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terça-feira, 10 de maio de 2016

Viseu - Vereadores PS - Diferendo entre a CM e Galopim de Carvalho

COMUNICADO

Tendo tido conhecimento pela comunicação social da indignação e acusações dirigidas pelo Professor Galopim de Carvalho à Câmara Municipal de Viseu, no que concerne à sua relação com o Museu do Quartzo, os vereadores do Partido Socialista vêm publicamente distanciar-se da atitude da maioria PSD.
Com efeito, o professor Galopim de Carvalho colaborou, durante décadas, com a autarquia, de forma gratuita, na criação do Museu do Quartzo, assegurando inclusivamente a sua coordenação científica.

Ao que refere a notícia do Público, o atual executivo camarário nunca o contactou no sentido de dar continuidade ao seu valioso contributo científico, o que resultou, designadamente:
- no incumprimento do protocolo estabelecido com o Museu Nacional de História Natural;
- na falta de uma equipa técnica competente;
- na ausência de atividades científicas, num museu único neste domínio a nível europeu;
- e no desvirtuar da função pedagógica para a qual o Museu foi criado.
Aliás, disto mesmo deu conhecimento ao Executivo numa missiva enviada em março passado, manifestando também a sua inquietação por uma placa com o seu nome ter sido retirada, sem explicação, do referido Museu.
Ora, consideram os vereadores do Partido Socialista inaceitável que só depois de 2 meses, e no dia em que foi contactada pelo jornal Público, a maioria se tenha dignado responder a tão prestigiado cientista nacional.
Desde logo, atendendo à gravidade das imputações manifestadas na carta, e à importância do contributo do Professor Galopim de Carvalho a nível nacional e local, era obrigação da autarquia tratá-lo com o respeito devido e merecido.
Fica muito mal à autarquia viseense, segundo o próprio, ter “ostracizado” e desconsiderado assim uma figura de tal envergadura, que só prestigiaria a “Marca Viseu”, qualificando um Museu que, no dizer do especialista, se encontra “ao abandono”.
Querem, portanto, os vereadores do Partido Socialista demarcar-se desta atitude da autarquia, e da má publicidade que esta notícia representa para a imagem de Viseu.

Os vereadores do Partido Socialista
José Junqueiro, Rosa Monteiro, Andreia Coelho

quinta-feira, 21 de abril de 2016

António Costa - PS 43º Aniversário, na sede nacional


A 19 de Abril o PS celebrou o seu 43º aniversário, evento em que participei, e para o qual foram convidados todos os fundadores e militantes do PS










quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

O truque da sobretaxa e o nosso empréstimo ao Estado

Como PSD/CDS foram sempre para além dos limites. A sobretaxa de IRS aplicada ao escalão com rendimentos mais baixos rendeu ao Estado em retenções na fonte cerca de 88 milhões de euros (ME) em 2014.
"Esses 88 ME, porém, são depois reembolsados na sua totalidade a esse conjunto de contribuintes no ano fiscal seguinte. Portanto, no fundo, estamos perante um autêntico empréstimo que esse grupo de contribuintes faz ao Estado, sem juros",
Fim da sobretaxa beneficia 850 mil. O Governo está a preparar a eliminação já em 2016 da aplicação da sobretaxa de IRS ao escalão mais baixo de contribuintes, até sete mil euros anuais, disse fonte do executivo socialista. Essa medida poderá beneficiar mais de 850 mil famílias. Fonte do Governo referiu que adiantou.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Viseu - Pedro Nuno no plenário distrital do PS

Pedro Nuno, um dos negociadores das "posições conjuntas" à esquerda, esteve ontem em Viseu para explicar a estratégia do PS depois das eleições, as principais linhas de entendimento e o suporte financeiro que as viabiliza.  

Disse acreditar na indigitação rápida de António Costa e no sucesso da solução governativa proposta.  

