Mostrar mensagens com a etiqueta JOSÉ JUNQUEIRO. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta JOSÉ JUNQUEIRO. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

(I) "José Junqueiro - Pergunta & Resposta"

Vai estar presente no encontro de militantes socialistas promovido por Francisco Assis. Qual é o objectivo deste almoço? 
Vamos partilhar uma preocupação. Dar uma nota ao país e ao PS de que há gente que pensa de maneira diferente e fazer com que o secretário-geral ouça isto. Ele negociou com o PCP, com o Bloco de Esquerda, mas não falou ao seu próprio partido. Nem ao órgão máximo entre congressos, que é a Comissão Nacional, nem a um conjunto de pessoas relativamente às quais deveria ter tido uma preocupação. Não teve preocupação nenhuma e o partido está nesta situação, está dividido.

Deveria ter existido mais discussão no interior do PS sobre o acordo
Isto não foi minimamente discutido no partido, porque só há um órgão que tinha capacidade para fazer um grande debate sobre esta matéria, que era a Comissão Nacional. A ideia deste encontro é reflectir sobre o momento actual e dizer que há gente que no PS que defende outro caminho.
Acha que a ideia de que o BE e o PCP estão a liderar as negociações é verdadeira? 
Ninguém sabe nada sobre o acordo. As únicas coisas que sabemos é pela Catarina Martins e pelo Jerónimo de Sousa. A Catarina Martins já pode dizer que conseguiu descongelar as pensões, não foi António Costa. Ela é a pivô deste processo.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Estado da Nação - José Junqueiro questiona Passos Coelho



A coreografia do desemprego – superior ao de 2011- tenta evitar a verdade dos factos. E foi por aqui que também questionei o primeiro-ministro sublinhando a realidade nacional e a do distrito de Viseu. 
Pedi-lhe, por exemplo, que explicasse por que motivo esconde das estatísticas os 160 mil temporários (estágios e formação), os 260 mil inativos operacionais ou cerca de 400 mil emigrados. Não explicou.
No nosso distrito, em maio, como referi ao primeiro-ministro, segundo os dados oficiais, o desemprego aumentou 30% nestes quatro anos, sendo que entre os jovens, com idade inferior a 25 anos, essa percentagem atingiu os 62%. (...) Se não esquecermos que a maioria absoluta de todos eles, 58%, já não tem qualquer apoio, facilmente perceberemos o drama social.
E, por isso, critiquei-o por se "gabar" de pagar menos subsídios de desemprego, por que isso não resultava, como demonstrei, de existir mais emprego, mas por ter abandonado os portugueses à sua sorte.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

JCentro - "Quem tem como horizonte de vida apoucar a obra no distrito não tem futuro"

"A teoria do eucalipto" - É uma acusação ridícula  e mesquinha. Os que dizem isso estão a apoucar-se a si próprios. É só olhar à volta  e ver tudo quanto floresceu no Partido Socialista. São autarcas, deputados, diferentes pesssoas com elevada importancia na vida pública. Essa é uma "história" que se criou e o PS fará bem mal se ficar limitado às pessoas que não reconhecem e não sabem elogiar a obra feita no distrito. "Quem tem como horizonte de vida apoucar a obra no distrito não tem futuro"

Os indisponíveis para a câmara- Em Janeiro de 2013. a poucos meses das das últimas eleições autárquicas, fui confrontado com o facto da Concelhia do PS não ter encontrado nenhum candidato às eleições. Como não faço parte da lista dos indisponíveis assumi esse desafio para que o PS honrasse as suas obrigações públicas. Arrancado a seis meses das eleições, as dificuldades foram muitas. Eu não fiz como outros que tiveram medo de travar esse combate. Não posso ser militante do PS só para ir na lista de deputados ou desempenhar um cargo de nomeação
Os sempre disponíveis para deputados ou cargos de nomeação - A única coisa que está em causa é as pessoas quererem ser deputadas. Mas não se afastaram de mim quando precisaram de um candidato à câmara. Afastaram-se foi da candidatura porque era uma coisa complicada. Na vida política, nos partidos, as pessoas querem ser tudo e para isso fazem as suas opções.



terça-feira, 13 de maio de 2014

Lusa: José Junqueiro compara 25 de maio ao 25 de Abril e o Conselho de Ministros à "Casa dos Enganos"

