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sexta-feira, 7 de agosto de 2015

FMI desconfia da capacidade de Portugal para baixar impostos

Em todos os jornais - É um aviso ao PSD/CDS e ao PS. Embora a senhora Lagarde seja o que é - alguém sem legitimidade moral e autoridade politica para dizer o que quer que seja -  a verdade é que a sua opinião conta. Portanto, consideremos se estamos ou não em condições de baixar impostos depois da campanha eleitoral. A não ser assim, serão fintas clássicas, mas com uma gravidade sem precedentes!

"O FMI não acredita que Portugal consiga um défice abaixo de 3% este ano e considera "excessivamente otimista" as poupanças assumidas pelo Governo em Bruxelas para a próxima legislatura. 

Por isso, o Fundo pede cautela ao Executivo na hora de prometer descidas de impostos. O recado chega em plena campanha eleitoral, quando também o PS se compromete a baixar a carga fiscal, nomeadamente na sobretaxa de IRS, até de forma mais rápida".

quinta-feira, 16 de abril de 2015

"FMI prevê dívida pública portuguesa acima de 120% do PIB até 2020"

A ser assim, o Governo desenhou para os próximos anos um calendário de austeridade a partir da continuada magreza dos rendimentos.

"O FMI prevê que a dívida pública portuguesa se situe acima dos 120% do PIB em 2020. Aos elevados rácios do endividamento, o Fundo soma uma preocupação e um recado. 
Primeiro, a baixa taxa de inflação e o fraco crescimento económico penalizam a dívida. Segundo, o FMI defende a necessidade de os países preparem almofadas orçamentais nos "bons tempos" que evitem um aumento de dívida em conjunturas mais difíceis. 
As projeções divulgadas ontem em Washington no documento Fiscal Monitor mostram que depois de um pico de dívida em 2014 (que o rácio atingiu os 130,2% do PIB), a dívida pública vai começar a abrandar."

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

BdP e FMI - revisão em baixa crescimento em Portugal: mais do mesmo!

O BdP reviu em baixa as estimativas de crescimento para este ano. O PIB deverá aumentar apenas 0,9%, quando era de 1,1% o estimado em junho por parte do banco central.

Trata-se de uma previsão mais pessimista que a do Governo, a qual aponta para o acréscimo de um ponto percentual do PIB no final do ano. O que se ficará a dever essencialmente à revisão em baixa do consumo público e das exportações.

Esta descida não é compensada pela revisão em alta do consumo privado e do investimento, ainda aquém das expetativas anteriores. A taxa de inflação deverá estabilizar no nível zero, ainda de acordo com o BdP.


O FMI reviu em baixa a sua previsão de crescimento para Portugal. Espera um crescimento de um ponto percentual este ano e de 1,5%, no próximo. São estimativas que estão alinhadas com as do Governo e traduz uma descida de 0,2%, face às perspetivas de julho passado. 
Quanto à taxa de desemprego, esta deverá encerrar o ano nos 14,2%, numa estimativa que também é coincidente

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

A Comissão Europeia confirma a opinião do PS e do FMI

Mais de 60% das exportações reportam-se a combustíveis. Para um país que não tem o "ouro negro" facilmente de deduz que precisa de importar este produto natura; e quem está ao corrente do negócio sabe que a faturação é elevada, mas o lucro é mínimo. Fraco negócio, portanto.
"A CE alertou que o modelo de crescimento de Portugal assenta no aumento das importações, que vai reduzir a contribuição das exportações em termos líquidos para o crescimento económico do país". 
Esta nota de Durão Barroso é avisada e confirma as observações críticas do PS e, agora, do FMI. A "receita" falhou, mas o governo insiste no mesmo caminho. E, como solução, temos o empobrecimento e não o crescimento. 
Assim se compreende, como agora é público, que o governo vá cortar mais  3 mil milhões em salários e pensões e defina como permanente esse confisco dos nossos rendimentos. Neste caso Durão Barroso concorda e o FMI também. A direita europeia tem esta marca. É por isso que o PS se opõe e constitui como alternativa.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

O PS tem razão. Nem o FMI acredita no "milagre económico"!

