Mostrar mensagens com a etiqueta Opinião. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Opinião. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Défice em 2,3%. Até parece que não é importante!!!

No 1º debate quinzenal na AR da República o 1º Ministro deu a notícia mais relevante de todas: "o défice de 2016 ficará em 2,3%". No entanto a TSU dominou as intervenções ( e não desvalorizo o tema). 
Mas, sabendo como se sabe, que a diminuição do défice é um sinal vital para os mercados e, sabendo como se sabe, que foi conseguido a par da reposição de salários, pensões e reformas, num contexto de crescimento do PIB, em linha com o resto da Europa, e com uma diminuição real do desemprego, não se entende muito bem a pouca atenção dada à novidade do 1º Ministro.
Ou talvez se perceba. À direita, a aposta está em que tudo corra mal. Fraca alternativa! E à esquerda, perante a subida do PS ao limiar da maioria absoluta, há que explorar todos os "nichos de mercado" para que os parceiros da coligação segurem o seu eleitorado. 
Não há dúvida de que em 2016 as coisas correram bem ao Governo e ao país, tal como concluiu o Presidente da República.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Passos é o líder certo? "Hoje sim, não sei para o ano", Morais Sarmento

Morais Sarmento confirma a maior das probabilidades: Passos pode estar a prazo. Há dias publiquei um artigo em que me referia ao assunto: "Neste período (o de governo do PS), tal como vaticinei, a coligação de direita dividiu-se e esfumou-se. Quanto aos seus protagonistas, Paulo Portas ensaiou uma sucessão controlada, dando a ideia de que sai. Passos Coelho fica, com 95% dos votos, sem se dar conta de que, no curto prazo, ou constrói o sentimento de regresso rápido ao poder ou será removido pelo seu partido em nome desse mesmo poder."
Morais Sarmento, hoje, numa entrevista à Antena 1, referida pelo DN, "ex-ministro da Presidência de Durão Barroso e Santana Lopes considera que o atual presidente dos sociais-democratas terá "enorme dificuldade" para vir a ser candidato a primeiro-ministro "num novo ciclo político", depois de fazer o caminho sobre as pedras na oposição." Tudo muito previsível, portanto. 



terça-feira, 15 de março de 2016

Opiniões ao "I" no último dia de Cavaco Silva

(http://www.ionline.pt/500043) - É no ano de 2009, marcado pelo controverso caso das escutas e pelo caso BPN, que a popularidade de Cavaco começa a cair, mas o pior estava para vir. O ano de 2013 e os seguintes são marcados por uma aproximação ao governo de Passos Coelho e por mais uma queda na popularidade do Presidente. A falta de isenção foi uma das principais acusações feitas a Cavaco Silva pelo PS e pelos partidos à sua esquerda. 

Ele foi um constrangimento para o normal funcionamento do país e nunca soube distinguir entre o interesse nacional e o seu interesse político pessoal. Um dos episódios caricatos que o marcou foi o episódio das escutas, uma inventona gerada no seio da Presidência que o país achou caricata”, diz ao i o socialista José Junqueiro.

O ex-governante não se esquece que, em 2009, duas semanas antes da queda do governo de José Sócrates, Cavaco Silva afirmou que “há limites para os sacrifícios que se podem exigir ao comum dos cidadãos”, mas com o governo de direita “tolerou todos os outros sacrifícios cegamente decididos pelo governo de Passos Coelho e foi um cúmplice da venda ao desbarato dos ativos nacionais”.

http://www.ionline.pt/500043

terça-feira, 8 de março de 2016

E se todos voltarmos a perder? Guterres tem razão.

Tem razão quando afirma que as elites não merecem o país que têm! 

