sábado, 29 de junho de 2013

Finalmente, a evidência obriga a Maioria a aprovar 8 das 10 propostas do PS, mas ...

A direita, mas também  a esquerda, aprovaram as medidas do PS de combate ao desemprego e fomento do crescimento.  Foram 8 em 10. Infelizmente, insistiram no chumbo do IVA para a restauração que, curiosamente, Paulo Portas, dias antes, prometera baixar. Estas medidas poderiam ter sido assumidas antes dos "estragos" feitos pelo Governo às pessoas, famílias e empresas. Caiu por terra a farsa de se dizer que o PS não tinha propostas alternativas. Tem, facto, e não é por acaso.
O secretário-geral socialista insistiu que "o emprego não se cria através do decreto ou discurso bonito. "Cria-se apoiando as empresas, porque são elas que podem preservar postos de trabalho e criar novas oportunidades de emprego", acentuou o líder do PS, acrescentando: "Não tenho uma varinha mágica, nem faço promessas, mas com inteligência e com projetos é possível que todos possamos dar um contributo para criar emprego".

O secretário-geral do PS, António José Seguro, disse hoje, em Penafiel, que vai continuar a defender a redução do IVA da restauração, de 23% para 13%, por ser "uma medida inteligente que defenderá o emprego".

Criticando os partidos da maioria PSD/CDS-PP por mais uma vez terem chumbado a proposta que o PS apresentou, esta semana, na Assembleia da República, o líder socialista insistiu que a redução do IVA para aquele setor da economia impedirá o encerramento de muitas empresas e fortalecerá o turismo em Portugal.

António José Seguro mostrou-se, contudo, satisfeito por os partidos com assento parlamentar, "da esquerda à direita", terem aprovado no parlamento oito das 10 medidas propostas pelos socialistas para promover o emprego.

"Tanto se serve Portugal no Governo, como na oposição", disse, a propósito das propostas socialistas. Para Seguro, o PS tem a responsabilidade de ouvir os partidos, os parceiros sociais e os sindicatos para encontrar as melhores soluções para o emprego.

Pacheco Pereira - "...Interessados na "massa falida" ficaram com tudo"

Se se tratasse apenas (dos membros do governo serem) administradores de massa falida, a coisa seria diferente; o problema não é esse: eles pensavam que conseguiam transformar a "empresa" numa radiosa empresa tecnologicamente desenvolvida, achando que o fariam em 2 anos a partir de um programa político ideológico; e menosprezaram uma série de factores que temos que ter em conta, e havendo uma parte de interessados na "massa falida" que ficaram com tudo.

A economia e o modelo social europeu não voltam a ser o que eram, nisso está de acordo, mas esquecemo-nos que muitas das coisas que aconteceram tiveram origem numa crise financeira e que se tomaram decisões europeias erradas, defendendo sectores arcaicos e abandonando a produtividade ou a investigação. as mudanças necessárias 8no modelo social europeu) têm que ser introduzidas com períodos de transição, com cuidado para que os elementos de coesão não sejam perdidos.

O que falha em Portugal, é que (para este governo) o que consideram danos colaterais é o fundamental, desprezando os factores económico-sociais, prescindindo de fazer negociação. A política faz-se para quem é vivo, não para se ser usado como ratos de laboratório

TVI - Constança CS - PR defende Governo e desvaloriza défice (e a si próprio)

(Défice 10,6%) - É uma grande embrulhada. Nunca, como Cavaco Silva,  um PR se afundou com um governo deixando o país à deriva. Não há memória

 "O PR diz que não é para ser levado a sério, por causa da recapitalização do Banif, mas se retirarmos este valor temos um défice de 8,8%, que é altíssimo. O PR diz que o governo lhe deu garantias do cumprimento do défice, mas não sabe que garantias sejam e tem pena que nem o governo nem o PR as expliquem."

O PM justifica também o valor com o pagamento dos duodécimos e com o chumbo do TC, mas não percebe como é que ao mesmo tempo diz que a recessão está a abrandar. Todos os dados económicos são péssimos, nada apontando para uma recessão de 2,3 mas para uma maior. Outro argumento do PM é a execução de Maio, mas nestes dados o défice continua a crescer (13%).

Não vê como o PM pode garantir aos portugueses que vai cumprir o défice de 5,5%; o que vê é uma austeridade doentia que nem sequer consegue controlar as contas públicas. Pergunta se os 4 mil milhões de cortes que o governo está a preparar não têm também efeitos recessivos

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Augusto Santos Silva - Entrevista de Teixeira dos Santos - O PEC IV, a Troika e o PSD


Poucas palavras, boas palavras:
1. Fizemos a correção orçamental de 2005-2007, concluindo-a com êxito um ano antes do acordado com a UE.
2. Respondemos à crise mundial com uma política orçamental expansionista, tal como os restantes países, e em aplicação da decisão tomada pelo Conselho Europeu.
3. Fomos atingidos pela crise grega, pela hesitação europeia em responder-lhe, pela queda da Irlanda e pela mudança de orientação franco-alemã.
4. Preparámos com o apoio explícito da chanceler alemã um programa de consolidação, o PEC-4, que não implicava a perda de soberania associada ao resgate internacional.
5. O chumbo desse PEC pelo Parlamento português, eis o que nos conduziu aos braços da troika e ao resgate.
6. Sim, o primeiro-ministro de então resistiu tanto quanto pôde ao pedido de resgate, porque tinha a plena intuição política do que ele significaria.
7. O erro principal do atual Governo foi ter pretendido ir além do próprio memorando de entendimento com a troika.