O dirigente socialista José Junqueiro afirmou hoje que 25 de maio será o dia da libertação da maioria de direita e comparou o Conselho de Ministros extraordinário de sábado a uma novela chamada "Casa dos enganos".
José Junqueiro (...) falava numa sessão pública da campanha do PS em Nelas, antes da intervenção do cabeça de lista Francisco Assis.
"Aqueles que não puderam assistir às cerimónias dos 40 anos do 25 de Abril têm agora uma nova oportunidade de o celebrar no dia 25 de maio. Dia 25 de maio será o dia da libertação da maioria de direita na União Europeia e em Portugal", sustentou José Junqueiro.
Depois, o vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS criticou a convocação pelo Governo de um Conselho de Ministros extraordinário para o próximo sábado.
"No dia 17 há um Conselho de Ministros extraordinário, que coincide com a Convenção Novo Rumo do PS. É mais uma das sucessivas gravações feitas pelo Governo para telenovelas. Dia 17 é mais um número de uma conhecida novela portuguesa, a ‘Casa dos enganos’", comentou José Junqueiro.

terça-feira, 29 de abril de 2014

José Junqueiro reuniu com a direção do IPV e os presidentes das diferentes escolas

Reuni, hoje, com a direção do IPV e os presidentes das suas diferentes Escolas, unidades orgânicas, no âmbito da minha candidatura ao Parlamento Europeu (PE). Estiveram presentes, entre outros, o presidente do IPV, Fernando Sebastião, Carlos Pereira e Daniel Silva da ES Saúde, António Monteiro da ES Agrária, Cristina Silva, da ES de Educação, Paulo Mendes, da ES de Tecnologia e Gestão de Viseu e Álvaro Bonito da ES Tecnologia e Gestão de Lamego.
Neste dia todos os candidatos da lista do PS ao PE, em todos os distritos, visitaram e reuniram com as instituições do ensino superior. Em Viseu, fui com o vice-presidente da Comissão de Educação da AR, o deputado socialista Acácio Pinto.
Depois de ter introduzido os principais objetivos do programa de candidatura, enquadrei a mudança na Europa como um sinal necessário para o regresso à sua matriz essencial: um espaço de paz, de igualdade de oportunidades, emprego, onde as pessoas em geral e os jovens em particular, deverão reocupar a centralidade da ação política. 
Neste contexto, relevei as políticas educativas, o papel do ensino superior, a investigação e a interação com as empresas como contributo para a inovação, competitividade, emprego e relançamento da economia numa Europa Social. As intervenções dos responsáveis do IPV e das suas Escolas, dos professores, foram muito elucidativas, de grande oportunidade, e constituíram um contributo informado  para o relançamento do investimento na Educação.



quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

(PS) José Junqueiro comenta Execução Orçamental


O deputado do PS José Junqueiro disse hoje que os números da execução orçamental de janeiro são "muito preocupantes", nomeadamente pelos montantes registados "a partir do rendimento das pessoas".
"Percebemos que há uma subida grande da receita fiscal, e se podemos até entender que sob o ponto de vista do IVA tal seja positivo, o que verificamos é que o aumento de 25% do IRS é o aumento a partir do rendimento das pessoas", assinalou o deputado socialista em declarações aos jornalistas no parlamento.
Os números da Direção-Geral do Orçamento indicam que as administrações públicas registaram um saldo positivo de 638,7 milhões de euros em janeiro.
Para a melhoria do resultado da execução orçamental contribuiu, sobretudo, o comportamento da receita fiscal, com destaque para os impostos diretos, e a antecipação, para janeiro de 2013, da contribuição mensal para o orçamento da União Europeia relativa a fevereiro desse ano", justifica a DGO.
José Junqueiro frisa que "o país não está melhor porque as pessoas estão pior", chamando o deputado a atenção para o facto de ter havido em janeiro um aumento no número de casais desempregados, embora tenham existido menos subsídios de desemprego pagos.
Tal cenário, advertiu o parlamentar do PS, "quer dizer que a maioria absoluta dos desempregados não tem qualquer apoio da parte do Estado".
O socialista instou ainda o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, a proclamar "menos propaganda" e a falar "mais verdade", procurando o partido liderado por António José Seguro saber "quando e onde" serão feitos mais cortes orçamentais, e também se os mesmos se darão "antes ou depois das eleições" europeias de maio.


