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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Seia - Debate com os jovens sobre "Combate ao insucesso escolar"

Dinamizei em Seia, na EB 2,3 Guilherme Correia de Carvalho, um debate entre as cinco listas concorrentes ao Parlamento Jovem. Fui convidado pela responsável da ação, Paula Aires, contei com a presença de João Vieira, diretor da escola, e Filipe Camelo, presidente da câmara e, também ele, professor, todos já conhecidos do meu tempo de orientador de estágios.
Participaram várias dezenas de alunos das listas existentes e cada uma apresentou três propostas de "Combate ao insucesso escolar" que foram colocadas em debate. Deixo por curiosidade alguns exemplos das ideias sugeridas:  
Escola, alunos e pais – reforçar os laços (associações de pais); ensino mais "lúdico" com utilização de meios tecnológicos e interativos; espírito de entreajuda dos alunos para superarem dificuldades na aprendizagem; envolver famílias não para criticar, mas para participar; estudo assistido por professores; formação aos pais sobre as novas metodologias na escola; avaliar os resultados anualmente e planificar em função disso o ano seguinte (...) "
 Filipe Camelo, Paula Aires, João Vieira




Alunos de agricultura biológica em atividade na escola

domingo, 24 de abril de 2011

MUSEU DO PÃO EM SEIA - UMA VISITA "OBRIGATÓRIA"

O “Museu do Pão” em Seia é uma agradável surpresa para quem o visita.

No início da subida para a Serra da Estrela encontramos um complexo com uma excelente restauração, com um espaço temático sobre a história e importância do pão, a sua produção, as diferentes qualidades nas “províncias” do território nacional e uma loja de produtos tradicionais.

Uma exposição sobre os 100 anos da República, com todas as imagens dos presidentes, feitas em pão, entre outros motivos, é uma excelente motivação para uma visita cultural e gastronómica.
E assim se vão construindo as oportunidades de desenvolvimento do nosso “Interior” com base na criatividade das suas gentes, dos seus produtos e das suas belezas naturais.



DIRIA QUE É UMA "MISSÃO" CULTURAL E GASTRONÓMICA OBRIGATÓRIA

domingo, 6 de março de 2011

SEIA - FEIRA DO QUEIJO - COM GOUVEIA E FORNOS DE ALGODRES

Desloquei-me a Seia, conjuntamente com o colega de Governo Rui Barreiro, Secretario de Estado do Desenvolvimento Rural e das Florestas, para a abertura oficial da feira do queijo.
A iniciativa, este ano, é uma organização conjunta de três municípios: Seia, Gouveia e Fornos de Algodres. A intenção é a de, em conjunto, ganharem dimensão e escala para promoverem a marca "queijo da serra" e o conjunto dos produtos regionais que caracterizam a economia destas autarquias.
Juntaram-se cerca de duzentos produtores, mas os muitos quiosques e tendas deixavam ver múltiplas variedades de enchidos, mel e mesmo pólen em grão (uma novidade para mim), a par de animais diversos, nomeadamente os conhecidos Cães da Serra. Artesanato variado, tendas de sabores e vinhos completavam a panóplia de produtos da região.

FILIPE CAMELO, PRESIDENTE DA CÂMARA DE SEIA
“A grande preocupação é sem dúvida nenhuma a promoção de um produto endógeno com as potencialidades que todos sabemos que tem o queijo da Serra da Estrela.” Foi assim que Filipe Camelo, presidente da Câmara de Seia, apresentou aquela que vai ser a primeira edição da Feira Regional da Serra da Estrela.
O evento é, segundo o autarca, uma verdadeira “iniciativa intermunicipal” que junta, no âmbito Comunidade Intermunicipal da Serra da Estrela (CIMSE) os municípios de Seia, Gouveia e Fornos, na organização e promoção deste certame.
“O que estamos aqui fazer é um acto tão simples como acabar com as feiras municipais do queijo da Serra”, explica Álvaro Amaro, presidente da Câmara Municipal de Gouveia e da CIMSE, tudo porque “era importante ganharmos uma escala maior, principalmente quando é preciso homenagear os produtores do queijo, os nossos pastores e de honrarmos e dignificarmos o pastor, o produtor e todas as actividades económicas que lhes estão associadas”, refere.
Assim, os três municípios uniram esforços e Seia vai ser a primeira cidade a receber Feira Regional do Queijo da Serra da Estrela. A escolha foi tomada através de um sorteio, o mesmo que ditou que a segunda edição se irá realizar em Gouveia, em 2012, e Fornos deverá receber a terceira edição, em 2013. (transcrição de: Selene Teixeira – jornal Nova Guarda)

Rui Barreiro anunciou a publicação da portaria que permite a produção de queijo da serra com meio quilo, facto que corresponde a uma expectativa antiga dos produtores e que constitui um factor de competitividade.

Deixei uma palavra de elogio aos autarcas por terem sabido unir esforços para um bem comum, sublinhando que ninguém faz nada sozinho e que o caminho se faz caminhando, juntos, para podermos chegar mais longe e mais depressa. E isso é possível mesmo quando os autarcas, como é o caso, têm opções políticas e partidárias distintas










 Comendo a famosa sopa de URTIGAS


sexta-feira, 8 de outubro de 2010

INAUGURAÇÃO - CENTRO ESCOLAR DE S.ROMÃO (SEIA)

No âmbito do Centenário da República, inaugurei em 5 de Outubro o CENTRO ESCOLAR DE S. ROMÃO, no concelho de Seia. Foi uma requalificação e ampliação ficando este equipamento, agora, com 8 salas para o 1º CEB (138 alunos) e 3 para a Educação Pré-Escolar (38 crianças).
O Presidente do Agrupamento de Escolas caracterizou o investimento e respectivos objectivos, lembrando que a Escola é tarefa de todos, nomeadamente das famílias, alusão sublinhada pelo Presidente de Câmara, Carlos Camelo, que, na ocasião, reflectiu sobre os grandes desafios que se colocam à Educação e Desenvolvimento no seu concelho.
Encerrei a sessão dando nota do significado da República para a Educação, a sua aposta num ensino para todos, sublinhando que só nos anos 60 é que apareceu pela primeira vez o Pré-Escolar, com 6528 crianças, número que evoluiu com os Governos do Eng. Sócrates para 256 226.
O quadro que se segue espelha bem a evolução do esforço educativo em Portugal, realidade que ganha expressão depois do 25 de Abril, aquando do nascimento da II República.
Fiz ainda notar que em 1910 o panorama da educação era desolador. A maior parte das crianças não frequentava sequer o ensino primário. A ideia que a infância é uma prioridade de aprendizagem e desenvolvimento ainda não se generalizava. 75% da população era analfabeta (enquanto na Inglaterra por exemplo era 1%, na Alemanha 0,5% e na Suécia 0,4%).Havia apenas 32 escolas secundárias.O número de alunos que frequentava o secundário era 8.691 (1,4% dos jovens), 924 sexo feminino. Acresce ainda a frequência de 5.044 alunos no ensino técnico oficial.
No final reuni com um representante dos pais para receber uma exposição - e ouvir uma explicação sobre a mesma - assumindo o compromisso de enviar o texto aos Gabinetes do Sr. Primeiro Ministro e Secretário de estado da Educação.