Constança CS - Entrevista de Teixeira dos Santos

Foi muito interessante, sendo bom que esses tempos tenham sido esclarecidos. Não escondeu o incómodo que existiu com Sócrates, na altura em que desencadeou o pedido de resgate, mas acompanhou Sócrates na questão do PEC IV;
É muito difícil fazer a história do que poderia ter sido (e Sócrates e Teixeira dos Santos esquecem que o governo não tinha já força política e estava isolado), mas houve uma enorme irresponsabilidade no papel do PSD e Passos Coelho não pode vir dizer que vai fechar o resgate que o PS pediu. 
Nem ninguém pode esquecer que Passos Coelho e a direcção do PSD disseram que a troika era uma coisa fantástica, sendo no mínimo estranho que hoje apareçam a dizer que o programa está mal desenhado. O que o governo mostra com o discurso contra a troika é a assumpção do seu próprio fracasso

Pacheco Pereira - Governo: temos um problema de incompetência

Temos um problema de bloqueamento político e de incompetência e de engenharia utópica no governo, que vão perdurar muito para além do governo. Os estragos que estão a ser feitos ao país e aos portugueses são o problema. 
As greves por si só não são a solução, mas é saudável para este Portugal que 300 ou 400 mil pessoas (vamos admiti-lo) prescindam de um dia de trabalho para protestar. 
Não lhe interessa tanto a retórica política em torno das greves; a greve, os nossos sindicatos e o discurso sindical têm fragilidades, mas há uma crise profunda na nossa sociedade e quem protesta está do lado certo.
A greve mais gravosa para Portugal veio do Conselho de Ministros [elenca uma série de decisões constantes do último comunicado do CM], não havendo um governo "normal

Manuela FL - Existe mal-estar entre as pessoas

Acha bem que não se faça a guerra dos números, porque nem sempre os números são a leitura do que está subjacente a uma greve. 

Existe algum mal estar entre as pessoas, que não são apenas laborais; existe um sentimento de intranquilidade e insegurança muito grande entre as pessoas, que não se manifestam numa greve.

Esta greve tem um sinal bastante impressivo, que é o facto das duas centrais sindicais se terem juntado e as confederações patronais manifestarem compreensão.

É o que lhe está subjacente que deve levar um governo a ponderar o que foi a razão de uma greve desta natureza. Pode ser um alerta para se ponderarem outro tipo de políticas

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Comissão Europeia - os riscos em Portugal são ainda mais negativos

A Comissão Europeia considera que as expectativas sobre a evolução económica se agravaram desde que em março os técnicos da ‘troika’ reviram a recessão esperada de 1% para 2,3% do PIB e deixam antever um cenário mais negativo. 

Na avaliação dos técnicos de Bruxelas à sétima avaliação do Programa de Assistência Económica e Financeira, os técnicos dizem que apenas no período que se passou de março até finalizarem a avaliação que apresentaram ao Eurogrupo e ao ECOFIN os riscos agravaram-se. 

Após a finalização do cenário macroeconómico em março, os risco à previsão passaram a ser mais negativos. A procura interna deverá continuar fraca em particular num ambiente de escassos desenvolvimentos do mercado de trabalho no primeiro trimestre deste ano que podem ter impacto no consumo privado”, escrevem os técnicos. 
Ainda assim, a missão vê sinais positivos na melhoria das exportações no início do ano, assim como em indicadores de sentimento económico e outros indicadores nos últimos seis meses

Governo e Troika 2015 - fora do memorando - acordam mais cortes salariais na função pública

O que se vai sabendo dos acordos feitos nas costas do Parlamento - A Comissão Europeia defende que, com a alteração das metas, a consolidação orçamental de Portugal vai estender-se para 2015, antevendo-se "mais cortes na fatura salarial" da função pública.
Na sua avaliação à sétima revisão regular do Programa de Assistência Económica e Financeira de Portugal, hoje divulgada, a CE refere que, "com a revisão dos objetivos para a trajetória do défice, parte do necessário esforço orçamental para alcançar uma posição orçamental equilibrada foi adiada para 2015".
"Para 2015, o pacote adotado pelo Governo a 02 de maio, que corresponde a uns adicionais 0,3% do PIB [Produto Interno Bruto] em medidas para esse ano, antecipa mais reduções na fatura salarial do setor público e mais cortes na despesa dos ministérios e dos programas", considera a Comissão.
O Governo acordou com a ‘troika’ que a contribuição de sustentabilidade sobre as pensões não seja uma medida obrigatória, deixando-a de fora da lista dos ‘structural benchmarks’, cujo não cumprimento poderia significar um chumbo das instituições internacionais.
No memorando de entendimento entre o Estado português e a ‘troika’, é explicitado que o que o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, chamou a Taxa Social Única sobre os pensionistas será aplicada apenas “se estritamente necessário” e como terceira medida no âmbito da reforma do sistema de pensões (cortes). O acordo diz que esta medida “pode ser substituída por outras medidas de valor e qualidade equivalentes”.
O Governo compromete-se com a ‘troika’ a ter abertura para substituir medidas, das várias apresentadas, para garantir o cumprimento das metas orçamentais este ano, após ouvir os parceiros sociais e partidos, desde que estas tenham também medidas de equivalente valor e qualidade. Algo que segundo o executivo teve acordo da missão técnica. Este processo tem de estar concluído a tempo para que todas as mudanças legislativas estejam prontas a tempo de implementar o processo de revisão da despesa até 15 de julho próximo.
Bruxelas considera que o Governo não cumpriu o prazo de até junho fechar a contratação das empresas que vão fazer a recuperação dos créditos do ex-BPN, mas prevê que tal aconteça até "meados de 2013".
O Governo quer fazer os cortes na despesa através de leis gerais para que estas possam também ser avaliadas pelo Tribunal Constitucional preventivamente e assim dar mais tempo ao Executivo para reagir em caso de 'chumbo'.
Nos documentos da sétima avaliação do Programa de Assistência Económica e Financeira hoje divulgados pela Comissão Europeia, o Governo compromete-se a tomar várias medidas para reduzir os riscos de um eventual chumbo do Tribunal Constitucional sobre as medidas de corte estrutural na despesa. Entre estas está a utilização de leis gerais, fora do Orçamento do Estado, para que estas permaneçam em vigor findo o ano respetivo de cada orçamento, mas também para que estas possam ser avaliadas preventivamente pelo Tribunal Constitucional.
A Comissão Europeia estima que a dívida caia a partir de 2015, ficando abaixo dos 100% no início da próxima década, se for cumprido o limite do défice estrutural (0,5%) em 2017, apresentando estimativas melhores que o FMI.