(25% e não 15% como, por engano, refiro no vídeo)

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

José Junqueiro modera painel com Silva Lopes e Elvira Fortunato

Às 10h inicia-se o debate moderado por José Junqueiro. Os convidados são Silva Lopes, economista e Elvira Fortunato, cientista. A mesa será formada por Alberto Martins, presidente do GP PS, Maria de Belém, presidente do PS, e António Braga, vice-presidente da bancada parlamentar e relator. Hoje as os trabalhos serão encerrados pelo Secretário-Geral do PS, António José Seguro

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Os cheques da câmara de Viseu - É tão importante saber sair, como saber entrar

O presidente da câmara de Viseu é o presidente da Comissão de Honra da candidatura do PSD que, por si só, como é público, não vai a lado nenhum. E o PSD local bem sabe! Distribuir este dinheiro a igrejas, associações e a tudo que mexa não é normal, não só porque está em curso uma pré-campanha eleitoral em que o autarca é parte interessada, como também porque em 2012, 11 ou 10, não houve eleições. Não foi a mesma coisa. 
Em 2009 sim, aconteceram as suas eleições, e, como o próprio confessou, fez o mesmo. Comprou. Saber entrar é tão importante como saber sair. As associações, o património religioso ou qualquer outro setor pode muito bem ser ajudado durante quatro anos e não em  dois ou três meses ou algumas semanas que antecedem as eleições. Há em tudo isto alguma pobreza absolutamente dispensável.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

PSD - Hino Monumental à Hipocrisia - José Junqueiro (PS) responde a Couto dos Santos (PSD)


Foi surreal, mas aconteceu. Couto dos Santos, PSD, fez uma declaração política pró-estabilidade, zurzindo o PS por esta não existir. Nem uma palavra para o CDS, nem uma referência a Paulo Portas. Tinham acabado de perder dois ministros de Estado. Um das Finanças e outro dos Negócios Estrangeiros. 
À mesma hora da declaração as perdas para o país, no sistema financeiro, atingiam os 3 mil milhões de euros. O equivalente a vários subsídios de férias. Os juros a 10 anos ultrapassavam os 8,1%. Tudo por causa de uma zanga da maioria. 
E, depois, a culpa era do PS. Deputados do PSD, incomodados, confessaram-me: o nosso partido pôs-se a jeito!

sábado, 27 de abril de 2013

O discurso do PR só o condicionou a si próprio

Questionada pela comunicação social sobre o discurso do PR, José Junqueiro garantiu que o discurso de Cavaco Silva não condicionou o debate dentro do PS mas sim "o próprio Presidente da República". 
"Como diz o Dr. Pacheco Pereira, o Presidente da República deve ser um pontífice para fazer pontes. Ele não fez pontes e colocou-se do lado do problema, que é o Governo e que é a ‘troika’. 
Aliás, como se sabe, há dois anos ele já se tinha colocado do lado das agências de ‘rating’. Só quando mudou o Governo é que começou a criticar as agências de ‘rating’", criticou.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

AR - José Junqueiro - PS recusa ser «aval das políticas do Governo»

"O deputado e vice-presidente da bancada socialista José Junqueiro afirmou hoje que o PS "não será aval" das políticas do Governo, afirmando que os apelos para o diálogo chegaram tarde e depois de o mal estar feito.
"Chegaram tarde, o mal está feito e agora o que o PSD tem de perceber e o que o Governo tem de perceber é que o PS tem esta posição, não cauciona ninguém e também muito menos caucionará um Governo neoliberal que tem conduzido o país àquilo que nós sabemos, ao desastre social", declarou José Junqueiro.
O deputado do PS defendeu que o Governo "não tem palavra, não tem rumo" e "sobretudo faz política por carta", afirmando que o Governo "escreveu uma carta ao PS quando o mal está feito".
"Escreveu uma carta ao PS não se percebe para quê, porque o Governo sabe que o PS não mudou de opinião e o Partido Socialista sabe que precisamos de outras políticas", sublinhou.
O deputado socialista acrescentou que o Governo "sabe que o PS censurou" o executivo PSD/CDS-PP e que sabe também "que o PS não será aval destas políticas deste Governo".
José Junqueiro falava no plenário da Assembleia da República, num pedido de esclarecimento ao deputado do BE Pedro Filipe Soares. O vice-presidente da bancada do PS criticou os que, no PSD, "vêm papaguear que o PSD sempre convidou a oposição para o diálogo".
"Porque se há coisa que o PSD nunca fez foi dialogar com quem quer que fosse. E mesmo com os parceiros sociais, este Governo nunca foi capaz de respeitar aquilo que tinha sido acordado na concertação social", criticou."

quinta-feira, 11 de abril de 2013

José Junqueiro - Declaração Política - A radicalização do governo e a estratégia do 2º resgate


