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segunda-feira, 3 de agosto de 2015

(TVI Constança) Aviso sobre agências de rating "é sinal vivo do discurso do medo"

Constança Cunha e Sá considera “inaceitável do ponto de vista democrático” o aviso deixado pelo primeiro-ministro e presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, sobre as agências de rating, na apresentação do programa eleitoral da coligação

Constança Cunha e Sá considera “inaceitável do ponto de vista democrático” o aviso deixado pelo primeiro-ministro e presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, na apresentação do programa eleitoral da coligação. Passos Coelho afirmou que “as agência de rating estão à espera do resultado das eleições” e que este poderá ditar um prémio para o país. 
A comentadora afirmou, esta quarta-feira, na TVI24, que se trata de “um sinal vivo do discurso do medo”.
“É uma frase extraordinária proferida pelo primeiro-ministro e até estranho a posição não ter pegado nisso. É o sinal mais vivo do discurso do medo. Há cada vez uma noção mais difusa da democracia. Passos Coelho diz que há uma ameaça externa que paira sobre os portugueses. Se votarem mal vão ter um castigo por isso.”
Para Constança Cunha e Sá “é grave ameaçar os portugueses com a pressão externa”. Mais, a comentadora não entende por que é que o país ainda não recebeu nenhum prémio se foi tão cumpridor como o Executivo diz.
"Segundo o Governo vivemos num país maravilhoso, mas o nosso rating é lixo. Não se percebe por que é que esse prémio ainda não foi dado, uma vez que nos portámos tão bem."

Quanto ao programa eleitoral em si, a comentadora da TVI24 considera que se trata de "um programa sem ambição política nenhuma" e que uma das medidas é "um delírio": "colocar Portugal, a longo prazo, entre os dez países mais desenvolvidos do mundo". 

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Constança Cunha e Sá "Empurrar com a barriga problema que nos vai cair em cima"

É sempre bom quando não estamos sozinhos. Escrevi ontem: A ida aos mercados tem-se revelado como uma espécie de "empurrar o problema com a barriga". De facto, contraem-se novas dívidas para um prazo ulterior, mas ficamos mais endividados, porque não há crescimento.
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"A comentadora política e jornalista, Constança Cunha e Sá, que falava ontem à noite na antena da TVI24, contrariou o otimismo do Executivo quanto aos resultados da emissão de dívida pública a 10 anos, assinalando que o Governo “está a empurrar com a barriga para a frente um problema que mais tarde ou mais cedo vai cair em cima de nós, porque isto [a dívida] não é pagável”.
 “Como é que o país paga uma dívida com estas taxas juro? Não é possível”. Grosso modo, a questão levantada pela comentadora política Constança Cunha e Sá sintetiza aquela que é a sua posição no que à emissão de dívida pública a 10 anos, realizada ontem, diz respeito.
No entender da jornalista, que falava na TVI24, a “dívida é insustentável”, sendo que “temos uma taxa de juro que ainda é muito alta”, isto, quando Portugal está, sensivelmente, a três meses de concluir o programa de ajustamento financeiro.
Assim, e em sentido contrário ao otimismo veiculado pela maioria governativa, Constança Cunha e Sá lembrou que “temos um défice e não é pequeno” e que “estas taxas de juro não são suportáveis”, pelo que se “está a empurrar com a barriga para a frente um problema que mais tarde ou mais cedo vai cair em cima de nós, porque isto não é pagável.”.

E, realçou ainda: “Toda a gente tem muito medo da reestruturação da dívida, mas ninguém consegue explicar como é que se paga esta dívida”(...)

sexta-feira, 10 de maio de 2013

TVI - Constança CS - Cortes retroativos:" não é maneira de comunicar, mas de enganar!"


