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domingo, 21 de junho de 2015

Bagão Felix: "Problema da Segurança Social não é a demografia. É o desemprego!"

Bagão Félix (Por Marcos Borga)
O sistema público de pensões é insustentável?
Afirmações dessas são muito categóricas e carecem de demonstração. Razões sobretudo demográficas, económicas e de amadurecimento do sistema levam a que o regime previdencial tenha acrescidas dificuldades, isso é indiscutível. Agora, não gosto desta coisa de passar a certidão de óbito da Segurança Social (SS) com um ar de postulado ou axioma. Em 1997, o Livro Branco da Segurança Social previa o início do colapso do sistema no ano de 2015. Essa previsão era feita com as seguintes hipóteses macroeconómicas: crescimento do PIB a 2% (algo que praticamente ainda não tivemos neste século) e taxa de desemprego a oscilar entre 4,5% e 5% (coisa que é pura utopia). E, mesmo assim, o colapso começaria em 2015.
Mas isso não aconteceu...
Não. Apesar do desemprego ser muito mais elevado e a produção de riqueza muito mais diminuta. E não aconteceu porque se tomaram medidas de alteração de parâmetros: a idade de reforma, o fator de sustentabilidade (há 30 anos, a esperança média de vida aos 65 anos era de cerca de 14 anos mais, e agora é de cerca de 19 anos mais), a convergência das pensões, a consideração de toda a carreira contributiva para a formação da pensão, a penalização de reformas antecipadas, etc.
No entanto, nos últimos anos, com a crise, o dinheiro das contribuições da Taxa Social Única (TSU) não tem chegado para pagar as pensões...
Essa é a questão mais pertinente. Tem-se falado do efeito da demografia. Os velhos agora são mais caros porque vivem mais tempo? O que é isto? Queremos produzir uma eutanásia social? É verdade que nascemos menos e sobretudo vivemos mais tempo, o que é ótimo, é um avanço civilizacional. Mas, aí, as medidas de que falei fazem um ajustamento automático, é uma questão algébrica. O problema é a economia. Primeiro porque sendo a Segurança Social um sistema de distribuição de riqueza, depende da criação da riqueza. Se o bolo diminui ou não aumenta como deveria aumentar, há dificuldades. Sobretudo por causa do desemprego. Não se deveria usar o rácio de dependência de ativos sobre reformados. Os ativos são constituídos por empregados e por desempregados. O rácio devia ser empregados sobre reformados.
E ainda assim as contas da Segurança Social não lhe mostram que esta é insustentável...
Não, não me mostram. A certa altura é uma moda falar-se da insustentabilidade do sistema de Segurança Social. Porque é que ninguém fala da sustentabilidade ou insustentabilidade do sistema de saúde? Que, aliás, é muito mais gravoso, porque vive-se mais tempo e há mais patologias na velhice. Ou do sistema de justiça? Porque a SS baseia-se em prestações monetárias, em dinheiro transferido. Ao passo que a educação, a saúde e a justiça baseiam-se em atividades. Portanto a ideia da sustentabilidade, nestes casos, é mais difusa. Curiosamente, fala-se da insustentabilidade da SS, que é o único sistema que tem um fundo de reserva. Não é que seja muito, são cerca de 14 mil milhões de euros, mas dá para mais de um ano de pensões. Algum outro sistema em Portugal tem um fundo destes? Não tem. Em Espanha, o fundo cobre pouco mais de 6 meses de pensões.
Qual é o peso dos desempregados nas contas?
