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segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Nicolau Santos - Entrada da troika em Portugal deve ser contextualizada

"O comentador de política nacional da Antena 1, Nicolau Santos, faz o enquadramento dos factos depois das várias trocas de acusações entre elementos do PS e PSD. (...) o pedido de ajuda aos credores internacionais começa com o chumbo do PEC 4, em 2011, com um conjunto de medidas "que poderiam evitar o pedido de resgate". Para o analista, esta "discussão" deve ser contextualizada com os factos que antecederam a entrada da troika em Portugal." (http://www.rtp.pt/noticias/pais/entrada-da-troika-em-portugal-deve-ser-contextualizada-diz-nicolau-santos_a858038) 
Ângela Merkel e Durão Barroso reagiram com frieza a Pedro Passos Coelho quando este decidiu chumbar o PEC IV, depois da Comissão Europeia, Banco Central e todos os Chefes de Estado e de Governo o terem aprovado dias antes. Sabiam todos que, assim, Portugal seria obrigado a pedir a intervenção externa. 
Essa foi uma oferta da atual maioria ao PCP e ao BE. Foi pena que eu e poucos como eu tivéssemos batalhado sozinhos para não deixar nesta cair no esquecimento esta realidade histórica. É ela que explica a entrada da Troika pela mãos PSD/CDS, obrigando então o governo de José Sócrates a pedir a intervenção externa.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Juncker. A troika "pecou contra a dignidade" dos portugueses

Hipocrisia sem limites. Juncker reconhece agora que "Pecámos contra a dignidade dos cidadãos na Grécia, Portugal e muitas vezes na Irlanda também". Só veio dar razão ao PS, com mais de três anos de atraso. Só a direita PSD/CDS insistiu numa receita que sempre esteve errada, perdeu a decência, e exigiu sempre mais do que o necessário

(Expresso) "Presidente da Comissão Europeia reconhece que falta "legitimidade democrática" à troika e aponta "erros" no passado, garantindo que o objetivo é não repeti-los no futuro.
O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, admitiu hoje que a 'troika' "pecou contra a dignidade" de portugueses, gregos e também irlandeses, reiterando que é preciso rever o modelo e não repetir os mesmos erros.
"Pecámos contra a dignidade dos cidadãos na Grécia, Portugal e muitas vezes na Irlanda também", disse Juncker perante o Comité Económico e Social, admitindo que a afirmação pode parecer "estúpida" dita pelo ex-presidente do Eurogrupo, refere a agência noticiosa Efe.
"Mas temos de aprender as nossas lições do passado e não repetir os mesmos erros", acrescentou, citado pela Efe, recusando-se a comentar o impasse das negociações com a Grécia, apenas indicando que a situação foi discutida no colégio de comissários.
Juncker teceu ainda críticas à anterior Comissão Europeia (CE) liderada por Durão Barroso, ao afirmar que "antes não se falava em absoluto" na Grécia porque se "confiava cegamente no que dizia a 'troika'", formada pela CE, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu. 
O atual presidente da CE insistiu na ideia de que falta à 'troika' legitimidade democrática, apesar de considerar que as três instituições que a formam devem estar presentes na estrutura.
"Quando chegar o momento tudo isto deve ser revisto", afirmou, sublinhando, contudo, que os países devem continuar a seguir o caminho da consolidação das finanças públias, porque não devem hipotecar o futuro de outras gerações.

Ainda sobre o funcionamento da 'troika', Juncker declarou: "Não critico os funcionários, mas não se coloca um alto funcionário perante um primeiro-ministro ou um ministro. Há que colocar frente a eles um comissário ou um ministro sob a autoridade do presidente do Eurogrupo".

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Grécia consegue o fim da Troika? A CE pode dizer SIM!

Será mais um encontrão em Passos e Portas.  

A CE está a ponderar propor o fim das missões da troika na Grécia no formato em que estas têm sido feitas desde 2010. A ideia surge quando o novo Governo da Grécia repete que se recusa a negociar com a troika mas que procura um novo acordo com a UE, e quando o primeiro-ministro e o ministro das Finanças visitam várias capitais europeias. 

O ministro grego das Finanças diz que espera uma "ponte" entre o programa anterior e um novo acordo, mas não é claro o que tem em mente. A Alemanha rejeita o fim da troika na Grécia.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Elisa Ferreira questiona o papel da troika sobre a banca (BES)

Elisa Ferreira, eurodeputado eleita pelo PS, é responsável pelas negociações para a união bancária. 