Lembro-me que quando o último Governo Sócrates conseguiu fazer aprovar o PEC 2011. Todos os chefes de estado e de governo, a Comissão e o BCP deram luz verde. Merkel felicitou o PM português. Era uma combinação de austeridade com investimento e, claro, sem Troika. Alguns dias depois todas as oposições fizeram o impensável. Deram um Não a um documento a que toda a Europa dera um SIM. Resultado: quatro anos de Troika e austeridade cega e Radical.
O país perdeu, mas a direita ganhou e ganhou sobretudo a oportunidade de vender os ativos nacionais a pataco. A esquerda radical também ganhou, porque nada melhor do que uma política de terra queimada para fazer subir o score eleitora. E conseguiu, como agora se sabe melhor.
Tudo isto a propósito da mesma direita querer infernizar, a qualquer preço, o caminho do governo, mas sem cuidar, novamente, do direito ao bem-estar das pessoas e ao progresso do país. E a esquerda que apoia o governo prova agora o custo desse veneno. Talvez se possa redimir dos erros do passado.
Portanto, a direita, ao juntar a sua voz aos céticos, salivar por classificações negativas das agências de rating (que Cavaco também apadrinhou) ou ficar esfuziante pelas tentativas de Pierre Moscovici em forçar um plano B, com mais sacrifícios das pessoas e do país, parece-me, verdadeiramente lamentável. Guterres tem razão: as elites não merecem o país que têm!

quinta-feira, 11 de junho de 2015

(JN) Cristina Azevedo - "Sócrates teve coragem!"

A verdade é simples e límpida como são as coisas simples: José Sócrates teve coragem em recusar a alteração de uma medida de coação que, sob todos os ângulos do seu bem-estar humano e pessoal, era mais confortável.
Ainda sem saber se será pronunciado e julgado, José Sócrates apenas eleva a fasquia da sua defesa e se expõe mais à dureza dos efeitos de uma eventual derrota nesta difícil averiguação legal por que passa. E nestas condições agir assim é ter coragem!
Se, como se pode ler no Comunicado do Ministério Público "subsiste ainda de forma significativa, o perigo de perturbação do inquérito - de perturbação da recolha e da conservação da prova - mantendo-se também, ainda que de forma mais diminuta, o perigo de fuga", perigos esses que poderiam apenas ser controlados via controlo eletrónico remoto, então assumir a permanência numa cela fisicamente vigiada, como prova de integridade, é ter coragem!
E isto é assim, independentemente do desfecho que todo o caso venha a ter. O que, em minha opinião, torna triste, pouco inspirador e quase cobarde o discurso público que a propósito nos invadiu.
Nunca a frase "à justiça o que é da justiça" e "à política o que é da política" foi tão insipidamente usada. E até mal usada. Porque afinal, que ato político maior pode haver do que o exercício pleno da liberdade individual em nome de princípios e convicções que nos deviam pôr a todos a refletir e a discutir.
Ou todos os portugueses se sentem confortáveis com um sistema que pode prender até um ano para investigar, que pode deixar alegadamente mais de seis meses o arguido sem ter conhecimento do processo? E, no entanto, só se ouvem declarações de piedosa inocuidade, como se o tema fosse incolor, inodoro e pianíssimo.
Eu, por mim, acho que o tema dá pano para mangas e acho que o ato corajoso de José Sócrates é uma boa deixa para a discussão. E acho também que poderíamos ganhar coletivamente se o discutíssemos com propriedade.
Pena é que à direita e à esquerda, um discurso medroso e politicamente correto nos desmobilize de uma cidadania ativa e responsável, que tenha opinião e não tenha medo das palavras ou dos atos. E muito menos medo tenha de os adjetivar!

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

(I) Editorial - Paulo Macedo e as mortes nos hospitais

Em 2014 um pouco mais de 40 mil pessoas morreram nos hospitais portugueses. E nos últimos 15 dias 7 não resistiram às muitas horas de espera nas urgências (...)Ver uma pessoa morrer contra uma parede, desamparada, como um animal de rua, é uma metáfora de um tempo indigno (...)

sábado, 10 de janeiro de 2015

França: os atentados bem no coração da Europa

"Golpear o coração do Estado" resumiu uma estratégia extremista que usava o medo e o terror. O que vivemos em França nestes dias foi violento, mas sem a intensidade do período que decorreu entre o início dos anos 70 e finais de 80, sobretudo em Itália "nos anos de chumbo". 
Há que tirar conclusões. Talvez seja cedo demais, dirão uns. Estou de acordo, mas salta à vista que as polícias internacionais não trocam informações com eficiência e os serviços secretos de cada país, isoladamente, não previnem, nem evitam tudo. Estou de acordo que "não há riscos zero", mas essa realidade não chega para acalmar as nossas consciências.
Finalmente, todos se manifestaram usando a expressão "Je suis Charlie". Mas, em consciência, poderão todos dizer isso?

domingo, 23 de novembro de 2014

Expresso - A Justiça a que temos direito (Clara Ferreira Alves)

A opinião de Clara Ferreira Alves sobre a detenção do antigo primeiro-ministro José Sócrates.

