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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Viseu: PS vota contra contratação por empresas de trabalho temporário

Declaração de voto - "Os vereadores do PS votaram contra a proposta de contratação da empresa de trabalho temporário, inserida no pronto 15 da ordem de trabalhos, que fará o provimento de lugares na Rede Municipal de Museus,  Núcleo de Informação e Comunicação (NIC), serviços de turismo e “outros”,  por entenderem que o procedimento correto seria o do “concurso público”, em nome dos princípios da transparência, igualdade de oportunidades e estabilidade no emprego." 

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Viseu- Vereadores do PS contestam prazo de candidaturas ao Viseu Terceiro

Os vereadores do PS não concordam com o prazo de dez dias estabelecido para as candidaturas ao programa Viseu Terceiro por ser curto e não garantir, portanto, equidade entre “grandes projetos” e “projetos emergentes” ou “entre instituições consolidadas” e “novos atores”, conforme o nº3 do art.3º das normas de acesso.


Não será, pois, possível a todos os possíveis candidatos encontrar, em tempo tão limitado, parceiros que se constituam em fontes de financiamento, matéria que no parâmetro da “Mobilização de financiamento ou patrimónios exteriores ao Município” tem um peso de 100%. 

Assumem, por isso, independentemente da valor da iniciativa, o voto contra em nome dos princípios da transparência e igualdade de oportunidades.

domingo, 2 de novembro de 2014

CM Viseu - Trabalho temporário e falta de rigor nos concursos

Almeida Henriques foi obrigado, pela lei e pela oposição, a dar o dito por não dito em matéria de concursos. Nesta última reunião foi obrigado a anular as decisões anteriores sobre a matéria. O PS e CDS tinham votado contra, apesar do rolo compressor do PSD. E, seguidamente, rejeitou nova onda de contratações a empresas de trabalho temporário. Ficam as declarações de voto de José Junqueiro, João Paulo Rebelo e Rosa Monteiro.
Concursos
"A revogação dos procedimentos concursais inscritos nos parágrafos 1 e 2 do ponto 04, da OT, aprovados pelo voto isolado da maioria na última reunião do Executivo em Povolide, em 23.04.14, demonstra que os vereadores do PS tiveram razão em votar contra, porque algo de estranho se passava. E assim foi. O facto de existir uma "maioria política" não significa que esta seja "uma maioria de razão", como se verifica. Rejeitar liminarmente todas as observações ou propostas do PS é algo que não acrescenta valor ao município, nem ao exercício político. Neste contexto, corrigido o erro da maioria, os vereadores do PS votaram favoravelmente todo o ponto 04."
Contratação de Trabalho Temporário
"Os vereadores do PS votam novamente contra a contratação, por uma empresa de trabalho temporário, dos funcionários necessários à Rede Municipal de Museus, conforme proposta inserida no ponto 09. Estão contra a precariedade laboral que os atinge e, também em nome da transparência, são favoráveis a que sejam abertos concursos públicos".

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Orçamento 2015 da CM de Viseu - Vereadores do PS votaram contra

"Analisado o orçamento e as grandes opções do plano do Município de Viseu para o ano de 2015 os vereadores do Partido Socialista declaram o seu voto contra esta proposta de orçamento pelas seguintes razões:
1 – num ano em que volta a aumentar o valor das receitas correntes (mais impostos cobrados aos viseenses) não se vislumbram nas opções do plano políticas para o crescimento económico e para a criação de emprego;
2 – na actual crise económica que vivemos, o Município de Viseu, através deste orçamento, declara-se aos viseenses cada vez mais rico, esquecendo-se que os viseenses estão cada vez mais pobres;
3 -  insensível às cada vez maiores carências das nossas famílias o Município de Viseu não demonstra ter uma estratégia de apoio social que vá para lá da caridade;

Estas são as razões que levam os vereadores do PS a votar contra este orçamento.

