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terça-feira, 8 de maio de 2012

AS FAMÍLIAS ESTÃO A FALIR MAIS DEPRESSA DO QUE AS EMPRESAS

Nos últimos três meses do ano passado, os tribunais declararam cerca de duas dezenas de falências de particulares por dia, em média.
A crise financeira, juntamente com as dificuldades económicas, está a levar as famílias portuguesas a entrarem com pedidos de insolvência nos tribunais. De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Justiça, citados na edição desta segunda-feira do "Correio da Manhã", o número de pedidos de ajuda já ultrapassa as empresas. Nos últimos três meses do ano passado, os tribunais declararam, em média, cerca de duas dezenas de falências de particulares por dia, o que representa cerca de 60% do total de insolvências. Comparados os números com anos anteriores, o Ministério da Justiça concluiu que, entre 2007 e 2011, as falências das pessoas singulares triplicou, passando de 17% para 60,1%.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

ESTAMOS PIOR - Insolvências - Crise está a fechar 26 empresas por dia desde o início do ano

Mónica Silvares   16/04/12 00:05

IVA e quebra do consumo arrasam restaurantes. No primeiro trimestre, as insolvências de empresas disparam 51,5%.

A restauração não está a resistir aos aumentos do IVA, nem à quebra do consumo. Segundo os dados da Coface a que o Diário Económico teve acesso, houve um aumento de 143% no número de restaurantes em falência, no primeiro trimestre. Este é apenas um dos muitos sectores em dificuldades. No conjunto dos três primeiros meses do ano houve um aumento de 51,5% nas falências - ou seja, 26 empresas, por dia, fecharam as portas.

As medidas de austeridade, a quebra no consumo das famílias e o aumento do IVA justificam o forte agravamento das insolvências ao nível da restauração. Mas a realidade é ainda mais grave, como explica o presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP). "As falências são só uma parte muito pequena dos encerramentos. Trata-se apenas dos estabelecimentos que fecham com comunicação judicial, por existir uma impossibilidade formal em pagar as suas responsabilidades. A nossa estimativa é no comércio e restaurantes as falências representarem apenas 10% do total de encerramentos", sublinha Vieira Lopes, ao Diário Económico.

O secretário-geral da ARESP partilha desta convicção. "O mais grave são os encerramentos silenciosos - estamos a falar de micro e pequenas empresas, familiares - a acontecer ao ritmo de centenas por mês", frisa José Manuel Esteves, acrescentando o alerta de que estes valores "vão disparar a partir de Maio", data em que as empresas têm de pagar o IVA referente ao primeiro trimestre.
O responsável salienta o impacto que estes encerramentos têm na receita fiscal, não só nas perdas de IRC, de IVA e de contributos para a Taxa Social Única, mas também no agravamento das despesas com os subsídios de desemprego.