O PS sempre teve razão. O governo já tinha uma equipa de trabalho para realizar mais cortes e aprofundar a austeridade no suposto "pós troika". A más cara caiu. O governo, a título de exemplo, esconde tão distintas que vão desde o corte definitivo nos salários e pensões até ao encerramento de 180 repartições de finanças. O texto abaixo transcrito não só prova estes factos como demonstra que o "milagre económico" não existe. A única coisa certa é o aprofundamento da política de austeridade e empobrecimento.
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"O FMI não acredita no milagre do crescimento com base nas exportações - São duas visões diferentes dos resultados do programa da troika. Uma mais otimista, a do Governo, que diz que são as reformas estruturais realizadas que estão a fazer com que a economia volte a crescer e as exportações registem uma subida forte. Outra, mais pessimista, a do FMI, que avisa que os primeiros sinais de crescimento e o ajustamento na balança externa podem não ser sustentáveis e defende que a forma como as reformas estão a funcionar no terreno pode não chegar. O debate é descrito no relatório da décima avaliação do programa português publicado ontem pelo FMI".

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Seguro sublinha que Lagarde deu razão ao PS .... inevitavelmente!!!

António Seguro sublinhou as recentes declarações da responsável do FMI, Christine Lagarde, que vão ao encontro do que o PS sempre disse e propôs. O governo este estes anos em estado de negação, não quis admitir o óbvio, e só agora se confessa surpreendido por tais declarações.

"Não foi só o primeiro-ministro que esta semana veio dizer que o PS tinha razão. Também a diretora do FMI veio dizer isso, que de facto os países do ajustamento precisavam de ter mais tempo", afirmou António José Seguro, discursando no Multiusos de Gondomar, no jantar de Natal da Distrital do PS Porto. 

O líder socialista criticou a atitude dúplice da organização liderada por Christine Lagarde, que esta semana reconheceu erros nos programas aplicados a países sob resgate, como Portugal, aos quais deveria ter sido concedido mais tempo para o ajustamento."

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

FMI quer que cortes na despesa do Estado para 2014 sejam permanentes

Tudo combinado com o governo? Sim. Por algum motivo o PS e todas as oposições foram mantidos de fora de todas as revisões do memorando. Por isso ninguém foi ouvido sobre o DEO (Documento de EStartégia Orçamental). Só o Governo e o Presidente da República sabiam de tudo. Estamos a ser enganado a um nível impensável, ao mais alto nível da Nação. Vejamos, então: O FMI avisa que Portugal vai ter de aplicar ainda mais medidas de austeridade em 2015 e nos anos seguintes. A instituição diz que estes cortes terão de representar 3,4 mil milhões de euros, para que o país cumpra os compromissos que assumiu e resolva de vez os problemas orçamentais. 

O relatório do Fundo sobre a 8ª e 9ª avaliações foi conhecido esta tarde e vai mais longe: os técnicos dizem que todas as medidas de corte dos salarios e pensões decididas para 2014 têm de ser permanentes, o que contraria o que tem sido dito pela ministra das Finanças, que afirmou que se tratam de cortes temporários, sem prazo à vista para serem levantados.

Os responsáveis pelo exame a Portugal escrevem que o melhor seria terem sido feitos cortes a eito nos salários e pensões pagos pelo Estado, mas que o Governo recusou, pela oposiçao política e pelos riscos de serem chumbados pelo Constitucional.

Os cortes são progressivos, acima de limiares mínimos estabelecidos no Orçamento. Mas o FMI acha que assim vai ser mais difícil garantir a poupança prevista para o Estado.

Sobre a reforma do IRC, a instituição diz que até pode ter um impacto positivo na economia, mas alerta para o risco de baixar a receita do Estado. O FMI exige que o Governo encontre medidas alternativas para substituir ess perda de receita. Diz ainda que a baixa do IRC pode favorecer mais as empresas nos setores não transacionáveis, como a energia, sem beneficiar as PME.

Os responsáveis do FMI insistem que Portugal tem de reduzir os salários e as indemnizações por despedimentos, para melhorar a competitividade do país. No entanto, o relatório revela que o Governo se opôs a esta estratégia.

