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segunda-feira, 24 de outubro de 2016

(Opinião) Um bom momento no país e no PS

1993 - A. Guterres no lançamento da minha candidatura
à CM ViseuAdicionar legenda
António Guterres é o Secretário-Geral da ONU. O ex primeiro-ministro e secretário-geral do PS conseguiu ao longo da última década, como Alto-Comissário para os Refugiados, granjear a estima e o respeito do mundo.
A sua aclamação pela Assembleia Geral, depois de ter sido posto à prova em seis votações secretas, espelha a unanimidade, o consenso e o reconhecimento pelas nações das suas invulgares capacidades.
A transparência do processo prestigiou a ONU, ao arrepio da nebulosa gerada por Merkel e pela Comissão Europeia numa lamentável e mal sucedida jogada de última hora.
Nada poderia ter contribuído mais para a autoestima dos portugueses e prestígio de Portugal. Igualmente importante, foi o facto de António Guterres ter conseguido unir o país à volta de uma ambição comum. Desde as forças políticas, passando pelo atual e anteriores Chefes de Estado, até ao generalizado sentimento popular, tudo funcionou muito bem.
Permito-me relevar o papel da diplomacia portuguesa e do ministro Santos Silva, bem como o empenho máximo do Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa e do Primeiro-ministro António Costa. Todos não foram demais para o sucesso coletivo. É uma vitória de todos, mas, em especial, do mérito de António Guterres.
Tive o privilégio de, ao longo da minha vida política, ter pertencido à equipa restrita que sempre o acompanhou no PS (Comissão Permanente e Secretariado Nacional) e ter partilhado responsabilidades no seu governo como secretário de estado da Administração Marítima e Portuária. Conheço-o bem, a sua entrega, integridade e empenho. Sempre prestigiou a vida pública.
Portugal vive um bom momento e o PS também. De facto, à eleição de António Guterres pode somar-se o bom desempenho, publicamente reconhecido, do governo de António Costa, tal como a vitória do PS Açores e de Vasco Cordeiro nas eleições regionais deste último domingo. Se tudo continuar assim, tudo continuará bem com o PS e com o país.
JCentro 2016.10.16

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Guterres a 24h de ser indicado Secretário Geral da ONU

Venceu a última votação. Decisiva. Parabéns António Guterres. "Alcança quem não cansa" diria Aquilino Ribeiro. A eleição de um português orgulha muito Portugal, bem como todos os países de língua oficial portuguesa. Ter sido membro do seu 2º Governo foi um orgulho que hoje adquire para mim um significado ainda maior.
É, antes de tudo, uma vitória pessoal, mas também prova que quando no país todos se juntam por uma causa comum o sucesso passa a estar sempre ao seu alcance. 
Estão, por isso, de parabéns todos quantos contribuíram para se chegar aqui. 
Fica o reconhecimento muito especial à diplomacia portuguesa, ao primeiro-ministro António Costa e ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. 

domingo, 22 de maio de 2016

Guterres sobre os refugiados:“Está-se a chegar a um beco sem saída”

A decadência europeia vai muito para além da economia. está ferida nos seus princípios, nomeadamente os do emprego, da solidariedade e da paz. 
O preço a pagar será elevadíssimo. Mas até parece que ninguém liga e que nada temos a ver com isso, uma espécie de "nem somos de cá".