O Governo adiou a privatização ou concessão da RTP, remetendo o processo para a operação de reestruturação da empresa em curso, informa o memorando de entendimento assinado pelas autoridades portuguesas e pela 'troika' após a sétima revisão ao programa.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Eurobocia 2013 - Medalhas de ouro e Prata - Parabéns ao FF


EURO BOCCIA 2013 - Parabéns ao Fernando Ferreira, à APCV, em particular ao seu treinador e colega de equipa Filinto Carvalho
FF, de 40 anos, uma vez mais alcançou a medalha de Ouro no evento Individual BC2 e medalha de Prata na equipa BC1/ BC2, na classe Boccia_BC2 (paralisia cerebral). 

(Treinado por Filinto Carvalho e Helena Bastos o atleta, que se estreou nos Jogos Paralímpicos em Seul’88, representa a Associação de Paralisia Cerebral de Viseu.)

TVI - Augusto S Silva - Governo: 5 regras para a comunicão política (lição gratuita)

Lembra 5 regras básicas de comunicação política, que recomenda"O governo bem precisa de comunicação política". A saber:
  1. Cada macaco no seu galho.
  2. Os galhos são diferentes, havendo uma hierarquia do governo.
  3. Convém que se fale quando se tem alguma coisa para dizer.
  4. Quando falarem vários, ao menos digam a mesma coisa.
  5. Se a má notícia expulsa a boa, convém que não sejam dadas ao mesmo tempo.
Não basta encontrar um ministro que seja um intelectual, com ar blasé; sem conteúdo a mensagem política não passa. A comunicação política é também debate e, sobretudo, combate político. Em matéria de comunicação política este governo ainda precisa de trabalhar muito mais.

O melhor do governo nestes 2 anos foi ter encontrado um compadrio, em Belém. O pior, do ponto de vista dos seus interesses e apoio, foi o contraste entre o que Passos Coelho está a fazer e o que Passos Coelho disse que ia fazer, um contraste que é fatal para o governo."

TVI - Constança CS - Défice aumentou 13% - "Esta gente não é de fiar"


Execução orçamental - O esforço de consolidação continua a ser feito à custa dos contribuintes. No que é possível o governo agarrar, consegui-o; mas foi-se buscar muito mais dinheiro às famílias e empresas do que no ano passado e curiosamente o défice é superior em 13% em relação a 2012. Todo o ajustamento tem sido feito pelas famílias e empresas e o Estado, nada. 
Não considera esta execução um sucesso, não dando razões para estarmos optimistas em relação a nada. Não percebe como o MF pode garantir a meta de 5% de défice no final do ano.

Possibilidade de baixar impostos para contribuintes cumpridores - Não sabe como isso se faz, escapa-lhe a subtileza dos "contribuintes cumpridores". O PS vai apresentar na 5ª feira uma proposta para reduzir o IVA na restauração e pergunta que argumento terá o CDS para não aprovar. Não há ninguém que não defenda a descida do IRS, o que mostra que ninguém no PSD se está a "lixar para as eleições", como diz Passos Coelho. O que é no mínimo estranho, é que se esteja a falar em descida de impostos e continuarmos a não saber nada sobre a reforma do Estado.

Parceiros sociais contra a manutenção da austeridade - Assusta a incapacidade do governo em falar e dialogar seja com quem for. Como é que um governo que não consegue dialogar com o presidente da CM Porto (e nem dentro do próprio governo), consegue dialogar seja com quem for; esta gente não é de fiar. Quando todos os parceiros vêm dizer que o governo não cumpriu a sua parte do acordo, isto demonstra que o governo está isolado e que é altamente responsável pela forma como quebrou todas as pontes.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Desemprego Registado – Maio 2013 - Continua a SUBIR

Segundo os últimos dados mensais do IEFP referentes a maio, o nº de desempregados registados nos Centros de Emprego atingiu 703.205: mais 61.983 (+9,7%) que no mesmo período de 2012 e menos 25.307 (-3,5%) que no mês anterior.


Em Viseu cresceu +14%, atingindo os 24 929, embora -2,7% do que no mês anterior. Ou seja, continua a crescer, mas mais devagar. Só o tempo dirá se este aumento mais lento do desemprego assenta em razões sazonais ou estruturais

Miguel Sousa Tavares - Empresários: Falhou a receita

O que o PS tem afirmado, com base em medidas alternativas, é o que hoje foi reconhecido - "Confederações patronais pedem descida dos impostos - Não se lembra de um apelo tão veemente e tão claro, como hoje foi feito pelas confederações patronais, de que falhou a receita.
Os empresários não são estúpidos e o problema não se resolve com uma simples descida do IRC, mas também do IRS e do IVA na restauração.

Não sabe como a troika vai enfrentar isto, sendo impossível que a troika e o governo não escutem. Parte substancial da troika e muitos economistas reconhecem hoje que a austeridade está a aumentar a dívida pública".

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Discurso de Portas visto por Pacheco Pereira, António Costa e Lobo Xavier

Quando na palavra a "habilidade"  se substitui à "verdade", ninguém, acrediita

Pacheco Pereira: O discurso de Portas é profundamente enganador, sendo o homem que vai estar à frente dos cortes de 4 mil milhões, que vai assinar por baixo muitos dos cortes na FP e reformados, que vai validar todas as decisões do governo hoje, contra as pessoas que diz defender no seu discurso.

António Costa: A cabeça de Portas já está fora do governo e já está a fazer o discurso justificativo, a anunciar o programa próprio e a justificação que vai ter para a ruptura no momento certo. É o roteiro para o próximo episódio. O discurso vai ser-lhe cobrado caro, o PSD já lhe respondeu anteriormente com humilhação na esquina seguinte.

António Lobo Xavier: A novidade no discurso de Portas foi falar na possibilidade da baixa dos impostos, de uma forma que se torna difícil de aceitar ou aderir. Se um membro do governo diz que é possível, deixa de poder criticar as oposições que falam do fim da austeridade. Admite que não haja eleições até ao fim do programa, mas depois acha natural que haja.

PS revogará a lei de "extinção"de freguesias feita pelo governo PSD/CDS

O secretário-geral do PS afirmou hoje que um futuro Governo socialista revogará a lei de reorganização de freguesias e a lei de compromissos, procedendo à revisão da lei de finanças locais para reforçar as competências das autarquias.
António José Seguro falava no encerramento da Convenção Nacional Autárquica do PS, num período do seu discurso em que se referiu aos compromissos de um novo Governo socialistas em relação ao Poder Local.
"Discordo da lei de reorganização administrativa das freguesias e vou mudar a lei", disse, recebendo uma prolongada ovação dos autarcas socialistas na plateia.
Seguro sustentou que uma coisa "era reorganizar as freguesias com critérios e com coerência, promovendo proximidade e melhoria de eficiência dos serviços, mas outra completamente diferente "é cortar a eito".