Defende um mecanismo único de supervisão para garantir que ão repetirão outros "BES" em toda a Europa e deixa farpas contundentes  à atuação da troika em Portugal, nomeadamente no caso BES.

"Tendo a troika nos seus membros, quer a CE, como o BCE, como é que não se apercebeu? 

E quando se disse que esta supervisão não ia trazer novidades relativamente aos bancos dos países intervencionados, porque já estavam totalmente escrutinados pela troika, como é possível e de quem é a responsabilidade de que tantas tensões se tivessem acumulado sem nenhuma intervenção destas entidades?".

Questões pertinentes que, no fundo, interpretm o estado de espírito de todos nós.

terça-feira, 22 de abril de 2014

A Troika está preocupada com a falta de coesão do Governo

Os funcionários da Troika estão, decididamente, preocupados com o dissenso interno do Governo e não com o PS. 

O braço de ferro de Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque com Paulo Portas e Pires de Lima, em matéria fiscal, transbordou para a opinião pública. A Troika, temendo a proximidade de eleições, recomenda mesmo ao Governo para não baixar impostos e, digo eu, aprofundar o caminho do empobrecimento coletivo. 

O PS reagiu por Eurico Dias: 
"Quanto à questão fiscal, a ´troika' está é preocupada com o consenso dentro do Governo e não com o PS, porque o primeiro-ministro [Pedro Passos Coelho] diz uma coisa e o vice-primeiro-ministro [Paulo Portas] diz outra. 
A ministra das Finanças [Maria Luís Albuquerque] fala de uma taxa e o ministro da Economia [Pires de Lima] desmente a taxa. Se quanto à questão fiscal há um problema, esse problema é dentro do Governo", alegou o dirigente socialista.
Eurico Brilhante Dias foi ainda mais longe em defesa da sua tese: "Se a ´troika' está preocupada, é com a relação do dr. Pedro Passos Coelho com o dr. Paulo Portas, e não com o PS".

"Voltaremos a repetir isto tantas vezes quantas forem necessárias: O PS sempre defendeu uma consolidação orçamental sustentável, faz parte de um amplo consenso nacional em torno da sustentabilidade das contas públicas e expressou esse consenso votando o tratado fiscal na Assembleia da República. Esse consenso não será posto em causa pelo PS, mas esperemos que nenhum dos partidos da maioria o faça".

A última avaliação da Troika ... e o novo programa de austeridade

Passos Coelho e Paulo Portas prepararam um novo programa de austeridade para depois daquilo a que chamam "saída da Troika", a 17 de Maio. 
O Governo falhou. Hoje todas as capas dos jornais, noticiam essa austeridade que resulta, afinal, de medidas propostas e acordadas há muito, tal como nos revelou o  polémico documento da Comissão Europeia. 

Soube-se, pois, que todos mentiram exceto o secretário de estado da administração Pública, a tal fonte anónima que revelou aquilo que o governo combinara e que em dias sucessivos tentou desmentir.
A "teoria do careca" diz-nos que cada pelo que nasce é lucro. É nela que o governo se tenta reequilibrar, depois de ter "terraplanado" o país, a economia, as famílias e as empresas, arrasando tudo à sua passagem. 
Agora por cada erva que nasce, por cada indicador, por mais tímido que seja, estala fortíssimo foguetório. Acontece que entre o som da "festa" e a vida real das pessoas concretas há um abismo que se chama desemprego, emigração, insolvência, entrega da casa à banca, destruição do Estado Social . 
A comunicação social espelha bem, hoje, que governo e Troika, depois de 17 de maio, só têm como objetivo comum: um empobrecimento ainda mais profundo.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

PE quer decidir resgates ... só agora?!

O PS sempre defendeu uma maior intervenção do governo português junto dos seus pares para contrariar uma inépcia reconhecida, mas consentida. António Seguro foi o líder político que mais se distinguiu nesse esforço e a maioria PSD/CDS a que mais o criticou por esse facto. O tempo deu-lhe razão. O interesse pela legitimação dos processos de decisão só chega  agora, tal como as investigações à Troika e seus funcionários. Parece estar a chegar, embora muito tarde!

"Uma situação de resgate deve passar no futuro pelos hemiciclos de Bruxelas e de Estrasburgo", defenderam os eurodeputados relatores da avaliação da aplicação dos programas de ajustamento. 