O clima interno é de esperança na mudança e confiança no êxito da solução governativa.

sábado, 8 de agosto de 2015

Cartazes: PS pede desculpas

O PS fez bem. O assunto está encerrado. Na vida pessoal, no trabalho ou na política, reconhecer o erro revela grandeza de espírito e não o contrário. É a atitude adequada para fazer diferente e, sobretudo, melhor. A confiança também se constrói assim. Eis algo que os partidos da maioria nunca foram capazes de assumir.

(Nota oficial)- “A propósito do processo de execução de um conjunto de cartazes temáticos tivemos conhecimento que terá havido um entendimento, por parte de pessoas envolvidas, diferente do que havia sido determinado.
O PS solicitou já esclarecimentos pormenorizados aos fornecedores e prestadores de serviços bem como todas as informações necessárias a que se possa avaliar o procedimento seguido. O Partido socialista esclarece ainda que ao contrário do que foi divulgado por alguns órgãos de comunicação social, o cartaz não é da autoria de Edson Athayde. O PS pede desculpas públicas, em especial às pessoas implicadas”

"Esta nota oficial do PS surge na sequência da notícia (...) que Maria João Pinto não teria dado autorização para que a sua cara aparecesse nos cartazes, nem tampouco estaria desempregada ou teria dito aquilo que está no outdoor. Maria João explicou também que, quando a fotografia foi tirada, prestava serviços à Junta de Freguesia de Arroios (socialista) e foi lá que o fotógrafo a apanhou. Além da jovem, há mais dois casos de pessoas na mesma junta."

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Convenção Nacional - PS - aprova programa de Governo

Hoje e amanhã a reunião magna do PS aprova em Convenção Nacional o programa de Governo. 
Contrariamente à coligação de direita, o PS apresenta objetivos e medidas concretas. Fica definido um rumo. 
As pessoas sabem com o que vão contar, podem fazer escolhas e conhecem o motivo pelo qual votarão no PS se for essa a sua decisão. 
António Costa abre e fecha a Convenção Nacional que decorrerá no Coliseu.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Cavaco convida Mário Centeno, coordenador da "Agenda para a Década" do PS

Mário Centeno, o economista responsável pela coordenação do trabalho de 12 economistas que prepararam o cenário macroeconómico do PS, será um dos oradores na última edição da conferência internacional "Roteiros do Futuro" dedicada a "Portugal e os jovens". É o convidado do Presidente da República.
A intervenção versará sobre a situação no mercado de trabalho. 

sexta-feira, 13 de março de 2015

Hoje, em Gaia - 1º dia das jornadas parlamentares do PS - programa

Este é o programa para hoje. O dia terá início com visitas institucionais. À tarde os debates decorrem sob o tema "Valorizar as pessoas: reforçar a coesão social e investir no futuro". À noite, após o jantar, António Costa fará a sua primeira intervenção.






terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

"PS questiona Passos Coelho: Porque deixou o BES ir ao fundo?"

DN) "Se Passos Coelho já sabia, pelo menos desde 6 de maio, pela boca do próprio Ricardo Salgado, que a crise no GES poderia atingir o próprio banco, por que razão deixou ir as coisas ao ponto de o BES fazer em 11 de junho um aumento de capital (de mil milhões de euros) que provocou depois, em agosto, enormes perdas em muitos dos seus investidores?


Esta é uma das perguntas que o PS quer fazer ao primeiro-ministro - ou seja, por que razão recusou os pedidos do banqueiro para que a CGD ajudasse a parte não financeira do GES, para que os seus problemas não atingissem letalmente o banco, levando-o à falência".