Os desempregados têm três consequências gravosas para a Segurança Social. Primeiro, o pagamento de prestações [subsídio de desemprego], que anda à volta dos €2,7 mil milhões. Segundo, uma pessoa desempregada não desconta para a TSU - nem ela nem o patrão - e não paga IRS. Mas, atenção, que os desempregados subsidiados são metade dos desempregados. O que significa que é preciso somar todos na perda de receitas, o que andará à volta de €4 mil milhões. Terceiro, em Portugal, quando a pessoa está desempregada ou doente, não tem descontos, não tem salário, mas, para efeitos da sua pensão de velhice, existe o chamado princípio de equivalência contributiva, o que é corretíssimo. É como se estivesse a descontar. Cálculos por alto, isso significa que o Estado está a gerar responsabilidades futuras, com os desempregados, de um valor que não recebe, que será de €1,1 mil milhões. Ou seja, no total serão €7,8 mil milhões. Este é o principal fator de estrangulamento da Segurança Social, não há outro. Qual demografia?! É o desemprego!
Há equívocos nas contas da Segurança Social?
Em primeiro lugar, do lado das receitas tem de se considerar o IVA social (2 pontos percentuais) porque este surgiu precisamente para financiar prestações do sistema previdencial e contributivo. Depois, as transferências para o Fundo de Estabilização aparecem como despesa, o que não faz sentido nenhum. É como se uma pessoa fizesse um depósito a prazo e considerasse o que punha de parte como despesa e não como investimento para poupança. ?A seguir, as pensões, atualmente, pagam o mesmo IRS que outro tipo de rendimento. Ora, para se perceber se a SS é sustentável ou não, deveria considerar-se apenas a pensão líquida de IRS. Finalmente, nas pensões do regime previdencial contributivo tem de se retirar a parte não contributiva. Explico: as pensões mínimas têm uma bonificação. Por exemplo, em muitas pensões mínimas de €250, a parte contributiva corresponde apenas a 50 ou 100 euros. Depois, há um complemento social que é dado para se atingir a pensão mínima. Quanto pesa este complemento? Um total de 22,5% das despesas com pensões, ou seja, 3,3 mil milhões de euros. Quando se diz que as pensões do regime contributivo custam €13 mil milhões, tem de se ter em conta que mais de €3 mil milhões correspondem a parte não contributiva, parte essa que é financiada por transferências do Orçamento do Estado e não pela TSU.
Então concluímos que a TSU, afinal, chegar para pagar as pensões...
Pois claro que chega. O sistema previdencial foi sempre superavitário. Só nos últimos dois anos é que tem tido um ligeiro défice por causa do efeito devastador do desemprego, como é óbvio.
E para se fazer face a esse "ligeiro défice", não se tem recorrido ao Fundo de Estabilização?
Nem um tostão. O que acontece é que 2 a 4 pontos percentuais da TSU dos trabalhadores deve ser transferida para o Fundo de Estabilização. Nos últimos dois anos, por causa da crise, essa transferência não tem sido feita.  Ou seja, o Fundo não tem pago nada, só não tem recebido o que devia receber.
As contribuições da TSU andarão à volta dos 14 mil milhões de euros...
... Sim...
E quanto é que o Estado transfere para a Segurança Social?
O Estado transfere €7 mil milhões para os regimes não contributivos (Rendimento Social de Inserção; ação social das IPSS; Complemento Solidário de Idosos, etc.).
Menos do que aquilo que gasta com a Saúde ou com os juros da dívida pública...
Pois claro. Porque a parte mais importante, a do regime previdencial, tem uma receita própria, que é a TSU.
E, afinal, qual é o valor do défice?
Está aqui [e aponta para a conta da SS].  Transferência do Orçamento do Estado para o sistema previdencial: 150 milhões de euros. E estamos com este desemprego! Mas o que é que são €150 milhões num orçamento de 20 e tal mil milhões de euros?
