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sexta-feira, 10 de julho de 2015

Manuela Ferreira Leite: "Dívidas dos países europeus não são pagáveis"

Manuela Ferreira Leite é taxativa: os países europeus - e não só a Grécia - não vão conseguir pagar as suas dívidas e esse problema deve ser pensado já pela União Europeia.

"Para que fique registado: nem o Tratado Orçamental é exequível, nem o pagamento das dívidas dos países é pagável e alguma coisa vai ter de ser feita"

As instituições europeias terão, por isso, de deixar a inflexibilidade e o "tabu" de lado, na opinião da ex-ministra das Finanças, que criticou a diretora-geral do FMI por só agora mudar de postura em relação ao problema, defendendo a reestruturação da dívida da Grécia. 

"Provavelmente algum efeito de um telefonemazinho do Obama fez a senhora Lagarde mudar de opinião de um dia para o outro"

O problema coloca-se, defendeu, para todos os países e não só para a Grécia. O futuro de Atenas tem sido sucessivamente adiado e há nova cimeira no domingo. No seu espaço de habitual comentário na TVI24, Ferreira Leite lamentou ainda o "verdadeiro desastre" que o país está a passar. 

"O resultado do referendo é uma resposta de desespero.  Eu estava à espera de ponderação da UE que pensasse que a receita que estamos a aplicar não é suscetível de ser aplicada a todos os países, que não deve haver inflexibilidade total nessa aplicação". 

Problema pior e com consequências "escandalosas" para o projeto europeu, segundo a ex-ministra, é o que a Hungria decidiu fazer: a construção de um muro com quatro metros de altura e 175 quilómetros para se isolar da Sérvia. 

"É uma coisa gravíssima e um escândalo. Um país da UE, tem já aprovação do parlamento para começar a construir um muro... A Europa está a permitir muros? Isto passou a ser um conjunto de fortalezas. Isto admite-se e não parece que haja grande escândalo. Está tudo calado e é muitíssimo mais grave do que qualquer negociação da dívida"

Entrevista de António Costa
Já em reação à entrevista de António Costa na TVI, Ferreira Leite disse que não viu "grandes compromissos, nem coisas muito objetivas, nem muito definidas", mas isso até pode ser positivo. 

"Acho bastante cauteloso, sem se comprometer com determinado tipo de coisas que pensa que pode não vir a cumprir. Água mole em pedra dura tanto da bate até que fura... Antigamente faziam-se muitas promessas e chegava-se ao governo e fazia-se exatamente o contrario. A chamada política de verdade começa a dar frutos"

Sobre ideia deixada pelo líder do PS de fazer os mais ricos pagar mais IRS, sem ter estabelecido um patamar, a ex-ministra das Finanças diz que quer ver para crer: "Não acredito nada numa frase nessas sem saber que patamares.Ttalvez mais do que alterar taxas é alterar escalões".

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Ferreira Leite recusou convite para o CES. Por que motivo?

Segundo sei, o desempenho de presidente do CES, é incompatível com outras funções e exige dedicação exclusiva. Manuel Ferreira Leite rejeitou um convite para o lugar e não aceitou, talvez porque não tenha sido feito ao mais alto nível, mas sobretudo porque a sua voz como comentadora, que tanto incomoda o Governo, iria silenciar-se. Basta somar dois mais dois para compreender.

"Manuela Ferreira Leite foi convidada por Marco António Costa, em nome de Passos Coelho, para suceder a Silva Peneda na presidência do Conselho Económico e Social (CES) mas recusou. 
A novidade foi avançada no sábado na SIC por Marques Mendes que acrescentou já existir uma lista com quatro possíveis nomes. 
O líder do CES é eleito no Parlamento por uma maioria de dois terços, implicando um acordo entre o PSD e o PS."