"Reformar não é cortar, é mudar para servir melhor as populações, como foi feito aqui em Lisboa", contrapôs, num elogio a António Costa.
4.3. Uma nova organização do território com respeito pelas comunidades locais; no combate à atomização e à ausência de escala e massa crítica, avançando-se para um modelo de organização tendencialmente em três níveis de governo – o municipal, o regional e o central – legitimados democraticamente, no pressuposto de que qualquer desses níveis de decisão política só terá condições de desempenho se detiver legitimidade, legitimação e força política equilibrada.


4.4. Revisitar a reforma administrativa e o recente processo de agregação de freguesias que se centrou no que é menos importante e no que menos consequências tem na despesa

pública, desbaratando as lógica de proximidade e de subsidiariedade. Importa definir um novo estatuto para as freguesias, adequado ao seu papel de autarquias de maior proximidade às populações, aprofundando a tradição municipalista e a sua manutenção enquanto unidades identitárias, de participação e representação política. Um governo do PS retomará a questão da reforma administrativa das freguesias, em diálogo com os eleitos locais e procederá a todas as correções administrativas que o interesse das populações o justifique.

sábado, 22 de junho de 2013

PS - Começou a Convenção Nacional Autárquica

António José Seguro entra no Coliseu e tem início a Convenção Nacional Autárquica do PS. Um grande momento. Somos uma alternativa aos candidatos do Governo que outra coisa não querem do que desculpar esse mesmo o Governo, aquele que desde o 25 de Abril mais atacou o poder local, as pessoas, as famílias e as empresas. Cartão Vermelho!

António J Seguro - Apresentou 10 medidas para a Economia

O secretário-geral do PS anunciou que será hoje formalmente entregue no parlamento um pacote de dez medidas para estimular a atividade económica das empresas e o combate ao desemprego, desafiando o primeiro-ministro a apoiá-las.
Falando na sessão de encerramento das Jornadas Parlamentares do PS, em Sintra, António José Seguro afirmou que as medidas de apoio à economia serão discutidas e votadas na quinta-feira, na Assembleia da República, durante um agendamento potestativo do PS.
"São dez propostas simples, que não custam dinheiro. Algumas delas revelam apenas bom senso, outras revelam conhecimento do terreno e do aparelho produtivo e conhecimento das dificuldades dos nossos empresários", disse o líder socialista antes de lançar um repto ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.
"Desafio o primeiro-ministro, que para sábado marcou um Conselho de Ministros extraordinário, para que apoie as propostas do PS", declarou António José Seguro, recebendo uma prolongada salva de palmas.
Num discurso com cerca de 30 minutos, o secretário-geral do PS traçou um cenário sombrio da conjuntura económica e social do país após dois anos de Governo PSD/CDS, referindo, depois, que é responsabilidade dos socialistas, mesmo na oposição, apresentarem soluções, sobretudo em relação "ao flagelo do desemprego".
"Vamos apresentar propostas concretas para apoiar o emprego, estimulando as empresas para que preservem os postos de trabalho e possuam mais capacidade de investimento, tendo em vista a criação de novas oportunidades de emprego", disse.
A primeira proposta do PS passa pela criação de uma conta corrente entre as empresas e o Estado, pela qual se o Estado deve a uma firma far-se-á em seguida um encontro de contas no momento do pagamento dos impostos por parte da firma.
"Essa medida é simples e ajudará as empresas", comentou António José Seguro, antes de referir que os socialistas vão também defender um crédito fiscal ao nível dos suprimentos no sentido da equiparação de juros a financiamento de capitais próprios.
"Atualmente, se um sócio de uma pequena ou média empresa for pedir um empréstimo bancário, os juros que paga vão a custos da empresa. Mas se colocar dinheiro próprio como capital próprio na empresa não tem nenhum crédito nem nenhum benefício fiscal. O PS defende que deve ter, porque isso significa recapitalização das empresas com capitais próprios, menor dependência da banca e acesso a dinheiro com uma taxa de juro mais baixa", justificou o líder socialista.
Seguro sustentou ainda que deve haver uma tributação diferente para os lucros reinvestidos, acabando com a situação em que há lucros reinvestidos numa empresa a serem tributados da mesma forma como se fossem distribuídos pelos sócios, e propôs a reposição da taxa do IVA da restauração nos 13 por cento em vez dos atuais 23 por cento.
O PS defende também o financiamento colaborativo, através do qual se permite que se crie o próprio negócio e se aceda ao financiamento pela Internet, que pode potenciar o número de investidores interessados num determinado negócio.
Na sua intervenção, o secretário-geral do PS sustentou ainda que deverá haver uma ampliação do tipo de garantias ao nível do IVA.
"O Governo tem um despacho normativo que restringiu o tipo de garantias, penalizando injustamente a tesouraria das empresas. Se uma empresa já está em dificuldade, não faz sentido acrescentarem-se mais dificuldades. Há outras formas de proporcionar essa garantia, proporcionando que as empresas possam aliviar as suas dificuldades momentâneas", disse.
Finalmente, ao nível do Processo Especial de Revitalização (PER), Seguro disse que se impõe uma revisão, já que os planos de reestruturação das empresas enfrentam obstáculos ao nível do sistema fiscal, "porque o fisco diz que a lei geral tributária impede negociação de forma a corrigir o processo de recuperação dessa empresa".