A Justiça é antes de mais um código e um processo na sua fase de aplicação. Ou seja, obediência cega, essa sim cega, a um conjunto de regras que protegem os cidadãos da arbitrariedade. Do abuso de poder. Do uso excessivo da força. Essas regras têm, no seu nó central, uma ética. Toda e qualquer violação dessa ética é uma violação da Justiça. E uma negação dos princípios do Direito e da ordem jurídica que nos defendem.   
Num caso de tanta gravidade como este, o da suspeita de crimes graves e detenção de um ex-primeiro-ministro do Partido Socialista, verifico imediatamente que o processo foi grosseiramente violado. Praticou-se, já, o linchamento público. Como?  
1) Detendo o suspeito numa operação de coboiada cinemática, parecida com as de Carlos Cruz e Duarte Lima, a uma hora noturna e tardia, num aeroporto, quando não havia suspeita de fuga, pelo contrário. O suspeito chegava a Portugal. Porque não convocá-lo durante o dia para interrogatório ou levá-lo de casa para detenção?  
2) Convidou-se uma cadeia de televisão a filmar o acontecimento. Inacreditável.       
3) Deram-se elementos que, a serem verdadeiros, deviam constar em segredo de Justiça. Deram-se a dois jornais sensacionalistas, o "Correio de Manhã" e o "Sol", que nada fizeram para apurar o que quer que seja. Nem tal trabalho judicial lhes competia. Ou seja, a Justiça cometeu o crime de violação do segredo de Justiça ou pior, de manipulação do caso, que posso legitimamente suspeitar ser manipulação política dadas as simpatias dos ditos jornais pelo regime no poder. Suspeito, apenas. Tenho esse direito. 
4) Leio, pela mão da jornalista Felícia Cabrita, no site do "Sol", pouco passava da hora da detenção, que Sócrates (entre outros crimes graves) acumulou 20 milhões de euros ilícitos enquanto era primeiro-ministro. Alta corrupção no cargo. Milhões colocados numa conta secreta na Suíça. Uma acusação brutal que é dada como certa. Descrita como transitada em julgado. Base factual? Fontes? Cuidado no balanço das fontes, argumentos e contra-argumentos? Enunciado mínimo dos cuidados deontológicos de checking e fact-checking? Nada. Apenas "o Sol apurou junto de investigadores". O "Sol" não tem editores. Tem denúncias. Violações de segredo de Justiça. Certezas. E comenta a notícia chamando "trituradora" de dinheiro aos bolsos de Sócrates. Inacreditável. 
5) Verificamos apenas, num estilo canhestro a que a biógrafa de Passos Coelho nos habituou (caso Casa Pia, entre outros) que a notícia sai como confirmada e sustentada. Se o Watergate tivesse sido assim conduzido, Nixon teria ido preso antes de se saber se era culpado ou inocente. No jornalismo, como na justiça, há um processo e uma ética. Não neste jornalismo. 
6) Neste momento, não sei nem posso saber se Sócrates é inocente ou culpado. Até prova em contrário é inocente. In dubio pro reo. A base de todo o Direito Penal. 
7) Espero pelo processo e exijo, como cidadã, que seja cumprido à risca. Não foi, até agora. Nem neste caso nem noutros. Isto assusta-me. Como me assustou no caso Casa Pia. Esta Justiça de terceiro mundo aterroriza-me. Isto não acontece num país civilizado com jornais civilizados. Isto levanta-me suspeitas legítimas sobre o processo e a Justiça, e neste caso, dada a gravidade e ataque ao regime que ele representa, a Justiça ou age perfeitamente ou não é Justiça.
8) Verifico a coincidência temporal com o Congresso do PS. Verifico apenas. Não suspeito. Aponto. E recordo que há pouco tempo um rumor semelhante, detenção no aeroporto à chegada de Paris, correu numa festa de embaixada onde eu estava presente. Uma história igual. Por alturas da suspeita de envolvimento de José Sócrates no caso Monte Branco. Aponto a coincidência. Há um comunicado da Procuradoria a negar a ligação deste caso ao caso Monte Branco. A Justiça desmente as suas violações do segredo de Justiça. Aponto. 
9) E não, repito, não gosto de José Sócrates. Nem desgosto. Sou indiferente à personagem e, penso, a personagem não tem por mim a menor simpatia depois da entrevista que lhe fiz no Expresso há um ano. Não nos cumprimentamos. Não sou amiga nem admiradora. É bizarro ter de fazer este ponto deslocado e sentimental mas sei donde e como partem as acusações de "socratismo" em Portugal. 
10) As minhas dúvidas são as de uma cidadã que leu com atenção os livros de Direito. E que, por isso mesmo, acha que a única coisa que a Justiça tem a fazer é dar uma conferência de imprensa onde todos, jornalistas, possamos estar presentes e fazer as perguntas em vez de deixar escorregar acusações não provadas para o "Correio da Manhã" e o "Sol". E quejandos. Não confio nestes tabloides para me informarem. Exijo uma conferência de imprensa. Tenho esse direito. Vivo num Estado de Direito. 
11) Há em Portugal bom jornalismo. Compete-lhe impedir que, mais uma vez, as nossas liberdades sejam atropeladas pelo mau jornalismo e a manipulação política.  
12) Vou seguir este processo com atenção. Muita. Ou ele é perfeito, repito, ou é a Justiça que se afundará definitivamente no justicialismo. Na vingança. No abuso de poder. Na proteção própria. O teste é maior para a Justiça porque é o teste do regime democrático. E este é mais importante que os crimes atribuídos a quem quer que seja. 
Não quero que um dia, como no poema falsamente atribuído a Brecht, venham por mim e não haja ninguém para falar por mim. A minha liberdade, a liberdade dos portugueses, é mais importante que o descrédito da Justiça. A Justiça reforma-se. A liberdade perde-se. E com ela a democracia.  

