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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

(I) Editorial - Paulo Macedo e as mortes nos hospitais

Em 2014 um pouco mais de 40 mil pessoas morreram nos hospitais portugueses. E nos últimos 15 dias 7 não resistiram às muitas horas de espera nas urgências (...)Ver uma pessoa morrer contra uma parede, desamparada, como um animal de rua, é uma metáfora de um tempo indigno (...)

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Paulo Macedo é um ministro que acorda sempre tarde para os problemas?

A afluência às urgências é mais intensa em circunstâncias e momentos do ano bem conhecidos. Nada de novo, portanto. 
A única novidade é que nada se faz para prevenir. O ministro reconhece falta de médicos e de camas, opinião seguida pelos administradores hospitalares. Sendo assim, por que motivo o ministro trabalha sempre no "fio da navalha"? Porque perdeu a capacidade de fazer melhor. 
Perguntei-lhe, em 2014, na Comissão de Saúde, se estava disponível para acompanhar o PS numa articulação inteligente entre cuidados primários, hospitalares e continuados. Respondeu, serenamente, que sim, mas com a mesma tranquilidade nada fez. 
Sobre a dita "reforma hospitalar" promete que estará pronto o "estudo-proposta" (!?) em junho próximo, depois de quatro anos de governo. E, mais curioso ainda, assegura que será executada a partir de 2016, depois do próprio se ter ido embora por força do voto popular.
A entrada mediática que fez em 2015 foi com o anúncio de mais 10 ambulâncias, mas os falhanços no socorro durante 2013 e 2014, com a infeliz realidade, bem conhecida, espelhada na morte de várias pessoas, continuou a acontecer. A este propósito, o ministro para se defender, que não a população, mandou sempre fazer averiguações e inquéritos, mas durante estes anos não se conhecem os resultados. 
Os únicos frutos conhecidos são os da ação das polícias criminais que detetaram irregularidades graves, corrupção, envolvendo profissionais ligados à prescrição e comercialização de medicamentos. Mas esse tem sido um trabalho meritório das polícias e Paulo Macedo deve reivindicar para si os resultados no seu ministério que, tanto quanto eu saiba, é o da Saúde e não o da Justiça ou da Administração Interna.

domingo, 17 de novembro de 2013

SNS mais frágil: Urgências públicas e privadas com mais doentes

O aumento do nº de urgências é a prova real de que os cuidados primários estão a piorar e que o SNS está a ser profundamente abalado pelos cortes deste governo. Menos prevenção é igual a mais doenças, a mais urgências, a menos saúde e  a mais gastos do orçamentos de Estado e das famílias.

"Afluência aos hospitais do SNS não crescia desde 2011. População prefere pagar mais e esperar menos.
Depois de ter sofrido uma redução de 10% no ano passado, a afluência às Urgências dos hospitais públicos voltou agora a aumentar. E o fenómeno é extensível às unidades particulares.
Os dados oficiais mostram que há mais 3% de atendimentos urgentes no Serviço Nacional de Saúde (SNS). Já entre os privados, os principais grupos de saúde referem um crescimento de 5%. Há várias explicações possíveis, mas a maioria tem um denominador comum: a crise. 
O balanço mais recente da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) mostra que, entre janeiro e agosto, recorreram à Urgência do SNS mais 130.146 doentes do que em igual período de 2012 - então com quase quatro milhões de atendimentos. 
Em contrapartida, os centros de saúde ficaram mais vazios: perderam mais de seis mil utilizadores, realizaram menos 345.274 (1,8%) consultas, quase todas presenciais, e assistiram menos 190.772 (12%) casos no SAP."  (Exp - Vera Lúcia Arreigoso)