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sexta-feira, 13 de maio de 2016

Assim é difícil (2015) A carga fiscal passou para 34,5% do PIB (+ 4,4%)

(2015) Assim é difícil. (2015) Assim é difícil. A receita do IVA aumentou +4,7%, a do ISP (combustíveis) +10,4%, a do IMI +7,7%, sobre os veículos +22,8% (...). A receita do IRS diminuiu -1,4%. Ainda assim a nossa carga fiscal é inferior à média da UE (34,3% contra 39%), mas os nossos ordenados também. O desemprego é que é maior. Se os desafios para o governo são grandes, para nós serão ainda maiores!Se os desafios para o governo são grandes, para nós serão ainda maiores!
(Fonte INE) - É uma das regras quase inevitáveis da vida dos portugueses: a subida anual dos impostos e o respetivo peso na carteira. Tal como tinha acontecido em 2013 e 2014, o ano de 2015 trouxe um agravamento da carga fiscal em Portugal, confirmado pelas contas do Instituto Nacional de Estatística divulgadas esta manhã.
"Em 2015, a carga fiscal aumentou 4,4%, após o crescimento de 2,1% observado em 2014, correspondendo a cerca de 34,5% do PIB (34,2% no ano anterior)", pode ler-se no destaque do INE, que detalha também a variação dos impostos diretos e indiretos mais relevantes. De acordo com a agência de estatística, o agravamento da carga fiscal "foi determinado pela evolução positiva da receita dos impostos diretos (2,6%), dos impostos indiretos (6,0%) e das contribuições sociais (4,0%)".
Nos impostos diretos, destaca-se o aumento do IRC em 15,7%, enquanto "ao nível dos impostos indiretos, destaca-se o comportamento da receita do imposto sobre o valor acrescentado (IVA), com uma variação positiva de 4,7% e o acréscimo de 10,4% da receita com o imposto sobre produtos petrolíferos e energéticos (ISP)". "A receita com o imposto sobre o tabaco voltou a diminuir (-1,1%)", revela o INE.
"Continuaram a registar-se crescimentos acentuados da receita no imposto municipal sobre imóveis (7,7%), no imposto sobre veículos (22,8%) e no imposto municipal sobre as transmissões onerosas de imóveis (20,8%)", pode ainda ler-se no documento disponibilizado através do site oficial da agência nacional.
O grande destaque no que toca a alívio do bolso dos portugueses foi o IRS, imposto que registou "um decréscimo de 1,4%" nas receitas.
Mesmo com o peso fiscal a aumentar, o INE destaca que "excluindo os impostos recebidos pelas Instituições da União Europeia, Portugal manteve, em 2015, uma carga fiscal inferior à média da União Europeia", com o Fisco a significar 34,3% do PIB contra a média de 39% na UE a 28.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

INE: Exportações sobem 3,2% no 3º trimestre; défice comercial baixa

Boas notícias para o país - "As exportações aumentaram 3,2% e as importações diminuíram 0,3% no terceiro trimestre face ao período homólogo, tendo o défice da balança comercial recuado para 2.628,7 milhões de euros, revelam os dados divulgados ontem pelo INE. 
O défice da balança comercial diminuiu, assim, 415,8 ME em relação ao período homólogo, enquanto a taxa de cobertura aumentou 2,7 pontos percentuais face ao período homólogo, para 82,2%. 
No conjunto dos três primeiros trimestres de 2015, relativamente ao mesmo período do ano anterior, as exportações aumentaram 4,9% e as importações cresceram 2,8%, determinando uma taxa de cobertura de 83,1%." (I e Público)

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Coreografia do desemprego - Estatísticas "esquecem" 508 mil pessoas

Em julho, no debate sobre o Estado da Nação, confrontei Passos Coelho com esta realidade. Cortou para canto, dizendo que as regras para as estatísticas não tinham mudado e, portanto, escusou-se a explicar por que motivo esconde das estatísticas os 160 mil temporários (estágios e  formação), os 260 mil inativos operacionais ou cerca de 400 mil emigrados. Não explicou. Vai ter de explicar agora! (http://gotadeagua53.blogspot.pt/2015/07/estado-da-nacao-jose-junqueiro.html)