Por último, defende que há riscos de Portugal não conseguir voltar aos mercados em pleno a partir de junho do próximo ano. Por isso é necessário que a Europa garanta apoio adicional ao país. Isto é, o FMI sugere, sem referir expressamente, que Portugal precisa de ter acesso a um programa cautelar.


Nota positiva no final, o FMI considera que a economia portuguesa já bateu no fundo e destaca os sinais de recuperação que já são visíveis.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Uma vergonha - FMI e Governo propõem-se reduzir salário dos jovens entre os 18 e 24 anos

O Governo sabe de tudo e só quer que até às autárquicas ninguém saiba de nada. É apenas isso que estão lá a fazer. Votar neles, nas autárquicas, é dar-lhes mais oxigénio, para mais uns minutos!
"Quando regressar a Portugal no próximo mês, o FMI vai insistir com o Governo na necessidade de novos cortes de salários e maior flexibilidade no mercado de trabalho. 
Segundo o Diário Económico, o fundo defende que baixar salários é o caminho para combater o desemprego, e acredita que manter os mesmos ordenados está diretamente ligado ao desemprego elevado, sobretudo no caso de trabalhadores menos qualificados e com vencimentos mais baixos. 
O FMI vai voltar a exigir a diminuição do salário mínimo. A estratégia passa por colocar os patrões a pagarem menos também no caso dos jovens. Assim, o FMI vai propor a redução do salário dos jovens entre os 18 e os 24 anos ou, em alternativa, reduzir os salários para os primeiros 2 ou 3 anos de trabalho. Na reunião de preparação da próxima avaliação da troika, o FMI propôs também a introdução de um contrato único para novos contratados."

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

FMI DESPEDE PASSOS E SUBSTITUI-SE AO GOVERNO


JÁ TEMOS UM NOVO GOVERNO. Pelos vistos, só existe FMI. Para quê ter e pagar a este governo, aos mil nomeados nos gabinetes que se incluem nos 3800 espalhados pelos grupos de trabalho e administração (até ao início desta semana)? Sim se o FMI diz que "São vários os caminhos para a reforma do Estado. Todos são dolorosos e uns são mesmo classificados como radicais. O FMI diz que chegou a hora de fazer mudanças "inteligentes" para cortar na despesa." Então "Conheça a receita do FMI."



FMI propõe dispensa de 50 mil professores e novo corte nas pensões

Económico   
09/01/13 08:06

No relatório pedido pelo Governo, o FMI propõe reduções adicionais de funcionários e de salários no Estado, noticia o Jornal de Negócios.
O aumento das taxas moderadoras, a dispensa de 50 mil professores e um corte em todas as pensões são algumas das medidas propostas do Fundo Monetário Internacional num relatório pedido pelo Governo sobre o corte nas funções do Estado.
O Económico já questionou o gabinete do primeiro-ministro e o Ministério das Finanças sobre este documento, mas até ao momento não obtivemos qualquer esclarecimento.
No relatório, divulgado hoje pelo Jornal de Negócios, mas que tem data de Dezembro, o Fundo Monetário Internacional (FMI) detalha medidas que "poderão aumentar a eficiência do Estado, reduzindo a sua dimensão de forma a suportar a saída da crise".
No documento, o FMI propõe "um corte permanente na despesa de quatro mil milhões de euros a partir de 2014, que poderá ser precedido de uma redução de 800 milhões já este ano".
Redução de funcionários e salários na Educação, Saúde e forças de segurança e cortes no Estado Social, que consideram iníquo, especialmente para os mais jovens, são algumas das áreas a que o FMI dá especial atenção.
O documento, que já foi entregue ao Governo português, refere que há classes profissionais (polícias, militares, professores, médicos e juízes) que têm "demasiadas regalias".
No relatório é referido que os polícias, os militares e os professores "continuam a ser um grupo privilegiado na sociedade", que os médicos têm salários excessivamente elevados (principalmente devido ao pagamento de horas extraordinárias) e os magistrados beneficiam de um regime especial que aumenta as pensões dos juízes em linha com os salários".
De acordo com o FMI, o corte dos salários dos funcionários públicos e nas pensões são as duas vias centrais para a redução do peso do Estado.
O FMI chama também a atenção para o sistema de protecção social, que diz ser "demasiado dispendioso, injusto e especialmente para os mais jovens", defendendo que o "subsídio de desemprego continua demasiado longo e elevado".
A dispensa de 50 mil professores, que permitiria uma poupança até 710 milhões, e um aumento das propinas no ensino superior são outras opções apontadas no relatório

