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terça-feira, 4 de novembro de 2014

Afinal ... "Paulo Macedo diz que não é possível acabar com dívidas do SNS"

"Mais fácil de dizer do que de fazer", confessou um dia Vítor Gaspar a propósito dos cortes nas tais "gorduras do Estado". 
A máxima, agora, aplica-se a Paulo Macedo. Vejamos:  O PM prometeu acabar com a "chaga" das dívidas no SNS até ao final da legislatura. 
Mas o ministro da Saúde diz que isso ainda não foi inventado (…)  pois, pois!!!

"O PM prometeu acabar com a "chaga" das dívidas no SNS até ao final da legislatura. Mas o ministro da Saúde diz que isso ainda não foi inventado 
Passos Coelho anunciou na semana passada um reforço do capital dos hospitais em falência técnica, para acabar de vez com "a chaga das dívidas dos hospitais empresariais públicos".
Mas ontem, Paulo Macedo esclareceu que o reforço de 456 M€ não é um perdão de dívida - à semelhança do que aconteceu este ano - logo, não será totalmente canalizado para saldar dívidas a fornecedores.(CM, Oje, Negócios, DE)

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Governo gastou mais 166 M€ em estudos e pareceres .. Lamentável!!!

Foi um aumento de 40%. Depois há cortes nas reformas e o subsídio de Natal continua a ser pago a prestações. Um escândalo. 
"A despesa do Estado com estudos, pareceres, projetos e consultoria vai crescer este ano 166 milhões de euros (ME), o que, segundo a UTAO, significa um aumento de 40% face a 2013
Depois segue-se o clássico, a promessa de que para o ano (eleições) é que é! "No entanto, para o próximo ano, o Governo tenciona dar um golpe de 507 ME nos consumos intermédios, ou seja, as chamadas gorduras do Estado. 
Deste total, 179 ME respeitam aos estudos e pareceres, 138 ME às tecnologias de informação e comunicação e 190 ME à rubrica "outras medidas setoriais".

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Governo não baixa o IRS, mas quer mais 200 M€ acima da despesa autorizada

O PS, embora mais ambicioso, concordou com uma redução da taxa de IRC de 23% para 21% em 2015, mas queria descer o IRS ao mesmo tempo e o Governo parece querer ignorar essa perspectiva global do acordo assinado em dezembro de 2013. 
Como é público, o CDS tem insistido numa margem de manobra para essa descida simultânea. 
teimosia está do lado do PSD e do Governo globalmente. Quando a ministra das Finanças "quer ter 969,1 milhões de euros (ME) de despesa autorizada pela Assembleia da República, no âmbito do Orçamento do Estado (OE) para 2015, guardada nos cofres do Ministério e esse valor fica cerca de 200 ME acima do que está expressamente referido no relatório que acompanha a proposta do OE", está tudo dito!
 O Governo lembra que a reforma do IRC - que previa uma redução da taxa de 23% para 21% em 2015 - foi feita com o acordo dos socialistas, embora com outra liderança. Mas este é um ponto que une o PS de Costa ao PS de Seguro (Diário Económico- 22-10-2014)

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

António Costa e Ferro Rodrigues reúnem hoje, na AR, com economistas

"O candidato socialista a primeiro-ministro, António Costa, e o líder parlamentar do PS, Ferro Rodrigues, reúnem-se, hoje, com vários economistas às 18:00 horas, na Assembleia da República, para analisarem a situação económica e financeira do país.

A reunião acontece depois de o Grupo Parlamentar do PS ter aprovado por unanimidade e anunciado esta manhã que votará, na generalidade, contra a proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2015."

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Orçamento de Estado - Afinal, que "não" se lixem a eleições!!!

Os aumentos do IVA e TSU poderão manter-se em 2015, porque o governo confessa ter folga orçamental, a mesma que o primeiro-ministro negou a António Seguro no debate, na AR, afirmando: "Não há folgas". 

Pelos vistos há, tal como o secretário-geral do PS afirmara, há folgas e de monta! 

Este levantar do pano pelo governo significa duas coisas: sempre pagámos mais do que o necessário e, afinal, Passos não quer que se lixem as eleições!

