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sábado, 13 de setembro de 2014

Viseu - António Seguro recebido com entusiasmo na Feira de S. Mateus

Já "temos 130 mil inscrições de simpatizantes", anunciou com orgulho António Seguro num jantar com centenas de militantes e simpatizantes. 
Recebido com alegria, ouviu os discursos de apoio dos seus mandatários Manuel Machado (nacional), José Eduardo (distrital), João Sevivas (juventude), Teresa Sobrinho (mulheres), Lúcia Silva, recém eleita presidente do Departamento federativo das Mulheres Socialistas,  e António Borges, o recém eleito presidente da Federação Distrital do PS. 
Depois foi a Feira de S. Mateus, onde toda a gente o quis cumprimentar, tirar fotografias, "selfies", partilhar as farturas e, sobretudo, um grande afeto e muito boa disposição. Passou com distinção no teste de popularidade e ouviu de muitos o desejo de vitória no próximo dia 28. 
Fica uma nota de simpatia para a câmara municipal que, através da vereadora da cultura, recebeu António Seguro e a comitiva socialista


sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Seguro faz balanço "extremamente positivo" dos debates com Costa

O secretário-geral do PS, António José Seguro, considerou hoje "extremamente positivo" o balanço dos dois debates realizados com António Costa no âmbito da candidatura às primárias no partido que se realizam no próximo dia 28.

Falando no final de uma visita à Agroglobal, Feira das Grandes Culturas, em Porto de Muge, no concelho do Cartaxo, Seguro afirmou que os dois debates foram "muito complementares", tendo o segundo, realizado na quarta-feira à noite, constituído "uma oportunidade para expressar mais detalhadamente" as suas propostas.
"Não compreendo como é possível ser-se candidato a candidato a Primeiro-Ministro e não se ter uma solução para a dívida como prioridade da acção política", declarou, reafirmando a prioridade do seu "projecto de mudança" na criação de riqueza como forma de enfrentar a elevada dívida do país.
Questionado sobre se se compromete com a meta de 2,5% para o défice em 2015, António José Seguro reafirmou que o equilíbrio das contas públicas tem que acontecer "não através da austeridade ou de cortes cegos, que levam ao empobrecimento e ao aumento da dívida, mas pondo a economia a crescer". "Sem colocar a economia a crescer o país não é viável, não é sustentável", declarou.
Seguro, que experimentou vários aparelhos e máquinas agrícolas, sublinhou "a grande evolução" tecnológica e de massa crítica "dos empreendedores na área da agricultura", referindo a sua satisfação por uma das áreas do seu plano de reindustrialização assentar na agricultura e na transformação industrial dos produtos agrícolas.
"Não me canso de dizer que temos um défice na nossa balança alimentar, precisamos de o corrigir e isso só possível diminuindo as importações através de um aumento da produção nacional", afirmou.

Seguro congratulou-se com o anúncio feito hoje pelo Governo, "finalmente, ao fim de dois anos", de criação do Banco de Fomento, desejando que o novo quadro comunitário de apoio seja colocado "rapidamente em execução".

domingo, 25 de novembro de 2012

NENHUM PAÍS SAI DA CRISE COM 40% DE JOVENS DESEMPREGADOS

COM 40% DE JOVENS DESEMPREGADOS - ANTÓNIO SEGURO, disse não conhecer qualquer país no mundo que "fosse capaz de sair da crise empobrecendo" e defendeu que, par a o país criar riqueza, os empresários devem ter mais apoio. CONTUNDENTE COM O GOVERNO"Não conheço nenhum país no mundo que fosse capaz de sair de qualquer crise empobrecendo" ou que "conseguisse resolver os seus problemas tendo 40% dos seus jovens desempregados" e "dizendo à geração mais qualificada QUE O CAMINHO É A EMIGRAÇÃO.

sábado, 5 de maio de 2012

SEGURO E A DELEGAÇÃO PORTUGUESA COM HOLLANDE

ANTÓNIO SEGURO liderou uma delegação portuguesa que esteve no último comício de campanha com HOLLANDE. Vamos esperar que amnhã possa ser o primeiro dia de um "Novo Ciclo".

Os europeus merecem uma nova oportunidade, um reencontro com o futuro e com a esperança. A europa da direita, dos mercados e da especulação financeira tem de dar lugar à EUROPA DAS PESSOAS.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

ANTÓNIO SEGURO COM HOLLANDE NO COMÍCIO DE ENCERRAMENTO DA CAMPANHA

O secretário-geral do PS, António José Seguro, desloca-se hoje a Toulouse para assistir ao comício de encerramento da campanha eleitoral de François Hollande, candidato socialista às presidenciais francesas, cuja segunda volta se realiza no domingo.
A delegação socialista portuguesa integra ainda o secretário nacional para as Relações Internacionais e Cooperação, João Assunção Ribeiro, o secretário nacional para as Comunidades Portuguesas, António Galamba, os deputados António Braga e Paulo Pisco e o coordenador do PS/Gironde, Álvaro Pimenta.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

