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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

"Gestores de empresas lideram dívidas ao Fisco"

"Em causa estão situações de sociedades que não possuem património passível de ser penhorado e que possa pagar as dívidas fiscais, coimas e juros que foram acumulando, mas não só. 
Há também casos em que os indícios recolhidos pela administração fiscal sugerem estar-se perante sociedades fictícias criadas apenas para encobrir esquemas de evasão fiscal.
Os administradores e gerentes de empresas estão a ser cada vez mais chamados a responder pelas dívidas fiscais das suas empresas. É isso que explica que 18 260 dos 26 679 contribuintes individuais que integram a lista de devedores ao Fisco - 68% do total - ali estejam na qualidade de sócios de empresas.
Em causa estão situações de sociedades que não possuem património passível de ser penhorado e que possa pagar as dívidas fiscais, coimas e juros que foram acumulando, mas não só. 
Há também casos em que os indícios recolhidos pela administração fiscal sugerem estar-se perante sociedades fictícias criadas apenas para encobrir esquemas de evasão fiscal". LUCÍLIA TIAGO (in JN)

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

"O truque" - Executivo mandou alterar contas da Parvalorem para reduzir défice

A ministra das Finanças, ao tempo de Vítor Gaspar, ligou à Parvalorem, já com contas fechadas e auditadas, e com a pergunta subtil - de quem manda - deu isto, imaginemos: "as contas estão com tantas olheiras, não será possível por um bocadinho de creme Biotherm? Meu dito, meu feito! Foram menos 150 milhões

"O Governo terá mandado alterar as contas da Parvalorem para que os prejuízos fossem menores que do aquilo que eram na realidade, baixando em 150 milhões de euros, revela hoje a Antena 1.

Numa investigação, a rádio estatal avança que a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, enquanto secretária de Estado do Tesouro, pediu para a administração da Parvalorem, empresa pública que ficou a gerir os ativos de má qualidade do ex-Banco Português de Negócios (BPN), que mexesse nas contas de forma a que estas revelassem um cenário de perdas mais otimista do que o real, reduzindo os prejuízos reconhecidos em 2012.

Revela a investigação da Antena 1 que, quando Maria Luís Albuquerque soube, em fevereiro de 2013, que as contas da Parvalorem apresentavam perdas de 577 milhões de euros com créditos em riscos de incumprimento, o que iria engordar o défice orçamental, fez o pedido à administração da empresa pública.
Tal pedido é admitido à Antena 1 pela administradora da Parvalorem Paula Poças, recordando a pergunta da então secretária de Estado: "qual é melhor expetativa quanto à informação que tínhamos às garantias no momento. Nós considerámos que não fazia sentido estrar a agravar no momento as imparidades".
No entanto, e de acordo com declarações à Antena 1 de uma fonte que refez o relatório da Parvalorem, a empresa pública fez uma operação contabilística para baixar os prejuízos em 150 milhões de euros, sendo o impacto adiado para exercícios futuros.
Para responder positivamente a Maria Luís Albuquerque, a administração da Parvalorem mudou as contas já auditadas, entregando-as três dias após o pedido, adianta a Antena 1.
"Foi uma martelada que demos nas contas, eu nem questionei, as ordens vinham de cima, para recalcular as imparidades de forma a baixar o valor, atuámos dentro da margem que tínhamos", revela à Antena 1 uma das fontes que refez o relatório.
Segundo um documento enviado à tutela, a Parvalorem anuncia: "após o trabalho cirúrgico conseguimos reduzir o valor das imparidades de 577 milhões de euros para 420 milhões de euros".
De acordo com a investigação, no mesmo dia, a empresa recebeu um agradecimento de Maria Luís Albuquerque, referindo que queria uma redução ainda superior, mas a admitir que talvez "não fosse possível melhor".

Na sua peça, a Antena 1 diz que pediu segunda-feira esclarecimentos à ministra das Finanças sobre esta questão, mas ainda não recebeu resposta".