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

(I, JN,CM,DE) Rio aproxima-se de Costa e PCP aceita negociar acordos

Ninguém ficou indiferente ao discurso de António Costa. Pelo contrário, como se vê:
"Três dias depois de António Costa ter deixado claro que alianças à Direita só se a política mudar, uma biografia de Rui Rio sai para as bancas onde o ex-autarca do Porto assume "aproximação" ao autarca de Lisboa.
Na edição, Rio admite que tem uma aproximação de pensamento a todos os socialistas de "bom senso" e, nestes, incluí o novo secretário-geral do PS, que tem "preocupações reais" sobre o país. Mais: Rui Rio deixa bem claro que "não é possível" reformar o país sem "consenso político, pelo menos", entre PS e PSD em matérias de regime (...) 
O secretário-geral do PS obrigou a Esquerda a decidir-se: ou se junta numa solução "plural e aberta" contra a atual Maioria - dando como exemplo o esforço do Livre - ou ficará com o ónus da imobilidade e do "conforto do protesto". 
Entre a espada e a parede, só os comunistas parecem ter percebido a tática de António Costa, desafiando o socialista a vir a terreiro dizer o que fará num futuro Governo. (...)
Palavras que surgem dias depois de no XX Congresso do PS António Costa ter dito que o que inviabiliza alianças com o PSD pós-eleições 2015 não é o nome "Pedro, Rui, Francisco ou José, mas as políticas".
Ou seja, o novo líder do PS, que piscou o olho à Esquerda para acordos depois das eleições, não descartou de todo a Direita, mas deixou claro que, para tal, teriam de mudar de políticas " 

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Congresso - PS prepara listas de consenso de delegados

É o objetivo em que António Costa se tem empenhado com o contributo de Álvaro Beleza, o qual tem resistido bem às pressões de um pequeno grupo que a comunicação social cita como "mais radical".
"Mais de 50 mil militantes socialistas vão eleger António Costa como o próximo secretário-geral do PS nos próximos dias 21 e 22, que será consagrado uma semana depois no congresso do partido em Lisboa. 
Até lá, o objetivo do PS é sarar as feridas abertas pelas eleições primárias. António Costa prometeu acolher nas listas para os órgãos nacionais apoiantes do seu adversário interno e refletir na moção de estratégia - que está a ser preparada por Maria Manuel Leitão Marques, antiga secretária de Estado da Modernização Administrativa - as propostas de duas criações de António José Seguro: o Laboratório de Ideias e Propostas para Portugal e a convenção Novo Rumo, que deu origem ao "Contrato de Confiança" com que o anterior líder se apresentou a votos nas primárias."

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Resolução do PS para debater a dívida: aprovada sem votos contra

Finalmente, a maioria rende-se à realidade que durante três anos quis ignorar e chumbou ao PS: aceitar estratégias alternativas ao pagamento de dívida.

A resolução do PS para desencadear um processo parlamentar de audição pública sobre o impacto da dívida do Estado português foi ontem aprovada sem qualquer voto contra das restantes bancadas na Assembleia da República. 

O documento do PS surgiu na sequência da petição sobre reestruturação da dívida subscrita por um conjunto de personalidades das áreas política e financeira do país, entre os quais o líder da bancada socialista, Ferro Rodrigues - grupo conhecido como "Manifesto dos 74".

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

António Costa e Ferro Rodrigues reúnem hoje, na AR, com economistas

"O candidato socialista a primeiro-ministro, António Costa, e o líder parlamentar do PS, Ferro Rodrigues, reúnem-se, hoje, com vários economistas às 18:00 horas, na Assembleia da República, para analisarem a situação económica e financeira do país.

A reunião acontece depois de o Grupo Parlamentar do PS ter aprovado por unanimidade e anunciado esta manhã que votará, na generalidade, contra a proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2015."

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Diretas no PS a 21 de novembro e Congresso a 28, 29 e 30

Até agora, António Costa é o único candidato certo. 

De acordo com o calendário definido na reunião de ontem do secretariado nacional do PS, o prazo para a entrega de candidaturas a líder do partido termina a 6 de novembro. 

A secretária-geral do PS em exercício, Maria de Belém, anunciou ontem que as eleições diretas para a liderança socialista são a 21 de novembro e o congresso uma semana depois no Parque das Nações, em Lisboa. 

