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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Défice em 2,3%. Até parece que não é importante!!!

No 1º debate quinzenal na AR da República o 1º Ministro deu a notícia mais relevante de todas: "o défice de 2016 ficará em 2,3%". No entanto a TSU dominou as intervenções ( e não desvalorizo o tema). 
Mas, sabendo como se sabe, que a diminuição do défice é um sinal vital para os mercados e, sabendo como se sabe, que foi conseguido a par da reposição de salários, pensões e reformas, num contexto de crescimento do PIB, em linha com o resto da Europa, e com uma diminuição real do desemprego, não se entende muito bem a pouca atenção dada à novidade do 1º Ministro.
Ou talvez se perceba. À direita, a aposta está em que tudo corra mal. Fraca alternativa! E à esquerda, perante a subida do PS ao limiar da maioria absoluta, há que explorar todos os "nichos de mercado" para que os parceiros da coligação segurem o seu eleitorado. 
Não há dúvida de que em 2016 as coisas correram bem ao Governo e ao país, tal como concluiu o Presidente da República.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

(Opinião) As previsões de outono para o PSD/CDS

É consensual em todo o país ser necessário alterar o caminho único, austeritário, de Bruxelas (Comissão, Parlamento, BCE, FMI ...) porque o resultado é conhecido: a Europa está num impasse económico e num constrangimento social intensos. 
Têm-se registado alguns progressos no alívio desse caminho único e, em abono da verdade, diga-se que tem pertencido ao PS a liderança dos mesmos. É válido para o tempo de Seguro na oposição, como é válido e marcante com António Costa no poder.
A primeira grande mudança esteve na atitude do BCE. Optou por uma maior intervenção. Ainda me lembro como Passos, Gaspar e Portas na AR, em 2011/12, consideravam ser uma "irresponsabilidade" (do PS) falar nisso, porque os mercados poderiam reagir negativamente (sempre o mesmo papão). E desde 2014/15 que bem se podiam lembrar ter sido a partir de Bruxelas, da Comissão e do FMI, que foi reconhecido o excesso de algumas políticas para Portugal. Excessos que a direita assumiu com gosto!
Acontece que com este governo a compreensão europeia aumentou a flexibilidade (não sem luta) e o impossível está a acontecer: as pessoas veem restituídos os seus rendimentos, as políticas sociais são mais abrangentes e solidárias ao mesmo tempo que se garante uma descida do défice ainda que a uma velocidade moderada. 
E ainda bem, porque a via austeritária, como já constatámos, duramente, não deu oportunidade nem à economia, nem ao social. E era nessas condições de emigração intensa, de cortes poderosos nos rendimentos, alguns feridos de profunda inconstitucionalidade, de desemprego e destruição de emprego, de profunda regressão demográfica, que se falava em aumento da natalidade, de crescimento e de emprego?
Pois bem, apesar de só agora, em abril, se ter aprovado e promulgado OE 2016 e, portanto, iniciado a sua execução, as previsões da primavera da Comissão Europeia confirmam um défice abaixo dos 3% (2,7%) e uma variação de -0,1 na estimativa do governo. 
O PR fez sobre estas estimativas uma leitura de esperança, tal como o governo, mas o PSD e o CDS disseram exatamente o contrário. Fazem força para alimentar um clima de dúvida, colocam-se do lado de lá e não do lá de cá do interesse nacional, estimulam as pressões austeritárias de Bruxelas (não atendidas até agora) e salivam pelo dia em que tudo possa correr mal e pela oportunidade de poderem voltar a cortar nos salários, pensões e prestações sociais. 
A continuarem assim, antevejo um outono de fragmentação na direta, sobretudo no PSD, partido que poderá vir a reclamar a substituição do próprio Passos Coelho. São as minhas previsões de outono para o PSD/CDS
Gota de Água

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

A ´Pagina e Gotadeagua - meios de comunicação com muitas visitas


São meios de comunicação muito eficazes. O número de visitas diz tudo. Estes são os números da última semana, 22549 visitas.