"A verdade dos factos comprova que, face a junho de 2011, houve uma redução efetiva do número absoluto de desempregados em Portugal", afirmou Marco António Costa, depois de o INE ter divulgado estimativas provisórias do desemprego na semana passada. 
De facto, o número de desempregados baixou de 675 mil no segundo trimestre de 2011 para 636,4 mil em junho de 2015. 
Mas o número de inativos disponíveis e de subempregados a tempo parcial, não contabilizados no desemprego oficial, disparou mais de 70% desde 2011. No primeiro trimestre de 2015, havia 508.800 pessoas numa destas duas situações.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

INE - Desemprego e Emprego - A falácia dos "Ocupados"

DESEMPREGO:
·         Em Dezembro, a taxa de desemprego fixou-se em 13,4%, menos 0,1 pontos percentuais (p.p.) face ao mês anterior e menos 1,8 p.p. face ao mês homólogo de 2013.
·         Face ao início de funções deste governo, a taxa de desemprego piora 1,2 p.p.
·         Esta taxa corresponde a 689.600 desempregados: menos 4.800 face ao mês anterior; menos 99.300 face ao ano passado e mais 36.600 face ao início de funções deste governo.
·         Nos jovens, a taxa de desemprego fixou-se em 34,5%, subindo pelo 3º mês consecutivo. Mais 4.100 jovens desempregados entre novembro e dezembro. (face ao ano passado, a taxa desemprego nos jovens desce 0,7 p.p. e face ao inicio deste governo sobe 7,0 p.p.)
·         Em termos anuais, em 2014, a taxa de desemprego fixou-se em 14,1% (727,5 mil desempregados) e a dos jovens em 34,7% (131,4 mil).
·         O IEFP, disponibilizou também os dados de dezembro que mostram que há cerca de 166 mil ‘Ocupados’ em programas de emprego e formação profissional que não entram nas estatísticas do desemprego. Face ao início de funções deste governo o nº de ‘ocupados’ cresceu 536%, já que em 2011 o nº de pessoas neste tipo de programas rondava os 26 mil.
·         Falta a disponibilização, para o 4º trimestre de 2014, do nº de ‘inativos disponíveis’, que também não entram para as estatísticas do desemprego, mas que os últimos dados apontam para mais de 300 mil (302,3 mil no 3º trimestre2014).
·         Entre desempregados, ocupados e inativos disponíveis estaremos a falar de mais de 1.100.000.
EMPREGO:
·         O emprego sobe 0,1% face ao mês anterior de novembro e 1,2% face ao mês homólogo de 2013. Face ao início de funções desta maioria assiste-se a uma quebra de 5,6% no emprego, que corresponde a cerca de -264 mil empregos líquidos.
·         O emprego nos jovens baixou pelo 4º mês consecutivo. Entre novembro e dezembro, o emprego jovem caíu 1,4%, que equivale a menos 3.400 empregos líquidos.  Face ao início de funções desta maioria, há uma quebra de 22,1% no emprego jovem, o correspondente a menos 68.500 jovens empregados
Mercado de trabalho em dezembro de 2014  - INE – 29 de janeiro de 2015

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

A Costa - Comenta aumento do desemprego e queda do emprego

Por que motivo acontecem as duas coisas? É simples: a economia continua sem vitalidade e os estágios e a emigração já não disfarçam tudo. O desemprego aumentou em novembro pelo segundo mês consecutivo e a população empregada a recuar mais de 28 mil pessoas em apenas três meses,
Por isso, o secretário-geral do PS, António Costa, disse que esta é "mais uma má notícia e demonstra que, de facto, a política seguida não é sustentável em termos de criação de emprego, promoção do crescimento e desenvolvimento".
Na mesma linha, as confederações da Indústria e do Comércio, que ontem se reuniram com o líder do PS, “notaram que os números são a prova de que a economia ainda não cresce a um ritmo suficiente que permita sustentar a recuperação do mercado de trabalho.”

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

INE: Emigraram 350 mil e Portugal voltou aos saldos migratórios negativos dos anos 60

Dados do INE, da última semana, sobre estatísticas demográficas, deram-nos a saber, que nos últimos 3 anos emigraram 8% dos jovens e quase 2 mil idosos com 80 e mais anos.

Nos últimos três anos, o país regressou aos saldos migratórios negativos como na década de 60- Entre emigrantes permanentes[1] e temporários[2], saíram do país, o ano passado, mais de 128 mil pessoas.

