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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Falha na venda do BdP e na meta do défice vai sair-nos do bolso

Ao contrário do que o Governo prometera, a solução BES vai ter custos para o contribuinte. Carlos Costa, o governador do BdP, reconduzido unilateralmente pelo Governo, falhou em toda a linha. A solução chinesa falhou, mas pode vir aí outra, a também chinesa da Fosun que já está habituada a fazer “boas compras” entre nós.
"O Governo terá de conseguir uma execução orçamental fora de série na segunda metade deste ano para cumprir a meta do défice de 2,7% do PIB prometida para 2015. A conclusão consta da nota de análise da UTAO - que presta assessoria aos deputados - enviada ontem para o Parlamento.
Segundo as contas da UTAO, o valor central do intervalo estimado para o défice orçamental até Junho é de 4,9% do PIB. Este número compara com a meta de 2,7% inscrita no Orçamento do Estado para este ano e no Programa de Estabilidade, entregue à CE.

Os peritos em contas públicas - que conquistaram nos últimos anos o respeito de todas as bancadas parlamentares - não poupam nos sinais de alerta e frisam que "a dimensão do desvio coloca em risco o cumprimento do objetivo anual do défice".

domingo, 19 de julho de 2015

BES - Arquivado inquérito do DIAP ao construtor José Guilherme

O construtor civil da Amadora que ofereceu 14 milhões de euros a Ricardo Salgado não tinha comparecido à comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES/GES. PGR diz que não há indícios de crime no caso

A história conta-se em poucas linhas. Em fevereiro, o construtor civil José Guilherme justificou a sua ausência na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) à gestão do BES e do GES por motivos de doença, por ter residência oficial em Angola e por estar nessa altura a tratar de negócios naquele país. Mas entre 4 e 7 de março, o empresário da Amadora esteve em Portugal e não avisou os deputados. Nesses dias, a CPI estava a trabalhar e ouviu, por exemplo, Henrique Granadeiro. O caso levou a CPI a pedir ao Ministério Público para o investigar.
Quatro meses depois, o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa decidiu arquivar "por insuficiência indiciária quanto à prática do crime", revela ao Expresso o gabinete da PGR. Isto significa que não há crime de desobediência por parte do homem que deu 14 milhões de euros a Ricardo Salgado como presente pelos negócios em Angola.
A decisão não surpreende o deputado do PSD Fernando Negrão, que presidiu à CPI. "Era difícil haver uma acusação por não haver uma notificação direta do Parlamento a José Guilherme. Isto simplesmente porque a CPI desconhecia que ele vinha a Portugal naquela altura", diz ao Expresso.
O Expresso tentou contactar o advogado do construtor civil sem sucesso. Mas José Guilherme nunca fez declarações sobre o caso.
Os partidos queriam ouvir o construtor para perceber as razões pela qual tinha dado ao ex-presidente do BES uma quantia tão elevada de dinheiro. Em vez disso, José Guilherme respondeu por escrito, nunca comparecendo no Parlamento. Mas não esclareceu os deputados porque deu 14 milhões a Salgado, escudando-se no segredo de justiça. Na altura, o Expresso ouviu uma fonte próxima do empresário que garantia: "José Guilherme não pode falar sobre o presente de 14 milhões a Salgado" devido ao facto de o banqueiro "estar a ser investigado". (Hugo Franco)

quinta-feira, 5 de março de 2015

BES - "A galeria dos horrores - ou um Salgado ruinoso"


(...) O BES usou o Panamá, a Suíça e a Líbia para financiar o GES à revelia do Banco de Portugal, contra credores do grupo e clientes do banco. Ricardo Salgado garantiu empréstimos à Venezuela sem que ninguém soubesse - nem sequer a sua própria administração. Houve esquemas "de financiamento fraudulento" através de obrigações nos últimos 15 dias. 
Havia administradores do BES a movimentar como queriam contas bancárias que supostamente serviam para pagar papel comercial. Suspeita-se que parte do dinheiro foi usado para pagar a alguns credores, favorecendo-os em detrimento de outros e em violação das ordens do supervisor. 
O BES emprestava dinheiro a acionistas. O Banco de Portugal foi ostensivamente ignorado. Houve administradores do BES que, em conflito de interesses, não respeitavam as regras internas e não enviavam informação para o departamento de controlo e risco. E por aí fora: basta ler as notícias relacionadas pelo Expresso sobre o documento. (...)

