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domingo, 30 de agosto de 2015
quarta-feira, 26 de agosto de 2015
(Exp. Curto) - Por que não cai, proporcionalmente, o preço dos combustíveis em Portugal?
O excesso de
oferta de crude tem feito as cotações cair a pique, mas para as famílias o
efeito é bem menos elástico. Mas há indícios de que tão cedo não ouviremos
falar de subidas vertiginosas da gasolina e do gasóleo
O preço do
petróleo desceu para um dos níveis mais baixos dos últimos seis anos, mas em
Portugal o custo dos refinados (gasolina e gasóleo), sem impostos, mantém-se
nos valores mais elevados praticados entre os 28 países da União Europeia (UE).
Para os produtores de petróleo as baixas cotações da matéria-prima vêm
ensombrando as suas perspetivas de negócio, obrigando a adiar investimentos até
que os preços voltem a proporcionar maiores margens de lucro.
Para o
consumidor português a queda do preço do petróleo até podia ser benéfica. Mas a
queda no preço do crude está longe de se refletir de com a mesma amplitude nos
valores praticados nos postos de combustíveis. Mesmo expurgando o efeito da
fiscalidade, Portugal paga um preço relativamente elevado pelos produtos
refinados.
Segundo dados da
Comissão Europeia, a gasolina 95 vendida em Portugal, sem impostos, é a quinta
mais cara da UE. E o gasóleo português, também sem impostos, é o nono mais caro
entre os 28 países da UE.
Na Península
Ibérica, persistem diferenças de preços nos combustíveis refinados sem
impostos, devidas, sobretudo, à maior incorporação em Portugal de
biocombustíveis e aditivos mais "limpos" na gasolina e no gasóleo.
Espanha
incorpora menos quantidades percentuais de biocombustíveis na gasolina e no
gasóleo, praticando preços base (sem impostos) mais baixos.
Também os Preços
de Venda ao Público (PVP) são superiores em Portugal, pois o mercado nacional
continua a ter uma fiscalidade mais pesada que a praticada em Espanha.
Enquanto em
Portugal, sem impostos - segundo dados da Comissão Europeia relativos a 17 de
agosto -, o preço do litro de gasolina 95 é de 0,582 euros, em Espanha este
combustível é vendido a 0,573 euros por litro. No gasóleo, o preço sem impostos
é de 0,555 euros por litro em Portugal, e em Espanha é de 0,538 euros.
Em PVP, a
Comissão Europeia refere que na semana de 17 de agosto a gasolina 95 era
vendida em Portugal a 1,476 euros por litro, enquanto no mercado espanhol
custava 1,252 euros por litro. O gasóleo, na mesma semana, custava 1,178 euros
por litro em Portugal e 1,096 euros por litro em Espanha.
O impacto dos biocombustíveis
em Portugal
O presidente da
BP Portugal, Pedro Oliveira, explica que a incorporação legal de
biocombustíveis é superior em Portugal, o que encarece ligeiramente o preço
base da gasolina e do gasóleo no mercado nacional, comparativamente aos preços
praticados em Espanha, que travou a quantidade de biocombustíveis incorporada
nos refinados".
"No gasóleo
é incorporado o designado Fame, que é o biocombustível utilizado para ser adicionado
até aos níveis fixados na lei portuguesa e que é um produto nacional",
refere Pedro Oliveira, explicando que "o mercado português não pode
recorrer à incorporação de Fame adquirido no mercado internacional, que tem
preços mais favoráveis".
Por outro lado,
o mercado português de combustíveis não tem as infraestruturas necessárias para
efetuar a mistura de etanol na gasolina, que exigem instalações separadas.
"Como em Portugal não há linhas de produção segregadas para efectuar a
mistura de etanol, a produção de gasolina menos poluente, mais limpa, é feita
através da incorporação do designado MTBE, o que encarece o preço base da
gasolina", comenta o presidente da BP Portugal.
No entanto,
Pedro Oliveira esclarece que "sem a incorporação de Fame e MTBE, o custo
da gasolina e do gasóleo refinados em Portugal é inferior ao dos refinados em
Espanha".