Então porque falou a ministra das Finanças em €600 milhões?
Não percebo porque é que os €600 milhões têm de ser pagos pela SS e porque é que os pensionistas estão sempre em primeiro lugar nos cortes. É um disparate analisar isto como um problema a curto prazo. Aliás, revela que há insensibilidade de alguns membros do Governo, porque não se pode lançar uma ideia dessas sobre pessoas que já não têm possibilidade de reverter a sua vida, que já têm idades avançadas, algumas doentes, dizendo 'temos de cortar €600 milhões num determinado ano' e não dizendo como. É gélido do ponto de vista humanístico.
Concorda com o uso do dinheiro do Fundo de Estabilização para compra de dívida pública?
Assim como discordei da determinação do Ministério das Finanças deste Governo, para que o fundo pudesse adquirir até 90% dos seus ativos em dívida soberana - o que acho uma intromissão inadmissível, que colide com o princípio fundamental em qualquer gestão de ativos, que é o da diversificação do risco -, discordo agora desta coisa disparatada do PS de aproveitar 10% do Fundo, ou seja, 1,4 milhões de euros, para a reabilitação urbana. O Fundo não é do Estado; é dos pensionistas e dos futuros pensionistas. Isto é a política a entrar em domínios onde não deve entrar.
Que reformas vamos ter no futuro?
Temos de dizer aos jovens, com honestidade, que as suas condições de reforma tendem a ser inferiores às que hoje existem, mas que também não devem colocar os ovos todos no mesmo cesto.
Está a falar do plafonamento. Ainda o defende?
Sim, sou a favor do plafonamento acima de um determinado nível de rendimento. Não tanto por uma questão de equilíbrio do sistema, mas por uma questão ideológica, filosófica, doutrinária; acho que o Estado não deveria preocupar-se com as pessoas a partir de um determinado rendimento. Há contradições em alguns políticos quando dizem que temos de penalizar as pensões douradas e são contra o plafonamento ao mesmo tempo. Havendo plafonamento não há pensões altas.
A existência do plafonamento não vai esvaziar a Segurança Social?
Não. O plafonamento, no início, significa menos receita. Quando as pessoas chegam à reforma, significa menos despesa. Com vantagem para o Estado: o que ganha em pensão, acima de determinado valor, é superior ao que perde em receita.
São necessárias verbas para aguentar o entretanto...
Não é o momento oportuno para lançar qualquer plafonamento.  Seja o horizontal, seja esta nova proposta do PS, de reduzir a TSU dos trabalhadores. Um momento de crise não é o melhor.
Como vê as propostas do PS e da coligação de Governo?
Aquilo que conhecemos do programa do PS é uma folha de cálculo, um excel, e aquilo que conhecemos das medidas programáticas da coligação é em word. O word são intenções ainda muito pouco definidas e o excel é uma esperança notável do crescimento da economia por milagre. Acho um exagero dizer que os trabalhadores vão consumir mais e, portanto, fazer crescer a economia, porque pagam menos TSU. Porque quando uma pessoa tem mais 1 ou 2% de ordenado liquido, tem três hipóteses: ou consome, ou poupa ou paga dívidas. Depois, está a dar-se um argumento brutal aos empresários para não aumentarem os salários. De resto, é 'fezada' na economia, acho lírico.
Baixar a TSU é descapitalizar a previdência?
A Segurança Social caminha a passos largos para a insustentabilidade, dizem, e depois vão aproveitar para fazer política com as receitas da TSU. Todos querem aproveitar o sistema, mas querem o quê? Os ossos? ?O esqueleto? Ou o fillet mignon?