Não entendemos que quando se prevê arrecadar 12,22 milhões de euros em IMI (mais de 1 milhão do previsto para 2014) não se tenha a decência de propor um aumento da taxa de devolução de IRS ao viseenses que se vai manter no 1%, muito longe dos 5% que são atribuídos ao município, aliviando desta forma o orçamento das famílias viseenses.
Quando todos reconhecemos que o combate à desertificação, através do crescimento económico e da criação de oportunidades de emprego, é uma prioridade, não lemos neste documento uma política que propicie que isto aconteça. O aumento das áreas “empresariáveis”, um programa de incentivos à fixação de empresas, a georeferenciação tantas vezes proposta pelos vereadores do PS, uma verdadeira reforma fiscal municipal – tudo isto está ausente desta proposta.
Apregoar, alegremente, as boas finanças do Município, esquecendo que é à custa do rendimento e do trabalho dos viseenses que esses resultados se alcançam, negando, por exemplo, políticas de revisão dos coeficientes de localização que poderiam minorar o esforço das famílias no pagamento do IMI não merece o apoio dos vereadores do PS.


Em suma, um orçamento em que os impostos aumentam e o investimento diminui só pode merecer o voto contra dos socialistas deste executivo."  

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Vereadores PS Viseu chumbam falta de critério na recuperação de edifícios

Síntese - Os vereadores e o PS, desde há muitos anos, que não só apoiam como  como propuseram a recuperação de fachadas, na cidade e nas aldeias, como, aliás, consta também do seu último programa eleitoral.  

No entanto, não confundem as coisas, e tiveram de votar contra a proposta feita pela câmara por:

 "(...) Almeida Henriques ter recusado "considerar critérios que distingam no estímulo monetário (pago com o dinheiro dos elevados impostos tributados aos munícipes) aqueles que têm património e rendimentos elevados dos outros mais necessitados, que estão em condição financeira mais fragilizada".
"E ainda por discordar do facto de o presidente da câmara entender que esta matéria não tem enquadramento social e, portanto, não tem de obedecer a critérios de equidade social", acrescentaram os socialistas, na sua declaração de voto.
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"(Lusa) -- A Câmara de Viseu aprovou hoje o regulamento do programa de apoio à reabilitação de fachadas, que permite atribuir um incentivo financeiro mesmo a proprietários de imóveis situados fora do centro histórico.
O presidente da autarquia, Almeida Henriques, explicou que o objetivo foi "criar uma situação de igualdade" para todo o concelho.
"É válido para as pessoas que estão na ARU (Área de Reabilitação Urbana) e para outras, desde que estejam inseridas em zonas de interesse e com aglomerações habitacionais", esclareceu. O apoio é de seis euros por metro quadrado de fachada a recuperar, sendo o regulamento válido para 2014 e 2015.
"Estamos, no fundo, a incentivar as pessoas a acelerarem o processo de reabilitação das fachadas dos edifícios nos termos do regulamento", frisou o autarca.
Os vereadores do PS - José Junqueiro, João Paulo Rebelo e Rosa Monteiro - votaram contra, por Almeida Henriques ter recusado "considerar critérios que distingam no estímulo monetário (pago com o dinheiro dos elevados impostos tributados aos munícipes) aqueles que têm património e rendimentos elevados dos outros mais necessitados, que estão em condição financeira mais fragilizada".
"E ainda por discordar do facto de o presidente da câmara entender que esta matéria não tem enquadramento social e, portanto, não tem de obedecer a critérios de equidade social", acrescentaram os socialistas, na sua declaração de voto.
Almeida Henriques lamentou que o PS "hoje tenha amuado" e que, durante a reunião pública do executivo, em primeiro tenha dito que concordava e depois de a sugestão que apresentou não ter sido atendida ter mudado o sentido da votação.
"Estamos pela primeira vez a fazer uma opção não só de reabilitação de fachadas na cidade, mas também nos aglomerados habitacionais nas freguesias. E não há aqui nenhuma vertente social, há aqui uma vertente de recuperação e reabilitação de património", frisou, afirmando que contava que tivesse havido unanimidade nesta matéria.
(...)"
(...) AMF // SSS

Lusa/fim

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Pavilhão do Fontelo - Trabalhos a mais e declaração de voto contra do PS

