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segunda-feira, 29 de junho de 2015

Passos não precisou de flexibilidade como a Grécia: "Abraçou a troika"


Passos Coelho veio dizer, esta sexta-feira, que as queixas da Grécia sobre alegadas diferenças de tratamento por parte dos credores comparativamente a Portugal e à Irlanda são "uma falsa questão", já Atenas tem beneficiado de uma"flexibilidade muito maior". 
Ora, Constança Cunha e Sá lembrou no seu comentário na TVI24 que o primeiro-ministro português nem nunca precisou dessa flexibilidade, porque não só "abraçou" sempre a troika, como quis sempre impor mais austeridade do que aquelas que os credores exigiam. 
"Lembro-me muito bem que nunca propôs medidas de substituição. Ia avançar com plano de corte de despesa de 4 mil milhões de euros [sem ter sido solicitado] e abraçou sempre a troika, quis sempre ir mais além. Quis avançar com esse plano. Quem não permitiu que em portugal esse corte fosse para a frente e fosse substituído foi o Tribunal Constitucional"
Por causa disso mesmo é que a troika, em relação a Portugal, "não teve outro remédio senão aceitar". 
"O nosso governo nunca contrariou em nada a troika. Anda a gabar-se que pôs fora a troika, como se tivesse sido o papão dos últimos anos, mas é bom lembar que este governo foi o mesmo que negociou calmamente com a troika, que se entendeu lindamente com a troika. Passos chegou a dizer que o seu programa era o da troika", reforçou. 
O tratamento da Europa no caso da Grécia tem sido "miserável", constatou ainda Cunha e Sá, para quem há uma "vontade firme dos credores de acabar com o elemento estranho" que é o Governo do Syriza. "O centrão europeu não aceita como parceiro um partido que foge ao centrão", rematou.  

sábado, 30 de agosto de 2014

TVI24 - Constança Sá: «É extraordinário que receitas fiscais não cubram as despesas»

Constança Cunha e Sá disse que as medidas do Orçamento Retificativo (o 8º), apresentadas pelo Governo, que revê em baixa as previsões do desemprego e do crescimento económico, fazem prova de três aspetos fundamentais. 
  1. Ficou provado, em primeiro lugar, que a derrapagem da despesa não tem nada a ver com o chumbo do Tribunal Constitucional, 
  2. Em segundo lugar, que nunca houve um ano em que se pagassem tantos impostos, 
  3. E por fim, o clima de incerteza em torno da apresentação do próprio Orçamento Retificativo.

Constança Cunha e Sá sublinhou que «o chumbo do Tribunal Constitucional é uma gota de água» na derrapagem da despesa, que é da ordem dos 1500 milhões de euros e realçou também os resultados acima de todas as previsões das receitas do IRS e do IVA. 
«No fundo, são os contribuintes, que nunca pagaram tantos impostos como pagam este ano, que veem o Governo ser obrigado a fazer um Retificativo (...). Isso é que é extraordinário que as receitas fiscais, que ultrapassaram em muito, não consigam cobrir uma despesa, que não tem só a ver, nem principalmente a ver, com o Tribunal Constitucional», realçou.
Constança Cunha e Sá confessou-se ainda «abismada» com a hipótese, colocada pela ministra das Finanças, de haver um terceiro Orçamento Retificativo, «porque não sabe muito bem o que vai acontecer, nomeadamente com a operação de salvamento ou de afundamento do BES». «Estamos a falar de um valor de 2,9% do PIB que a ministra, há uns meses, tinha dito que não iria refletir-se no défice e que agora diz que pode ou não pode refletir-se», rematou

quarta-feira, 7 de maio de 2014

TVI24 - Constança Cunha e Sá - !º Ministro passa atestado de irresponsabilidade

Declarações de Passos Coelho - O próprio governo colocar-se nesta posição, de dizer que temos que mostrar ao mundo que nos sabemos governar, é chegar a um nível em que é difícil encontrar palavras para comentar. Para o PM a história de Portugal deve ter começado antes de ontem e foram os senhores da troika que vieram ensinar-nos. É passar um atestado de irresponsabilidade a nós próprios.

Entrevista ao presidente do Eurogrupo - Mostra a farsa que está a ser encenada. Somos apresentados como caso de sucesso, mas estamos pior, mais pobres e com mais dívida. Mostra que, no meio desta encenação festiva, a saída limpa nos foi imposta.


sexta-feira, 2 de maio de 2014

(TVI) Constança Cunha e Sá - «Quem é que ele [Passos Coelho] julga que está a enganar"?