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Negócios - Diretor-adjunto: "Sócrates há-de estar a rir-se"

(...) é alquimia a mais. Para ganhar alguma margem, o Governo vai pedir a Bruxelas que deixe derrapar em algumas décimas o défice o défice de 2015, à boleia de um discurso europeu da flexibilidade orçamental, tão querido à esquerda e ao PS"


sábado, 2 de agosto de 2014

(Opinião) O BPN de Passos Coelho: visto de fora, é sempre laranja por dentro

"Passos já deve estar arrependido de ter diabolizado a ajuda do Estado a um banco para ganhar as eleições da popularidade", twittou o jornalista António Costa (do Diário Económico). 

Alega o primeiro-ministro que está em causa a estabilidade financeira em Portugal. Ora foi exatamente o que se passou com o BPN, no tempo do anterior governo. Nessa altura, toda a oposição diabolizou a decisão, com particular destaque para Passos e Portas. Nessa altura a tal "imprescindível estabilidade financeira", aos olhos dos mesmos, não existia. Tratava-se de ganhar as tais " eleições da popularidade". E assim foi!

Fomos todos chamados a pagar. E agora vai passar-se o mesmo. Passos começou por dizer que o BES estava sólido. Carlos Costa, do BdP, também. Cavaco assinou tudo por baixo. Os economistas do regime nem se fala! Para já não lembrar o fantástico Comissário Carlos Moedas que entendia que isto do BES eram apenas trocos. 

Passos afirmou que os cidadãos não pagariam os erros dos privados. Agora sabe-se que vai ser utilizada parte dos 6,5 mil milhões que sobraram e existem para ajudar a banca. Isso custa juros que nós estamos a pagar. Começamos já por aqui. E depois virá o resto. E não digam que ninguém sabia, porque o mesmo jornalista, António Costa, citou também o que leu noutra imprensa: "BES will probably be saved by the portuguese State this weekend. This is a decision of last resort to protect the financial system". Pois, no domingo, ficaremos a saber mais!

