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quarta-feira, 26 de abril de 2017

Em Porto de Mós nas "Conversas de Abril"

Fui a Porto de Mós, à tarde, participar numa tertúlia sobre os "Desafios do Poder Local", a convite dos presidentes de câmara e assembleia municipais, João Salgueiro e Rui Neves.
António Alves, da Rádio D. Fuas, foi o moderador das "Conversa de Abril", em que também participou António Alves, vice-presidente da Anafre.
O evento decorreu no parque Verde da Cidade, denominado agora Almirante Vítor Crespo. "Vítor Manuel Trigueiros Crespo foi um dos principais dirigentes da Marinha do Movimento das Forças Armadas (MFA) e integrou a equipa do posto de comando sediado na Pontinha em 25 de Abril de 1974, liderada pelo então major Otelo Saraiva de Carvalho.
Vítor Crespo, membro da comissão coordenadora do MFA, foi o único militar da sua arma, a Marinha, que subscreveu o Documento dos Nove de Melo Antunes, opondo-se, assim, ao sector mais radical do MFA durante o PREC [Processo Revolucionário em Curso, no Verão de 1975]. Foi então que abandonou o Conselho da Revolução.
Depois do 25 de Abril, foi
nomeado Alto-Comissário para Moçambique, cargo em que permaneceu até à independência daquela ex-colónia. Foi também ministro da Cooperação durante o VI Governo provisório, chefiado pelo almirante Pinheiro de Azevedo, e fez parte do primeiro Conselho de Estado após o 25 de Abril de 1974."













 Brigada Vitor Jara

Arnaldo Costeira e Pedro Santos Guerreiro no 25 Abril em Viseu


Participei nas cerimónias que começaram no Regimento de Infantaria de Viseu (RIV) com a receção pelo Comandante, na Biblioteca, a todos os órgãos autárquicos, câmara e assembleias municipais e presidentes de junta de freguesia. A assembleia municipal entregou um ramo com 43 cravos, tantos quantos anos que decorreram depois de Abril de 74. O capitão de Abril Arnaldo Costeira esteve presente.

Seguiu-se a sessão solene, já no pavilhão multiusos da freguesia de Santos Evos. Este ano o convidado especial foi Pedro Santos Guerreiro, natural de Viseu e diretor do Expresso. Foram homenageados todos os antigos presidentes de junta de freguesia. 