Na atual
conjuntura internacional do mercado petrolífero, "é previsível que se
mantenha o excesso de reservas e de combustíveis armazenados (stocks) e que
continue a ser produzido petróleo em quantidades superiores aos níveis atuais
do consumo, o que prolongará a descida das cotações internacionais do barril de
petróleo", adianta Pedro Oliveira.
"Esta
tendência de queda de preços será mantida até ao dia em que a quantidade de
petróleo produzido coincida com a quantidade de petróleo consumida, mas
atualmente há incerteza sobre o momento em que isso possa acontecer",
refere o responsável da BP Portugal.
Ao longo dos
últimos 12 meses a cotação do brent afundou mais de 50% mas o preço de venda ao
público da gasolina em Portugal apenas recuou 4%, enquanto o preço final do
gasóleo baixou cerca de 10%
Face ao forte
abrandamento no crescimento da China - e ao aumento de problemas com as quedas
de exportações da segunda maior economia mundial, que já determinaram
sucessivas desvalorizações cambiais do yuan por parte do Banco Popular da China
-, ao aumento das reservas petrolíferas dos EUA e ao aumento de vendas do
petróleo do Irão no mercado internacional, persistem os fatores que poderão
prolongar a descida de cotações internacionais do petróleo.
Ou seja,
atualmente não há certezas sobre o efeito do abrandamento chinês na redução do
consumo mundial de petróleo, sendo certo que a quantidade de petróleo produzida
diariamente em todo o mundo continuará a ser superior aos níveis de consumo
diários.
Assim, a cotação
internacional do petróleo continua a cair, com o petróleo do Texas (o WTI) a
ser negociado em Nova Iorque perto dos 38 dólares por barril, enquanto o
petróleo do mar do Norte (o Brent, que é o petróleo de referência para o
mercado português) está a ser negociado em Londres a níveis próximos dos 43
dólares por barril.
Preços baixos
são para continuar
Embora ao longo
dos últimos 12 meses a cotação do brent tenha afundado mais de 50%, o preço de
venda ao público da gasolina em Portugal apenas recuou 4%, enquanto o preço
final do gasóleo baixou cerca de 10%. O elevado peso da fiscalidade (note-se
que o ISP tem um valor fixo por litro de combustível) faz com que as flutuações
da matéria-prima se repercutam no preço final dos refinados com menor
intensidade. Além disso, a desvalorização do euro face ao dólar também tem sido
um entrave a que a queda do valor do crude se traduza em maiores benefícios
para as famílias portuguesas.
António Costa
Silva, presidente executivo da Partex (petrolífera da Fundação Calouste
Gulbenkian), admite que a cotação do ouro negro permaneça em níveis
historicamente baixos. "Estamos claramente num ciclo de preços baixos. E
com tendência para baixar ainda mais", declarou o gestor ao Expresso.
Tem havido
correções pontuais de preços nas cotações do WTI e do Brent, que, durante
horas, travam a tendência de queda do petróleo nos mercados internacionais. Mas
os especialistas do sector reconhecem que a descida de preços do petróleo vai
continuar em setembro. Os contratos de futuros de petróleo (os barris que são
negogiados para serem entregues no prazo de três meses) têm batido mínimos
históricos sucessivos, forçados pela sobreprodução mundial de petróleo.
A agência
Bloomberg estima que os "stocks" de petróleo no mercado
norte-americano aumentaram cerca de dois milhões de barris na semana de 21 de
agosto.
"Já estamos com excesso de oferta
no mercado. E com a produção do Irão é muito provável que continue a haver
excesso de oferta", aponta António Costa Silva. O que não deixa de ser um
sinal positivo para quem consome produtos petrolíferos. "Creio que este
ano e o próximo os preços vão estar muito baixos, na faixa dos 45 a 50 dólares
por barril. A menos que haja uma catástrofe geopolítica!", sublinha o
presidente da Partex. (Txt João Palma Ferreira e Miguel Prado; Infografia de Olavo Cruz)
domingo, 10 de maio de 2015
Combustíveis: desde janeiro subiram 25cts a gasolína e 14cts o gasóleo
O Governo tem uma campanha para vender a ideia de "descida" de combustíveis. É tudo exatamente o contrário. Nunca subiram tanto. Bateram o recorde dos últimos 11 anos. Desde janeiro de 2015, um depósito de 60 l de gasolina custa mais 17,6€ e o de gasóleo mais 11€. Este é o preço "low cost" da última medida do Governo para baixar os combustíveis. Há, na gasolina, 40% de impostos.
