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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Memória: Os ajustes diretos nas autarquias e a lei da Tutela

Os ajuste direitos podem ter justificação em momentos determinados. Não podem é ser a regra, mas a exceção. Se a burocracia é a justificação, então simplifiquem-se os procedimentos. As autarquias e os autarcas não podem nem devem ser prejudicados por dúvidas absolutamente desnecessárias, tal como as que a imprensa levantou durante esta última semana. Para isso é necessário o contributo de todos. 

Memória (2/07/2010)
"Fiz hoje, na Assembleia da República, a apresentação da 1ª alteração à Lei da Tutela Administrativa nos últimos 14 anos. O Bloco de Esquerda apresentou, também, um projecto próprio e o PCP duas alterações. A Associação Nacional de Municipios fez chegar à Assembleia e ao Governo o seu contributo sob a forma de projecto alternativo.
Saudei, por isso, a convergência quanto à necessidade de intervir agora, com estas alterações, através de diploma legal, para o robustecimento de um Poder Local que enfrenta novas responsabilidades e novos desafios.
Lamentei, por isso, a falta de comparência do maior partido da oposição, o PSD, que "não conseguiu ir além do Não" e pretende manter tudo como está, nomeadamente o regime sancionatório para preservar a existência de casos mediáticos que tanto abalaram o Poder Local.
As inovações respeitam, sobretudo, ao largamento da Tutela ao Sector Empresarial Local, à criação da figura do "Pedido de Informação", à aplicação no mandato seguinte das sanções relativas a mandato anterior, a novas causas sancionatórias (despesas sem cabimento prévio, não reposição da legalidade urbanística, não exercício da tutela sobre o Sector Empresarial Local, sanções aos gestores dessas empresas nos termos do Estatuto do Gestor Público, violação de Instrumento de Gestão Territorial, não aplicação do SIADAP, suspensão de mandato, como medida de coação, e inelegibilidade, como sanção acessória...entre outras).
Os Diplomas descem agora à Comissão para elaboração do texto final, com o contributo de todos, de modo a conseguirmos uma lei mais moderna e mais justa, á altura das responsabilidades e prestígio do Poder Local." Até hoje!!!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

GESTORES NOMEADOS PARA AUTARQUIAS FALIDAS

É PRECISO conhecer o diploma do governo. Já em 2011, em Abril, no Porto, alertei para o facto na conferência promovida pelo JN, TSF e OTOC. Fiz a abertura que deu origem a um debate com António Costa e Rui Rio. E o que disse (repeti) é que 1/3 das autarquias estava falida e que era por aí que perderiam a sua autonomia ou a sua existência. Não conheço o diploma  do governo e não posso avaliar por notícias soltas. Mas chegou o momento da verdade. Imaginem o que é uma dívida cinco vezes superior à receita. Imaginem o que é recorrer ao saneamento financeiro e, sistematicamente, cair no reequilíbrio financeiro. Significa a falência técnica da autarquia. Há que fazer alguma coisa. Tomámos medidas e, uma delas,  nova lei da Tutela Administrativa foi deixada cair (convenientemente) pela oposição na AR. Deveria ter sido resolvida em 45 dias. Pois lá ficou até cair o governo. Uma vergonha!