sábado, 12 de outubro de 2013

EXP - Manuela F Leite - Governo está a "matar o sistema" de Segurança Social

"A ex-líder do PSD Manuela Ferreira Leite fala em medidas soltas e "arbitrárias" e na transformação "sub-reptícia" do sistema contributivo num sistema assistencialista. 
Alexandre Costa
Manuela Ferreira Leite diz que a medida vai contra a "matriz social democrata" - Comentando os anunciados cortes nas pensões de viuvez, Manuela Ferreira Leite considerou esta noite que o Governo está a colocar em causa a estrutura da Segurança Social, transformando "sub-repticiamente" a sua lógica, que passa de contributiva para assistencialista.
"Isto é a subversão do sistema de Segurança Social e ninguém está mandatado para subverter o sistema de Segurança Social", afirmou a ex-líder do PSD durante o seu comentário no programa "Política Mesmo" da TVI24.
Os cortes em causa serão efectuados nas pensões de sobrevivência nos casos em que acumulam com uma segunda reforma. "Esta medida foi pensada em dois dias, sem fundamento, sem se ver as consequências", considerou.
Ferreira Leite fala em "medidas soltas" e "arbitrárias" que estão a "matar o sistema" pervertendo a sua lógica, por as pensões passarem a ser atribuídas não pelas contribuições efetuadas mas pelas necessidades. Algo que diz ir contra a "matriz social-democrata".
"As pessoas perderam a sua liberdade"
"O Estado autoritariamente estabelece um limite do que eu preciso para viver", diz interrogando-se: "Há algum Governo que tenha o direito a dizer quem é rico?" Para Ferreira Leite "as pessoas perderam a sua liberdade".
Reconhecendo a necessidade de medidas que tornem a Segurança Social sustentável devido ao envelhecimento da população e aos baixos índices de natalidade, Ferreira Leite considerou, no entanto, que para a atual situação também contribuíram as reformas antecipadas de milhares de pessoas no âmbito processo de reestruturação das empresas e da banca.
Quanto aos cortes nos salários de funcionários públicos, defendeu ser uma medida mais grave do que um imposto, por não ser aplicado a todos, mas apenas "a quem o Governo seleccionar""
Ler mais: 
http://expresso.sapo.pt/governo-esta-a-matar-o-sistema-de-seguranca-social=f835073#ixzz2hUWIC700

sábado, 28 de setembro de 2013

Manuela F Leite: Os sacrifícios das pessoas e os resultados não são proporcionais

Execução orçamental- Os números de que dispomos são indicativos, para monitorizar a execução. Como indicativo, não temos nenhuma novidade especial.
O que podemos realçar é que, se compararmos, existe um aumento brutal de impostos, e que é sobre um número de pessoas menor (com o aumento do desemprego). Há um aumento de despesa, que tem a ver com o facto de estarem a ser pagos subsídios que não o foram no ano passado. 
O que mais impressiona é que é um retrato dos sacrifícios que as pessoas têm feito e os resultados não são proporcionais. Desmotiva para continuarmos neste caminho. 
Em todo o caso, nada indicia que não possamos atingir os valores do défice previstos para este ano. Reafirma que não é possível reduzir-se o défice orçamental em recessão e temos estado em recessão. Era necessário haver uma alteração de políticas, no sentido do crescimento

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Manuela Ferreira leite - Cortes de 4,7 mil milhões

Nem os próprios acreditam na sua Maioria 

- Síntese - "Não acreditava na sua exequibilidade e agora ainda menos, com o enfoque no crescimento. Inclusive, foi dito que seria uma área de convergência com o PS, sendo possível um outro valor. Foi feito para se obter um défice de 4,5 e não de 5,5; e no pressuposto de que não haveria nenhum crescimento. 
Não sabe se está acordado com a troika, mas se estiver, só vê as instituições europeias a dizer que este não pode ser o caminho (só com austeridade) e não se pode fazer o oposto deste discurso.

Duvida que o novo ministro da Economia, com as posições públicas que tem tomado, pudesse abdicar relativamente a uma posição inflexível e obsessiva pelo défice público."

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Manuela Ferreira Leite - O MFINANÇAS foi "a primeira pessoa que não quis engolir o sapo"


Nos pontos essenciais não houve grande surpresa: seria impensável criar uma crise política com eleições antecipadas e também não estava à espera que fosse validada a proposta de governo, porque não seria expectável que o PR tivesse ouvido pessoas se já tivesse tomado uma decisão prévia. Pelos vistos, (Passos e Portas) falaram cedo demais. 
Para qualquer pessoa que conheça minimamente o PSD, a última coisa que o partido podia aceitar era essa proposta, de uma coligação em que o CDS fosse a parte forte (tal como o CDS não aceitou a solução da demissão de Portas), o que revela que os partidos não aceitam tudo o que os líderes querem fazer.
O PR tem razão em considerar que este é um momento particularmente complexo e para ajustar esta situação (em relação ao programa de ajustamento) era preciso que algumas pessoas engulam sapos; e a primeira pessoa que não quis engolir o sapo foi o MF, estando aí o início da crise. A proposta do PR é de curto prazo, para um ano, e vai ter que haver cedências de todos os lados. 

