Mostrar mensagens com a etiqueta Italia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Italia. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Itália volta à carga: "Esta não é a Europa que queremos"

O governo Italiano, ao contrário do português, acompanha as teses que o PS e António Seguro têm vindo a defender nestes últimos três anos para uma mudança de paradigma numa Europa com 25 milhões de desempregados - cinco milhões dos quais jovens - e um quarto da população em risco de pobreza e exclusão social. Foi no Fórum europeu que o "Governo italiano voltou a pedir uma flexibilização das metas orçamentais a Bruxelas – e elogiou a decisão e as palavras de Mario Draghi."

"O secretário de Estado dos Assuntos Europeus de Itália - país que ocupa atualmente a presidência da UE - considerou ontem que a flexibilização prevista nas regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento pode permitir um maior financiamento da política de coesão através dos orçamentos nacionais. 
Apesar de reconhecer a importância deste instrumento na mitigação dos efeitos da crise, Sandro Gozi referia-se, em Bruxelas, durante a abertura do Sexto Fórum da Coesão, ao cenário criado na última crise económica e financeira na UE: 25 milhões de desempregados - cinco milhões dos quais jovens - e um quarto da população em risco de pobreza e exclusão social

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

ESPANHA E ITÁLIA PRECISAM DE 500 a 800 MIL MILHÕES€?

COMO JÁ DIZÍAMOS - PARA TODOS - HÁ MAIS DE UM ANO - "Itália e Espanha podem necessitar de financiamento de contingência entre 500 mil e 800 mil milhões de euros, estimam os economistas do Barclays Capital ... forma para conseguir aquele valor passa ... por contribuições conjuntas do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) e do FMI...Alertam ainda que a possibilidade de sucesso em gerir a crise de dívida depende, em larga escala, de uma visão mais coerente das autoridades políticas europeias."



Rui Barroso  
"Os economistas do Barclays Capital não acreditam que os dois países sejam retirados do mercado, mas avisam que é necessário financiamento de contingência.

Itália e Espanha podem necessitar de financiamento de contingência entre 500 mil e 800 mil milhões de euros, estimam os economistas do Barclays Capital. A ideia é ser criado um mecanismo que tranquilize os investidores permitindo a estes países continuarem ir ao mercado para se financiar.

"Não pensamos que Itália ou Espanha necessitem de ser retiradas dos mercados financeiros como a Irlanda, Portugal e Grécia. Nenhum país perdeu acesso aos mercados; o apoio financeiro deve ser concebido para proteger o acesso ao mercado, não para compensar a sua perda", defendem os economistas num relatório a que o Económico teve acesso.

Para o BarCap "quanto maior foi o montante potencial do financiamento de contingência, menor a probabilidade desse "escudo" financeiro ser utilizado". Apesar de realçarem que não existe uma forma precisa de estimar os valores necessário para proteger o acesso ao mercado, os economistas referem que as necessidades de financiamento de ambos os países nos próximos 18-24 meses são um indicador razoável. Esses valores são de entre 500 mil milhões e 800 mil milhões de euros.

A forma para conseguir aquele valor passa, segundo o BarCap, de contribuições conjuntas do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) e do FMI. E avisam que a situação poderá ainda piorar antes dos mecanismos de financiamento estarem definidos. Por outro lado, consideram que a limitação do raio de acção do BCE ao mercado secundário não elimina a possibilidade de sucesso de financiamento de contingência a estas duas economias, mas "enfraquece" a força do programa.

Alertam ainda que a possibilidade de sucesso em gerir a crise de dívida depende, em larga escala, de uma visão mais coerente das autoridades políticas europeias."

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

ITÁLIA VAI TER DE PEDIR AJUDA ... E ESPANHA?

Económico com Lusa
O director do Centre for Economics and Business Research (CEBR) considerou hoje que a Itália vai ser obrigada a pedir ajuda financeira. Para Douglas McWilliams, foi o fracasso dos líderes europeus em resolver os problemas das suas economias antes das férias de Agosto que colocou Espanha e Itália na mira dos mercados internacionais, que estão a colocar as taxas de juros exigidas para comprar dívida pública em níveis que se aproximam perigosamente da barreira dos 7%.
O primeiro-ministro espanhol, Jose Luiz Rodrigues Zapatero, foi forçado a interromper as férias e convocar uma reunião de emergência com membros do seu Governo, enquanto que o seu homólogo italiano, Sílvio Berlusconi, ainda não suspendeu os planos para o verão, mas já anunciou um programa de 7,4 mil milhões de euros para relançar a economia e várias reuniões com as instâncias nacionais.
Na quarta-feira, Berlusconi discursou no parlamento italiano onde associou a crise italiana à especulação e afirmou que a Itália "não merecia ser punida nos mercados."

De acordo com o presidente executivo do CEBR, Itália e Espanha têm dinâmicas diferentes: se, no caso espanhol, a dívida não deverá ultrapassar os 75% do Produto Interno Bruto (PIB).

Já em Itália, os cálculos feitos pelo analista vão noutra direcção e apontam para uma dívida equivalente a 128% do PIB.
------------------------------
Em Itália, e apesar de Berlusconi ter implementado medidas austeras de restrição orçamental, estas parecem insuficientes. De acordo com os cálculos do CEBR, se os italianos continuarem a financiar-se nos mercados com juros superiores a 6 por cento, a dívida poderá atingir os 150% do PIB em 2017.
Mesmo que os custos dos empréstimos baixem para os 4%, o analista estima que a dívida italiana atinja os 123% do PIB em 2018.
Caso os juros das obrigações italianas comecem a negociar acima dos 7%, a dívida italiana tornar-se-á insustentável para os mercados, argumenta o analista, que antevê um futuro negro para o governo de Sílvio Berlusconi, uma vez que o crescimento dos países do Sul da Europa está praticamente estagnado, o que em nada contribui para reforçar quer a moeda única, quer os países do euro