As contas de Bagão
  • €14 mil milhões - As contribuições da Taxa Social Única
  • €13 mil milhões - A despesa com pensões do regime contributivo
  • €3,3 mil milhões - O valor que deve ser descontado à despesa com pensões do regime contributivo, por representar uma parte social, não contributiva, das pensões mínimas
  • €14 mil milhões - O valor dos ativos do Fundo de Estabilização
  • €7,8 mil milhões - O peso que a taxa de desemprego tem tido nas contas da SS
  • €150 milhões - O défice do regime previdencial
Ler mais: http://visao.sapo.pt/bagao-felix-problema-da-seguranca-social-nao-e-a-demografia-e-o-desemprego=f822970#ixzz3dgPT8fSZ

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Bagão Félix - Desemprego custa 3 900 milhões de euros

António Bagão Félix, ex-ministro das Finanças e da Segurança Social, fez as contas ao custo do desemprego só em aumento de despesa com prestações sociais, e em perda de receita.

Comparando a taxa de desemprego actual, que ficará em torno dos 17% este ano, com "uma taxa de desemprego de 7%, que era o nível que tínhamos antes do programa de ajustamento, entre perda de receita e aumento de despesa, estamos a perder cerca de 3.900 milhões de euros", concluiu Bagão Félix. Deste modo, "como é que podemos fazer a consolidação", perguntou o ex-ministro.

Bagão Félix falava na Conferência da Antena1 / Económico, sobre o Estado e a Economia. O economista defendeu ainda que "temos tido aumento de impostos à bruta e cortes de despesa às cegas" e argumentou que o atual programa de ajustamento tem implicado um esforço de ajustamento demasiado elevado. 

"Tomámos uma série de medidas para alcançar um objectivo muito mais ambicioso", lembrou o ex-ministro. Estas medidas "prejudicaram o produto e isto levou a metas menos ambiciosas, mas com os custos das mais ambiciosas", defendeu.


quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Bagão Félix "Este Orçamento está cheio de falácias"

Síntese - À SIC Notícias, o ex-governante considerou que será “difícil” alcançar a meta do défice prevista para 2014 (4%), (...) O Orçamento do Estado apresentado (...) Bagão Félix defendeu que o documento “está cheio de falácias” (...) uma das falácias deste Orçamento diz respeito ao facto de o Governo garantir que não traz mais austeridade, quando na sua opinião "não só traz como traz mais". Bagão Félix acusou ainda o Executivo de continuar a impor medidas que “não estavam previstas no plano de entendimento” assinado em 2011 com a troika.(...)

No comentário semanal na SIC Notícias, o antigo ministro Bagão Félix manifestou-se, ao contrário do Governo, "pouco optimista" com as perspectivas "macroeconómicas" apresentadas pelo Executivo após a entrega do Orçamento do Estado para o próximo ano. Para o economista, este orçamento está “cheio de falácias”, pois “insiste na mesma fórmula" que não consta no memorando, enquanto "a situação [do País] se vai agravando”.
O antigo ministro das Finanças, Bagão Félix, reconheceu os dados positivos que a economia portuguesa tem mostrado mas não descarta a hipótese de as perspectivas macroeconómicas apresentadas pelo Governo falharem.
À SIC Notícias, o ex-governante considerou que será “difícil” alcançar a meta do défice prevista para 2014 (4%), sublinhando que “quem está no Governo não tem uma varinha mágica” para adivinhar se tal será ou não cumprido.
Sobre o Orçamento do Estado apresentado ontem pela ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, Bagão Félix defendeu que o documento “está cheio de falácias” pela constante aposta na “mesma fórmula” que “agrava” a situação da economia nacional.
Para o economista uma das falácias deste Orçamento diz respeito ao facto de o Governo garantir que não traz mais austeridade, quando na sua opinião "não só traz como traz mais". Bagão Félix acusou ainda o Executivo de continuar a impor medidas que “não estavam previstas no plano de entendimento” assinado em 2011 com a troika.
“Estava previsto o congelamento de salários e de pensões, a redução de isenções, o aumento do IVA. Eu próprio fiquei surpreendido. Já não sabemos o que está no princípio de tudo isto”, contestou.
Para o antigo ministro “este modelo não serve” e, reiterou, “existem muitas alternativas”, como “reposicionar o programa de austeridade com outro ritmo, com outra forma de fazer austeridade, sem que o crescimento seja inibido”.
Uma outra falácia apresentada pelo comentador em relação ao Orçamento do Estado para 2014 refere-se à “mistificação da palavra ‘transitório’”. Bagão acusou o Governo de dizer que os cortes nos salários, por exemplo, são transitórios, mas que nem sempre tal acontece. “Não sei se é transitório e definitivo ou definitivamente transitório”, afirmou.
Na opinião do economista estamos novamente perante um Orçamento que "compartimenta a sociedade entre novos e velhos, funcionários públicos e não públicos, empresas grandes e pequenas" e que, ao contrário do que sustenta o Governo, "não traz equidade."
Por Daniela Costa Teixeira