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Manuela Ferreira Leite - " sugestão de que o país esteja muito pior do que sabemos"


Tem seguido os acontecimentos com perplexidade e preocupação. Não está muito incomodada com a questão das tácticas, dos golpes e das pequenas coisas; o que não consegue esclarecer é o que isto significa em termos da situação do país; isto tem que ter motivos por trás. 
Estamos a passar há um tempo largo por sacrifícios grandes, a que os portugueses têm reagido razoavelmente bem; a isto não se pode responder com lançar mais angústia em relação às pessoas, apenas por birras ou estratégias.
Estamos a falar da demissão do ministro de Estado e das Finanças (que tinha dito há umas semanas que estávamos a entrar na fase de investimento), num país sob resgate, e que mais do que qualquer outra pessoa sabe quais são as consequências de uma decisão dessa natureza, para os mercados e para a expectativa das pessoas. Isto sem uma explicação porque decide abandonar a função. 
Está explícito na carta que acaba por confessar que o programa não estava ajustado aos efeitos pretendidos, uma confissão de erros; o que mais ajuda a não perceber porque sai, com o país completamente torto. A saída deixa a sugestão de que o país esteja muito pior do que sabemos, dando a entender que isso será por causa da sua saída. 
Deseja que haja ainda um esclarecimento da situação real do país, e gostaria de saber do MF o que ele pensa sobre a possibilidade de um segundo resgate, podendo estar a prepara-se o caminho para dizer que isso aconteceu por causa da saída do MF. 
Tem a mesma dúvida em relação à saída do ministro de Estado e dos NE. O PM está lá precisamente para gerar consensos e gerir divisões. Toda esta crise é demasiado teatral , desconhecendo nós o que nos interessa.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Manuela FL - Existe mal-estar entre as pessoas

Acha bem que não se faça a guerra dos números, porque nem sempre os números são a leitura do que está subjacente a uma greve. 

Existe algum mal estar entre as pessoas, que não são apenas laborais; existe um sentimento de intranquilidade e insegurança muito grande entre as pessoas, que não se manifestam numa greve.

Esta greve tem um sinal bastante impressivo, que é o facto das duas centrais sindicais se terem juntado e as confederações patronais manifestarem compreensão.

É o que lhe está subjacente que deve levar um governo a ponderar o que foi a razão de uma greve desta natureza. Pode ser um alerta para se ponderarem outro tipo de políticas

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Manuela F Leite - Sacrfício - "Este era escusado, sem qualquer benefício para o Estado"


Pagamento dos subsídios - "Continua a não perceber o motivo do adiamento do pagamento. O governo não teve nenhum cuidado em preparar o assunto e numa época em que os sacrifícios têm sido bastantes, é preciso ser muito criterioso nos sacrifícios adicionais; e este era escusado, sem qualquer benefício para o Estado. 
Era absolutamente essencial dar-se uma explicação. Admite que o PR tenha recebido da parte do governo a explicação para que isto aconteça, só não entende porque essa explicação não foi dada às pessoas.
Como foi dito pelo PM não haver um problema de tesouraria, tanto faz que o Estado arrecadasse (agora) este dinheiro ou não. O governo arranjou um problema com os FP que era absolutamente escusado e que não era possível no sector privado. O Estado deu um mau exemplo como patrão e foi negligente a legislar."

sexta-feira, 14 de junho de 2013

TVI - Manuela Ferreira Leite - Subsídios - o PS tem razão

Decisão do governo em não pagar os subsídios de férias Junho - "Com franqueza, não consegue perceber a questão e onde está o problema (para não serem pagos). 
Não tem nenhum efeito do ponto de vista orçamental (o que conta é no final do ano) e o Pm diz que não é por problemas de tesouraria. E se há algum motivo, que não vislumbra, para ser pago mais no final do ano, então seria de elementar bom senso que a legislação tivesse sido aprovada atempadamente, de forma a não criar intranquilidade na vida das pessoas. 
Tinha efeitos grandes do ponto de vista das pessoas e macroeconómicos, não se percebendo porque se está a evitar largar recursos na economia. Fica no ar que é um gesto gratuito, uma agressão aos FP, em que não se percebe qual é o objectivo.
Não gosta de comentar AJS ("se há dinheiro, pague-se"), o que sabe é que foi dito que não há problemas de tesouraria."

