sábado, 18 de maio de 2013

Sond. CM - Hoje, PS ganharia as eleiçoes - vale tanto como PSD/CDS juntos


Sondagem CM-Aximage - Os socialistas continuam a subir na intenção de voto dos portugueses distanciando-se cada vez mais do PSD. 
De acordo com uma sondagem CM/Aximage, se as eleições fossem hoje, o PS ganharia com 35,5 por cento dos votos, contra 26,2 por cento do PSD. Ou seja, uma diferença de 9,3 pontos percentuais. Essa diferença, era, em abril de 7,3 pontos percentuais favorável ao PS.
Segundo o inquérito de opinião, realizado entre os dias 7 e 10 deste mês, de abril para maio, o PS subiu 2,9 ponto percentuais (de 32,6 por cento, para 35,5 por cento), e o PSD subiu apenas 0,9 pontos percentuais (de 25,3 por cento para 26,2 por cento). O CDS também subiu, mas apenas 0,1 pontos percentuais. 
O PCP e o BE caíram respectivamente 2,6 pontos percentuais e 0,9 pontos percentuais. O que significa que não têm beneficiado nada com a política de austeridade do Governo.
Assim, o PS está à beira de ultrapassar os PSD e o CDS juntos, com 35,5 por cento, contra 35,7 por cento dos partidos da coligação. A esquerda em conjunto é largamente maioritária, segundo a sondagem.
Por: José Rodrigues

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Quadratura - Pcheco Pereira - "O governo estragou o Estado"

O maior dos erros na análise do presente é tomar pelo seu valor facial tudo o que está a acontecer, quando nem o governo está a governar, nem as medidas são eficazes, nem a situação económica, social e política é aquela que descrevem, nem Portas actua em função do que diz publicamente, nem o PR consegue fazer nada do que diz que quer fazer. O Conselho de Estado vai sair-lhe mal, as pessoas não querem discutir o pós-troika.
Este formato (do memorando) foi desejado (pelo PSD) como instrumento de pressão externa para a política interna. Eles (governo) estragaram de tal maneira o Estado, que estão a utilizar o estragar do Estado, como resultado da política que fizeram, como argumento para fazer cortes significativos no rendimento das pessoas.

TVI - M Ferreira Leite - Portugal, o país "bom aluno" que fez tudo mal ...!

Cortes nas pensões e medidas de austeridade - Até à data, essa medida não foi tomada e mantém, por enquanto, a tese de que não tem hipótese de ser executada.
Toda a gente sabe que não é possível consolidar as contas públicas em recessão e que não é possível alcançar os valores do défice, não fazendo sentido arranjar mais medidas para o fazer.
Considera que há aqui uma encenação, um dramatismo, que não tem nenhum sentido, não jogando um momento de distensão (no regresso aos mercados, nos indícios sobre crescimento, no próprio discurso do PM) com termos que fazer tais coisas que o anulam, medidas que seriam de tal forma recessivas como ainda não foram até agora; não jogando uma coisa com a outra, só consegue percebê-lo como um dramatismo. No mínimo, deve corresponder a uma crença do MF (e que só ele tem), querendo tomar estas medidas enquanto a troika está cá e não acreditando que a troika tenha querido impô-las estando isto como está.
Rebentar com 10% do rendimento dos pensionistas não é fazer uma convergência; temos que atingir a consolidação das contas públicas por via do crescimento e não por este tipo de medidas. Isto não é reformar o país, é pôr o país numa situação em que fica insusceptível de ser reformado. O problema da austeridade pura e dura vai acabar quando for a França a precisar de aplicá-la, ninguém imaginando que o vá fazer.
Acha extraordinário que ao fim de 2 anos em que temos tomado medidas fortes, lesivas em alguns aspectos (como o desemprego) e também em relação à FP, precisemos de outro relatório (OCDE), perguntando se as medidas têm sido medidas soltas e se agora é que precisamos de um plano. Não sabe porque são 50 ou 60 ou 40 mil os FP que o governo quer que saiam, é preciso haver um plano.
Tem receio de que nós ainda vamos ser o grande exemplo do país que fez tudo e não conseguiu resultado nenhum, o exemplo do que não deve ser feito. E que ainda venham a dizer que as ideias foram nossas.
A preocupação do PR (é assim que interpreta a sua expressão sobre a Nossa Senhora de Fátima) é discutir o que interessa ao país, o pós-troika, e não a 7ª avaliação ou as aposentações, para mostrar ao país o que vamos fazer para sairmos daqui.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

TVI - Constança CS - Se não há consenso dentro do próprio governo ... !!!