António Ribeiro de Carvalho  (PS)
Intervenção do PS por António Ribeiro de Carvalho
"Cabe-me, em representação do Grupo Municipal do Partido Socialista na Assembleia Municipal de Viseu, começar por cumprimentar V. Exªs nesta sessão solene evocativa do “25 de Abril”. 
Foi há 43 anos (como o tempo passa…) que um grupo de jovens Capitães derrubou um regime caduco que durante 48 anos proibiu, reprimiu, prendeu, torturou e, principalmente, calou os sentimentos mais profundos do Povo Português
Pertenço àquela geração cuja formação política se forjou no Associativismo Estudantil e nas lutas académicas, geração essa, generosa e ingénua, que acreditava, como se de dogmas se tratasse, que a queda do fascismo, por si só, traria ao Povo Português mananciais de felicidade e que os Governos que viessem a governar em Democracia pautariam sempre a sua conduta pela seriedade de intenções e transparência de processos, donde resultaria,
inevitavelmente, a melhoria das condições de vida e trabalho para todos os Portugueses, a começar pelos mais desfavorecidos.
Cedo porém, e infelizmente, nos fomos dando conta de que a Liberdade, valor primeiro, de entre todos o mais querido, esse, formalmente existe. E digo que existe formalmente porque não há inteira Liberdade quando não há pão para todos, não há saúde igual para todos, não há justiça igual para todos, não há instrução igual para todos, nem há um tecto para todos.
Onde, quando e de que maneira se procurou, realmente, alcançar esses ideais, tão caros à minha geração? 
Infelizmente nenhum dos vários Governos que se foram sucedendo em Portugal
conseguiu, verdadeiramente, trazer ao Povo Português a prosperidade económica que este  merece, nem fixar os Portugueses no seu País, constituindo hoje a diáspora um muito significativo número de Portugueses que se viram forçados a vender no estrangeiro a força do seu trabalho. E, ao contrário dos negros anos do fascismo, em que a emigração era maioritariamente de pessoas não qualificadas, hoje a maioria dos que emigram pertencem à elite intelectual dos que adquiriram licenciaturas, mestrados e doutoramentos nas nossas Universidades, cujo funcionamento todos nós suportamos.
Depois do “orgulhosamente sós”, em cumprimento de um dos três “D” da Revolução de Abril, a Descolonização procedeu ao desmantelamento do então chamado “Império Colonial Português”, e Portugal recolheu-se de novo à sua condição de pequeno País, o mais a Oeste da Europa, pelo que, outro caminho lhe não restou que voltar-se para essa Europa, a que sempre virou costas voltando-se para o Mar que foi desbravando até aos confins do Mundo.
Portugal aderiu, pois, à União Europeia e assistiu-se a um fluxo de entrada de dinheiro inimaginável de milhões de euros diários e durante muitos anos. Infelizmente quem nos governava então, por falta de visão estratégica aplicou massivamente esse dinheiro em betão, esquecendo que deveria encaminhá-lo, primordialmente, para o verdadeiro desenvolvimento económico e social do País nas áreas-chave de transformação estrutural – qualificação, tecnologia, especialização produtiva e emprego, desenvolvimento regional e estruturação do espaço económico nacional, repartição e consumo, estrutura e aproveitamento da propriedade e gestão dos meios de produção.
 Mais do que isso, desastradas negociações conduziram ao abandono da agricultura e ao desmantelamento da nossa frota pesqueira e do nosso pujante e tradicional comércio marítimo com navios de bandeira nacional. Para depois, mais tarde, os mesmos personagens invocarem que o mar é o grande desígnio nacional…
Já em anos recentes, e na sequência de um pedido de resgate, eventualmente
desnecessário, já que a poderosa Alemanha e a própria União Europeia tinha apadrinhado o chamado PEC 4, assistiu-se ao mais duro cenário de austeridade em que o Chefe do Governo se gabava de introduzir medidas restritivas ainda mais gravosas do que as impostas pela “Troika” e defendia o empobrecimento do País pois, dizia, só assim Portugal se salvaria e recuperaria uma boa situação económica e a imagem de um bom aluno.  

Afinal, com essa política, ao contrário do propalado, assistiu-se ao colapso do sistema financeiro, com os principais Bancos a terem de recorrer à linha pública de capitalização, tendo até alguns implodido e, pelo esmagamento do crédito às empresas, maioritariamente médias e pequenas, assistiu-se ao encerramento de milhares delas, com os consequentes agravamento do desemprego e da fome, e que teve como imediato resultado a emigração de quadros que tanta falta vão fazer ao País para a sua efectiva recuperação económica.
 E, é bom não esquecer, durante esse período nocturno do nosso País, as mais importantes empresas nacionais em sectores estratégicos passaram para mãos estrangeiras, como a EDP, a ANA, a PT, e tantas outras.
Felizmente, depois desse sombrio período, o Governo do Partido Socialista veio provar que é possível alterar o estado de coisas por forma diferente da austeritária, aumentando os salários, fazendo crescer a economia, diminuindo o défice e o desemprego e, para mim mais importante ainda, recuperando a paz social e tornando o País mais distendido e menos descrente no futuro.
Chamam-lhe a “Geringonça”, bizarro nome, que de insultuoso passou a respeitado, para um Governo que governa com e para os Portugueses e que conseguiu, ao contrário do que sempre afirmaram os “Profetas da Desgraça”, trazer para a zona da responsabilidade, que não apenas a da contestação e oposição, os Partidos mais à esquerda do espectro Partidário com representação Parlamentar, até aí fora do por alguns discriminatoriamente chamado “Arco da Governação”.
Daqui, também e por isso, a minha particular saudação ao Primeiro-Ministro António Costa.
Comemorar o “25 de Abril” é, antes do mais, lembrar e agradecer àquele punhado de jovens Capitães que patrioticamente se rebelaram contra a Ditadura e devolveram ao Povo Português a capacidade de livremente se manifestar e escolher o destino colectivo da Nação, não podendo esquecer os então Capitães do R.I. 14 de Viseu que participaram nessa jornada gloriosa: Diamantino Gertrudes da Silva, António Amaral, Aprígio Ramalho, Arnaldo Costeira e
Amândio Augusto.

