais irônicas. Ninguém acreditou na previsão de um ‘Castro metido a Nostradamus’. Todo esse episódio foi resgatado pelo jornalista e escritor argentino, Pedro Jorge Solans, durante recente viagem que fez a Cuba para produzir uma reportagem que tratava da reabertura das relações da ilha caribenha com os EUA. A matéria foi originalmente publicada no El Diario de Carlos Paz.
Esse episódio histórico é explicado por Eduardo de la Torre, que na época era estudante universitário. Naqueles tempos, era impossível imaginar que Barack Obama, um homem negro, podia chegar a ser presidente do país mais poderoso do mundo. Tampouco parecia viável que um argentino fosse eleito Papa quando a maioria dos que disputavam e assumiam o posto máximo da Igreja Católica eram nascidos na Itália, mais precisamente em Roma.


Portugal - É o 5º com mais % de renováveis e mais de 60% da eletricidade já vem daí

Os governos PS de Guterres e Sócrates iniciaram uma verdadeira revolução ambiental. O combate à dependência dos combustíveis tradicioanis e a aposta nas renováveis foi um êxito. A fatura do petróleo diminui. Plano Nacional de Barragens, eólicas e fotovoltaicas, energia solar, foram um sucesso. É bom lembrar a quem se quer distanciar desses governos!

"Portugal é o quinto país da Agência Internacional da Energia com maior percentagem de renováveis na sua produção de eletricidade, com mais de 60% do total. 
Os dados sobre Portugal constam do relatório energético da AIE sobre a Espanha, apresentado esta quinta-feira em Madrid pela diretora-executiva da entidade, Maria Van Der Hoeven.
No gráfico sobre a percentagem de renováveis na produção total de eletricidade, Portugal surge em quinto lugar entre os 29 países que integram a AIE (atrás da Noruega, Áustria, Nova Zelândia e Canadá). Cerca de 30% da eletricidade portuguesa é gerada através de hídricas e cerca de 25% através de energia eólica, categoria em que apenas fica atrás da Dinamarca (com mais de 40%).
No mesmo gráfico, Espanha fica em 10.º lugar na percentagem de renováveis (com 14% de hídrica e 19% de energia eólica). A tabela é liderada pela Noruega, com quase 100% da sua energia produzida a partir de fontes renováveis (mais de 90% hídrica).
Os dados são relativos a 2014 e constarão de um relatório específico sobre Portugal que a Agência Internacional de Energia conta divulgar até ao final do ano, disse à Lusa fonte oficial da entidade. O último relatório da AIE sobre Portugal foi divulgado 2009, tal como no caso de Espanha.
Sobre Espanha, a AIE destaca que desde o seu último relatório o país vizinho conseguiu reduzir de 80% para 70% a sua dependência das importações energéticas, em parte devido ao rápido crescimento das energias renováveis.
A agência também destacou o esforço realizado a partir de 2012 para reduzir o défice tarifário acumulado no sistema elétrico espanhol (que nesse ano ascendia a pelo menos 26 mil milhões de euros) e instou o governo a continuar a aplicar o princípio de não introduzir novos custos (sem receitas que os compensem), visando "manter o equilíbrio e a sustentabilidade económica e financeira do sistema elétrico".
Sobre as interligações elétricas e de gás, nas quais Portugal, Espanha e França têm feito um esforço conjunto, a AIE considera necessário o aumento das ligações de Espanha com o resto da Europa (algo que indiretamente melhora a capacidade de exportação de energia gerada em Portugal).
Para a AIE, o aumento das interligações com o resto da UE, especialmente com França, acabará por fomentar a integração dos mercados, melhorar a segurança de fornecimento e facilitar a integração da energia renovável. A entidade também reconhece a importância de um maior apoio político e económico da União Europeia para implementar os projetos de interligações."

sábado, 25 de julho de 2015

Portugal teve a 5ª maior perda de população no mundo seremos 7,5 M em 2100

Em 2040, daqui a 25 anos, seremos um pouco mais de 8,4 milhões. Como já escrevi, desde 1983 que não substituímos gerações. O fenómeno tem décadas, atravessou vários governos, mas nestes últimos quatro anos queda de natalidade superou a dos últimos vinte.


