sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Son (Exp/Sic) - Empate técnico - PS à frente (36%) e 21% indecisos

Apenas +1% separa o PS da coligação. As variações são marginais. Relativamente a agosto, a coligação e a CDU sobem. PS e BE descem. Livre e PDR mantêm-se em mínimos.

António Costa com +22%coligação. lidera em terreno positivo e Passos Coelho com +1% chega pela 1ª vez a positivos. Paulo Portas sobe e fica com +11,1% sendo um forte contributo para a coligação, tal como Jerónimo de Sousa para CDU com +6% 





A tragédia dos refugiados - "As mãos dos meus filhos escaparam das minhas"

Primeiro, uma das mais terríveis declarações jamais feitas à Comunicão Social. O pai de Aylan confessa: "As mãos dos meus filhos escaparam das minhas". Os mais bonitos filhos do mundo,diz Abdullah, após ter visto a morte da mulher e das suas crianças. Depois de recusar o asilo que o Canadá (onde o assunto já faz parte da campanha política em curso) lhe ofereceu, Abdullah está de volta a Kobane, de onde fugiu, para enterrar os seus. É o destino final do pequeno corpo cuja morte se tornou vergonha, dor, alerta e má consciência em todo o mundo.

E todo o mundo só fala nisso. Mesmo nas cadeias televisivas do Médio-Oriente as notícias tornaram-se chocantes. A Al-Arabiya, por exemplo, pergunta se o mundo, agora, prestará atenção. Aliás a Comunicação Social de todo o mundo comoveu-se e quis comover-nos com essa imagem, a imagem da morte que envergonha o mundo. Depois de quatro prisões relacionadas com o caso terem sido efetuadas, ainda vai correr alguma tinta sobre o assunto. O pior é que, neste mundo de comunicação instantânea, depois de uma imagem vem outra, as crises tornam-se crónicas e a atenção dos media dirige-se para outras latitudes. A ver vamos se, desta vez não é assim

(Opinião) O fim de semana em que a coligação perdeu as eleições

A última semana foi dominada pelas ondas de choque do discurso de Paulo Rangel na Universidade de Verão da JSD. A SIC, na segunda-feira, abriu o jornal da noite com as várias reações, incluindo a minha no blogue “Gota de Água”. Transcrevo, em síntese, alguns extratos: “ (...) P. Rangel meteu a Justiça ao barulho insinuando que é partidarizável. Os juízes reagiram forte (...) E os comentadores, mesmo os oficiais do meio laranja, não pouparam o dislate. P. Coelho foi a cereja em cima do bolo. Ao afirmar - traído pela memória - que a política não é para "beneficiar alguns amigos" (com quase seis mil nomeados), revelou não estar em grande tecnoforma (...) Ao mesmo tempo, António Costa, em Sto. Tirso, era levado em ombros (...) ”
Se a este infeliz episódio juntarmos os que sublinhei no último artigo “Não há melhor cartaz do que estes deslizes do governo!” (desde a tentativa de adjudicação direta da concessão do Metro e STCP, passando pelos números fantasiados da receita fiscal, para acenar com um possível corte na sobretaxa do IRS, até ao atraso na candidatura para 60 mil bolsas de estudo), rapidamente nos damos conta de que posso vir a ter razão no comentário que fiz à notícia de primeira página do Jornal de Negócios desta quarta-feira, assim titulada: Sondagens: Distância entre PS e coligação é a mesma há dois anos”.
E observei o seguinte: “(…) são as mesmas há dois anos, com o PS à frente. Este próximo fim de semana terá novas sondagens, certamente bem diferentes das que o PSD mandou fazer lá em casa, na sua "cozinha política". Nunca mostraram nada a ninguém, nem um algarismo e muito menos um número. Só dizem "já ganhámos", mas têm um problema: é que por acaso vamos mesmo ter eleições em vez de sondagens”. E vai ser já no próximo dia 4 de outubro.
Foi assim que para a coligação, ao contrário do PS, terminou mal, no dia 31 de agosto, uma “silly season” que lhe tinha começado bem. Se a intranquilidade nunca foi boa conselheira, julgar que os eleitores andam distraídos - e que quando a inteligência foi distribuída não estávamos cá todos - é um erro fatal. Acredito, por isso, que o último fim de semana de agosto foi aquele em que a coligação perdeu as eleições.

DV 2015.09.02

Viseu, jardim de Sto António visto à noite

Jardim Santo-António na cidade de Viseu, em frente à renovada escola Emídio Navarro (antiga Escola Comercial) e ao lado da estátua do "Soldado Desconhecido) (20.09.2013). 

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

A vertigem do medo - Governo substitui Direção de Informação da Lusa

A 30 dias de eleições e a pouco mais de  2 semanas do arranque da campanha eleitoral para as legislativas, o anúncio da substituição da Direção de informação da Lusa é recebido com incredulidade e apreensão. 

Como se vê, pouco depois de Paulo Rangel elogiar o "ar que se respira" no país, e a que no tempo do PS chamava de "claustrofobia democrática", o Governo não facilita e avança para o controlo total da informação nacional. É o desnorte provocado pela vertigem do medo em véspera dos finados da coligação.

Visto por mim: marina no Mónaco, Monte Carlo

 Marina vista a partir espaço exterior do parlamento monegasco