"O preço da gasolina já subiu 25 cêntimos desde o início do ano. É o maior aumento desde que o mercado foi liberalizado.
O preço médio do litro de gasolina em Portugal está actualmente nos 1,536 euros. Mais 24,8 cêntimos por litro face à última semana de Dezembro do ano passado. Ou seja, encher o depósito com 60 litros de gasolina 95 custa hoje mais 17,6 euros do que há quatro meses atrás. É o maior aumento do preço da gasolina desde que o mercado de combustíveis foi liberalizado (em Janeiro de 2004).
Seguindo o mesmo raciocínio para um depósito de gasóleo chega-se a um acréscimo de 11 euros por fornecimento - mais 14 cêntimos por litro face à última semana do ano passado - o que representa o segundo maior aumento dos últimos 11 anos. E se recuarmos a 2004, as diferenças são ainda mais acentuadas: o gasóleo aumentou 84% desde a liberalização do mercado, enquanto o preço da gasolina subiu 60% em 11 anos.
Como exemplo, um condutor que, em Janeiro de 2004, fizesse a viagem de ida-e-volta Lisboa/Algarve, num total de 600 km no seu carro a gasolina (com um consumo médio de 7 litros aos 100km) gastaria 39,90 euros para abastecer os 42 litros necessários; hoje teria de desembolsar quase 64 euros. Se o carro fosse a gasóleo, para pôr os mesmos 42 litros de combustível seriam necessários hoje 54 euros, contra apenas 29,4 euros há 11 anos.
De acordo com o último relatório de Bruxelas, depois de impostos, o preço médio da gasolina 95 octanas praticado em Portugal é o oitavo mais caro em toda a UE. Já o gasóleo ocupa a 15ª posição entre os 28 países do espaço comunitário.
Os mesmos dados mostram que a carga fiscal representa quase metade do preço final do gasóleo, o combustível mais consumido em Portugal. Na gasolina, o peso dos impostos é de 40% do preço pago pelos automobilistas." (in Económico)
quarta-feira, 29 de abril de 2015
Ministro diz que combustíveis desceram 3 cts com a nova lei
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Todos nós começámos a pagar mais, mas o ministro do
Ambiente, Ordenamento do Território e Energia disse ontem, no Parlamento, que
a entrada em vigor da lei dos combustíveis simples já permitiu aos
consumidores uma poupança média de 3 cts por litro.
Então ou já ninguém sabe quanto paga ou para o ministro pagar mais significa pagar menos. Ao que chegámos!!!
Jorge Moreira da Silva, que falava na Comissão Parlamentar de Economia e
Obras Públicas, disse esperar que a redução de preços aumente "à medida
que a reforma vier a ser concretizada" e que os operadores do mercado
forem afinando as suas estratégias comerciais.
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quarta-feira, 22 de abril de 2015
O preço dos combustíveis: um "Governo Low cost"
O que mais me impressiona é o profundo desprezo do Governo pela inteligência dos eleitores. Passaram 4 anos a prometerem combustíveis "low cost".
Ei-los agora, a 4 meses de eleições, nas gasolineiras.
Só há um problema: não só não são mais baratos como, ao segundo dia, subiram de preço ultrapassando os existentes.
Tal como o Governo, saem-nos mais caros e são de baixo rendimento.
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
O Governo cala-se: Aumento da eletricidade e lenta descida dos combustíveis
Há muito que não chovia tanto e as barragens nunca estiveram tão cheias como neste dois últimos anos.
A maioria absolutíssima da energia elétrica que consumimos já não tem dependido dos combustíveis fósseis, mas de fontes limpas.
E o petróleo caiu para preços de há quase um década. Então, por que motivo vai subir a eletricidade e os combustíveis descem tão devagar? Porque o Governo consente e quer!
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
Combustíveis baixam na origem, mas Governo vai subi-los na chegada
Este Governo sem ideias no depósito - Na viragem de 2014 para 2015, graças ao Orçamento do Estado e a outras
decisões do Governo, o litro da gasolina vai subir cerca de 6,5 cêntimos e o do
gasóleo 5,1 cêntimos da noite para o dia.