(Lusa) O candidato a secretário-geral da ONU adverte para as “consequências imprevisíveis” de um colapso do sistema de proteção dos refugiados e apela a uma maior intervenção da comunidade internacional. “É o momento de agitar as águas”, diz António Guterres
O ex-Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, António Guterres, alertou este sábado em Coimbra para o risco do colapso do sistema de proteção de refugiados, defendendo que é tempo de se pensar em soluções mais radicais.
"Nunca, nos tempos recentes, estivemos tão próximos desse colapso como estamos neste momento", afirmou António Guterres, considerando que é necessária uma maior intervenção da comunidade internacional para que tal não aconteça.
Para o ex-Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), um colapso do sistema teria "consequências imprevisíveis" no plano humanitário e dos direitos humanos, mas também a outras "escalas", podendo contribuir para a desestabilização de países em zonas de conflito.
Esse colapso seria "um belíssimo instrumento ao serviço daquelas organizações terroristas internacionais que procuram aproveitar todos os pretextos para recrutar todos aqueles que se sintam discriminados e abandonados", sublinhou o também candidato a secretário-geral das Nações Unidas (ONU), que falava enquanto orador convidado na conferência "A Situação Internacional e os Movimentos Forçados de População", no auditório da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC).
Nos dez anos à frente do ACNUR, Guterres encontrou, com raras exceções, as fronteiras "abertas para refugiados". No entanto, hoje assiste-se a "um fechar progressivo das fronteiras, sobretudo na Europa", que tem um efeito de arrastamento e "mimetismo" por parte dos países de primeiro acolhimento.
O ex-Alto Comissário apontou para o caso do Líbano, em que há um refugiado para cada três libaneses, e que se pode questionar o porquê de dever manter a fronteira aberta quando a União Europeia, em que entram dois refugiados por cada mil cidadãos europeus, barra a entrada a pessoas que tiveram de abandonar o seu país de origem.
Esta é "uma epidemia que se alastra", alertou, recordando que é no mundo em desenvolvimento que a maioria dos refugiados (86%) está.
Num momento em que o número de refugiados no mundo é o mais alto desde a 2.ª Grande Guerra Mundial (cerca de 60 milhões), "é preciso ter a capacidade de pôr em cima da mesa soluções que antes seriam impossíveis", defendeu.

E, de acordo com Guterres, "há um clima para se pensar em algumas soluções mais radicais", visto que se está "a chegar a um beco sem saída". "É o momento de agitar as águas", afirmou.
O candidato a secretário-geral da ONU realçou a importância de se criarem "mecanismos para garantir o financiamento" para a proteção de refugiados à escala global, para que o apoio não exista apenas a partir "da boa vontade de certos Estados".
Durante o discurso, António Guterres frisou que é necessária "uma mega operação de reinstalação à escala global", de forma a que os movimentos de refugiados não sejam controlados "por traficantes e contrabandistas".
Instrumentos que assegurassem o movimento legal de refugiados "para o mundo desenvolvido", juntamente com o aumento "significativo" da ajuda humanitária e de mecanismos de cooperação económica nos países de primeiro acolhimento, são as únicas soluções possíveis para se responder "às necessidades dos refugiados" e aos países que estão na primeira linha, disse o ex-alto comissário.
O ex-primeiro-ministro é homenageado no domingo pela Universidade de Coimbra (UC) com o título de doutor 'honoris causa', contando com as presenças do atual primeiro-ministro, António Costa, e do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Guterres apoia Maria de Belém a "Belém"

Terminado o mandato como alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), António Guterres está livre para anunciar o apoio à candidatura presidencial de Maria de Belém Roseira. 
Ao que o Diário Económico apurou, esse anúncio deverá ser feito nos próximos dias. Maria de Belém foi por duas vezes ministra nos governos de António Guterres - primeiro na Saúde e depois na Igualdade (...)

No momento em que Guterres cessa o mandato como ACNUR, o PS manifestou “profundo orgulho” pela forma como o seu ex-líder desempenhou o cargo, considerando, numa nota pública, que aumentou de forma “assinalável” o prestígio de Portugal. “António Guterres deixa no fim deste seu mandato um importante legado na defesa dos refugiados e dos Direitos Humanos, com um nível de recursos e de protagonismo que até então o alto comissariado para os Refugiados não possuía”, reforça o PS. 

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Guterres fala dos refugiados depois depois de ter visitado Sócrates

Questionado pelos jornalistas, no domingo, à saída de casa de José Sócrates, António Guterres disse esperar que a União Europeia encontre uma solução durante a reunião entre os ministros do Interior dos Estados-membros. “É preciso uma resposta coletiva da Europa. Tenho esperança que amanhã no Conselho Europeu se dê esse passo positivo”. 
Só a Alemanha deu uma resposta solidária, com significado: receberá 1 milhão de refugiados. A verdade é que não há coletivo na Europa. Está cada um por si. Até parece que fechando os olhos o problema ficaria resolvido. I




domingo, 9 de agosto de 2015

Nações Unidas. Guterres mantém-se na corrida

Ex-governante quer concorrer a secretário-geral da ONU. Processo inicia-se em setembro