PMF // PGF

TVI -Constança CS- Governo e a nova comunicação - "modernice "à Casa Branca"

Nova estratégia de comunicação do governo - Parece uma modernice "à Casa Branca". O governo percebeu que as coisas não estão a correr bem.
O extraordinário é os assessores chamarem os jornalistas todos os dias para que este vejam o que é que o governo tem a dizer sobre as mais diversas matérias, para que o governo consiga enquadrar a sua mensagem. Sabe o que faria, se tivesse que ser chamada para estes briefings.
O ministro Poiares Maduro diz que o problema é tudo ser contestado e isto deve ser para acabar com essa contestação.
O problema deste governo não está na comunicação, esta não é independente do conteúdo; quando uma coisa é inexplicável não se encontra uma explicação para aquilo.
O governo tem uma forma de comunicação em que se esmerou, que é um discurso propositado de crispação. O discurso do governo nestes 2 anos foi de austeridade e perante o desastre e a falta de resultados, achou por bem começar a falar de crescimento, presumindo que seja disso que Poiares Maduro quer por o governo a falar; mas é um discurso que não convence, os políticos que deram a cara por uma política não podem dar a cara por outra.

Expresso - "Passos Coelho teme degradação da situação económica"

(Opinião - JJ) O Governo está a tentar rever as metas de um orçamento que ainda não apresentou, o OE 2014. Vítor Gaspar conhece bem o que todos parecem ignorar ou disfarçar no Executivo: uma degradação ainda maior da situação económica, já de si decadente. 
O PM sabe que não tem soluções e percebeu que fez duas opções erradas: ter derrubado um governo sem ter uma alternativa e escolher um caminho sem saída, o da austeridade sobre austeridade. 
Ninguém paga a ninguém com o dinheiro que não tem. Sem crescimento não há futuro. Sabendo-se, como hoje se sabe, em consciência, que a crise era internacional e que todos os países viriam a cair, principalmente pelos erros de uma
Europa que é uma caricatura de si mesma, foi fatal para o país o PSD e o CDS sucumbirem à tentação de derrubar o futuro. 
A argumentação com o passado está esgotada e, sobre esse passado, já o PM deu conta que o pior dos erros foi prometer o impossível, enganando tudo e todos, começando por si próprio. Isto de qualquer um poder chegar a PM tem que se lhe diga.
Uma coligação em que o parceiro CDS é, ao mesmo tempo, parceiro e oposição, é como "ser e não ser", um paradoxo. Paulo Portas, diz-se, é muito inteligente, mas, a ser verdade, como é que alguém com tal dote caiu num abismo que também construiu, mesmo a 12% de responsabilidade, como gosta de se sacudir?
O país, infelizmente, já não espera nada do Presidente da República, a não ser o fim do seu mandato. Todos sentimos saudades de voltar a ter um Presidente da República, a sério. Isto não deveria ter acontecido, mas aconteceu. Parece-me que, com mais um corte de 4,7 mil milhões o povo vai sair à rua e vai resolver. E o que isso possa vir a significar, ninguém diga que sabe.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

TVI - Constança CS - "Um Conselho de Ministros informal é uma sessão de propaganda"

PM reagiu com irritação perguntado sobre reforma do Estado - Há um ministro que é suposto estar a fazer um guião, que se duvida que sirva para alguma coisa, e o PM parece não fazer a mais pequena ideia do que se passa sobre isso. 

Um Conselho de Ministros informal, para debater umas coisas, sem ordem de trabalho, é uma sessão de propaganda. Transmite a ideia de que o guião não serve para coisa nenhuma e nem o PM está interessado nisso.

Quem manda no governo é Vítor Gaspar e não existe reforma do Estado nenhuma, o que existe é um plano de cortes, que já está em andamento e que tem a ver com as derrapagens orçamentais. 

Manuela F Leite - Sacrfício - "Este era escusado, sem qualquer benefício para o Estado"


Pagamento dos subsídios - "Continua a não perceber o motivo do adiamento do pagamento. O governo não teve nenhum cuidado em preparar o assunto e numa época em que os sacrifícios têm sido bastantes, é preciso ser muito criterioso nos sacrifícios adicionais; e este era escusado, sem qualquer benefício para o Estado. 
Era absolutamente essencial dar-se uma explicaçãoAdmite que o PR tenha recebido da parte do governo a explicação para que isto aconteça, só não entende porque essa explicação não foi dada às pessoas.
Como foi dito pelo PM não haver um problema de tesouraria, tanto faz que o Estado arrecadasse (agora) este dinheiro ou nãoO governo arranjou um problema com os FP que era absolutamente escusado e que não era possível no sector privado. O Estado deu um mau exemplo como patrão e foi negligente a legislar."

SIC - Pacheco Pereira: "Trata-se de um governo sitiado e profundamente dividido "

Subsídios - Há uma linha clara de confronto, uma afirmação de autoridade do governo. Trata-se de um governo sitiado e profundamente dividido (havendo um partido, o CDS, que está no governo e conduz uma acção política como se não estivesse); a tendência para responder a essa situação é com actos de autoridade, num claro confronto com a lei, com as instituições, com as pessoas comuns.

Os efeitos económicos e financeiros da decisão do TC é suposto estarem vertidos no rectificativo, não havendo razão nenhuma para não serem pagos os subsídios; e o TC tomou uma decisão que está associada a um subsídio de férias, que é suposto ser pago. A reacção de agressividade do governo é má para a democracia.
A decisão do PR enfraquece a sua autoridade; várias vezes no passado respondeu torto a ser pressionado e desta vez foi pressionável. No plano político, está cada vez mais a comprometer-se com o governo, não podendo repetir o seu discurso.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Subsídios - AJ Seguro quer explicações do Presidente da República

Operação Relâmpago - António José Seguro quer explicações do PR por ter promulgado lei em poucas horas. 

Defende que, havendo dinheiro, o Governo deve pagar subsídios já em junho aos trabalhadores. “Quem pensa de uma maneira diferente não tem a minha concordância”.

TVI - Constança CS - "Quanto custam os meninos da JSD?"

JSD a querer saber quanto custam os sindicatos da educação -Os meninos desconhecem que os sindicatos fazem parte de uma democracia e que são responsáveis por uma contestação organizada, não percebem sequer que são parceiros sociais.
Dá vontade de lhes perguntar quanto custa a JSD, ou que aproveitem para perguntar ao MF quanto é que custa cada previsão errada do governo.

Eurostat - PIB per capita em Portugal baixa pelo 2º ano consecutivo


O PIB per capita em Portugal, em Paridades Poder Compra (PPC), baixou pelo 2º ano consecutivo, atingindo, em 2012, 75% da média da União Europeia. Este é o valor mais baixo da série.

