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sábado, 16 de janeiro de 2016

Viseu - Maria de Belém - a campanha em fotos

Começou  por visitar, em Mortágua, a Santa Casa da Misericórdia, a convite da direção, e a sua Unidade de Cuidados Continuados, junto ao Centro de Saúde, equipamento decido no seu tempo enquanto ministra da Saúde como bem lembrou o Provedor.
Seguidamente foi recebida no salão nobre da autarquia, pelo Executivo, a convite do seu presidente. José Júlio Norte endereçou-lhe palavras de estima, lembrou a experiência conjunta no âmbito das misericórdias portuguesa, bem como o facto de estar ligada  a Mortágua por laços familiares
Depois seguiu para Viseu onde jantou com 300 apoiantes. Júlio Pedrosa, ex ministro da Educação e Reitor de Aveiro, onde é mandatário da sua candidatura, esteve presente, tal como Patinha Antão. Fernando Girão, mandatário distrital, Bruno Matias, mandatário nacional para a Juventude, e Jorge Coelho fizeram os discursos da noite.
Os presidentes de câmara de Moimenta da Beira e Penalva do Castelo, respetivamente José Eduardo e Francisco Carvalho, o ex-presidente da câmara de Lamego, o socialista José António Almeida Santos, tal como o presidente da câmara de Mangualde, João Azevedo, foram algumas das personalidades presentes.





















quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Viseu - Jorge Coelho apoia Maria de Belém e ataca Marcelo




Jorge Coelho, ao lado de Belém, diz que eleições não são para mister simpatia.
Maria de Belém teve ontem o seu melhor dia de campanha. Dedicou-o às mulheres e não se cansou de as elogiar.  

A campanha fez-se em Aveiro, distrito que conhece bem e pelo qual foi eleita deputada duas vezes, onde visitou uma fábrica de malas e carteiras na qual trabalham 82 operários, dos quais 85% são mulheres.
À hora do almoço, o ex-ministro Jorge Coelho juntou-se à comitiva, mas só falaria à noite, no primeiro jantar-comício da candidatura. Jorge Coelho foi arrasador para Marcelo Rebelo de Sousa, acusando-o de não ser coerente, de ser o candidato da Direita e de não ter passado para ocupar o lugar de Presidente da República.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Hoje, Maria de Belém, em Mortágua e Viseu com apoiantes

Maria de Belém será recebida às 17,30h na câmara de Mortágua de onde seguirá para uma visita à Santa Casa de Misericórdia, nomeadamente à Unidade de Cuidados Continuados. Pelas 20h, em Viseu, no espaço ExpoCenter participará num jantar de apoiantes. Será acompanhada apelo nosso conterrâneo Jorge Coelho e pelo mandatário nacional para a Juventude, Bruno Matias, ex-presidente da A.A.Coimbra.
Personalidades do distrito, presidentes de câmara, autarcas e dirigentes de múltiplas instituições estarão presentes ao lado dos apoiantes da candidatura. Fernando Girão, mandatário Distrital e Jorge Coelho usarão da palavra. Maria de Belém encerra o evento.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Guterres apoia Maria de Belém a "Belém"

Terminado o mandato como alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), António Guterres está livre para anunciar o apoio à candidatura presidencial de Maria de Belém Roseira. 
Ao que o Diário Económico apurou, esse anúncio deverá ser feito nos próximos dias. Maria de Belém foi por duas vezes ministra nos governos de António Guterres - primeiro na Saúde e depois na Igualdade (...)

No momento em que Guterres cessa o mandato como ACNUR, o PS manifestou “profundo orgulho” pela forma como o seu ex-líder desempenhou o cargo, considerando, numa nota pública, que aumentou de forma “assinalável” o prestígio de Portugal. “António Guterres deixa no fim deste seu mandato um importante legado na defesa dos refugiados e dos Direitos Humanos, com um nível de recursos e de protagonismo que até então o alto comissariado para os Refugiados não possuía”, reforça o PS. 

