Domingo, 19 de Maio de 2013

SIC - Marques Mendes - "A recessão europeia... e governo em fim de ciclo"

O teatro do PSD/CDS chegou ao fim. Afinal, segundo o próprio PSD, a crise é europeia, Alemanha incluindo. Devagar, devagarinho, lá vamos concluindo que a crise entre nós não era portuguesa e socialista. E vamos concluindo que o chumbo do PEC IV foi uma oportunidade perdida, uma tragédia económica e social ... e a única estratégia para a direita conseguir a entrada do FMI que dizia, lembro, "ser um bem para o país".
"Recessão na Europa – Economia da Zona Europa voltou a recuar 0,2% no 1º Trimestre de 2013.Só a Alemanha se mantem positiva, mas com apenas 0,1%. A França é a grande novidade com -0,2% de contração do PIB, além da Holanda e até a Finlândia também com contrações do PIB de o,1%. Agora é toda a Europa em recessão (-0,2%), não são apenas os países do Sul, são todos e é a mais longa recessão da Zona Euro, quando os Estados Unidos já estão a crescer (0,6%).
A receita dos EUA não pode ser copiada, porque eles são uma federação de estados com uma única política económica, uma política macroeconómica. Na Europa há uma política por cada um dos estados, não há uma união bancaria e não há uma união política, nem uma coordenação de políticas. Agora que a Recessão já chegou a França e pode chegar a Alemanha, talvez possa haver mudanças na condução da crise.

O Estado do Governo – 12 conselhos de ministros em 3 meses, tirando meia dúzia de exceções não há novidades os conselhos de ministros servem apenas para tomar decisões de assuntos correntes. Parece que o Governo está em fim de ciclo. O Pacote Económico foi apresentado, mas não se conhece nada e é essencial. Mas pior ainda é que todo o Governo está muito parado, está paralisado"

Sábado, 18 de Maio de 2013

António Seguro introduz o debate na Comissão Nacional

Madalena Alves Pereira, (Presidente da Federação do PS Setúbal), António Seguro, Maria de Belém e João Ribeiro presidem à mesa da Comissão Nacional do PS.
Ordem de trabalhos: Relatório e Contas, eleição dos órgãos nacionais, Mesa da Comissão Nacional, Apresentação e debate das moções setoriais.
António Seguro introduz o debate sobre a situação política. Francisco Assis, João Proença, Idália Serrão e Jorge Lacão são novos nomes para o Secretariado Nacional.

TVI - Constança CS - Passos Coelho há muito que deixou de ser 1º Ministro

Taxa sobre reformados - Não há ninguém que não diga que esta medida é uma vergonha; juntamente com a convergência de pensões (que também implica um corte significativo), não há ninguém que explique porque isto se justifica.
É uma opção política de Gaspar, decidida por Passos Coelho, que há muito tempo deixou de ser PM. Há uma linha no governo que quer à viva força cortar nos reformados, o que é muito mais fácil e seguro para Gaspar e a troika, não dando grande trabalho. O que era bom que tivesse havido era uma verdadeira reforma do Estado, que não foi feita. A ideia que isto dá é que é feito em cima do joelho e que na dúvida, corta-se.
2 anos de troika - Tem que ser possível mudar de caminho porque este não leva a lado nenhum. Pergunta se o essencial (que o PSD disse já estar feito) é despedir pessoas e fechar empresas, sem nenhuma medida de crescimento. Sem crescimento a dívida está a aumentar e não a pagamos.