Vai hoje a reunião de câmara a ata com a declaração de voto contra  dos vereadores do PS sobre os trabalhos a mais no infeliz projeto de restauração do Pavilhão do Fontelo: 
"Os vereadores do PS, em coerência com o que têm vindo a afirmar nas reuniões do Executivo, votam contra esta proposta, na medida em que sempre entenderam que a solução encontrada para a necessidade de um pavilhão para a prática desportiva, no Fontelo, nunca correspondeu às necessidades do concelho. E este é um pensamento comum a todos. Os erros de projeto, os trabalhos a mais ou as sucessivas prorrogações de prazo, são um prejuízo inelutável e concreto que nos importa sublinhar.”


"REQUALIFICAÇÃO DO PAVILHÃO DESPORTIVO DO FONTELO---------- 1216 - 03.05.01 - Em face da informação da Divisão de Execução de Obras n.º 50/2014-A.J.S., de 14-08-2014, em anexo à distribuição n.º EDOC/2014/52671, e demais informações constantes do histórico da distribuição com o mesmo número, a Câmara Municipal de Viseu, deliberou, pela aprovação de não haver razões para ser proferida decisão de oposição ao Subempreiteiro apresentado “Rui Manuel Cotrim, Lda.”, para execução dos trabalhos de “mão-de-obra especializada para os trabalhos de Corte, Moldagem e colocação de Aço”.------------------------------- -------------------Efetuada a discussão e votação, a referida proposta foi aprovada com os votos a favor, do Senhor Presidente, e dos três Senhores Vereadores do Partido Social-Democrata e votos contra dos Senhores Vereadores do Partido Socialista e do Senhor Vereador do CDS-PP. ------------- -------------------Os Vereadores do Partido Socialista, apresentaram a seguinte declaração de voto, que a seguir se transcreve: ---------------------------------------------------------------------------------------- -------------------
“ Os vereadores do PS, em coerência com o que têm vindo a afirmar nas reuniões do Executivo, votam contra esta proposta, na medida em que sempre entenderam que a solução encontrada para a necessidade de um pavilhão para a prática desportiva, no Fontelo, nunca correspondeu às necessidades do concelho. E este é um pensamento comum a todos. Os erros de projeto, os trabalhos a mais ou as sucessivas prorrogações de prazo, são um prejuízo inelutável e concreto que nos importa sublinhar.” -------------------------------------------------------------------------- -------------------Para efeitos de execução imediata, esta deliberação foi aprovada em minuta"

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Porta-voz do CDS ARRASA Orçamento - as 5 razões

João de Almeida e Paulo Portas

Síntese - CDS APROVA, MAS ARRASA - "Na sua versão final, este Orçamento mesmo que funcione como exercício académico, terá graves problemas de aplicação prática, em resultado das enormes dificuldades que vai criar às pessoas" "CINCO RISCOS muito significativos" deste OE: 1- "a carência de justificação clara para a dimensão do ajustamento necessário; 2- a difícil sustentação do cenário macroeconómico; 3- a desproporção entre o esforço do estado e o esforço solicitado às famílias; 4- a insuficiência das alterações introduzidas, em sede de especialidade; 5- e a introdução de MEDIDAS QUE COMPROMETEM REFORMAS FUTURAS".
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"Na sua versão final, este Orçamento mesmo que funcione como exercício académico, terá graves problemas de aplicação prática", considera João Almeida