"No futuro, é nossa intenção que nenhuma decisão europeia seja tomada sem legitimidade europeia. Nenhuma decisão deve ser tornada sem o PE", defendeu Othmar Karas, vice-presidente do PE, que não exclui, para já, que o FMI não volte a ser chamado. 

"Todos os Estados-membros são membros do FMI, todos têm o direito legal de o FMI os ajudar e essa foi a razão por que o FMI foi chamado. Era o único que tinha experiência para lidar com crises como esta", disse o eurodeputado austríaco do Partido Popular Europeu."







sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Inquérito - Erros da troika sob investigação

O Parlamento Europeu fez saber que os erros da troika vão ser investigados, conta o Dinheiro Vivo
As decisões e a gestão da troika no âmbito dos programas de ajustamento de Portugal, Grécia, Chipre e Irlanda vão ser alvo de inquérito no Parlamento Europeu (PE), avança o Dinheiro Vivo. O anúncio foi feito durante a discussão do relatório do Parlamento Europeu sobre a actividade do Banco Central Europeu em 2012, que se realiza em Estrasburgo, e onde foi abordada a questão polémica da competência e da transparência da troika nos vários programas de ajustamento ainda em curso.

Os dirigentes de duas das instituições que comandam as missões externas, nomeadamente Mario Draghi, do Banco Central Europeu, e Olli Rehn, da Comissão Europeia, prometem cooperar com os deputados na referida investigação.O relatório preliminar sobre o tema será divulgado a 17 de Dezembro.

domingo, 10 de novembro de 2013

Paul de Grauwe - Portugal cometeu o "erro" de ser o melhor aluno da 'troika'.

O economista Paul de Grauwe entende que Portugal cometeu o "erro" de ser o melhor aluno da 'troika'.
"O governo português fez o grande erro de tentar ser o melhor da turma no concurso de beleza da austeridade. 
Não havia razão para Portugal fazer isso, podia não ser o melhor da turma, podia ser mesmo o pior e isso seria melhor para economia", considerou em entrevista à Lusa o economista belga, para quem Portugal tinha de levar a cabo medidas para reduzir a despesa, mas ao longo de mais anos, de modo a suavizar o impacto económico.
Até economistas do Fundo Monetário Internacional (FMI), afirmou, já perceberam que não é possível "fazer a austeridade toda ao mesmo tempo", enquanto na Europa os líderes continuam imutáveis.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Parlamento Europeu vai investigar métodos e qualidade das receitas das troikas

Mais um passo que dá razão a António Seguro e ao PS - "O Parlamento Europeu vai passar a pente fino os métodos de trabalho e a qualidade das receitas impostas pelas troikas de credores internacionais aos países do euro sob programa de ajuda externa, Portugal, Grécia, Irlanda e Chipre, para averiguar a legalidade e o carácter democrático dos seus procedimentos. 
Os termos desta investigação estão a ser preparados pelos coordenadores dos grupos políticos do PE na Comissão Parlamentar dos Assuntos Económicos e Monetários, e deverão ser formalmente adoptados na próxima semana."

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Governo falhou todas as metas - 'Troika' rejeita os argumentos para suavizar o défice


O Governo falhou todas as metas, defraudou todas as expetativas e não se entende quanto ao défice e quanto ao programa cautelar. 

A oitava e nona avaliações ao programa português arrancam hoje, ao mesmo tempo, com posições distantes entre o Governo e a 'troika'. 

O Executivo já assumiu que quer uma meta do défice mais suave para o próximo ano, mas as autoridades internacionais, sobretudo o lado europeu, descartam essa possibilidade. Nas reuniões entre o Governo e a 'troika' um dos aspetos que deverá ser discutido é a meta do défice para 2014, que foi revista em alta para os 4% do Produto Interno Bruto (PIB) na sétima revisão ao programa de assistência e que o Governo quer voltar a dilatar, agora para os 4,5%.

Outro assunto que deverá ser debatido também a partir de hoje é a implementação de um programa cautelar em Portugal após o atual programa, em junho de 2014. Vários elementos do Governo têm insistido que um programa cautelar não é um segundo empréstimo.
Do lado europeu, o comissário europeu para os Assuntos Económicos e Monetários, Olli Rehn, já disse que Portugal tem "várias opções possíveis para uma fase pós-programa", mas alertou que qualquer apoio no regresso aos mercados em 2014 obrigará a "condicionalidades", mantendo a supervisão da 'troika'.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Comissão Europeia - os riscos em Portugal são ainda mais negativos

A Comissão Europeia considera que as expectativas sobre a evolução económica se agravaram desde que em março os técnicos da ‘troika’ reviram a recessão esperada de 1% para 2,3% do PIB e deixam antever um cenário mais negativo. 