Convém não esquecer a Comissão de Inquérito BPN, o que para ela carreou Nuno Melo, e, sobretudo, os protagonistas que "assaltaram" o banco, os verdadeiros autores da catástrofe. O problema, nos dois casos, visto de fora, é sempre laranja por dentro.

domingo, 20 de julho de 2014

Opinião - João Sevivas - (JS - Viseu) Mandatário distrital de António Seguro

João Sevivas, coordenar-adjunto da Concelhia de Viseu da JS e Mandatário distrital para a Juventude da candidatura de António José Seguro
"A liberdade assume-se como uma das armas mais valiosas e poderosas que cada um de nós, enquanto pessoa, pode possuir. Neste sentido, enquanto jovem, pretendo fazer uso dela. Quero ter a liberdade de poder escolher viver e trabalhar no meu país, na minha cidade, vila ou aldeia. Não quero ser obrigado a emigrar, quer seja para fora do meu país, quer para cidades portuguesas onde ainda não tenha chegado a onda de encerramentos de serviços essenciais. Enquanto jovem quero olhar para o meu futuro com esperança, determinação e com o sentimento de que ainda podemos ser felizes em Portugal.
Chega desta destruição e massacre. Chega de politiquices mesquinhas. Chega desta brutal política do custe o que custar e de empobrecimento nacional. Chega deste distanciamento entre os órgãos políticos e as populações, cada vez mais acentuado com a extinção de serviços essenciais no interior.
A política e o “Ser político” é defender a população e o país em todos os momentos e em todas as situações que assim o exigirem. É governar pelos interesses, não pessoais, mas sim da população. A política não se faz unicamente em Lisboa ou noutros centros urbanos, faz-se sim por todo o país, do litoral ao interior, do norte ao sul, da maior cidade à mais pequena aldeia do país. A política pertence ao povo e ser político é, precisamente, transportá-la até ele. António José Seguro assume-se como um político sério, honesto, leal, que honra os seus compromissos, que defende os valores do Partido Socialista e que nunca vende a sua palavra ao desbarato. António José Seguro já demonstrou a todos que está aqui não por qualquer interesse ou privilégio pessoal, mas sim, por amor a esta causa que é Portugal e são os Portugueses.
Ser jovem é poder viver intensamente o presente, com a esperança e os olhos postos num futuro, que se pretende, justo e digno. Eu não quero mais do mesmo, não quero trocar os mesmos pelos mesmos! Eu quero ter um futuro com António José Seguro."

segunda-feira, 16 de junho de 2014

António Costa - "O impasse" - critica ao PR

António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, comenta o apelo do Presidente da República ao consenso, considerando que "só serviu para sublinhar o impasse em que o país se encontra".

domingo, 8 de junho de 2014

(Opinião) O Governo demite-se?

São muitas as teorias sobre o futuro do governo. Já em 2013, a sua reiterada insistência em decidir à margem da lei e as múltiplas tentativas de a contornar, levou-me a pensar, e escrevi, que a dupla Passos Coelho/Paulo Portas procurava o confronto com um único objetivo: sair, com uma boa desculpa.
De facto, os resultados do Executivo foram sempre medíocres. O aumento de impostos, a diminuição de liquidez nas pessoas, nas famílias e nas empresas ultrapassou todos os limites. 
Bagão Félix, a semana passada fez as contas, na televisão, e demonstrou que a carga fiscal atingiu 57% para um casal de meia idade. Desde a taxa mensal pela utilização do subsolo, até ao IRS, passando pelos impostos diretos, tudo junto, subtrai 57% ao rendimento real daquela família.
Depois de algumas "boas notícias" recentes, começam a emergir as más notícias permanentes. A economia não arranca, o PIB cai, as vendas a retalho têm a maior descida de toda a Europa e o défice no trimestre bate nos 5,6%, bem mais acima do esperado. Sem crescimento não há consolidação orçamental, não há, portanto, capacidade de pagar as obrigações contraídas. O caminho da austeridade e do empobrecimento foi um falhanço total. 
As boas notícias vieram apenas do TC, porque obrigaram à devolução dos rendimentos que o governo, à margem da lei, retirara às pessoas. Perante isto Passos Coelho passou ao ataque frontal ao TC pondo em causa o regular funcionamento das instituições democráticas. 
O PR parece que não existe, mas existe. De facto, o seu compromisso é com o Governo e, por isso, esconde-se. Perante este cenário, tudo leva a crer que PSD e CDS procuram novamente uma boa desculpa para sair. No entanto, a inesperada crise no PS atuou como um balão de oxigénio, de oportunidade. O PR não quer e a história diz-nos que a direita só sai do poder" ao empurrão". Em conclusão, talvez a vontade de sair tenha sido contida pelo PR e pela crise no PS:

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Europeias 2014 - O PS vence novamente eleições. Depois das autárquicas, as europeias.