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

BES, um Banco Novo e Mau com um Governo péssimo

O BES deu origem a dois banco, um Novo e Bom e outro Velho e Mau. Alguns dias antes do colapso o PR garantia-nos que tudo era BOM. O Governo, depois também nos garantiu que não teríamos de pagar o desmando de outros. Afinal, o que temos é um banco Novo e Mau que ninguém quer a não ser ao preço da chuva. Portanto, contrariamente ao que o Governo nos prometera, o problema foi empurrado com a barriga para 2016 e lá vamos ter de pagar novamente.

Recordo um extrato do que disse Pedro Santos Guerreiro - "(...) O BES usou o Panamá, a Suíça e a Líbia para financiar o GES à revelia do Banco de Portugal, contra credores do grupo e clientes do banco. Ricardo Salgado garantiu empréstimos à Venezuela sem que ninguém soubesse - nem sequer a sua própria administração. Houve esquemas "de financiamento fraudulento" através de obrigações nos últimos 15 dias. 
Havia administradores do BES a movimentar como queriam contas bancárias que supostamente serviam para pagar papel comercial. Suspeita-se que parte do dinheiro foi usado para pagar a alguns credores, favorecendo-os em detrimento de outros e em violação das ordens do supervisor. "

segunda-feira, 29 de junho de 2015

(Exp) "Fisco penhora gambas panadas e empregado de mesa"

Nem o empregado do restaurante escapou à fúria dos impostos. Vai fazer companhia às gambas e ao bacalhau

As “gambas panadas com molho de laranja à parte”, uma “salada verde (alface e chicória)”, um “bacalhau com espinafres gratinado”, um “cheesecake com coulis de frutos vermelhos”, “pãezinhos (couvert incluído)”, um “empregado de mesa (pack ‘almoços corporate’)” e uma “entrega dentro de Lisboa” foram penhorados pelo Serviço de Finanças de Viana do Castelo.
Sim, leu bem, nem o empregado do restaurante, que forneceu a refeição a uma empresa de Lisboa escapa à notificação de penhora datada de 16 de junho passado. Em causa estará o valor do serviço prestado pelo empregado de mesa (€65), mas não deixa de ser mais um caso, juntamente com os alimentos em causa, que soma ao rol de penhoras inusitadas. E que ocorre já depois das medidas tomadas pela Secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais, em abril, para evitar este tipo de situações.
Mais. O almoço em causa, no valor total de €192,82 (a salada e os pãezinhos foram de graça, mas constam à mesma da penhora embora com valor zero), foi servido quase quatro meses antes da penhora, a 25 de fevereiro. Em causa estará uma dívida do restaurante às Finanças que cruzada com a guia de transporte eletrónica gerou a caricata ordem de penhora.
Na notificação, a Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) indica à instituição que usufruiu da refeição que “deverá considerar penhorados, à ordem deste Serviço de Finanças, os bens identificados no documento de transporte (...) para pagamento da dívida exequenda (...) no âmbito do processo de execução fiscal”.
A instituição ficou também a saber que foi nomeada “fiel depositária” dos alimentos consumidos quatro meses antes, bem como do empregado e do serviço de entrega. E que tem cinco dias úteis para informar o Fisco sobre a “eventual inexistência, total ou parcial, dos bens penhorados”. (…) (Exp. Ana Sofia)

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Magia: Sobretaxa de IRS e cortes salariais na F. Pública "expiram" no final de 2015, MAS ...

MAS vão ser reintroduzidos no OE para 2016. A sobretaxa do IRS vale 760 M€ e os cortes salariais 600 M€. A promessa do Governo é a de extinguir a sobretaxa que criou em 4 anos (190 M€ ano), bem como os cortes (150 M€ ano), um total de 340 M€ ano. 