Constança Cunha e Sá criticou a posição do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, quando este afirmou que não existe um aumento de impostos, após o anúncio da subida do IVA e da TSU.
No habitual comentário da TVI24, Constança Cunha e Sá afirmou que «as pessoas não são parvas» e que «perceberam que ontem houve um aumento de impostos».
r ao dizer que não aumenta impostos, depois de toda a gente ter percebido que tinha aumentado os impostos?», questionou a comentadora da TVI24.
Constança criticou, ainda, a contradição do discurso do primeiro-ministro quando este afirmou, nesta quinta-feira, que «a subida da TSU e do IVA era uma solução muito boa para a economia, a mesma pessoa que há uns meses dizia que a subida dos impostos era prejudicial à economia».

terça-feira, 26 de novembro de 2013

TVI - Constança Cunha e Sá - "Há uma estratégia de má-fé e de falsidade contra o Constitucional"

A jornalista e comentadora política da TVI, Constança Cunha e Sá, defendeu, ontem à noite, o colectivo de juízes do Tribunal Constitucional, que, por sinal, ontem deu luz verde à Lei das 40 horas de Trabalho na Função Pública, acusando o Governo de Pedro Passos Coelho e troika de adoptarem “uma estratégia de má-fé e falsidade” contra o Palácio Ratton.

“O Tribunal Constitucional tem sido atacado por activismo político, mas o Tribunal Constitucional não tem tido uma posição fundamentalista”. A observação foi feita ontem à noite, na antena da TVI24, pela comentadora política Constança Cunha e Sá que, saiu, assim, em defesa do colectivo de juízes do Palácio Ratton, que também ontem declarou constitucional a Lei das 40 horas de Trabalho na Função Pública.

No entender da jornalista, existe por parte do Executivo liderado por Pedro Passos Coelho, bem como dos credores internacionais, uma estratégia de má-fé e falsidade contra o Tribunal Constitucional” (...) no fundo, trata-se de “uma estratégia inteligente, mas mostra que o Governo e a troika têm perfeita noção de que a maior parte das suas propostas são inconstitucionais (...) a comentadora lamentou que o objectivo do Governo se prenda com “passar para o Tribunal Constitucional a responsabilidade das medidas” desenhadas pelo próprio Executivo.


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

TVI 24-Constança Cunha e Sá: Governo: "A conferência de imprensa foi uma encenação"

Avaliação da troika - A conferência de imprensa foi uma encenação, nada sendo dito sobre o que se ia fazer. A questão dos 4% é uma derrota do governo. Vamos ter um plano de austeridade fortíssimo para 2014 e para este ano o défice vai ser superior a 5,5%, com recurso a receitas extraordinárias.
A habilidade de Portas foi esquecer o pacote de austeridade aprovado na 7ª avaliação, sendo preciso ter uma certa lata par dizer que estas pequenas e médias poupanças não incidem sobre as pessoas e as famílias. Esqueceu-se de dizer que a convergência de pensões mantém-se e incide sobre pensões de 600 euros, revelando a má fé na forma como as medidas foram apresentadas aos portugueses. O que Portas vem dizer é que para além desse pacote de austeridade, vai haver mais pequenas e médias poupanças.
Não há desagravamento fiscal, a descida do IVA na restauração sumiu, as medidas extraordinárias e provisórias vão continuar a ser aplicadas, pelo menos em 2014, o que é um aumento de impostos. Não explicou as medidas de 436 milhões que vão compensar a TSU dos reformados e mantém-se a taxa de solidariedade sobre as reformas. Isto demonstra que vem aí um grande pacote de austeridade. Pergunta, então, porque era tão importante flexibilizar o défice para 4,5 (como queria Portas), se isto se resolve com pequenas e médias poupanças e se a coisa é tão simples e não afecta as pessoas e as famílias.
Se a MF está tão segura de que as medidas que apresentará são constitucionais, pergunta porque é que o PM falou sobre riscos constitucionais. Foi o próprio PR que pôs em causa a perspectiva de crescimento se a troika não tivesse bom senso e não teve.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Constança C Sá - Se podemos morrer é porque o PM considera que não é por culpa das políticas dele, mas do TC.

Declarações de Passos Coelho - Passos Coelho diz que está tudo fantástico e que as negociações com a troika estão a correr lindamente. Ficámos a saber que os 4,5% aparentemente foram à vida. 