Ler mais: 

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

"PS questiona Passos Coelho: Porque deixou o BES ir ao fundo?"

DN) "Se Passos Coelho já sabia, pelo menos desde 6 de maio, pela boca do próprio Ricardo Salgado, que a crise no GES poderia atingir o próprio banco, por que razão deixou ir as coisas ao ponto de o BES fazer em 11 de junho um aumento de capital (de mil milhões de euros) que provocou depois, em agosto, enormes perdas em muitos dos seus investidores?


Esta é uma das perguntas que o PS quer fazer ao primeiro-ministro - ou seja, por que razão recusou os pedidos do banqueiro para que a CGD ajudasse a parte não financeira do GES, para que os seus problemas não atingissem letalmente o banco, levando-o à falência".

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

BES: Ricardo Salgado responde a Carlos Abreu Amorim

As questões pertinentes colocadas a Ricardo Salgado por Carlos Abreu Amorim demonstram muito estudo e informação do deputado, mas permitem ao banqueiro respostas mais informadas e estudadas. 
Pelo menos, neste caso, ainda não houve falhas de memória, sobretudo nas datas mais interessantes do processo. Vale a pena continuar a ouvir em direto na AR TV. Vai fazer história!

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Elisa Ferreira questiona o papel da troika sobre a banca (BES)

Elisa Ferreira, eurodeputado eleita pelo PS, é responsável pelas negociações para a união bancária. 

Defende um mecanismo único de supervisão para garantir que ão repetirão outros "BES" em toda a Europa e deixa farpas contundentes  à atuação da troika em Portugal, nomeadamente no caso BES.

"Tendo a troika nos seus membros, quer a CE, como o BCE, como é que não se apercebeu? 

E quando se disse que esta supervisão não ia trazer novidades relativamente aos bancos dos países intervencionados, porque já estavam totalmente escrutinados pela troika, como é possível e de quem é a responsabilidade de que tantas tensões se tivessem acumulado sem nenhuma intervenção destas entidades?".

Questões pertinentes que, no fundo, interpretm o estado de espírito de todos nós.

domingo, 14 de setembro de 2014

BES: Vítor Bento, BdP e Governo: ninguém quer a criança!

Vítor Bento passa de herói a vilão em menos de 30 dias. De conceituadíssimo tecnocrata, assim se fazia constar, merecedor dos maiores elogios, desde os comentadores do costume, passando pelo governo e acabando no PR, o novo ex-responsável do BES, demite-se com toda a sua equipa, passando de responsável bom para ex-responsável mau.
O buraco de BES engole tudo e toda a gente e faz uma sucção contundente de dinheiro público. 
Agora todos os bem informados dizem que estavam mal informados, incluindo o PR. Ora, o cidadão comum, que não tem nenhuma informação especial, mas que com uma boa quarta classe sabe fazer contas simples, já deu conta que 7 mil milhões desaparecidos lá fora, mais quase 5 mil milhões injetados cá dentro - e já vão 12 - mais o que tem estado a cair todos os dias nas primeiras páginas dos jornais pode muito bem pensar que a "pipa de massa de Durão Barroso" pode não ser suficiente para tapar o buraco.

domingo, 24 de agosto de 2014

Membro dos Espírito Santo admite que família deve pedir desculpa

Chama-se Caetano Espírito Santo Beirão da Veiga. 

Reconhece que a família deve pedir desculpa ... e  que ... nunca sentirá vergonha do nome Espírito Santo. 

