segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Viseu - Vereadores do PS contra abertura de concurso que excluiu a área social

DECLARAÇÃO DE VOTO – reunião de 22 de setembro 2016


Os Vereadores do Partido Socialista votaram contra a proposta de abertura de procedimento concursal para o preenchimento de 19 lugares de técnico superior, a recrutar em regime de contrato de trabalho em funções públicas por tempo indeterminado, inserida no Ponto 02.01, da ordem de trabalhos, pelos seguintes motivos:

Tal proposta vai contra a terceira alteração ao mapa de pessoal para o ano de 2016, decidida e aprovada pela Assembleia Municipal no dia 29 de junho do corrente, sob proposta da Câmara Municipal do dia 6 de junho.

Ao arrepio dessa decisão da AM é agora proposta a criação de 19 novos postos de trabalho, todavia, áreas de importância vital e onde, efetivamente, há escassez de quadros qualificados foram, mais uma vez, negligenciadas, como é o caso da área social e, por sua vez, há a contratação, e a título meramente exemplificativo, de 1 técnico superior de comunicação social, 1 t. s. de publicidade e relações publicas, 1 t. s. de design e multimédia e 1 t. s. de relações internacionais.

            Com a alteração da decisão tomada anteriormente, os únicos técnicos superiores que seriam contratados, dentro da área social, designadamente, 1 técnico superior de serviço social e 1 técnico superior de educação social, foram preteridos, pelo que, não haverá procedimento concursal para o preenchimento destes dois lugares. O que não podemos deixar de repudiar veementemente.
           

Os Vereadores do Partido Socialista,

José Junqueiro, Rosa Monteiro, Andreia Parente Coelho        

Viseu - cair da noite no bairro em Gumirães ...

domingo, 25 de setembro de 2016

Viseu - 3ª Meia Maratona do Dão, Corrida da Emoção

Alguns momentos vistos por mim. Realizou-se hoje, 25 de setembro, a 3ª edição da Meia-Maratona do Dão “Corrida da Emoção”. Integra a programação da Festa das Vindimas e contou com a participação de milhares de pessoas.

Em 1º lugar aos 8kms





























sexta-feira, 23 de setembro de 2016

(Opinião - JCentro) O Ministério Público

O Ministério Público
O Ministério Público esteve em particular evidência nestes últimos dias. O tema é sempre o mesmo: José Sócrates. Se a investigação dedicasse tão zelosa atenção e cuidado ao seu trabalho como o que ostenta ao conjugar o verbo “bufar” este caso já estaria arrumado, bem ou mal, há muito tempo.
Eça de Queirós (…) sobre a justiça e os tribunais em abstrato quase nunca escreveu e se o fez foi de soslaio. Conhecia o sistema e sabia que cair-lhe nas garras era penoso, caro e de imprevisível desfecho; por mais razão que o cidadão tivesse, sabia que não era certo que vencesse e, ainda que o conseguisse, provavelmente ficaria arruinado”. (publicado por ASCR-Confraria Queirosiana) ”
Para uma certa Justiça, nos dias que correm, o espaço mediático é o "fruto proibido” de Adão e Eva no Jardim do Éden. A tentação de lhe dar uma trinca é uma espécie de “Atração Fatal” como aquela que o filme dirigido por Adrian Lyne  nos revelou nos finais dos anos 80.
Um juiz, que se qualifica como “saloio de Mação”, deu duas entrevistas com a particularidade de utilizar um dos casos que tem em mãos como a antítese da sua própria vida, suposta proba e discreta. Só que, ao fazê-lo, fez acusação e condenou quem ainda não foi acusado de nada (e já lá vão 3 anos) e não foi a julgamento. Era talvez este o paradigma a que Eça se referia.
No entanto, o que verdadeiramente motiva a minha opinião é um desmentido que um diário fez da sua própria manchete da última sexta em que anunciava que o presidente de um grupo empresarial confessara, em sede de justiça, ter feito pagamentos a José Sócrates. Mas, logo a seguir, no Domingo, dia consagrado ao arrependimento, admitiu o erro (…) atribuindo ao procurador Rosário Teixeira a frase que sustentou a notícia da manchete”. E depois a hipocrisia política diz: “à justiça o que é da justiça”. Pois claro!
JC 2016.09.19 (distribuído como Expresso)

