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terça-feira, 28 de julho de 2015

Tecnologia - Quer a sua bicicleta com um sistema eléctrico em 5 minutos?

O kit eBike 75 vem com um motor, uma bateria, cabos e uma roda “motriz”... um ecrã carregado de dados que serão do agrado do utilizador ...reversível. É totalemente reversível ... pode custar entre os 750 e os 900 euros ... permite em modo estrada, atingir os 25 kms/h.

O culto das duas rodas está cada vez mais incutido na sociedade moderna. Não estamos a falar no culto dos poderosos motores e muitos cavalos a roncar sobre duas rodas, estamo-nos a referir ao prazer de pedalar pelas ruas e caminhos nas mais estilizadas bicicletas que hoje vemos pelas cidades, vilas e aldeias deste país.
Mas há quem não goste de dar ao pedal. Para esses, e porque a bicicleta tem um preço, que tal colocar um motor eléctrico que o ajuda a pedalar e pode até passar a ser o seu meio de transporte?
Sem dúvida que a tecnologia também olha para estes veículos com bons olhos, inclusive já se falou que houve ciclistas nas grandes competições que usaram pequenos motores eléctricos, escondidos dentro do quadro da bicicleta, que lhes permitiu tirar vantagem sobre os seus adversários que só contavam com a força das suas pernas.
Mas hoje o que mostramos é algo muito mais interessante e há vista de todos.

Sistema eléctrico eBike 75

Da cabeça de dois engenheiros madrilenos saiu uma ideia fantástica. Javier Reguero e Bruno Fernández criaram um sistema reversível que permite colocar em 95% dos modelos de bicicletas actualmente no mercado, um sistema eléctrico que apenas demora 5 minutos a montar.
A ideia de colocar um motor eléctrico numa bicicleta não é nova, há inclusive modelos que já trazem ambas as possibilidades, o utilizador pode pedalar e usar a carga eléctrica para um motor depois ajudar a circular em esforço.
Mas aqui a visão da utilização é ser mais ampla em termos de usabilidade do sistema.
O kit eBike 75 vem com um motor, uma bateria, cabos e uma roda “motriz” que poderá substituir a roda original traseira ou dianteira da bicicleta.
Além disto, o sistema traz também um ecrã carregado de dados que serão do agrado do utilizador, isto porque pode ser descarregada uma aplicação que faz a gestão de todo o sistema eléctrico.
A instalação mecânica é muito simples e reversível. Sim, uma das grandes O protótipo agora mostrado já vem de muitas horas de investigação e de investimento. Segundo os engenheiros, este kit eBike 75 tem já mais de 400 mil euros de investimento, desde o início do projecto, mas este ano pretendem facturar meio milhão de euros e recuperar uma parte substancial do investimento inicial.vantagens é mesmo o ser reversível. Hoje tem numa bicicleta, mas amanhã pode ter noutra qualquer sem grandes obras de mecânica. Tudo se instala em pouco mais de 5 minutos.
Isto para quê? Nem sempre nos apetece pedalar a puxar pelo físico, podemos querer pedalar pelo simples prazer de circular nalguns sítios, ter tempo de contemplar e tudo isto a usar um veículo de transporte barato, não poluente e que vai a qualquer lado.
Não faltam produtos que transformam as bicicletas tradicionais em bicicletas eléctricas, isso é uma realidade, o que não é assim tão banal é a facilidade com que isso se faz, neste caso e pelo que é apresentado, tudo é muito simples o que pode ser um trunfo no mercado actual.

Quanto custa o eBike 75?

eBike 75 poderá custar entre os 750 e os 900 euros. Este preço é, sem dúvida, alto para o utilizador de bicicleta casual, contudo, para quem se faz movimentar dentro das cidades de bicicleta e que quer poupar nas pernas e não depender dos transportes públicos, o preço pode ser até bastante amigável, se tivermos em conta, num ano, o que poderá ser poupado em termos de combustível e tudo o resto.

O sistema permite em modo estrada, atingir os 25 kms/h, o que poderá ser uma boa solução para fugir ao trânsito das cidades.

domingo, 16 de novembro de 2014

Recebeu um postal! 'Postcrossing'? É mundial e português

(Lusa/RR) "A rede virtual internacional de troca de postais foi criada por um português e pretende encher os corações e as caixas de correio vazias pelo mundo.

O hábito de abrir a caixa do correio não se perdeu, mesmo quando a correspondência varia entre contas e publicidade, e há 5.600 portugueses que são excepção ao receberem postais reais depois de se inscreverem numa rede virtual.
O projecto tem nome inglês – 'Postcrossing' (cruzamento de postais) –, apesar da ideia ter surgido de um português, a residir em Berlim. Em 2005, era Paulo Magalhães estagiário de Engenharia de Sistemas e Informática quando começou a lamentar receber cada vez menos postais por parte dos amigos. 


