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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

A ministra da Justiça tem medo de ser escutada ... ao que chegámos!

"A ministra de Justiça admite que as escutas estão descontroladas! 
E previne-se: fala para o telefone “como se fosse para um gravador”. 
Só nos faltava mais esta. Marcelo, ontem, criticou duramente esta atitude. É, de facto, a própria ministra que põe em causa a existência de um "Estado de Direito". Ao que chegámos!
Acrescenta Marcelo, a propósito de segredo de Justiça, que a avaliar pelas constantes violações e os inquéritos que nunca têm conclusões que mais vale - para segurança de todas as partes - que o dito deixe de existir.

sábado, 30 de julho de 2011

PASSOS COELHO DEFENDE SÓCRATES DAS ACUSAÇÕES DO "PÚBLICO"

Passos Coelho diz que não houve ordens de Sócrates e do SIRP para transmitir informações à Ongoing

Pedro Passos Coelho, revelou hoje que não houve ordens de José Sócrates e do secretário-geral do Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP) para o fornecimento de dados ao grupo Ongoing.

Passos Coelho, em nota enviada à Agência Lusa pelo seu gabinete, especifica ter solicitado hoje esclarecimentos "por escrito" ao secretário-geral do SIRP, depois de o jornal Público ter noticiado que o anterior diretor do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), Jorge Silva Carvalho, "transmitiu informações ao grupo Ongoing, para o qual foi contratado após ter saído das 'secretas', com autorização do então primeiro-ministro", José Sócrates.

"Do esclarecimento prestado pelo secretário-geral do SIRP resulta que a notícia carece totalmente de fundamento, uma vez que nem da parte do primeiro-ministro, nem do secretário-geral do SIRP, houve quaisquer ordens ou orientações no sentido referido pela notícia em causa", diz Passos Coelho.

O ex-primeiro-ministro José Sócrates esclareceu também hoje, através de um porta-voz, que nunca teve relações diretas com o antigo diretor do SIED, negando que alguma vez o tenha autorizado a passar dados à Ongoing.

Em causa está a alegada transferência de informações por parte do então diretor do SIED para a empresa Ongoing, onde trabalha atualmente, noticiada pelo Expresso na sua última edição. Segundo o jornal, o ex-diretor do SIED terá passado à Ongoing informações relacionadas com dois empresários russos e sobre metais estratégicos, antes de abandonar a chefia dos serviços, em novembro de 2010.

Jorge Silva Carvalho já negou ter fornecido informações à Ongoing e pediu uma audiência à comissão parlamentar dos Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias para prestar esclarecimentos, que decidiu ouvir primeiro o presidente do Conselho de Fiscalização dos Serviços de Informação, Marques Júnior.

Em entrevista publicada na quinta-feira pelo Diário de Notícias, o ex-diretor do SIED admitiu ter enviado correios eletrónicos (e-mails) de sua casa sobre matéria tratada pelo Expresso, mas garante que não violou o dever de sigilo ou segredo

Contactado pela Agência Lusa, o diretor adjunto do Público, Miguel Gaspar, esclareceu que "na entrevista ao DN, (Jorge Silva Carvalho) diz que tinha de ter autorização da pessoa a quem o serviço responde" para passar informação, "ou seja, o primeiro-ministro", e acrescenta que o jornal teve indicação "de que ele (José Sócrates) autorizou".

O Governo já anunciou a abertura de um inquérito aos Serviços de Informação da República na sequência destas notícias e dada a possibilidade de ter havido fugas de informação das 'secretas'.

Por outro lado, o Governo desmentiu "categoricamente" ter pedido às 'secretas' informações sobre Bernardo Bairrão, que foi convidado para fazer parte do Governo, mas acabou por não integrar o Executivo, como também escreveu o Expresso nas últimas semanas.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Ministros têm medo de falar ao telemóvel - SUGERE-SE A COMPRA DE UM CÃO

VIRA-LATA INTELIGENTE
Os Gabinetes ministeriais vão passar a ter cão. Com efeito, por efeito do medo de falarem ao telemóvel, sugeriu-se que podiam comprar um cão. Diz-se que já os há capazes de detectar "escutadores". Nesta matéria, por razões de segurança, talvez seja melhor contratrem um tal assessor que trabalha na Presidência da República. SEMPRE LIMAVAM O PROBLEMA!

"Os membros do novo Governo têm recorrido preferencialmente às suas contas de e-mail pessoais, bem como aos seus telefones privados, para comunicarem entre si, em vez de usarem a rede de comunicações governamental.
«É uma questão de cautela e de segurança», adiantou ao SOL uma fonte do Executivo, garantindo, porém, que tanto os e-mails como os telefones oficiais «estão a ser usados normalmente»... mas apenas em casos de troca de informação não confidencial ou não reservada.
O titular de uma pasta importante vai mais longe: «Eu sou ministro, tenho responsabilidades, e evito falar ao telemóvel de coisas que tenham importância para a República portuguesa. Isso é inaceitável!».
O SOL apurou que os membros do Governo – incluindo o primeiro-ministro – têm recorrido a contas do Gmail (correio electrónico do Google) sempre que há comunicações mais confidenciais ou reservadas. Isto porque os membros do novo Executivo ainda não têm confiança na segurança e inviolabilidade dos servidores e dos sistemas de informática da Presidência do Conselho de Ministros e dos ministérios.
E daí o recurso ao Gmail: os servidores estão sediados fora de Portugal (nos EUA e espalhados pelo mundo) e são dificilmente violados por ‘intrusos’ nacionais."