Sobre um tema de conversa com a troika, de que o PS é um partido radical igual ao BE, pergunta-se se alguém vê AJS como um perigoso radical do Bloco e se é Passos que diz isto à troika ou a troika que o diz a ele. É esta turba que depois quer negociar com o PS. Depois não se pode pedir ao PS que entre em enetendimento com esta gente.

Não vê as negociações a correrem bem, vê as agências a ameaçar baixar o rating, e aparentemente estes problemas não existem para o PM. Não estamos na "praia" (onde podemos morrer), estamos é metidos num buraco. E se podemos morrer é porque o PM considera que não é por culpa das políticas dele mas do TC.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

TVI - Só Lunáticos achavam que ir aos mercados em 2013 era possível

Só alguns lunáticos é que achavam que íamos regressar aos mercados em 23 de Setembro. O próprio ministro que o anunciou (Vítor Gaspar) percebeu isto há muito tempo. O que ninguém esperava é que o dia fosse assinalado com os juros a 7% e a ameaça de um segundo resgate, que foi anunciada pelo PM com uma ligeireza de bradar aos céus.
Este segundo resgate é a prova do falhanço das políticas do governo e da incompetência deste governo. O que assitimos hoje já não é um governo, mas um grupo de zombies, em que cada um diz a sua coisa e as coisas mais desencontradas.
Durante 2 anos, o governo convenceu-nos de que não podíamos fazaer nada senão seguir as orientações da troika, porque senão haveria um segundo resgate; e agora estamos perante um segundo resgate.

Pergunta como é possível termos um governo que não tem discurso, nem qualquer espécie de estratégia. Estas engenharias sociais e empobrecimento do país que se tentou fazer resultou em desastre. Estamos perante um conjunto de gente profundamente incompetente e insensível, que só empobreceu o país e não se tendo resolvido o problema da competitividade.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Constança C Sá - PSD: 2 anos para perceber que austeridade não resulta

A posição do FMI é insustentável, não se percebendo qual a posição do seu economista-chefe. Não se percebe o discurso do FMI sobre a austeridade, aplicando o contrário do que diz.


O PSD é que só ao fim de dois anos descobriu isto, que a receita de austeridade não resulta, sugerindo-lhe que o aplique em Portugal. 

Se Marco António Costa está de acordo com o que diz o relatório do FMI, devia fazer mea culpa e vai ter que dizer que toda a política que o governo aplicou se baseou em pressupostos errados. Estes jogos florais são para brincar com as pessoas, escondendo que não têm nada na cabeça.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Constança Cunha e Sá - Corte nas Pensões - Uma vergonha, imoral

Bem que que tinha razão na minha declaração política de abertura do ano parlamentar - Constança considera que é uma vergonha a forma como a maioria tratou a questão na AR, de que a taxa de 10% sobre os pensionistas da FPública não tinha importância nenhuma porque só afectava 300 mil pessoas, é de pessoas que não deviam fazer política. 
O silêncio do governo, à beira do orçamento, é uma falta de respeito para com as pessoas. Esta gente não conhece minimamente a realidade do país.
O PR chamou a este convergência de pensões um imposto novo e extraordinário, o que a sê-lo tem que ser universal, dando a entender que não considera esta medida constitucional.

Não há razão nenhuma para fazer isto, é apenas a necessidade de fazer um corte. Ferreira Leite tem razão em dizer que isto é imoral.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

TVI Constança C Sá - Durão Barroso lança balde de água fria sobre o Governo

Declarações de Durão Barroso - São um balde de água fria para os que esperavam uma flexibilidade. O que não diz é que para impor essa nova vaga de austeridade (para cumprir objectivos), não vamos cumprir o défice. 

Contrariamente à tese do 1º Ministro que queria culpar o PS (imagine-se!!!) Durão Barroso veio dizer que ainda estamos a pagar os custos da crise política de Julho, o que atinge Portas, por mais que este venha falar nas decisões do TC.

Os resultados positivos do segundo trimestre não convencem a Europa, com os discursos de Barroso e do Eurogrupo a revelarem expectativa negativa e que o clima da 8ª e 9ª avaliações não será fácil; se o governo não conseguir ter um projecto para o país, vamos ser liquidados.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

TVI - Constança - A classe dos pensionistas é um alvo a abater pelo governo.