quarta-feira, 18 de abril de 2012

FMI TRAÇA FUTURO NEGRO E CAI A MÁSCARA AO GOVERNO

JN e DN dão à estampa as piores noticias para Portugal. Seremos o 8º PIOR país, em 183, em CRESCIMENTO, com a 14ª pior marca em 2017 no DESEMPREGO. É tempo de perguntar ao governo PSD/CDS e ao PCP/BE se foi para isto que derrubaram o governo do PS, contrariando a aprovação da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu e dos Chefes ed Estado e de Governo?

sábado, 5 de novembro de 2011

A ESPANHA PASSA - A ITÁLIA ATIRA A TOALHA AO CHÃO E CHAMA O FMI

G20 - Espanha salta fora do grupo problemático do euro - Luís Rego em Cannes
A Espanha está a conseguir passar entre os intervalos da chuva na crise do euro, depois de ter estado na primeira linha de fogo dos mercados.
Em Cannes, os espanhóis conseguiram distanciar-se, nas conclusões do G20, do grupo de países identificados como estando a pôr em risco a estabilidade do euro e da economia mundial, e foram ultrapassados de forma surpreendente pela Itália, que acaba de atirar a toalha ao chão, reclamando ajuda ao FMI.
"A Espanha é o único país desse grupo em que nos meteram [periféricos]" que "mostrou capacidade de até ao momento mostrar solvência" na sua economia, disse Zapatero, o primeiro-ministro espanhol. No G20 a Espanha, ao contrário de outros, "não foi chamada a apresentar novas medidas", constatou.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

TUDO COMBINADO PARA O REFORÇO DO RESGATE? PREPARAM O AMBIENTE?

A Comissão Europeia acredita que Portugal não precisa, PARA JÁ, de um segundo pacote de ajuda financeira, MAS ISSO PODE MUDAR DEVIDO À SITUAÇÃO DA GRÉCIA, disse hoje um porta-voz do executivo europeu, em Bruxelas.

O QUE ACONTECE NA GRÉCIA TEM IMPACTO EM TODO O LADO, em Portugal, na Alemanha…», disse Amadeu Altajaf, sublinhando ainda que, em termos de reação de mercado, «os países que tem maior pressão sofrem mais».

Segundo adiantou o porta-voz do comissário para os Assuntos Económicos, o programa atual de ajuda externa a Portugal está «financiado de forma suficiente», MAS NÃO AFASTOU A HIPÓTESE DA SITUAÇÃO PODER PIORAR, nomeadamente por influência de «EVENTOS QUE ESTÃO FORA DO ALCANCE» português.

Lusa/SOL

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

STRAUSS-KAHN: JÁ NÃO É ACUSADO - NEM DIRECTOR DO FMI, NEM CANDIDATO PRESIDENCIAL

Juiz retira acusações contra Strauss-Kahn

O juiz Michel Obus decidiu rejeitar todas as acusações contra Dominique Strauss-Kahn por crimes sexuais, conforme solicitou a procuradoria, após as denúncias de uma funcionária do hotel Sofitel de Nova Iorque.

"Não vejo motivos para negar" o pedido do procurador, disse o juiz, cuja decisão põe fim a três meses de uma saga que custou a Strauss-Kahn o seu posto como diretor-gerente do FMI e prejudicou seriamente as suas hipóteses de concorrer à presidência da França em 2012.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

PORTUGAL VOLTA AO 2º LUGAR DA BANCA ROTA

Jorge Nascimento Rodrigues (www.expresso.pt)
Custo dos seguros contra o risco de bancarrota da dívida portuguesa voltaram a ultrapassar os 1100 pontos base e no caso da Grécia estão perto de 2500. Juros em alta em todas as maturidades.