(Opinião) O domínio da política pura

O domínio da política pura

Concluíram-se os primeiros 240 dias de António Costa. Parte da opinião publicada não o tem poupado a críticas duras e a vaticínios dramáticos. Mas a outra opinião, a pública, traduzida pelas sondagens, revela um primeiro-ministro cada vez mais popular e um PS cada vez mais forte. Esta semana terá chegado aos 39%.
Só no final do verão, como tenho insistido, será possível aquilatar se a maioria das metas e promessas do PS estão a ser - e vão ser - concretizadas. Nessa altura se verá se a esquerda parlamentar se entende nas políticas de ajustamento para 2017 e se estas convencem as instâncias internacionais. O futuro do governo e da maioria de esquerda dependem disso, da qualidade e da dose dessas propostas.
O mérito da ação governativa tem sido o grande responsável pelo apagamento de Passos Coelho. O PSD ainda não se reencontrou e atua por impulsos, sem racionalidade e motivação. Vive de um prognóstico negativo, da aposta no insucesso do outro, que não do exercício credível de uma capacidade alternativa. O PSD profundo denota já uma inelutável vontade de mudança interna.
A atitude de resistência do governo à discricionariedade do diretório europeu tem sido um sucesso. Contrasta com a resignação a que a direita habituara o país, conta com o apoio do Presidente da República e da maioria dos eleitores.
A argumentação do primeiro-ministro tem sido inteligente. De facto, ninguém entende que Europa tenha elogiado os esforços do governo anterior (apesar de ter falhado) e reconheça o sucesso deste quando confessa acreditar que será em 2016 que Portugal vai finalmente sair do procedimento por défice excessivo. Até agora a direita não soube enfrentar algo que há muito não acontecia: o domínio da política pura.
JC 2016.07.25


(Opinião) CGD, a nova lei não passará

CGD, a nova lei não passará

Em julho de 2011 critiquei o governo PSD/CDS por ter aumentado de 7 para 11 o número de administradores da Caixa Geral de Depósitos. Por coincidência, coube-me traduzir também o sentimento do PS e do seu grupo parlamentar. E os partidos à esquerda do PS fizeram o mesmo. A reprovação foi generalizada.
Surpreendeu-me, pois, que o atual governo, apoiado pelo BE e PCP, tivesse assumido a decisão de aumentar para 19 o número de administradores. Surpreendeu-me ainda mais o silêncio cúmplice dos críticos de outrora. Nem Catarina, nem Jerónimo!
É também estranho que, nove meses depois da tomada de posse, o ministro Mário Centeno ainda não tenha nomeado a nova administração, tendo mesmo pedido por favor, e por escrito, à cessante para “aguentar o barco”. Agora, à luz do “chumbo” do BCE, tudo se compreende melhor. Como diz o povo, “o carro andou à frente dos bois”.
Sem levar em conta a legislação interna e as condicionantes do regulador europeu, o próprio primeiro-ministro fez convites a personalidades de grande projeção e mérito, uma parte das quais é agora desconvidada. É penoso para todos e a “novela” transpira amadorismo e poucas cautelas. E, mais uma vez, Nem Catarina, nem Jerónimo!
E como se tal provação não bastasse, precipitou-se o secretário de estado da tutela com o anúncio da modificação da lei para remediar o erro crasso. “Pior a emenda do que o soneto”. E agora sim, ouvimos Catarina e Jerónimo, bem como o Presidente Marcelo.
Há aqui excessos do BCE, nomeadamente no que respeita à exigência de mandar para formação alguns dos indigitados. É uma clara ingerência nas opções internas e creio ser difícil aos visados aceitarem uma espécie de “Novas Oportunidades” para exercerem funções para as quais partem diminuídos. No entanto, e para já, a conclusão é só uma: a nova lei não passará!
JC, 2016.08.21