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

TRÊS PESOS PESADOS VEEM O OE 2013 SEM EXECUÇÃO POSSÍVEL

Síntese -FERREIRA DO AMARALantecipa uma «tragédia nacional» ... «Estão a empurrar o país para o desastre e o Governo insiste nestas políticas para reduzir os salários»; M. FERREIRA LEITE -  consolidação orçamental com a magnitude da que pretende o Governo, num tão curto período de tempo, é «inviável»: «Acabou a redução do défice por via da receita», BAGÃO FÉLIX «Em 2013, aumentando brutalmente a carga fiscal, está-se a entrar numa terapêutica viciosa de uma doença que pode agravar a contingência de uma infecção generalizada na economia. ESTA CARGA FISCAL pode gerar uma SEPTICEMIA NA ECONOMIA.
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As reservas face ao Orçamento do Estado para 2013 sucedem-se – de Ferreira Leite e Bagão Félix a Ferreira do Amaral.
A proposta de Orçamento do Estado para 2013 uniu economistas de diferentes quadrantes políticos nas críticas ao aumento da carga fiscal. A desconfiança sobre o cumprimento das metas orçamentais vai de Bagão Félix a João Ferreira do Amaral, passando por Manuela Ferreira Leite.
A ex-ministra das Finanças do PSD disse que a proposta de orçamento «não tem execução possível». E que uma consolidação orçamental com a magnitude da que pretende o Governo, num tão curto período de tempo, é «inviável»: «Acabou a redução do défice por via da receita», sentenciou, numa conferência da Antena 1 e do Jornal de Negócios.
À direita, o desconforto esteve também patente em Bagão Félix, próximo do CDS. «Em 2013, aumentando brutalmente a carga fiscal, está-se a entrar numa terapêutica viciosa de uma doença que pode agravar a contingência de uma infecção generalizada na economia. Esta carga fiscal pode gerar uma septicemia na economia», disse o antigo ministro das Finanças do governo PSD/CDS encabeçado por Santana Lopes.
Por seu turno, o economista João Ferreira do Amaral antecipa uma «tragédia nacional» no próximo ano, com mais falências e desemprego. «Estão a empurrar o país para o desastre e o Governo insiste nestas políticas para reduzir os salários», referiu.
O antigo conselheiro de Jorge Sampaio também não acredita no cumprimento das metas orçamentais: «O Estado, assim, nunca conseguirá o equilíbrio. Fez-se de tudo e apenas se reduziu o défice em 1% do Produto Interno Bruto. Tenho dúvidas quando à execução orçamental, mais do que na aprovação do Orçamento».

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

TODOS QUEREM SABER O QUE PASSOS COELHO TEME DE ANTÓNIO BORGES

OS EX-MINISTROS CDS E PSD (BAGÃO FÉLIX-ÂNGELO CORREIA) CRITICAM BORGES E QUEREM PASSOS A FALAR - o primeiro-ministro, quer queira, quer não, vai ter assumir posição sobre António Borges. O consultor contratado pelo governo, de forma multimilionária, tem cobertura ou não tem para dizer o que diz: ameaçar a função pública, ativos e reformados, com mais cortes, anunciar em vez de Relvas a privatização da RTP ou chamar ignorantes aos empresários. Ete homem que não foi eleito por ninguém e que fala em nome dos eleitos QUEM É? PASSOS TEM DE EXPLICAR!