Contabilizando os últimos três anos (2011-13),  emigraram mais de 350 mil pessoas
Saíram 
44 mil crianças e adolescentes (0-19 anos)Saíram 133 mil jovens (15-29 anos) que representam 8% da população jovem; Saíram 38 mil adultos dos 50 aos 64 anos, que já estão, em princípio, nos últimos 15 anos da sua carreira contributiva; Saíram 12 mil e 500 pessoas com 65 ou mais anos: pessoas em idade de reforma…. 


[1] Intenção de residir noutro país por um período igual os superior a 1 ano
[2] Intenção de residir noutro país por um período continuo inferior a um ano

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

INE - Cai o volume de negócios e setor dos serviços sempre negativo

Segundo os dados de hoje do INE, o índice de volume de negócios nos serviços registou, em junho, uma variação homóloga nominal de -2,3% (variação nula em maio). No 2º trimestre de 2014, a variação homóloga do índice caiu 0,9%.


O sector dos serviços não teve um único mês positivo de variações homólogas mas o mês de Junho foi mesmo o pior de todos.




sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Desemprego (18%) A “engenharia estatística” e a falácia do Governo

Desemprego - Para que não subsistam dúvidas. Segue a análise completa do PS sobre a “engenharia estatística” implementada pelo Governo, utilizando as medidas activas de criação de emprego, esconde os reais valores do desemprego que se situa nos 18% e não nos 13%, infelizmente.

Pelos dados do INE hoje apresentado[1] a taxa de desemprego no 2º trimestre de 2014 regista os 13,9%, atingindo 728,9 mil desempregados. Uma redução de -2,5pp e menos 137,4 mil desempregados em relação ao trimestre homólogo. Uma redução de -1,2 pp e menos 59,2 mil desempregados em relação ao 1º trimestre de 2014.

Constata-se que nos últimos 3 meses foram criados 114 vezes mais empregos que na média dos 3 últimos trimestres de 2013.

Só os programas de estágios podem fazer atingir estes níveis de emprego. Medidas de Emprego, Formação Profissional, Trabalho Sazonal e Emigração (mais de 100 mil pessoas emigraram no ultimo semestre), são os factores mais significativos que estão a influenciar e a contribuir para uma descida da taxa de desemprego na população.

As ações de formação e as medidas ativas de emprego, onde se incluem os estágios profissionais, mantiveram “ocupados”, entre Janeiro e Maio, mais de 170 mil desempregados, ou seja, um aumento de cerca de 75% em comparação com o mesmo período do ano passado. São designados como ‘ocupados’, porque estão integradas em programas de emprego ou formação profissional (ex: Contrato emprego inserção, contrato emprego inserção +, estágios e formação profissional), e não podem ser contabilizadas nos números do desemprego do IEFP, IP, como também significam que não estão empregadas. Na verdade isto é um mau sinal, o país não esta a recuperar do ponto de vista económico, senão significaria a existência de um aumento da taxa de emprego.

Ou seja, os números de desemprego não são reais, já que o número de pessoas desempregadas envolvidas em estágios ou formações profissionais aumentou 115,3% em pouco mais de um ano.

Se não fosse graças à “engenharia estatística” implementada pelo governo, a taxa de desemprego, que oficialmente se situa nos 13,9%, chegaria aos 18,0%.
Mas esta diminuição artificial está a ter custos elevadíssimos para o bolso dos portugueses, já que segundo o Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança, este tinha destinado 225 milhões de euros para estágios profissionais (2014), tendo sido já gastos até final de Maio 96 % desta verba, o que significa que esta “engenharia estatística” esta a ter enormes custos para o Estado sem garantir na realidade a criação de postos de trabalho, mas sim um patrocínio claro de criação de trabalho precário por parte do Governo.

Em relação ao desemprego jovem e juvenil, não existe criação de emprego que explique a redução do desemprego, como comprovam os dados
            - Até 24 anos o desemprego reduziu 12 mil, mas o emprego apenas cresceu 2,5 mil.
        - Até aos 34 anos o desemprego reduziu 44 mil, e mais uma vez o desemprego só cresceu 7,1 mil.
Logo, o emprego apenas explica 21% e e 16% respectivamente da redução do desemprego.
Desta forma, afigura-se que apenas a Garantia Jovem podem explicar este resultados. Garantia Jovem defendida pelo PS e pelo S&D no parlamento europeu, e só tardiamente pelo Governo de Portugal
A maioria e o Governo podiam ter deixado os programas de Miguel Relvas na gaveta e ter apostado há 2 anos na Garantia Jovem proposta pelo PS, garantindo que milhares de jovens portugueses continuavam hoje em Portugal e estavam a fazer formação, continuar os estudos ou a trabalhar.