Caixa cheia, coração cheio
A companheira Ana Campos é que conta à agência Lusa a história e a dedução do namorado: "um dia pensou que talvez houvesse outras pessoas com caixas de correio vazias e vontade de receber postais e então decidiu criar o projecto 'Postcrossing'". 
"A ideia é simples: quem envia, recebe – e quanto mais se enviar, mais se recebe. Foi o projecto perfeito para resolver o problema da caixa de correio vazia do Paulo e de muitas outras pessoas pelo mundo fora", assegura, por correio, mas electrónico, Ana Campos à agência Lusa. 
Ao contrário da experiência de que alguns ainda se lembram, os 'penfriends', Ana lembra que neste caso há comunicação à distância, mas sem que haja troca de correspondência contínua e prolongada. 


Como funciona?
O primeiro passo neste projecto é o registo em www.postcrossing.com, ao qual se segue o pedido de uma morada, em qualquer parte do mundo, para enviar um postal, no qual tem de estar escrito, pelo menos, um código dado pelo 'site'. 
Com a chegada do postal, o destinatário regista o código no 'site' e torna o remetente na próxima pessoa a receber correspondência de um utilizador aleatório desta rede. 
"Cada troca é única e acontece sempre com pessoas diferentes. Deste modo, o sistema assegura que os postais que se recebem vêm sempre de sítios inesperados. E que há sempre uma surpresa à nossa espera quando abrimos a caixa do correio", acrescenta Ana Campos. 
Actualmente, o projecto é "especialmente popular na Rússia, Alemanha, USA, Holanda, Finlândia" e em Portugal há 5.600 utilizadores, que já enviaram 348 mil postais. 
Como principais motivos para a rede funcionar estão a "surpresa, o prazer de chegar a casa e encontrar qualquer coisa que não contas ou publicidade à nossa espera na caixa de correio" e a "empatia/dedicação". 
"Quando recebemos um postal, sabemos que alguém que não conhecemos, algures noutra parte do mundo, dedicou uns minutos do seu dia a escrever este postal para nós."


Um pequeno gesto que toca a todos
"É um pequeno gesto, mas tão humano e altruísta, que nos toca a todos", explica a Ana, referindo que numa altura em que a comunicação é feita através de 'like'no Facebook ou Instagram, se pode contrapor um postal, que "implica esforço e dedicação". 
"Não é por acaso que são os postais que colamos no frigorífico ou levamos connosco para o local de trabalho para mostrar aos colegas", notou a portuguesa, que recordou ainda que nesta rede também se aprende com o "contacto com outras culturas". 
Para os registos de memória da comunidade há histórias de amizade, de escolas que usam o projeto, como ocorreu em Tuvalu, e vários casamentos, como o dos ucranianos Ivan e Natália, que se conheceram num encontro de utilizadores do 'Postcrossing'.

Há selos que foram lançados tendo por base o projeto, que já possibilitou muitas reuniões entre os denominados 'postcrossers', provando que a comunicação pessoal pode ter ajudas digitais e, sobretudo, do carteiro."

segunda-feira, 5 de março de 2012

PORTUGAL BRILHA NA TECNOLOGIA DE PAGAMENTOS MULTIBANCO


MARIA JOÃO CARIOCA Administradora Executiva da SIBS

SOMOS OS PRIMEIROS NO MUNDO na tecnologia "Multibanco". Pagamos impostos, compramos bilhetes para o comboio, autocarro, passando por licenças de pesca e caça até carregamentos de telemóvel. PARA nós é simples, mas para um ALEMÃO, FRANCÊS OU BELGA é uma REVOLUÇÃO. Maria João Carioca, é a Administradora da SIBS pagamento. UMA MULHER, POIS CLARO. PARABÉNS!


SIBS - Portugal brilha na área de pagamentos de Multibanco - Margarida Vaqueiro Lopes  

Maria João Carioca é Administradora Executiva da SIBS Pagamentos, criada há um ano- Anualmente os portugueses fazem 700 milhões de operações através do sistema.
Portugal tem sofrido - sobretudo desde o pedido de ajuda financeira internacional - de um negativismo latente que muitas vezes não permite ver aquilo que de diferente e louvável é feito no País.
Sinal disso é que há já alguns anos que se tem destacado na cena europeia com o desenvolvimento de um vasto leque de serviços que permitem fazer pagamentos por Multibanco - desde impostos a bilhetes para o comboio, passando por licenças de pesca e caça e carregamentos de telemóvel.
Ou seja, aquilo que para qualquer cidadão nacional parece óbvio - como carregar o telemóvel numa caixa Multibanco, algo em que Portugal foi pioneiro no mundo - para um alemão, um francês ou um belga pode ser uma verdadeira revolução.
"Há alturas em que a dimensão de Portugal ajuda", explicou Maria João Carioca, Administradora Executiva da SIBS Pagamentos, em entrevista ao Diário Económico. "Portugal tem uma dimensão relativamente pequena e a banca nacional teve noção de que estar cada um a desenvolver, ‘per si' soluções e a replicar e duplicar investimentos seria complicado e mais caro". O trabalho em conjunto acabou assim por permitir "olhar para oportunidades que foram surgindo" e dar resposta às necessidades quotidianas dos cidadãos. "Porque é que fomos os primeiros a ter carregamentos de telemóvel por multibanco e os outros não tiveram? Não sei. Acho que porque pensámos nisso", admite entre sorrisos.