"O PS considerou hoje que o Governo já prepara o discurso para um segundo resgate de Portugal e sugeriu que se questione Cavaco Silva se as críticas do primeiro-ministro ao Tribunal Constitucional configuram um normal funcionamento das instituições.
Estas posições foram assumidas em plenário, na Assembleia da República, pelo vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS José Junqueiro.
Na sua intervenção, o "vice" da bancada socialista sustentou a tese de que o atual Governo "já está a preparar o discurso para justificar um segundo resgate" [financeiro] a Portugal.
Neste contexto, José Junqueiro referiu que dois antigos presidentes do PSD, Marcelo Rebelo de Sousa e Marques Mendes, assim como o ex-ministro social-democrata das Finanças Eduardo Catroga já "defenderam a inevitabilidade desse segundo resgate". "Eduardo Catroga quantificou mesmo, dizendo que eram precisos mais 30 mil milhões de euros", observou José Junqueiro.
Outra linha da intervenção do vice-presidente da bancada socialista passou por acusar o atual Governo de radicalização, dando como exemplo as recentes críticas que Pedro Passos Coelho fez ao Tribunal Constitucional na sequência do chumbo de algumas normas do Orçamento do Estado para 2013.
"Pela primeira vez em democracia, um primeiro-ministro ataca o Tribunal Constitucional. Em democracia não se ataca o Tribunal Constitucional, cumpre-se a Constituição", contrapôs o dirigente socialista, antes de sugerir que se coloque uma questão a este mesmo propósito ao chefe de Estado, Cavaco Silva.
"Um dia alguém pode perguntar ao Presidente da República se considera tudo isto um normal funcionamento das instituições", disse.
Tal como afirmara na segunda-feira o secretário-geral do PS, António José Seguro, também José Junqueiro reiterou a ideia de que os socialistas recusam mais medidas de austeridade.
"Os senhores [da maioria governamental] sempre nos hostilizaram, foram radicais - são aliás o Governo mais radical que a democracia conheceu -, passaram o tempo a atacar o PS e agora querem o apoio do PS", afirmou José Junqueiro." LUSA



quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Televisões - José Junqueiro - Primeiro Ministro foge ao debate com António Seguro

O grupo parlamentar do PS acusou hoje o primeiro-ministro de ter "medo" e de fugir ao debate de sexta-feira sobre alternativas de combate à crise económico-financeira, acrescentando compreender que Passos Coelho está, "lá fora, cercado pelas pessoas".
"O secretário-geral do PS propôs um debate de urgência sobre as alternativas para a saída da crise. O primeiro-ministro fez saber que não estará nesse debate. Foge e tem medo desse debate. Compreendemos que esteja cercado, lá fora, pelas pessoas e cercado, cá dentro pelo fracasso da sua ação governativa", disse o deputado socialista José Junqueiro, após reunião da bancada socialista.
O vice-líder do grupo parlamentar "rosa" acusou o líder do executivo da coligação PSD/CDS-PP de ter falhado "todas as previsões" e disse que o Orçamento do Estado 2013, "dois meses depois de ter entrado em vigor, vale zero", porque "falhou no défice, no crescimento, nas estimativas para a recessão e no desemprego".
"O primeiro-ministro decidiu sozinho seis atualizações do memorando da ‘troika', o documento estratégico orçamental e um corte de quatro mil milhões de euros no Estado Social. Tem de receber e admitir sozinho as consequências da sua governação", mas "tem medo e foge ao debate", reforçou.
A secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares, Teresa Morais, comunicou quarta-feira aos partidos na conferência de líderes que o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, não estará presente no debate de urgência do PS marcado para sexta-feira, que tem por tema a "alternativa para a saída da crise".

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Opinião DV) Não iludir e prometer, mas trabalhar para surpreender