Apresentado em 22/6/2012 no parlamento[2] chega a ser chocante que o porta voz do PSD fale de resultados espectaculares quando, mesmo num trimestre em que a sazonalidade tem um forte peso (já o ano passado o desemprego tinha recuado 7% no segundo trimestre face ao trimestre anterior) o desemprego atinja 729 mil portugueses e quando há 129 mil jovens sem emprego.

O desemprego só começará a cair de forma sustentada quando houve crescimento económico, quando o Governo deixar de ter discursos de auto-congratulação e assumir a opção pelo crescimento e o emprego. Já sabemos que este não é o Governo para isso.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

(SIC) José Junqueiro - Comenta os preocupantes dados INE no 1º Trimestre



(Lusa) - "O vice-presidente do grupo parlamentar socialista José Junqueiro defendeu hoje o crescimento económico como forma de consolidar as contas públicas e afirmou que "assim não vamos lá", comentando dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).
"Constatamos que o PIB (Produto Interno Bruto) é sistematicamente revisto em baixa durante este ano e, portanto, fica abaixo das expetativas. Relativamente ao défice (6%), fica muito para além daquilo que o Governo tinha previsto (4%), mas também além daquilo que a própria Unidade Técnica Orçamental (UTAO) tinha previsto", alertou.
O défice orçamental das Administrações Públicas atingiu os 6% no primeiro trimestre do ano, o que compara com um défice de 10% registado no período homólogo de 2013.
Referindo-se ao PIB, ao défice, à receita e à despesa, o deputado do PS afirmou que o executivo da maioria PSD/CDS-PP "não pode continuar a fazer isso à custa da austeridade sobre os mesmos" porque "assim não vamos lá".
"A vontade do primeiro-ministro de lançar novos cortes sobre os trabalhadores pode ser a solução porque não é pelo crescimento. O que estamos a dizer, de forma muito clara, é que só pelo crescimento é que há consolidação orçamental. A via do empobrecimento, dos cortes salariais permanentes e nas pensões e nas reformas, não nos leva a lado nenhum", disse.
A meta do défice com que Portugal se comprometeu perante a 'troika' (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu) para este ano é de 4% do PIB.
Segundo Junqueiro, a subida da receita está a ser feita pela "forma tradicional, ou seja, o corte nos rendimentos das pessoas pela sobrecarga dos impostos" e a despesa diminuiu "fruto dos cortes salariais, mas aumentou nos consumos intermédios, as chamadas gorduras do Estado".
"Enfim, é um conceito que o PSD tem sobre boas notícias - o país está bem, as pessoas é que estão mal", acrescentou em resposta ao deputado social democrata Pedro Pinto, que tinha salientado antes a confiança crescente dos consumidores portugueses na economia."


HPG (ND) // PGF

quarta-feira, 9 de abril de 2014

INE - saldo negativo: mais importações do que exportações

O maior problema do modelo de crescimento é o da sua sustentabilidade. Não reformar e transformar apenas nos conduz a episódios de crescimento. O que o INE nos revela este mês é o seguinte: 
Há uma desaceleração das exportações e que o ritmo de crescimento das importações já é superior ao das exportações. Um dos dados mais relevantes deste destaque é que o INE revê os valores do último trimestre: 
Face a estes dados, comprova-se que as importações estavam subavaliadas e que, de facto, estão a crescer mais do que as importações. Lamentavelmente, confirma-se que não houve alteração de perfil da economia do pais e que a política do Governo apenas conteve pontualmente as importações pela quebra brutal do rendimento dos portugueses (cortes de salário, pensões e aumento de impostos). 


domingo, 6 de abril de 2014

Serviço Nacional de Saúde - Um "salto civilizacional" que a direita quer diminuir aos portugueses

O SNS português é um dos mais prestigiados no mundo. 

Fundado por António Arnaut, ministro socialista que, não sendo médico, tudo realizou para a igualdade dos portugueses no acesso ao Serviço Nacional de Saúde, o qual deu um salto enorme na última década. 