ANTÓNIO SEGURO VÊ APROVADAS AS TESES DO PS SOBRE O TRATADO EUROPEU

ANTÓNIO SEGURO - LIDERAR É TAMBÉM SABER RESISTIR, ser fiel às suas convicções, ter ideias firmes e bater-se por elas. Signidica também identificar o PS como um partido fiável, em Portugal e na Europa. Francisco assis, António Costa, os presidentes do Partido Socialista Europeu ou do Grupo Parlamentar dos Socialistas e Democratas, entre muito outros, ao apoiarem as posições do PS deram expressão às suas convicções ROBUSTECERAM O PARTIDO E O SECRETÁRIO GERAL.
Fica também claro, para alguns, que a política exige responsabilidade, é incompatível com a inexperiência ou com a ideia de que o "ego" de cada um o pode transformar no centro do mundo, independentemente dos outros e, sobretudo, das pessoas que exigem de nós decisõse que lhes devolvam a esperança e um sentido de vida.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

PS REPROVA REORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA, MAS PROPÕE LEI ELEITORAL

(Lusa) NO ENCERRAMENTO DA CONFERÊNCIA OTOC/TSF o secretario-geral do PS afirmou-se DISPONÍVEL PARA UM CONSENSO sobre a revisão da LEI ELEITORAL autárquica, mas RECUSOU EM ABSOLUTO a proposta de REORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA, acusando o governo de querer impor um modelo.
Seguro considerou que, ao nível da reforma administrativa, o Governo esta a tentar "construir uma casa a partir do telhado", ignorou a  especificidade das freguesias rurais ao adotar uma lógica meramente quantitativa e, ao contrario do que se passou em Lisboa (e sucede atualmente na Amadora e na Covilhã) procura impor um modelo de reorganização, lamentando esta opção do Governo e manifestando mesmo a sua convicção de que poderia ter havido acordo com o PS caso tivesse existido dialogo desde julho passado.
Seguro afirmou estar convencido que, "se houver correspondencia ao nível da disponibilidade do Governo, o pais ganhara".

A reforma do Poder Local "deve ser uma zona de compromisso e de convergencia, que resista aos ciclos eleitorais e dure para além de uma legislatura", acrescentou.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

SEGURA EXIGE EXPLICAÇÕES: GOVERNO "DÁ" 300 M€ ao BPN que "VENDEU" ao BIC de MIRA AMARAL (ex-MIn de CAVACO)(

A ELITE CAVAQUISTA CRIOU O BPN e SERVIU-SE DELE. Este governo IMPEDIU na sexta-feira a criação de uma COMISSÃO DE INQUÉRITO e agora ficámos a saber MAIS UM MOTIVO: O  Público noticiou:"o acordo entre o Governo e o BIC Portugal, com vista à venda do BPN, prevê uma almofada de liquidez de 300 M€ concedida pela CGD à taxa Euribor"..."esta cláusula é uma das que estão sob análise das autoridades europeias de concorrência por suspeita de que possa configurar AJUDA PÚBLICA AO GRUPO FINANCEIRO".


ECONOMIA - (Lusa)
Seguro vai pedir explicações ao Governo sobre empréstimo de 300 milhões para vender BPN
O secretário-geral do PS, António José Seguro,  disse hoje que vai pedir explicações ao Governo sobre a notícia hoje conhecida  de que o Estado tem de emprestar mais 300 milhões para vender o BPN. 
"Neste momento estou a pedi-las e, no âmbito do Parlamento  nós trabalharemos nesse sentido", declarou António José Seguro aos jornalistas.
O jornal Público noticiou hoje que "o acordo entre o Governo e o BIC  Portugal, com vista à venda do BPN, prevê uma almofada de liquidez de 300  milhões de euros concedida pela CGD à taxa Euribor". Acrescenta que "esta cláusula é uma das que estão sob análise das autoridades  europeias de concorrência por suspeita de que possa configurar ajuda pública  ao grupo financeiro". 
Confrontado pelos jornalistas com esta notícia, o líder nacional do  PS disse que não conhece "as razões que levam a que o Estado faça mais este  empréstimo" mas acrescentou que o Governo "tem que verificar muito bem,  porque já há muito dinheiro dos contribuintes colocado no BPN". 
"O Governo deve dar explicações por que razão é que é necessário colocar  mais dinheiro dos contribuintes num banco e percebermos porque é que leva  tanto tempo a concluir a venda do BPN a um privado que o comprou", disse  Seguro aos jornalistas em Seia, distrito da Guarda, onde iniciou o segundo  dia do Roteiro pelo Interior. 
Na ocasião, o dirigente também foi confrontado com as razões que levaram  ao cancelamento de uma visita do Presidente da República a uma escola em  Arroios, Lisboa, tendo respondido que não tem "nenhum comentário a fazer  sobre isso". 
Já sobre o facto de o Governo ter anunciado em 2013 também não haverá  tolerância de ponto no Carnaval, Seguro referiu que "o governo tem uma política  de empobrecimento permanente, considera que o país terá condições para se  desenvolver com base no empobrecimento, com base em trabalhar mais". 
"Eu considero que o nosso país deve trabalhar melhor", referindo que  "é necessário introduzir inovação em toda a cadeia de produção". Lusa