Não revela a alternativa, mas a tentativa de cortar 600 M€ nas pensões já em pagamento explica tudo. À diminuição de 340 M€ ano realiza o Governo um encaixe de 600 M€ criando um superavit de 260 M€ ano. Tudo à custa do nosso poder de compra. Nada à custa do crescimento e desenvolvimento económico. Fica tudo claro!

quinta-feira, 28 de maio de 2015

(DN) Lista VIP: o "mexilhão" vai ter processo disciplinar

Brigas Afonso, o ex-diretor geral da Autoridade TributáriaFotografia © JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA
O relatório foi rápido. Como diz o povo, foi tiro e queda. Se olharmos para a Saúde desde 2013 que não há conclusões dos muitos inquéritos o ministro mandou fazer sobre os que morreram nas urgências, percebemos melhor o empenho. 
Era preciso encontrar o "mexilhão", quatro nesta caso. E assim foi. Paulo Núncio nada teve a ver com o assunto e a ministra que o deixou a arder em lume brando também não. Resolvido.
"Relatório completo da Inspeção-Geral de Finanças à lista VIP especifica o que não era claro nas conclusões divulgadas ontem.
A Inspeção-Geral de Finanças (IGF) admite que quatro dirigentes da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), incluindo os anteriores diretor-geral e subdiretor-geral, podem ter praticado atos ilícitos na criação da 'lista VIP' de contribuintes no Fisco.
Na terça-feira, a IGF divulgou as conclusões do inquérito ao funcionamento da AT, confirmando a existência da 'lista VIP' (um sistema informático que monitorizou, durante cinco meses, o acesso aos dados fiscais do Presidente da República, do primeiro-ministro, do vice-primeiro-ministro e do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais) e defendendo a instauração de processos disciplinares aos envolvidos na sua criação, sem indicar nomes.
No entanto, no relatório completo sobre o inquérito, a que a agência Lusa teve hoje acesso, a IGF identifica quatro dirigentes da AT que cujas condutas "são suscetíveis de integrar ilícito disciplinar": o ex-diretor-geral, António Brigas Afonso, e o ex-subdiretor-geral da Justiça Tributária, José Maria Pires, que se demitiram na sequência desse caso, bem como a coordenadora da área de sistemas de informação, Graciosa Delgado, e o diretor da Área de Segurança Informática (ASI), José Morujão Oliveira, que continuam em funções.
A entidade afirma que Brigas Afonso "não atuou com o zelo que lhe era exigido" no âmbito das funções como diretor-geral e, por isso, pode ter violado o "dever de zelo", porque teve conhecimento da implementação do sistema e só em fevereiro determinou o procedimento sem efeito, além de ter prestado "informação deficiente" ao Ministério das Finanças sobre o assunto.
 José Maria Pires, segundo a IGF, pode ter violado os deveres de "prossecução do interesse público, imparcialidade e zelo", ao ter autorizado, em substituição do diretor-geral, a implementação da 'lista VIP', sem ter pedido mais fundamentação.
É que a entidade liderada por Vitor Braz critica a falta de fundamentação do sistema e a "passividade" com que os dirigentes da AT o receberam: "Era evidente que apenas se traduzia num enunciado vago e genérico, que não especificava os procedimentos e tarefas, não identificava os respetivos responsáveis, nem continha cronograma adequado para a respetiva implementação".
Essa é uma das críticas feitas pela IGF a Graciosa Delgado, que "concordou em omissão e ação" com o procedimento de seleção de contribuintes, apontando a "falta de diligência" da dirigente, "agravada pelo facto de exercer as funções de coordenadora dos sistemas de informação da AT".
A entidade admite que esta coordenadora tenha violado os deveres gerais que lhe estavam cometidos de prossecução do interesse público, de imparcialidade e de zelo.
Por fim, a IGF afirma que José Morujão Oliveira terá violado os deveres gerais de interesse público, de imparcialidade, de zelo e de lealdade, uma vez que a iniciativa da implementação da 'lista VIP' terá partido deste diretor.
"Pelo que foi possível apurar neste inquérito, a configuração do mecanismo de alertas, a iniciativa pela sua implementação, bem como a seleção dos números de contribuinte a monitorizar, foi da exclusiva responsabilidade do chefe de equipa multidisciplinar de segurança informática da AT, José Morujão Oliveira", afirma a IGF.
Apesar de se terem demitido, Brigas Afonso e José Maria Pires continuam a trabalhar na AT, exercendo outras funções.
A entidade deixa ainda críticas ao presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Impostos (STI), Paulo Ralha, que, afirma, prestou declarações que "não correspondem de todo à verdade".
Paulo Ralha afirmou que foram instaurados 36 processos disciplinares e cinco processos de inquérito devido a acessos aos dados dos quatro contribuintes 'VIP', detetados pelo sistema, e a IGF indica que, de acordo com os dados apurados, foram 33 os processos instaurados, não devido à 'lista VIP', mas no seguimento de uma auditoria que não está relacionada com este assunto.
"A liberdade de expressão e o direito de liberdade sindical não são absolutos, devendo respeitar o rigor e a verdade da informação, o que não aconteceu com as declarações prestadas" pelo presidente do STI, afirma a IGF, acrescentando que, "face às suas responsabilidades", Paulo Ralha "tem o dever especial de se inteirar e esclarecer rigorosamente antes de emitir informações ou proferir declarações públicas". (Lusa)