Bom, não sentir vergonha, já se sabia, mas se em vez de pedir desculpa devolvessem o dinheiro que desapareceu, não seria bem melhor?


sábado, 9 de agosto de 2014

Conclui-se que BES e o Governo têm um ponto em comum

Depois da prestação da ministra das Finanças na AR, por exigência do PS, que tudo garantiu estar tudo resolvido com o BES, sem dinheiros públicos (uma graçola de mau gosto), eis que hoje o buraco daquele banco é noticiado como sendo o dobro do assegurado ontem pelo Governo, 10 mil milhões de euros. O que BES e o Governo têm em comum é o seguinte: cada dia que passa é pior que o anterior!

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

António Seguro obriga Governo a ir à AR explicar-se sobre o BES

A  pedido do PS, o Parlamento reúne hoje de urgência para ouvir a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque e o Governador do BdP, Carlos Costa, a pedido do PSD. 

E não fosse a atitude assumida por António Seguro até parecia que a AR poderia ficar à margem do problema, tal como o Governo fingiu fazer dando "poderes absolutos" ao BdP como criticou, e bem, Maria de Belém. 

De facto, este "incómodo" não estava na agenda do Governo, nem o mesmo se pode desculpar, pela enésima vez, com terceiros.

António Seguro e o PS aguardarão com uma "certa expetativa" o que se vai passar hoje no Parlamento. 

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

PS, Alberto Martins, pede Convocação urgente da Comissão Permanente da AR

Alberto Martins, líder parlamentar do PS
O PS pediu hoje a convocação com "caráter de urgência" da comissão permanente da Assembleia da República (AR) para ouvir a ministra das Finanças sobre a solução encontrada para o Banco Espírito Santo (BES).

O pedido já foi feito pelo líder parlamentar do PS, Alberto Martins, foi anunciado em conferência de imprensa na sede do partido pelo secretário nacional Eurico Brilhante Dias.

Os socialistas pretendem que Maria Luís Albuquerque "preste os esclarecimentos necessários" que, na perspetiva do PS, estão por saber.

O Banco de Portugal anunciou no domingo a injeção de 4,9 mil milhões de euros no BES para o capitalizar, através do Fundo de Resolução bancário, e o fim desta instituição, com a separação do banco fundado pela família Espírito Santo entre um 'bad bank' ('banco mau'), em que ficam os ativos tóxicos, e o Novo Banco, que reúne os ativos não tóxicos, como os depósitos e que receberá a injeção de 4,9 mil milhões de euros.

O Novo Banco, que será liderado por Vítor Bento, que sucedeu ao líder histórico Ricardo Salgado na presidência do BES, fica com as agências e trabalhadores do BES, sendo que na segunda-feira os balcões abrem ainda com a imagem do BES e os clientes encontrarão lá as caras habituais e os mesmos serviços.


No futuro, com a entrada de investidores privados no capital deste Novo Banco, que para já fica a ser totalmente detido pelo Fundo de Resolução, poderá haver mexidas na instituição, com saída de trabalhadores e fecho de agências. (Lusa)

BES: É só isto - 4,900 000 000 - para já

É como no comércio a retalho. O preço do produto aparece como 4,99 euros. Fica a ideia de que não chega a 5. 

No BES a técnica do Governo e de Carlos Costa vai no mesmo sentido. Só que aqui fala-se de 4,9 mil milhões de euros. Para não dizer 5 mil milhões.
Parabéns. Para começar não é mau!!!







domingo, 3 de agosto de 2014

BES: É necessário cortar nos salários, pensões ou reformas, mas ...

"Opinião da Maioria" - Sim, esses despesistas dos trabalhadores têm de ver os seus salários, pensões ou reformas amputados. 

Isto para não falar dos mais pobres! Afinal são os culpados desta crise. 

O dinheiro não nasce. E nessa coisa da saúde, educação ou justiça o que é necessário é "cortar a eito". Isto não é país de luxos. As pessoas não podem viver acima das suas necessidades.