A declaração de voto de João Almeida sobre o Orçamento do Estado (OE) é um arraso às contas do Estado aprovadas hoje no Parlamento. 
No texto, a que o Expresso teve acesso, o porta-voz do CDS escreve que o documento "não é um bom Orçamento" e explica que o seu voto favorável "não se justifica pelo conteúdo do Orçamento, mas antes pelas implicações que teria a sua não aprovação".
"Na sua versão final, este Orçamento mesmo que funcione como exercício académico, terá graves problemas de aplicação prática, em resultado das enormes dificuldades que vai criar às pessoas", escreve o dirigente centrista, que, no entanto, não chumbou o documento. E explica porquê: "Se há coisa que o passado recente nos mostra claramente, é que a uma má solução, ainda que rejeitada, sucede uma pior. (...) Tenho a profunda convicção que a rejeição do Orçamento apenas agravaria a situação dos portugueses, principalmente dos que atravessam maiores dificuldades. Mais cedo ou mais tarde, com estes ou outros protagonistas, viria uma nova proposta com medidas idênticas em dose reforçada."
Apesar de ter optado por "excluir o mal maior", João Almeida elenca os "cinco riscos muito significativos" deste OE: "a carência de justificação clara para a dimensão do ajustamento necessário; a difícil sustentação do cenário macroeconómico; a desproporção entre o esforço do estado e o esforço solicitado às famílias; a insuficiência das alterações introduzidas, em sede de especialidade; e a introdução de medidas que comprometem reformas futuras".
Para o dirigente centrista, "o valor do ajustamento necessário em 2013 não foi claramente justificado até à votação final", de onde decorre "um primeiro risco de credibilidade, acrescido de um problema de aceitabilidade, uma vez que, numa situação tão difícil não se podem aceitar esforços cuja necessidade não está devidamente justificada". Por outro lado, Almeida lembra que "foi unânime a desconfiança" em relação ao cenário macroeconómico que sustenta o exercício orçamental para 2013.
João Almeida lembra ainda "a desproporção do esforço entre o corte na despesa e aumento da receita", considerando que "constitui uma opção errada e um problema acrescido", pois "será muito mais difícil controlar uma execução orçamental cujo sucesso não depende da eficiência do Estado, mas da capacidade da economia gerar receitas de acordo com o previsto, num clima tão adverso"
Filipe Santos Costa: 

sexta-feira, 20 de abril de 2012

REOGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA - DECLARAÇÃO DE VOTO DO GP PS

DECLARAÇÃO DE VOTO
Proposta de Lei n.º 44/XII (GOV) -
Reorganização Administrativa Territorial Autárquica

