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domingo, 8 de novembro de 2015

Aprovação do programa de governo - Lista de medidas acordadas

A Comissão Nacional aprovou , quase por unanimidade, o programa de governo do PS que inclui as medidas acordadas nas negociações, garantindo um défice de 2,8%. 
Não vejo nenhum bom motivo para estar contra o documento. Penso que confundir o programa com a estratégia de alianças e votar contra em função disso foi um erro. 
As propostas inseridas  no texto correspondem "grosso modo" ao que defendemos neste últimos quatro anos. Há que separar as águas. Finalmente, como referi ontem, assumidas as diferenças de estratégia, as decisões finais dos órgãos do PS devem ser observadas por todos. 

LISTA DE MEDIDAS ACORDADAS

Salários, incluindo salário mínimo, e pensões
1. Será reposta em vigor, em 1 de janeiro de 2016, a norma da lei nº 53-B/2006 de 29 de dezembro, relativa à atualização das pensões, com a garantia de não haver corte no valor nominal das pensões.
2. A reposição do pagamento dos complementos de reforma dos trabalhadores do setor empresarial do estado;
3. Como forma de melhorar os rendimentos das famílias, será gradualmente reduzida até ao limite de 4 pp., sem consequências na formação das pensões, a TSU paga pelos trabalhadores com salário base bruto igual ou inferior a 600€/mensal. A perda de receita decorrente da adoção desta medida será compensada em cada ano com transferência do Estado para a Segurança Social de montante equivalente àquela redução.
4. O Governo proporá em sede de concertação social uma trajetória de aumento do salário mínimo que permita atingir os 600€ em 2019: €530 em 2016; €557 em 2017; €580 em 2018; e €600 em 2019. Esta evolução permitirá ganhos reais do salário mínimo em todos os anos da legislatura, e um aumento real acumulado superior a 10% (tendo em conta a inflação estimada para os próximos anos);
5. A reposição gradual dos salários da Função Pública inicia-se em Janeiro de 2016 (25% no primeiro trimestre; 50% no segundo; 75% no terceiro; 100% no quarto).

Emprego e precariedade
1. Um combate decidido à precariedade, incluindo aos falsos recibos verdes, ao recurso abusivo ao trabalho temporário e ao uso de estágios e de contratos emprego/inserção para substituição de trabalhadores;
2. Não constará do Programa de Governo o regime conciliatório;
3. Reforço dos poderes da Autoridade para as Condições de Trabalho na regularização de falsos recibos e outros vínculos ilegais, com imediata conversão em contratos de trabalho e acesso aos respetivos direitos;
4. A revisão da base de cálculo das contribuições pagas pelos trabalhadores a recibo verde;

Fiscalidade direta e indireta
1. Aumento da progressividade do IRS, nomeadamente através do aumento do número de escalões;
 2. Eliminação do quociente familiar introduzido no OE de 2015, que tem uma natureza regressiva, e sua substituição por uma dedução por cada filho, sem caráter regressivo e com efeito neutro do ponto de vista fiscal;
 3. Introdução de uma cláusula de salvaguarda que limite a 75 euros/ano os aumentos de IMI em reavaliação do imóvel que seja habitação própria permanente de baixo valor;
4. Proibição das execuções fiscais sobre a casa de morada de família relativamente a dívidas de valor inferior ao valor do bem executado e suspensão da penhora da casa de morada de família nos restantes casos;
5. Revisão de valores desproporcionados de coimas e juros por incumprimento de obrigações tributárias e introdução de mecanismos de cúmulo máximo nas coimas aplicadas por contraordenações praticadas por pessoas singulares, designadamente por incumprimento de obrigações declarativas;
 6. Agilizar as situações e condições em que pode ser negociado e aceite um plano de pagamentos por dívidas fiscais e tributárias e à Segurança Social.
7. Redução do IVA da restauração para 13%;
 8. Reverter, no que toca à recente reforma do IRC, a "participation exemption" (regressando ao mínimo de 10% de participação social) e o prazo para reporte de prejuízos fiscais (reduzindo dos 12 para 5 anos);
9. Criar um sistema de incentivos à instalação de empresas e ao aumento da produção nos territórios fronteiriços, designadamente através de um benefício fiscal, em IRC, modulado pela distribuição regional do emprego;
10. O alargamento do sistema de estímulos fiscais às PME em sede de IRC;
11. Redesenhar a tarifa social no sentido de a tornar automática para agregados familiares de baixos recursos e beneficiários de prestações sociais sujeitas a condição de recursos; no caso dos consumidores que, não auferindo prestações com a natureza anterior, se encontrem em situação vulnerável, a nota de rendimentos emitida pela Autoridade Tributária permitirá o cumprimento dos requisitos para a atribuição da tarifa social; os consumidores que, pelo seu nível de rendimento, estão hoje dispensados de apresentar declaração de rendimentos, deverão passar a fazê-lo para obter a nota de rendimentos da Autoridade Tributária e, dessa forma, aceder à tarifa social; o acesso à tarifa social dá acesso automático ao Apoio Social Extraordinário ao Consumidor de Energia (ASECE);
 12. Retirar da fatura da energia elétrica a Contribuição do Audiovisual e incorporá-la no universo das comunicações sem perda de receita para a RTP.