(Opinião-DV) As jornadas parlamentares que o PS realizou em Viseu, no Instituto Politécnico, na Escola Superior de Tecnologia, “Em Defesa de um Estado Social Moderno e Solidário” colocou a cidade no centro de todas as atenções. Discutimos profundamente as áreas da Educação, da Segurança Social e da Saúde.
Pudemos contar com destacadas figuras dos meios académicos e políticos, respectivamente, o reitor António Sampaio da Nóvoa e Francisco Assis, a Professora Manuela Silva e Ferro Rodrigues, o jovem e bem-sucedido Professor e investigador Tiago Correia e Maria de Belém Roseira, bem como os coordenadores e porta-vozes socialistas, para as áreas em discussão, os deputados Rui Santos, Nuno Sá e Manuel Pizarro.
A presença de António José Seguro, no encerramento, despertara grande expetativa, mas nem eu próprio adivinhava que seria logo no início que publicitaria o convite que havia dirigido para me candidatar à câmara municipal de Viseu. Foi uma altura e um gesto importantes.
Aceitei o convite do Secretário-Geral do PS – há quase um ano que me manifestara esse desejo - num momento em que as pessoas, mais do que nunca, procuram respostas aos seus problemas, dispensam querelas políticas inúteis e valorizam consensos alargados.
Todos devemos assumir as nossas responsabilidades. Foi isso que fiz, tendo a certeza de que esta não é mais uma candidatura, mas um desafio muito especial, por ser dirigido ao futuro da terra em que nasci e sempre vivi.
Tenho também a certeza de ter preenchido um vazio político e de, ao mesmo tempo, ter respondido ao desejo de muitas pessoas, fora e dentro do PS. Agradeço as muitas centenas de felicitações que me têm dirigido e espero estar à altura das responsabilidades.
Conto com todo o PS para abrir um espaço que vá muito para além de nós e se converta num ponto de encontro de todos aqueles que gostam do seu concelho, da sua cidade, e lhes querem acrescentar prestígio e valor à sua boa imagem, mas que também desejam um paradigma diferente para a sua economia, mais oportunidades para o emprego e maior esperança para as famílias.
Ao PSD concelhio, que emitiu um comunicado a este respeito, agradeço o primeiro parágrafo, parte em que me felicita e tudo o resto, por cortesia, não comentarei, porque, como referi, as pessoas precisam de respostas aos seus problemas e é na sua resolução que concentrarei todo o esforço, o meu e de todos aqueles que queiram participar.
Um princípio será assumido: não iludir e prometer, mas trabalhar para surpreender.
DV 2013-01-16

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

José Junqueiro (PS) responde a Hélder Amaral - o partido dos contribuintes



Sobre como reduzir o défice e evitar os cortes sociais Junqueiro aconselhou Hélder Amaral a ouvir não só o PS, mas Bagão Félix ou o Presidente da República porque todos defendem como solução, agora, uma "Agenda para o crescimento e emprego" ... e proclamando-se o CDS como partido dos contribuintes, tendo escrito uma carta a todos os  militantes a dizer que não consentiriam mais impostos ... o que responde agora sobre o corte aos reformados, as prestações sociais, sobre o aumento de impostos, sobre o despedimento de 50 mil professores e 120 mil funcionários públicos?"... e a Pires de Lima que diz haver um furão dentro do governo...?

José Junqueiro - Declaração Política sobre as Jornadas Parlamentares




Síntese - o PS já admitiu apresentar uma moção de censura nesta sessão legislativa se o Governo promovesse alterações à Taxa Social Única (TSU)... e advertiu que o PS recorrerá a todos os "mecanismos constitucionais" se o Governo "atacar" o Estado social e acusou o executivo de revelar "claustrofobia democrática" na organização das suas iniciativas sobre reforma do Estado...Uma frase que foi interpretada por deputados de todas as bancadas da oposição como uma referência indireta a moção de censura ao Governo, mas que José Junqueiro não confirmou à agência Lusa, preferindo deixar em aberto o seu alcance.

COMISSÃO MARQUES MENDES
"Também nos cortes do Estado social, o Governo tem de assumir as suas responsabilidades e não poderá contar com o PS para qualquer encenação de um "Auto da Farsa" sobre uma eventual comissão Marques Mendes", disse, numa alusão ao facto de ter sido sempre este ex-líder do PSD, na TVI24, quem deu novidades sobre a criação desta comissão.

CLAUSTROFOBIA DEMOCRÁTICA NO GOVERNO
José Junqueiro colocou também em contraponto a forma como decorreram as Jornadas Parlamentares do PS em Viseu e a conferência para a reforma do Estado promovida por meios governamentais.
Na iniciativa do Governo, segundo Junqueiro, "convidou-se os jornalistas, mas na condição de não fazerem jornalismo"."Assistir sim, mas notícias não. Só depois do lápis azul. Será que [o eurodeputado social-democrata] Paulo Rangel já saberá disto, desta claustrofobia democrática?", questionou José Junqueiro, usando a ironia.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

