domingo, 27 de Julho de 2014

Deputado José Junqueiro interpela primeiro-ministro (in PS Notícias)

José Junqueiro (foto PsSNotícias)
Estado da Nação - as últimas perguntas no debate de 2014, a que o primeiro-ministro não respondeu. Apenas fez a promessa de aplicar os fundos de 5 M M €, do último QREN que ainda não foi capaz de lançar na economia. Um embaraço!!!

"O deputado José Junqueiro, no debate sobre o Estado da Nação, interpelou o primeiro-ministro, começando por questionar que metas foram, afinal, atingidas pelo governo: “A subida da dívida de 94% para 133% foi uma meta? E mais de 200 mil emigrantes, sobretudo jovens, foi uma meta?”.
José Junqueiro aproveitou ainda o anúncio do “fim o estado de emergência”, feito por Passos Coelho na sua intervenção inicial, para perguntar se é desta que o governo “vai seguir as propostas do PS e implementar uma fiscalidade amiga das famílias e das empresas, no IRS, IVA, IRC e criar a conta corrente entre o Estado e as empresas?”.
“E os cortes provisórios vão deixar de ser definitivos?”, questionou José Junqueiro que quis também saber se o Governo vai “na Saúde, devolver ao SNS os recursos humanos e materiais que permitam reverter a degradação do SNS? Na Justiça, impedir a extinção de tribunais e permitir que as pessoas tenham melhor acesso e mais proximidade à Justiça? Nas Finanças, travar a extinção de 150 repartições, permitindo o acesso das pessoas e travando a desertificação? “
O deputado socialista terminou a sua interpelação com o QREN, perguntando a Pedro Passos Coelho se “está em condições de garantir que, finalmente, os 5 mil milhões que temos em carteira vão ser lançados na economia?”."

sábado, 26 de Julho de 2014

Moody’s, melhorou classificação de risco da dívida e diz que BES não afeta

Moody's não espera que caso BES tenha impacto material no crédito português (Diogo Cavaleiro)  
O governo tem dinheiro disponível que já está contabilizado nas estatísticas nacionais. Mas uma injecção de capital poderá ser negativa.
A agência de notação financeira Moody’s, que melhorou hoje a classificação de risco da dívida portuguesa, não acredita que as dificuldades sentidas no Grupo Espírito Santo e seus efeitos no Banco Espírito Santo afectem verdadeiramente a dívida portuguesa.
"A Moody’s não espera que as incertezas em torno do BES tenham um impacto material no perfil de crédito do governo", indica a agência norte-americana numa nota emitida esta sexta-feira, 25 de Julho, uma data para a qual não estava calendarizada qualquer acção de "rating". A classificação passa a ser de "Ba1", um nível abaixo do grau especulativo.
A agência relembra que há 6,4 mil milhões de euros dos 12 mil milhões que, no âmbito do memorando de entendimento assinado em 2013, foram disponibilizados para a capitalização do sector financeiro. Este dinheiro está já incluído nas estatísticas nacionais, pelo que a sua utilização não configura uma perda para o país.
Contudo, diz a Moody’s no seu comunicado, a injecção de dinheiro no BES, a acontecer, poderá um impacto negativo no crédito português, já que será utilizada uma parte do dinheiro que, neste momento, é uma almofada de liquidez. Ou seja, uma garantia que é utilizada e que deixa de existir.
Nas últimas semanas, várias sociedades do Grupo Espírito Santo têm pedido protecções de credores, o que poderá ter um impacto nas empresas que são suas credoras, como é o caso do BES. O principal accionista do banco é o ESFG, uma dessas sociedades.

António Seguro - organização da Região Cento reuniu em Coimbra

Ontem João Proença, diretor nacional da campanha de António Seguro, reuniu em Coimbra com responsáveis na Região Centro. 

Manuel Machado, atual presidente da câmara de Coimbra e da Associação Nacional de Municípios Portugueses, foi o anfitrião. 