Face ao ano anterior, Portugal apresenta o 2ª maior decréscimo no PIB per capita (a seguir à Grécia e juntamente com o Chipre e Holanda).

O PIB per capita português é o 2º mais baixo da zona euro (a seguir à Estónia e juntamente com o da Grécia e Eslováquia) e o 8º de toda a União Europeia. Na zona euro, o PIB per capita manteve-se, pelo 2ª ano consecutivo em 108% da UE27.

O PIB per capita português encontra-se, por exemplo, 42% abaixo do PIB per capita da Irlanda; 38% abaixo do PIB per capita da Alemanha; 31% abaixo do PIB per capita da França; 23% abaixo do PIB per capita de Espanha, ou 18% abaixo do PIB per capita do Chipre. (atualizado em 18 de junho 2013)

TVI - Constança CS - " O PR devia ter um pouco de vergonha"

Promulgação do NÃO ao diploma dos subsídios de férias - Do ponto de vista do PR fica-lhe muito mal ir a reboque da maioria. Razão tinham PSD e CDS quando deram por garantido que a lei ia ser promulgada e deram "de barato" o PR.
O problema deste PR não é não querer a instabilidade política, mas é ter uma colagem absoluta ao governo; não tem autonomia face ao governo, prestando-se a que ninguém o leve a sério, espantando-se depois que lhe chamem palhaço ou que o mandem trabalhar.
AJS, que até tem sido muito moderado em relação ao PR, já veio dizer que dali esperava tudo; isto chegou a um ponto em que deixámos de ter um PR que possa funcionar normalmente, sendo um elemento do governo.
O próprio PM disse que há financiamento, perguntando-se o que leva o governo a não pagar em Junho, quando isso até podia ser positivo para a economia. É uma atitude incompreensível e perigosa, de um bando de garotada, que não sabem nada da vida e brincam com as pessoas.
O PR devia ter um pouco de vergonha, porque ele próprio recorreu para o TC e sobre os subsídios. Que alinhe numa coisa destas é a última machadada no seu perfil.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

PAULO PORTAS - Cheque-mate ao PSD, moção de censura ao governo de Vítor Gaspar!

Paulo Portas tem uma mensagem simples: no governo só tem 12% de representatividade, a necessária para corrigir o PSD em tudo que de mau tem feito: aplicar a TSU, cortar mais reformas, privatização da RTP ... sim, porque de bom só mesmo o CDS/PP conseguiu ... foi um encanto ouvi-lo falar -:))-:))
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"O presidente do CDS-PP, Paulo Portas, defendeu hoje que o "desagravamento fiscal em sede de IRS" deve começar na atual legislatura governamental.
"É condição para esse desagravamento o equilíbrio com a disciplina orçamental e daí decorre a necessidade de redução da despesa ser consistente. 
Porém, a própria moderação fiscal é um instrumento de crescimento", sustentou. A moção de estratégia global "Responsabilidade e identidade", que formaliza a recandidatura de Portas à liderança do CDS-PP, foi lida na íntegra durante mais de uma hora, não tendo o presidente democrata-cristão respondido a perguntas dos jornalistas no final. Paulo Portas disse que o CDS-PP foi "obrigado a governar contra as suas convicções" nas medidas do OE para 2013, o que "causou e causa justificada deceção no eleitorado da maioria". O líder democrata-cristão disse, contudo, que "o aumento do IRS também aconteceu em consequência das decisões negativas do Tribunal Constitucional quanto a elementos importantes de redução da despesa pública". "O facto é que o CDS-PP, em nome da estabilidade governativa e da situação de emergência nacional em que nos encontramos, teve de ceder no compromisso de não aumentar o IRS; e aceitar uma reforma dos escalões e das taxas, que, ao invés de incentivar a mobilidade social, acentuou a penalização dos rendimentos", afirmou. Portas apontou como "obrigação do CDS-PP trabalhar, no quadro da maioria, para tornar possível, nesta legislatura, uma inversão de tendência no IRS, como de resto começa a fazer-se no IRC". Para o presidente do CDS, "a segunda metade da legislatura tem de corresponder a um segundo ciclo político". "Não apenas pelo horizonte visível da saída da 'troika' - que não é o fim dos constrangimentos, mas também pela absoluta prioridade de acelerar, no que de nós depende, a chegada a um ciclo de crescimento económico e a um ponto de viragem quanto à criação de emprego", declarou. Esta ideia é igualmente defendida na moção de que António Pires de Lima, gestor e presidente do Conselho Nacional do CDS-PP, é o primeiro subscritor."

TVI - Constança CS - PR sobre desemprego que "assusta" e CES alerta para mais recessão

CES - Não há ninguém fora do governo que leve a sério as metas do orçamento. Temos um quadro com recessão maior, procura interna mais baixa e exportações com ritmo mais baixo, chegámos a um beco sem saída.

PR - Percebe as palavras do PR mas este não lhes tira ilações, nem os institutos de cariz social substituem as políticas (activas) do Estado em relação ao desemprego. O plano de cortes que o governo tem preparado ainda vai descer mais a procura interna.

TVI - Augusto S Silva - PPP: afinal, fala-se, mas o Relatório não existe


O texto do deputado do PSD, é, até agora, apenas "artigo de opinião" e teve como objetivo apagar o conflito dos exames. Vejamos:
"Relatório às PPP - O primeiro ponto é que o relatório não existe. O que existe é o projecto apresentado pelo deputado relatorLendo o projecto, inscreve-se numa operação política de demonização do engº Sócrates, não acrescentando valor ao que já sabíamos da apreciação política sobre as PPP.
Quanto ao futuro relatório, sempre aprovado pela maioria, há a possibilidade regimental para a minoria apresentar o seu, alteração consagrada pelo PS, enquanto maioria absoluta, para permitir a defesa das minorias. E, então, discutiremos os dois.
Em relação aos custos para os contribuintes, é interessante o exercício feito pelo relator sobre o custo anual para cada contribuinte, comparando um custo de 40 euros com o custo de 53 euros calculado pelo PSD. 
Em relação à construção, passa a ideia de que Sócrates foi o campeão da construção de auto-estradas, quando construiu 68 km/ano, comparando com 62km/ano no governo de Durão Barroso e 117 km/ano nos governos de Cavaco Silva. 
Em relação às PPP, há 22 sendo 8 da responsabilidade de Sócrates. E é curioso que o caso que segundo o próprio relator configura maiores dúvidas seja a concessão da Lusoponte, lançada nos gloriosos anos 80, sabendo-se quem era o PM na altura.
As circunstâncias de restrição orçamental que vivemos não permitem usar este instrumento como foi usado no passado, mas atirar areia para a agenda mediática, dessa operação os analistas não devem fazer parte"

PR - "17,7% de desemprego "é uma taxa que assusta todos"

Se assim é, quais as ilações do Presidente? Só conversa? E, já agora, a taxa oficial do desemprego é mais elevada (INE), portanto, assusta muito mais

"O Presidente da República afirmou hoje que 17,7% de desemprego "é uma taxa que assusta todos", defendendo que "esta realidade dramática" deve levar a um reforço da cooperação entre o Estado e instituições de apoio social. 