António Guterres continua empenhado em concorrer ao cargo de secretário-geral das Nações Unidas, cujo processo oficial de escolha deverá iniciar-se no próximo mês, durante a presidência por Espanha do Conselho de Segurança, soube o Expresso.
O ex-primeiro-ministro, que se encontra de momento em férias, manter-se-á até ao final do ano como Alto Comissário para os Refugiados, terminando o seu segundo mandato à frente desta agência, mas mantém inalterada a vontade de poder ir mais longe nas Nações Unidas. O mesmo desejo que, em última análise, o levou a rejeitar a candidatura a Belém, conforme o próprio anunciou, em abril passado.
Desde o início de junho que a Assembleia Geral começou a discutir o projeto de resolução que deverá conduzir o processo de seleção para o próximo secretário-geral, que iniciará o seu mandato em janeiro em 2017. A 1 de junho, aliás, Portugal foi um dos 27 Estados subscritores de uma carta aos presidentes da Assembleia Geral e do Conselho de Segurança, reclamando maior transparência e abrangência nos métodos de trabalho e processos de eleição na organização. A carta é da responsabilidade do grupo ACT, iniciais em inglês de Prestação de contas, Coerência e Transparência.
O grupo, que reúne países de todos os continentes, recomenda que o processo de nomeação se inicie de modo aberto através de uma carta conjunta daqueles presidentes, convidando os Estados-membros a apresentar candidaturas e fixando calendários e etapas. Segundo o ACT, é necessário um processo mais rigoroso e transparente “na seleção do próximo chefe da organização, para nos representar a todos”. E sublinha: “Para garantir tempo suficiente para todas as considerações, a altura para iniciar o processo é agora”. A ideia é, pois, que isto se faça logo em setembro ou, o mais tardar, em outubro, quando o Reino Unido assumir a presidência do Conselho de Segurança.
Mas a caminhada até ao supremo cargo da organização — cujo primeiro ocupante, o norueguês Trygve Lie, descreveu como “o trabalho mais impossível do mundo” — não se afigura fácil para Guterres, nem para nenhum outro candidato, de resto. Na corrida, conhecem-se já pelo menos 18 concorrentes (ver lista ao lado), nove dos quais oriundos do grupo da Europa Oriental, a quem, segundo o costume da rotação nas Nações Unidas, deveria caber agora a vez. Desde o início da organização, nunca houve nenhum secretário-geral proveniente desta região, o que esta agora reivindica.
Não é, pois, por acaso que os primeiros nomes a surgir oficialmente foram endossados por Governos desta parte do mundo: Danilo Türk, ex-Presidente esloveno (2007-2012) com carreira na ONU (foi assistente do secretário-geral para os Assuntos Políticos entre 2000 e 2005, além de outras funções representando o seu país), e a búlgara Irina Bukova, ex-ministra dos Negócios Estrangeiros e atual diretora-geral da UNESCO, ambos em 2014. Antes disso, Vuk Jeremik, ex-ministro dos NE sérvio e ex-presidente da Assembleia Geral da ONU já anunciara a sua candidatura (2013), bem como a atual ministra croata dos negócios Estrangeiros, Vesna Pusic, que se apresentou também em maio passado.

CORRIDA DE OBSTÁCULOS
Todos eles já estão em campanha, bem como outros potenciais concorrentes, mas nada garante que qualquer deles venha a obter o consenso dentro do Conselho de Segurança, onde pontua a vontade dos cinco membros permanentes com direito a veto: Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido e França. do Conselho de Segurança (ver caixa).
Como descrevia um diplomata, “há sempre anticorpos em relação a muitos candidatos. À medida que vão analisando as candidaturas, os cinco membros permanentes vão pondo as suas cruzinhas. A questão é encontrar um que não receba nenhuma bola preta”. Ou seja, que não tenha o veto de nenhum deles. E na situação atual de relações tensas entre leste e oeste a propósito nomeadamente da Ucrânia, vai ser difícil encontrar um que agrade em simultâneo à Rússia ou à China e aos Estados Unidos.
O ponto é mesmo esse e, eventualmente, as duas candidatas búlgaras (Irina Bukova e a comissária europeia Kristalina Giorgieva) poderão ser rivais de peso. Pelas suas biografias e perfil podem agradar a ambos os lados, além de que são mulheres — uma reivindicação que está a crescer entre os movimentos de pressão. Mas, dizia um perito nestes assuntos, nunca será esse o critério de decisão: “Se houver uma mulher com capacidades, tanto melhor, mas a escolha à partida nunca será essa”.
António Guterres tem um prestígio indiscutível na ONU e mexe-se bem na organização, reconhecem várias fontes. “É o melhor candidato no cenário improvável de falhar um candidato da Europa de Leste e a escolha não passar para a América Latina, em vez de se manter na Europa”, dizia ao Expresso um membro do Governo. A América Latina, além de não reconhecer o princípio da rotação, também reclama agora a sua vez, apresentando vários candidatos.
No grupo da “Europa Ocidental e outros”, essencialmente os antigos países mais desenvolvidos, há também candidatos fortes, a começar por Helen Clark, ex-primeira-ministra neozelandesa e atual administradora do Programa de Desenvolvimento da ONU, outra mulher. Por isso, a caminhada será sobretudo uma corrida de obstáculos. E, claro, o resultado improvável de uma conjunção de imponderáveis


sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Guterres pode ser candidato a Presidente da República

Nenhuma das afirmações de António Guterres negou essa possibilidade, contrariamente ao entendimento de alguma imprensa. 

Pelo contrário, já deixou claro que a decisão e o tempo são seus e nada se conhece que represente uma dificuldade irresolúvel. É por isso que a direita está mais preocupada do que nunca!

"Será um grande candidato e não há nenhum problema em aguardarmos com serenidade", sublinha Manuel Pizarro, membro do Secretariado do PS. "Guterres está sempre a tempo, é um ótimo candidato", diz Maria de Belém, que não quer sequer pensar numa alternativa ao líder da ACNUR"

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

António Guterres pode mesmo ser candidato a Presidente da República

António Guterres pode ser candidato à Presidência da República, segundo a imprensa.  Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, funções que desempenha desde 2005, deve terminar o seu mandato em meados de 2015. É um dos portugueses mais prestigiados e, como tal, é reconhecido em todas as organizações mundiais. Profundamente humanista, dedicou toda a sua vida ao serviço dos outros, sobretudo daqueles mais pobres e necessitados. A confirmação da sua candidatura seria uma excelente notícia para Portugal.

Photo: Angelina JolieAntonio Guterres em Lampedusa
Licenciado em Engenharia Electrotécnica, pelo Instituto Superior Técnico da Universidade Técnica de Lisboa, com média final de 19 valores, foi Secretário-geral do Partido Socialista entre 1992 e 2002, tendo sido deputado à Assembleia da República, pela circunscrição eleitoral de Castelo Branco; foi Presidente da Comissão Parlamentar de Demografia, Migrações e refugiados da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa em 1983, Primeiro-ministro dos XIII e XIV governos constitucionais, entre Outubro de 1995 e Abril de 2002. Entre Novembro de 1999 e Junho de 2005 Presidente da Internacional Socialista. Desde Junho de 2005 é Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, devendo exercer funções até 2015. Doutoramento Honoris Causa na área das Ciências Sociais e Humanas pela Universidade da Beira Interior.”

Foi distinguido com:
Grã-Cruz da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul do Brasil (23 de Julho de 1996)
Grã-Cruz da Ordem do Mérito da Polónia (22 de Setembro de 1997)
Grande-Oficial da Ordem da República Oriental do Uruguai (10 de Dezembro de 1998)
Banda de 1.ª Classe da Ordem da Águia Azteca do México (2 de Julho de 1999)
Grã-Cruz da Ordem de Honra da Grécia (17 de Março de 2000)
Grã-Cruz da Ordem de Leopoldo I da Bélgica (9 de Outubro de 2000)
1.º Grau da Ordem de Amílcar Cabral de Cabo Verde (27 de Abril de 2001)
Grã-Cruz da Ordem de Mérito do Chile (30 de Setembro de 2001)
Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito de França (4 de Fevereiro de 2002)
Grã-Cruz da Ordem de Mérito de Itália (1 de Abril de 2002)
Grande-Colar da Ordem de Mérito do Grão-Pará do Brasil (4 de Abril de 2002)
Grã-Cruz da Ordem do Príncipe Jaroslav o Sábio da Ucrânia (4 de Abril de 2002)
Grã-Cruz da Ordem do Sol Nascente do Japão (4 de Abril de 2002)
Grã-Cruz da Ordem da República da Tunísia (4 de Abril de 2002)
Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo de Portugal (9 de Junho de 2002)