JORNADAS - José Junqueiro - Declarações do Grupo Parlamentar -




O PS prometeu hoje "oposição total" ao Governo caso tencione aplicar as medidas previstas no relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI), considerando que o ministro Vítor Gaspar é "um incompetente" e que o primeiro-ministro "deve ser sério".
Estas críticas foram feitas pelo vice-presidente da bancada socialista José Junqueiro, numa declaração em que adiantou que o tema do Estado social será central nas Jornadas Parlamentares do PS, que estão marcadas para segunda e terça-feira em Viseu.
"As Jornadas Parlamentares do PS serão uma oportunidade excelente para dizer ao Governo que o relatório do FMI, que pretende devastar o Estado social, não tem qualquer fundamento. 
Dizemos ao Governo que não tem qualquer legitimidade [para o concretizar], porque não submeteu a sufrágio público nenhuma das medidas –e nenhuma das medidas consta do memorando da 'troika' (FMI, Banco Central Europeu e Comissão Europeia)", advogou José Junqueiro.
De acordo com José Junqueiro, o relatório do FMI "considera como financiamento do Estado o ordenado de cada um, a pensão de cada um e o despedimento dos funcionários públicos".
"O PS não aceita esta atitude do Governo, não aceita este esmagamento das pessoas e do Estado social. Se o Governo insistir em executar essas medidas, terá a nossa oposição total", advertiu o vice-presidente da bancada socialista.
Nas suas declarações aos jornalistas, no final da reunião semanal da bancada do PS, José Junqueiro sustentou que, na sequência da divulgação do relatório do FMI, "está em causa um novo programa do Governo e algo que não está no memorando" subscrito pelo Estado Português em 2011.
"O Governo está a olhar para o Estado social, está a olhar para cada um de nós, para a nossa carteira, para o nosso salário, para a nossa pensão e para o subsídio de desemprego e diz que isso é que financiará a incompetência do próprio executivo", disse José Junqueiro, antes de personalizar as suas críticas no ministro de Estado e das Finanças, Vítor Gaspar, e no primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.
"O ministro das Finanças é um incompetente, o primeiro-ministro é uma pessoa inexistente e nós portugueses não temos de pagar essa incompetência", declarou.
Mas José Junqueiro foi ainda mais longe nas suas críticas a Pedro Passos Coelho.
"Digo ao primeiro-ministro que deve ser sério, que deve apenas cumprir aquilo que assumiu cumprir perante os portugueses. Um primeiro-ministro sério, um primeiro-ministro responsável politicamente não pode dizer uma coisa aos portugueses e agora, nas suas costas, sem ser sufragado para tal, estar a fazer exatamente o contrário", acusou.
O dirigente socialista falou ainda em divisões dentro do PSD e da maioria governamental na reação à divulgação do relatório do FMI, dando como primeiro exemplo o facto de o presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, ter pedido a demissão do secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro, Carlos Moedas.
"Significa que estão a dar trocos entre si. E quando o CDS diz que nada tem a ver com o relatório e que isto apenas são propostas, então percebemos que há uma fragilidade na coligação", acrescentou o vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS.

FMI - José Junqueiro (PS) questiona Catarina Martins (BE)


·    O PS sugeriu hoje que o primeiro-ministro devia voluntariamente submeter-se a eleições porque apresentou com o relatório do FMI um "outro programa de Governo". "Um primeiro-ministro que se honra, que tem um programa de Governo, deve executar esse programa de Governo. Mas não acha, senhora deputada, que o Governo, ao apresentar com este relatório um outro programa de Governo, ao apresentá-lo nas costas dos portugueses, não acha que este primeiro-ministro voluntariamente se deveria submeter ao sufrágio universal para ver se as pessoas queriam ou não aprovar estas medidas?", questionou José Junqueiro.


J José Junqueiro questionou ainda que o Governo em vez de ter recorrido aos "melhores portugueses" para realizar um estudo sobre o que tem designado a reforma do Estado tenha pagado ao FMI "para resolver problemas que são nacionais". Para o PS, o FMI "acabou por substituir o Governo português".
"Não é uma injúria para as pessoas fazer um corte nas pensões permanente de 20% e aumentar também a idade da reforma, pergunto também se é ou não uma injúria aos portugueses atingir os salários mais baixos com cortes, se é ou não uma injúria para os portugueses despedir 120 funcionários públicos, despedir 50 mil professores", perguntou.
"Com luvas brancas, palavras bonitas, o Governo pode estar neste momento a enganar e a defraudar todo o povo português", disse José Junqueiro.




quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

INE - Junqueiro - Sublinha as críticas duríssimas do PR e Mota Amaral ao Governo


Síntese - José Junqueiro criticou depois que o Governo e o primeiro-ministro sejam "os únicos que não querem acreditar naquilo que disse Mota Amaral [deputado do PSD, ex-presidente da Assembleia da República e antigo presidente do Governo Regional dos Açores], quando advertiu que o executivo está a levar o país para uma tragédia política e para uma tragédia social"."Ao contrário do que o primeiro-ministro tentou desdizer, o senhor Presidente da República afirmou que estamos numa espiral recessiva e que só conseguiremos sair dela com uma verdadeira agenda para o crescimento e para o emprego, repetindo assim as convicções iniciais do PS"... os indicadores de confiança do consumidor "obtiveram mínimos históricos - situação particularmente grave quando se mantém um desemprego máximo e quando se conclui que há uma expetativa mínima em relação ao desenvolvimento da economia".