Na avaliação dos técnicos de Bruxelas à sétima avaliação do Programa de Assistência Económica e Financeira, os técnicos dizem que apenas no período que se passou de março até finalizarem a avaliação que apresentaram ao Eurogrupo e ao ECOFIN os riscos agravaram-se. 

“Após a finalização do cenário macroeconómico em março, os risco à previsão passaram a ser mais negativos. A procura interna deverá continuar fraca em particular num ambiente de escassos desenvolvimentos do mercado de trabalho no primeiro trimestre deste ano que podem ter impacto no consumo privado”, escrevem os técnicos. 
Ainda assim, a missão vê sinais positivos na melhoria das exportações no início do ano, assim como em indicadores de sentimento económico e outros indicadores nos últimos seis meses

Governo e Troika 2015 - fora do memorando - acordam mais cortes salariais na função pública

O que se vai sabendo dos acordos feitos nas costas do Parlamento - A Comissão Europeia defende que, com a alteração das metas, a consolidação orçamental de Portugal vai estender-se para 2015, antevendo-se "mais cortes na fatura salarial" da função pública.
Na sua avaliação à sétima revisão regular do Programa de Assistência Económica e Financeira de Portugal, hoje divulgada, a CE refere que, "com a revisão dos objetivos para a trajetória do défice, parte do necessário esforço orçamental para alcançar uma posição orçamental equilibrada foi adiada para 2015".
"Para 2015, o pacote adotado pelo Governo a 02 de maio, que corresponde a uns adicionais 0,3% do PIB [Produto Interno Bruto] em medidas para esse ano, antecipa mais reduções na fatura salarial do setor público e mais cortes na despesa dos ministérios e dos programas", considera a Comissão.
O Governo acordou com a ‘troika’ que a contribuição de sustentabilidade sobre as pensões não seja uma medida obrigatória, deixando-a de fora da lista dos ‘structural benchmarks’, cujo não cumprimento poderia significar um chumbo das instituições internacionais.
No memorando de entendimento entre o Estado português e a ‘troika’, é explicitado que o que o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, chamou a Taxa Social Única sobre os pensionistas será aplicada apenas “se estritamente necessário” e como terceira medida no âmbito da reforma do sistema de pensões (cortes). O acordo diz que esta medida “pode ser substituída por outras medidas de valor e qualidade equivalentes”.
O Governo compromete-se com a ‘troika’ a ter abertura para substituir medidas, das várias apresentadas, para garantir o cumprimento das metas orçamentais este ano, após ouvir os parceiros sociais e partidos, desde que estas tenham também medidas de equivalente valor e qualidade. Algo que segundo o executivo teve acordo da missão técnica. Este processo tem de estar concluído a tempo para que todas as mudanças legislativas estejam prontas a tempo de implementar o processo de revisão da despesa até 15 de julho próximo.
Bruxelas considera que o Governo não cumpriu o prazo de até junho fechar a contratação das empresas que vão fazer a recuperação dos créditos do ex-BPN, mas prevê que tal aconteça até "meados de 2013".
O Governo quer fazer os cortes na despesa através de leis gerais para que estas possam também ser avaliadas pelo Tribunal Constitucional preventivamente e assim dar mais tempo ao Executivo para reagir em caso de 'chumbo'.
Nos documentos da sétima avaliação do Programa de Assistência Económica e Financeira hoje divulgados pela Comissão Europeia, o Governo compromete-se a tomar várias medidas para reduzir os riscos de um eventual chumbo do Tribunal Constitucional sobre as medidas de corte estrutural na despesa. Entre estas está a utilização de leis gerais, fora do Orçamento do Estado, para que estas permaneçam em vigor findo o ano respetivo de cada orçamento, mas também para que estas possam ser avaliadas preventivamente pelo Tribunal Constitucional.
A Comissão Europeia estima que a dívida caia a partir de 2015, ficando abaixo dos 100% no início da próxima década, se for cumprido o limite do défice estrutural (0,5%) em 2017, apresentando estimativas melhores que o FMI.

O Governo adiou a privatização ou concessão da RTP, remetendo o processo para a operação de reestruturação da empresa em curso, informa o memorando de entendimento assinado pelas autoridades portuguesas e pela 'troika' após a sétima revisão ao programa.

sábado, 25 de maio de 2013

Miguel Sousa Tavares - Sobre Lobo Xavier - Por que entrou a Troika?


