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sexta-feira, 8 de maio de 2015

Estudantes de Medicina querem menos vagas nos cursos (...) a ser assim

Os estudantes de Medicina defendem uma redução do número de vagas de acesso ao curso nas universidades portuguesas. 
Se os de direito, engenharia, arquitetura, enfermagem (...) fizessem o mesmo qualquer dia seria preciso mudar de país para se fazer o curso pretendido. Compreendo o raciocínio, mas não pode ser aceite. A oportunidade de uns não pode ser a limitação de todos os outros. 
Começa a não existir vagas suficientes para que todos os recém-graduados possam ter uma especialidade médica”, alega a Associação de Estudantes de Medicina. Perda de qualidade na formação é outro dos argumentos.
(...) Os estudantes de Medicina defendem uma redução do número de vagas de acesso ao curso nas universidades portuguesas. Dizem que nos últimos anos o país formou médicos a mais, o que tem impedido o acesso de muitos recém-formados às especialidades médicas. 
“Temos cerca de 12 mil estudantes de Medicina e todos os anos entram para as faculdades cerca de 1900. Tendo em conta as necessidades futuras de médicos no nosso país, o ideal seria 1175 ingressos”, argumenta o presidente da Associação Nacional de Estudantes de Medicina (ANEM), Alberto Silva. (in RR, André Rodrigues)

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Bastonário dos Médicos considera essencial diminuir vagas - HÁ MÉDICOS A MAIS!

Síntese - Surpreendente, ou talvez não, o Bastonário dos Médicos não quer mais vagas para médicos, pretendendo mesmo a sua redução nas faculdades de medicina. A população não sente que se possa pensar assim. Diz o Bastonário que " Vão ficar médicos sem acesso à especialidade", mas não diz que há milhares de pessoas sem acesso fácil a médico, sobretudo quando se caminha para o interior.
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"O bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, defende a diminuição do número de vagas nos cursos de Medicina. Confrontado pela Renascença com a decisão do congelamento das vagas em 2012/2013, José Manuel Silva sublinha que, neste momento, "já temos licenciados a mais".
"Este ano, já não vamos ter vagas de especialidade para todos os médicos que acabaram os mestrados integrados de medicina. Vão ficar médicos sem acesso à especialidade
. Os médicos estão a ter dificuldade em serem contratados pelo Estado. Estão a ser-lhes oferecidos concursos nacionais de contratação a baixos preços sem qualquer critério de qualidade", afirma o bastonário. 
Neste quadro, José Manuel Silva defende que se vá mais longe, procedendo a uma redução do número de vagas nas faculdades de Medicina, em nome de um planeamento que considera essencial: "As decisões que se tomem agora relativamente às vagas de entrada no primeiro ano nas faculdades só tem repercussão daqui a dez anos".