quarta-feira, 13 de maio de 2015

A "falácia": As "boas notícias" do Governo existem para a população?

Aos soluços, o Governo explora cada "boa notícia" como se tal não fosse outra coisa que não um "alívio" político, longe, muito longe, de um efeito real sentido pelas pessoas. E sempre que a notícia é realmente boa será sentida por todos como tal.
Hoje - quatro anos depois e a quatro meses de eleições - é o empolamento da notícia do crescimento, pífio, em contraponto com o mais elevado nível de incumprimento bancário das famílias. 
Há uma semana foi o crescimento do emprego em 0,2 pontos, propalando o PM que já tinha criado 150 mil, como contraponto à destruição líquida, massiva, superior a 440 mil postos de trabalho. Pois, como é que as pessoas podem sentir o que não existe?

terça-feira, 7 de abril de 2015

O próximo Governo já terá uma fatura de 46.258 M€ para pagar

"Os cofres estão cheios" (...) de dívida. Ora tome nota: 

"O próximo Governo, vai herdar o poder mas também uma fatura de 46.258 milhões de euros (ME) para pagar ao longo dessa legislatura. 

É quase um terço do valor do PIB do país. Convém perceber se a "cenoura" dos alívios fiscais e da retoma do pagamento integral dos salários para 2016 apenas serve para a campanha eleitoral.
"O Governo terá, na prática, duas soluções em cima da mesa: ou consegue pagar os empréstimos todos nas datas definidas sem ajuda ou renegoceia os títulos, estendendo os prazos ou pedindo outra vez mais dinheiro emprestado para pagar o financiamento a crédito.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Salários na Função Pública marcam arranque da pré-campanha

A reposição dos salários à função pública, se vai acontecer ou o modo como vai acontecer, se ao ritmo de 20% ao ano, se de uma vez só, e durante quanto tempo, vai ser tema de campanha. 
O atual PM diz que será a 20% ao ano, embora a sua ministra das Finanças admita todos os cenários, facto que não rima. 
O PS já tem doutrina sobre a matéria, quer pagar, mas é necessário dizer como e o realismo não é compatível com pressas nem com clima de campanha eleitoral. 