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Maria de Belém na Feira dos Santos em Mangualde

Ontem, Maria de Belém, a convite do  presidente da câmara de Mangualde, João Azevedo, esteve presente na secular Feira dos Santos certame que atrai milhares de visitantes ao Concelho. Todos a quiseram cumprimentar e sua notoriedade ficou bem sublinhada na simpatia e afeto que lhe as pessoas lhe transmitiram.
Questionada pelas televisões sobre o atual momento político a candidata presidencial Maria de Belém disse "esperar que Portugal "encontre estabilidade" e um "futuro com serenidade", sublinhando ver "com toda a naturalidade" um acordo à esquerda, mas agora que essa é "urna matéria agora para a Assembleia da República".

Durante o fim de semana, as várias artérias da cidade foram animadas pelos residentes e visitantes. 

De entre o programa destaca-se a Feira das Febras, a Mostra das Freguesias de Mangualde, a Expovinhos de Mangualde e Degustações, a Mangualde Industria, a Manguald`Arte, a Mangualde Regional, a AgroMangualde, a Mangualde Motor, Artes & Ofícios e  AniMangualde.










quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Maria de Belém vai disputar a vitória - "em eleições não há coroações"

Estive com muitos amigos e apoiantes de Maria de Belém no CCB, na sala Sofia de Mello Breyner, na apresentação da sua candidatura a Presidente da República. Marçal Grilo, Jorge Coelho, Padre Feitor Pinto, Marques Perestrelo, Almeida Santos,  António Braga, Manuel Alegre, Mota Andrade, Carlos Zorrinho, entre muitos, participaram no evento.

Maria de Belém garante que se candidata às Presidenciais de 2016 "para disputar a vitória" porque em eleições não há "coroações", numa alusão a Marcelo Rebelo de Sousa, o candidato da Direita com vantagem nas sondagens. E deixa uma crítica indireta a Cavaco Silva: o cargo exige "visão política e não um programa político que nem a Constituição determina, nem a sociedade exige". "Portugal precisa de um Presidente que saiba ser independente, entenda a vontade do povo e dê voz aos mais frágeis da sociedade"
"A candidata presidencial defende que a corrida a Belém deve transcender a “apoios políticos” e que tem o direito de se candidatar por um “impulso de cidadania”. Admite ainda que se Guterres tivesse avançado seria o seu candidato de eleição.
Poucas horas depois do lançamento da sua candidatura presidencial, Maria de Belém reiterou esta noite, numa entrevista à TVI, que considera ter “todas as hipóteses” para ser eleita. Disse que irá congregar votos à esquerda, apesar de considerar que a corrida a Belém deve transcender a “apoios político-partidários”.
“Eu considero que tenho todas as possibilidades e vou explicar as minhas ideias que vou propor ao país. Não é um modelo de Governo, mas de Presidência e tenho uma enorme confiança nisso”, afirmou.
Garantindo que não pediu o apoio expresso do PS, Maria de Belém admitiu contudo que será importante contar com os votos de militantes e simpatizantes do partido socialista, mas não só. “Há pessoas que nunca estiveram filiadas, nem tencionam estar e têm uma posição favorável à minha maneira da estar e terão todo o gosto em votar em mim. Eu acho que o apoio explícito de um partido é muito importante, mas não é suficiente.”
Confrontada sobre outras candidaturas que contam com apoio de socialistas, Maria de Belém considerou ter o direito de se candidatar por um “impulso de cidadania”. “Não me sinto nada diminuída sem o apoio explícito do PS, até porque tenho uma boa relação com eles”, afiançou.
Segundo Maria de Belém, alguns socialistas poderão ter manifestado o apoio a determinados candidatos, tendo em conta o leque existente na altura. “Eu vou trabalhar muito no sentido de ganhar e acho que tenho condições. Vou bater-me pela vitória, que poderá passar por uma segunda volta das Presidenciais”, sublinhou.
Admitiu ainda que se Guterres tivesse avançado para Belém não entraria na corrida, pois esse seria o “seu candidato presidencial”.
Sobre as legislativas, Maria de Belém afastou a ideia de que a sua candidatura tivesse prejudicado a campanha eleitoral do PS e disse encarar com naturalidade o resultado, uma vez que as políticas de austeridade foram “muito flageradoras.”
Questionada sobre se António Costa devia demitir-se, Maria de Belém disse recusar comentar as questões internas do partido. “Não vou fazer comentários nenhuns, estou fora desse mundo de preocupações, estou na minha campanha.”

terça-feira, 29 de setembro de 2015

António Costa convida Maria de Belém para participar na campanha do PS

Maria de Belém vai estar presente em Lisboa, na próxima sexta-feira, em que o PS fará a tradicional descida do Chiado. 

