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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

NÃO HOUVE DESVIO COLOSSAL, DIZ A "UTAO" (Unidade Técnica Apoio Orçamental)

Medo de desvio colossal surgiu em Julho
Afinal não houve um desvio colossal na despesa em 2011. Quem o diz é a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), num relatório sobre a execução orçamental do ano passado, no qual conclui que: o desvio existente se deveu a menos receita e não a despesa em excesso.

Se não forem contabilizadas medidas extraordinárias, “o défice em 2011 foi superior ao previsto inicialmente no Orçamento do Estado para 2011 em 1893 milhões de euros”, refere a UTAO, entidade que dá apoio aos deputados da Comissão de Orçamento e Finanças.

“Para este desvio contribuiu sobretudo a insuficiente execução da receita não fiscal. Também em termos ajustados, a despesa reduziu-se face ao ano anterior e acabou por ficar abaixo da previsão inicial e do estimado no OE/2012, tendo este último desvio (favorável) sido bastante elevado.”

Ou seja, o final do ano mostra que a despesa acabou por ter um comportamento melhor do que o esperado, tendo sido a receita a ficar aquém das expetativa, quer do Governo de José Sócrates, quer do atual.

A despesa fechou o ano a cair mais 440 milhões de euros do que o previsto no OE 2011, enquanto a receita ficou 2332 milhões abaixo do estimado.

 O que justifica a quebra de receita? Segundo a UTAO, “os desvios negativos da receita não fiscal relacionam-se sobretudo com a não contabilização, no exercício de 2011, da receita prevista com a emissão de licenças 4G” e com um crescimento abaixo do esperado das contribuições para Segurança Social. No que diz respeito aos gastos, a despesa efetiva de 2011 caiu 0,6% quando – a três meses do final do ano – o Governo de Pedro Passos Coelho previa um aumento de 1,7%.

domingo, 16 de outubro de 2011

1º MINISTRO EM PÂNICO - PS REITERA A EXIGÊNCIA DE EXPLICAÇÃO DO DESVIO

OE 2012 - PS reitera desafio a Passos para esclarecer desvio orçamental aos portugueses no Parlamento
 "O PS reitera a necessidade de mais esclarecimentos sobre o alegado  desvio orçamental de 2011 e é esse desvio que está a servir de desculpa  para o Orçamento de 2012", afirmou o dirigente socialista João Ribeiro,  em declarações aos jornalistas, na sede do partido, no Largo do Rato, em  Lisboa. 
Para os socialistas, Passos Coelho tem de explicar "aos portugueses  e ao Parlamento como fundamenta esse alegado desvio de que tem vindo a falar".

JOÃO RIBEIRO - SEC.NAC PS

Segundo João Ribeiro, secretário nacional do PS, o chefe do Governo  "desresponsabiliza-se para ocultar as suas responsabilidades", frisando  que "os portugueses exigem é que o primeiro-ministro governe e não se desculpe".
Em declarações aos jornalistas, o dirigente socialista recordou que  Passos Coelho pediu no passado desculpa aos portugueses, atitude que agora  parece não equacionar. 
"O primeiro-ministro veio hoje dizer que não sentia que devia pedir  desculpa aos portugueses. (...) Foi este o primeiro-ministro que pediu desculpa  aos portugueses pelas condições recessivas que impôs no Orçamento de 2011",  orçamento esse de que foi "co-autor" e "co-executor", referiu João Ribeiro.
"Desculpa-se com tudo e mais alguma coisa, mas não quer pedir desculpa  aos portugueses pelo Orçamento do Estado de 2012. O primeiro que é totalmente  seu", frisou João Ribeiro, salientando ainda que "coragem é assumir medidas  porque se acredita nelas e não com desculpas sobre o passado". 
Questionado sobre o sentido de voto do PS sobre o OE2012, João Ribeiro  reiterou que o partido mantém "integralmente" a sua posição e só irá decidir  "depois de conhecer todas as dimensões do orçamento".

sexta-feira, 22 de julho de 2011

PASSOS NEGA "BURACO COLOSSAL" - QUE VERGONHA!!!

Lusa

"Houve uma utilização abusiva de uma alusão, que eu fiz, a um esforço colossal que o Estado vai precisar de fazer, em praticamente meio ano, para poder acomodar um desvio de despesa de quase mil milhões de euros", disse Passos Coelho.
O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho negou hoje em Bruxelas que haja um buraco "colossal" nas contas públicas, considerando que houve uma utilização abusiva do termo que utilizou para descrever o esforço que terá de ser feito para acomodar um desvio.
"Não há nenhum buraco colossal nas contas públicas. Creio que todos aqueles que seguem a política em Lisboa já o perceberam nesta altura. Houve uma utilização abusiva de uma alusão, que eu fiz, a um esforço colossal que o Estado vai precisar de fazer, em praticamente meio ano, para poder acomodar um desvio de despesa de quase mil milhões de euros", disse.
Explicando que esse valor é "uma estimativa", escusou-se a "entrar, para já, em pormenores", apontando apenas que é preciso, do lado da receita, um adicional superior a 800 milhões de euros até ao final deste ano, e depois é necessário corrigir um valor "muito perto de mil milhões de euros do lado da despesa".
Passos Coelho indicou que, dentro de aproximadamente uma semana, o Governo fixará "tetos de despesa que serão utilizados para a elaboração do Orçamento de Estado para 2012", e a partir dessa altura "ficará mais claro" como se procederá a esse esforço de despesa.
A polémica em torno da expressão "colossal" teve início na sequência de uma reunião, na semana passada, do Conselho Nacional do PSD, quando foi veiculado que Passos Coelho havia falado num "desvio colossal" nas contas públicas
Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/passos-coelho-nega-buraco-colossal=f663379#ixzz1SoxEjorN