O movimento de alta já era observável desde dia 18 de agosto quer na probabilidade de incumprimento da dívida soberana da Grécia e de Portugal como nas yields (juros implícitos) das obrigações do Tesouro português e dos títulos gregos no mercado secundário da dívida.
O trilho "argentino" da crise de dívida grega prossegue. O custo dos credit default swaps (cds, seguros financeiros contra o risco de bancarrota da dívida grega) aproxima-se, hoje, dos 2500 pontos base. A probabilidade de default (incumprimento da dívida) atingiu mais de 81,5%, segundo dados do monitor da CMA DataVision.
No caso português, o custo dos cds regressou acima do patamar dos 1000 pontos base logo na abertura, fixando-se, agora, ao final da manhã em 1100,11 pontos base, e o risco de incumprimento estava acima de 58%.
A diferença com a Irlanda, o "colega" nos lugares cimeiros do "clube" da bancarrota, tem-se acentuado - o custo dos cds para o ex-tigre Celta está ligeiramente acima de 900 pontos base e o risco está nos 51%.
A Grécia continua a liderar o "clube" da bancarrota - o TOP 10 dos países com mais alta probabilidade de incumprimento da dívida.
Portugal, em virtude do disparo do risco durante a manhã de hoje (de 54,64% no fecho de ontem para 58,13% agora) subiu do 3º para o 2º lugar, ultrapassando a Venezuela.
A Irlanda mantém-se na 4ª posição. Neste clube são, ainda, membros, mais outros dois países da zona euro: a Itália em 8º lugar e a Espanha na 9ª posição.

Juros gregos acima de máximos de julho - As yields (juros implícitos) dos títulos gregos não têm parado de subir em todas as maturidades - apesar da aprovação a 21 de julho numa cimeira europeia de um 2º pacote de resgate. Hoje, na abertura do mercado secundário, os juros dos títulos gregos a 2 anos subiram para 38,7%, já próximo do máximo de 39% em 19 de julho, dois dias antes da cimeira europeia. E, agora, ao final da manhã, já estão a negociar em 39,59%, acima do máximo de julho, segundo dados da Bloomberg.
No caso dos juros das obrigações do Tesouro (OT) português a tendência altista é observável desde 18 de agosto. Hoje abriram com os seguintes valores em alta: 13,04% para OT a 2 anos; 12,99% para OT a 3 anos; 12,07% para OT a 5 anos; e 10,88% para OT a 10 anos. São, no entanto, valores ainda muito abaixo dos máximos de julho; por exemplo, os juros das OT a 2 anos atingiram o máximo de 20,36% e os juros das OT a 10 anos atingiram o máximo de 13,38%.

O que incendeia a situação grega - A enorme turbulência que regressou à Grécia é derivada da conjugação de 3 fatores recentes:
1º - agravamento da previsão de recessão para 2011, cujo valor foi revisto de 4,5% para 5,3% pelo governo em Atenas; 2º- dispersão política europeia em torno das garantia; 3º- começo da apreciação do andamento do programa de resgate grego pela troika, com um momento crítico em setembro quando Atenas terá de reprogramar €4 mil milhões de dívida.
Como pano de fundo, o desentendimento político europeu em torno da questão das obrigações europeias (eurobonds) ...... A própria coligação no poder em Berlim poderá romper-se em torno desta questãode despesismo e de endividamento e geradoras de situações inflacionárias.