A Comissão Nacional do PS, órgão máximo entre congressos, realiza-se no dia 14 de novembro

sábado, 4 de outubro de 2014

PS Viseu: eleição dos órgãos distritais

A Comissão Política Distrital reuniu ontem no Solar dos Peixotos e elegeu a sua Mesa, o secretariado da federação e os seu vice-presidente. Sala cheia e bom ambiente permitiram que os trabalhos fossem céleres. 
António Borges, antes da votação, explicou os critérios de representatividade que utilizou e anunciou uma outra comissão política, em como um calendários para assembleias de militantes em todas as estruturas do distrito.
A Mesa ficou constituída por João Tiago, que preside,Teresa Sobrinha e Alberto Ascensão. Teve 71 votos a favor entre 75 possíveis. Fez quase o pleno.
No mesmo universo o secretariado teve 54 votos a favor, 17 brancos e 4 nulos. Tem representantes de 11 estruturas que espelham, segundo António Borges, um universo eleitoral de 85%. 
O vice-presidente, Miguel Ginestal, que substitui António Borges nestas funções,obteve 49 votos a favor, 22 contra e 4 nulos. 





domingo, 13 de julho de 2014

(Público) S. José Almeida - "Os acordos estão em aberto no futuro do PS"

SÃO JOSÉ ALMEIDA 13/07/2014 - 11:35
Se o PS ganhar as eleições mas não conseguir a maioria absoluta no Parlamento, como formará Governo? Coliga-se ou faz acordos parlamentares? Avançará para um Governo de esquerda ou reedita o Bloco Central? O PÚBLICO procura antever o que farão Seguro ou Costa.
O tipo de acordos ou de coligações de governo que estarão disponíveis para fazer é um dos critérios de avaliação entre António José Seguro e António Costa na qualidade de candidatos às eleições primárias de 28 de Setembro para a escolha do candidato a primeiro-ministro que o PS vai apresentar às legislativas de 2015.
Não há certezas sobre como se poderão comportar no caso de serem líderes de um PS que saia das urnas vitorioso, mas sem maioria absoluta. As opiniões divergem entre os estudiosos – António Barreto, André Freire e Marco Lisi – e os dirigentes do PS – Alberto Martins e Ferro Rodrigues – ouvidos pelo PÚBLICO.
Marco Lisi, professor de Ciência Política da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, salienta que, “em geral, todos os líderes do PS têm tido a postura de tentarem a maioria absoluta e governarem sozinhos”, mesmo quando não o assumem explicitamente. Mas frisa que “o cenário de um partido ter a maioria absoluta é cada vez mais improvável”.
Uma dificuldade que se agrava no PS, prossegue este especialista em PS. “É importante reter que, no segundo Governo de José Sócrates, confirmou-se uma realidade que era já perceptível com António Guterres, a de que os governos sem maioria absoluta não chegam ao fim”. E Lisi advoga que “o PS tem de ponderar o cenário de não ter maioria absoluta” e de, por isso, ter de entrar em entendimentos.
Neste caso, há vários tipos de estratégias a seguir, recorda Lisi. “Os acordos de coligação ou de cooperação não são apenas os que levam a incluir membros de outro partido no Governo”. Acrescenta assim que “podem fazer-se acordos parlamentares, sectoriais ou de viabilização de lei a lei”.
Ambas as situações foram seguidas no passado pelo PS. Os dois Governos minoritários de António Guterres (1995-1999 e 1999-2002) foram navegando à vista de acordos parlamentares de ocasião: revisão constitucional negociada com o PSD, reforma da segurança social com a abstenção do PCP e até os famosos Orçamentos do Estado com o voto limiano, ou seja, com o voto do deputado do CDS Daniel Campelo, antigo presidente da Câmara de Ponte de Lima.
Também José Sócrates, depois da sua maioria absoluta (2005-2009) teve de governar com entendimentos sectoriais no seu segundo mandato (2009-2011). Isto depois de, em 1978, o PS liderado por Mário Soares ter-se aliado ao CDS, que sentou no Conselho de Ministros Álvaro Sá Machado, Basílio Horta e Rui Pena. E de, em 1983, o mesmo Soares ter feito o Governo do Bloco Central com o PSD de Carlos Mota Pinto, que cairá em 1985, após a ascensão de Cavaco Silva à presidência do PSD. 
PS é centrista
Analisando a tendência que é mostrada pela tradição dos socialistas, André Freire, investigador e professor de Ciência Política do ISCTE, sublinha que “o PS é muito centrista, é obrigado a manter a sua governação com o apoio da direita”. O investigador considera que “o problema não é só do PS”, mas a realidade é que “o seu histórico é esse”.
Freire advoga que “este é um problema de vontade”. E defende que “o PS tem mais responsabilidade pois tem mais peso, pode obrigar a compromissos, fazendo cedências”. Admite ainda que “os pequenos partidos têm peso político maior do que o seu peso eleitoral”. Exemplo disso, diz, “é o caso do CDS, se sair do Governo a coligação desaparece”. Mas conclui: “Não são os pequenos que vão ao leme. Os partidos devem dar sinais se quiserem coligar-se.”
Quanto a saber quem será o ou os parceiros que o PS virá a privilegiar e quais as diferenças a este nível que existem entre Seguro e Costa, Lisi antevê que o PS fará acordos à sua direita. “No cenário actual, não há dúvida que aliança à esquerda é inviável. Os partidos têm posição sobre questões sociais e económicas tão diferentes que tal não é viável.”
E reflecte sobre como “Portugal é um caso singular”, já que “há uma grande distância de propostas e de posições entre o PS e os partidos à sua esquerda que são do sistema e que estão no Parlamento”, para lamentar que “é pena que não haja essas alternativas de coligação à esquerda em Portugal. Devia haver esforços dos dois lados e uma troca mútua.”
Concretizando, Lisi afirma que “os dois farão mais facilmente coligações com a direita”. E garante que “António Costa é o que está mais à vontade para fazer com o PSD e o CDS, não tem compromissos atrás”. Já Seguro, acrescenta, rejeitou o ano passado e tem feito críticas e oposição activa ao Governo. Mas é normal que o PS faça com a direita.”
Opinião contrária tem o sociólogo António Barreto, até há semanas presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos. Defende que após as legislativas o PS não hesitará em fazer acordos à esquerda, ainda que “nunca o diga expressamente” antes das urnas. “Estou convencido que ambos os grupos, o de Costa e o de Seguro, estão preparados para dizer que não estão amarrados” aos compromissos com a política de austeridade, uma vez que “ambos disseram que se podem abrir portas à esquerda, ambos olharam já para a esquerda”.
Impor-se ao PCP
Barreto não considera que há uma experiência a fazer que passa por forçar o PCP a participar num Governo. Uma tentativa que, afirma, “surge como um paradoxo”, já que o anticomunismo é intrínseco à história do PS. “A grande fortuna de Mário Soares foi o anticomunismo. O que fez Mário Soares em 1975 foi o anticomunismo. É genético no PS e esse facto é um seguro de vida para a direita.” Isto porque, “o PSD e o CDS sabem que PS nunca fará acordo com o PCP”. Para mais quando o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, já disse que só há acordo nas condições do PCP.”