"Apesar António Costa ter deixado para depois das legislativas a decisão sobre quem apoiar nas presidenciais, a candidata à Presidência da República é também ex-presidente do partido e o secretário-geral do PS quer tê-la na campanha socialista." 

Um bom exemplo de Costa que deveria ser seguido por todos. (jornal I)

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Maria de Belém é candidata, mas a uma só voz com Costa na 1ª prioridade: legislativas

Marçal Grilo (ex-ministro da Educação), Joshua Ruah (médico), António Rendas (Reitor), Nuno Júdice (escritor), Fernando Correia (jornalista), Jorge Armindo (reitor), Marta Crawford (sexóloga), Manuel Alegre, Luís Reto (reitor), entre muitos outros nomes, são apoiantes da candidatura de Maria de Belém.

António Costa e Maria de Belém estão a uma só voz quanto à prioridade das legislativas e vão concentrar os seus esforços nesse sentido. 

Também militantes socialistas, de todo o continente e ilhas, que tiveram posições diferentes no apoio ao atual secretário-geral, estão juntos no apoio a Maria de Belém.

A direção do PS não exprimiu ainda apoio a qualquer das candidaturas e, segunda a mesma, até poderá não o fazer, deixando total liberdade na decisão aos militantes do PS.




terça-feira, 11 de agosto de 2015

Presidenciais: Helena Freitas, cabeça de lista do PS Coimbra, acha Belém "excelente candidata

É assim que a professora catedrática Helena Freitas, convidada por António Costa para cabeça de lista do PS por Coimbra, fala sobre a candidatura da ex-presidente do PS:
"Entendo que Maria de Belém é uma excelente candidata, reunindo todas as condições para uma ampla convergência de eleitorado. Tem um percurso político robusto, uma extraordinária capacidade de diálogo e a sensibilidade que os tempos exigem".
O número de apoiantes parece crescer a cada dia, segundo fonte ligada à candidatura de Maria de Belém, que diz que "já está a ser organizada uma rede nacional entre todos os concelhos do país para apoiar a candidatura".

domingo, 9 de agosto de 2015

Cem notáveis querem Maria de Belém na corrida das presidenciais

A ex-Presidente do PS e ministra da SaúdeMaria de Belém Roseira,  sente que aumenta a pressão para que avance com a candidatura à Presidência da República.
Desta vez, um grupo de cem individualidades, a maioria ligada às áreas da saúde, da cultura e ensino superior, prepara-se para desafiar publicamente a ainda deputada do PS a correr a Belém em 2016, por não se rever em qualquer outro nome ventilado na praça pública. 
Cresce todos os dias o número de socialistas que têm a mesma opinião preferem uma socialista com provas dadas e parte, que inicialmente viam Sampaio da Nóvoa como uma possibilidade mudou de opinião, até porque a direção do PS na opinião pública, aparece indecisa .

segunda-feira, 20 de julho de 2015

(Sond) Presidenciais - Maria de Belém a candidata preferida à esquerda

Maria de Belém é a candidata presidencial preferida à Esquerda, segundo a sondagem da Aximage para o "Negócios" e "Correio da Manhã". 
A deputada do PS é escolhida por 32,4% dos inquiridos, ficando-se Sampaio da Nóvoa pelos 25,9%. Guilherme de Oliveira Martins, presidente do TdC, foi escolhido apenas por 18,1%. À Direita, Marcelo Rebelo de Sousa surge destacado, sendo o preferido de 46,2%.