É este SNS que a direita está a pôr em causa.

Médicos e enfermeiros por mil habitantes aumentaram Entre 2002 e 2012, o número de médicos inscritos na Ordem teve um saldo positivo de 10 mil profissionais 
O número de médicos por mil habitantes em Portugal aumentou de 3,2 para 4,2 numa década.  
Também o número de enfermeiros sofreu um aumento, com mais 23 mil neste período.  
Os dados foram ontem divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) a propósito do Dia Mundial da Saúde, que se assinala segunda-feira. 



O atendimento em serviço de urgência quase duplicou numa década nos hospitais privados. Estes têm cada vez mais camas, ao contrário dos hospitais públicos que atendem 88% das urgências e perderam três mil camas em dez anos 

Para que se perceba a dimensão e importância do SNS para a população

segunda-feira, 31 de março de 2014

INE (2013) - Austeridade "a mais", défice "a menos" e mais dívida pública a mais.

O défice inicialmente acordado para 2013 foi de 4,5%. Como o Governo falhou, teve de ser renegociado para 5,5%. Agora, diz o INE, terá ficado em 4,9%. Bem menos do que o acordado. 

Isto significa que houve austeridade a mais, impostos a mais, rendimento disponível a menos e sacrifícios a mais.

Significa também que houveram receitas extraordinárias precipitadas, irrepetíveis, e venda de bens públicos desnecessariamente.

Por outro lado, apesar de toda a venda de património, de todos os impostos aplicados sobre os rendimento, corte nas pensões, salários e reformas, a dívida pública aumentou de 94% em 2011, para 130% em 2013. 

E tudo isto com menos investimento na Educação, com menos alunos nas escolas, com maior dificuldade das pessoas no acesso ao SNS e à Justiça. E tudo isto com mais um plano de cortes que em 2015 poderá valer mais 1 700 milhões de euros. 

terça-feira, 11 de março de 2014

INE - Recessão -1,4% (2013), Volume de negócios (-1,8%), Construção -14,1%

O Governo pode continuar a fazer a propaganda que entender sobre o " tal país que está bem e onde só as pessoas estão mal", porque o INE dexa claro, infelizmente, que 2013 foi recessivo, que o volume de negócios e índice de produção na construção são negativos. O último trimestre de 2013, positivo, tem uma causa, diz o INE: advém  da procura interna e, muito especialmente do consumo privado (supostamente pela devolução do subsidio de Natal) - ou seja, por mérito do Tribunal Constitucional e de quem suscitou a sua fiscalização.
  1. INE confirma que a recessão em 2013 foi de 1,4%. No ano passado o emprego retraiu-se 2,8%. 

  2. O melhor trimestre de 2013 foi o quarto (com crescimento homólogo de 1,7%), em que o contributo mais importante advém  da procura interna e, muito especialmente do consumo privado (supostamente pela devolução do subsidio de Natal):
  3. Índice de volume de negócios nos serviços apresentou, em janeiro, uma variação homóloga nominal de -1,8% (-1,2% no mês anterior).
  4. índice de produção na construção apresentou em janeiro de 2014 uma variação homóloga de -14,1%, o que compara com a variação de -14,5% observada no período anterior. 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

INE. Exportações atingem segundo maior valor de sempre


O abrandamento das importações só seria positivo se decorresse de uma capacidade produtiva nacional que substituísse os bens que só encontramos no estrangeiro. Não sendo assim, teme-se a tal ausência de sustentabilidades de indicadores positivos que, apesar de tudo, importa serem divulgados. A esperança na recuperação é fundamental.
"Apesar das exportações nacionais terem crescido apenas 4,2% em outubro face ao mesmo mês do ano passado, em termos de valor o mês foi o segundo melhor de sempre, com 4,212 mil milhões de euros (ME), montante só ultrapassado em maio, quando se chegou aos 4,246 mil ME. 
Os números divulgados ontem pelo INE mostram também que as importações registaram um abrandamento acentuado face a setembro, tendo crescido 9,9% quando comparados com os 14,4% em termos homólogos." (i- 11-12-2013)

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Governo; queda do desemprego, aumento da emigração, diminuição do emprego.

A publicitada queda do desemprego é uma boa notícia. Poderia ser se as previsões do próprio governo não estimassem o seu crescimento em 2014, acima dos 17%. 