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

ANTÓNIO SEGURO "CONFRONTA" O 1º MINISTRO NO 5º ANIVERSÁRIO DO INSTITUTO TRANSATLÂNTICO DEMOCRÁTICO

(Lusa) "O secretario-geral do PS considerou hoje que as provas mais evidentes do “erro" da politica do Governo e da UE são as sucessivas classificacoes em baixa dadas a Portugal pelas agências de ‘rating', numa intervenção em que procurou demonstrar:
que “ha outro caminho" alternativo ao do Governo, “para que Portugal possa sair da crise de forma mais sustentável", num discurso em que colocou os mercados “como referencial único" de toda a politica económica e financeira do Governo, contrapondo que o seu referencial “sao as pessoas".
“A receita que tem sido aplicada em Portugal e na Europa é de austeridade pela austeridade, dizendo que em primeiro lugar é preciso acalmar os mercados, mas a Standard & Poor´s acabou de colocar Portugal como lixo, foi a ultima das três agências de notação" [a fazê-lo], deixando uma pergunta concreta à plateia:
“Que melhor resposta do erro desta politica do que aquilo que tem sido as classificacoes das agências de ‘rating'?". “Nos últimos 15 dias, Portugal atingiu a taxa de desemprego mais elevada de sempre, o índice de confiança mais baixo de sempre, enquanto um relatório da UE diz que os dez por cento dos portugueses com menos recursos são os que mais sacrifícios fazem para podermos sair da crise".
Insistindo, questionou: “Qual é o indicador que falta para demonstrar que há um erro na politica que esta a ser aplicada em Portugal e na Europa? A Grécia seguiu a mesma via e os resultados estão à vista"




sábado, 17 de dezembro de 2011

SECRETÁRIO-GERAL DO PS NO DISTRITO DE VISEU - HOJE -

PROGRAMA DO SECRETÁRIO-GERAL

 Início: 16h00 -: Hotel Montemuro “Termas do Carvalhal”, Castro Daire 

Reunião com, Secretariado da Federação, Presidentes de Comissões Política Concelhia, Presidentes de Câmaras Municipais, Deputados à Assembleia da República eleitos pelo círculo distrital de Viseu, Presidente da Federação da Juventude Socialista e Presidente das Mulheres Socialistas
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 Início: 19h30: Restaurante “Os Carioquinhas”, em Santo Estêvão, Abraveses, Viseu

Jantar de Natal Solidários do PS Viseu

domingo, 11 de dezembro de 2011

ANTÓNIO SEGURO - O GOVERNO PORTUGUÊS TEM UMA PAIXÃO PELA AUSTERIDADE

Fotografia: PAULO NOVAIS/LUSAO líder do PS, António José Seguro, afirmou hoje que o Governo português parece ter "uma paixão pela austeridade", e aconselhou que os problemas do país se sobreponham aos interesses da "chancelarina" alemã Merkel.
 "Aquilo que eu exijo é que o Governo do meu país não tenha a visão dos interesses da Alemanha, mas a visão dos interesses dos portugueses, e das empresas em Portugal", afirmou durante um almoço convívio do PS da Lousã.
António José Seguro disse ter poucas expetativas em relação ao Conselho Europeu deste fim-de-semana, por haver uma "dupla receita que se aplica, tanto na Europa como em Portugal, que é a da austeridade pela austeridade".
"Considero que a disciplina orçamental é muito importante, e que deve haver rigor na gestão das contas públicas, e que deve haver orçamentos equilibrados, mas considero que essa não deve ser exclusivamente a prioridade da União Europeia e dos Estados", sublinhou.
Na perspetiva do líder socialista, "a prioridade deve também dar lugar ao crescimento económico e ao emprego" nos Estados da União Europeia. "E aquilo a que nós assistimos nas conclusões deste Conselho em Bruxelas foi precisamente líderes europeus que só se preocuparam com a disciplina orçamental e com sanções automáticas para os países ditos incumpridores", disse.
Para António José Seguro, a "responsabilidade desses líderes era de encontrar e tomar medidas que auxiliassem os países em dificuldade para saírem rapidamente da situação de incumprimento".
"A mesma receita é aplicada pelo Governo português. Há uma espécie de paixão como se através da austeridade nós conseguíssemos resolver os nossos problemas", salientou.
Agência Lusa

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

HÁ OUTRO CAMINHO - SEGURO NA CONFERÊNCIA DO DIÁRIO ECONÓMICO

Inês David Bastos  
Seguro diz ao Governo que está aberto a uma estratégia nacional. O secretário-geral do PS defendeu hoje que existe 'outro caminho' para a saída da crise.Seguro apontou várias soluções e entre elas defendeu a existência de sanções para os países com excedente financeiro.

'Não entendo porque não se fala em sanções para quem tem excedentes e não os coloca ao serviço da economia. Não percebo porque é que na União Europeia, os países não ajudam as exportações de economias em situação mais difícil', atirou o líder socialista esta manhã durante a conferência do Diário Económico subordinada ao tema 'Há outro caminho' em Lisboa.

António José Seguro sublinhou que não conhece nenhuma união monetária que tenha 'tido êxito' sem uma governação económica e orçamental e defendeu ainda o reforço do papel do Banco Central Europeu. 'Não conheço mais nenhum que esteja impedido de emitir moeda', alertou. A este respeito, Seguro disse ser 'contra o facilitismo' mas desde logo lembrou que, numa altura em que é preciso dinamizar a economia, 'o preço a pagar é muito inferior se for um bocadinho de inflação do que os sacrifícios que se estão a pedir as pessoas'.