Convergência de pensões - A classe dos pensionistas é um alvo a abater pelo governo. O alargamento da isenção [nas pensões de sobrevivência] é insuficiente, concordando com AJSeguro 
A convergência está já a ser feita, e concorda com ela, mas deve ser feita de forma gradual. 
Os cortes nas pensões acima de 419 euros é uma brutalidade; 50% das pensões são até 1500 euros, não são pensões milionárias, e o corte de 10% é uma brutalidade para pessoas que já não têm possibilidade de refazer as suas vidas.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

TVI - Constança C Sá - CORTES - António José Seguro tem razão

António José Seguro tem razão em dizer que o governo prepara mais cortes. O governo tem tido a este respeito uma comunicação propositadamente enviesada, para que ninguém perceba o que vai ser o dia de amanhã, o que tem o condão de criar uma incerteza tal que tem consequências no consumo e na economia.
Foi o governo que adoptou como estratégia o empobrecimento, não se percebendo muito bem o que veio dizer ontem o PM.

Na 8ª e 9ª avaliações da troika vem com certeza mais austeridade; já é uma característica deste governo não ter plano B para os chumbos do TC, quando era perfeitamente previsível que este diploma (requalificação) fosse chumbado. 
Não sabemos nada do que está a ser discutido (com a troika), não existindo uma estratégia para Portugal.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

TVI - Constança C. Sá - Relação promiscua - Portas e ministra das Finanças pelas instituições da troika

Nunca viu Passos Coelho e ministra das Finanças retractarem-se pelas políticas de austeridade, nem o CDS. Não vê que acordo possa haver entre estas 3 almas (com Portas) para uma estratégia perante a troika. 
O défice de 4% é uma impossibilidade; o que se pergunta é qual a estratégia do governo para renegociar e não sabemos de nada, nem da reforma do Estado, que está toda por fazer (e assinala que nem há espanto do país pela sua ausência).
Era interessante saber se ministra das Finanças já se converteu às teses de Portas ou o contrário, não se conseguindo saber como esta trindade (Passos, Portas e ministra das Finanças  se vai dar tão bem, quando existem divergências profundas.
Dá ideia de que há uma ligação promíscua entre a troika e o governo e o facto do resultado das negociações com a troika ser apresentado só depois das eleições prenuncia que não vem aí nada de bom.


quarta-feira, 31 de julho de 2013

TVI - Constança Cunha e Sá - A ministra das Finanças - um problema de fundo

Contratos swap - Ficámos a saber que Gaspar lhe comunicou a informação transmitida por Teixeira dos Santos, ao contrário do que MLA disse; se a informação era ou não suficiente, isso é outra conversa.
Ministra das Finanças disse que estava a zero sobre a informação e vem agora dizer que tinha algum conhecimento, e ao mesmo tempo Gaspar tira-lhe o tapete, dizendo que ela era uma perita em swaps. O que MLA não explica é o que andou o governo a fazer este tempo todo.
Também é estranho que o estudo pedido por este governo recomendasse que se tratasse o assunto por via judicial e não negocial, e que essa recomendação não tenha sido seguido.
Há um problema de fundo com esta ministra (para além da questão dos swaps), que é a falta de peso político e a falta do prestígio académico de Gaspar, questionando como será capaz de elaborar o OE 2014. Isto faz com que Passos Coelho passe a ser, para o bem a para o mal, o M Finanças.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Constança C Sá - Remodelação do governo - revela a necessidade do governo: pôr ordem na "garotada"



É um ponto positivo que o PM tenha percebido, ao fim de 2 anos, que a orgânica tinha que ser mudada. Foi um erro caríssimo em nome do populismo e que tem custos, paralisando outra vez o governo, à espera de novas leis orgânicas.
É uma remodelação que é apresentada em função do descalabro (cartas e demissões de Gaspar e Portas), não tendo sido por iniciativa do PM mas indo a reboque das circunstâncias. Há nomes fortes que entram, como Moreira da Silva e Pires de Lima.
O CDS fica a mandar no governo, para o bem e para o mal. Os 3 objectivos com que Portas fica (reforma do Estado, negociação com a troika e relançamento da economia) são aparentemente inconciliáveis entre si; vai ser obrigado a explicar como conseguirá a quadratura do círculo, não sendo por acaso que Passos Coelho lhe entrega esta tarefa, com grandes possibilidades de falhar.
Não percebe onde se vê o novo ciclo, que começa com um novo pacote de 4,7 mil milhões de cortes e com uma MF (que está completamente debilitada) que afirmou a continuidade. Dá ideia de que o novo ciclo é a duração das férias. Esta orgânica é muito confusa, com uma grande quantidade de coordenadores e confusão de competências.
É estranho que a passagem de Rui Machete pela SLN não esteja no seu currículo, revelando receio. Tem um currículo que ultrapassa essa questão, mas revela a necessidade do governo em ir buscar alguém para pôr ordem na "garotada". Não sabe bem o que vai fazer como MNE, sem a relação com a troika e a coordenação económica

terça-feira, 23 de julho de 2013

TVI - Constança CS - Decisão do PR e "moção de confiança": fica tudo na mesma e pior