Condições laborais na Administração Pública
1. O fim do regime de requalificação/mobilidade especial;
2. O cumprimento do direito à negociação coletiva na Administração Pública;

Melhoria dos serviços públicos de saúde, educação e ensino superior
1. O reforço da capacidade do SNS pela dotação dos recursos humanos, técnicos e financeiros adequados, para alcançar objetivos concretos de redução do tempo de espera no acesso aos cuidados, assim como para exames e tratamentos, de forma a assegurar cuidados de saúde de qualidade, com segurança e em tempo útil;
 2. A redução global do valor das taxas moderadoras;
3. A eliminação das taxas moderadoras de urgência sempre que o utente seja referenciado e a reposição do direito ao transporte de doentes não urgentes de acordo com as condições clínicas e económicas dos utentes do SNS;
4. A garantia, até 2019, do acesso ao ensino pré-escolar a todas as crianças a partir dos três anos; 5. O reforço da Acção Social Escolar directa e indirecta;
6. Criar condições de estabilidade do corpo docente e demais trabalhadores das escolas, quer com a vinculação, quer revogando o regime de requalificação;
 7. A redução do número de alunos por turma;
8. A progressiva gratuitidade dos manuais escolares do ensino obrigatório;
9. A promoção da integração de investigadores doutorados em laboratórios e outros organismos públicos e substituição progressiva da atribuição de bolsas pós-doutoramentos por contratos de investigador;
10. Anulação das concessões e privatizações em curso dos transportes coletivos de Lisboa e Porto;
11. Reversão das fusões de empresas de água que tenham sido impostas aos municípios;
12. Reversão do processo de privatização da EGF, com fundamento na respetiva ilegalidade;
13. Nenhuma outra concessão ou privatização;

Sustentabilidade da Segurança Social
1. Não constará do Programa de Governo qualquer redução da TSU das entidades empregadoras;
2. A necessidade de diversificação das fontes de financiamento da Segurança Social deve ser objeto de negociação em sede de concertação social, comprometendo-se os partidos signatários a trabalhar em conjunto na proposta a apresentar pelo Governo ao Conselho Económico e Social;
3. A reavaliação das reduções e isenções da TSU;

Questões Ambientais
1. Garantir a não privatização da água. O acesso à água é considerado um direito humano, devendo um novo regime tarifário possuir tarifas sociais que permitam o acesso por todos;
2. Manutenção no sector público dos serviços de água em alta (captação, tratamento e elevação), revertendo o processo de fusões dos sistemas em alta, reformulando os sistemas na sua estrutura e procurando desenvolver novos sistemas de menores dimensões, com menos perdas e gastos energéticos, lançando mão de novas tecnologias que permitam igual qualidade e menores custos;
3. Respeito pelo princípio da autonomia das autarquias na decisão relativa aos sistemas municipais.
4. Incentivar a revisão dos contratos de concessão de primeira geração, procurando que o preço dos serviços da água corresponda a um preço justo;
5. Revisão da Convenção de Albufeira com o objetivo de garantir as exigências ambientais e os interesses nacionais (e.g. caudais mínimos, qualidade da água);
6. Recusa do aumento da tarifa fixa na água para utilização agrícola.
7. Reavaliar o Plano Nacional de Barragens, nomeadamente as barragens cujas obras ainda não iniciaram, como é o caso das barragens da Cascata do Tâmega.
8. Desenvolver um plano estratégico para a mobilidade de passageiros, considerando a generalidade dos modos de transporte e procurando a criação de condições para o desenvolvimento do transporte ferroviário;
9. Garantir a mobilidade das pessoas, tomando medidas urgentes que assegurem serviços de transportes públicos, nomeadamente nas zonas rurais e no interior do país. 10. Aumentar a produção e a produtividade das fileiras florestais através do aumento das áreas de montado de sobro e de azinho e de pinheiro bravo, travando a expansão da área do eucalipto, designadamente através da revogação da Lei que liberaliza a plantação de eucaliptos, criando um novo regime jurídico. Outros São repostos os quatro feriados eliminados na anterior legislatura Foi retirada a referência à reforma o sist