De acordo com os níveis de consumo
oficiais de 2013 registados pela Apetro para os três combustíveis mais comuns,
aponta-se para um aumento de receita fiscal que vai superar os 127 milhões de
euros (ME) no imposto sobre os produtos petrolíferos, contando com o IVA, e de
77,7 ME com a cobrança de mais 1,5 cêntimos por litro devido ao CO2.
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
COMBUSTÍVEIS - SIC DESCOBRE - GOVERNO "LEVA" 10 MILHÕES A MAIS POR CADA CÊNTIMO INDEVIDO
Síntese - FOI DESCOBERTA MAIS UMA LEVIANDADE DO GOVERNO - o trabalho é da SIC de Pinto Balsemão. Descobriu-se que pagamos 4 cêntimos acima da média da UE e cada cêntimo de aumento dos combustíveis rende mais de 25 mil euros por dia em IVA ao Estado. Ao fim de 1 ano, PASSOS COELHO "ARRECADA" 10 milhões por cada cêntimo que pagamos mais caro. Portanto, 40 MILHÕES ANO. As gasolineiras também ganham. Portanto estava tudo calado. A entidade reguladora também. FRANÇOIS HOLLAND acaba de obrigar a uma BAIXA de 6 cêntimos repartida entre Estado e gasolineiras. É A DIFERENÇA!
terça-feira, 21 de agosto de 2012
NUM ANO - PETRÓLEO SUBIU 5,1%, MAS GASOLINA E GASÓLEO 11,7%
GASOLINA E GASÓLEO subiram mais do dobro do que o preço do barril de petróleo. Só assim se explica que vendendo menos combustíveis a GALP e afins tenham mais lucros. Todos nós pagamos a "sofreguidão" de alguns. O 1º Ministro e ministro da Economia assobiam para o ar. Vitor Gaspar esfrega as mãos. A rede de bombas "low cost" prometida foi mais uma ilusão burlesca.
A entidade reguladora é uma anedota, mas o GOVERNO É CÚMPLICE DE UMA AGIOTAGEM INQUALIFICÁVEL.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
GASOLINA - A MAIOR QUEDA DO ANO? E QUANTO CUSTOU A MAIOR SUBIDA?
Rita Paz
Abastecer o automóvel com gasolina está a partir de hoje mais barato em 2,5 cêntimos por cada litro. Tal como o Económico avançou na passada sexta-feira, o preço da gasolina sem chumbo 95 ficou hoje mais barato 2,5 cêntimos por litro para 1,734 euros. Esta foi a actualização do preçário realizada nos postos da Galp esta madrugada e acompanhada de perto pela concorrência. Nos postos de abastecimento da Cepsa, o litro da gasolina desceu dois cêntimos para 1,739 euros.
Na Repsol e na BP os preços ainda são os mesmos da semana passada. As empresas costumam proceder às suas actualizações à terça-feira.
Estas variações no custo dos combustíveis têm por base a cotação média da gasolina e do gasóleo nos mercados internacionais na semana anterior. E segundo dados da Bloomberg, a gasolina desceu 3,91% na semana passada, o maior recuo da cotação de mercado este ano.
Também por isso, o litro de gasóleo ficou inalterado nos postos da Galp e da Cepsa em 1,499 euros por litro. É que a cotação média do 'diesel' subiu uns ligeiros 0,15%.
O preço fixado na rede tem ainda em conta o nível de concorrência, da oferta e da procura em cada mercado e do nível de custos fixos de cada posto, pelo que os valores podem variar.
Apesar destas descidas, os preços praticados actualmente em Portugal são dos mais elevados da União Europeia.
De acordo com o último relatório de Bruxelas, depois de impostos, o preço médio da gasolina 95 octanas praticado em Portugal é o oitavo mais caro em toda a União Europeia. Já o gasóleo ocupa a 13ª posição no 'ranking' dos 27 países do espaço comunitário.
Desde o início do ano, o preço do 'diesel' já subiu mais de sete cêntimos, enquanto a gasolina encareceu 19 cêntimos por litro.
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