No seu discurso, o Presidente considerou que "perante estes números é natural" que alguns questionem "o quadro social" que têm perante si, mas defendeu que a resignação não é uma opção. 

Questionado sobre se estes números confirmam que existe uma espiral recessiva no país, como o Presidente da República já advertiu, Cavaco Silva respondeu ser necessário "aguardar pelos números que irão ser publicados para o segundo trimestre deste ano para saber se há de facto uma inversão na tendência do nosso PIB e uma inversão no desemprego".

terça-feira, 18 de junho de 2013

Silva Peneda (PSD) diz o ORetificativo vai agravar mais a vida dos portugueses

  • Presidente do CES, Silva Peneda, (ex-ministro PSD) diz que orçamento rectificativo só vai agravar ainda mais a economia portuguesa (A1); diz que programa de ajustamento tem corrido mal, está convencido que efeito do pagamento do subsídio de férias em Junho não teria impacto por aí além na economia portuguesa, mas admite que seria positivo para o consumo interno (TSF).

RTP - Termómetro Político - Nuno Crato e Mário Nogueira a negativos: nota 8

Nuno Crato - Nota 8
·      João Marcelino (nota 7): Foi uma derrota para o ensino e para o diálogo que o governo não consegue praticar. Não encontra nenhuma explicação para não terem marcado todos os exames para 2 de Julho. Nuno Crato devia dar uma prova de grandeza política e retomar o diálogo.

·         Graça Franco (nota 9): Nuno Crato não estava preparado para lidar com os sindicatos. Cedeu à irritação, tentando esticar a corda. Marcando uma nova data, o ónus ficava do lado dos sindicatos. Com tudo isto, perdeu o país.
·         Pedro Santos Guerreiro (nota 8)[esteve ausente do programa]

Mário Nogueira - Nota 8
·         João Marcelino (nota 11): Não tem qualquer simpatia pela forma como desenvolve a liderança da Fenprof, muito corporativa e com uma estratégia sempre contra qualquer ministro. Mas o governo conseguiu fazer com que, pela primeira vez, os 9 sindicatos estejam unidos. Está a defender causas que considera justas.
·         Graça Franco (nota 7): O futuro dos alunos joga-se muito nestes exames. A greve deve ser o último recurso e ser gerida com bom senso e não o foi.

·         Pedro Santos Guerreiro (nota 7)[esteve ausente do programa]

INE - Somos cada vez menos - População residente em Portugal volta a diminuir em 2012

O INE compila pela 1ª vez os dados para a emigração temporária, (com dados disponíveis apenas para 2011 e 2012), destacando-se: O nº de emigrantes temporários atingiu aproximadamente os 70 mil: um crescimento de 22% face a 2011 (+12.500).

Nos últimos dois anos o nº de emigrantes temporários superou o nº de emigrantes permanentes. O grupo etário dos 25 aos 34 anos foi o que mais emigrou: foram mais de 16 mil a fazê-lo [+ 4.139 face a 2011 (+34%)]

Mais de 11 mil jovens (dos 20 aos 24 anos) emigraram temporariamente: +2.819 face a 2011 (+32%). No entanto, a este facto deverá estar associado o fenómeno da mobilidade académica. Mais de 6 mil pessoas com 55 e + anos emigraram temporariamente

Em 31 de dezembro de 2012, a população residente em Portugal foi estimada em 10 487 289 pessoas, menos 55 109 do que a população estimada para 31 de dezembro de 2011, o que representou uma taxa de crescimento efetivo de -0,52%.

O número de nados vivos desceu para 89 841 (96 856 em 2011) e o número de óbitos aumentou para 107 598 (102 848 em 2011), implicando um saldo natural de -17 757 pessoas. O saldo migratório foi estimado em -37 352 pessoas. 

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segunda-feira, 17 de junho de 2013

TVI - Marcelo RS - "A política deste governo é um desastre"


Subsídio de Férias Acha que esta história dos subsídios de férias é um desastre. Primeiro quando veio a decisão o governo explicou que não tinha dinheiro e o subsídio ia passar a ser pago para o fim do ano e acabaram por passar 3 meses sem alterarem a lei, e esta lei não precisava de ser alterada depois do Retificativo. Ninguém sabe nada de direito ali e quem sabe esqueceu , acabou por entrar o orçamento Retificativo a lei ao mesmo tempo. 
Até que o ministro das finanças afirmou que estavam garantidos a nível de financiamento até ao fim do ano, era só o problema do orçamento rectificativo dar cobertura a este tipo de despesa. Orçamento entrou e o governo disse que o parlamento estava a demorar muito tempo, questiona-se porquê que a maioria não foi mais rápida. 
Orçamento vai entrar em vigor em Junho ou Julho e questionam porquê que não paga em Julho e não em Novembro. Os portugueses fazem férias é de verão e o governo está sempre a dizer que se precisa de injectar dinheiro na economia e também se "anima" a economia no Natal mas porquê esperar 5 meses, questiona-se.
Isto significa 3 coisas : 
1) que a política deste governo é um desastre e agora este desastre já não tem o rosto de Miguel Relvas, agora o rosto é o PM.
2) Este é um exemplo que Vítor Gaspar é um problema para o governo.
3) O governo trata mal os funcionários públicos. É a mesma coisa que um treinador que trata mal todos os jogadores como é que ele poderia esperar ganhar jogos se trata mal os seus jogadores.
Esta decisão é um desastre. Não há ninguém do PSD que possa defender isto.