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Cavaco Silva criticado por remediar e não prevenir

António Galamba (PS)- "Mais vale prevenir do que remediar". O PS recorreu ontem ao ditado popular para criticar o Presidente da República por não ter pedido ao TC a fiscalização preventiva do Orçamento do Estado (OE) para 2014. 
Cavaco Silva pode, no entanto, à semelhança de outros anos, pedir a fiscalização sucessiva de normas orçamentais a qualquer momento. 
"Todos os portugueses sabem que quando temos um problema mais vale prevenir do que remediar. Infelizmente, o Presidente não seguiu essa máxima", disse António Galamba, membro do secretariado nacional do PS.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Em 2013 - 5 mil milhões perdidos para a austeridade - o défice falhou, NOVAMENTE!

Síntese - Passos e Portas falharam. É preciso mais algum facto concreto para provar isso? "Em relação a 2013, que influenciará o Orçamento para 2014, a marca é cinco mil milhões de euros de austeridade, todo o enorme aumento de impostos perdido para a recessão".

"Depois de cinco mil milhões de euros de austeridade em 2013, o défice que vai passar para 2014 é o mesmo do que quando começámos o ano. Os sacrifícios dos portugueses foram todos perdidos para a austeridade provocada pelas próprias políticas recessivas do Governo" (Pedro Marques - vice-presidente do GP PS),
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(LUSA) O PS considerou hoje que a proposta de Orçamento para 2014 contém um "novo" e "brutal" pacote de austeridade e revela que os sacrifícios pedidos aos portugueses em 2013 foram totalmente perdidos para a recessão.
A posição foi transmitida pelo vice-presidente da bancada socialista Pedro Marques, após a ministra de Estado e das Finanças, Maria Luís Albuquerque, ter apresentado a proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2014.
De acordo com Pedro Marques, "em relação a 2013, que influenciará o Orçamento para 2014, a marca é cinco mil milhões de euros de austeridade, todo o enorme aumento de impostos perdido para a recessão".
"Depois de cinco mil milhões de euros de austeridade em 2013, o défice que vai passar para 2014 é o mesmo do que quando começámos o ano. Os sacrifícios dos portugueses foram todos perdidos para a austeridade provocada pelas próprias políticas recessivas do Governo", sustentou o dirigente do Grupo Parlamentar do PS.
Pedro Marques observou depois que, ao contrário do que fora dito há dias [pelo vice-primeiro-ministro] Paulo Portas verifica-se "afinal um novo e brutal pacote de medidas de austeridade, caso dos cortes de pensões ou do muito maior corte de salários na função pública"
A proposta de Orçamento hoje entregue no parlamento pela ministra de Estado e das Finanças, Maria Luís Albuquerque, prevê que "uma redução remuneratória progressiva entre 2,5 por cento e 12 por cento, com caráter transitório, às remunerações mensais superiores a 600 euros de todos os trabalhadores das administrações públicas e do Setor Empresarial do Estado, sem qualquer exceção, bem como dos titulares de cargos políticos e outros altos cargos públicos".
No documento, o Governo refere que o défice orçamental deste ano vai atingir 5,9 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), superando os 5,5 por cento estabelecidos para 2013 entre o Governo e a 'troika' (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional) e aponta para um crescimento económico de 0,8 por cento e uma taxa de desemprego de 17,7 por cento em 2014.
PMF // SMA

quarta-feira, 3 de abril de 2013

PSD à margem da lei - Moreira da Silva - Lembrou-se do PS, mas esqueceu-se do PR. Ou não?

"Lata", no dizer do povo, é atrevimento, na versão mais suave. Vejamos: O PSD, através do porta-voz partidário de Passos Coelho, Jorge Moreira da Silva, defendeu que "aqueles" que suscitaram a fiscalização da constitucionalidade de medidas do Orçamento do Estado para 2013, referindo-se, em especial aos socialistas, têm de apresentar alternativas para responder ao seu eventual chumbo pelo Tribunal Constitucional. 
Bom, acontece que foi o senhor Presidente da República que suscitou a verificação da constitucionalidade, atitude que o PS também assumiu. A invetiva do PSD pretende "ESCONDER" a decisão do PR e mostra apenas a do PS. E isso só acontece, porque nem o PR já confia no que faz governo. 
Pergunta-se: não seria melhor que o governo dedicasse as suas energias a fazer orçamentos constitucionais em vez de preferir atuar, sempre que pode, à margem da lei?