 Mas comemorar o “25 de Abril” é também comemorar o Poder Local, o Poder
Autárquico, aqui, numa freguesia, primeiro escalão desse Poder, o que mais próximo se encontra das populações e mais com elas compartilha alegrias e tristezas, anseios e realizações. Na pessoa do Senhor Presidente da Junta de Santos Evos, nosso anfitrião, saúdo todos os Presidentes de Junta deste nosso Concelho de Viseu, a quem felicito pela espinhosa, mas muito honrosa tarefa que desempenham. 

Uma última palavra para os Jovens que tiveram a felicidade de não ter vivido antes dessa gloriosa manhã que foi a de 25 de Abril de 1974 e, por isso, não foram sujeitos à ignomínia e ao desespero que é viver sem Liberdade. Liberdade que, essencialmente, é o direito de dizer NÃO.
E é a isso que Vos exorto, a que exerçam, firmemente mas com responsabilidade, o direito e o dever de dizer NÃO, para que possam dispor, em Paz e Liberdade, do Vosso destino e do destino dos Vossos concidadãos para o bem de Portugal.
Viva o 25 de Abril, Vivam os gloriosos Capitães de Abril, Viva Viseu, Viva Portugal."

Santos Evos - cerimónia oficial
A sessão foi aberta por Mota Faria, presidente da assembleia municipal. Deu a palavra aos representantes dos partidos políticos, ao convidado Pedro Santos Guerreiro, ao presidente da câmara e depois o próprio fez a intervenção final. No final houve um almoço popular.








quarta-feira, 27 de abril de 2016

Viseu - Pedro Baila Antunes - o discurso do 25 de Abril

Reproduz-se na íntegra o discurso de Pedro Baila Antunes no 25 de Abril, no Museu Nacional de Grão Vasco, em nome do grupo parlamentar do PS, durante a celebraçao promovida pelo município.


"Em cada rosto Igualdade!
Intervenção de Pedro Baila Antunes (Grupo M PS) na Sessão Extraordinária da Assembleia Municipal de Viseu, comemorativa do 25 de Abril, 25-04-2016

 “Em cada rosto, igualdade“! Bom Dia a Todos!
Apenas dois cumprimentos especiais, enquadrando e venerando o Tempo e o Espaço:
1.         Neste Dia, uma vénia de sempre – sentida e não protocolar - aos Militares de Abril aqui presentes.
2.         Neste Lugar, uma saudação ao Sr. Dr. Agostinho Ribeiro, Diretor do Museu Nacional, Nacional, de Grão Vasco. Que aqui bem alto, na distinta Acrópole de Viseu, expõe um dos maiores símbolos do renascimento em Portugal, certamente o maior artisticamente.
Já nesse Tempo, como no que hoje evocamos - Abril de 74 - se exaltavam os ideais do humanismo, pregando a liberdade do indivíduo, orientado pela razão e pela vontade, desfazendo padrões, recriando uma nova forma de viver conscientemente escolhida / de escolher em consciência.
Só a existência de indivíduos livres estimula o espírito humano!

Ex.mos, Todos…
Com razão e paixão vociferante é imprescindível, continuadamente, vincar para as novas gerações o que foi o regime fascista. Como diz o filósofo José Gil, nos Portugueses, a miúde, verifica-se o fenómeno da não inscrição. E, veja-se lá, num qualquer concurso da TV, salazar foi eleito "o maior português de sempre".
É preciso não esquecer para não voltar a acontecer!
•          ditadura; autoritarismo; obscurantismo; opressão; alienação; censura (a medo se escrevia, a medo se falava);
•          perseguição; polícia política, prisões políticas ; tribunais plenários; crimes políticos; medidas de segurança;
•          Tortura. A tortura do sono, da estátua, os desnudamentos, a frigideira do Tarrafal. Tortura medicamente assistida, cinismo absoluto, assegurando a continuidade de tortura e evitando mortes incómodas para o regime;
•          interdição do direito à greve; direito de voto não universal;
•          colonização, 13 anos de guerra, 8290 mortos, 30 mil deficientes, 140 mil combatentes com “stress de guerra”;
•          caridade; diferenciação social; analfabetismo.