Verbalizando uma tese que é comum a algumas personalidades do PS, Barreto defende que cabe ao líder do PS que ganhe legislativas impor ao PCP e ao BE um acordo de governação, obrigá-los a vir a jogo e a participarem. “Quase que apetece dizer que uma solução para a esquerda era rever a situação dos últimos 40 anos. Isso é possível se o PS tiver a maioria absoluta. Pode chamar o PCP e impor-lhe um acordo, como fez François Mitterrand, em França, em 1981”, argumenta Barreto.
Indo mais longe, o sociólogo afirma: “Penso que Costa, no fundo, gostava de ser ele a tentar uma coligação com o PCP, mas vai ter medo de dizer.” Já sobre o actual secretário-geral, Barreto acrescenta: “Seguro não quer, ao contrário de Costa, mas será pressionado pelos barões do partido e por Mário Soares.”
A dificuldade de levar o PCP a aceitar um acordo é real e está presente no discurso de vários dirigentes do PS. E mesmo o facto de em 1989 ter havido uma coligação entre socialistas e comunistas para a Câmara de Lisboa liderada por Jorge Sampaio, que então foi eleito presidente da Câmara, o que é facto é que tal opção nunca foi bem digerida quer dentro do PCP quer dentro do PS.
A aproximação a PCP foi olhada de lado pela elite socialista vinda da clandestinidade, mas também pelos jovens dirigentes que se afirmariam no consulado de Guterres. E ainda hoje há personalidade do PS que sublinham que a época é outra e o PCP é outro hoje, bem como frisam que uma coisa é um acordo concreto para uma Câmara, outra coisa é a governação do país.
Supervisionadas por Lopes Cardoso, pelo PS, e por Domingos Abrantes, pelo PCP, as negociações foram protagonizadas pelo comunista Luís Sá e pelo socialista Eduardo Ferro Rodrigues. E é do domínio dos bastidores da política que Álvaro Cunhal – ausente na União Soviética durante as negociações para ser operado a um aneurisma – não gostou da ideia e que responsabilizou sempre esta iniciativa pela erosão eleitoral que os comunistas vieram a sofrer.
O líder parlamentar dos socialistas, Alberto Martins, é peremptório a afirmar que “o PS deve lutar por uma maioria absoluta, não deve fazer coligações pré governamentais e deve excluir o Bloco Central, com partidos responsáveis pela austeridade”. Com a mesma veemência – e sem querer particularizar diferenças de actuação entre Costa e Seguro –, defende que o PS “deve estar disponível para acordos com partidos de esquerda” que sejam de Governo ou “de incidência parlamentar”.
O peso dos novos
Martins lembra o que tem sido a evolução dos partidos sociais-democratas na Europa e a erosão eleitoral que têm sofrido para afirmar que “a nível europeu, vive-se um processo de mutação, uma grande evolução no sistema partidário”. Uma mudança que vai “no sentido de alterações da representação dos partidos tradicionais, fragmentação e até pulverização”. É por isso que sublinha: “A percepção dos cidadãos ao nível europeus relativamente à crise dos partidos tradicionais obriga-nos a repensar profundamente o sistema de participação dos cidadãos na vida democrática.”

