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O setor já tem mais de 90 mil desempreados - Só em 2014 "encerraram mais de
4 mil empresas de restauração e bebidas, segundo a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal,
reiterando a necessidade da reposição do IVA dos serviços de alimentação e
bebidas nos 13%.
No final de abril, uma proposta de lei do BE e projetos de
resolução do PS, PEV e PCP tentaram a aprovação pela Assembleia da República
da reposição da taxa do IVA nos 13%.
Para José Manuel Esteves, diretor-geral
da associação, o chumbo "prejudicou o turismo, um setor que representa
10% do PIB, mas sem a restauração desce para apenas 5,6% do PIB"."
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quinta-feira, 9 de abril de 2015
2014 - Quatro mil empresas de restauração e bebidas fecharam
terça-feira, 2 de julho de 2013
PS não desiste: quer IVA da restauração a 13% - 75 mil desempregados no último ano e meio.
O PS garantiu que
"não descansará enquanto o IVA da restauração não descer para os 13%"
e que no início da próxima sessão legislativa e na discussão do Orçamento para
2014 voltará a apresentar propostas neste sentido.
"Nós,
logo que se inicie a próxima sessão legislativa, em setembro, voltaremos com
toda a certeza a dar prioridade a este tema, se não o conseguirmos logo em
setembro, teremos em outubro também a discussão do Orçamento do Estado para
2014 e esta questão vai ser novamente suscitada", afirmou o socialista
Óscar Gaspar.
O
assessor económico do PS falava aos jornalistas no final de uma reunião do
secretário-geral socialista, António José Seguro, e da direção do partido com a
Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP). "Não
descansaremos enquanto o IVA da restauração não descer para os 13%",
assegurou Óscar Gaspar.
O
membro da Comissão Nacional do PS referiu que "no último ano e meio foram
destruídos cerca de 75 mil postos de trabalho" no setor da restauração e
que "a AHRESP tem a informação segura de que se podem perder mais 30 mil
postos de trabalho" até ao final do ano.
"Esta
situação é inaceitável (...) o PS comprometeu-se hoje de que não deixará este
tema pela importância que a restauração tem para a economia nacional e porque
nos preocupam os postos de trabalho que podem ser perdidos", afirmou.
Interrogado
sobre a posição do CDS-PP, que já defendeu a descida deste imposto no curto
prazo, o socialista lembrou que a maioria chumbou na semana passada uma
proposta do PS para reduzir o IVA da restauração para 13%.
"Uma
coisa é a eventual retórica política, outra são os factos políticos. Na
prática, quer nos diversos orçamentos, quer face a uma proposta muito concreta
do PS, a verdade é que a chumbaram [a medida]", observou.
Gaspar
referiu ainda que "é habitual" o Governo "reagir a diversas
vozes", mas que a posição "tem sido de inflexibilidade".
terça-feira, 27 de novembro de 2012
O GOVERNO DIZ QUE OBTEVE MAIS IVA (E DESEMPREGO) NA RESTAURAÇÃO
RESTAURAÇÃO - 35 000 FALÊNCIAS - Contrariamente ao que diz o governo, o aumento que se regista na receita IVA restauração tem a ver com o aumento brutal de IVA DE 13% PARA 23% e não tem por base a actuação das Finanças em termos de luta contra a fraude e a evasão fiscal ... e será responsável por mais de 35 mil restaurantes a fechar, mandando para o DESEMPREGO MAIS DE 90 000 PESSOAS
O estudo da PriceWaterhouseCoopers sobre o impacto do agravamento do IVA também apontava para um aumento da receita em 2012. Para 2013 também se espera um aumento superior a 300M€.
Mas em contrapartida, haverá mais de 35 mil restaurantes a fechar, mandando para o desemprego mais de 90 mil pessoas. Em consequência, o Estado pagará mais subsídios de desmeprego e terá menos receita de contribuições para a segurança social. Para receber 300 M€ o Estado vai pagar mais de 500M€.
É isto boa gestão? É assim que se mobiliza a sociedade e a economia e que se consegue a consolidação das contas?