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Desvio colossal ainda não aparece nas contas de Junho

PEDRO ROMANOpromano@negocios pt


 Desvio colossal ainda não aparece nas contas de Junho

O défice orçamental engordou em cerca de 4 mil milhões de euros só em Junho crescendo mais neste mês do que em todo o período de Janeiro a Maio.
Mas apesar de tudo as contas publicadas ontem pela Direcção geral do Orçamento mostram que o buraco do Orçamento está bem abaixo da fasquia fixada pela troika.  Segundo a DGO o saldo do conjunto da máquina do Estado que inclui todosorganismos públicos desde a Segurança Social aos institutos públicos passou de um excedente de cerca de 500 milhões em Maio para um défice de 3 6 mil milhões de euros.
O aumento é enorme mas não é extraordinário tendo em conta o historial da execução orçamental Junho é tradicionalmente um mês complicado seja pela necessidade de pagar subsídios de férias seja porque é neste mês que grande parte dos juros são pagos aos credores dívidas a concessionárias de infraestruturas rodoviárias São pagamentos relativos a anos anteriores e que portanto não contam para odéfice deste ano

Desvio colossal por descobrir
Apesar disto o défice continua abaixo da meta fixada pela troika. BCE Comissão e FMI queriam que o buraco das contas não ultrapassasse os 5 400 milhões de euros em Setembro e esse objectivo foi cumprido com uma margem de manobra de quase 1 500 milhões de euros
Nas contas não se detecta assim qualquer desvio colossal face às metas averbadas com a troika
O desvio foi identificado pelo primeiro ministro que invocou como justificação para anunciar um novo imposto especial sobre o subsídio de Natal e cortes de despesa excepcionais
Os números de ontem contudo não são directamente comparáveis com os que são apresentados a Bruxelas já que seguem uma óptica contabilística diferente
Mas a troika sabia disso quando estabeleceu os objectivos que estão fixados para ambas as ópticas contabilísticas
Uma possibilidade é o desvio de Passos apenas ser identificado na óptica contabilística de Bruxelas Contas Nacionais para isso acontecer basta que os falhanços da consolidação se verifiquem em rubricas que apenas são captadas por esta óptica como despesas de empresas públicas Seja qual for a hipótese os números apresentados em relação à necessidade de mais medidas

terça-feira, 19 de julho de 2011

A COMISSÃO EUROPEIA DESVALORIZOU QUAISQUER DESVIOS NAS CONTAS PÚBLICAS

Bruxelas estranha desvio colossal nas contas públicas
Luís Rego em Bruxelas
A Comissão Europeia desvalorizou quaisquer desvios nas contas públicas portuguesas avisando oficialmente que se concentrará a avaliar a execução do programa de ajustamento em meados de Agosto.
Uma fonte comunitária conhecedora dos trabalhos da Troika considerou ontem "estranho" um desvio tão considerável, como aquele que está a ser avançado em Portugal, dado que "as contas do país foram escrutinadas em grande detalhe" nos últimos meses pelas autoridades internacionais.
Não só uma missão técnica da Comissão e BCE esteve em Lisboa entre Fevereiro e Março, tendo identificado um desvio de oito décimas que precisou de ser complementado por novas medidas, como algumas semanas depois nova missão de mais de 30 técnicos, desta feita com o FMI, voltou a inspeccionar os números. Uma coisa são "desvios decorrentes da actividade económica", outra são "despesas escondidas", explicou, esperando que a questão se clarifique durante a próxima missão a Lisboa.
Depois de ter prometido não atirar culpas para o anterior Executivo, Pedro Passos Coelho, o primeiro-ministro de Portugal, anunciou este Domingo que vai apresentar até ao final de Agosto um novo pacote de medidas de contenção para cobrir um desvio de cerca de dois mil milhões de euros descoberto nas contas públicas.
A porta-voz da Comissão Europeia, Amélia Torres, remeteu ontem para a reavaliação do programa dentro de um mês.

Ó PP TU É QUE ÉS ESPECIALISTA
 EM INVENTAR GRÁFICOS!!

"A primeira missão da Troika, que vai verificar se os objectivos em termos de consolidação orçamental estão a ser preenchidos, terá lugar em finais de Julho, princípios de Agosto, e é aí que se verá se estamos numa boa trajectória", explicou.
A única coisa que interessa em Bruxelas é que o desafio orçamental, tal como ele existe, esteja a ser respondido com as medidas necessárias, sejam as que estão no programa ou outras se necessárias.
A porta-voz saúda "as medidas anunciadas pelo Governo há algumas semanas atrás, e também o facto de o Governo estar disposto a adoptar novas medidas, caso sejam necessárias".