Mostrar mensagens com a etiqueta discurso. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta discurso. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

José Junqueiro reage, pelo PS, ao discurso de Ano Novo do PR

Após um orçamento com cortes de mais de 3 mil milhões de euros e depois do chumbo do Tribunal Constitucional ao corte das pensões, o país aguardava uma palavra do senhor Presidente da República.
Duas semanas depois, o Presidente da República falou para dizer que segue o discurso do Governo, designadamente quanto à saída do programa de assistência finaceira.
Ao contrário do que o Presidente deixa subentender, regressar aos mercados com programa cautelar não é a mesma coisa que regressar de forma autónoma, tal como conseguiu a Irlanda.
Mas o que mais choca na intervenção do Presidente da República é a insensibilidade com que fala dos sacrifícios por que passam os portugueses ao afirmara que, apesar de tudo, ainda mantemos a liberdade e os direitos de cidadania.
O que o Presidente esquece é que há uma grande diferença entre os direitos previstos nas leis e a sua concretização.
Há milhares e milhares de portugueses privados de trabalho e de acesso a bens fundamentais que lhes retiram a dignidade e os privam de direitos de cidadania.
Estes são os custos da política de empobrecimento que o Governo aplica e que o Presidente optou por não referir.
Convenhamos que este discurso do Presidente da República não é o melhor contributo para mobilizar e unir os portugueses.
O PS manterá o comportamento responsável e construtivo ao serviço do país.
Para o PS o Orçamento de Estado é também um instrumento fundamental para a vida do país, no respeito devido à Constituição da República.
É nesse sentido que nos próximos dias solicitaremos ao Tribunal Constitucional a fiscalização sucessiva de normas do Orçamento de Estado para 2014

quarta-feira, 3 de julho de 2013

"Ad memoriam" - Discurso de Passos Coelho, o "Surpreendido"