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
GOVERNO ENSAIA RECUO NA RESTAURAÇÃO
RESTAURAÇÃO - DEPOIS DAS INFELIZES INTERVENÇÕES PSD/CDS NA AR aquando do debate das iniciativas do PS e oposições para repor o IVA da restauração em 13%, o governo ensaia, agora, a constituição de um grupo para estudar essa mesma redução.
Mais estudantes. Não sei de todos os ministros gostarão de estudar.
Lembro que o CDS, tal como o PSD, pela voz de Hélder Amaral, ao mesmo tempo que defendia teimosamente os 23% no IVA, prometia subsídios de desemprego para quem fosse à falência. POIS, INÉDITO! Os empresários sentiram-se insultados, porque queriam as suas empresasa trabalhar E NÃO RECEBER SUBSÍDIOS.
Mais estudantes. Não sei de todos os ministros gostarão de estudar.
Lembro que o CDS, tal como o PSD, pela voz de Hélder Amaral, ao mesmo tempo que defendia teimosamente os 23% no IVA, prometia subsídios de desemprego para quem fosse à falência. POIS, INÉDITO! Os empresários sentiram-se insultados, porque queriam as suas empresasa trabalhar E NÃO RECEBER SUBSÍDIOS.
segunda-feira, 28 de maio de 2012
PS APRESENTA PROJETO QUE REPÕE EM 13% IVA DA RESTAURAÇÃO
Síntese - O PS, de forma sustentada, propõe regresso aos 13% no IVA sobre a restauração. A execução orçamental PROVA que há MENOS RECEITA de IVA. Mataram a economia e estão a levar dezenas de milhar ao desemprego. O Estado recebe menos e paga mais subsídio de desemprego. Tal como recebeu menos IRC. A medida do PS permite MAIS RECEITA, MENOS DESEMPREGO, MAIS ECONOMIA.
"O PS vai levar a votos no Parlamento a reposição da taxa mínima de IVA na restauração, argumentando que o aumento decidido pelo Governo se revelou “contraproducente” ao provocar falências, desemprego e a diminuição das receitas fiscais.
O projeto de resolução socialista que pede ao Governo para voltar a colocar a taxa do IVA nos 13% na restauração foi entregue na sexta-feira no Parlamento e sublinha que o Orçamento do Estado para este ano previa um aumento das receitas daquele imposto de 13,6%, valor que foi revisto para 11,6% no orçamento retificativo.
“Ora, no fim do primeiro quadrimestre do ano, a receita de IVA está abaixo 3,5% do montante coletado em período homólogo de 2011”, lê-se no texto do projeto a que a Lusa teve acesso.
Por outro lado, acrescentam, as associações do setor da restauração “e outros agentes económicos e sociais” têm alertado para a insolvência e encerramento de milhares de empresas, situações que podem “acelerar durante o presente mês de maio, sobretudo depois de passado dia 15, quando as empresas foram chamadas a liquidar o IVA”.
O PS sublinha que os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) já “demonstram bem a vaga de destruição de emprego em curso” neste setor: “No último trimestre foram destruídos cerca de 15.900 empregos líquidos no setor de alojamento e restauração face ao último trimestre do anos passado, tendo sido destruídos 33.000 no espaço de um ano”, lê-se no mesmo texto.
Assim, para a deputada do PS Hortense Martins, este aumento do IVA na restauração não só não aumentou as receitas, como, “pelo contrário, até as diminuiu”, como está a provocar o aumento do desemprego e, consequentemente, a aumentar a despesa pública associada aos subsídios a que têm direito as pessoas que perdem o trabalho.
“O Governo já não vai a tempo de recuperar as empresas e o emprego destruído, mas vai ainda a tempo de corrigir parcialmente o erro grosseiro que cometeu ao aprovar o aumento do IVA de 13% para 23% para a restauração”, lê-se no projeto de resolução, que recorda que com este aumento, o Governo foi “além do que ficara contratualizado” com a ‘troika’ internacional da assistência financeira."
segunda-feira, 16 de abril de 2012
ESTAMOS PIOR - Insolvências - Crise está a fechar 26 empresas por dia desde o início do ano
Mónica Silvares 16/04/12 00:05
IVA e quebra do consumo arrasam restaurantes. No primeiro trimestre, as insolvências de empresas disparam 51,5%.
