segunda-feira, 24 de junho de 2013

PS revogará a lei de "extinção"de freguesias feita pelo governo PSD/CDS

O secretário-geral do PS afirmou hoje que um futuro Governo socialista revogará a lei de reorganização de freguesias e a lei de compromissos, procedendo à revisão da lei de finanças locais para reforçar as competências das autarquias.
António José Seguro falava no encerramento da Convenção Nacional Autárquica do PS, num período do seu discurso em que se referiu aos compromissos de um novo Governo socialistas em relação ao Poder Local.
"Discordo da lei de reorganização administrativa das freguesias e vou mudar a lei", disse, recebendo uma prolongada ovação dos autarcas socialistas na plateia.
Seguro sustentou que uma coisa "era reorganizar as freguesias com critérios e com coerência, promovendo proximidade e melhoria de eficiência dos serviços, mas outra completamente diferente "é cortar a eito".

"Reformar não é cortar, é mudar para servir melhor as populações, como foi feito aqui em Lisboa", contrapôs, num elogio a António Costa.
4.3. Uma nova organização do território com respeito pelas comunidades locais; no combate à atomização e à ausência de escala e massa crítica, avançando-se para um modelo de organização tendencialmente em três níveis de governo – o municipal, o regional e o central – legitimados democraticamente, no pressuposto de que qualquer desses níveis de decisão política só terá condições de desempenho se detiver legitimidade, legitimação e força política equilibrada.


4.4. Revisitar a reforma administrativa e o recente processo de agregação de freguesias que se centrou no que é menos importante e no que menos consequências tem na despesa

pública, desbaratando as lógica de proximidade e de subsidiariedade. Importa definir um novo estatuto para as freguesias, adequado ao seu papel de autarquias de maior proximidade às populações, aprofundando a tradição municipalista e a sua manutenção enquanto unidades identitárias, de participação e representação política. Um governo do PS retomará a questão da reforma administrativa das freguesias, em diálogo com os eleitos locais e procederá a todas as correções administrativas que o interesse das populações o justifique.

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