E também poderia ser se o INE não nos tivesse dito, também, que "O país regressou a saldo migratórios negativos em 2011 e 2012. Nos últimos dois anos (2011 e 2012), o nº de emigrantes permanentes duplicou face aos dois anos anteriores ... saíram do país mais de 96 mil pessoas, na esmagadora maioria  de nacionalidade portuguesa (96%), com a intenção de residir fora por mais de um ano.  Se juntarmos à emigração permanente a emigração temporária, então em 2011 e 2012 saíram do país mas de 200 mil pessoas".

E também poderia ser se o INE não nos tivesse dito que no mesmo período foram destruídos mais 100 mil postos de trabalho. Aliás, desde que este governo está em funções ascende a quase 500 mil o número de empregos destruídos. O foguetório compreende-se, mas é preciso que os foguetes não estalem nas mãos do governo.

sábado, 2 de novembro de 2013

INE - Para pensar - Menos gente, mais emigração (+200 mil), mais mortanlidade infantil (...)

Síntese - O INE publicou as Estatísticas demográficas 2012 e tudo concorre para a diminuição demográfica, aumento da mortalidade geral e mortalidade infantil, sendo que o  o índice de renovação da população em idade ativa atinge o valor mais baixo (ou seja, por cada 100 pessoas potencialmente a sair do mercado de trabalho apenas 89 estariam potencialmente a entrar no mercado de trabalho) (...) Nos últimos dois anos (2011 e 2012), o nº de emigrantes permanentes[1] duplicou face aos dois anos anteriores (...) Se juntarmos à emigração permanente a emigração temporária[2]então em 2011 e 2012 saíram do país mas de 200 mil pessoas."

Assim, com principais resultados:
"O nº de nados vivos atinge o valor mais baixo desde que há registos, descendo abaixo dos 90 mil, pela primeira vez.
 O índice sintético de fecundidade atinge o valor mais baixo de sempre: 1,28 (crianças vivas nascidas por mulher em idade fértil).
 A mortalidade geral aumentou 4,6% face a 2011, passando a taxa bruta de mortalidade de 9,7 (óbitos por mil habitantes) para 10,2 (óbitos por mil habitantes) em 2012.
 A taxa de mortalidade infantil subiu de 3,1 (óbitos por mil nados vivos) em 2011, para 3,4 em 2012.
 As alterações na dimensão e composição por sexos e idades da população residente em Portugal, em consequência da descida da natalidade, do aumento da longevidade e, mais recentemente, do impacto da emigração, revelam, para além do declínio populacional nos últimos dois anos, um continuado envelhecimento demográfico”. Em 2012, o índice de envelhecimento foi de 131,1, ou seja por cada 100 jovens residiam em Portugal  131 idosos.
 Desde 2010 que o número de pessoas potencialmente a sair do mercado de trabalho (pessoas dos 55 aos 64 anos de idade) não é compensado pelo número de pessoas potencialmente a entrar no mercado de trabalho (pessoas com 20 a 29 anos de idade).Em 2012, o índice de renovação da população em idade ativa atinge o valor mais baixo (ou seja, por cada 100 pessoas potencialmente a sair do mercado de trabalho apenas 89 estariam potencialmente a entrar no mercado de trabalho).

O país regressou a saldo migratórios negativos em 2011 e 2012.
 Nos últimos dois anos (2011 e 2012), o nº de emigrantes permanentes[1] duplicou face aos dois anos anteriores. Nestes últimos 2 anos, saíram do país mais de 96 mil pessoas, na esmagadora maioria  de nacionalidade portuguesa (96%), com a intenção de residir fora por mais de um ano.  Só pessoas com 50 e mais anos saíram do país mais de 6 mil, enquanto nos 2 anos anteriores (2009 e 2010) tinham saído apenas 14 nas mesmas condições.
Se juntarmos à emigração permanente a emigração temporária[2], então em 2011 e 2012 saíram do país mas de 200 mil pessoas."

[1] Intenção de residir noutro país por um período igual os superior a 1 ano
[2] Intenção de residir noutro país por um período continuo inferior a um ano

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

INE - Um trimestre melhor, um ano pior. Economia afunda 2%.