As alterações na divisão parlamentar tradicional e o surgimento de novos partidos são aspectos destacados também por André Freire, para quem “as novas forças políticas podem ser coligáveis, tanto com Costa como com Seguro. O MPT e o Livre são partidos pragmáticos.” E explica que “Marinho e Pinto fará acordo com a direita e com a esquerda” e o “Livre em Lisboa, com os votos das europeias, elegeria dois, o que o torna também num potencial aliado”.
Mas Freire vê diferenças claras entre Seguro e Costa. Sobre Costa considera que ele “tem o registo e o histórico de quem já tentou e de quem já fez” acordos na Câmara de Lisboa. Mas considera que o actual secretário-geral “não tem comportamento igual ao longo do mandato”, para sublinhar que “o registo, o histórico de Seguro diz que ele mais provavelmente fara coligação ou acordos com a direita”.
E pormenoriza que “o registo de Seguro, desde 2011 até final de 2012, que é quando começa a divergir, não é de oposição, o PS absteve-se no Orçamento”. Ora, “o Governo tinha maioria absoluta, o PS podia não se abster. Foi colaborante.” Uma opinião que demonstra com números. “No Parlamento, até final de 2012, o PS votou 25% das vezes contra as propostas do Governo, 15% das vezes abstiveram-se e o restante votaram a favor de diplomas do Governo”, salienta, para defender: “Ou seja, o PS foi suporte da direita. Só após a crise da TSU, em Setembro de 2012, começam a divergir. Em 2012 quando os deputados tentaram a fiscalização sucessiva do Orçamento do Estado pelo Tribunal Constitucional, Seguro não deixou.”
Já o antigo secretário-geral, Eduardo Ferro Rodrigues, considera que o PS terá de dinamizar uma aliança ampla e diversa de partidos e de movimentos sociais, preferencialmente de esquerda, mas que deverá abranger o centro-direita. “Já escrevi que o país está numa situação tão grave que tem de ser encontrada uma plataforma de coesão política interna mais ampla do que tem sido tentado e que seja contar a política de austeridade, uma plataforma que vá do centro direita à esquerda”.
No caso de uma vitória do PS nas legislativas, “haverá também uma derrota do PSD”. Isto possibilita o entendimento. “O acordo não pode ser com este PSD, mas há no PSD muita gente que está sem expressão no seu partido, que está contra a política de Passos Coelho e esses vão emergir. Após a derrota eleitoral deste Governo e haverá uma nova realidade no PSD.” E sublinha que “o país vive uma situação do tipo do que se viveu após o 25 de Abril em que o Governo incluiu todos os partidos”.
Na opinião do antigo líder esta estratégia será melhor desempenhada por António Costa. “No plano partidário, depende dos resultados e da força do PS e da personalidade do primeiro-ministro e da vontade que este tenha de juntar aqueles que não estão nos partidos, mas que poderão agora sentir-se representados pelo Governo se este for liderado por António Costa. Um Governo que consiga a nível europeu ter capacidade de encontrar fórmula de negociar pacto orçamental.” E reforça esta ideia, argumentando: “António Costa tem demonstrado essa capacidade na Câmara, demonstrou capacidade de construir pontes na prática.
Mas alerta que a solução tem de começar por conteúdos programáticos e não por lugares na mesa do Conselho de Ministros: “É fundamental que haja acordo sobre programa de emergência para Portugal. É necessário que haja acordo sobre a economia, sobre os aspectos sociais e sobre a política europeia. É um trabalho a começar desde já, para encontrar propostas que não sejam de ruptura com o sistema, mas que respondam aos problemas nacionais Primeiro, é preciso encontrar um programa. Depois se vê se esse programa é traduzível em lugares, depende dos conteúdos.”