Ainda na dimensão europeia para a saída da crise - além das dimensões mundial e nacional - Seguro defendeu a criação de uma agência de notação europeia e lamentou que a União Europeia ainda não tenha avançado com tal organismo apesar de 'há meses' falar da sua necessidade. 'Temos uma União Europeia que fala, fala, fala mas não faz...', criticou.

Uma maior agilidade na aprovação de decisões e as votações por maioria qualificada foram outras das soluções defendidas pelo secretário-geral socialista, que lamentou que a União Europeia ande sempre 'atrás do prejuízo' e que tenha deixado a Grécia 'a sua sorte'. Aliás, a respeito da Grécia, o secretário-geral do PS fez o paralelismo com a realidade portuguesa, defendendo que também naquele país a receita adoptada não foi a melhor, isto é o caminho da austeridade.

'A Grécia cumpriu do lado da despesa todos os objectivos mas teve problemas do lado da receita. As medidas de austeridade tomadas não tiveram em conta o impacto do lado da economia. Isso coloca-nos a primeira questão. A receita que foi aplicada á Grécia, que esta a ser aplicada em Portugal, é a receita adequada para que um país em dificuldades possa resolver os seus problemas'', foi a questão deixada pelo líder socialista, que durante a sua intervenção fez questão de frisar por diversas vezes 'que existe outro caminho'.

sábado, 26 de novembro de 2011

SEGURO DÁ 24H AO GOVERNO PARA RESPON DER ÀS PROPOSTAS DO PS!

Seguro dá 24 horas ao Governo para responder às propostas do PS. Líder socialista garante que não há nem haverá negociações com o Governo e diz que "a bola" está agora do lado do Executivo. “O Governo tem 24 horas” para responder às propostas do PS, diz o líder socialista António José Seguro.
O secretário-geral do PS garante que “não há, não houve e não haverá negociações” com os partidos da maioria, mas reafirma disponibilidade para o diálogo.
Em declarações em Bruxelas, onde participa na convenção do Partido Socialista Europeu, Seguro reforçou que o Orçamento é injusto e não é do PS.
“Este não é o nosso Orçamento. O PS tem tido nesta matéria uma posição de bastante responsabilidade, apresentou propostas concretas e chegou a altura da maioria do PSD e do CDS apresentarem as suas propostas, dizerem que contributo é que dão. A bola – como se costuma dizer – está do lado do Governo”, disse

ANTÓNIO SEGURO EM BRUXELAS - CONFERÊNCIA SOBRE A ZONA EURO

Seguro em Bruxelas numa convenção socialista sobre a crise na zona euro - O secretário-geral do PS participa hoje, em Bruxelas, na convenção do Partido Socialista Europeu (PSE), que discutirá a atual crise na zona euro e em que se prevê a adoção de uma declaração de princípios comum.

Fotografia: MANUEL DE ALMEIDA / LUSA

Esta será a primeira reunião do PSE em que António José Seguro participará enquanto secretário-geral do PS e em que fará uma intervenção política num painel de debate dedicado ao tema "Democracia ativa".

Antes desta intervenção, Seguro estará presente num almoço de trabalho em que se discutirá a crise na zona euro e no qual também estarão presentes Poul Nyrup Rasmussen (presidente do PSE), Martine Aubry (secretária do Partido Socialista Francês), o candidato presidencial dos socialistas franceses, François Hollande, o líder socialista belga, Elio Di Rupo, a primeira-ministra dinamarquesa, Helle Thorning Schmidt, o vice-primeiro-ministro irlandês, Eamon Gilmore e o ex-primeiro ministro grego, George Papandreou.

A convenção deverá juntar cerca de mil participantes e terá no centro da sua agenda política "o relançamento da democracia social europeia no sentido de uma economia justa, de igualdade de oportunidades, de um mundo justo e uma democracia ativa".

Na mesma convenção, os socialistas europeus também pretendem dar início ao processo que levará à escolha de um candidato comum para liderar a próxima Comissão Europeia a partir de 2014.

Lusa

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

1MINISTRO PASSOS COELHO E SRª MERCKEL ISOLADOS EM PORTUGAL

António José Seguro
"Temos um Primeiro Ministro cada vez mais alinhado com a Senhora Merkel e isolado no país. Eu defendo a emissão de moeda pelo BCE como política indispensável para a recuperação económica, porque um pouco de inflação é um preço razoável para sairmos da crise a nível europeu. Defendo a emissão de eurobonds para financiamento de investimento publico em projectos auto-sustentáveis e para diminuição dos... juros a pagar pelo financiamento da nossa divida. A adopção destas medidas ajudariam muito o nosso pais e aliviariam os sacrifícios exigidos às pessoas e às empresas. Não compreendo a dependência do PM perante a chancelaria Merkel. Na sexta-feira, no Parlamento, chamei a atenção para estas duas profundas divergências entre mim e o PM. O PM continua na sua e não escuta outras opiniões. O PM só ouve a senhora Merkel e está cada vez mais isolado no país. Os problemas de Portugal não são os mesmos da Alemanha e por isso não se entende que o PM não defenda as propostas que melhor servem Portugal. Por outro lado, é descabido o argumento que utiliza para rejeitar a emissão de moeda, pois - em minha opinião - pode haver disciplina e emissão de moeda."

