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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Viseu: Vereadores PS de Viseu lamentam "indignação e medo" sentidos no Bairro Municipal

(Lusa) -  "Os vereadores do PS na Câmara de Viseu lamentaram hoje a "situação de indignação e medo" que alegadamente vivem moradores do Bairro Municipal, na sequência de uma declaração que lhes foi apresentada pela empresa municipal Habisolvis.
Segundo José Junqueiro, João Paulo Rebelo e Rosa Monteiro, uma técnica da Habisolvis "está a visitar de forma individualizada cada morador do bairro, apresentando-lhe uma declaração, já com o seu nome" e com duas opções.
"Pretendo ser realojado(a) no novo edifício de habitação social do Bairro Municipal, imediatamente após a sua conclusão", ou "pretendo aguardar a reabilitação do Bairro Municipal e, futuramente, ocupar uma das habitações recuperadas" são as opções dadas, acrescentam.
Os vereadores socialistas referem que "não são apresentadas às pessoas mais esclarecimentos ou informações por parte da técnica, apenas sendo imposto que respondam qual a sua opção e que assinem", não lhes sendo deixada uma cópia.
"Sabemos que há pessoas que se sentiram pressionadas, por esta forma de atuação, a assinar a declaração e que agora estão em pânico, sem saber o que implicará este documento", referem.
Preocupados com a situação, José Junqueiro, João Paulo Rebelo e Rosa Monteiro apresentaram hoje um requerimento na Câmara, pedindo esclarecimentos sobre esta situação".

Requerimento: 02/2015
"Assunto: Pedido de esclarecimento quanto à “imposição de assinatura de declaração pela Habisolvis aos moradores do Bairro Municipal”

Os vereadores eleitos pelo Partido Socialista, José Junqueiro, João Paulo Rebelo e Rosa Monteiro, vêm pedir esclarecimentos acerca da situação de indignação e medo que se vive no Bairro Municipal, na sequência da intervenção de técnica superior da HABISOLVIS, junto dos seus moradores.
Com efeito, fomos contactados por uma moradora que nos relatou a situação, que viemos a confirmar junto de outros moradores.
A HABISOLVIS está a “visitar” de forma individualizada cada morador do Bairro, apresentando-lhe uma Declaração, já com o seu nome, e que apresenta duas opções assim redigidas:
- Pretendo ser realojado(a) no novo edifício de habitação social do Bairro Municipal, imediatamente após a sua conclusão.
- Pretendo aguardar a reabilitação do Bairro Municipal e, futuramente, ocupar uma das habitações recuperadas.
Não são apresentadas às pessoas mais esclarecimentos ou informações, por parte da técnica, apenas sendo imposto às pessoas que respondam qual a sua opção e que assinem.
A Declaração fica em posse da técnica, não sendo deixada cópia à declarante.
Sabemos que há pessoas que se sentiram pressionadas por esta forma de atuação a assinar a declaração e que agora estão em pânico, sem saber o que implicará este documento.
Face a esta situação, que lamentamos e que contrasta drasticamente com o espetáculo de “participação” montado aquando da apresentação dos resultados do Orçamento Participativo, colocamos as seguintes questões:
- A Câmara Municipal de Viseu tem conhecimento deste procedimento da Habisolvis?
- Qual a justificação para este procedimento que individualiza, pressiona, não esclarece e assusta as pessoas moradoras no Bairro Municipal?
- Sendo a Câmara tão adepta do diálogo e da participação, tendo inclusivamente tomado o Bairro Municipal como baluarte do Orçamento Participativo de Viseu, como se compreende que compactue com uma atuação absolutamente contrária ao diálogo, à informação e à colaboração positiva com os moradores?
- Que implicações tem esta declaração, já assinada por alguns moradores?
- No caso das pessoas que já assinaram e que agora se manifestam arrependidas por não lhes ter sido dito nada de mais concreto quanto à sua solução de habitação futura, de que forma poderão contestar e pedir anulação desta declaração?
- De que forma vão ser selecionadas e decididas a atribuição as habitações no novo edifício de habitação social? Como será decidida a atribuição de apartamentos por tipologia, rendas, etc…
- Afinal, quando as pessoas assinalaram a opção dizendo que preferiam aguardar pela reabilitação e ocupação de casas recuperadas, com o que é que contam em concreto? Para quando esta reabilitação, em que moldes, com que participação e envolvimento dos moradores.
Desde já, os vereadores do PS assinalam a sua discordância absoluta quanto a esta forma de atuação da equipa técnica da Habisolvis, que trata as pessoas com arrogância instalando um clima de medo e de suspeição. Não é este o futuro que queremos para os moradores do Bairro Municipal, nem que estejam sujeitos a jogos de manipulação, ora com holofotes e circo, ora com Declarações assinadas em surdina.
Por tudo isto, gostaríamos de obter esclarecimentos do Sr. Presidente da Câmara Municipal de Viseu, o mais rapidamente possível.
Os vereadores
José Junqueiro, João Paulo Rebelo, Rosa Monteiro"

terça-feira, 6 de maio de 2014

Deputados do PS requerem ao ministro da Saúde resultados dos inquéritos/inspeções

Os deputados do PS, José Junqueiro, Luísa Salgueiro e Filipe Neto Brandão, exigem ao ministro da Saúde  os inquéritos/inspeções que solicitou sobre as falhas no Serviço de Emergência Médica, bem como os resultados dos mesmos. 

Desde dezembro de 2012, em Évora, até Maio de 2014, nas Caldas da Rainha, passando por Vila Nova de Gaia, Coimbra e novamente Évora, foram vários os cidadãos que morreram. 

O ministro da Saúde não se pode esconder atrás de inquéritos de ocasião, que não têm resposta, nem pode continuar a remediar em vez de prevenir. 

O ministro da Saúde não pode lavar as mãos como Pilatos e subtrair-se às suas responsabilidades.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

PS - Requerimento que exige a presença do ministro da Saúde na AR

Exma. Senhora
Presidente da Comissão de Saúde
Deputada Maria Antónia Almeida                     Santos

Lisboa, 9 de abril de 2014

Assunto: Requer a presença do Ministro da Saúde para prestar esclarecimentos sobre a situação dos serviços de urgência e emergência médica nacional.

Ao longo dos últimos anos, com especial incidência em 2013 e no primeiro trimestre de 2014, o país foi confrontado com a degradação do SNS em matéria de resposta às situações de urgências e emergências médicas.
É do conhecimento público que esta incapacidade está na origem de perda de vidas humanas, como se comprova com o episódio ocorrido esta semana em Évora, em que dois cidadãos falecerem por incapacidade de resposta destes serviços.
Esta situação decorre da incapacidade funcional do SNS, motivada entre outros fatores, por cortes cegos que excedem em quase o dobro os compromissos assumidos pelo Estado.
Estas são as consequências visíveis da atuação de um Governo que quis cortar em vez de reformar e de um Ministro que prefere remediar em vez de prevenir, surgindo depois notícias de medidas avulsas e anúncios da atuação da Inspeção Geral das Atividades em Saúde, como forma do Ministério da Saúde fugir, em vez de assumir as suas responsabilidades.
Neste contexto de degradação do SNS, de desorganização do Ministério da Saúde, da ausência de reformas e da perda de vidas humanas, o Grupo Parlamentar do Partido Socialista vem requerer a presença do Senhor Ministro da Saúde na Comissão Parlamentar de Saúde, para prestar esclarecimentos sobre a situação dos serviços de urgência e emergência médica em Portugal.