segunda-feira, 30 de março de 2015

(Expresso) Pedofilia: manipulação de dados pela ministra da Justiça

A ministra Paula Teixeira da Cruz continua a surpreender. 
Ao grande embuste do "Citius" e às falsas acusações a inspetores da própria judiciária, sucede-se a manipulação de dados sobre pedófilos para poder criar uma base de dados que, mais cedo do que tarde - tal como acontece com o segredo de justiça - será pública. 
E, a ser assim, será um intolerável contributo para a "justiça popular" numa nova "noite de cristal". 

"Ministra manipulou dados sobre pedofilia - Taxa de reincidência em Portugal é de 18%, e não de 80, como diz Paula Teixeira da Cruz para justificar lista de abusadores. Números dos serviços prisionais desmentem ministra.

Cerca de 18% dos abusadores de menores foram condenados mais do que uma vez. Ministra da Justiça justifica criação de lista de abusadores de menores com elevada taxa de reincidência, que não existe. Número dos serviços prisionais desmente Paula Teixeira da Cruz." (Expresso)

sexta-feira, 27 de março de 2015

Cofres Cheios: Dívida sobe para máximos e investimento cai para mínimos

A dívida dispara para máximos históricos e o investimento para mínimos, também históricosDe cofres cheios (de dívida) e o país cheio de gente pobre e com uma classe média destruída, o futuro, o gáudio eleitoral do Governo, além de irresponsabilidade lembra-nos a célebre frase do PSD: " O país está bem, as pessoas é que estão mal". 
A ministra das Finanças compõe: agora estamos todos bem!


(Opinião) Comboio, “até ao final da legislatura”

Antiga estação da CP que Cavaco e o PSD destruiram
A polémica sobre a ferrovia e o recorrente “dito por não dito” que caracteriza este Governo faz com que hoje lembre um artigo que escrevi em outubro de 2011: “O comboio chega a Viseu em 2015”! É o meu contributo para os eleitores poderem avaliar da seriedade do discurso do PSD e do Governo.
Há quatro anos era ministro da Economia Álvaro Santos Pereira, sendo Almeida Henriques o seu secretário de estado Adjunto e da Economia. Sérgio Monteiro mantém-se ainda como secretário de estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações. E o texto é este:
“Um diário nacional refere o nosso conterrâneo, o ministro Álvaro Santos Pereira, na sua reunião partidária com o PSD Viseu, como tendo deixado a ideia e afirmação de que “quanto à ferrovia, com estação prevista na cidade, com terrenos já reservados, a promessa tem um calendário”: “ATÉ AO FINAL DA LEGISLATURA”.
A notícia não poderia ser melhor. Significa, logo à partida, que o calendário do governo anterior é antecipado de 2017 para 2015. A ligação entre o porto de Aveiro e a linha do norte é uma realidade e a REFER tem em curso o estudo de viabilidade para o troço que integra Aveiro-Salamanca. Há, pois, que dar continuidade.
Assim, não teremos atrasos, nem mudança de conceito, porque já não se tratava de um TGV, mas de um “Transporte de Prestações Elevadas” ou de “Velocidade Boa” como gosta de dizer o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho. Portanto, nada a modificar!
Depois dos governos de Cavaco Silva terem desativado o comboio na nossa região, sem qualquer alternativa, este compromisso de terminar o que o PS começou é da maior importância. E o que realmente importa não é o responsável dos trabalhos em curso, mas o facto dos mesmos prosseguirem. E a existência de terrenos reservados ajuda à celeridade do processo.
Neste contexto, refiro também a noticia desta semana que, finalmente, garante a linha Lisboa-Madrid, assegurando um corredor estratégico importante e não perdendo o direito a 1300 milhões de euros anteriormente negociados com Bruxelas.
Esta é uma atitude que deve fazer caminho: continuar e valorizar as ideias e projetos dos governos que antecederam. A cor política nunca deve impedir a materialização de ambições de relevante interesse nacional, nem a aplicação adequada de dinheiros nacionais e comunitários por constituírem impulsos de desenvolvimento integrado, melhor economia, mais competitividade e emprego.
Ao que parece o ministro da Economia e do Emprego estará nesta linha. Esta atitude demonstra que, por vezes, a ausência de ideias novas pode ser colmatada pelo bom aproveitamento das que já existem. É o caso!”


DV 2015.03.25

quinta-feira, 26 de março de 2015

Rosa Monteiro - Desigualdade de género na administração local em Portugal

Rosa Monteiro
Professora, Investigadora e Vereadora
Resumo - O artigo apresenta uma parte dos resultados de um diagnóstico organizacional com perspectiva de género, inserido num projeto mais amplo de elaboração de um Plano para a Igualdade numa Câmara Municipal, em Portugal. 
Abordou a questão da desigualdade de género em duas dimensões. A sua presença nas estruturas de efetivos da organização; a forma como os trabalhadores da autarquia representam a (des)igualdade de género, expressa nas suas atitudes relativas a papéis de género na esfera pública e privada. 
Foi realizada análise quantitativa, quer de documentos e dados secundários fornecidos pela autarquia, quer de dados primários resultantes da aplicação de um inquérito por questionário. Concluiu-se que se encontram manifestações da desigualdade em fenómenos como os de segregação ocupacional e vertical, e um reduzido (re)conhecimento dos fenómenos de desigualdade e discriminação.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-76122015000200423&lng=en&nrm=iso&tlng=en

Palavras-Chave: (des)igualdades de gênero; organizações; plano para a igualdade; diagnóstico organizacional; municípios.

BdP: Economia aproveita euro fraco e petróleo barato para crescer mais

Boas notícias - Em todos os jornais, e segundo o Banco de Portugal (BdP), pode ler-se que instituição "prevê variação do PIB de 1,7% este ano, numa economia que usa a melhor conjuntura externa para conseguir crescer sem recorrer a mais endividamento". 
As razões: "Mais procura vinda do exterior, um euro perto da paridade com o dólar e preços dos combustíveis bastante mais baixos: são estes os três fatores que fazem com que o supervisor, replicando aquilo que já foi feito por outras instituições, tenha melhorado a sua previsão para o crescimento da economia portuguesa durante este ano e o próximo".
As teses do PS, desde 2011, iam no sentido de uma maior intervenção do BCE, porque essa seria a estratégia para injetar mais dinheiro em toda a economia europeia e baixar as taxas de juro, o preço do dinheiro. Com muito atraso e muitos problemas para o país está agora demonstrado que o PS sempre teve razão e que não tinha ficado mal ao governo ter acompanhado esse esforço em vez de diabolizar as propostas e perspetivas do PS.

A lista VIP existe mesmo ... mas faltam lá 10 milhões de portugueses!

Cavaco, Passos, Portas e… Paulo Núncio fazem parte, segundo a Visão. 

Quem pode, pode! E essa coisa de negar a sua existência apenas afetou o "mexilhão", o tal diretor geral da Autoridade Tributária (AT) e o seu braço direito. 

O direito de reserva deve existir para todos. O que possa haver entre a AT e o contribuinte deve ficar nesse espaço. Portanto, defendo que os 10 milhões de portugueses sejam incluídos na lista VIP.