O PS vence, com mais votos e mais deputados,sobe relativamente a 2009 e ao somatório da direita em 2014. 
Em 2009 a direita obteve 40% (31,7 o PSD e 8,3% o CDS). 
Agora, juntos, representam apenas 27,7%. A derrota foi enorme. 
Os partidos tradicionais, à esquerda do PS, no seu todo, perdem votos (4,5%), mas surgiu uma nova realidade, o MPT, com 7,1%. 
António José Seguro, consegue  assim uma segunda vitória eleitoral para o PS, depois das autárquicas.  O seu caminho de sucesso para as legislativas deve ter em conta os que agora não foram votar e os que tendo exercido esse direito preferiram outras alternativas, mesmo que em sinal de protesto. 
O seu desafio é, por isso, convencê-los a fazer parte desse projeto de mudança. Isso implica uma grande mobilização pública e um partido mais ativo em todo o país. A política faz-se como quem respira. Não podem existir interrupções. 
Hoje deve ser o primeiro dia do debate político que nos levará com sucesso às próximas eleições legislativas.

domingo, 25 de maio de 2014

Quantos podem votar? E quantos votarão?



Segundo dados da Direção-Geral da Administração Interna (DGAI), podem votar nas eleições europeias 9.451.624 eleitores inscritos no território nacional e 244.849 cidadãos recenseados no estrangeiro, num total de 9.696.473 eleitores. ´

Ao todo concorrem 16 listas nas europeias de hoje, mais três do que nas eleições de 2009. 

Nas eleições realizadas há cinco anos, o PSD, que agora concorre coligado com o CDS-PP, elegeu oito eurodeputados, enquanto o PS conseguiu conquistar sete lugares no Parlamento Europeu. 

O BE foi a terceira força política mais votada, elegendo 3 eurodeputados, e o CDS-PP elegeu dois, tal como a CDU. A abstenção nas eleições realizadas a 07 de junho de 2009 foi de 63,22%, mesmo assim abaixo do valor recorde registado em 1994, 64,46%

sexta-feira, 16 de maio de 2014

(Opinião - resposta a Fernando Ruas) - Não expor alguém pelas suas insuficiências

Para o PS as áreas prioritárias na política europeia são o Emprego, a União Económica e Monetária, o Mar (Portugal tem uma candidatura nas Nações Unidas para alargar a sua Zona Económica e Exclusiva - ZEE), a Energia, a Ciência e Tecnologia.
Neste contexto, o novo quadro comunitário, deve privilegiar a educação, a formação de recursos humanos, a ciência, a investigação, o desenvolvimento tecnológico, o financiamento à internacionalização da economia, a competitividade das empresas e o emprego, sobretudo a pensar nos jovens.
O mesmo se aplica às políticas ambientais e ao investimento nas energias renováveis, fundamentais para a nossa autonomia energética, melhor ambiente, maior competitividade. Finalmente, agricultura e pescas, fomento das políticas de saúde e investimento na coesão social e territorial são áreas estratégicas que devem assumir, também, prioridade relevante no novo quadro comunitário de apoio.
Estas preocupações dificilmente serão discutidas em campanha. A política nacional, o vasto argumentário que decorre da atividade governativa e da exposição dos seus resultados, os imaginários e os reais, será a fonte de mais forte inspiração. Compreende-se que assim seja, porque a relação entre as políticas europeias e nacionais nunca foram tão interdependentes. Mudar na Europa e mudar em Portugal é indissociável.
O que já não se compreende e não se aceita é que candidatos, pelo menos alguns, não falem de uma coisa nem de outra e caiam na tentação de fazer juízos de valor sobre adversários políticos enquanto cidadãos. Foi o caso de Fernando Ruas quando me quis meter na campanha em momento de inspiração que não ilustra.
O PS renovou fortemente a sua lista ao Parlamento Europeu e as áreas que referenciei, no primeiro parágrafo, funcionaram como um dos critérios adotados pela direção nacional do PS, nomeadamente por António José Seguro, para apresentar uma proposta credível ao eleitorado.
No PS os ainda em funções deputados europeus deram prova da sua competência ao longo do seu mandato e o seu reconhecimento, nacional e internacional, é um património que nos honra e que prestigia o partido e o país.
Os professores Maria João Rodrigues, Carlos Zorrinho e Elisa Ferreira, com Francisco Assis, constituem as primeiras quatro personalidades de uma lista qualificada e paritária. A todas se tributa publicamente, de todos os quadrantes políticos, uma inquestionável categoria académica e desempenho político. Têm experiência governativa e parlamentar relevante, bem como particular conhecimento das questões europeias em domínios por todos reconhecidos.
Contrariamente ao que disse esta semana, em campanha, o pretérito presidente da câmara de Viseu, durante uma momentânea crise de imaginação, não estou na lista a substituir ninguém, nem em quarto, nem em último.
Não cometerei, por isso, a deselegância de comparar o número dois do PS, Maria João Rodrigues, com o número dois do PSD, Fernando Ruas, porque o momento é para discutir alternativas políticas e não para expor alguém pelas suas insuficiências!