Declarações de Lobo Xavier, sobre a responsabilidade de querer a entrada da troika 

Disse o que “não se pode dizer”, porque seria o mesmo que dizer que a responsabilidade não foi de Sócrates.

Houve algum diletantismo do BE, o bota-abaixismo habitual do PCP e uma grande vontade de ir para o governo e uma grande inconsciência do PSD.

terça-feira, 21 de maio de 2013

SIC - Miguel Sousa Tavares - Afinal de quem foi a responsabilidade da entrada da "Troika"?


Lobo Xavier, sobre a responsabilidade de querer a entrada da troika - Disse o que “não se pode dizer”, porque seria o mesmo que dizer que a responsabilidade não foi de Sócrates. Houve algum diletantismo do BE, o bota-abaixismo habitual do PCP e uma grande vontade de ir para o governo e uma grande inconsciência do PSD.

Acha o PR muito optimista e há quem ache que a agenda da reunião é para desviar as atenções da crise no governo. Há quem ache que não há vida pós-troika e neste momento só um bruxo muito optimista pode imaginar que isto vai acabar bem. A nossa dívida não deixou de continuar a subir nos últimos 2 anos, é preciso saber quem a comprou e a taxa de juro não é sustentável. A discussão da saída do euro merece ser feita.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Moção de Censura - A Carta à Troika que todos comentaram sem ler!!!


Todos comentaram uma carta que só ontem existiu. E apenas porque foi escrito: "António José Seguro, iria enviar "em breve" uma carta aos representantes políticos da 'troika". E enviou, mas só ontem.  E já toda a gente tinha comentado o que não existia. Ninguém quis fazer nota do " iria enviar "em breve" . Até Marcelo Rebelo de Sousa, principalmente ele, não resistiu à tentação e comentou o que nunca leu, porque pura e simplesmente não existia.  Mas comentou, tal como livros que publicita sem ler. E logo se disse que Segura apresentava a moção, mas que pedia desculpa. Um clássico dos que não leem e ampliam o que ouvem, mesmo que não exista. E, agora, que já conhecem a carta o que vão fazer? Uma fuga para a frente nos comentários?
No entanto, a Lusa lembrou: "Na edição de 23 de março, o semanário Expresso noticiou que, na sequência do anúncio da moção de censura do PS ao Governo, o secretário-geral socialista, António José Seguro, iria enviar "em breve" uma carta aos representantes políticos da 'troika' (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) a assegurar que Portugal cumpriria os compromissos internacionais assinados por Portugal." 
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O secretário-geral do PS enviou hoje uma carta dirigida aos representantes da "troika", incluindo o português Durão Barroso, apelando à renegociação do Programa de Assistência Económico-Financeira (PAEF), e defendendo a necessidade de eleições antecipadas.
Na edição de 23 de março, o semanário Expresso noticiou que, na sequência do anúncio da moção de censura do PS ao Governo, o secretário-geral socialista, António José Seguro, iria enviar "em breve" uma carta aos representantes políticos da 'troika' (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) a assegurar que Portugal cumpriria os compromissos internacionais assinados por Portugal. No mesmo dia, no Porto, Seguro confirmou essa carta, que justificou com a necessidade de garantir à 'troika' que “o PS honra os compromissos assumidos pelo Estado português”.
Esta tarde, durante o debate da moção de censura socialista ao Governo, Seguro anunciou a divulgação dessa carta, que foi hoje enviada aos representantes da 'troika'.
Na missiva, Seguro frisa a necessidade de "uma nova política" e de "um novo Governo", sugerindo eleições antecipadas, junto da Comissão Europeia (CE), do Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI).
"Só uma nova política (crescimento económico e disciplina orçamental) executada por um novo Governo (com forte apoio popular e legitimado democraticamente) poderão retirar o meu país do labirinto em que está metido", lê-se na missiva.
O líder socialista, que já tinha comunicado da mesma forma com os parceiros internacionais em fevereiro e em março, afirma que, "para o PS, estar sob assistência financeira nunca significou submissão" já que a "dignidade" do povo português "não está à venda".
"O meu país necessita de renegociar as condições do nosso ajustamento. Digo-o e repito-o. Renegociar as condições de ajustamento com metas e prazos reais, do alargamento dos prazos de pagamento de parte da dívida pública, do diferimento do pagamento de juros dos empréstimos obtidos, dos juros a pagar pelos empréstimos obtidos e do reembolso dos lucros obtidos pelo BCE pelas operações de compra da dívida soberana", propôs hoje Seguro à "troika".
Para o deputado do PS, há um "novo consenso nacional", no sentido de uma "renegociação profunda" do PAEF e da "adoção de uma estratégia credível que dê sentido ao esforço dos portugueses e abra um horizonte de esperança".