A exceção irlandesa - A diferença entre Portugal e Irlanda no mercado secundário é muito clara. Os juros dos títulos irlandeses a 2 anos estão em 8,25%, enquanto para as OT estão em 13,04%. No caso dos títulos a 10 anos, a diferença é menor: 9,31% para os títulos irlandeses e 10,88% para as OT.
O processo de descida dos juros irlandeses tem sido colossal: de um máximo de 23,22% em 18 de julho para os títulos a 2 anos para 8,25% hoje; de um máximo de 14,08% em 18 de julho para os títulos a 10 anos para 9,31% hoje.
Mais de €36 mil milhões do BCE para conter juros
O Banco Central Europeu (BCE), ao abrigo do seu programa SMP (Securities Markets Programme) de compra de títulos soberanos de países membros da zona euro no mercado secundário, já desembolsou, nas duas últimas semanas, €36,3 mil milhões.
Desde o início do programa em maio de 2010, com a compra de títulos gregos, o SMP já comprou €110,5 mil milhões de títulos gregos, portugueses, irlandeses, espanhois e italianos, segundo os analistas.
O objetivo principal tem sido estancar a subida dos juros das obrigações espanholas (OE) e dos títulos italianos (BTP), o quem sido conseguido parcialmente.
Os juros das OE e das BTP a 10 anos têm estado contidos abaixo de 5%, desde 16 de agosto. Hoje, na abertura do mercado, os juros de quase todas as maturidades das OE e das BTP estavam a subir. Hoje, no caso dos títulos a 10 anos, os juros estão em alta e negoceiam perto dos 5%.
Antes da focalização nos casos de Espanha e Itália, por parte do BCE, foram as obrigações do Tesouro português e os títulos irlandeses que estiveram a beneficiar da intervenção massiva do banco central no mercado secundário.

domingo, 8 de maio de 2011

O QUE OS FINLANDESES PRECISAM DE SABER SOBRE PORTUGAL

O filme "O que os Finlandeses Precisam de Saber sobre Portugal" começa com a recordação de que a bandeira finlandesa atual fora a portuguesa há oito séculos e termina com a evocação de uma das maiores campanhas de voluntariado alguma vez feita no país, em 1940, a favor de "um país periférico, pobre e esfomeado": a Finlândia.
Pelo meio, e ao longo de quase sete minutos, ficam referências aos povos que antecederam os portugueses, à antiguidade da nação e da fronteira portuguesa, à difusão do Português e dos portugueses -- existem mais no estrangeiro do que em Portugal --, à capacidade de mobilização do Benfica, às invenções lusitanas -- do compasso marítimo à via verde, passando pelos canhões, vela latina e bacalhau salgado --, a introdução do chá no Reino Unido.
As glórias desportivas, do futebol ao hóquei em patins e ao râguebi, da estátua de Eusébio a Mourinho e Ronaldo, também têm uma parte nobre, bem como as Descobertas, Cristóvão Colombo, a solidariedade com Timor, a dimensão da zona económica exclusiva ou o Mateus Rosé.
Carlos Carreiras explica, em declarações à agência Lusa, que esta "é uma mensagem de esperança".
O autarca de Cascais adianta: "somos um grande povo e temos uma grande história", o que o leva a "acreditar nesta geração, neste tempo e neste espaço universal".
E insiste: "fomos, somos e seremos um grande povo", pelo que "temos de saber que também somos capazes como foram capazes outros portugueses".
Diz ter sido "com grande satisfação" que viu "a sala, que estava cheia, de pé a aplaudir", a mensagem que estava a passar no vídeo.
Este "é um vídeo extraordinário que gostava muito que todos os portugueses vissem, porque devemos ter orgulho em ser portugueses. Independentemente das nossas ideologias, nós temos um país que nos orgulha muito, que eu ali mostrei", disse.
Com Lusa

terça-feira, 3 de maio de 2011

SÓCRATES DERRETEU OS BOATOS DA OPOSIÇÃO, MAS AVISOU QUE HÁ CUSTOS!

Catroga não tem um único argumento nos bolsos. Ficou de tanga! Diz que José Sócrates levou o país à bancarrota. Depois diz que o acordo foi bom, graças ao PSD ( até o Diabo se ria!). Então e o discurso da catástrofe? Catroga está como Passos Coelho: atordoado!

E não diz que, afinal, as medidas do PEC IV foram todas consideradas e que o agravamento das mesmas apenas se ficará a dever ao chumbo sem alternativa liderado por Passos Coelho.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

PRESIDENTE DO PARTIDO SOCIALISTA EUROPEU: CONSERVADORES EUROPEUS "TRAMARAM" PORTUGAL

Presidente do Partido Socialista Europeu: Conservadores europeus "tramaram" Portugal
Poul Nyrup Rasmussen do Partido Social Democrata dinamarquês