DV 2014.05.14

segunda-feira, 28 de abril de 2014

(Opinião) Estamos em tempo de realizações e não de proclamações

"Faits divers" foi a expressão utilizada esta semana pelo Presidente da  República para sublinhar, no seu douto entender, manobras de diversão de terceiros a propósito do debate político. Tomo como boa essa inspiração para me referir ao presidente da câmara de Viseu e à sua incomodidade com o que tem dito sobre a ligação Viseu-Coimbra.
Depois da querela política nacional que o PSD promoveu a propósito da rede de autoestradas do centro, ficou claro que a adjudicação ao vencedor do concurso do IP3 a sul, lançado e concluído pelo governo anterior, não se realizou, porque também amealhou este contributo negativo. Enfim, águas passadas... olhemos para a frente.
A campanha autárquica ressuscitou o debate, com o PS a dizer que esse projeto seria uma prioridade para o executivo socialista, caso viesse a ser eleito. E não foi. Referi, na altura, que a solução estava encontrada, quer no traçado e avaliação ambiental, quer no modelo de financiamento que incluía as portagens.
O presidente da câmara de Viseu também defendeu, justamente, a necessidade da ligação, mas companheiros seus de campanha, nomeadamente o atual presidente da AIRV, dava o primeiro sinal de mudança: a terminologia "autoestrada" foi substituída por estrada "digna".
Com a pressão política instalada pelo PS, a maioria de direita, mais tarde, já na assembleia municipal, fez depender a aprovação de um texto conjunto (a fusão de duas moções dos respetivos partidos) da inclusão da expressão: "autoestrada sem portagens". E assim foi, o PS, em nome da força gerada pela unanimidade, votou favoravelmente.
Entretanto, o presidente da autarquia já divulgara, demagogicamente, a informação de que a Comunidade Europeia financiaria a obra em 85%. Portanto, na opinião do PSD, fazer a tão desejada via seria mais do que "digna", seria uma autoestrada, sem portagens e financiada a 85%. Ouro sobre azul!
Acontece que o secretário de estado Sérgio Monteiro, depois da reunião de autarcas e deputados socialistas de Viseu e Coimbra, apressou-se a repor a verdade e em entrevista a um semanário local reafirmou o que dissera: não haverá dinheiro comunitário para a desejada autoestrada e esta só seria uma realidade pela iniciativa privada, com portagens e sem corredor alternativo. Palavras para quê?
Apesar do ocorrido, o presidente da câmara de Viseu, em vez de se justificar ou pedir desculpa, seguiu em frente, esqueceu as informações e as promessas, e começou um novo discurso: o traçado deveria ser alterado e seguir até Condeixa. É isto o tal "fait divers".
Ora, para os mais distraídos, esta estratégia pode resultar, pode fazer esquecer as erradas proclamações, mas não resolve o essencial: a construção da ligação Viseu-Coimbra.
Bom, para um contributo final, gostaria de relembrar as conclusões da reunião entre autarcas e deputados socialistas de Viseu e Coimbra: o governo que escolha e coloque à discussão a solução que entender, mas que faça a estrada. É que estamos em tempo de realizações e não de proclamações.