A restauração não está a resistir aos aumentos do IVA, nem à quebra do consumo. Segundo os dados da Coface a que o Diário Económico teve acesso, houve um aumento de 143% no número de restaurantes em falência, no primeiro trimestre. Este é apenas um dos muitos sectores em dificuldades. No conjunto dos três primeiros meses do ano houve um aumento de 51,5% nas falências - ou seja, 26 empresas, por dia, fecharam as portas.
As medidas de austeridade, a quebra no consumo das famílias e o aumento do IVA justificam o forte agravamento das insolvências ao nível da restauração. Mas a realidade é ainda mais grave, como explica o presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP). "As falências são só uma parte muito pequena dos encerramentos. Trata-se apenas dos estabelecimentos que fecham com comunicação judicial, por existir uma impossibilidade formal em pagar as suas responsabilidades. A nossa estimativa é no comércio e restaurantes as falências representarem apenas 10% do total de encerramentos", sublinha Vieira Lopes, ao Diário Económico.
O secretário-geral da ARESP partilha desta convicção. "O mais grave são os encerramentos silenciosos - estamos a falar de micro e pequenas empresas, familiares - a acontecer ao ritmo de centenas por mês", frisa José Manuel Esteves, acrescentando o alerta de que estes valores "vão disparar a partir de Maio", data em que as empresas têm de pagar o IVA referente ao primeiro trimestre.
O responsável salienta o impacto que estes encerramentos têm na receita fiscal, não só nas perdas de IRC, de IVA e de contributos para a Taxa Social Única, mas também no agravamento das despesas com os subsídios de desemprego.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Restauração despede 120 mil trabalhadores se IVA subir
Económico com Lusa
Um aumento desta taxa para os 23% vai agravar ainda mais a situação da restauração.
Uma nova subida da taxa intermédia do IVA, para compensar a redução da TSU, é o "pior cenário, impensável e catastrófico" para a restauração.
A restauração vai despedir 120 mil trabalhadores, encerrar metade dos seus estabelecimentos e reduzir as receitas em dois mil milhões de euros se a taxa de IVA subir de 13% para 23%, segundo cálculos da AHRESP.
Uma nova subida da taxa intermédia do IVA, para compensar a redução da taxa Social Única (TSU), é o "pior cenário, impensável e catastrófico" para este sector, alertou José Manuel Esteves, secretário-geral da AHRESP - Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal.
"Neste momento, com os 13% do IVA actual, estamos a preparar-nos para despedir 32 mil trabalhadores até ao final de 2013. Só isto, já implica uma série de catástrofes", acrescentou, defendendo que Portugal devia fazer como a Irlanda baixar a taxa intermédia do IVA para a taxa reduzida.
Um aumento desta taxa para os 23% vai agravar ainda mais a situação da restauração, segundo a associação que estima ter de fechar 54 mil estabelecimentos, dos 85 mil que o sector tem, e mandar para o desemprego 120 mil postos de trabalho directos, além da prevista quebra de receitas em quase dois mil milhões de euros.
"Mas o que é ainda mais grave, face a uma subida do IVA, é que se está a promover a evasão e fraude fiscal, e a economia paralela", disse à Lusa José Manuel Esteves.
A AHRESP defende por isso que o Governo deve eliminar "qualquer possibilidade de aumento" da taxa do IVA no sector, alertando que tal medida vai provocar "o colapso" da economia nacional e destruir o sector do turismo, líder das exportações de Portugal, e a esperança para a recuperação da economia nacional.
Sobre a TSU, José Manuel Esteves minimiza qualquer influência directa e imediata desta medida na economia, mas alerta que "a cura (descida da TSU) não pode matar o doente".
A AHRESP, que entregou ao Governo este estudo sobre o impacto da subida do IVA no sector da restauração, lembra ainda que desde a entrada em vigor do euro, em 2002, os preços de venda na restauração "só" sofreram um aumento acumulado de 6,5% dos preços, por oposição à inflação e salário que aumentaram respectivamente 26,7% e 24,8%.
"As nossas margens de lucro estão esmagadas, e os preços de venda são inferiores em 19% à média europeia e 14% à média espanhola", acrescentou o secretário-geral da AHRESP
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