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Manuela Ferreira Leite - Ajustamento - não se sabe quantos terços faltarão

Os últimos números do INE são muito assustadores e não se percebe quando possa ser possível uma inversão de trajectória.
Neste momento já se nota um sacudir a água do capote pelas instituições que impuseram este ajustamento (entre FMI e CE), a tentarem dizer que não têm nada a ver com o assunto e estando perfeitamente conscientes de que a receita não está a dar resultado.
Aceita que o PM esteja convencido de que esteja a fazer bem, o problema é que todas as evidências (CES, Teodora Cardoso) dizem o mesmo e é de esperar que o governo ajuste minimamente a sua política face a algo que está errado. 
Não deseja que se peça desculpa, a única coisa que acha que deve ser ponderada é não insistir num caminho que está errado. Os portugueses foram olhados como trabalhadores e honrados sempre.
Não sabe se os 2/3 do ajustamento já estarem feitos (como disse o PM) não terá a ver com o calendário, não tendo com certeza a ver com o final dos sacrifícios, nem sabemos quantos terços faltarão.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Manuela Ferreira Leite -"Portugal não tem futuro com a atual política económica"

Síntese - Manuela Ferreira Leite dá razão ao PS. Não fala no partido ou nas propostas, mas conclui como o PS: "Eu diria que o presente não tem mesmo futuro nenhum. Ou se altera a atual política económica que tem estado a ser seguida, ou o presente não tem futuro"... "Entre a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu, alguma solução com certeza vai ser dada ao nosso país relativamente a este ponto"... "Não é sustentável manter os encargos com a dívida pública à taxa a que a 'troika' nos está a emprestar, que é da ordem dos 3%, menos é possível com as taxas que estão a ser aplicadas quando estamos a ir aos mercados, que andam acima dos 5%. Não é possível, do ponto de vista de contas públicas, haver uma sustentabilidade dessa natureza". Fica tudo dito!
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Lusa - Manuela Ferreira Leite considerou hoje que Portugal não tem futuro com a atual política económica e afirmou que, se lhe coubesse negociar com a 'troika', "no mínimo, gritava". 

"Às vezes perguntam-me o que é que eu faria se lá estivesse. No mínimo, gritava, para alguém ouvir. Não ficava calada de certeza absoluta", afirmou Manuela Ferreira Leite, defendendo que, embora não seja fácil, "há com certeza margem de negociação" com a 'troika'...

"Eu diria que o presente não tem mesmo futuro nenhum. Ou se altera a atual política económica que tem estado a ser seguida, ou o presente não tem futuro".
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Manuela Ferreira Leite sustentou hoje que, mesmo depois da saída da 'troika', Portugal vai continuar a precisar que alguém lhe empreste dinheiro, e considerou que haverá solução ao nível das instituições europeias... Depois de afirmar a sua convicção de que Portugal não conseguirá cumprir os "objetivos mais essenciais" do seu programa de resgate, incluindo o equilíbrio das contas públucas: 

"Nós não vamos pelos nossos pés, sozinhos, funcionar a partir da data em que a 'troika' abandonar o país.

 Direi que é praticamente impossível". "Não é sustentável manter os encargos com a dívida pública à taxa a que a 'troika' nos está a emprestar, que é da ordem dos 3%, menos é possível com as taxas que estão a ser aplicadas quando estamos a ir aos mercados, que andam acima dos 5%. Não é possível, do ponto de vista de contas públicas, haver uma sustentabilidade dessa natureza", argumentou. 

"E, portanto, nós vamos com certeza continuar a precisar que alguém nos empreste dinheiro. Não sei qual vai ser o nome que vai ser dado a essa situação em que nos vamos encontrar. Qualquer que seja o nome, nós vamos precisar de ser apoiados", sustentou. Quanto a quem poderá apoiar Portugal nessa nova fase, declarou: "Entre a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu, alguma solução com certeza vai ser dada ao nosso país relativamente a este ponto".

sexta-feira, 17 de maio de 2013

TVI - M Ferreira Leite - Portugal, o país "bom aluno" que fez tudo mal ...!