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

ATÉ BAGÃO FÉLIX!! "FOI DADA UMA MACHADADA NO REGIME PREVIDENCIAL"


"Acho que se deu a machadada final no regime previdencial. Não estou a dizer na Segurança Social, estou a dizer no regime previdencial, que é aquele em que há uma relação direta entre o esforço que os trabalhadores fazem e os benefícios que têm", afirmou hoje à agência Lusa o conselheiro de Estado, apontando o caso das pensões e dos subsídios de desemprego e doença, que têm vindo a ser reduzidos.
"E porquê? Porque os benefícios decrescem, mas há um aumento de sete pontos percentuais no desconto do trabalhador", justificou.
Na sua opinião, o desconto feito pelos trabalhadores para a Segurança Social, "no fundo, não é uma taxa. É um verdadeiro imposto. Deixou de ser uma contribuição [para um seguro] social para ser um imposto único".
Quanto à descida dos encargos das empresas para a Segurança Social, o antigo ministro das Finanças e da Solidariedade Social realçou que a mesma "já estava prevista no memorando de entendimento com a 'troika'", mas entende que a diminuição de 23,75 por cento para 18 por cento "não vai trazer grandes benefícios ao nível da geração de emprego" em Portugal.
"Não é por causa desta diminuição que vai haver um aumento de contratações. O que vai acontecer é que estas medidas, que diminuem o rendimento disponível das famílias, vão diminuir o consumo e, diminuindo o consumo, provavelmente é atacada a saúde das empresas e o desemprego tenderá a subir", concluiu.
Passos Coelho anunciou na sexta-feira um aumento de 11 para 18 por cento da contribuição para a Segurança Social dos trabalhadores dos setores público e privado e a redução de 23,75 para 18 por cento da contribuição das empresas.
Com as novas medidas de austeridade os funcionários públicos continuam a perder o equivalente ao subsídio de natal e de férias, cuja suspensão tinha sido considerada inconstitucional pelo Tribunal Constitucional.

Para os funcionários do setor privado, o aumento da comparticipação para a Segurança Social equivalerá à perda de um salário por ano. Os pensionistas continuaram sem subsídios de natal e férias.
O primeiro-ministro falava numa declaração ao país a partir da residência oficial em São Bento, numa altura em que a quinta avaliação pela 'troika' do Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF) se encontra perto do fim.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

BAGÃO FÉLIX - MINISTRO "DEVIA DEMITIR-SE PARA POUPAR 1º MINISTRO",

Síntese - HÁ QUESTÕES QUE NÃO TÊM RETORNO - "Eu, no lugar do ministro Miguel Relvas, tinha pedido imediatamente  a demissão, facilitando a vida ao primeiro-ministro ... A universidade, num país que quer ter futuro e esperança, tem de ser  um espaço de exigência. A universidade deve puxar pelos melhores para ter  elites e essas elites fazem-se com exigência e, sobretudo, com a autoridade  do exemplo". NADA TENHO A ACRESCENTAR
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"Eu, no lugar do ministro Miguel Relvas, tinha pedido imediatamente  a demissão, facilitando a vida ao primeiro-ministro, que bem merece", afirmou  Bagão Félix em entrevista à estação pública de televisão RTP, durante a  noite. 
Questionado sobre se a polémica em torno da licenciatura de Miguel Relvas  está a prejudicar o Governo, Bagão Félix, que foi ministro da Segurança  Social e do Trabalho e ministro das Finanças em dois anteriores governos  da coligação PSD/CDS-PP, afirmou que "há questões que não têm retorno".
"A universidade, num país que quer ter futuro e esperança, tem de ser  um espaço de exigência. A universidade deve puxar pelos melhores para ter  elites e essas elites fazem-se com exigência e, sobretudo, com a autoridade  do exemplo", acrescentou. 
O caso da licenciatura do ministro Miguel Relvas começou a dar polémica  há cerca de duas semanas por causa do número de equivalências que obteve  na Universidade Lusófona. 
De acordo com o processo do aluno que a Lusófona disponibilizou para  consulta na segunda-feira, e que a agência Lusa consultou, foram atribuídos  160 créditos a Miguel Relvas no ano letivo 2006/2007. Com as equivalências  atribuídas pela Universidade, Relvas apenas teve de fazer quatro disciplinas  semestrais.  Lusa