No que concerne à apreciação da supra mencionada Proposta de Lei, que estabelece os objetivos, os princípios e os parâmetros da reorganização administrativa territorial autárquica, define e enquadra os termos da participação das autarquias locais na concretização desse processo, bem como consagra a obrigatoriedade da reorganização administrativa do território das freguesias, os Deputados do Grupo Parlamentar do Partido Socialista votam contra, e apresentam a seguinte Declaração de Voto:
1.       O Memorando de Entendimento sobre as Condicionalidades de Política Económica, na sua versão de 17 de Maio de 2011, subscrita pelo XVIII Governo Constitucional, previa, no ponto 3.44., o compromisso de reorganizar a estrutura da administração local.
2.       No mesmo documento, e nas subsequentes atualizações (de 1 de Setembro e 9 de Dezembro de 2011), é referida a existência de 308 municípios e 4259 freguesias, e que, «até Julho de 2012, o Governo desenvolverá um plano de consolidação para reorganizar e reduzir significativamente o número destas entidades», e que «estas alterações, que deverão entrar em vigor no próximo ciclo eleitoral local, reforçarão a prestação do serviço público, aumentarão a eficiência e reduzirão custos».
3.       Convirá recordar que tais compromissos vêm na sequência de um processo de reorganização administrativa do território iniciado em Fevereiro de 2011 pela Secretaria de Estado da Administração Local, na Universidade do Minho, envolvendo vários especialistas em planeamento, a Associação Nacional de Freguesias e a Associação Nacional de Municípios, a partir de uma reflexão sobre o território atual e sobre a resposta à questão se a organização que existe é a que melhor serve as pessoas.
4.       Tal processo iniciou-se sem quaisquer condicionalismos à partida, sem pressupostos ou ideias preconcebidas, e com o intuito de se alcançar um modo de organização administrativa mais eficiente, com e para as pessoas, e não contra as populações. «Se avançássemos com um mapa sem ouvir as pessoas, estava tudo inquinado à partida», dizia mesmo o anterior Secretário de Estado da tutela, em 2 de Fevereiro de 2011.
5.       Reorganizar o território não pode ter como tradução automática a extinção de autarquias, e embora a primeira experiência de reorganização administrativa iniciada pelo poder local – o Município de Lisboa – preveja a redução do número de Freguesias, partiu do reconhecimento dos desequilíbrios existentes e foi capaz de encontrar soluções de racionalidade e operacionalidade, eliminando a duplicação de estruturas administrativas, e apresentando uma proposta de redefinição do mapa autárquico com o apoio da sociedade civil, do meio académico e das principais forças políticas.
  1. O fator essencial não foi o número de entidades autárquicas a reduzir, mas, sim, que as novas freguesias tivessem capacidade para intervencionarem o território e agirem ativamente em prol das suas populações, e não em questões meramente orçamentais ou financeiras. Porque se organizados de modo diferente, com os recursos humanos e materiais existentes, poderemos prestar um melhor serviço público às pessoas, garantindo proximidade e a sua representatividade.
7.       E porque a redução cega do número de autarquias locais conduzirá somente ao enfraquecimento da democracia local e do envolvimento dos cidadãos.
8.       Infelizmente, o XIX Governo Constitucional optou por impor uma lei, ao arrepio das populações e dos seus representantes, desprezando mesmo as associações representativas do poder local e os sindicatos dos trabalhadores da administração local, e concretizando-a sem qualquer razoabilidade ou critério que não seja o numérico, esquecendo-se mesmo do compromisso assumido pela República de conceber um plano que melhore a prestação do serviço público, aumente a eficiência e reduza custos.
9.       Uma reforma anunciada com pompa e circunstância – e que, embora com efeitos mediáticos que se arrastam no tempo, se encontra meses atrasada – que deixa para último plano o mais importante e fundamental: o eixo da Democracia Local.
10.    Ora, como em Democracia há sempre alternativas, entendemos existirem outras formas de cumprir o Memorando que não através de uma lei assente em critérios numéricos e na ausência de diálogo e de participação. Acreditamos ser possível concretizar uma reforma explicando-a, ao invés de a impor.
  1. Com efeito, a reforma do poder local é uma reforma necessária, que o Partido Socialista há muito defende.
  2. Uma reforma que, em face das novas realidades e dos novos desafios que as nossas autarquias enfrentam, reveja os seus meios e competências, permitindo uma melhor resposta às necessidades dos cidadãos. Uma reforma que, aumentando a eficiência, reforce a prestação do serviço público.
  3. E foi por isso que defendemos sempre que a reforma do poder local se iniciasse por uma nova lei eleitoral autárquica, que permita clarificação de funções, verdade eleitoral e transparência na governação pública.
  4. Um modelo mais transparente e coerente, e só depois de definida a composição dos diferentes órgãos autárquicos fará sentido a revisão das novas atribuições, competências e meios financeiros, bem como um novo quadro de ordenamento para o território.
  5. Porque o ordenamento jurídico aplicável a realidades tão distintas deve ser capaz de respeitar as diferenças que existem entre as freguesias rurais e as freguesias urbanas (com características físicas, sociais e económicas distintas), as quais se confrontam com problemas bem diferentes.
  6. A garantia constitucional da autonomia local não inclui um direito de cada autarquia à manutenção da sua própria existência, ou dos seus limites territoriais, porque a Lei pode modificar as fronteiras, criar novas freguesias por cisão ou fusão de outras, extingui-las por divisão ou incorporação em outras: o ponto é que não o faça de forma arbitrária ou desnecessária.
  7. E que não o faça sobretudo no interior do país, já tão desertificado, onde já só restam as pessoas que mais precisam do Estado e da sua presença. No interior, caracterizado por uma sociedade civil muito frágil, e onde as autarquias locais podem constituir um agente fundamental da fixação das populações e principal motor de desenvolvimento.
  8. Porque as autarquias locais, mais do que um dado sociológico, são formas de administração autónoma, de descentralização territorial do Estado, dotadas de órgãos próprios e de atribuições específicas, e inequivocamente, o pilar da organização democrática e constitucional do Estado, confundindo-se com a sua história e preexistentes à própria conformação constitucional da organização do poder político.
  9. Palácio de São Bento, 13 de Abril de 2012