segunda-feira, 11 de março de 2013

O pior resultado desde 1975 - o governo afundou-se com a economia

Precisamos de outro caminho, outro governo e novas políticas. O dogma da austeridade falhou. As desculpas com o passado esgotaram-se. Hoje estamos pior, muito pior, com este governo PSD/CDS.
O INE confirmou hoje que no ano passado a economia portuguesa sofreu a mais profunda recessão desde 1975, atingindo os -3,2% do PIB. 
"Na segunda estimativa para o PIB do quarto trimestre de 2012, o INE confirma os resultados apresentados a 14 de fevereiro, revelando que a economia apresentou um dos piores resultados da história, quando em termos anuais o PIB caiu 3,2%, encontrando um registo anual mais negativo apenas em 1975, com dados que não são inteiramente comparáveis. 
Este é o pior resultado da série longa do INE que remonta a 1996, e o segundo pior da história quando considerada a série longa do Banco de Portugal, surgindo um resultado mais negativo apenas no ano de 1975, quando a recessão atingiu os 5,1%"

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

O GOVERNO FOI-SE? META DO DÉFICE PORTUGUÊS EM RISCO


AFINAL, O QUE É PRECISO MAIS PARA PERCEBERAM QUE ARRUINARAM TUDO?  Bruxelas alerta o governo sobre a insuficiência das políticas e dos resultados ... E o terreno orçamental, a dívida pública vai estabilizar em 2013 nos 123,5%, o que é a pior marca da UE depois da Itália e Grécia. Os juros da dívida que o país tem de pagar anualmente não param de aumentar e chegarão a 5% em 2014. PASSOS COELHO E PAULO PORTAS TÊM DE SE EXPLICAR!
Luís Rego em Bruxelas   07/11/12 
"Comissão Europeia espera que o governo congele alguns projectos de investimento e antecipe medidas do OE/2013.
A meta de 5% de défice orçamental para este ano está em risco, avisou hoje a Comissão Europeia. Neste quadro, o governo vê-se obrigado a "antecipar algumas medidas do Orçamento para 2013" e "congelar" investimento. E mesmo assim pode não ser suficiente, avisa a Comissão Europeia nas previsões económicas do Outono, hoje divulgadas.
Isto porque há o risco da operação de concessão da ANA (Aeroporto) pode não ter efeito positivo no défice. Ainda assim Bruxelas confia na capacidade do governo para encontrar uma solução e mantém a previsão de 5% de défice para este ano, bem como de 4,5% para 2013 e até 2,5% para 2014: tudo tal qual foi estipulado com a Troika na quinta avaliação do programa de ajustamento.
"Para o resto do ano, o governo está a tomar medidas adicionais para restringir o défice de 2012 a 5% do PIB, incluindo um congelamento de alguns projectos de investimento ainda não iniciados e antecipando algumas medidas do orçamento para 2013", explica Bruxelas no relatório das previsões.
Até ao momento, o governo já anunciou a proibição de novos compromissos de despesa e também a antecipação do aumento de tributação de património e dividendos previstos no OE/2013.
A Comissão alerta para "possíveis atrasos na implementação destas medidas adicionais" e lembra que "a classificação da venda da concessão do aeroporto como uma medida de redução de défice pelas autoridades estatísticas" não está garantida, constituindo um "risco à baixa" nesta previsão. O governo ainda não anunciou alternativa para este cenário e tudo indica que vai avançar com a operação, ganhando tempo para encontrar solução.
No terreno orçamental, a dívida pública vai estabilizar em 2013 nos 123,5%, o que é a pior marca da UE depois da Itália e Grécia. Os juros da dívida que o país tem de pagar anualmente não param de aumentar e chegarão a 5% em 2014."