"Numa altura em que Governo e PS aquecem os motores para a campanha eleitoral, os salários da Função Pública voltam a ser um dos temas fortes. 
O PS tem feito tabu do que fará se chegar ao Governo: se opta por repor a totalidade dos salários já em 2016 ou se o fará de forma gradual. 
Do lado do Executivo, a ministra das Finanças pôs em cima da mesa todas as hipóteses (incluindo uma reposição integral em 2016), apesar de o primeiro-ministro já ter anunciado que se vencer as legislativas retoma a proposta de devolução de 20% ao ano."

sexta-feira, 27 de março de 2015

Cofres Cheios: Dívida sobe para máximos e investimento cai para mínimos

A dívida dispara para máximos históricos e o investimento para mínimos, também históricosDe cofres cheios (de dívida) e o país cheio de gente pobre e com uma classe média destruída, o futuro, o gáudio eleitoral do Governo, além de irresponsabilidade lembra-nos a célebre frase do PSD: " O país está bem, as pessoas é que estão mal". 
A ministra das Finanças compõe: agora estamos todos bem!


quarta-feira, 25 de março de 2015

A falácia da primavera: "Cofres cheios" ... trocar dívida por mais dívida

O Governo nas sucessivas idas ao mercado, umas com vantagem nos juros e outras francamente desfavoráveis, têm permitido trocar dívida por dívida e obter mais dinheiro do que o necessário do qual até aprece que nem pagamos juros. Mas pagamos. 

É como quem pensa comprar um carro e dois anos antes pede o dinheiro e começa a pagar juros. Sai mais caro!

O Governo tudo faz para transformar o imaginários dos eleitores. Publicitar "Cofres cheios de dinheiro" enche de regozijo os mais incautos. Mais cedo do que tarde todos darão conta que esses cofres custam-nos insuportáveis impostos, cortes nos salários, pensões e reformas inimagináveis e diminuição drástica nas comparticipações do Estado na educação, saúde, na justiça ou na solidariedade social.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Bruxelas coloca Governo sob vigilância apertada

BRUXELAS EVIDENCIA FALHANÇO DO GOVERNO

A decisão da Comissão Europeia de colocar a execução orçamental de Portugal sob vigilância reforçada entra em colisão com a tese “fantasiosa” do Governo de direita sobre a recuperação económica e social do país, denunciou o vice-presidente da bancada do PS, Vieira da Silva, em declarações à Imprensa, na Assembleia da República.
Segundo Vieira da Silva, na apreciação da Comissão Europeia fica “claro que Portugal continua numa situação crítica e difícil”, pelo que “as afirmações fantasiosas que têm povoado o discurso do Governo sobre a situação portuguesa não são infelizmente verdadeiras”.
O vice-presidente da bancada do PS destacou igualmente a nota da Comissão Europeia sobre o elevado peso da dívida de Portugal para sublinhar que esta é “uma realidade que não pode ser escamoteada e que constitui um dos problemas cruciais do país”.
“Mas, desta vez, a Comissão Europeia acrescenta outros fatores de desequilíbrio que explicam essa vigilância reforçada”, aponta Vieira da Silva, acrescentando que a Comissão identifica também “o baixo crescimento económico, os níveis baixos de inflação e o alto desemprego como fatores que explicam os desequilíbrios do país”.
Recorde-se que Bruxelas anunciou que, no quadro das análises feitas no contexto do semestre económico, decidiu colocar cinco Estados-membros, França, Itália, Croácia, Bulgária e Portugal, sob “monitorização específica”, por “desequilíbrios económicos excessivos”.
Numa conferência de Imprensa convocada à “última hora”, o comissário europeu dos Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, explicou que Portugal foi colocado neste grupo de países sobretudo devido à sua elevada dívida.