-------------------------------------------------------------------------------------------

O PS considerou hoje que os mais recentes indicadores do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre a economia portuguesa confirmam a sua tese e a do Presidente da República de que o país está numa "espiral recessiva".
A posição foi transmitida aos jornalistas pelo vice-presidente da bancada socialista José Junqueiro, na Assembleia da República, depois de o INE ter divulgado indicadores sobre o clima económico e de confiança dos consumidores em Portugal.
Segundo o INE, estes indicadores continuaram a agravar-se em dezembro, embora a queda tenha sido menos intensa do que nos meses anteriores.
Para José Junqueiro, estes dados do INE "permitem concluir não só que o PS "tem razão, mas também o senhor Presidente da República [Cavaco Silva] teve razão ao chamar a atenção do Governo para a espiral recessiva".
"Conclui-se que atualmente só o Governo e o primeiro-ministro [Pedro Passos Coelho] são os únicos que não querem ver", afirmou o deputado socialista.
José Junqueiro criticou depois que o Governo e o primeiro-ministro sejam "os únicos que não querem acreditar naquilo que disse Mota Amaral [deputado do PSD, ex-presidente da Assembleia da República e antigo presidente do Governo Regional dos Açores], quando advertiu que o executivo está a levar o país para uma tragédia política e para uma tragédia social".
Ainda numa referência aos mais recentes dados do INE, o vice-presidente da bancada socialista salientou que os indicadores de confiança do consumidor "obtiveram mínimos históricos - situação particularmente grave quando se mantém um desemprego máximo e quando se conclui que há uma expetativa mínima em relação ao desenvolvimento da economia".
"Ao contrário do que o primeiro-ministro tentou desdizer, o senhor Presidente da República afirmou que estamos numa espiral recessiva e que só conseguiremos sair dela com uma verdadeira agenda para o crescimento e para o emprego, repetindo assim as convicções iniciais do PS", acrescentou.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