A não ser assim, como se poderia, com responsabilidade, obter recursos e resolver o problema da banca e dos banqueiros, coitados? Não fosse a "Troika" e o Governo não conseguiria perceber as prioridades!!! Aí vão, para já, mais 5 mil milhões para o BES!

BES: A taróloga Maya e Marques Mendes analisam a solução

A taróloga Maya sentir-se-á muito pressionada pelo seu colega Marques Mendes? Depende.

Maya vai buscar a sua inspiração à leitura das cartas que, ao serem viradas, dão uma imagem de como um amor, tipo BES, não correspondido, pode ser ultrapassado. 
E a coisa resolve-se arranjando outro, por exemplo. Uma leitura credível que me parece em linha com as probabilidades na vida real.

Marques Mendes, pelo seu lado, utiliza o baralho do Governo e ao ler as cartas, como fez no BES, também leu, com muita clareza, o futuro. Arranja-se outro BES, o Bom, e mantém-se o outro, o Mau. E tudo é claro: o Mau poderá servir para o Estado resolver através dos nossos impostos. O Bom, o que assegura as poupanças, servirá para o Estado ficar com ele e resolver, também através dos nossos impostos. Uma leitura credível que me parece em linha com as probabilidades na vida real.

O "share" dos dois programas dependerá muito das expetativas dos "telespetadores". Os de Maya tendem a acreditar na possibilidade de acontecer o melhor. Marques Mendes não tem essa vantagem, porque  os "telespetadores" sabem que vai acontecer sempre o pior, vão pagar o "Bom" e pagar o "Mau". 

As previsões dos dois só coincidem numa coisa: nada acontecerá aos infratores e os reguladores nunca tiveram culpa nenhuma.

sábado, 2 de agosto de 2014

(Opinião) O BPN de Passos Coelho: visto de fora, é sempre laranja por dentro

"Passos já deve estar arrependido de ter diabolizado a ajuda do Estado a um banco para ganhar as eleições da popularidade", twittou o jornalista António Costa (do Diário Económico). 

Alega o primeiro-ministro que está em causa a estabilidade financeira em Portugal. Ora foi exatamente o que se passou com o BPN, no tempo do anterior governo. Nessa altura, toda a oposição diabolizou a decisão, com particular destaque para Passos e Portas. Nessa altura a tal "imprescindível estabilidade financeira", aos olhos dos mesmos, não existia. Tratava-se de ganhar as tais " eleições da popularidade". E assim foi!

Fomos todos chamados a pagar. E agora vai passar-se o mesmo. Passos começou por dizer que o BES estava sólido. Carlos Costa, do BdP, também. Cavaco assinou tudo por baixo. Os economistas do regime nem se fala! Para já não lembrar o fantástico Comissário Carlos Moedas que entendia que isto do BES eram apenas trocos. 

Passos afirmou que os cidadãos não pagariam os erros dos privados. Agora sabe-se que vai ser utilizada parte dos 6,5 mil milhões que sobraram e existem para ajudar a banca. Isso custa juros que nós estamos a pagar. Começamos já por aqui. E depois virá o resto. E não digam que ninguém sabia, porque o mesmo jornalista, António Costa, citou também o que leu noutra imprensa: "BES will probably be saved by the portuguese State this weekend. This is a decision of last resort to protect the financial system". Pois, no domingo, ficaremos a saber mais!

Convém não esquecer a Comissão de Inquérito BPN, o que para ela carreou Nuno Melo, e, sobretudo, os protagonistas que "assaltaram" o banco, os verdadeiros autores da catástrofe. O problema, nos dois casos, visto de fora, é sempre laranja por dentro.

E com razão : Seguro não quer BES "transformado em novo BPN"

Para o líder socialista, não se pode pedir aos portugueses que paguem "os prejuízos de opções erradas do ponto de vista privado".