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

ANTÓNIO JOSÉ SEGURO ALMOÇOU HOJE COM OS 26 EMBAIXADORES DA UE em LISBOA

O secretario-geral do PS almocou hoje com os 26 embaixadores da UE em Lisboa, com os quais debateu o "papel dos parceiros europeus", divulgou hoje o gabinete de imprensa do partido.
Seguro "foi o convidado de honra" do almoco realizado na embaixada da Polonia e no encontro "debateram-se as questoes europeias e o papel dos parceiros europeus no mesmo dia em que se iniciou na Assembleia da Republica o debate do Orcamento do Estado".
O gabinete de imprensa do PS sublinha que o lider socialista "tem mantido desde o inicio do seu mandato" uma "agenda internacional", destacando "encontros com os embaixadores em Lisboa" e o "périplo europeu" que Seguro fez em outubro e o levou a Bruxelas, Paris e Madrid.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

DEBATE NA SIC - ANTÓNIO SEGURO, FRANCISCO ASSIS

No actual contexto, no imediatíssimo pós eleições, o debate interno no PS interessa mais aos militantes do que ao grande público. A este, ao grande público, importam as propostas e o sentimento que o futuro Secretário Geral seja capaz de apresentar, defender e converncer com alternativa às políticas em curso.
Agora o mais importante, é o PS discutir-se a si próprio, bem antes de se apresentar ao eleitorado e interessar cidadãos, para além do partido, na participação política.
O início e o fim  do debate foram muitos crispados. Gostaria que tivesse sido diferente.
Assis foi, como é seu timbre, torrencial. Seguro assumiu uma serenidade e propostas concretas como alternativa àa observações críticas que fez ao actual Primeiro Ministro. Revela uma atitude reflectida, um conhecimento assumido. Assis voou com as palavras, mas não aterrou em sítio nenhum.
"...Mas quem és tu?", perguntou Assis a Seguro, fazendo um plágio de outro camarada que, apesar de ter estado com ele no Governo, Direcção do Partido e Assembleia, afirmou "conheço-o mal".
Este "tique" de arrogância prejudicou o PS em vários momentos da sua vida política. É o escape natural de quem não tem razão ou assume uma pseudo superioridade intelectual funcionando como uma espécie de rolo compressor sobre a verdade dos factos.
Curioso, no entanto, é António Seguro, ao longo dos anos, sobretudo destes últimos, ter assumido as suas discordâncias nos órgãos próprios do PS a que pertencia, ter publicado regularmente as suas opiniões, agora editadas em livro, e ter sido solidário, sempre, com o partido, nas frentes parlamentar e governamental.
Estranho é não se ter conhecido nada do que pensava Assis, no tempo próprio, nem nenhuma atitude nos órgãos próprios do partido, sobretudo no Secretariado Nacional de que fazia parte e que poucas vezes reunia. Nem isso foi observado.
O eleitorado deu conta e é curioso que muitos insistam em não pensar que entre a nossa actuação colectiva, de que todos somos responsáveis, e os eleitores exista uma diferença de 10% que nos derrotou. Não há pior cego do que aquele que não quer ver, diz o povo e tem razão!

domingo, 10 de julho de 2011

ANTÓNIO SEGURO - "PR DEVEVIA SER COERENTE" - ENTREVISTA AO "I"