Cortes retroactivos nas pensões da FP) - Fazendo contas, não havia possibilidade de fazer um corte de 740 milhões (nas pensões) apenas daqui para a frente, mas com retroactivos.
Na carta à troika, a única medida em que o governo admite mexer é na taxa de sustentabilidade, este valor de 740 milhões está lá, e não vale a pena o governo estar a disfarçar e a dizer que todos os cortes são para ser negociados, porque não é verdade. É evidente que este corte com efeitos retroactivos não parece ser constitucional.
As pessoas têm o direito a saber o que as espera e isto não é maneira de comunicar, mas sim de enganar.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

TVI 24 - Constança CS - Demissão de Relvas - uma vitória do CDS


Demissão de Miguel Relvas O timing não é o escolhido pelo governo e nesse sentido é uma derrota do governo. Passos Coelho é obrigado a aceitar a demissão por causa do relatório do ME; Relvas combinou com o PM que sairia antes de uma remodelação de fundo e como sabia que esta teria que inclui-lo, antecipou-se; tem a ver com uma eventual remodelação, que vai haver de facto, e com a decisão do TC.
O PM e o governo saem pessimamente desta história. Relvas era um factor de desgaste imenso no governo, retirando-lhe qualquer credibilidade. O balanço da sua passagem pelo governo é francamente negativo e este caso da licenciatura é gravíssimo, não tendo o PM percebido isso, que era uma ofensa a todos os portugueses. É uma vitória do CDS, que fez pressão enorme.

quarta-feira, 27 de março de 2013

TVI - Constança CS - Previsões do BdP - Acho estranho pessoas indignadas com o PS


Previsões do BdP- Acha muito estranho muitas pessoas andarem indignadas com o PS, por não ter discutido este plano de cortes, quando o governo não o discutiu com ninguém.
O cenário está confirmadamente negro. Confirma a previsão do governo de recessão de 2,3 e prevê recuo no emprego de 150 mil postos de trabalho, não valendo a pena o MF dizer que 2014 vai ser melhor, porque não vai.
Temos um quadro de recessão, desemprego, falências e sem crescimento. Introduzindo os cortes na despesa, o BdP avisa para um crescimento anémico em 2014; se o eventual chumbo do TC obrigar o governo a fazer mais cortes, o cenário ainda se agrava mais.
Não se consegue perceber como o governo vai fazer os cortes de 4 mil milhões e não está a ser dada qualquer informação aos portugueses sobre os cortes e sobre se poderão ser superiores (5,6 mil milhões). 
É um cenário esmagador para a maioria dos portugueses. Fizemos o ajustamento todo pelo lado da receita, à base de impostos e à custa dos contribuintes, e agora não temos condições para fazê-lo do lado da despesa, uma espiral recessiva em que estamos metidos e da qual não se vê saída

quarta-feira, 6 de março de 2013

TVI - Contança - o MFinanças tenta, ainda, esconder cortes!

Mais tempo para Portugal - Como o PS sempre teve razão - síntese do comentário - "Decisão do Ecofin foi uma declaração pia, deixando tudo em aberto e podendo traduzir-se por muito pouco.
As perspectivas não são muito animadoras, ainda hoje ouvimos o MFinanças a dizer que os esforços são necessários (ou seja, sem alteração da política) e vão ser bem sucedidos, o que não se percebe como.
O corte de 4 mil milhões continua um mistério absoluto; o MFinanças não desmente os cortes permanentes nos subsídios de desemprego e doença, mas o absurdo é que estejam a ser negociados com a troika e não sejam conhecidos dos portugueses"

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

TVI - Constança C Sá - "Governo ferido de morte"


A única coisa que os portugueses já perceberam é que os sacrifícios foram todos em vão e o governo já não tem discurso sobre isso; a credibilidade lá fora assenta na destruição do país, um falhanço em que tudo se esboroou. 
O governo tem legitimidade formal mas está ferido de morte, nada está a correr bem, não acertou em nada e tem ministros como Relvas e Gaspar, que já deviam ter sido demitidos. O que ninguém tem coragem para dizer é que, se calhar, estamos a caminho de um segundo resgate.