Cortes nas pensões e medidas de austeridade - Até à data, essa medida não foi tomada e mantém, por enquanto, a tese de que não tem hipótese de ser executada.
Toda a gente sabe que não é possível consolidar as contas públicas em recessão e que não é possível alcançar os valores do défice, não fazendo sentido arranjar mais medidas para o fazer.
Considera que há aqui uma encenação, um dramatismo, que não tem nenhum sentido, não jogando um momento de distensão (no regresso aos mercados, nos indícios sobre crescimento, no próprio discurso do PM) com termos que fazer tais coisas que o anulam, medidas que seriam de tal forma recessivas como ainda não foram até agora; não jogando uma coisa com a outra, só consegue percebê-lo como um dramatismo. No mínimo, deve corresponder a uma crença do MF (e que só ele tem), querendo tomar estas medidas enquanto a troika está cá e não acreditando que a troika tenha querido impô-las estando isto como está.
Rebentar com 10% do rendimento dos pensionistas não é fazer uma convergência; temos que atingir a consolidação das contas públicas por via do crescimento e não por este tipo de medidas. Isto não é reformar o país, é pôr o país numa situação em que fica insusceptível de ser reformado. O problema da austeridade pura e dura vai acabar quando for a França a precisar de aplicá-la, ninguém imaginando que o vá fazer.
Acha extraordinário que ao fim de 2 anos em que temos tomado medidas fortes, lesivas em alguns aspectos (como o desemprego) e também em relação à FP, precisemos de outro relatório (OCDE), perguntando se as medidas têm sido medidas soltas e se agora é que precisamos de um plano. Não sabe porque são 50 ou 60 ou 40 mil os FP que o governo quer que saiam, é preciso haver um plano.
Tem receio de que nós ainda vamos ser o grande exemplo do país que fez tudo e não conseguiu resultado nenhum, o exemplo do que não deve ser feito. E que ainda venham a dizer que as ideias foram nossas.
A preocupação do PR (é assim que interpreta a sua expressão sobre a Nossa Senhora de Fátima) é discutir o que interessa ao país, o pós-troika, e não a 7ª avaliação ou as aposentações, para mostrar ao país o que vamos fazer para sairmos daqui.

sábado, 11 de maio de 2013

TVI - Manuela Ferreira Leite - Cortes nas pensões - o Governo cai


Tem alguma dificuldade em dizer o que (os avanços e recuos do governo) querem dizer; uma coisa quer dizer de certeza, que os reformados estão no grupo de pessoas que devia merecer do governo um grande cuidado e atenção para com a sua ansiedade e intranquilidade; e não tem havido esse cuidado, na dúvida lança-se o pânico sobre os reformados.
Não acha que (a declaração de Portas) tenha sido uma encenação, escusava-se era de ter lançado essa dúvida e ameaça sobre os pensionistas, quando se sabia que essa medida não passaria, por via do CDS.
É bizarro, quando ninguém admite que tal proposta tivesse sequer possibilidade de ser discutida na concertação social e de ser aplicada. Significa uma falta de respeito pelos reformados, perguntando-se se o objectivo era lançar sobre eles o pânico.
As pessoas têm a ideia de que este governo tem uma fixação pelo rendimento dos reformados para resolver os problemas de falta de dinheiro e com a frase “cisma grisalho”, que considera forte, Paulo Portas vem, no fundo, admitir que esse sentimento existe no CM.
É a favor de uma convergência entre os sistemas público e privado, que tem vindo a ser f,eita, mas o que está a suceder é passar de uma convergência de forma gradual para uma aproximação brutal.
Isto é mais incompreensível quando já não estamos numa situação de emergência, como já estivemos, e quando se considera que está na altura de entrar na fase de crescimento.
O que fez ruir a situação foi o SE (Hélder Rosalino) ter contabilizado como forma de poupança ir buscar o valor aos reformados (retroactivamente), o que é algo inimaginável; fica perplexa como é que isto veio a público e porque se está a criar esta situação aos reformados, quando isto não tem hipóteses de ser concretizado.
Não sendo constitucionalista, há, no mínimo, uma quebra de confiança fatal entre o governo e os cidadãos. O governo tem tratado os pensionistas de forma muito cruel e se o país está tão calmo com 42% de desemprego jovem é porque há uma base social e familiar que o sustenta.
Ninguém (no governo) invoca sequer o problema da sustentabilidade da segurança social, é apenas uma questão de dinheiro, nem ninguém faz reformas do sistema de segurança social em 15 dias.
Se esta medida avançar, cai o governo de certeza absoluta. O ministro Portas não tem outra solução.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Manuela Ferreira Leite - Medidas do Governo - desiludida - estamos a empobrecer