…Em cada rosto desigualdade…
Escrevi estas palavras a vermelho e ainda assim não consegui adjetivar o dito Estado Novo… Já agora mais uma: salazar, que rascunho em minúsculas e o posso dizer a todos…
Entretanto, finalmente e antes do adeus, escutou-se a Grândola!
Há uma musicalidade – e até nem é música – que me toca desde criança no âmago do peito. Não sei explicar. Ou até sei! É o andamento no saibro, o marchar no saibro com Grândola-eloquência que, lento, compassado e convicto, se tornou força de libertação. Da Parada da Escola Prática de Cavalaria ao Quartel do Carmo, o movimento das Forças Armadas foi libertando o Povo do estado e do Estado a que tínhamos chegado. Comandado por ele, SALGUEIRO MAIA. SALGUEIRO MAIA que escrevo em letras maiúsculas, sublinhadas e a bold.
A primeira letra do alfabeto do 25 de Abril é, certamente, o “L”, e com o “L” vem o “D” ou os 3 ilustres “D’s” basilares para a Liberdade. De “A a Z” muitas “letras…” foram finalmente escritas e livremente clamadas em Portugal. Outras letras não foram cumpridas, outras têm vindo a ser “desaprendidas…” ou até são ameaça!
Continuando no “D”, poderia até falar da Demografia, ou da Depressão Demográfica, uma das maiores ameaças de que padece Portugal, também poderia, mas não vou, falar do Défice, da Dívida (!), mas, em Abril, vou discorrer sobre a Desvalorização do Trabalho, sobre a Desigualdade de Rendimentos.
Os Tempos de hoje, exigem uma agitação de consciência, mesmo, ou sobretudo…, em momentos celebrativos, até porque o espírito de abril exige que estejamos bem despertos.
Em Portugal, Abril abriu as portas da civilização europeia do pós II Guerra Mundial. Portugal beneficiou assim tarde dos “Gloriosos Trinta Anos” na Europa,
Um Ocidente pacificado, “centro do Mundo”, conjugando democracia e capitalismo (…económico…), industrializado, baseado no real, em recursos naturais / matérias primas, com energia acessível, com grande desenvolvimento científico-tecnológico. Germinou até a crença num crescimento económico eterno, nesta época de aumento considerável de consumo, criação e desenvolvimento do estado-providência, ampliação da qualidade de vida, significativa mobilidade social ascendente e dignificação do trabalho.
Portugal, porque beneficiou tarde, beneficiou pouco, começou a beneficiar quando precisamente várias circunstâncias, económicas, ambientais, políticas e ideológicas começavam a pôr um fim a este período.
Em meados dos anos 80, despontava o capitalismo financeiro, o livre funcionamento dos mercados (tecendo-se um enredo abstrato de ricos investidores), o primado do indivíduo em detrimento da sociedade, a desvalorização do trabalho. A predominância deste capitalismo contemporâneo focado na rentabilidade máxima e no curto espaço de tempo possível. Apenas o valor/ a rentabilidade para os acionistas e os gestores de topo interessa.
Hoje o capitalismo financeiro, ao serviço não da sociedade, mas de uma minoria muito minoria, está verdadeiramente arguto e subtil, reproduzindo simplesmente dinheiro, não na economia real, na produção, mas na vacuidade insustentável de engenharias financeiras, dos  créditos, derivados, ativos tóxicos ou menos tóxicos, offshores e outros, vamos lhe chamar…(!): bypasses…
É um capitalismo sem paciência para tudo que demore tempo, para investimentos produtivos, para projetos produtivos inovadores, para I&D. É um capitalismo arrogante para todos aqueles que ameacem a sua rentabilidade: os trabalhadores, que são entendidos como um instrumento de trabalho e o seu salário um mero custo de produção. Os sintomas de desigualdade económica crescente estão aí à evidência.
Os estados e as instituições internacionais, condicionados na decisão política, reféns dos mercados financeiros, acabam por estar dependentes e induzem esta financeirização da economia.
Em Portugal, recentemente, tivemos um período de governação paradigmática destas políticas, tendo sido para o efeito suportada pelas instituições europeias e pelo FMI que sempre apreciaram a “lealdade com que o governo cumpriu as funções que lhe foram confiadas”.
Nos últimos anos, no nosso país, o peso dos rendimentos do trabalho no rendimento total desceu acentuadamente, tendo hoje um valor menor do que nos EUA, um país de tradição anglo-saxónica, mais liberalizante. Em muito contribuiu a política de desvalorização interna seguida, em que o salário foi visto apenas como um mero custo de produção e não uma componente de rendimento.
E o desemprego, e o pensar-se que era um problema de responsabilidade individual e uma “oportunidade para mudar de vida”, e o corte nos subsídios de desemprego, e a redução da proteção do emprego, e as restrições na contratação coletiva, a precarização dos contratos de trabalho… Do “D“ da Dignificação do trabalho passámos em poucos anos para o “D“ da Desvalorização do trabalho, de quem trabalha ou quer trabalhar.
Todo este cenário a par das tecnologias de substituição de mão de obra, da globalização, do comércio livre, da deslocalização das industrias para países com dumpings sociais, regulamentares, ambientais e políticos. Não falando das taxa de natalidade e do envelhecimento populacional.
Este anátema ameaça seriamente a nossa democracia. Hoje, para onde caminham os pilares da civilização ocidental, mormente europeia, que as portas que Abril de 1974 abriram em Portugal? O Estado Social, a qualidade de vida, o nosso ideal da igualdade de oportunidade, a dignificação do trabalho?
Em Portugal, parece agora desabrochar uma semente de esperança!