quinta-feira, 12 de junho de 2014

PS - António Costa percorre o país até dia 22 (Comissão Nacional)

António Costa pretende visitar todas as distritais até dia 22 numa ação preparatória da próxima Comissão Nacional que vai ocorrer em Ermesinde. 
O principal objetivo é conseguir uma maioria que permita um congresso extraordinário que, no entanto, não tem capacidades eletivas, interpretação apresentada na última Comissão Política Nacional.

terça-feira, 27 de maio de 2014

O inesperado e próximo Congresso do PS?

O PS vai reunir a sua Comissão Nacional no próximo sábado. Marcada antes das eleições europeias, tinha o objetivo de avaliar os resultados eleitorais, fossem eles quais fossem. 
Espera-se uma discussão ampla, aberta e, sobretudo, genuína. Valorizar uma vitória é um ato inteligente. 
Agora a agenda terá (tacitamente) um novo ponto: a liderança do PS.
Nestes três anos o PS tem um património para apresentar: uma vitória contra toda a direita (um dos melhores resultados europeus), a somar ao mais extraordinário resultado autárquico de sempre. Há uma retoma de confiança com o seu eleitorado tradicional. Hoje a ANMP e a ANAFRE têm presidentes socialistas. 

No entanto, o que não tem remédio, remediado está. Em setembro, possivelmente, poderemos estar em diretas, internas, e a fazer  um novo Congresso, enquanto o governo se prepara para apresentar o OE 2015. (?!)

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

A Comissão Europeia confirma a opinião do PS e do FMI

Mais de 60% das exportações reportam-se a combustíveis. Para um país que não tem o "ouro negro" facilmente de deduz que precisa de importar este produto natura; e quem está ao corrente do negócio sabe que a faturação é elevada, mas o lucro é mínimo. Fraco negócio, portanto.
"A CE alertou que o modelo de crescimento de Portugal assenta no aumento das importações, que vai reduzir a contribuição das exportações em termos líquidos para o crescimento económico do país". 
Esta nota de Durão Barroso é avisada e confirma as observações críticas do PS e, agora, do FMI. A "receita" falhou, mas o governo insiste no mesmo caminho. E, como solução, temos o empobrecimento e não o crescimento. 
Assim se compreende, como agora é público, que o governo vá cortar mais  3 mil milhões em salários e pensões e defina como permanente esse confisco dos nossos rendimentos. Neste caso Durão Barroso concorda e o FMI também. A direita europeia tem esta marca. É por isso que o PS se opõe e constitui como alternativa.