Medidas apresentadas no CM - O aspecto que mais lhe desagradou na conferência de imprensa foi a ideia de que temos que fazer isto, senão está em causa a avaliação, as tranches e as alterações de maturidades; se fosse credora, não estaria mais preocupada com um determinado valor do défice (cuja probabilidade de ser atingido é mínima), o que lhe incomodaria era estarmos a empobrecer.
O facto de ter sido dito de forma extremamente vaga (os cortes nos ministérios) transmite-lhe a certeza de que será um exercício muito complexo e um corte muito casuístico, mas também que é para ir muito ao osso.
Sobre os anunciados cortes salariais na FP, nota que se cortarmos ainda mais na procura interna, acentua-se a recessão e mais difícil será cumprir os objectivos.
A troca dos duodécimos (entre subsídios de férias e Natal) faz com que se perca um balão de oxigénio no Turismo, perdendo-se a oportunidade de fazer entrar dinheiro na economia; admite que tenha que ver com problemas de tesouraria para disponibilizar já esse dinheiro.
Sobre a renegociação das PPP, teria sido eticamente desejável que se tivesse ido em primeiro lugar aos grandes interesses; ficou perplexa que na conferência do CM se dissesse que na renegociação se tenha abdicado da manutenção das estradas, o que deixa tudo na mesma; a possibilidade de tributação sobre as PPP já existia no ano passado e não foi executada

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Manuela Ferreira Leite - Governo reagiu com dramatismo e teatralização


  • TVI 24 - A antiga líder do PSD Manuela Ferreira Leite disse na quarta-feira à noite que o Governo reagiu com dramatismo e teatralização ao chumbo de quatro normas do Orçamento ao recordar que o valor 'cortado' é apenas 1 % da despesa.
  • "Este valor que está em causa representa pouco mais de 1 % de toda a despesa pública. Se lhe disserem em sua casa que precisa de reduzir a despesa em 1 %, pensa que vai desabar o mundo lá em sua casa? Qualquer um de nós é capaz de reduzir a despesa em 1%"... 
  • e continuou "o Executivo de Passos Coelho devia aproveitar a decisão do Tribunal Constitucional para mudar de rumo."

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

MFERREIRA LEITE - Portugal corre o risco de entrar numa espiral recessiva

Paula Cravina de Sousa
Para Ferreira Leite "não é com uma carga brutal de impostos” que se resolve a crise mas sim com uma "alteração do modelo social".
A ex-ministra das Finanças do PSD admitiu esta  tarde, num debate sobre o Orçamento do Estado para 2012 na Universidade Católica, que Portugal corre o risco de entrar numa espiral recessiva. "Um risco agravado com a incerteza que se vive na Europa", afirmou Manuela Ferreira Leite.
A economista defende que "é necessário alterar profundamente o modelo social" português.
"A ideia de que tudo é gratuito, de que as prestações sociais são ilimitadas e de que as reformas são aos 50 anos acabou. Esse tempo acabou", disse Manuela Ferreira Leite.
A ex-ministra defendeu ainda que "em vez de pequenas achegas e de uma carga brutal de impostos se deve alterar o modelo social onde estamos inseridos". "A despesa do sector publico não se resolve com mezinhas", destacou.
Em jeito de reacção às palavras de Cavaco Silva, que ontem afirmou que a medida anunciada pelo Governo, no Orçamento do Estado para 2012, de cortar os subsídios de férias e natal para os funcionários públicos e pensionistas " viola um princípio básico de equidade fiscal", Manuela Ferreira Leite disse que "é necessário ter em conta a equidade nas medidas".

segunda-feira, 30 de maio de 2011

MANUELA FERREIRA LEITE PRECISA DE SAL DE FRUTOS

Grande intervenção de Manuela Ferreira Leite. Lá quem ganhe as eleições não interessa.

Pedro Passos Coelho é um mal menor.

O que interessa mesmo é que Sócrates "desapareça".

Nada pior que uma mulher despeitada, com azia, por ter sido derrotada por Sócrates.

Depois da interrução da democracia por seis meses, surge gora a "interução" de Sócrates para todo o sempre.
SALVE-SE QUEM PUDER!