O presidente do Partido Socialista Europeu disse em entrevista à agência Lusa que os especuladores e a maioria conservadora na Europa e nas instituições europeias são responsáveis pela actual situação económica em Portugal.
"Portugal foi atacado por ataques especulativos dos mercados financeiros. Na realidade, temos aqui um dilema.
Por um lado temos uma verdadeira democracia em Portugal, tal como na Irlanda, tal como na Grécia, tal como em Espanha. Uma verdadeira democracia, com Governos eleitos.
Por outro lado, há um pequeno número de especuladores a atacar a economia portuguesa e um pequeno número de agências de 'rating' que avaliam as nossas democracias sem nós temos influência. Não é justo", considerou Poul Rasmussen.
"A Europa está nas mãos erradas -- temos uma maioria conservadora no Parlamento Europeu, no Conselho da Europa, na Comissão Europeia, e esta combinação está a pressionar Portugal de forma muito, muito pesada (...) e eles só pensam numa coisa -- austeridade, austeridade, austeridade.
Nos 27 estados-membros da União Europeia, Portugal, Espanha, Grécia e Irlanda estão na lista dos poucos países que têm Governos socialistas ou trabalhistas.
"É um facto que Portugal foi prejudicado pela maioria conservadora na Europa. Penso que, para ser justo com José Sócrates e com o seu governo, Sócrates fez o que tinha a fazer em condições difíceis, mas que o fez da forma mais justa", considerou ainda o líder do PSE, que liderou o governo dinamarquês entre 1993 e 2001.
Se Portugal tivesse encontrado na União Europeia líderes que dissessem "vamos coordenar os nossos esforços para sair da crise através do investimento", o país "não estaria na situação em que está agora", acrescentou.
Rasmussen defendeu ainda a via do PSE para resolver os problemas de crescimento na Europa, e que permitiria criar, afirmou, oito milhões de empregos no espaço comunitário.
"Portugal, a Dinamarca, a Europa, não deveria competir com base nos baixos salários, deveria competir com base na melhoria das nossas qualificações.
Essa é a grande ideia (..)Deveríamos sair da crise através do investimento, em vez de através de cortes", afirmou.
Jornal de Negócios online

terça-feira, 19 de abril de 2011

PCP E BE CONVERGEM NO CINISMO POLÍTICO

O PCP e o BE recusaram-se a dialogar com os representantes do FMI. Afirmam ser uma ingerência nos assuntos portugueses a actuação deste Fundo.

O PCP e o BE fogem assim, sem coragem, de uma situação de indignidade política em que caíram como muletas da Direita em Portugal.

O PCP e o BE foram contribuintes líquidos para o chumbo do PEC IV, para a queda do Governo e para o lançamento da oportunidade da Direita chegar ao Governo, com maiores e mais radicais sacrifícios pedidos aos portugueses e a Portugal.

O PCP e o BE, como sempre, com grande cinismo político, dizem lutar pelos trabalhadores, por uma maior justiça na educação, saúde e segurança social, mas estenderam uma passadeira da sua cor, vermelha, para a Direita poder entrar.

Resta, mais uma vez, ao PS ser a esperança para que tal não aconteça.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

UM PONTO COMUM ENTRE A GRÉCIA E PORTUGAL

O Primeiro Ministro tem usado de toda a contenção relativamente a Passos Coelho. Não denunciou a mentira do "tal telefonema ... e a omissão" da prolongada reunião que teve com o líder do PSD na residência oficial de S. Bento.

Defende, por ser verdade, as contas públicas. A Comissão Europeia - Durão Barroso - já veio dizer que sempre foram fiáveis. Quem mentiu sobre essa matéria foi um Governo de Direita na Grécia e foi substituído por um Governo Socialista depois de eleições gerais.

Nós não somos a Grécia, ao contrário do que, tão esforçadamente, Passos Coelho "delira" em fazer passar, para dentro e para fora de Portugal.

Aliás, entre nós e a Grécia há apenas uma coicidência:
  1. lá foi um Governo socialista a suceder a um outro de direita que mergulhara aquele país na mentira das contas públicas e da crise;
  2. aqui foi um Governo socialista que sucedeu em 1995 e em 2005 a Governos de direita que tinham escondido o défice e mergulhado o país em crise