O vice-presidente da bancada parlamentar do PS José Junqueiro considerou que os números hoje divulgados pelo INE revelam que "o país está pior, porque a economia agravou-se 2%". 
A análise que o PS faz a estes números é de que "a economia portuguesa, relativamente ao período homólogo, afundou 2%, está portanto pior e não melhor". 
Ainda que estes dados introduzam "o indicador positivo do segundo trimestre, comparado com o primeiro, que foi o pior de todos de que há memória", José Junqueiro sublinha que também dão conta de que "a economia portuguesa caiu 2%". "E isso é negativo. 
É uma espécie de contentamento descontente, porque se o Governo insistir em fazer o corte de salários, pensões, reformas ou despedimentos na administração pública, passaremos de um terceiro para um quarto ano em recessão", alertou. 
Neste âmbito, o PS sugere ao Governo “que trave esta política de cortes, que não conduz a outro desenlace senão este que conhecemos novamente hoje”. “É que um indicador positivo não se sobrepõe à realidade dos nossos dias e que é o agravamento da economia portuguesa em 2%”, sublinhou. 
No entender do vice-presidente da bancada parlamentar do PS, “se a austeridade estivesse correta o país estava melhor”, mas a “leitura fria” dos números do INE leva a concluir “que o país está pior, porque a economia agravou-se 2%”.

INE - Divulga estimativa rápida do PIB

O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulga hoje a estimativa rápida do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre deste ano, sendo que a maioria das previsões antecipa um crescimento homólogo entre os 0,3% e os 0,6%. 

Nos primeiros três meses de 2011, em termos homólogos, a economia caiu 0,4%, dando início a um período de mais de dois anos consecutivos de queda do PIB. 

No último trimestre desse ano, a economia recuou 3,1%. 

O ano de 2012 começou com um abrandamento da recessão (-2,3%), um comportamento que, no entanto, não se manteve nos outros trimestres desse ano: no quarto trimestre do ano passado, o PIB recuou 3,8% face ao mesmo trimestre de 2011. 

Apesar de os primeiros três meses de 2013 terem começado com um aprofundamento da queda do PIB (-4% face ao mesmo período de 2012), a maioria das previsões sobre a economia portuguesa no segundo trimestre aponta para o fim da recessão, antecipando-se uma evolução positiva do produto que oscila entre os 0,3% e os 0,6%.

terça-feira, 18 de junho de 2013

INE - Somos cada vez menos - População residente em Portugal volta a diminuir em 2012

O INE compila pela 1ª vez os dados para a emigração temporária, (com dados disponíveis apenas para 2011 e 2012), destacando-se: O nº de emigrantes temporários atingiu aproximadamente os 70 mil: um crescimento de 22% face a 2011 (+12.500).

Nos últimos dois anos o nº de emigrantes temporários superou o nº de emigrantes permanentes. O grupo etário dos 25 aos 34 anos foi o que mais emigrou: foram mais de 16 mil a fazê-lo [+ 4.139 face a 2011 (+34%)]

Mais de 11 mil jovens (dos 20 aos 24 anos) emigraram temporariamente: +2.819 face a 2011 (+32%). No entanto, a este facto deverá estar associado o fenómeno da mobilidade académica. Mais de 6 mil pessoas com 55 e + anos emigraram temporariamente

Em 31 de dezembro de 2012, a população residente em Portugal foi estimada em 10 487 289 pessoas, menos 55 109 do que a população estimada para 31 de dezembro de 2011, o que representou uma taxa de crescimento efetivo de -0,52%.

O número de nados vivos desceu para 89 841 (96 856 em 2011) e o número de óbitos aumentou para 107 598 (102 848 em 2011), implicando um saldo natural de -17 757 pessoas. O saldo migratório foi estimado em -37 352 pessoas. 

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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Tal como a equipa governamental, a economia portuguesa cai ainda mais

Almeida Henriques e Álvaro Santos Pereira
A equipa da Economia diz que tomou muitas medidas. E é verdade. No entanto, o resultado dessas medidas é incompetente.  Vejamos o que diz o INE. 

"A economia portuguesa registou uma queda de 3,9% no primeiro trimestre de 2013 em relação a igual período do ano passado, segundo a primeira estimativa das contas nacionais trimestrais divulgadas hoje pelo INE

Esta queda do PIB revela uma aceleração da degradação da economia já que no último trimestre de 2012 a economia tinha registado uma queda de 3,8% face aos últimos três meses de 2011."