Sond. CM - Hoje, PS ganharia as eleiçoes - vale tanto como PSD/CDS juntos


Sondagem CM-Aximage - Os socialistas continuam a subir na intenção de voto dos portugueses distanciando-se cada vez mais do PSD. 
De acordo com uma sondagem CM/Aximage, se as eleições fossem hoje, o PS ganharia com 35,5 por cento dos votos, contra 26,2 por cento do PSD. Ou seja, uma diferença de 9,3 pontos percentuais. Essa diferença, era, em abril de 7,3 pontos percentuais favorável ao PS.
Segundo o inquérito de opinião, realizado entre os dias 7 e 10 deste mês, de abril para maio, o PS subiu 2,9 ponto percentuais (de 32,6 por cento, para 35,5 por cento), e o PSD subiu apenas 0,9 pontos percentuais (de 25,3 por cento para 26,2 por cento). O CDS também subiu, mas apenas 0,1 pontos percentuais. 
O PCP e o BE caíram respectivamente 2,6 pontos percentuais e 0,9 pontos percentuais. O que significa que não têm beneficiado nada com a política de austeridade do Governo.
Assim, o PS está à beira de ultrapassar os PSD e o CDS juntos, com 35,5 por cento, contra 35,7 por cento dos partidos da coligação. A esquerda em conjunto é largamente maioritária, segundo a sondagem.
Por: José Rodrigues

Sexta-feira, 17 de Maio de 2013

Quadratura - Pcheco Pereira - "O governo estragou o Estado"

O maior dos erros na análise do presente é tomar pelo seu valor facial tudo o que está a acontecer, quando nem o governo está a governar, nem as medidas são eficazes, nem a situação económica, social e política é aquela que descrevem, nem Portas actua em função do que diz publicamente, nem o PR consegue fazer nada do que diz que quer fazer. O Conselho de Estado vai sair-lhe mal, as pessoas não querem discutir o pós-troika.
Este formato (do memorando) foi desejado (pelo PSD) como instrumento de pressão externa para a política interna. Eles (governo) estragaram de tal maneira o Estado, que estão a utilizar o estragar do Estado, como resultado da política que fizeram, como argumento para fazer cortes significativos no rendimento das pessoas.

TVI - M Ferreira Leite - Portugal, o país "bom aluno" que fez tudo mal ...!

Cortes nas pensões e medidas de austeridade - Até à data, essa medida não foi tomada e mantém, por enquanto, a tese de que não tem hipótese de ser executada.
Toda a gente sabe que não é possível consolidar as contas públicas em recessão e que não é possível alcançar os valores do défice, não fazendo sentido arranjar mais medidas para o fazer.
Considera que há aqui uma encenação, um dramatismo, que não tem nenhum sentido, não jogando um momento de distensão (no regresso aos mercados, nos indícios sobre crescimento, no próprio discurso do PM) com termos que fazer tais coisas que o anulam, medidas que seriam de tal forma recessivas como ainda não foram até agora; não jogando uma coisa com a outra, só consegue percebê-lo como um dramatismo. No mínimo, deve corresponder a uma crença do MF (e que só ele tem), querendo tomar estas medidas enquanto a troika está cá e não acreditando que a troika tenha querido impô-las estando isto como está.
Rebentar com 10% do rendimento dos pensionistas não é fazer uma convergência; temos que atingir a consolidação das contas públicas por via do crescimento e não por este tipo de medidas. Isto não é reformar o país, é pôr o país numa situação em que fica insusceptível de ser reformado. O problema da austeridade pura e dura vai acabar quando for a França a precisar de aplicá-la, ninguém imaginando que o vá fazer.
Acha extraordinário que ao fim de 2 anos em que temos tomado medidas fortes, lesivas em alguns aspectos (como o desemprego) e também em relação à FP, precisemos de outro relatório (OCDE), perguntando se as medidas têm sido medidas soltas e se agora é que precisamos de um plano. Não sabe porque são 50 ou 60 ou 40 mil os FP que o governo quer que saiam, é preciso haver um plano.
Tem receio de que nós ainda vamos ser o grande exemplo do país que fez tudo e não conseguiu resultado nenhum, o exemplo do que não deve ser feito. E que ainda venham a dizer que as ideias foram nossas.
A preocupação do PR (é assim que interpreta a sua expressão sobre a Nossa Senhora de Fátima) é discutir o que interessa ao país, o pós-troika, e não a 7ª avaliação ou as aposentações, para mostrar ao país o que vamos fazer para sairmos daqui.