"O que é necessário que aconteça de pior ao meu país, que sacrifícios é que faltam impor ainda mais aos portugueses para que o senhor (presidente da CE, Durão Barroso) e a organização a que preside reconheçam o tremendo erro que estão a cometer e parem com esta política de austeridade?", questiona o texto do PS, sublinhando 

segunda-feira, 25 de março de 2013

Chefe da Troika confessa-se desapontado com os resultados do governo

É preciso não ter vergonha. Selassie, o chefe da missão da Troika, "confessa-se" desapontado com os preços da eletricidade, telecomunicações ... o desemprego elevado ... entre outras lágrimas de crocodilo. Enorme hipocrisia. 
Renegociou 6 vezes com o governo a revisão do memorando, nas costas do PS e da AR. Fez o mesmo com o Documento de estratégia Orçamental, bem como com o corte de 4 mil milhões nas políticas sociais. 
Negaram sempre ao PS a ideia de mais tempo. Agora há mais tempo, à pressão, fora de tempo, mas depois do mal estar feito com o país mais pobre e as famílias desesperadas. 
Para quando a devolução a Portugal dos 3 mil milhões de euros que o BCE ganhou com a dívida? Isso já foi feito com a Grécia. 
O Primeiro-Ministro desistiu. É preciso substituir o governo e isso já lá não vai paninhos quentes!

quarta-feira, 20 de março de 2013

TVI - Constança - Em que ficamos? Catroga e o PSD diziam que o memorando era bom!

Outra coisa extraordinária, é o Ministro das Finanças dizer que o programa da troika foi mal desenhado, perguntando-se como é possível dizer isto 2 anos depois; é uma tentativa inútil do MF em disfarçar o falhanço das suas políticas. 
Recorda que Eduardo Catroga disse que o programa era muito bom, que o PSD disse que o programa da troika era o seu programa e que até era modesto e queria ir mais além; o próprio MF e o PM vieram dizer que estávamos no caminho certo, o que mostra que o governo não tem caminho nenhum. 
Estamos a assistir, sub-repticiamente, a uma troca de acusações entre o governo e a troika; o governo tem grandes responsabilidades no caminho por que levou Portugal e o MF não tem, neste momento, credibilidade absolutamente nenhuma. O governo já não tem condições para continuar, chegámos ao fim do caminho.

O governo dá os últimos "ais" - nem o próprio PSD e o PR suportam Passos

Esta última avaliação da Troika deixa a nú o seu próprio falhanço e o do governo. Depois de 6 revisões do memorando, feitas nas costas da AR, tal como aconteceu com o Documento de Estratégia Orçamental (DEO) e a decisão, em Setembro último, de cortar 4 mil milhões nos direitos sociais das pessoas, nada do que agora está escrito tem a ver com o compromisso inicial, segundo sublinha o próprio Marques Mendes. 
E não é que ontem, à tarde, na AR, o ministro das Finanças ainda ensaiou uma tentativa de sacudir a água do capote? 
O problema é que, pelo que dizem à boca fechada os próprios deputados do PSD, já nem a maioria tem confiança no que resta do ministro. São os próprios que querem a sua substituição. E pelos mesmos percebi, também, que o próprio PR deseja o mesmo, mas com uma diferença: deseja também a saída de Passos Coelho!
"A reunião de hoje do ministro de Estado e das Finanças, Vítor Gaspar, com as bancadas do PSD e do CDS-PP, na Assembleia da República, durou cerca de hora e meia e terminou sem declarações à comunicação social"

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

QUANDO SE PERDE A VERGONHA E O GOVERNO FICA EM SILÊNCIO

"O D$NHEIRO EMPRESTADO PELA TROIKA É MUITO BARATO" - Abebe Selassie, no JN, fez a afirmação do dia. Esta cabecinha pensadora entende que estamos, portanto, a pagar pouco. Está em linha com o governo que também acha que podemos pagar mais. E assim é. Ainda o OE 2013 não foi aprovado e já Vítor Gaspar anunciou em conferência de imprensa, preparem-se, porque AINDA VÃO PAGAR MAIS!