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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

DÍVIDA - OS 5 MAIS PRESSIONADOS ESTA SEMANA

Jorge Nascimento Rodrigues (www.expresso.pt)

A pressão esteve quarta-feira (10 de agosto) concentrada na Itália, Espanha, Bélgica, Grécia e França no mercado dos credit default swaps. Foi nestes 5 países que mais subiu hoje o risco de incumprimento

Apesar das intervenções massivas do Banco Central Europeu no mercado secundário dos títulos da dívida soberana, a reacção dos investidores no mercado dos credit default swaps ligados a essa dívida foi de enorme nervosismo em relação a cinco membros da zona euro. Estes 5 países lideraram na quarta-feira as subidas do risco de default (incumprimento), segundo o monitor da CMA DataVision para mais de oito dezenas de países.

Espanha e Itália, os dois membros da zona euro nos holofotes desde a cimeira extraordinária da União Europeia em Bruxelas a 21 de julho, estão no centro do nervosismo dos investidores.

O risco de default de Itália subiu de 26,1% para 28,9% e o de Espanha de 25,91% para 28,73%. A Itália encontra-se actualmente ligeiramente acima de Espanha em matéria de nível de risco.

A Bélgica viu o seu risco agravar-se de 19,2% para 21,08%.

A Grécia, que lidera internacionalmente o ranking do risco de default, subiu de 75,79% para 76,59%.

Se compararmos a evolução do nível de risco da Bélgica e da Espanha em relação ao 3º trimestre de 2010, verificamos que os "saltos" foram de 10,9% para 21,08% no caso da Bélgica e de 6,8% para 14,10% no caso de França. Neste último caso duplicou. No caso da Bélgica para lá caminha


Risco de França duplicou em um ano -.O "clube" da bancarrota - o TOP 10 dos países com maior probabilidade de entrar em default da sua dívida - conta com 5 membros da zona euro: Grécia, que lidera, Portugal em 4º lugar, Irlanda na 5ª posição, Itália na 8ª e Espanha na 9ª. O clube conta, ainda, com a Hungria, que é membro da União Europeia, nos 10º lugar.

sábado, 6 de agosto de 2011

História - Os países europeus que mais vezes entraram em bancarrota (DE)


A Europa já assiste a ‘defaults' desde 1340 e Espanha lidera lista de incumpridores. Portugal aparece sete vezes na lista.
A palavra ‘default' só precisa de ser sussurrada para ser o bater de asas de borboleta que causa terramotos nos mercados, mas desde 1340 que os países europeus caem em incumprimento, com a Espanha à cabeça.
De acordo com dados consultados pela Lusa, recolhidos por investigadores americanos e pelo Credit Suisse, a primeira situação de incumprimento registada na Europa deu-se em 1340 pela Inglaterra, mas o recorde, até ao momento, é detido pela Espanha, com sete ‘defaults' só no século XIX, depois de seis nos 300 anos que o antecederam.
"Com a sua série de incumprimentos no século XIX, a Espanha tomou o manto de mais incumpridora à França, que tinha renunciado às suas obrigações em oito ocasiões entre 1500 e 1800", escrevem os académicos Carmen Reinhart e Kenneth Rogoff, a primeira uma antiga vice-presidente do Bear Stearns e o segundo um antigo economista-chefe do Fundo Monetário Internacional, no livro ‘This Time is Different: Eight Centuries of Economic Folly'; (algo como "Desta vez é diferente: Oito séculos de loucura económica").
Uma tabela compilada pelo Credit Suisse confirmava a posição da Espanha como ocupante do trono dos incumpridores: entre 1557 e 1939, a Espanha renegou os seus compromissos de dívida não uma, duas nem três vezes, mas sim 18 vezes, contra as "meras" sete ocasiões de Portugal e nove francesas.
Muitas destas situações de incumprimento foram motivadas por guerras (16 das 18 ocorrências espanholas tiveram lugar em momentos de confronto) ou, no caso dos países com colónias, pela independência das mesmas.
Nem a Alemanha escapa a esta lista, verificando-se ‘defaults' em terreno germânico (ou prussiano, dependendo do momento histórico) em cinco pontos dos últimos 500 anos, desde 1683 até 1939, segundo a lista do Credit Suisse.
O panorama nos séculos XVIII e XIX era de tal forma que o ministro francês das Finanças, Abbe Terray, em funções entre 1768 e 1774, chegou a dizer, citado por Reinhart e Rogoff, que os governos deviam entrar em incumprimento uma vez por século para restaurar o equilíbrio, uma espécie de catarse.
Os dois economistas consideram que "talvez mais do que qualquer outra coisa, o fracasso em reconhecer a precariedade e a fragilidade da confiança é o factor-chave que dá origem à síndrome dedesta vez é diferente', ou seja, governos altamente endividados, bancos e empresas parecem estar a saltitar de forma contente por um período prolongado, quando, de repente, a confiança cai, os empréstimos desaparecem e a crise chega".