Mas, a Comissão Europeia salienta outros aspetos preocupantes das situação do país ao afirmar, nomeadamente, que o sistema de proteção social português “não foi capaz de lidar” com o aumento da pobreza nos últimos anos e que os cortes nos apoios sociais afetaram “desproporcionalmente” os mais pobres.
Bruxelas recorda que o número de pessoas em risco de pobreza e exclusão social aumentou 210 mil entre 2012 e 2013 (27,4% da totalidade da população portuguesa), o aumento “mais alto” da União Europeia, apontando ainda que os indicadores de pobreza em Portugal se têm deteriorado com a crise económica e financeira.
Nesta ordem de ideias, a Comissão afirmou igualmente que a criação de emprego em Portugal deverá abrandar, alertando para o risco de a taxa de desemprego poder estabilizar em níveis muito elevados.
Já o Eurostat – gabinete oficial de estatísticas da União Europeia – revelou hoje que Portugal tem o quinto salário mínimo mais baixo da zona euro, ficando apenas à frente dos três países bálticos (Estónia, Letónia e Lituânia) e da Eslováquia, todos com remunerações mínimas entre os 300 e os 390 euros.
Por seu lado, a Amnistia Internacional, no seu relatório anual divulgado ontem, defende que seja feita uma monitorização e avaliação do impacto das medidas de austeridade em Portugal, para que não colidam com os direitos humanos.
Destaque-se que o impacto das medidas de austeridade na vida dos portugueses consta, pela primeira vez, no relatório anual internacional da organização, que recomenda que o nosso país deve proteger os direitos humanos dos grupos mais vulneráveis. 
(MARY RODRIGUEs, in www.accaosocialista.pt)


terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Assim é fácil - Europarque: Estado assume dívida de patrões 33 milhões

(CM) Tanta sorte não teve aquela senhora de Aveiro a quem o Fisco pôs a casa à venda por uma dívida inferior a 2 mil euros. Aqui, "O Estado vai assumir a dívida bancária de quase 33 milhões de euros da Europarque, centro de congressos criado em meados dos anos 1990 por empresas, associações empresariais e bancos em Santa Maria da Feira. 
A Associação Europarque, dona do centro, pretende pagar esse crédito com a entrega ao Estado de seis imóveis que integram o complexo. O valor desses imóveis é inferior ao montante da dívida ao Estado. 
A dação em pagamento, a favor do Estado, está prevista no acordo extrajudicial que a Associação Europarque irá assinar com o Ministério das Finanças.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Passos Coelho corre o risco de ir a eleições sem reduzir a dívida

"Iusão de ótica" - Ao pagar parte da dívida ao FMI (uma estratégia de renegociação) o governo troca uma dívida com juros mais altos por outra igual com juros mais baixos. Amortizou de um lado par se endividar de outro. Poupa nos juros, o que é bom, mas mantém dívida , o que é mau
"Na sexta-feira, a UTAO juntou-se à CE, ao prever que o rácio da dívida pública de 2014 possa ter ficado acima da marca do ano anterior. Os técnicos do Parlamento estimam que o rácio da dívida pública tenha fechado o ano passado em 128,3% do PIB, em resultado de um intervalo de projeção entre 127,9% e 128,7% do produto. 
A confirmar-se a previsão, o Governo falha dois objetivos: a própria meta e o pontapé de saída para a trajetória de redução do rácio da dívida."

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Cortes no investimento e carga fiscal baixam défice

Não há crescimento estruturante. Navega-se à vista. A sobrecarga fiscal que permitiu arrecadar mais mil milhões de euros acima do previsto e os cortes no investimento não geraram crescimento virtuoso, mas tão só números que criam a ilusão de que algo melhorou na economia. É o que conclui da análise da UTAO na AR.
Para o governo faz sentido despedir na administração pública onde já faltam médicos, enfermeiros, pessoal auxiliar, polícias e até mesmo, por exemplo, nos serviços inspetivos do Estado. 
É a imaginação criativa da ministra das Finanças para atacar as "gorduras do Estado", a tal despesa fixa. Mas, para isso, não precisamos de ministro. Um técnico de contas seria suficiente e mais barato!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Ministra admite milhares de despedimentos na Função Pública

Despedimentos na função pública serão, infelizmente, uma realidade, tal como tenho vindo a escrever. A ministra das Finanças confirmou ontem essa possibilidade que se estende à tal "requalificação" na Segurança Social. 