Ex.mos, Todos…
O dinheiro pelo dinheiro, a sobrevalorização dos investimentos financeiros em detrimento dos investimentos produtivos, e entender-se o salário apenas como um custo de produção são duas realidades contemporâneas que promovem a desigualdade de rendimentos e põem em causa as capacidades produtivas e a criação e a distribuição de riqueza por todos.
O Espírito de Abril exige que estejamos bem acordados, que tenhamos consciência do que tudo isto significa para o nosso futuro coletivo.
Faz sentido aqui, convocar o sociólogo polaco Zygmunt Bauman. Nesta Modernidade Líquida, vivemos tempos de efemeridade, imediatistas e mediatistas, demasiado imateriais, certamente pouco maturados, sem estratégia de longo prazo, de eventos e ações descartáveis, de informação em vez de conhecimento, muito menos sabedoria, tempos light, em que a forma, o anúncio, parecem mais relevantes que o conteúdo.
A política parece ter ido atrás deste Espírito do Tempo.
Precavendo uma qualquer revolução – de espírito reverso ao 25 de Abril - ou mesmo um cataclismo político e socioeconómico, a Política, neste tempo de ciclone, deve assentar a borra. É necessário refletir antes de agir. Sem dogmas ou pruridos, pragmaticamente, as velhas ideologias - saídas da segunda metade do séc. XX - têm de se reformatar aos Novos Tempos.
Em consonância com a matriz fundadora da União Europeia, da Civilização Ocidental Moderna e do espírito do 25 de Abril, temos de almejar um capitalismo para todos, sustentável, económico, ambiental e social. Redistributivo!
No ápice da minha intervenção – qual raiz do 25 de abril – de chofre, relembro alguns princípios e valores inquestionáveis que têm de ser bem proclamados e, acima de tudo, constantemente nutridos:
Democracia; republicanismo; ética; parlamentarismo; progressividade; valorização do poder local; coesão territorial; pluralismo político-partidário; participação cívica; cidadania; individualidade (não confundir com individualismo); igualdade de capacidades e de oportunidades (não confundir com igualitarismo); valores e direitos sociais; direitos laborais; defesa do meio ambiente; criatividade; educação e ciência; justiça e saúde para todos. E… repetir sempre… sempre…
hoje, 25 de Abril, e todos dos dias:

Liberdade, liberdade, liberdade… liberdade!"

terça-feira, 26 de abril de 2016

Viseu celebrou o 25 de Abril no Museu Nacional de Grão Vasco

O jornalista Henrique Monteiro foi a personalidade convidada como conferencista. 
A sessão foi aberta por Agostinho Ribeiro, diretor do museu, seguindo-se as intervenções dos partidos políticos. Pedro Baila Antunes falou em nome do PS. Os presidente da câmara e da assembleia municipal, respetivamente, encerraram o evento.















Socialistas presentes na cerimónia