HOJE -Declaração Política sobre a Insegurança Social provocada pelo governo

Há uma deriva no governo e no país. Vive-se um clima tenso. A insegurança social sente-se em todos os setores. A confiança e a esperança abandonam os portugueses e são cada vez mais aqueles que partem à procura de uma oportunidade que lhes é devida e que o governo lhes nega.
Aconselha-os mesmo a emigrar, diz-lhes que o desemprego não é um drama, mas sim uma oportunidade, e lá vai lembrando, pela voz do 13º ministro, o excedentário, que os portugueses ganham muito e é urgente baixar-lhes os salários.
O governo executa um memorando bem distinto do inicial, que só a ele obriga, porque foi o governo a sós que o transformou e assinou, na sombra dos gabinetes, tal como fez com o PEC a que agora chama de documento de estratégia orçamental (DEO) pondo em causa a coesão social.
No entanto, para quem estivesse a sucumbir à diabolização que o governo tem vindo a fazer dos "últimos anos o Presidente da República, no discurso de Abril, colocou um ponto final nesse argumentário depressivo ao referir que Portugal é hoje um país diferente, de portugueses capazes e de uma década de sucessos.
Falou e deu exemplos, como referia a comunicação social, “as razões do orgulho português, tal como o Presidente da República as apresentou … são em grande medida as bandeiras do Governo anterior: o salto que o país deu na ciência, na investigação e desenvolvimento, na cultura, nas artes plásticas, nas indústrias criativas, na inovação em setores tradicionais, no investimento em infraestruturas e em energias alternativas.
Posto isto, é necessário avaliar se estamos pior ou melhor. O memorando inicial exigia-nos austeridade, mas garantia valores essenciais. Garantia, por exemplo, que não haveria redução de salários, nem confisco dos 13º e 14º meses, nem para os trabalhadores, nem para os reformados; não haveria despedimentos livres, sem justa causa; a segurança social e a escola públicas seriam preservadas, bem como o SNS; garantia a não privatização da CGD, da REN ou das Águas de Portugal.
E ao que assistimos?
Dificulta-se o acesso ao SNS, faltam medicamentos nas farmácias, encerra-se um equipamento público e ao lado abre-se um privado, baixam os preços dos medicamentos, mas baixam também as comparticipações pagando-se mais em vez de se pagar menos como o ilusionismo do governo pretendia fazer crer. Não é pois de admirar que o Observatório dos Sistemas de Saúde, conhecido hoje, detete sinais de degradação nos cuidados médicos prestados aos portugueses e critique a falta de estudos oficiais sobre os impactos da política de austeridade.
Dificulta-se o acesso à educação e à ciência, corta-se 60% nas bolsas, nos doutoramento no estrangeiro, os alunos abandonam as universidades por corte nos seus recursos e das famílias, congelam-se as vagas nos cursos, em muitos anos temos um governo apostado em diminuir o número de alunos a frequentarem a escola em todos os níveis de ensino, inventam-se exames no 4º e 9º anos, com provas deliberadamente mais difíceis, sujeitando os alunos aos piores resultados dos últimos quatro anos, criando artificialmente uma taxa de insucesso que aumenta de 19% para 43%.
Não é um vexame para os alunos, para os professores, para as famílias, mas sim para o ministro da Educação que tem por hábito “dar uma no Crato outra na ferradura”.
Dificulta-se o acesso à justiça com o encerramento injustificado e intolerável dos tribunais, nomeadamente no interior, tornando a justiça mais cara, ainda mais morosa e obrigando os cidadãos a novas distancias, a novas despesas que não podem pagar, apontando-lhes assim o caminho da desistência. É um ataque grosseiro aos direitos constitucionais dos cidadãos.
Aliás, parece que o governo encontrou uma nova obsessão: encerrar serviços, desprotegendo o país, abandonando e condenando o interior, estimulando a sua desertificação e deixando as pessoas à sua sorte. Este governo parece ter encontrado também uma nova política, a do encerramento em vez do investimento.
Como se isso não bastasse surge agora a ilusão do resgate na administração local. Os efeitos dessa medida vão ser suportados pelos munícipes e não resolve o problema. Serão “coimados” com taxas máximas, tal como as micro, pequenas e médias empresas terão de enfrentar a derrama num vermelho intenso. É um constrangimento para as economias locais, tal como já o fora a anulação dos incentivos fiscais e o é, também, um IVA a 23%.
Enquanto isto, o governo mergulhou num choque entre a Justiça e Administração Interna não se entendendo nas indefinições que introduziram nas polícias, no seu papel, estatuto e coordenação. O escândalo das secretas aumentou a perplexidade e provou que foi dizimada a privacidade das pessoas no meio da maior miséria moral que se traduz na promiscuidade entre negócios privados e servidores do Estado. Ao mesmo tempo o país confronta-se com novas formas de criminalidade, mais intensa, mais violenta, que o governo não consegue controlar.
. É preciso mudar. Há outro caminho. Mas não é tal “bom caminho”, o "êxito" da avaliação da "Troika"; não pode ser desemprego máximo e emprego mínimo, liberalização dos despedimentos e iniquidade nos rendimentos, corte nos salários e subsídios e aumento das gorduras do Estado, austeridade sobre austeridade, recessão e crise económica sem precedentes, empobrecimento de todos para enriquecimento de alguns. Como afirmou João Cravinho, a austeridade é autodestrutiva, alimenta-se de si própria, numa espiral incontrolável.
Não somos só nós a pensar assim.” Bagão Félix nota que o “Estado está viciado na austeridade” e que ela se dirige sempre aos mesmos e nada resolve. Manuela Ferreira Leite denuncia que esta austeridade nada resolve, intensificará a crise e só um modelo social diferente poderá ser a solução em plena concordância com o secretário-geral do PS, António José Seguro.
Não faltaram avisos. O governo tem, pois, a obrigação de se concentrar no futuro, nas soluções, e abandonar a estigmatização do passado, qual porto de abrigo, onde tem vindo a refugiar a incapacidade das suas políticas. É tempo de aproveitar, e não "malbaratar" a disponibilidade do PS, das oposições e dos parceiros sociais para construir políticas de compromisso centradas nas pessoas, no crescimento económico e no emprego.
O governo não foi escolhido para se desculpar, mas para governar. Não nos pode oferecer passado quando nos prometeu futuro. O governo fez-se eleger com a promessa de que havia “um limite para os sacrifícios, mas afinal, a esta maioria foi sempre mais fácil dizer mal do que fazer bem.  
AR, 2012-06-14