Recessão 3,9% é uma brutalidade, dá para perceber como o objectivo de 2013 está completamente posto em riscoHá um clima de incerteza e de pavor que leva a que as pessoas não consumam e as empresas não invistam. Desde Janeiro que não andamos a falar de mais nada senão de cortes e as pessoas não sabem o que as espera. E isto ainda não leva em linha de conta as medidas que o governo vai tomar para este ano, com o orçamento rectificativo.
Não acredita no défice nem na recessão previstos para este ano. Vivemos numa espiral recessiva, em que à austeridade se segue mais austeridade, desemprego e recessão, sendo extraordinário como o governo não tira qualquer ilação e sendo evidente que o plano de crescimento não passou de uma encenação. E o mais grave é que temos toda a Europa em recessão e Portugal apanha por tabela. O que o PR não diz é que se calhar vamos ter um segundo resgate, independentemente da crise política.
No meio de isto tudo, encenam-se umas reuniões com os partidos em torno de um crescimento que não há. Não é a mesma coisa fazer um diálogo com o PS ou com o PCP e o BE, o que mostra que o governo não tem estratégia nenhuma. Se não há consenso dentro do próprio governo, como é que a coligação quer diálogo e consenso com os outros partidos, pergunta. O PS foi lá aproveitar o minuto de propaganda no final do encontro, tal como todos os partidos que foram lá.
Gostava de saber o que o ministro Poiares Maduro está lá a fazer, já que a coordenação política tem vindo a piorar. O PSD é que tem um comunicado ao país a dizer que a 7ª avaliação foi concluída, sem que ninguém saiba quais as medidas que a desbloquearam.

Foto Viral - Gémeos dão as mãos após nascimento


É uma imagem que está a correr as redes sociais e a enternecer o mundo. Poucos instantes após o nascimento,  sem ainda terem, sequer, aberto os olhos, os pequenos Danel e María, irmãos gémeos naturais de San Sebastián, no País Basco espanhol, deram as mãos, como se já sentissem falta um do outro. O momento foi captado numa fotografia por um enfermeiro e tornou-se um fenómeno online.  
Javíer Rodríguez, da clínica médica Zuatzu, onde os bebés nasceram, diz que ainda se emociona ao recordar a história por trás do retrato. "Tratava-se de uma cesariana programada de uma gravidez de gémeos, porque os bebés não estavam na posição certa", conta o médico à agência Efe.
"Tudo decorreu com normalidade e, depois do nascimento, os recém-nascidos foram levados para uma incubadora. Cada um virou-se para um lado mas, de uma forma natural, deram as mãos", relembra Rodríguez, que tem agora uma versão ampliada da fotografia no seu consultório, chamando a atenção de todos os que lá passam.

Proximidade mantém-se quatro meses depois
O momento foi eternizado por um enfermeiro que, comovido com o gesto dos bebés, pediu ao pai, Mario Morales, que lhe emprestasse o telemóvel para lhes tirar uma fotografia. De acordo com Javíer Rodríguez, que soma já vários anos de experiência, esta é "a primeira vez" que vê um caso semelhante em toda a carreira. "Impressionou-me muito e gostei imenso [de ver]", confessa.
"É quase como se quisessem prolongar, fora do útero, essa sensação de se sentirem irmãos um do outro que partilharam durante tanto tempo", descreve, sublinhando que, quatro meses após o nascimento, continua fascinado com a relação que os dois irmãos parecem manter e que é testemunhada pela mãe, Naiara Díez.
"Se os deitarmos juntos na cama, sorriem um para o outro e dão as mãozinhas. É muito bonito. Não sei se é algo único deles ou se acontece com todos os gémeos, mas é algo que chama a atenção", afirma a progenitora, que considera a foto "incrível" mas está surpreendida com o sucesso que alcançou na Internet.
"[A fotografia] teve imenso impacto e já nos disseram, através das redes sociais, que já chegou a países muito distantes como o Chile e a Argentina", acrescenta Naiara, admitindo que não pensou que o gesto dos filhos fosse gerar "tanto alvoroço". 

Notícia sugerida por Elsa Martins e Maria Manuela Mendes

Passos Coelho deveria dizer tudo: A verdadeira crise está a chegar, sim, a verdadeira!

A crise é certamente bem maior e mais grave do que se fala. A Alemanha, via Troika, precisa, como de pão para a boca, de encontrar um caso de sucesso que salve do ridículo internacional a opção pela austeridade cega. Portugal é a única esperança, mas tudo corre mal. De facto, como há muito escrevi, estamos a caminho de um 2º resgate. Ninguém pode pagar o que deve sem ganhar dinheiro para isso. Ora, Portugal não cresce, não ganha e, sendo assim, como é que pode pagar? Era bem melhor que a verdade substituísse a mentira e o país mudasse de caminho e evitasse a verdadeira crise que aí vem.