A troika é altamente responsável pela nossa situação, com um programa errado, mas isso não retira a responsabilidade do governo, que disse ir além do programa.
O governo perdeu completamente o norte e não tem qualquer discurso nesta altura do campeonato, não havendo ninguém no PSD e no CDS que não defenda que é preciso rever o programa de ajustamento, só Passos Coelho. O governo tem uma legitimidade formal, obtida nas eleições, mas isso não basta, há que construir essa legitimidade, o que o governo não tem feito. 

sábado, 23 de fevereiro de 2013

TVI - Constança - o reconhecimento das propostas de Seguro

Ontem, perguntada se o PS tem apresentado ideias alternativas, respondeu - AJ Seguro já apresentou algumas ideias; tem vindo a dizer há muito tempo que é preciso medidas para o crescimento e emprego e o MF veio agora dizer que será essa a prioridade, embora não se saiba como. É também verdade que o PS defendia mais tempo, o que o governo nunca defendeu. 
Na quinta o reconhecimento tinha sido António CostaHá uma coisa que tem a ver com a carta de AJ Seguro, que "é ser evidente que grande parte deste movimento tem que se fazer à escala europeia, matéria em que AJ Seguro tem sido muito coerente desde que é líder do PS"

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

TVI - Constança C Sá - Carta de AJS à troika

Carta de AJS à troika- AJS tem razão em dizer que o que importa é uma negociação política (tal como já se lia na própria carta do CDS) e isto tem alguma relevância externa, porque já não é o governo o único interlocutor. 
A iniciativa tem uma dimensão interna, que é importante: numa altura em que o discurso do governo se enredou numa ficção, AJS fala numa tragédia social que está à vista de toda a gente, dizendo que vai ser o porta-voz dos portugueses lá fora, quando o governo não muda de discurso (como se viu no exercício de propaganda de Miguel Relvas ou em Passos Coelho, quando diz que já foi feita uma selecção natural das empresas).
Passos Coelho tem razão quando diz que não é no âmbito das avaliações trimestrais que se faz uma avaliação política, mas não há um único vestígio dessa avaliação por parte do governo nas instâncias europeias..

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

TVI - CONSTANÇA - A confusão com o FMI, o Governo e o CDS


(Relatório do FMI) - É uma confusão e o CDS já está a sair fora deste relatório. Isto é uma proposta (nisso está de acordo com o governo), a forma como foi anunciada é que é incompreensível; mesmo com a “habilidade” do governo em escudar-se no “menu” do FMI para escolher a “ementa”, a decisão é do governo não é do FMI.
Carlos Moedas disse que é um relatório muito bem feito e muito inteligente, mesmo só o tendo recebido à hora de almoço, mas não vê qual a inteligência disto. Isto não é debate nenhum sobre as funções do Estado e se o governo tivesse intenção em discuti-las já o teria feito há muito tempo.
O relatório fala na necessidade de grande consenso para aplicar isto, o que não se vê nem dentro da coligação; nem o CDS está de acordo com estas medidas.
Pela forma como António José Seguro se pronunciou sobre esta matéria (e a UGT), não há condições políticas nem sociais para aplicar um “menu” desta natureza.
Qualquer espécie de debate que estivesse a ser pensado, começando desta forma, está tudo estragado; isto não é forma de avançar com um debate sério.
Também se coloca o problema de constitucionalidade; depois do OE, metade deste pacote também iria para o TC, comentando que ainda vamos descobrir que temos um governo inconstitucional.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

TVI - CONSTANÇA - Governo falhou em toda a linha


(Números da UTAO) - É mais uma prova no seguimento de todas as execuções orçamentais, confirmando que as contas de 2012 estão completamente desreguladas. Não sabemos sequer se vamos ter um défice artificial de 5% (o real deve ser na ordem dos 6%), mostrando que este esforço enorme de ajustamento não serviu para nada; e o governo não se pode queixar de ninguém (PR, TC).

No momento em que se fala dos perigos da decisão do TC, falhou em toda a linha em 2012; parte desta derrapagem reflecte-se em 2013, sendo também por sua causa que um pensionista português paga 3 vezes mais que um alemão, uma coisa surrealista.Ninguém acredita, com TC ou sem TC, que o défice vá ficar em 4,5% em 2013 (ou a recessão em 1%); se a decisão do TC vier agravar o problema, a responsabilidade é exclusivamente do governo, que foi permanentemente avisado sobre as dúvidas constitucionais