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segunda-feira, 4 de julho de 2011

ALÍVIO PARA O PSD - Nobre renuncia para se dedicar à acção humanitária


"Fernando Nobre afirma que renuncia ao mandato de deputado pelo PSD com “alguma tristeza”, mas justifica a decisão por sentir-se mais útil na ação humanitária, numa carta em que elogia o presidente social-democrata, Pedro Passos Coelho.
Na carta de renúncia ao mandato do lugar de deputado do PSD, datada de sexta-feira, dirigida à presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, e à qual a agência Lusa teve acesso, o ex-candidato presidencial apresenta os motivos que o levaram a não exercer o seu mandato no Parlamento.
“É com alguma tristeza que me afasto das funções de recém-eleito deputado, mas estou certo e ciente de que serei, como já referi, mais útil aos portugueses, a Portugal e ao mundo na ação cívica e humanitária que constitui a minha marca identitária”, refere na carta.
Na História da Democracia portuguesa, Fernando Nobre, presidente da AMI e candidato nas últimas eleições presidenciais, foi o primeiro candidato a presidente da Assembleia da República a falhar a eleição para esse cargo.
É com alguma tristeza que me afasto das funções de recém-eleito deputado", diz Fernando Nobre
Em duas votações sucessivas, apesar de contar com o apoio do maior Grupo Parlamentar – o PSD -, o candidato independente Fernando Nobre não atingiu a fasquia da maioria absoluta de votos (116 em 230) para ser eleito pelos seus pares presidente da Assembleia da República.
Na carta de renúncia ao mandato, Fernando Nobre faz rasgados elogios ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e à “maioria do Grupo Parlamentar do PSD”.
“Travar esta batalha ao lado do senhor doutor Pedro Passos Coelho e da grande maioria do PSD constituiu um enorme desafio que muito me orgulha e uma imensa honra. O senhor doutor Pedro Passos Coelho e a maioria do Grupo Parlamentar do PSD tiveram sempre para comigo uma atitude de grande estímulo e apreço. Tentei retribuir dando toda a minha energia, disponibilidade e genuíno empenhamento”, escreve na mesma carta."@Lusa

terça-feira, 21 de junho de 2011

FERNANDO NOBRE - O DITO POR NÃO DITO -

Ontem viveu-se um momento inédito com o chumbo, por duas vezes repetido, da candidatura de  Fernando Nobre a Presidente da Assembleia da República. Era um desfechomais do que previsível e, por isso, perfeitamente evitável. O próprio CDS, parceiro de coligação do PSD, já havia dito, ainda em campanha, que não apoiaria esta solução.
Pedro Passos Coelho ignorou a realidade e sujeitou uma personalidade que diz respeitar a uma humilhação desnecessária. E foi um mau começo para a coligação. Bem podem dizer que uma coisa é o Governo e outra coisa a Assembleia. Bem podem dizer que o acordo de Governo nada tem a ver com o entendimento parlamentar.
Fernando Nobre, o próprio, mais uma vez, não se deu ao respeito. Depois de na campanha presidencial ter assegurado que nunca aceitaria o convite de nenhum partido fez exactamente o contrário. E tendo dito que se não fosse eleito Presidente da AR se demitiria, fez exactamente o contrário.
Afirmou, em tom quase patético que "partia com o sentido do dever cumprido". Mas partia para onde, se fica na Assembleia? E qual dever cumprido, se o que temos é alguém com uma ambição desmedida que não foi alcançada?
Tudo isto, perante uma coligação que tem pela frente um desafio enorme, por ela própria precipitado, dá confiança a alguém? Não. A imaturidade nunca foi boa conselheira.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

MORAIS SARMENTO: NOBRE SEM PERFIL PARA PRESIDIR À ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

O social democrata diz que Fernando Nobre "é um activista" e que serviria melhor os interesses do partido no Governo ou num lugar executivo.
Morais Sarmento, antigo ministro de Durão Barroso, defendeu no programa "Falar Claro", da Rádio Renascença, que Fernando Nobre não tem perfil para ser presidente da Assembleia da República.

"O lugar de presidente da Assembleia da República, como segunda figura do Estado, levanta-me duas questões. Uma é que Fernando Nobre foi mandatário de Francisco Louça há poucos anos, portanto se me perguntar se me revejo nele como segunda figura do Estado, vejo-o com dificuldade.

Por outro lado, arriscamo-nos a ter um menos bom presidente da AR e a perder aquele que poderia ser um óptimo protagonista político na linha da frente"......................
por DN.pt 

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Depois, exausto, lá foi descansar para a “chaise-longue” do PSD

Os apoios a Fernando Nobre para as presidenciais foram genuínos. Os que votaram nele fizeram uma aposta no que entendiam por exercício diferente da cidadania. Foi mesmo essa a ideia que o próprio se esforçou por transmitir até à exaustão.

Depois, exausto, lá foi descansar para a “chaise-longue” do PSD. E assim, esticado, lá fica à espera de ser eleito Presidente da Assembleia da República.

Há, no entanto, vários problemas: ainda não houve eleições, não se sabe quem o povo vai escolher e, no hemiciclo, é fundamental, também, para ser Presidente, submeter-se a sufrágio e ser eleito. Coisa pouca, portanto!