Viseu, Guarda, Leiria, Castelo Branco, Aveiro e, naturalmente, Coimbra estavam representados. 

No final, para além das ações no terreno, foi possível concluir, de forma generalizada, que a campanha, em todos os distritos está mais forte e cresce diariamente.

sexta-feira, 25 de Julho de 2014

Última hora: PSD/CDS acabam de decidir na AR novo corte de salários

Maioria PSD/CDS acaba de aprovar no Parlamento novo corte de salários acima dos 1500€. 
Portanto, o discurso do  governo, conforme há dias referi, fala em reposição de rendimentos, mas começa por fazer o contrário, ou seja: cortar novamente. 
Isto de cortar agora para decidir repor já depois do prazo de validade do governo é um ato de grande cinismo.

Défice: Paulo Macedo e DGO discordam de Passos Coelho

A culpa é do TC e da Saúde, queria dizer Passos Coelho. Paulo Macedo e DGO (Direção Geral do Orçamento) não estão de acordo com o primeiro-ministro. Entendam-se ...


(Opinião) Eleições antecipadas: todos estão de acordo

A antecipação das eleições legislativas é uma possibilidade que está a fazer o seu caminho. O próprio Presidente da República, a propósito de uma convergência parlamentar, entre maioria e oposição ou entre esta e o governo, com especial destaque para o PS, para aprovação de mais um conjunto de cortes, ofereceu essa possibilidade, a de eleições antecipadas.
Como é público, António Seguro não trocou as suas convicções pelo mais que provável poder de governar. Não se deixou encantar por essa possibilidade que, com toda a probabilidade, o conduziria a primeiro-ministro.
O facto relevante não é no entanto esse. É sim a compreensão que o Presidente tinha sobre a precariedade da ação governativa. Não diferia, como se percebe, dos partidos da oposição. Queria, apenas, obter mais qualquer coisa que, neste caso, seria acrescentar austeridade à austeridade. A acontecer, teria sido a cobertura da direita pela esquerda. Felizmente, Presidente e Governo ficaram isolados.
Já anteriormente o PS havia apresentado uma moção de censura. O significado foi apenas político. Na prática, esta maioria derrotará sempre qualquer iniciativa nesse sentido. No Conselho de Estado, sempre que houve oportunidade, António Seguro insistiu na tese de renovação de legitimidade.
O governo travava querelas insanáveis. Paulo Portas chegou mesmo a demitir-se. Irrevogavelmente, seria promovido a vice primeiro-ministro. O governo continuou a remodelar-se e a aumentar de volume. Deixou de ser dos mais pequenos para se converter num dos maiores. Mais 50% dos seus membros foram substituídos. Assim tivesse acontecido às políticas. E como tal não se verificou vamos tendo gente nova com problemas velhos, até hoje irresolúveis.
Entretanto, aconteceram várias crises entre o governo e o Tribunal Constitucional, querelas únicas nas democracias planetárias. Não se tratava, como sempre foi legítimo, de exprimir desacordo sobre uma decisão. O ataque era dirigido ao próprio tribunal e aos juízes chegando mesmo a maioria a afirmar, a nível elevado, que ou os juízes se “portavam bem” ou não teriam condições para continuar no exercício do cargo.
As instituições, governo, Tribunal Constitucional, Presidente da República, Assembleia da República, deixaram de ter condições para o seu normal funcionamento. Não era alguém que queria que o governo interrompesse o seu legítimo mandato. Pelo contrário, foi sempre o governo a interromper-se a si próprio e ao país.
Assume, pois, particular relevância que esta semana António Costa e Rui Rio defendam agora a mesma tese de Seguro, com uma "nuance" substantiva: a antecipação para abril. Seria tecnicamente desejável porque, assim, o ciclo legislativo ao passar para este mês ficaria suficientemente longe da data de outubro, altura em que o OE deve ser entregue na AR; e ficaria suficientemente longe das presidenciais. Parece-me bem. Todos estaremos de acordo, certa e finalmente!

DV 2014-07-23