PR devia ser coerente. Em Março disse que há limites para os sacrifícios

por Luís Claro, Publicado em 09 de Julho de 2011 no jornal "i" 
Na apresentação da candidatura disse que alguns militantes do PS o aconselharam a não se candidatar, porque o próximo líder é para queimar. Não corre esse risco?
O que eles disseram é que este não era o meu tempo, porque é um tempo para queimar. Eu considero que este é um tempo em que eu posso ser útil, em função das minhas ideias e das minhas propostas.
Mas liderar o PS na oposição, a seguir a uma liderança forte, não é fácil.
Se fosse fácil seria mais aborrecido. Este é um tempo de desafio para construir uma alternativa para voltar a reconciliar os portugueses com o PS, e para esse objectivo eu não vou estar à espera que o governo apodreça ou que demonstre a sua incompetência. Eu gostaria que, em 2015, os portugueses tivessem à sua frente duas propostas políticas do ponto de vista ideológico completamente diferentes. É para isso que estou a trabalhar.
Quando diz que não vai deixar que o governo apodreça é porque receia que o governo não tenha condições nem capacidade para cumprir o mandato?
Sou um defensor da estabilidade e o meu desejo é que esta legislatura se cumpra.
Não vai fazer nada, se for eleito para a liderança do PS, para antecipar as eleições?
Absolutamente nada. Nem sequer depende de mim, porque este governo dispõe de uma maioria absoluta de direita.
As medidas de austeridade e a possibilidade de revoltas sociais não podem pôr em causa a estabilidade?
O governo dispõe de uma maioria no parlamento. As condições de governabilidade dependem dessa maioria, o que não existiu na outra legislatura. Tudo depende desta maioria política de direita que, neste momento, governa.
No PS, há quem esteja a guardar-se para se candidatar mais perto das eleições legislativas?
Eu, honestamente, só penso no futuro e nas propostas que tenho para encontrar soluções para os problemas.
Faço-lhe esta pergunta porque António Costa era desejado por muitos militantes, mas não chegou a avançar. O que não quer dizer que não o faça daqui a dois anos...
Eu só olho para o futuro e, sobretudo, para os desafios imediatos que se colocam à liderança do PS. A minha disponibilidade para o PS é uma disponibilidade simultaneamente para ser primeiro-ministro de Portugal. É esse o meu objectivo na base de uma proposta política alternativa.
Mário Soares disse que o PS estava a precisar de uma cura de oposição. Esta derrota pode fazer bem ao PS?
Naturalmente que hoje se colocam novos desafios ao PS. Nós somos, por vontade dos portugueses, um partido de oposição e seria errado que o PS não procedesse a uma actualização da proposta política. A minha ambição é modernizar o PS e alterar o seu modo de se organizar.
Não devia haver uma reflexão sobre os erros cometidos no passado?
Já não podemos corrigir o passado.
Mas pode evitar cometer os mesmos erros.
Sim. O PS deve introduzir a prática de aprender com os seus erros, mas não estou neste projecto a olhar para o passado.
Já identificou os principais erros cometidos?
Naturalmente que eles serão colocados no âmbito desse debate que vai seguir- -se ao congresso do PS. Nós estamos na fase de as candidaturas apresentarem os seus projectos e o nosso objectivo é reconciliar os portugueses com o PS, de modo a regressarmos ao poder em 2015, mas não é regressarmos para ocuparmos o poder por si só. É para transformar a sociedade portuguesa, que carece de uma visão completamente diferente. Mas não é só Portugal, é também a Europa, porque hoje os problemas da Europa são os nossos problemas e os problemas de Portugal também são os problemas da Europa. Não conheço nenhuma união económica e monetária no mundo que tenha sido feita sem uma união políti! ca. Temos de olhar para a Europa e perceber que ela está a definhar.
As instituições europeias estão a falhar nas soluções para a crise?
A União Europeia tem sido claramente negligente e incompetente a lidar com esta crise porque fala, mas não faz. Queixa-se, lamenta, mas não actua. Em segundo lugar, as agências de rating não cumprem o seu papel. São autênticos cartéis, que vivem numa total opacidade e que só deviam existir se introduzissem maior informação e antecipassem crises, mas não é isso que acontece. O que é que mudou para que uma das agências viesse classificar Portugal de lixo?
De quem é a responsabilidade da ausência de soluções para a crise?
É dos líderes europeus. Aqueles que estão à frente das instituições com competências para tal, mas também dos líderes dos principais países europeus, com a Alemanha à cabeça. Sobre isso não tenho dúvida nenhuma.
Como viu a reacção do governo português à decisão de uma dessas agências ter baixado o rating de Portugal sem aparente justificação?
O primeiro-ministro português, perante um ataque a Portugal, queixou-se. Disse que tinha sido um murro no estômago, mas o que é que fez? Qual foi a posição política de Portugal? Não basta queixarmo-nos, nós temos de agir.
O que é que podia fazer?
O primeiro-ministro devia ter tomado iniciativas diplomáticas com outros países, devia ter mobilizado a acção diplomática portuguesa e no âmbito da União Europeia há canais - não me compete a mim dizê-los em público - de modo a agir.
Não sabemos se o fez...
Sim, mas a reacção dele foi só uma reacção de lamento. Não houve iniciativa.
O que pode Portugal fazer para sair da crise, tendo em conta o compromisso assumido com a troika?
Portugal vai ter de cumprir políticas de austeridade por via do Memorando da troika, mas neste momento temos de quebrar o ciclo vicioso em que estamos metidos e devemos olhar para o outro lado, que é iniciar uma trajectória sustentável de crescimento económico, porque só assim conseguiremos parar as taxas de juro e a própria dívida. Se olhar para o programa de governo, não encontra nenhuma estratégia sustentável de crescimento económico.
O governo não tem estratégia para a economia?
Não tem, ou se a tem está escondida.
O programa da troika prevê que Portugal não vai crescer nos próximos anos...
Sim, isso é evidente. Eu não peço um milagre. O que eu peço é que o governo tenha a ambição de desenvolver uma política económica que contrarie essa contracção económica que vai existir, porque mais austeridade a somar à austeridade não acalma os mercados financeiros como se notou.
O PS não estará disponível para aprovar mais medidas de austeridade para além do programa da troika?
A minha disponibilidade à frente do PS é para honrar os compromissos do programa da troika, mas o PS, comigo, não ficará refém do Memorando. Eu critico mais austeridade, mas apresento um caminho. Defendo um apoio mais preciso às empresa que exportam ou, por exemplo, um apoio às pequenas e médias empresas que estejam disponíveis para diversificar a sua produção de modo a proceder à substituição de importações por produção nacional.
Se seguirmos esse caminho que defende é possível voltarmos a estar acima dos 3% nos próximos anos?
Os próximos dois anos vão ser obviamente difíceis, mas se nós não começarmos já a tomar medidas para conseguirmos crescer economicamente vamos tardar a sair deste ciclo de austeridade. A austeridade não pode ser o nosso destino. Este governo está concentrado no Memorando da troika, mas o cumprimento dessas responsabilidades só assegura que as tranches previstas - no âmbito dos 78 mil milhões de euros - virão, mas não resolve o problema essencial, que é o fraco crescimento da economia.
O governo do PS caiu por falta de apoio maioritário no parlamento. Que soluções defende para resolver, no futuro, o problema da governabilidade?
A minha meta é muito clara: governar com uma maioria absoluta. É para essa meta que eu tenho de preparar o PS.
É difícil conseguir uma aliança à esquerda?
O PS é o espaço natural de encontro dos homens e das mulheres da esquerda democrática e uma das prioridades é abrir o PS a essas pessoas.
Estou a falar na possibilidade de alianças com o PCP e com o Bloco de Esquerda. Vai tentar criar condições para que possam existir entendimentos à esquerda?
Nós respeitamos esses dois partidos. Unem-nos as preocupações sociais, mas dividem-nos imensas posições, designadamente em relação à construção europeia.