"Maria de Belém é a preferida dos portugueses como candidata da esquerda às presidenciais, ficando à frente do ex-reitor da Universidade de Lisboa, Sampaio da Nóvoa. À direita, Marcelo Rebelo de Sousa não tem rival, batendo claramente a opção pelo ex-autarca Rui Rio. Veja quem vai à frente na corrida para as presidenciais A confirmarem-se as candidaturas, o duelo esquerda-direita será entre o ex-líder do PSD e a antiga presidente do PS. Segundo uma sondagem CM/Aximage, realizada entre os dias 12 e 16, de três possíveis candidatos da esquerda, a preferência vai para Maria de Belém (32,4%) contra 25,9% em Sampaio da Nóvoa e 18,1% de Guilherme d’Oliveira Martins, presidente do Tribunal de Contas. 
Maria de Belém, que ainda não decidiu se avança e já leva 6,5 pontos de avanço em relação a Sampaio da Nóvoa, no terreno há quase três meses, e com o apoio dos três ex-Presidentes: Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio. A ainda deputada socialista recusou ontem comentar o resultado da sondagem ou confirmar se avança com uma candidatura. 
No entanto, o CM sabe que tem recebido muitos incentivos. Consolidado como candidato da direita está Marcelo, com 46,2% das preferências, contra 36,7% em Rui rio (uma diferença de 9,5 pontos), seguindo-se depois Durão Barroso, que recolhe apenas 6,5%. Marcelo já disse que só tomará uma decisão após as legislativas, mas Rui Rio poderá fazê-lo já em setembro". 

domingo, 19 de julho de 2015

Exp. Presidenciais - "Costa tentado a não apoiar ninguém à primeira volta"

Não deixa de ser curiosa a convicção intensa que levou a direção do PS a apoiar Sampaio da Nóvoa e, depois, tocar a campainha para o intervalo ... para ver como param as modas. A hipótese de uma mulher, socialista, Maria de Belém, ser candidata fez tremer tudo! Marcou pontos!

"PS. Costa enfrenta uma "pressão fortíssima". Há quem ache que nóvoa representa uma divisão brutal e empurre Maria de Belém par a corrida. Costa tentado a a não apoiar ninguém à primeira volta

A semana foi de alta pressão e a divisão no PS tornou-se “brutal”. Em menos de 24 horas, António Costa teve de repetir duas vezes que a prioridade são as legislativas, para evitar que as presidenciais “minassem (ainda mais) a discussão”. No início da semana, Carlos César, o presidente dos socialistas, encontrou-se com Sampaio da Nóvoa para lhe garantir o apoio do partido na corrida a Belém. E que um sinal seria dado depois de fechadas as listas para as legislativas, na reunião da comissão política da próxima terça-feira. A conversa foi reproduzida na comunicação social e provocou reação imediata nas hostes de Maria de Belém, que viram nesse encontro e na sua divulgação “uma tentativa de esvaziar uma candidatura alternativa”. Passaram ao contra-ataque e decidiram, mesmo, apostar na corrida.
Ao longo da semana, a ex-presidente do PS multiplicou-se em encontros com vários dos seus apoiantes, onde já se contam “além de muitos socialistas, gente da academia, da igreja e até do CDS e PSD”. O que reforça a ideia que Belém é mais abrangente do que Nóvoa, o candidato que muitos socialistas consideram estar a empurrar o PS perigosamente para a esquerda. “As maiorias ganham-se ao centro”, diz um apoiante da socialista. Basílio Horta lembra que Nóvoa, até agora, só tem o apoio oficial do Livre, e, por isso, “é claro que não o posso apoiar, não me insiro nessa linha”.
Além da ala ‘segurista’ — Álvaro Beleza, Eurico Brilhante Dias, João Ribeiro, João Proença, entre outros —, na lista de apoios de Belém já se contam outros destacados socialistas como Francisco Assis, Vera Jardim e o mais certo é que Manuel Alegre também se inclua no rol. São amigos de longa data, e Belém foi mandatária nacional da candidatura de Alegre à presidência. Todos têm mantido contactos regulares com a pré-candidata. Não existe ainda uma estrutura organizada, mas a máquina começa a rolar.