Vítor Gaspar e Portas pedem explicações ao PM,
mas todos vão ter de explicar o falhanço coletivo
O país foi surpreendido pelo pedido de demissão do doutor Paulo Portas, Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros e presidente do CDS PP.  Eu próprio tenho de manifestar a minha surpresa.  
Quando ontem propus o senhor Presidente da República a doutora Maria Luísa Albuquerque para ministra das Finanças, e os seus secretários de Estado, que incluem um membro do CDS, e que tinha sido confirmado pelo senhor doutor Paulo Portas, os acontecimentos de hoje eram verdadeiramente impensáveis.  
É agora claro para todos portugueses, que a ameaça de instabilidade política nas atuais circunstâncias, comporta riscos para o país que ninguém pode desejar, e que teria consequências muito graves. Seriam 2 anos de um grande esforço de todos, sacrifícios que todas as famílias conhecem, que seriam deitados por terra.
Seria recusar incompreensivelmente os primeiros sinais de viragem que estão finalmente a chegar, de forma ainda tímida, mas consistente, em particular no segundo trimestre deste ano. Por tudo isto e pelo facto de ser ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros ser presidente de um dos partidos que apoia o Governo, seria precipitado aceitar esse pedido de demissão.
Não pedi, portanto, ao senhor Presidente da República a exoneração do senhor ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros.
Numa democracia madura um Governo de coligação que goza do apoio de uma forte maioria dos representantes do povo não pode ser posto em causa a não ser por divergências de enorme gravidade. Desde o início que sempre tentei transmitir a todos os portugueses e todos os agentes políticos a necessidade imperiosa, de colocarmos a prudência, a cabeça fria e o sentido de Estado, acima de tudo o resto.  
Quando começámos este caminho a situação era muito difícil e as dificuldades ainda não terminaram. Talvez agora todos estejam mais conscientes das exigências que circunstâncias tão delicadas como as nossas impunham.  Mas são precisamente esses momentos definidores que mais apelam a serenidade.   
Da minha parte poderão os portugueses contar sempre com essa serenidade.  Lucidez nos momentos de crise não é insensibilidade é um dever político comum a todos. 
Comigo, o país não escolherá um colapso político económico, e social.  Há muito trabalho pela frente e temos de colher os frutos do que semeamos com tanto esforço. O país está primeiro. 
Esta é uma questão de consciência, e convicção.  Os tempos não exigem menos do que isto e aqui o Primeiro-ministro representa a esperança de todos os portugueses de fechar o programa de ajustamento, e construirmos uma sociedade mais próspera mais justa.
Quero também dizer vos precisamos de clareza.  Isso significa que assumo como minha missão de esclarecer todas as condições de apoio político, junto dos partidos que suportam o Governo. 
Não depende apenas da minha vontade resolver definitivamente este problema.  Mas ambos os partidos têm a obrigação de não desiludir o país. 
Em conjunto teremos de esclarecer o sentido do pedido de demissão do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros no contexto mais amplo possível, no contexto do nosso projeto comum, e no contexto dos perigos que conseguimos evitar. Essa clareza, é também fundamental, para manter a credibilidade e confiança internacionais já conquistados. 
Por essa razão irei manter a minha participação amanhã num encontro em Berlim, que conta com chefes de Estado e de Governo da União Europeia, e onde continuarei a lutar pelos interesses. Portugal.  Nas próximas horas procurarei junto do CDS-PP clarificar garantir todas as condições de estabilidade para o Governo e para o país para prosseguirmos a estratégia de superação da crise nacional agarrarmos um novo ciclo de prosperidade, que os portugueses merecem, e darmos sentido, ao grande esforço e sacrifício de todos. 
É minha convicção, sejam quais forem as divergências que estão na base da atual crise que saberemos ultrapassá-las em nome do interesse de Portugal. Estamos cientes que um Governo de coligação é um compromisso permanente.  É dessa clareza que falo e é essa clareza que espero. 
Assumo essa missão, com a mesma determinação que desde a primeira hora confrontei todas as adversidades. 
Nesse sentido também eu serei claro. Não me demito. Não abandono o meu país.  Abraço com sempre abracei o serviço ao meu país com a mesma dedicação, e com a mesma esperança. Vivemos num tempo em que não nos podemos assustar diante das adversidades. 
Como poderia eu assustar-me quando à minha volta vejo exemplos de coragem de tantas centenas de milhares de portugueses.  Quando atravessamos os problemas coletivos que ainda temos para resolver, o primeiro-ministro tem de ser o baluarte da confiança e da tranquilidade.  Tem de ser o referencial da persistência, e do empenho democrático, no único rumo que nos pode fazer sair de uma crise que se arrasta há mais de 10 anos.
O Primeiro-ministro tem de assegurar a responsabilidade e a energia necessárias, para lutar contra todas as adversidades.  Tem de representar a vontade coletiva que não se verga, nem desiste.  Para tudo isto, os portugueses podem contar comigo. 
Nem poderia ser de outro modo,  quando os portugueses deram e continuam a dar provas de responsabilidade, energia e vontade de lutar.  Nós políticos e governantes temos de responder à altura porque afinal de contas, o que está em causa não são as incertezas ou os anseios dos políticos, quer estejam no Governo, quer estejam na oposição mas o interesse e o bem da nossa comunidade política. 
Todos desejamos um rápido regresso a estabilidade, e a confiança.  Farei tudo, absolutamente tudo, para que assim seja

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

O PR e as CONVERSAS em FAMÍLIA - que o SENHOR o PROTEJA

O PR está emocionado com a resignação dos portugueses, um plágio de Vitor Gaspar. O PR acredita no crescimento económico em 2013, um plágio de Passos Coelho no Pontal (Aqua Show). O PR quer "outro caminho",  acha que só austeridade não resulta e quer crescimento económico e juros mais baixos, um plágio de António Seguro. O PR vai recorrer ao TC por causa da iniquidade fiscal, um plágio de Isabel Moreira. O PR descobre que apareceu, "de repente", uma crise internacional, nomeadamente em Espanha, coisa não prevista no memorando, e que o governo, coitadinho, vê-se "à rasca" com este imprevisto. O PR acha que não é suficiente termos boa imagem lá fora, porque também é necessária cá dentro. O PR acha que isto está mal, mas que o governo está bem. Portanto, o PR acha que está a falar para tolos! Que o Senhor o proteja!!!