O secretário-geral do PS, António José Seguro, rejeita uma intervenção do Estado no Banco Espírito Santo (BES), a exemplo do que sucedeu com o Banco Português de Negócios (BPN).

"[O BES] não pode transformar-se num novo BPN. Isso tem de ficar muito claro porque é altura dos privados, em particular dos accionistas, assumirem as responsabilidades da sua decisão. Não se pode pedir aos contribuintes portugueses que assumam responsabilidades de más decisões ou alegadas irregularidades, segundo aquilo que tem vindo a público" (...)

À margem de uma visita à feira comercial, industrial e agrícola Expofacic, o líder socialista adiantou: "era o que mais faltava que se viesse pedir sempre aos mesmos, isto é ao povo português, que viesse cobrir os prejuízos de opções erradas do ponto de vista privado".   
António José Seguro insistiu ainda na "necessidade" de as instituições responsáveis pela regulação bancária em Portugal "virem a público rapidamente, esclarecer a situação e informar os portugueses". "Isto não pode continuar como está", 

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Também vamos pagar o BES? Já nos começaram a prepar para isso

Vamos pagar o BES? É o que parece. Preparam-nos para isso. Pedro Passos Coelho e por Maria Luís Albuquerque poderão ser forçados a rever as suas declarações. Como sempre, ficará o dito por não dito. Pagam os do costume. Nós!

"Há várias soluções para ajudar o BES a sair do impasse: emissão de uma garantia do Estado, transferência de ativos tóxicos para a esfera pública ou uma recapitalização. 
A hipótese de o Estado apoiar o BES já foi afastada por Pedro Passos Coelho e por Maria Luís Albuquerque, mas poderão ser forçados a rever as suas declarações. 
O primeiro sinal surgiu ontem pela voz de Luís Marques Guedes, que admitiu potenciais "impactos para a economia" se a crise no GES se acentuar. 
O ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares não descartou uma participação do Estado na recapitalização do banco, mas defendeu que "a primeira linha" de salvamento do BES "deve passar necessariamente primeiro pelo mercado, pelos acionistas privados".

sexta-feira, 25 de julho de 2014

BES - Cá dentro e lá fora, olhos postos no sistema financeiro

BES - As capas de todos os jornais são muito impressivas. Todos querem saber o que há (ou não haverá) bem abaixo da ponta do "icebergue". 

Teme-se que sejam mais dívidas, mais instituições em incumprimento, enfim o dominó que, espero, não venha ganhar forças aos nossos bolsos para se reerguer. 

quarta-feira, 16 de julho de 2014

BES: estejam tranquilos ... isto é só um desastre

Não há problema nenhum com o BES, disse Passos Coelho. O presidente do BdP bei assegura o mesmo. O PR não destoou, Marcelo e Marques Mendes também não. 
Percebe-se, facilmente, que para todos estas personalidades virem a público falar e dizer que não há nada a temer é porque há asneira ... e da grossa.
O PM começou por assegurar que os contribuintes não pagariam pela má gestão dos privados. A credibilidade é a mesma que transmitiu àquela jovem estudante que, antes das eleições, lhe perguntou se iria cortar o subsídio à mãe. Respondeu, com a mesma certeza do BES:  isso é um disparate. Não acontecerá. E foi o que se viu.
No entanto, já admitiu - e todos admitiram - que o país ainda cerca de 7 mil milhões para resgate à banca, se for necessário. Ora, ora, vê-se logo que não é nada connosco, nem mesmo os juros que estamos a pagar. E quem paga somos nós e não é pouco. Só os mais de 15 mil milhões do "cautelar interno" custaram em 2013ce
Até a srª Merkel utilizou o caso para lembrar que, afinal, a" coisa" ainda não está segura e que, portanto, nada de alívios na austeridade. Espero, sinceramente, que o Governo, desta vez, assuma a realidade e decida que, apesar da invasão laranja do BES, os mesmos do costume não podem sair ilesos deste assalto.