DV 2014-04-2

terça-feira, 22 de abril de 2014

(Opinião) Reforma hospitalar e a cirurgia pediátrica em Viseu

Referiu-se Álvaro Beleza, secretário nacional do PS para a Saúde, à portaria que vem categorizar os hospitais do SNS em grupos de I a IV, hierarquizando as unidades de acordo com a natureza das suas responsabilidades e as suas valências dizendo: "O Governo não é o dono do país, é o representante do povo para governar o SNS, que é de todos nós. O Governo tem obrigação de, quando faz estas reformas, ouvir as associações profissionais, os utentes e o poder local".
É, de facto, um programa de extinção, reconcentração de equipamentos de saúde e valências, tal como aconteceu com os tribunais e como se verificará com 150 repartições de finanças. Nenhuma destas medidas representa qualquer tipo de economia real para o Estado, como já se demonstrou. Pelo contrário, abandonar equipamentos recentes, com recursos tecnológicos avançados ou desmontar centros de excelência é, no mínimo, uma irresponsabilidade pública e social.
Sem ouvir ninguém, mais uma vez, o governo, leia-se Paulo Macedo, mandou um secretário de estado assinar uma portaria para a reforma hospitalar que tem implicações em todo o país e Viseu não passa ao lado. Com efeito, se esta decisão do governo for por diante a cirurgia pediátrica do S. Teotónio pode ter os dias contados. Já não nos bastava o “faço não faço” do Centro Oncológico, acresce agora mais esta preocupação.
E o que fizeram os deputados socialistas? Enviaram à Presidente da Assembleia, no espaço de uma semana, dois requerimentos a exigir a presença e explicação do ministro sobre dois temas concretos: “urgência e emergência na saúde” e “reforma hospitalar”.
E o que fizeram os deputados do PSD e do CDS? Chumbaram, nesta quarta-feira, na Assembleia da República, a vinda do ministro e são por isso cúmplices do silêncio perante o país e da desvalorização do Serviço Nacional de Saúde, também no nosso território.
Tudo isto é muito mais grave do que parece. O ministro da Saúde cortou quase o dobro do estipulado no compromisso assumido no Plano de Assistência Financeira. Quis ir, ele também, para além da “Troica”.
Como consequência, como é público, por falta de recursos financeiros e humanos, as dificuldades no INEM, as VMERS, este ano já ocasionaram várias mortes, sendo que as últimas, duas concretamente, aconteceram este mês, em Évora.
Ora, o desmantelamento de serviços de saúde, com profissionais dedicados, que funcionam bem, cientificamente bem-sucedidos, representam o delapidar de um património de notável experiência humana. Complementarmente, afasta as pessoas do SNS. Para além dos doentes oncológicos, dos que necessitam de fisioterapia na região, só nos faltava agora que fosse para Coimbra o serviço de referência de cirurgia pediátrica que existe em Viseu.

DV 2014-04-16

domingo, 20 de abril de 2014

Ovos da Páscoa - No Governo PSD/CDS mantém-se a divergência pública

(Opinião) Já só o medo de perder expressivamente as eleições mantém juntos o PSD e o CDS. O que os une não é uma aliança por Portugal, mas uma parceria pelo poder, "custe o que custar". E, no caso do CDS, há a probabilidade de não sobreviver isoladamente. Em todos os estudos de opinião os dois partidos perderiam de modo inequívoco. Está demonstrado que Passos Coelho não quer que se "lixem as eleições". E Paulo Portas também não.

Mas os problemas são muitos. Recordemos os últimos dez dias: Pires de Lima, ministro da Economia nega aumento do imposto sobre produtos alimentares (com sal, gordura ou açúcar) que o Governo tinha anunciado que iria taxar. Paulo Portas continua a insistir que o IRS deverá baixar em 2015, mas o primeiro-ministro e, sobretudo, a ministra das Finanças diz que isso não será assim. Imprevisibilidade e, portanto, instabilidade é o que a maioria nos oferece.