terça-feira, 19 de maio de 2015

Por onde anda o programa de Governo do PSD/CDS? É melhor perguntarem!

Uma pergunta sem resposta. Os dois partidos não apresentam propostas. Apenas conhecemos os resultados desta governação. E até o FMI acha que a coisa não correu bem. E aconselham mais do mesmo: 
  • "Deve ser dada prioridade à redução de funcionários pelas saídas para a reforma e cortes específicos em áreas com funcionários a mais. 
  • As medidas estruturais devem limitar os aumentos salariais automáticos e a progressão nas carreiras"
  • E, acrescento eu, os 600 milhões de euros de cortes definitivos nas pensões que o governo quer fazer .
Percebe-se, por isso, que Passos e Portas apenas falem das medidas do PS por nada de bom, nem de novo, terem para presentar. 

E, também por isso, o secretário-geral do PS lembrou: "As recomendações [do FMI] vão no sentido oposto àquilo que nós propomos e nós faremos uma política contrária que permita alcançar os bons resultados que o país precisa, porque a prossecução das políticas de austeridade, que este Governo quer prosseguir, só tem dado maus resultados"

quarta-feira, 29 de junho de 2011

MAIS IMPOSTOS, MAIS IVA, MAIS IRS EXTRAORDINÁRIOS, TAXAS DE JUROS RECORDE

O PSD de Pedro Passos Coelho provocou uma crise política, amplamente sufragada pelo eleitorado, com o intuito de assumir o poder e abrir as portas ao FMI e ganhar, assim, a margem de manobra pública para facilitar a intervenção dos privados. Argumentou, sempre, com o preço do dinheiro, as altas taxas de juro, e as boas razões das agências de "rating".
A maioria de Direita, suportda pelo BE e o PCP, pode constatar,agora, que as taxas de juro nunca foram tão elevadsa como agora. E que o remédio, afinal, é uma"Dose Extra" daquilo que criticaram ao Governo do PS: mais impostos, mais IVA, mais IRS extraordinário, mais privatizações e entrega a privados, não se sabe a que preço, um conjunto de empresas, no pior momento.
O próprio BPN, fundado por uma elite do PSD, usado por algumas antigas figuras governamentais do PSD, será agora vendido a preço de saldo ou, simplesmente,liquidado.
O desemprego parece vir a aumentar exponencialmente e receitas mágicas, diferentes das do PEC IV, só poderão ser encontradas no PEC V e nas "doses extra" a conhecer na quinat-feira, no Parlamento, e que não constam domemorando da TROIKA.
Os pobres do RSI vão ser postos a" trabalhar" ou com vales para a comida, mas os ricos, os do BPN e da SLN que será feito deles? Ilustres esquecidos, certamente.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

CCB - JOSÉ SÓCRATES - APRESENTAÇÃO DO PROGRAMA DO GOVERNO

Rápidos a destruir, lentros a construir - foi assim que José Sócrates sintetizou a atitude da Oposiçãoliderda pelo PSD e Passos Coelho - não esquecendo os que por falta de coragem se recusram a falar com a Troica, PCP e BE.