domingo, 16 de junho de 2013

Desemprego sobe, em termos anuais, 12,3% na região Centro


O número de desempregados registado em Maio aumentou 9,7% em termos homólogos, com mais 61.893 inscritos nos centros de emprego, recuando 3,5% face a Abril, segundo a informação mensal do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP). 
Em termos anuais, a nível regional, o desemprego subiu em todo o país, especialmente nos Açores (22,4%), Alentejo (12,9%) e Centro (12,3%), mas desceu face ao mês de Abril, diminuindo 11,4% no Algarve e 6,6% no Alentejo.
No final do mês de Maio estavam inscritas nos centros de emprego 703.205 pessoas, menos 25.307 do que em Abril, correspondendo a um total de 887.666 pedidos de emprego no último ano.
Ao longo do mês, inscreveram-se 54.566 desempregados, o que representa uma queda homóloga de 4% (menos 2.269 pessoas) e um decréscimo de 5,9% face ao mês de Abril.
A descida foi generalizada em todas as regiões, com destaque para a Madeira (-10,5%), sendo os Açores a única exceção com mais 22,6%.

O “fim de trabalho não permanente” foi o principal motivo para a inscrição, representando quase 33% do total de desemprego em Maio.

FARMÁCIAS - Insolvências e falências aumentam - 3131 ao todo

Desnorte do Governo - O normal fornecimento de medicamentos agrava-se todos os dias - "Um total de 313 farmácias enfrentava, no final de Maio de 2013, processos de penhora e de insolvência, segundo dados do MOPE, uma base de dados empresarial nacional que fornece informação de crédito, de contencioso e de natureza económico-financeira.
Segundo aquela base de dados, 93 farmácias estavam em processo de insolvência e 220 enfrentavam processos de penhora. No total são 313 farmácias a fazer face a situações complexas.
O número de insolvências aumentou 45,3% e o número de penhoras aumentou 25,0%  face a Dezembro de 2012.

Os dados MOPE vêm demonstrar a situação de ruptura do sector de farmácias que se agrava continuamente cada dia que passa. Inevitavelmente, esta situação de crise profunda tem consequências no acesso dos cidadãos ao medicamento"

sábado, 15 de junho de 2013

TVI - Constança CS - "O PM não pode fazer de nós tontos,"


Relatório do FMI sobre os cortes na despesa Há um jogo de palavras; Passos Coelho disse que as medidas apresentadas pelo FMI iam “até” 2015, o que não é inclusivo. O PM não pode fazer de nós tontos, porque aquilo (a concentração em 2013 e 2014) está lá.
O PM refugia-se num jogo de palavras, que a oposição não conseguiu desmontar, escondendo o essencialEstranha ninguém falar do essencial, que é o relatório do FMI, que já não acredita no ajustamento português, traçando um quadro desolador

sexta-feira, 14 de junho de 2013

TVI - Constança CS - Aconteceu o costume, o governo engana-nos constantemente


Relatório FMI anuncia corte de 4,7 mil milhões até 2014 - Aconteceu o costume, o governo engana-nos constantemente. O governo nunca explicou porque apareceu o corte inicial de 4 mil milhões, tendo dito dito que até Fevereiro seriam especificados e definidos esses cortes. 
Em Maio, Passos Coelho apareceu com um pacote de 4,7 mil milhões para 2013,14 e 15 e na altura os líderes da coligação vieram dizer que tinha sido uma conquista do governo (ser estendido até 2015); Passos Coelho disse que nesses 4,7 mil milhões havia uma folga de 700 milhões e falou dela na carta à troika. 
O relatório mostra que já não há folga nenhuma e que os cortes são para 2013 e 14, e vem dizer que que isso não é um reforço de austeridade, quando é evidente que o é, ao concentrar o esforço em 2 anos. 
Espera que amanhã, no debate quinzenal, o PM explique de uma vez por todas o que está em causa, mas não acredita porque todo este dossier tem sido tratado com má fé. Também há uma novidade, de que tudo tem que estar aprovado até 15 de Julho, faltando praticamente um mês e sem que conheçamos nenhuma medida.
O FMI diz também que não foi feito nenhuma reforma de corte na despesa do Estado, sendo muito pessimista em relação á possibilidade de serem feitas daqui para a frente; e deixa um recado, de ter que haver um apoio firme do ponto de vista político, aparentemente dirigido à coligação, uma vez que reconhece que a coesão política e social já viu melhores dias.
O senhor Selassie propõe um corte nas pensões do Estado (o que já sabíamos) e um corte geral dos salários da FP e do sector privado, estabelecendo uma estratégia de empobrecimento de toda a população para fazer o ajustamento. AJS tem razão, em dizer que nem o PR nem o governo tiram qualquer consequência de tudo estar a correr tão malO problema já não é de legitimidade, é se o governo tem condições para avançar com este plano de cortes.

PS acusa governo de instrumentalizar data das autárquicas


Lusa: Seguro desafia Governo a não arranjar “desculpas” e pagar os subsídios

O secretário-geral do PS, António José Seguro, desafiou hoje o Governo a não arranjar desculpas para adiar o pagamento dos subsídios de férias e de Natal, afirmando que "se há dinheiro paguem os subsídios”.
“É muito simples, se há dinheiro cumpra-se a lei e paguem os subsídios, que são sempre dados aos trabalhadores quando eles vão de férias”, afirmou hoje o líder da oposição, António José Seguro, que falava em Santarém onde esta manhã visitou a Feira Nacional da Agricultura que decorre no Centro Nacional de Exposições (CNEMA) até domingo.
Reagindo às declarações do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, que na quarta-feira afirmou que os subsídios [dos funcionário públicos] só podem ser processados depois de publicado o Orçamento Retificativo, Seguro desafiou o Governp a não “arranjar desculpas” e a pagar o subsídio de férias aos trabalhadores que “ estão a passar dificuldades” e aos quais “esse dinheiro faz falta”.
Seguro sustentou que não se trata de dinheiro “para os trabalhadores fazerem férias de luxo fora de Portugal” mas sim “para fazer face às necessidades do dia-a-dia” e, logo, dinheiro que entra no comércio e na economia nacionais.