Defende na sua moção a implementação dos círculos uninominais. O PSD também defende alterações ao sistema eleitoral. Está disposto a ceder na redução do número de deputados, como quer o PSD, para chegar a acordo?
Apresento como proposta para a discussão os círculos uninominais, compensados com um círculo de âmbito nacional, para permitir que o princípio da proporcionalidade, que defendo, não seja colocado em perigo. A forma como se vai traduzir isso em concreto, ou se há outras propostas que possam corresponder ao mesmo princípio, será encarada com total abertura. A minha disponibilidade e a minha determinação é que as próximas eleições já ocorram de uma forma diferente.
Qual é a sua opinião sobre a redução do número de deputados?
Isso é algo que vai estar em cima da mesa quando chegar a altura de discutir essa alteração do sistema eleitoral. Eu tenho uma marca na minha forma de fazer política, que é ouvir antes de decidir e eu ouvirei todos os órgãos do PS antes de tomarmos essa decisão
Mas está disponível para discutir essa possibilidade?
Estou disponível para, até ao final do ano, chegarmos a um entendimento com a maioria no sentido de alterarmos a legislação eleitoral para a Assembleia da República e para as autarquias.
Mesmo que tenha de fazer cedências no número de deputados?
Como lhe disse gosto muito de ouvir antes de decidir e, portanto, ouvirei os órgãos próprios do PS e os deputados.
Considera importante fazer acordos mais alargados com este governo. Em que áreas?
O combate à corrupção parece-me essencial. A Justiça também. Nós temos uma justiça lenta, cara e entulhada de processos que podem ser resolvidos através de meios extrajudiciais. Há aí um trabalho muito grande onde pode haver uma convergência de pontos de vista e a disponibilidade do PS será grande para ajudar a resolver estes problemas.
Que medidas concretas é que vai apresentar para combater a corrupção?
A legalização dos lóbis parece-me indispensável e defendo que é preciso maior transparência na gestão dos dinheiros públicos e na aquisição de bens para a administração pública.
Criminalizar o enriquecimento ilícito é uma delas?
Não é um tema que esteja absolutamente resolvido dentro do PS. Há diferentes sensibilidades e, portanto, eu tenho uma grande disponibilidade para podermos dar alguns passos no sentido de resolvermos essa situação de uma vez por todas.
Qual é a sua opinião?
Pessoalmente, não tenho nenhum problema que, escrutinado o meu património, tenha de me justificar se houver uma divergência entre aquilo que tenho e aquilo que recebi. Não tenho nenhum problema, porque considero que seria meu dever dar exemplos que afastassem, casos existissem, nuvens de suspeição sobre mim.
Será daquelas questões em que haverá liberdade de voto na bancada do PS?
Veremos, mas quero introduzir a liberdade de voto como regra do exercício das funções do deputado, excepto para as questões da governabilidade e para aquelas que são constantes da nossa promessa eleitoral. Neste caso associa-se o Memorando da troika, mas há um conjunto de outras áreas onde quero introduzir essa liberdade e julgo que o parlamento ganhará muito com isso.
Já votou contra a sua opinião?
Do ponto de vista da consciência, nunca, mas nunca votei contra propostas do governo. Podia ir à reunião do grupo parlamentar ou à Comissão Política dizer que concordava ou que discordava, mas no momento em que era preciso a minha lealdade eu lá estava. A minha obrigação era ser leal e solidário com o governo.
Que propostas é que o PS vai apresentar no parlamento, no início da legislatura, se for leito para a liderança?
Uma das propostas pelas quais me vou bater é para que o governo possa começar a introduzir o orçamento base zero. Se introduzirmos essa lógica na vida da administração pública ,reduzirá, em grande parte, a despesa pública. Este é mais um exemplo de um contributo positivo que o governo deveria acolher para reduzir despesas em áreas inúteis.
Quando o PS governava, o Presidente da República disse que há limites para os sacrifícios que se exigem ao comum dos cidadãos. O Presidente deveria ter uma reacção mais firme em relação às novas medidas de austeridade?
Essa pergunta é pertinente e interpela a coerência do comportamento político e da acção política do senhor Presidente da República.
Devia dar um sinal de que é contra mais medidas de austeridade em coerência com o discurso da tomada de posse?
Eu ouvi-o dizer, no dia 9 de Março, que há limites para os sacrifícios dos portugueses. O que eu considero é que ele devia, na prática, ser coerente com essas palavras.
Identifica-se com este grupo parlamentar, escolhido por José Sócrates?
É um grupo parlamentar constituído por deputados que eu conheço. Conheço as suas qualidades. A minha disponibilidade é para ser o líder de todos os socialistas e para assumir todo o património do PS.
Tem um grande número de ministros e secretários de Estado que tiveram responsabilidades na governação que conduziu à derrota do PS?
Não faço diferença. Como a Mafalda Veiga costuma cantar: "Não procuro o futuro no avesso do passado."
Defende mudanças na organização do PS e já disse que vai lançar um debate a seguir ao congresso. O que vai fazer de concreto?
Eu tenho ideias, mas não quero que esse seja um debate que vai discutir as minhas ideias. Quero que seja uma discussão com todas as propostas e todas as ideias dos militantes. Tenho a visão de um partido a trabalhar mais em rede do que propriamente hierarquizado. Eu quero um partido de baixo para cima e essa iniciativa vai já ser uma discussão que vai revelar a natureza desse partido.
Mas deve ter prioridades.
Uma das minhas prioridades é reactivar o gabinete de estudos, não só para receber os contributos dos militantes como dos simpatizantes. Eu olho para o PS como um espaço de debate político permanente. Todas as organizações evoluíram, mas os partidos e o PS continuam a manter uma matriz muito rígida e muito verticalizada e julgo que há boas propostas que nos podem conduzir a uma lógica e a maior abertura.
Não vai ao ponto de pôr em causa a actual organização, quando falamos, por exemplo, das concelhias e das distritais?
Tudo estará em causa para ser discutido. Temos de saber ousar e ser criativos e encontrar espaços que sejam atractivos. As pessoas gostam da política, mas não participam mais por não gostarem da forma como se faz política em Portugal. O PS tem de ser vanguardista, tem de ser pioneiro...
Não são os próprios partidos que têm resistências a receber pessoas que põem em causa interesses instalados?
Mas se essa for a opção do PS, o partido, a pouco e pouco, vai definhar.
O PS, se não fizer essas mudanças e seguir este caminho, pode definhar?
Sim. Nós temos de nos abrir e essas mudanças são indispensáveis. No PS há gente de uma enorme qualidade entre os milhares de militantes.
É possível manter este Estado social?
O principal problema é o fraco crescimento económico. Na última década crescemos 1% em média. Se não resolvermos este problema, não existem condições para que as funções sociais do Estado estejam ao nível daquilo que é nossa ambição.
O apoio aos desempregados deveria ser alargado nesta altura?
A principal tarefa é criar condições para que as empresas possam criar riqueza e postos de trabalho. O nível de desempregados é elevadíssimo e temos de dinamizar a economia.
O Estado não tem condições para apoiar mais os desempregados?
É preciso ter dinheiro para o fazer. E, por isso estou a colocar-me do lado da necessidade de gerar emprego.
Teme alguma contestação social às medidas de austeridade que vão ser aplicadas nos próximos tempos?
Naturalmente que ela vai existir. Já foi anunciada. A minha disponibilidade é para ter um diálogo muito intenso com os sindicatos, mas também com o mundo laboral no seu conjunto. Considero muito importante que o PS não seja apenas o partido da classe média, mas seja também o partido dos trabalhadores. E há aí uma boa acção política para desenvolver.
Não exclui que o PS possa apoiar alguma dessa contestação?
O que os portugueses sabem é que o PS está sempre ao seu lado para ajudar a resolver os problemas do país.
Está preparado para ser primeiro- -ministro ou ainda é cedo para lhe fazer esta pergunta?
Se não me sentisse preparado não me candidatava à liderança do PS.
Quer ser primeiro-ministro em 2015?
Em 2015, que é quando estão previstas as próximas eleições.