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

CRESCIMENTO ECONÓMICO - TODOS CONVERGEM PARA AS TESES DO PS


SÓ O GOVERNO CONTINUA A FAZER DE CONTA - Hoje, dia 7, um diário da especialidade titula:
“Banqueiros querem dar mais crédito e pedem pacto para crescimento”. 
Nas últimas semanas, os que estão de fora, mas constituem as elites do CDS e do PSD, têm-se desmultiplicado em declarações no sentido de renegociar com a Europa um calendário que nos dê mais tempo, juros mais baixos e viabiliza políticas de crescimento.
O que estão, neste momento, todas as pessoas a dizer? 
É simples, o mesmo que o PS no último ano e meio vem propondo: uma política para o crescimento e emprego, que IMPLICA MAIS TEMPO E JUROS MAIS BAIXOS.

sábado, 31 de março de 2012

OE RETIFICATIVO - JOÃO GALAMBA

 Joao Galamba,
1) Evolução do consumo público em 2011: -3.8 (1ºT), -4.5 (2T), -1.4 (3T), -5.7 (4T). Isto desmente a tese do desvio colossal no primeiro semestre de execução orçamental, porque o pior trimestre foi o primeiro da exclusiva responsabilidade deste governo;

2) Evolução acima do esperado das exportações em 2011 deveu-se, sobretudo, ao 1º semestre (média de 8.6% no primeiro semestre e 6.25% no 2ºT). Para além do segundo semestre de 2011 ter sido pior do que o primeiro, as exportações estão a desalecerar.
Quando comparamos o OE2012 com o Orçamento rectificativo hoje apresentado, as exportações baixam de 4.8% para 2.1%. Isto mostra quão infundado é o optimismo do governo sobre a suposta solidez das nossas exportações. Como as exportações são a nossa única fonte de crescimento, isto contraria o optimismo de Gaspar e Passos sobre o 'momento de viragem da economia portuguesa';

3) Em 2011, o Consumo Privado caiu mais do que o esperado e confirma a existência de uma espiral recessiva: -2.3% (1T),-3.3% (2T),-3.4% (3T),-6.6% (4T). Em 2012, a coisa piora ainda mais: quando comparamos OE2012 com Orçamento rectificativo, o consumo privado passa de -4.8% para -5.8%;

4) Em 2011, o Investimento caiu mais do que o esperado e confirma a existência de uma espiral recessiva: -7.1% (1ºT), -10.5% (2ºT),-12.1% (3ºT), -16.1% (4ºT).
Em 2012, a coisa piora ainda mais: quando comparamos OE2012 com Orçamento rectificativo, o Investimento passa de -9.5% para -10.2%. Para além da recessão no curto prazo, a queda brutal do investimento tem impactos no longo prazo e no PIB potencial, o que é uma tragédia.
Uma leitura conjunta deste indicadores mostra quão irrealista é o optimismo do governo, porque a economia está a colapsar. O ajustamento do défice externo, o tal que é 'mais rápido do que o esperado', só pode ter uma leitura: deve-se apenas ao empobrecimento.

Estas políticas não estão a construir nada; estão apenas a destruir toda e qualquer possibilidade de superar a crise com que estamos confrontados. Perante estes dados, o governo só tem uma saída: renegociação imediata dos prazos do memorando e recuo na austeridade.

sexta-feira, 30 de março de 2012

PEDRO MARQUES 1ªs impressões do OE Retificativo 2012


A trapalhada da transferência dos fundos de Pensões da banca aumenta a despesa em mais de 500 milhoes. Descobriram em definitivo a crise europeia, e a cegueira da austeridade começou a provocar uma espiral recessiva.
No orçamento inicial de 2012, quiseram reforçar a austeridade em 2012, face ao memorando, e guardar margem na despesa de juros. Av...isámos! Agora, cortam a despesa de juros, reconhecendo a sobre-orcamentação, mas para quê? Para compensar queda maior de consumo privado e investimento, que provocou perda de 700 milhoes de receita fiscal, contribuições e aumento subsidio desemprego.
É a definição de espiral recessiva: mais austeridade, provocou mais recessão, menos receita, mais despesa... De resto, os truques do costume, empurraram receitas de 4G para 2012 para compensar a sub-orçamentacão da saúde, q agora reconhecem. E terão q explicar muito bem esta decisão de ultima hora, mesmo antes da venda do BPN, de transferir o Fundo de Pensões para o Estado.