A escolha é entre dois caminhos e duas agendas:

PSD/CDS - o caminho e agenda dos contratos a prazo verbais, privatizações da CGD,  da  Segurança Social, do Serviço Nacional de Saúde, da Escola Pública, despedimento sem justa causa,  diminuição dos direitos de reforma daqueles que numa altura da vida tiveram de recorrer ao subsídio de desemprego, desregulação dos mercados ou enfraquecimento do mercado social, incapacidade para o compromisso  e aventura da inexperiência no momento mais exigente das nossas vidas, sem programa eleitoral e com uma agenda escondida

PS - o caminho e agenda de quem quer uma escolaridade obrigatória até ao 12º ano para todos os jovens, investimento e liderança nas energias renováveis, incremento das exportações, mais investimento em ciência e tecnologia, conclusão das redes de cuidados de saúde
HENRIQUE BARROS
com as Unidades de Saúde Familiar e Unidades de Cuidados Continuados, com um Serviço Nacional de Saúde de responsabilidade do Estado, com a conclusão da rede de Equipamentos Sociais, com creches para todas as crianças, com uma Segurança Social garantida pelo Estado, pelo avanço na agenda digital, da simplificação e transparência da adminsitração, com a racionalização e do Sector Empresarial do Estado, com programas intensos de inserção dos jovens na vida activa, com reabilitação urbana e mercados de arrendamentos acessiveis e garantidos a todos e reoganização administrativa do território e racionalização do sector empresarial local
HELENA NAZARÉ

dos cargos de chefia
E tudo feito em concertação, dedicado às pessoas, partilhando com elas as exigências do momento, promovendo a economia e elegendo o emprego como desígnio principal e com :

DETERMINAÇÃO, EXPERIÊNCIA, RESPONSABILIDADE E CONFIANÇA NO MOMENTOS MAIS EXIGENTE DAS NOSSAS VIDAS E DE PORTUGAL

EDUARDO DIAS

 









quarta-feira, 27 de abril de 2011

SÓCRATES apresenta hoje PROGRAMA - compatibilizar Austeridade - Reformas e Estado Social

O secretário-geral do PS apresenta hoje o seu programa eleitoral, que deverá defender consensos alargados políticos na resposta à crise financeira e a aceleração de reformas, em especial nas áreas da organização do Estado e da justiça.
Elaborado por uma equipa de dirigentes socialistas que foi coordenada por Augusto Santos Silva, o programa eleitoral baseia-se em termos de princípios na moção de estratégia aprovada por José Sócrates no último congresso do PS.
No entanto, como afirmou à agência Lusa um destacado dirigente socialista, o programa “entra naturalmente em linha de conta com a atual situação de Portugal estar a negociar uma ajuda externa internacional, tendo para isso de seguir nos próximos anos um duro programa de ajustamento”.
Só que, neste ponto, os socialistas pretendem traçar uma linha de demarcação face ao PSD, entendendo que “a prioridade incontornável da consolidação orçamental não substitui - ao contrário do que sustentam as correntes conservadoras - o apoio ao crescimento económico” e a “defesa da sustentabilidade do Estado social”.
Em matéria de reformas, duas das prioridades vão para a reorganização do aparelho do Estado e pela a Justiça.
No Estado, os socialistas prometem prosseguir a redução de cargos de chefias e a fusão de serviços, combatendo a burocracia, e “racionalizar” o “complexo” sistema autárquico, em particular através de uma diminuição do número de freguesias.
Na área da Justiça, pretende-se adotar medidas que aumentem a celeridade dos processos, reforcem as garantias da execução de créditos e de cobrança de dívidas e reduzam os custos de contexto.
Ao nível da economia, os princípios básicos do programa do PS passam pela concentração de esforços na internacionalização, pelo crescimento das exportações de forma sustentada, pela redução do desequilíbrio externo e pela concentração dos apoios públicos ao investimento nos setores de bens e serviços transacionáveis e na promoção da inovação.
Outros grandes princípios programáticos são a redução da dependência energética, a reforma do mercado de trabalho (de forma a torná-lo mais ágil na contratação de desempregados), a defesa da sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS), “a consolidação e qualificação” das redes de cuidados de saúde e de equipamento sociais, e o aumento da taxa de escolarização dos jovens.
Antes do discurso de José Sócrates, três professores universitários também farão breves intervenções, numa opção destinada a salientar pontos como a defesa do Estado social e a competitividade económica.
Entre os oradores estará Eduardo Dias, professor universitário da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova e cofundador da Y-dreams, Henrique Barros, professor catedrático e coordenador do Programa Nacional de Prevenção e Controlo da Infeção VIH Sida e Helena Nazaré, que é ex-reitora da Universidade de Aveiro e recém-eleita presidente da Associação Europeia das Universidade.