domingo, 3 de julho de 2011

António Seguro - MARÉ CHEIA EM VISEU

António José seguro esteve em Viseu. Almoçou em Mangualde, a convite de João Azevedo, Presidente da Câmara e da Federação Distritaldo PS, visitou a praia artificial e falou com os socialistas presentes.

Depois dirigiu-se a Viseu onde o esperavam mais de trezentos militantes, facto inédito para um partido que acabou de perder as eleições.

Quase quatro centenas de pessoas deram contributos para a moção cujo texto foi, depois, redigido pelo próprio. Quis,com este gesto, significar que quer e sabe ouvir, que aceita os contributos de todos.
Quer mostrar à sociedade civil que o PS vale a pena, porque o partido tem militantes e dirigentes prestigiados, que valem por si e pelo seu trabalho, que são um ponto de encontro positivo para todos que queiram partcipar na construção de um Novo Ciclo e de uma Nova Esperança.

Foram dezenas as intervenções,foram realizadas muitas perguntas e foram comunicados muitos pontos de vista.

António seguro garantiu que precisa de todos, que respeita e enfatiza o património do PS, mas quer mudar métodos para uma maior participação e para uma melhor decisão.


Experiências de organização, de parlamento, de governação, preocupações com Portugal e a Europa, com as pessoas, as suas famílias e o seu futuro, foram notas que ressaltaram como as mais importantes para uma decisão que de liderança que requer propostas e acções concretas em vez de discursos torrenciais