Ou seja: os "requalificados" têm agora agora como horizonte mais certo o despedimento. O PSD e o CDS têm muito que explicar!!!

"A divulgação da lista com os primeiros trabalhadores do Instituto de Segurança Social a ir para a requalificação fez o tema dos excedentários entrar ontem na audição a Maria Luís Albuquerque no Parlamento.
O destino dos funcionários públicos em requalificação pode culminar em despedimento para quem nunca teve o vínculo. Maria Luís Albuquerque garante que a redução de 12 mil é apenas uma estimativa."



segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

F. Pública - de 2010 a 2014 a F. Pública perdeu 21,4% do poder de compra

Entre 2011 e 2014, o ganho líquido médio nominal dos trabalhadores do setor privado diminuiu em 5,7%, mas se considerarmos o efeito do aumento de preços, o ganho médio real de 2014 - o poder de compra - é inferior aos de 2011 em 11,6%. 
Para os trabalhadores da Função Pública, a redução foi maior, revela o economista Eugénio Rosa. A perda de poder de compra sofrida por estes trabalhadores foi o dobro da verificada no setor privado. 
"Entre 2010 e 2014, como consequência do efeito conjugado do corte das remunerações nominais, do aumento enorme de impostos e dos descontos para a ADSE, o poder de compra reduziu-se em 22,1%". E, acrescenta, este ano "o poder de compra destes trabalhadores continuará inferior ao que tinham em 2010 em 21,4%".

Saco Azul - F. Pública recebe esta semana salários e pensões com menos cortes

Sim, não são aumentos. É, em ano eleitoral, o abrandamento nos cortes  que foram sempre excessivos. Prova disso é, por exemplo, 2014, ano em que o Governo cortou mais mil milhões do que o previsto para o "saco azul" eleitoral
Os funcionários públicos que ganham acima de 1.500 euros ilíquidos - pouco mais de metade do total de trabalhadores do Estado - começam amanhã a receber os salários com a reversão de 20% dos cortes que estavam a ser aplicados. 
Já os pensionistas com reformas acima de mil euros pagas pela CGA recebem hoje sem cortes. 
Só as pensões superiores a 4.611 euros continuam afetadas pelas reduções, mas em moldes mais suaves.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

"Sete inconsistências do Orçamento" - dizem FMI, CE, UTAO e CFP

"Nas últimas semanas, a proposta do OE para 2015 foi objeto de intenso escrutínio. FMI, CE, UTAO e Conselho de Finanças Públicas (CFP) foram algumas das entidades que olharam para as contas e fizeram várias críticas: 

informação insuficiente, previsões otimistas, evoluções inconsistentes nos números, entre outras. 

A ministra das Finanças tem desvalorizado estas críticas admitindo até surpresas positivas em 2015 e, hoje no Parlamento, terá nova oportunidade para defender a sua proposta." (Negócios)

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

São 150 mil as famílias que já não conseguem pagar ao banco1

Assim não vamos lá. São 150 mil famílias. Afundam-se as pessoas, os bancos e o país. 

A habitação é um bem sagrado das pessoas e das famílias. Quem assumiu, responsavelmente, compromisso não tem culpa dos cortes que o Governo faz nos seus salários, reformas ou pensões.

Há poucos dias, uma mulher, com 5 adolescentes a cargo,  ficaria na rua,  sem casa, não fosse uma ação pronta e solidária da sociedade civil. 
As Finanças transformaram uma dívida de 500 euros numa outra de 1900. A que taxas de juro se financiam as Finanças? E a que juro paga? 

O conhecido episódio, tal como a notícia de hoje sobre o incumprimento das famílias, só demonstra que este Governo, com estas políticas, já não está a ser útil ao país.