sexta-feira, 18 de maio de 2012

BAGÃO FÉLIX (CDS) CONDENA "CONFISCO" DE SUBSÍDIOS A PENSIONISTAS

Síntese - NÃO SE ENTENDEM e enquanto sim e não, ficamos todos sem o dinheiro - O antigo ministro CDS das Finanças e da Solidariedade Social Bagão Félix classificou hoje a retirada de subsídios de férias e de Natal aos pensionistas, mesmo que temporária, como uma atitude “confiscatória”, uma vez que descontaram sobre 14 meses. Apesar de o Governo ter apontado 2015 como o ano em que começa gradualmente a devolver os cortes salariais realizados na função pública e os subsídios de férias e de Natal Bagão Félix disse não acreditar que tal venha a acontecer.

“Quando se retiram os subsídios de Natal e de férias aos pensionistas, sobretudo aos pensionistas cuja pensão resulta dos seus descontos, é confiscatório no pior sentido da palavra porque essas pessoas descontaram sobre 14 meses”, disse Bagão Félix, numa conferência na Faculdade de Economia da Universidade do Porto sobre o novo modelo do Estado social.
Para o antigo ministro de dois governos de coligação PSD/CDS-PP, tal como o atual, estas pessoas “têm um direito constitutivo no sentido em que, de facto, fizeram um desconto sobre 14 meses para terem direito a uma pensão sobre 14 meses”.
Bagão Félix lamentou, ainda, que se tenha vindo a "pulverizar a lógica do Estado social com erros técnicos", numa altura em que "ninguém fala dos direitos adquiridos".
"Quase apetece dizer, então, ‘não têm os subsídios, vamos fazer um desconto do imposto da Taxa Social Única que pagaram anteriormente e vamos devolver isso às pessoas’", disse o antigo governante, com a ressalva de esta ser uma ideia apenas teórica.
Apesar de o Governo ter apontado 2015 como o ano em que começa gradualmente a devolver os cortes salariais realizados na função pública e os subsídios de férias e de Natal, Bagão Félix, numa entrevista à agência Lusa no início do mês, disse não acreditar que tal venha a acontecer.
“Infelizmente, a minha intuição é que não vai haver mais reposição”, lamentou então o antigo ministro das Finanças no Governo de Pedro Santana Lopes.
Para justificar essa intuição, Bagão Félix, que foi ministro da Solidariedade Social e do Trabalho no Governo anterior a esse, liderado por Durão Barroso, lembrou a forma como o atual executivo se referiu à questão.“O Governo foi cauteloso e fala como hipótese técnica repor 25 por cento do subsídio a partir de 2015 até 2018, fala como hipótese técnica, quase académica, e isso dá para tudo”, frisou.
Lusa / SOL

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

A IDEIA DE BAGÃO FÉLIX: A CLASSE MÉDIA ESTÁ A DESAPARECER E A CLASSE RICA A CRESCER

"O GOVERNO ESTÁ A PROLETARIZAR A CLASSE MÉDIA" - São os que estiveram no governo, propostos pelo CDS, que já confessam, como outras personalidades aflitas e comprometidas do PSD que este não é o caminho.

Há injustiça e insensibilidade social e o desmantelamento ad economia, retirando a muitos para dar a poucos. "E NÃO HÁ RETRACÇÃO NA CLASSE RICA". Inimaginável há 8 meses, VINDO DE QUEM VEM!!