"Fica tudo na mesma e pior. O PR não explica como é que uma solução que não lhe merecia qualquer credibilidade agora aparece como sólida e coesa.
O PR pede tudo a um governo que está morto: que renegoceie com a troika (não dizendo o quê), que mantenha as medidas de austeridade, exige novas políticas, acena com crescimento mas avisando para mais austeridade. Viu reduzida a sua margem de manobra e a sua autoridade.

O governo também sai fragilizado, porque estava morto e o PR enterrou-o na semana passada. Pergunta-se se a apresentação de uma moção de confiança é para "regar" as sementes de diálogo (com o PS). 
Isto é uma farsa, em que os portugueses já chegaram a um ponto de cansaço, que só querem que esta gente desapareça."

quarta-feira, 10 de julho de 2013

TVI - Constança Cunha e Sá - " O que o PR está a a fazer para salvar a pele"


Crise política - Têm sido criados 3 equívocos, de que há males que vêm por bem, de que Portugal não pode ir para eleições e de que o PR está a decidir.
Não há nenhuma possibilidade do PR convocar eleições, é uma encenação que o PR está a afazer para salvar a pele. O PR colou-se excessivamente a este governo e agora, depois destas trapalhadas, não quer aparecer aos olhos dos portugueses como quem assina por baixo sem reservas. 
Passa a sensação da inutilidade e do "verbo de encher" que é o PR, com Portugal a ficar a saber que tinha governo pela voz do senhor Schauble.
Espera que o PR fale amanhã, embora não tenha muitas dúvidas sobre o que vai dizer. Mostra que deixou de ser moderador nacional para passar a ser moderador da coligação.

sábado, 6 de julho de 2013

TVI - Constança CS - "PR é um ministro sem pasta deste governo"


Acordo PSD/CDS - Não sabe que acordo é este, mas ouvindo as palavras de dirigentes do CDS, parece que conseguiram um verdadeiro milagre e que dos escombros do governo vai surgir um governo "muito sólido" até final da legislatura.
Isto não é para levar a sério, este governo perdeu autoridade e o respeito dos portugueses. Presume que a apresentação do acordo amanhã pressupõe o apoio do PR, que não podia mais uma vez dar o aval a este governo, e sem ter ouvido os partidos da oposição.
Está a esquecer-se a questão de fundo do que foram estes 2 anos e já ninguém discute a essência das coisas, as políticas, em relação às quais há uma divergência nítida neste governo.
As pessoas estão perplexas e perderam o respeito pelo governo.
Este PR tem-nos habituado a um comportamento que anulou a sua margem de manobra, sendo já um ministro sem pasta deste governo. Em nome da estabilidade, ou do seu sossego, tem dado cobertura a tudo o que este governo faz, amputando-se nas suas funções.

sábado, 29 de junho de 2013

TVI - Constança CS - PR defende Governo e desvaloriza défice (e a si próprio)

(Défice 10,6%) - É uma grande embrulhada. Nunca, como Cavaco Silva,  um PR se afundou com um governo deixando o país à deriva. Não há memória. 

 "O PR diz que não é para ser levado a sério, por causa da recapitalização do Banif, mas se retirarmos este valor temos um défice de 8,8%, que é altíssimo. O PR diz que o governo lhe deu garantias do cumprimento do défice, mas não sabe que garantias sejam e tem pena que nem o governo nem o PR as expliquem."

O PM justifica também o valor com o pagamento dos duodécimos e com o chumbo do TC, mas não percebe como é que ao mesmo tempo diz que a recessão está a abrandar. Todos os dados económicos são péssimos, nada apontando para uma recessão de 2,3 mas para uma maior. Outro argumento do PM é a execução de Maio, mas nestes dados o défice continua a crescer (13%).

Não vê como o PM pode garantir aos portugueses que vai cumprir o défice de 5,5%; o que vê é uma austeridade doentia que nem sequer consegue controlar as contas públicas. Pergunta se os 4 mil milhões de cortes que o governo está a preparar não têm também efeitos recessivos