"Como chegámos aqui e como vamos sair: Portugal teve a 5ª maior perda de população no mundo

"Só há quatro países no mundo com perdas de população maiores no ano passado do que a de Portugal, em termos relativos. Baixa fecundidade, população envelhecida e mais gente a sair do que a entrar no país: eis o retrato que torna “praticamente impossível” inverter a tendência a curto prazo, explicam os especialistas

A população no mundo continua a crescer e num só ano, entre 2013 e 2014, contam-se mais 82,8 milhões de pessoas, segundo os dados do Banco Mundial. Só que um olhar mais detalhado permite concluir que, em todo o mundo, houve 24 países e territórios que perderam população. Entre eles está Portugal – que regista a quinta maior perda populacional do mundo inteiro, em termos relativos.
Porto Rico, Letónia, Lituânia e Grécia são os únicos locais do mundo que tiveram uma variação de população mais negativa que a de Portugal. Porto Rico – um estado associado e dependente dos Estados Unidos da América – e a Letónia tiveram uma queda superior a 1%. Em todos os restantes países, entre os quais está a Espanha, Roménia, Ucrânia ou Japão, as perdas foram menos intensas. Grécia e Portugal surgem com descidas aproximadas (-0,63% na Grécia e -0,57% em Portugal).
Em termos absolutos, Espanha fica à frente com uma perda de 215 mil habitantes (-0,46%) e a seguir está o Japão com menos 207 mil (-0,16%). No caso de Portugal, segundo os dados do Banco Mundial, são menos 59 mil pessoas. Os números de população usados pelo Banco Mundial baseiam-se em várias fontes estatísticas nacionais, europeias e internacionais, têm em conta a população presente e não contam com os refugiados que não estejam ainda com título permanente no país de destino.
Maria Filomena Mendes, presidente da Associação Portuguesa de Demografia, considera “surpreendente, mas de certo modo previsível” que Portugal tenha a quinta maior perda. “A surpresa pode residir em termos apenas quatro países em que a perda de população em termos relativos foi superior. Numa população de pouco mais de 10 milhões de habitantes, se ao valor deste saldo negativo acrescentarmos o número de emigrantes temporários (que são contabilizados como residentes) encontramos um “deficit” populacional anual muitíssimo significativo. Para além disso, o acumulado dos últimos anos ganha ainda mais significado e relevância.”

PORTUGAL AOS OLHOS DAS NAÇÕES UNIDAS

A perda de população em Portugal não surge só no ano passado. O país surge entre as dez maiores perdas de população entre 2010 e 2014 (-1,7%), segundo o Banco Mundial.
“Em Portugal há um declínio da população total devido à baixa fecundidade: os nascimentos são significativamente mais baixos que a mortalidade e o saldo migratório. O saldo migratório é estimado como negativo neste período: em média, as pessoas estão a sair do país”, explica Kirill Andreev, demógrafo da Divisão de População das Nações Unidas e um dos responsáveis pelas projeções demográficas publicadas pela organização internacional.
A estimativa é que Portugal tenha 7,5 milhões de habitantes em 2100. E porquê? “A atual estrutura etária da população e o nível de fecundidade abaixo do nível necessário para a renovação das gerações [2,1 filhos por mulher] puxam a população para baixo”, alerta Andreev.
Maria Filomena Mendes completa o panorama demográfico. “Somos um país em acentuado declínio demográfico, temos uma queda acentuada da natalidade num quadro já anteriormente de declínio, o número de óbitos vem sendo superior ao número de nascimentos e também nos últimos anos a imigração diminuiu enquanto a emigração regista valores imprevisivelmente surpreendentes.”
E o que fazer para inverter a situação? Para o demógrafo das Nações Unidas, o tempo necessário dependerá do "sucesso do governo português em recuperar a taxa de fecundidade do país para, no mínimo, o nível de renovação das gerações. O envelhecimento da população continuará a aumentar no futuro, não vejo nenhuma forma de contrabalançar isso. O governo terá de aumentar a idade da reforma para conseguir assegurar as finanças públicas, a segurança social e o sistema de saúde. A migração não vai ajudar a reverter essa tendência.”
Segundo Maria Filomena Mendes, inverter o saldo negativo da população “é difícil e praticamente impossível no curto prazo”. Resta, por isso, “criar condições de atração de imigrantes e, simultaneamente, estancar a saída dos emigrantes (jovens, qualificados e em idade de casar e de ter filhos) – ou, aumentar de tal forma a imigração que compense as perdas devidas à emigração e à quebra da natalidade (neste caso, colmatando o défice entre nascimentos e óbitos).”"