“Não pedi apoio a ninguém”

Se os apoios são já expressivos, a sondagem, publicada na semana passada, que a dava a oito pontos de Sampaio da Nóvoa, fez o resto. Maria de Belém, asseguravam várias fontes do seu núcleo duro ao Expresso, está “pronta a avançar”. Mas agora a prioridade é de apenas marcar terreno: “Ela deverá falar depois da comissão política de dia 21, para dar um sinal claro.” Não irá dizer que é candidata, mas vai manter a bola no ar, respeitando a “disciplina partidária: a prioridade são as legislativas”. Ou seja, o avanço formal ficará mesmo só para depois das eleições.
Ao Expresso, Maria de Belém confirma: “Quero empenhar-me muito nas legislativas.” E assegura que “está serenamente” a fazer o seu trabalho enquanto “há cada vez mais gente a abordar-me para ser candidata”.
E mostra sinais de incómodo com o que lhe chega do campo adversário. “A minha preocupação não é com as indiretas que me mandam”, diz, acrescentando que ao contrário de outros “não pedi o apoio a ninguém”. Garantindo que não está a “fazer fratura nenhuma no PS”, até porque o que quer é “contribuir para o interesse geral”, devolve a farpa aos que “estão mais concentrados no seu interesse individual”. O frisson é evidente. Entre as tropas de Belém já se fala de Sampaio da Nóvoa como um “candidato de fação”. “Está a haver uma divisão brutal por causa do professor”, garante ao Expresso um destacado socialista.

O que fará Costa?

No início da semana, Maria de Belém e António Costa tiveram uma longa conversa. Falaram sobre as listas e “sobre muita outras coisas”. Costa anunciou que Belém ficava como primeira suplente em Lisboa, desistindo de ser cabeça de lista pelo Porto com lugar garantido no Parlamento. Era o primeiro sinal de que a deputada queria ficar livre para assumir outros desafios políticos.
Nesse dia, Costa passou a ter não um, mas dois problemas. De um lado Sampaio da Nóvoa com o apoio, difícil de contornar (e confrontar) dos três ex-presidentes da República. E do outro, uma socialista, ex-presidente do partido, mulher, e que tem entrada natural no eleitorado do centro esquerda. “É a melhor candidata para bater no Marcelo”, acredita um apoiante. O líder, que continua a recusar tomar uma decisão sobre o apoio presidencial, estará a pensar numa outra via. “Ele pode estar inclinado para que o partido não apoie ninguém na primeira volta.” Costa, confirmam ao Expresso, disse-o esta semana a duas pessoas. E apesar de ser algo nunca visto no PS, como sublinha Ferro Rodrigues (ver entrevista pág. 12), Carlos César também já admitiu essa possibilidade.
Belém assume: “há cada vez mais gente a abordar-me para ser candidata” e que não está “a fazer fratura nenhuma”
Tudo vai depender do resultado das legislativas. Nos cenários traçados ao Expresso por dirigentes socialistas, se Costa tiver uma maioria absoluta, “pode até fazer um congresso para escolher o candidato. Ele estará forte e ninguém o vai questionar”. Mas se o resultado for frágil, e o deixar diminuído dentro do partido, “a última coisa que ele vai querer é que as presidenciais sejam mais um problema”. E, nesse caso, pode dar liberdade de voto.
Do lado de Sampaio da Nóvoa a campanha decorre e tenta passar a ideia de normalidade e que mesmo sendo independente conta com os trunfos mais fortes: Mário Soares, Jorge Sampaio e Ramalho Eanes. Mas também com inúmeros dirigentes e ex-governantes socialistas desde Ana Jorge a Augusto Santos Silva, passando por Gabriela Canavilhas e João Cravinho. O ex-ministro das Obras Públicas defende Nóvoa como “um bom candidato” e até como o “preferente em termos eleitorais”.
A principal crítica de que Nóvoa tem um discurso demasiado à esquerda e que continua a ser um desconhecido, apesar dos esforços de pôr a campanha no terreno, é rebatida pelas hostes do ex-reitor. Uma sondagem encomendada pela candidatura de Nóvoa — e dada a conhecer à direção do PS — deu ânimo, ao mostrar que o professor está apenas a cinco pontos dos seus potenciais adversários à direita. Sejam eles Rui Rio ou Marcelo Rebelo de Sousa. “Para quem é apresentado como um ilustre desconhecido, não parece nada mal”, diz ao Expresso fonte da candidatura.

A sondagem revela ainda que características como a seriedade e a independência face a partidos políticos ou ao poder financeiro são os aspetos mais valorizados entre o eleitorado na escolha de um Presidente da República, características que são sublinhadas no perfil traçado pelos inquiridos a Sampaio da Nóvoa". (Bernardo Ferrão e Rosa Pedroso Lima)